Stay, by me?

3 3. Assustador.


Notas iniciais
DEMOREI P POSTAR MESMO, DESCULPONA MANO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! MAS ESPERO QUE GOSTEM DESSE CAP VIU? COMENTEM!!!!!!!!!!!

Estava desnorteada. Não queria ter visto aquilo. Ou queria, não sei. O quarto está girando e as paredes rosa estão ficando escuras. Eu sei que estou no mesmo lugar, eu sei que não estou vendo coisas até por que estou com os olhos fechados. Eu tenho só 16 anos, ele tem só 16 anos. Abri os olhos e ele não estava mais lá. Fui até a porta que até então era tão segura quanto eu pensei. Será que ele ainda ta do outro lado? Olhei por fora, por aquele corredor que parece imenso e nada. Joguei-me em minha cama, fiquei olhando aquele lençol florido e me peguei sorrindo.

Fiquei deitada aonde parecia que foram horas. A porta se abriu e todas as meninas entraram. Continuei de olho fechado fingindo estar dormindo, sabia que elas iam me perguntar sobre o que tinha acontecido. Cobri minha cabeça com a coberta deixando apenas um pequeno espaço para eu olhar sobre ele. Abri e olhos e elas estavam largados na cama, parecendo estarem mortas. Ainda com as roupas da festa, da minha festa, que teria sido perfeita se o Chris não tivesse atrapalhado.

Logo após que aquela bendita toalha caiu, o Christian implorou desculpas e pediu para eu não falar para ninguém o ocorrido. E ele não me conhece mesmo, até por que eu nunca falaria que a toalha de um desconhecido caiu bem na minha frente. Ele subiu a toalha em menos de 1 segundo. Eu queria não ter visto, mas vi. Não to sendo fresca nem nada, só estou lembrando que eu tenho 16 anos. Porra. Por que ele havia entrado no quarto feminino? Por que ele deixou cair? Talvez ele não tenha culpa.

— Nossa! Desculpa Marian. Mil desculpas.

— Eu vou gritar!

— Não, por favor. — Ele subiu a toalha — Só me diz onde é o banheiro masculino.

— Corredor, direita, primeira porta.

— Obrigado e desculpa mais uma vez.

[...]

— Marian? Marian acorda já ta perdendo o café da manhã. — Abri os olhos e vi o rosto da Triz na minha frente. Minha vista estava bagunçada. — Você quer cair da cama?!

Eu dei um pulo da cama.

— Não, pelo amor de Deus. — Quase gritei. — Mas por que estar acordando á essa hora se é sábado, Beatriz?

— Você esqueceu que a Carol vai levar o Chris na delegacia? Anda logo por que ela quer que nos esteja lá com ela. — Ela respirou profundamente. — E você não quer ficar só de blusa e calcinha mais algum minuto na frente do Christian, né?

Meu Deus.

Olhei pro lado e ele estava lá em pé. Ah, não. Primeiro a toalha dele cai. Agora ele me vê de calcinha.

Dei um grito.

— Sai daqui. — Gritei quase. — Pelo amor de Deus.

— Calma Mari. — O Christian começou. — Por que o desespero? Esqueceu que você já viu coisas piores.

Enfartei. Eu bufei de raiva. Olhei no olho dele e depois passei pelo corpo. Pelo que o que percebi estava usando alguma roupa do Felipe. Mas tinha uma coisa só dele. O sorriso. E que sorriso.

— Opa, opa, opa. — A Triz interrompeu. — Acho que perdi alguma coisa.

— Você me fez prometer não falar nada e você que fala Christian? Realmente, como posso confiar em você?

— Mas o que, que tem? Tem ninguém aqui. A não ser ela. Ela não falaria nada, falaria?

— Se vocês me falarem o que aconteceu. — Ela chantageou. Não creio. — E aí. Quem vai falar?

— A toalha. — Resolvi começar. — Ela caiu.

— Oi? — A Triz gritou.

— Calma. — Gritei mais alto ainda. — E ele tava sem roupa.

— Meu Deus. E você reclamando? — O que ela tava falando? — Se fosse eu? Aproveitava em.

— Se quiser tiro à calça agora...

— NÃO! — Esse garoto ta pensando que é o que?

— Calminha. Só to brincando.

Fiz uma cara de deboche pra ele levantando somente uma sobrancelha. Resolvi me vestir. Fui até a cômoda e peguei uma saia azul, com barra arredonda nas pontas e uma blusinha tomara que caia vermelha. Nada demais. Terminei de me trocar, passei um perfume com cheiro de framboesa que eu tinha ganhado da Carol na noite passada.

— Assim eu desmaio.

— Garoto você é muito ousado. — Repreendi. — E não vem com essa carinha de anjo não por que á mim você não engana.

— Nossa, desculpinha, Marianzinha.

Quase voei em cima dele, só que a Triz me segurou. Quem essa garota pensa que é? Acha que só por que tem um rostinho bonito vai conseguir me enganar. Não vejo á hora de ele sair daqui, já passou tempo demais.

Descemos e fomos para a cozinha. Já estavam todos nos esperando.

— Até que enfim o casal desceu. — Olhei com frustração pra Anne.

— Só fala merda em. — André, vou te abraçar menino. — Os deixa, ué.

— Chega de papo. — Carol começou. — Vamos pra delegacia. Quem vem comigo?

Acabamos indo a Carol, o Christian, a Tati e eu. Chegando lá não estava tão cheio. O lugar me fazia nojo. Tinha teias de aranhas nas paredes, no teto. O lugar cheirava á galinha morta e á mofo.

— Carol, por que esse lugar é assim? — A Tati perguntou. — Não deveria ser limpo?

— Pois é minha pequena, mas o que podemos fazer? Eles querem a mudança, mas eles não mudam.

— Bom dia, senhorita.

Um homem chamou.

— O que gostaria.

— Então, é que eu gostaria de puxar uma ficha desse garotinho aqui. — Ela apontou pro Chris. — Ele chegou ao orfanato onde sou diretora e pediu ajuda, mas preciso ver se ele tem alguma passagem ou algo do tipo, para antes fazer algo.

— Eu já disse que nunca fiz nada, Moça. — O Christian resmungou.

— Todo mundo já veio aqui antes de entrar no orfanato, Chris. — A Tati explicou. — É tipo um ritual, sabe? Mas então, é obrigatório.

— O nome do garoto?

— Tudo bem. Christian Macedo.

Macedo. Aquele nome me atordoada. Tive que mentir para todos falando que meu pai era fã. Mas mal sabem a verdadeira razão. Eles vão saber. Um dia todos irão saber.

— Nada, senhorita.

Esse homem me assustava. Ele tinha uma barba mal feita. Uma boina escura. Era branco e baixinho. Aparentava já ter uns 60 anos.

— A não ser...

A cara dele me assustou. O que poderia ser? Será que o Chris esteve mentindo para nos?

— A não ser o fato de...

Notas finais
Gostaram? Eu achei que ficou bom, sei lá!