Notas iniciais
Olá, meus anjos! Sejam bem vindos a mais um capítulo e eu só tenho uma coisa a dizer por enquanto: Não me batam. Boa leitura!

Entre risos abafados e carícias mais ousadas, Emma e Regina dividiam o espaço na cama da Prefeita como se compartilhassem daquilo há muito tempo. A Rainha desceu os lábios pelo abdômen de Emma que prendeu a respiração para controlar a onda de arrepio que percorreu todo o restante do corpo. O braço antes machucado e agora livre de Regina, subiu pela lateral do corpo da loira sorrateiro a serpentear até encontrar uma das mãos de Swan. Os dedos se prenderam uns nos outros no momento em que Emma suspirou, de forma longa pelo exagero de prazer que sentiu quando a ponta da língua de sua amada rodeou seu ventre.

Regina interrompeu a carícia ousada para beijar cada polegada de pele que antecediam as curvas das pernas de Emma, e por ali foi mais até se encaixar entre elas e cravar suas unhas da mão livre na coxa definida que encontrou repousada ao seu lado.

Fez um carinho demorado e cuidadoso no meio dela, como se beijasse a própria boca de Swan, sem pressa alguma. Conforme continuava, Regina fazia a namorada erguer aquela parte dominada do corpo para ela como sinal de entrega. Emma começava a responder com suspiros longos, mais tarde um gemido nada tímido que deixou-lhe de lábios entreabertos a soltar o ar que desde então passou a faltar-lhe. Emma espremia os olhos fechados enquanto virava a cabeça de um lado para o outro, muito absorta nas sensações que faziam seu coração pulsar em conjunto cada minuto mais forte. Regina a observou com olhos de fera de onde estava, empenhada em continuar o longo beijo nos lábios de baixo, vindo a se transformar num ziguezague exigindo-lhe mais da ponta da língua, e onde pulsava em Emma ela trabalhou mais disposta, até a amada responder tomando ar e enrijecendo-se inteira.

As mãos unidas apertaram-se novamente, Emma sentiu a corrente de vibração forte cobrir o corpo e ela inteira ressoou por dentro. Era a segunda vez que sentira aquilo naquela noite.

As duas se encontraram para um beijo nos lábios de cima, e o gosto envolvido era inteiro o de Emma. Roçavam-se de uma forma gostosa uma por cima da outra, até que sentiram frio e cansaço de se amar daquela forma. Procuraram os lençóis de seda da cama da Rainha e neles se enroscaram enquanto não paravam de trocar as salivas.

— Acho que o braço de alguém já sarou... — sussurrou Emma entre os beijos.

— Sarou graças a você. — Regina respondeu no mesmo tom.

— Vai me deixar convencida assim, sabia?

— Eu não me importo. Você consegue ser um amor de todas as maneiras. — Sorriram juntas. Regina dedilhava o formato do nariz, boca e queixo de Swan enquanto a namorava com o olhar, estava por cima e de tão perto era mais fácil admirá-la. Era a primeira vez que confirmava a beleza de Emma, não apenas nos olhos, mas em toda sua forma.

Já vinham se amando desde o início da noite, após jantarem juntas e conversarem. Havia feito uma semana desde o encontro nada casual entre Regina e Robin, que resultou num braço contundido e um pirata aborrecido. O mesmo que não mais foi visto rondando nem Emma, nem sua família, Regina temia que o Capitão Gancho a perseguisse e a fizesse mal, temeu ainda mais quando lembrou-se do contato do homem com Henry, com quem ele possuía uma espécie de amizade.

Enquanto recebia os afagos no corpo pelas mãos de Emma, continuava a olhar para o rosto dela sem conseguir esconder a forma como suas sobrancelhas enrugaram ao lembrar-se do breve problema.

— Hey, que foi? — Emma percebeu.

— Que foi o quê?

— Você. Mudou de repente.

— É?

— Umhum. — Emma gemeu a resposta, confirmando com a cabeça deitada no travesseiro, seus cabelos ficaram ainda mais emaranhados por baixo. — É a terceira vez que pego você fazendo essa carinha. Se aborreceu? Aconteceu alguma coisa?

— Não, não. Tá tudo bem. Com você aqui comigo, nada nesse mundo vai me aborrecer.

Elas viraram-se pouca coisa de lado por debaixo dos lençóis, continuavam olhando-se cara a cara. Regina procurou alisar o ombro e nuca de Emma.

— Então você se aborreceu. — a loira insistiu.

Regina fez que não, fugindo do olhar dela por alguns instantes.

— Não... não é nada. Coisa minha que tenho que enfrentar sozinha. Tá tudo bem. — selou os lábios dela por duas vezes.

— Me promete uma coisa? — Sussurravam com os lábios bem próximos um do outro. — Da próxima vez que você se aborrecer você me chama que eu venho correndo, não precisa nem dizer o motivo. Você liga e eu venho. Só pra você repetir isso, que quando eu estou do seu lado não há nada que possa te aborrecer. Eu quero te ver bem, eu quero te ver feliz.

— Se acontecer alguma coisa, eu te chamo pra repetir tudo isso e pra te encher de beijos.

— Eu é que vou te encher de beijos!

Riram juntas para continuar o namoro e para o alívio de Regina.

Na manhã seguinte, do monóculo náutico, Killian Jones espreitava o apartamento da família de Emma, de trás de um poste na esquina da rua. Mary Margaret, David e Henry desceram primeiro e saíram juntos para seus respectivos compromissos. O pirata conhecia a rotina de cada um: Henry estava de saída para o colégio, David iria para a delegacia e Mary levaria o menino Neal pra o passeio da manhã no parque, Emma era a última a sair sempre.

Enquanto se afastavam, o capitão certificou-se de portar nos bolsos do casaco os utensílios do plano que colocaria em pratica naquele momento. Vinha planejando uma vingança desde o dia em que foi chamuscado pela fumaça de Regina, e para ele não bastou carregar consigo por uma semana uma marca da magia da Rainha no supercílio esquerdo.

O homem atravessou a rua assim que os avós e o neto saíram de seu campo de visão. Entrou no edifício prevendo o mal habito da família Charming de deixar a porta do apartamento entreaberta, e quando chegou foi o que constatou. Para facilitar seu plano, Emma perambulava de um lado para o outro na sala enquanto falava ao telefone com Regina. O homem sabia que se tratava da Prefeita a partir do momento em que Emma começara a sussurrar seu nome múltiplas vezes junto de declarações de amor, e para ele não foi nada agradável ouvir aquilo. Ele tateou os bolsos atrás da ampola de clorofórmio e do lenço que umedeceu com o líquido tóxico, com alguma dificuldade por precisar fazer aquilo com apenas uma mão e os dentes.

A conversa finalmente terminou entre elas e Emma demorou mais dois minutos para sair do apartamento e ser surpreendida por ele atrás da porta.

Ele usou toda sua força para contê-la por trás, colando nela, envolvendo seu braço esquerdo com o pano na mão que pressionou contra o nariz e boca da Salvadora. Emma viu o Gancho e o outro braço de Killian envolvê-la pesadamente, tentou escapar usando de força, mas foi em vão. Seu corpo foi mais rápido em sucumbir a fraqueza que o clorofórmio provocou-lhe. Ela desmaiou em seguida nos braços dele.

Com Emma caída e controlável, o homem a arrastou para dentro do apartamento depressa, levando-a ao quarto. Ele esforçou-se para deitá-la na cama e despi-la por inteiro. Obviamente vê-la nua era a sua visão dos sonhos e seus olhos claros demais estavam quase hipnotizados pela beleza, mas não poderia perder tempo. Achou o celular dentro do bolso da jaqueta de xerife largada no chão e fez a ligação.

A voz de Regina atendeu quase que imediatamente.

— Emma? — perguntou esperando que a namorada falasse. Ele gemeu provocante em resposta. Regina do outro lado da linha estranhou. — Emma? — ele fez novamente, seguido de um riso abafado.

Não foi preciso muito para a morena aparecer no edifício e chamar por Emma pelo apartamento que surpreendeu ao ser visto com a porta da sala escancarada.

— Emma? Você está aí? — Regina seguiu pelos recintos, era possível ouvir os saltos altos do sapato ecoarem no chão de madeira. — Emma? O que houve? Você está aqui? Você me ligou? — procurava quase se apavorando em não escutar a loira responder.

No corredor entre três portas, veio um som abafado de uma delas.

— Emma? — Regina chamou novamente. Ela empurrou pela maçaneta e seus olhos viram primeiro peças de roupas espalhadas pelo chão rodearem os pés da cama.

Em cima da cama, Hook e a Xerife pareciam compartilhar de um carinho constante por debaixo de um fino lençol de malha. Ele alisava as costas pálidas da Salvadora enquanto ela parecia adormecida sobre seu peito, onde repousava uma mão e a face.

Killian havia aprontado a cena perfeita.

A Rainha estremeceu, sua boca secou e seus olhos estavam mais abertos que a porta do apartamento inteiro.

— Não! Não! — disse ela horrorizada com o que acabara de presenciar.

Notas finais
Ok, pessoal! Podem descer a lenha nesse pirata nojento e em mim também, eu deixo, só não me matem pois eu preciso continuar a história, KKKK. Vejam a que ponto ele chegou! Agora a pergunta: O que será que a Regina vai pensar depois dessa cena? Será que ela vai perdoar? E a Emma? Que situação, hum? Eu só quero agradecer mais uma vez a todos que fazem parte dos acompanhamentos, favoritos e comentários. O último capítulo teve um retorno incrível, muito obrigada minhas lindas! Quero também anunciar que em breve começarei uma nova história Swan Queen, só que essa será em um universo alternativo. Então, assim que terminarmos Starting to Finding the Lasting Love, vou trazer para vocês um novo enredo de minha autoria, em breve darei mais detalhes, mas saibam que já está em processo de criação. Um beijo enorme e até o próximo capítulo! ;*