Stay, by me?

4 4. Ouvi vozes, eu acho.


Notas iniciais
Eu sei. Demorei MUITO para postar, desculpa. Espero que isso nunca mais aconteça, mas fiquei sem ideia alguma para continuar os capítulos, porém quando chegaram vieram de uma hora á outra. Gostei muito desse capítulo, espero que comentem o que acharam! :)

Fiquei paralisada por alguns segundos... Ele não poderia estar mentindo. Ele não podia ter mentido para todo mundo. Eu percebi que estava muito estranho. Perguntava para mim mesma por que este nome me perseguirá novamente. Derrotei em minha mente, todos esses anos, milhares de demônios que me perseguiam em meus sonhos. Sonhava com o acidente todas as noites até completar meus dez anos. Porra. Eu não quero isso de novo. Por que este garoto apareceu? Danniel Macedo. Quando esquecerei este nome? O nome que me levou á ficar órfã, o homem que havia matado meus pais, o homem que havia causado aquilo.

Dei-me por ci quando á Carolina nos mandou descemos do carro. Ajustei minha tomara que caia vermelha. Olhei pro Christian. Ele mentiu. Enganou á todos. Abri o portão enferrujado do orfanato para que entrássemos. Fui andando pela grama, pois não queria fazer contato algum com aquele garoto.

Chegando á porta, antes de colocar á mão na maçaneta, ela se abriu. Era a Anne e a Triz juntas. Elas estavam mortas de ansiedade, porém ia acabar logo. Sentei exausta no sofá laranja que tinha sido meu refúgio quando não queria ver ninguém, como eu estava agora; á única diferente é que agora estava todo mundo ali, invadindo o meu lugar.

— Fala Carol, o que deu lá? — A Anne iniciou, quase acabando com ás unhas — Estamos todo mundo muito ansioso.

A Carol olhou pra mim. Eu olhei pra ela.

— O Christian Macedo, está morto.

Deu para ver á cara de surpresa de todos quando á Carol disse isso. Foi á mesma feição que eu mesma fiz na delegacia. Eu fiquei pálida, camuflei no chão. Aquele homem baixinho e com aquela barba horrível falou sem nem um receio á nós.

— Como assim, Carol?! — A Triz falou com cara de espanto. — Ele ta aí ó. Do seu ladinho.

Percebi que o Christian ainda estava ali. De pé. Sem dizer ao menos uma palavra.

— Gente é um seguinte. — Levantei com um ar de autoridade. Eu mesma me assustei. — O Christian Macedo não existe. Ou melhor, ele está morto. A única pessoa que está aqui na nossa frente e enganou á todos nós é um mentiroso, que não tem o pingo de vontade na cara de revelar sua historia para nós. Não sabe honrar o que tem no meio das pernas e ser homem de verdade.

— Então quer dizer que, ele não se chama Christian ainda, e não revelou seu nome? — Indagou á Bel. — Gente, calma aí, to perdida nos bafos.

— Exatamente. A única coisa que sabemos é que ele não tem nada na policia. Como todos nós. — Estava mais calma.

— E como vocês souberam que não tem nada na polícia? Digo, sem saber o nome dele?

— Ele falou o nome dele somente pro senhor delegado. — Respondeu Carol ao André. — Mas, como ele mesmo me disse. Ele quer revelar o próprio nome pra vocês.

— Ainda to boiando. — Rafael fez todos rirem.

— Vamos querido. Queremos ouvir o que você tem á dizer. — Á Anne disse.

Olhei pro lado para poder vê-lo. Ele estava chorando. CHORANDO. Tive um aperto no coração. Logo lembrei o que ele havia feito; todas ás mentiras. O ódio voltou.

— Vamos, porra. Fala logo! — Me assustei com autoridade do Felipe.

— Calma cara. — Senti a voz tremula de Christian.

— Calma? Calma diz eu. Agora é assim? Saí inventando nome pra todo mundo? Então se for assim quero que me chamem de Mosca. — Felipe fez todo mundo rir. Soltei um sorriso de leve.

— Gostei do apelido. — Anne sempre faz piada.

— Ta bom! — Começou o Christian. — Meu nome é Eduardo. Eduardo Almeida. Sim. Parente dos Almeida Campos. Por que eu nunca falo? Por quê? Eu fui rejeitado. Sou a ovelha negra da família, só por que eu gostava de interagir, brincar, com gente de baixa renda diferente. Certo dia, assim que completei meus oito anos, fui pegar minha irmã, ela tinha dois anos na época. Tentei tirar ela do berço. E assim que consegui tira — lá do berço, foi uma felicidade tão grande, mais tão grande que não cabia em mim. Um garoto com seus oito anos, conseguir pegar sua irmã. Eu queria mostrar essa pequena vitória para meus pais. Tentei correr até á porta, só que aí, por um brinquedo no chão, tropecei e á deixei cair.

Caiu uma lagrima. Estava tremendo. Á Anne tava chorando já. Abracei-me á Teca, que estava do meu lado, já em pé.

— Meus pais ouviram o barulho. Alto. Eles correram para o quarto e se desesperados, empurraram-me ao ver minha irmã desmaiada, depois de longos soluços. — Ele limpou uma lágrima. — Corremos para o carro e depois de minutos vieram á notícia: minha irmã estava em coma. Meu pai. Junior Almeida Campos. Grande empresário. Ficou com muito ódio, muito mesmo que quando eu pedi para ir para casa, ele me olhou com olhar de desprezo e falou para eu ir pro carro. Fomos. Chegando ao meio de uma estrada que eu não conhecia bem, ela perguntou se eu queria usar o banheiro, disse que próximo ali havia um posto de gasolina, onde eu poderia usar. Concordei. Chegando ao posto, ele pediu para eu descer do carro e ir lá e quando eu desci, assim que fechei á porta, o carro deu partida. Desde então, não uso mais meu nome verdadeiro, nem nunca mais experimentei uma cama, agradeço por me deixarem matar essa saudade ontem e entenderei se não quiserem mais minha presença no orfanato. Obrigado gente.

Ele saiu em direção á porta. Ninguém fez nada. Estavam todos paralisados, alguns chorando. O Binho chegava á soluçar. Ele chegou á porta.

— Espera! — Gritei. — Fica.

— Eu vou. Não serei bem recebido aqui. — Indagou-me, o até então: Eduardo.

— Vai sim. — Olhei para todos. — Não é, gente?

Todos concordaram. De repente apareceu um sorriso no meu rosto. O Eduardo, até então, que estava na porta, correu-lhe até á o centro da sala, e me abraçou fortemente.

[...]

— Mas cara, você viveu esse tempo todo na rua? — Perguntou o Mosca. — Digo, mendigando.

Estávamos jantando. Passe á tarde toda ajudando o Eduardo á montar seu guarda-roupa. O Mosca e o André deram algumas roupas para ele. Sapatos e etc.

— Na medida do possível eu ia me virando, mano. Uns trocados aqui, uns trocados ali.

— Então quer dizer que você roubava? — Indagou á Teca, com ar de dúvida, mas não de ofensa.

— Não. Isso nunca e nem me passava pela cabeça. — Respondeu o Eduardo. — Nunca quis roubar, sabe? Eu passava necessidade, sim. Muitas das vezes quase morria de fome, mas não, não roubei ninguém e quando eu via alguém roubando, eu ia o defender.

— Ai que lindo sua atitude, Duda! — Anne começou.

— Duda?! Nunca tive nenhum apelido, porém gostei desse, Vivianne.

— Pode me chamar de Anne, mesmo.

— Tudo bem.

— Bom. Vamos subir meninas? — Fiz uma sugestão. Eu estava realmente cansada.

Todas concordaram.

Fui ás seguindo por ultimo, como sempre faço. Chegando ao primeiro degrau da escada, ouvi uma voz, então parei.

Notas finais
EAEEEEEEEE? OQ ACHARAM? Foi o capitulo que eu mais gostei, sério. E vocês? COMENTEM POR FAVOR!!!!!