Notas iniciais
Bem, eu nem postaria hoje, porque né, quase ninguém comentou o capítulo anterior :c Estou fazendo birra, sim. Sério gente, aquele foi o capítulo mais longo que já escrevi! Nunca cheguei nas 3 mil palavras AHEUIEHU
Me esforcei para ficar algo no mínimo razoável. Não deixem de me amar :c
ENTRETANTO, eu precisei postar, pois, quando estava viajando pela minha fanfic como de costume, vi uma recomendação linda, fofa, mara, divástica da minha linda Looh Lautner. Agora me diz, como deixar de postar se ela me deixou tão alegre? Esse capítulo com certeza é dedicado à ela ♥

— POV DARYL —

Nessas últimas semanas as coisas insistiam em piorar de forma absurda.

Não bastasse tudo o que aconteceu entre mim e Sarah, aqueles malditos ficavam me vigiando impedindo que eu sequer me aproximasse da casa de Hershel, acabando com toda e qualquer chance de tentar conversar com ela.

Suspirei frustrado, acertando uma flecha certeiramente em um esquilo que atravessava meu caminho.

Haviam se passado semanas desde que tudo ocorreu, contudo, as lembranças daquele dia específico rondavam minha mente, esfregando em minha cara o quão idiota em fui em entrar no jogo de Andrea.

Nunca ignorei meus instintos, mas naquela noite, mesmo que eles gritassem para que eu não lhe desse atenção, resolvi ceder, tentado com a ideia de devolver à ela todos os desaforos ditos em nosso acampamento, no dia em que o mesmo fora atacado.

A cena se delineava perfeitamente em minha cabeça, afinal, como esquecer o dia em que tudo de mais importante que eu tinha fora arrancado de mim por um erro que jamais devia ter sido cometido?

Eu estava sentado em frente à casa de Hershel, mais precisamente na escadaria de acesso à varanda.

Limpava minhas flechas, no mínimo pela terceira vez seguida, a fim de me distrair. De qualquer forma, não havia nada que me parecesse mais interessante, visto que Sarah havia saído com o restante do grupo para ter as malditas aulas de tiro com o babaca do Shane.

Já havia me oferecido a ela para ensinar-lhe, porém, era totalmente avessa a essa ideia, alegando que gostava do tempo que passava junto ao restante do pessoal.

Insisti várias vezes, mas fora completamente em vão. Nossa conversa sempre tomava o mesmo rumo, e acabava com Sarah dizendo que eu deveria ser mais acessível e parar de ser tão possessivo, porque ela e Shane eram apenas amigos.

Aquele assunto irritava-me profundamente, mas com o tempo, passei apenas a ignorar. Sarah ajudava muito, pois mostrava-se muito animada com tudo o que aprendia, e logo que voltava passava horas me contando sobre como havia sido o treino, sobre as coisas que havia descoberto e no fim, acabávamos nos beijando e deixando os contratempos de lado.

Sou arrancado de meus pensamentos pela loira infernal. Sinceramente, havia me esquecido do fato de que ela existia, ou talvez, apenas não me fizesse diferença alguma.

— Podemos conversar? — questiona Andrea, a alguns passos de distância.

— O que você quer? — respondo, sem a mínima paciência para ouvir sua voz irritante. Aliás, o que ela teria de importante para me falar? Fiz pouco caso e sequer me dei ao trabalho de desviar meus olhos das flechas para encará-la.

— Precisa ser em outro lugar. É importante — impôs.

­— Não — respondi sem dar-lhe muita importância.

— Por favor — era impressão minha ou aquilo realmente soou como uma súplica?

Apenas levantei-me e subi até a varanda.

— Não pode ser em um local mais afastado? Não quero que os outros escutem — comentou.

— Não. Não pode ser. Agora desembucha vadia. Não tenho tempo para perder com você — sua face passou por diferentes tons de vermelho. Sua raiva era quase palpável.

— O que você tem com Sarah? — indagou autoritariamente. Encarei-a por alguns segundos, incrédulo. Ela havia mesmo feito aquela pergunta?!

— Isso não é da sua conta — ralhei. — Não se meta na minha vida! — respondi áspero.

— Passou a ser da conta de todo mundo quando ouvimos os gemidos da sua vadia ecoando pelo acampamento inteiro — comentou com desdém.

— O que Sarah e eu fazemos ou deixamos de fazer, é problema nosso. Não tenho culpa se você não transa, Andrea — cuspi no chão, virando-me para sair, quando a vagabunda segura meu braço.

— Daryl, ela não faz seu tipo! É apenas uma garotinha fraca e inexperiente... — como ela ousava falar assim de Sarah?! — Eu sou a mulher certa pra você... — continuou com suas sandices, agora deslizando sua mão por meu braço, de forma que imaginou ser atraente. — Sempre fui... Sou forte, sei me virar e com certeza sou melhor do que ela na cama — completa, com a voz rouca e apelativa. Ela estava tentando soar sexy? Alguém a avise de que não está dando certo.

— Você só pode estar louca — digo com desprezo, afastando seu braço.

Em menos de um segundo a vadia avança sobre mim, beijando-me. Levo alguns segundos pra entender o que aquele idiota estava fazendo. Eu estava estático. Em nenhum momento pensei em correspondê-la, todavia, tudo fora tão repentino que perdi a capacidade de reação. Ouço um choro baixo, e merda! Eu sabia muito bem o que estava acontecendo.

Eu nunca havia batido em mulher alguma, todavia, Andrea estava extrapolando o limite de minha sanidade, e se ousasse cruzar meu caminho novamente, eu faria questão de esquecer esse pequeno detalhe.

Desde aquele dia, só podia ver Sarah de longe. Ela estava sempre séria. Não a via mais brincando com as crianças e só andava com Beth. Além de tudo isso, quando não era Rick, Shane ficava de olho em mim.

Naquela noite eu fui dormir decidido. Sabia que ela sempre acordava muito cedo para treinar com sua faca em uma parte afastada da fazenda. Estava disposto a segui-la e faze-la escutar tudo o que eu tinha a dizer.

Acordei muito cedo e parti rumo ao local onde sabia que a encontraria sozinha.

Cheguei na hora certa. Encontrei-a treinado, assim como havia imaginado.

Seus cabelos estavam amarrados e ela usava um short branco que mostrava suas pernas muito mais do que deveria. Ela estava linda — como sempre—, mas eu não gostei de saber que ela andava vestida daquela forma em uma fazenda onde havia tantos homens.

— Sarah — chamo-a.

— O que você quer? — ela responde friamente, sem sequer perder seu foco.

— Me deixe explicar o que aconteceu aquela noite — supliquei desesperado. Por Deus! Eu precisava daquela garota muito mais do que poderia imaginar. Privar-me de sua presença estava acabando comigo.

­— Você não me deve explicações — deu de ombros enquanto recolhia a faca para lança-la certeiramente no mesmo local. — Afinal não éramos namorados, noivos e nem casados. Não éramos nada — ressaltou a última palavra, mantendo a postura perfeitamente inabalável.

Suas palavras queimaram como fogo em mim.

— Você só precisa entender — fiz um último apelo.

— Entender o que? — questiona ela, sarcástica. Ao menos virou-se para me encarar. — Que você me usou apenas para transar, e que depois que conseguiu o que queria arrumou bem depressa uma nova diversão? — aquela não parecia ser a Sarah que eu conheci. Recusava-me a crer que ela havia se tornado alguém tão fria. — Daryl, economize suas palavras. Eu já entendi muito bem. Como já disse, não preciso de suas explicações — sem aviso prévio, ela se foi. Com passos largos rumou em direção à fazenda, deixando-me ali, sozinho.

Sinto algo quente escorrendo em meu rosto. Levo minha mão até ele e impressiono-me a ver algo que não via há muito tempo: uma lágrima.

Ela havia quebrado sua promessa de não me deixar mais sozinho, mais eu não quebraria a minha jamais. Podia ser o que fosse, mas eu era um homem de palavra, e me manteria firme até o fim.

Estava disposto a lutar contra o que quer que fosse para ter Sarah de volta, e não estava disposto a desistir.

***

This time, this place

Este tempo, este lugar

Misused, mistakes

Desperdícios, erros

Too long, too late

Tanto tempo, tão tarde

Who was I to make you wait?

Quem era eu para te fazer esperar?

Just one chance, just one breath

Apenas mais uma chance, apenas mais um suspiro

Just in case there's just one left

Caso reste apenas um

-

Nickelback ­— Far Away

Notas finais
Que tal seguir o exemplo da Looh e me fazer uma autora ainda mais feliz? *---*
Sem pedradas, por favor. O Daryl precisa sofrer um pouco. Claro que não é merecido, mas pensem comigo: Vocês perdoariam da noite para o dia? Ou ao menos dariam a chance de deixar ele se explicar, vendo as coisas com seus próprios olhos como aconteceu com ela? Uma certeza eu dou: EU SERIA UMA CARRASCA.
Bjks ♥