Notas iniciais
Olá, meus amores! Como estão todos? Chegamos ao capítulo 21, depois da surpreendente aparição de Robin que vai durar mais da metade desse capítulo, e mais em um próximo que está por vir, mas não se preocupem, Regina terá outros motivos para se preocupar, parece que a história entre ela e o Ladrão já não existe mais e ela deixará isso um pouco evidente nesse aqui. Acompanhem, boa leitura!

Ele tomou o máximo de cuidado para erguer-se de cima dela. Regina franzia a face da dor que sentia no braço direito enquanto fez um grande esforço para se sentar. Robin, ajoelhou-se e tentou ajudá-la:

— Consegue se levantar? — ele disse tocando-a nos ombros, ela reclamou com a pontada que sentiu.

— Ai... não sei, meu braço está doendo... — reclamou ela mais de uma vez.

Robin olhou na direção oposta, vendo a frente o carro freado poucos metros depois do cruzamento.

Mr. Gold saiu do veículo de estilo clássico, muito bem vestido com um terno de estampa risca-de-giz. Quando viu Regina ao chão, precisou aproximar-se o mais rápido que pôde, no seu andar manco.

— Pode me dizer o que foi isso, Madam Mayor? — perguntou Gold com a voz quase sussurrante de sempre, fazendo uma careta de desentendimento.

— Você quase me atropelou. — disse ela ainda segurando o braço dolorido.

— Devia olhar por onde anda, — ele fitou o arqueiro ajoelhado a frente dela e ressaltou — Se não fosse por ele você estaria bem encrencada. O que deu na sua cabeça de atravessar a rua sem olhar?

— Eu estava sendo perseguida, ele estava vindo atrás de mim. — respondeu Regina, procurando Hook com os olhos na outra direção, mas nada viu por ali.

— Quem estava vindo atrás de você? — perguntou Robin, sem entender.

— Ele... o.. — Regina pensou bem, preferiu nada dizer sobre Hook, por algum motivo. — o homem! Um homem estava me seguindo, eu não o vi muito bem, me assustei, e acabei atravessando sem olhar. — nesse momento ela se levantou, continuava esticando a cabeça para olhar na direção da calçada onde Hook a surpreendeu, e agora parecia deserta demais.

Os dois homens fitaram na direção onde Regina o procurava e em seguida se entreolharam.

— Tem certeza, que era mesmo um homem?

— Claro que sim, Robin, eu ouvi, eram passos pesados. — ela tentou limpar a poeira do asfalto que grudou no seu blazer acinzentado. — Mas que droga! — voltou a sentir o braço dolorido. — Acho que machuquei o braço, não para de doer.

— Você precisa ir ao hospital. — disse o dono da loja de penhores.

— Eu levo você, Regina, vamos. — Robin foi solícito tentando tocá-la.

Ela gelou com as mãos dele em seus ombros.

— Não, não é necessário, eu posso ir sozinha.

— Ir andando com o braço assim não é a mais confortável das escolhas, eu levo você no meu carro.

— Se importa se eu também for, Regina? — perguntou Robin para a Prefeita, com olhos preocupados.

Ela o observou por longos segundos, os mesmos que percebeu nada mais sentir por ele. Era inusitado como Robin conseguira provocar em tão pouco tempo sentimentos fortes em Regina quando se conheceram em Storybrooke, mas era ainda mais anormal em como sentiu-se ridícula ao sofrer por ele quando romperam. Seu olhar para o ladrão não tinha mais brilho, estava tocada por seu aparecimento repentino que salvou seu dia, porém desejou que ele não estivesse ali para socorrê-la, preferia que fosse Emma.

Ela fez que não sem dizer mais nada.

Gold levou os dois ao hospital no seu Cadillac, não ficou mais tempo, assegurando que o ocorrido com Regina havia sido apenas um susto. A Rainha foi prontamente atendida, como se ser a Prefeita fosse uma enorme vantagem, e era. Para sua sorte mais ninguém tinha graves problemas no pronto socorro, o que fez diferente de outras vezes sentir-se aliviada por não passar à frente de alguém.

— ... Certo, vamos imobilizar o seu braço, trata-se de uma contusão apenas. Vai ficar um pouco inchado mas não se preocupe, é questão de dias para desinchar e a dor sumir. — explicou a Médica Clínica Geral, vestindo a tipoia estabilizadora no braço direito de Regina, que fez inúmeras caras feias com o ligeiro incômodo naquela região do corpo.

Robin estava ao lado dela todo o tempo, sem saber o que dizer ou como agir. Parecia confuso com a movimentação dos médicos e principalmente perturbado por ver a Prefeita fazer caretas de dor, ela mesma assegurou-lhe que não devia preocupar-se tanto.

— Já parou de doer se quer saber. — disse ela olhando-o de relance, dois minutos mais tarde.

Ele tinha os lábios entreabertos, onde era possível ver os dentes largos da frente, ainda estava confuso, mas conseguiu responder com seu sotaque:

— Tem certeza de que está melhor?

— Absoluta. Você pode voltar pra casa, eu estou bem. — afirmou ela.

— Regina, eu só queria que soubesse que...

A doutora o interrompeu.

— Muito bem, Madam Mayor, está liberada. Eu sugiro que tome cuidado com o braço apesar da tipoia. Se puder evitar o trabalho nos próximos dias, seria bom para a contusão aliviar mais rápido. Se sentir mais alguma coisa, nós procure. — a mulher toda de branco e estetoscópio pendurado no pescoço foi muito atenciosa.

— Obrigada, doutora. — Regina sorriu simpática o máximo que pôde para a mulher. Levantou-se da maca onde estava sentada anteriormente.

Robin esperou a médica se retirar para falar outra vez:

— Regina, eu queria que soubesse que eu sinto muito pelo o que houve.

— Não se preocupe, o braço ficará bom. — ela forçou um sorriso — Eu preciso agradecê-lo, obrigada por ter me tirado do meio da rua, se não fosse por você poderia ser muito pior.

— Não é disso que eu falo.

Ela o analisou por algum tempo. De maneira involuntária empinou o nariz.

— Então o que é?

Robin aproximou-se dela mais um pouco, tentou gesticular com as mãos.

— Nós dois e Marian. Faz um mês que ela retornou e eu estou feliz, mas quero que saiba que não vou esquecer de tudo o que houve entre eu e você, pelo pouco tempo que foi...

— Para. Por favor, para. — ela o interrompeu mais uma vez e fechou os olhos com força. — Nós já conversamos sobre isso, e prometemos nunca mais nos encontrarmos novamente. Eu desejo que você, Marian e Roland sejam felizes, vocês formam uma bela família. A família que um dia eu destruí. Não desperdice essa segunda chance, Robin.

— Eu não irei, eu prometo. É que foi tudo tão rápido, neste reino as coisas são outras, eu ainda estou me adaptando, não quero ter feito a escolha errada.

— Você não fez. Nós conversamos muito antes desse acidente de hoje, sabe que não fez a escolha errada, Marian merece um homem como você, ela tem sorte.

— Eu amo a minha esposa, Regina. Quando Emma a trouxe de volta eu quase não acreditei, realmente achei que você e eu seriamos uma família.

— Mas o seu destino era ela, não eu. Emma me disse que algumas coisas acontecem para melhores aparecerem, pode ser que ela ter ido ao passado seja isso, tanto para você quanto para mim.

Ele pensou um tanto sem jeito, confirmou com a cabeça.

— Eu realmente espero que você encontre alguém que a mereça dessa mesma forma. Você é muito diferente daquela que eu conheci há algum tempo na floresta, eu já tinha falado com você sobre isso, não foi?

— Sim, — ela sorriu, ele acabou fazendo o mesmo — eu venho lutando para ser uma outra pessoa desde que descobri que posso fazer isso. Acredite Robin, eu agora tenho bons motivos para mudar.

— E alguém vai perceber isso, alguém especial.

— Esse alguém já existe.

Ele sorriu gentilmente, alisou o ombro esquerdo de Regina e em seguida afastou-se.

— Eu estava indo à loja de ferragens quando te vi, há algumas coisas a fazer no acampamento, eu preciso voltar.

— Vá, não demore mais, já devem estar preocupados com você.

Ele foi saindo de costas, com as mãos no bolso, sorria sem mostrar os dentes.

— Bem, então, se está tudo bem, eu vou indo.

— Robin, obrigada mais uma vez. — dessa vez ela sorriu mais segura.

Ele partiu deixando-a solitária na sala da emergência do hospital. Regina tiraria o dia para descansar o braço ligeiramente ferido, em casa.

Mais tarde, Emma apareceu na mansão da Prefeita, muito abafada e preocupada.

— Regina, por que não me ligou? Que história é essa de perseguição? — Emma foi entrando assim que a dona da casa abriu espaço na porta. Regina a olhou, fechando o portal em seguida, parecia um pouco abatida. — O que isso?! O seu braço? O que aconteceu? — quando deu-se conta, a Xerife assustou-se com o braço imobilizado de Regina, tentou tocar nela mas sentiu receio. — Na delegacia Gold havia me dito que tinha levado você pro hospital, mas eu não sabia que era tão grave. Por que não me ligou?

— Emma, não é tão grave, eu caí por cima do meu braço, só isso, daqui a alguns dias vai passar.

— Como eu não vou me preocupar? Você atravessou a rua sem olhar, machucou o braço, não me procurou. É verdade que Robin estava com você?

Regina pareceu um pouco espantada com a pergunta direta da loira. Fez que sim.

— Vem, vem aqui... — Regina a puxou pela mão até uma das salas da casa. Elas se sentaram ao mesmo tempo no sofá, os olhos da Rainha já começavam a lacrimejar.

— Regina, desse jeito você tá me deixando nervosa.

— É... — a morena começou com calma. — Robin estava comigo sim, ele me salvou, me puxou da rua antes que o carro do Gold me alcançasse.

Emma engoliu seco, mas não pestanejou.

— Eu sei, Gold me disse isso, e ele estava com você no hospital também?

— Sim, mas ficou até eu ser liberada, eu juro que não houve nada entre nós dois, eu juro, Emma, nós apenas conversamos, e... — a Prefeita respondeu com pressa, pausou com medo.

— Calma, eu entendi, mas por que essa cara de choro, o que ele disse pra você?

Sentadas frente a frente se olhavam nos olhos, Emma firme e curiosa, Regina a um fio de chorar.

Seus lábios cobertos de batom vermelho tremilicaram quando decidiu se declarar.

— Eu amo você.

Ela procurou o abraço da loira que o fez com certo cuidado para não tocar onde doía em Regina.

Emma sorriu acanhada e aliviada por ouvir aquilo, fez a cabeça da Rainha encostar em seu ombro para acariciar as madeixas escuras, quis olhar para ela e interrompeu para segurar seu rosto e vê-la novamente de frente.

— Hey, eu sei, eu também te amo.

— Não esquece disso, por favor!

— Eu não vou esquecer nunca. — Emma a fitou com ternura.

— Promete?

— É claro que sim. — sussurrou Swan.

Regina procurou os lábios de Emma com os seus. Trocaram um beijo doce que se transformou em muitos outros mais lentos e menores. Pausou o carinho para roçar os dedos na face da parceira.

— Obrigada por isso.

— Regina, Gold me disse que você estava sendo perseguida, que foi isso, quem era? — Emma ainda estava curiosa, fez pressão para saber.

A Rainha hesitou em falar de Hook, pensou que se o problema dele era uma dor de cotovelo por ter sido trocado por ela, era um assunto que devia resolver diretamente e sem que Swan soubesse. Iria enfrentá-lo pela loira, mesmo que tenha acreditado fazer o pirata sumir de vez da cidade com magia.

— Alguém, Emma. Não sei dizer quem era, talvez fosse um desses mendigos que vivem pedindo esmolas na calçada. Eu me assustei. — respondeu a morena, ainda muito próxima dos lábios de Swan.

— Ok, mas por que não usou magia? Não sumiu na nuvem de fumaça roxa? E o seu braço, você também não o curou.

— A... acontece que o meu tipo de magia não faz esse tipo de cura e se faz é superficial. Foi apenas um susto e a minha estúpida ideia de correr, já passou. — ela sorriu, tentando passar segurança.

Emma fingiu acreditar com um sorriso de canto em resposta do dela. Limpou o resquício de lágrima no canto dos olhos da Prefeita com um de seus polegares.

Regina a puxou novamente para um abraço, para esconder de Swan o receio na face de ter provocado no Capitão Gancho uma revolta ainda maior, e consequentemente uma guerra entre eles pela a Salvadora.

Notas finais
Bem, que tal? O que acharam? Regina ama a Emma sem sombra de dúvida, e já está planejando tirar o Gancho do caminho, no que será que isso vai dar? Digam o que vocês acham disso! Gancho com dor de cotovelo vai render uma surpresa desagradável para Emma no próximo capítulo, e a nossa Rainha vai precisar dar seus pulos. Eu quero mandar um beijo enorme para as lindas moças que favoritaram a história, fico muito feliz de ver que gostaram tanto. As minhas comentaristas de sempre, aquele abraço forte, que eu gostaria de dar pessoalmente um dia e a todos os outros que confiam tanto nessa fanfic, me mandando mensagens de incentivo sempre, muito obrigada novamente. Não vou cansar de agradecer. O próximo capítulo está vindo por aí, pessoal. Fiquem bem, todas e todos vocês, até lá. ;)