Notas iniciais
Olá, minhas lindas e lindos! Capítulo 19 acaba de sair do forno e eu não quis esperar até o fim da semana para postá-lo. Espero conseguir escrever mais depressa, ainda não sei, mas meu nível de inspiração para essa história anda bacana. Quero agradecer a senhorita Queen Of Disaster, mas agradecer muito pela recomendação. Eu fiquei mais que feliz, é uma honra receber uma recomendação sua, me enche de alegria saber que gostou tanto assim da minha trama. Obrigada mesmo pelas palavras, linda! Espero que gostem do capítulo em si, temos Henry revelando seu verdadeiro motivo para temer as duas mães juntas e um momento carinhoso entre as protagonistas que a gente tanto ama. Agora chega de falar, boa leitura!

Ela o esperava do lado de fora da escola. Estava sentada num banco ao lado de uma árvore, de onde as folhas mais velhas e secas despencavam para o chão com cada brisa mais forte a soprar. Seu filho saiu em meio ao batalhão de garotos e garotas ao bater do sinal. Havia um ônibus à espera dos jovens, o garoto embarcaria nele se não tivesse percebido a presença de Emma ali.

Enxergou Swan de uma certa distância, enquanto o restante de seus colegas de classe subiam na condução. Ela aproximou-se dele com cautela. Trajava a jaqueta de Xerife mesclada numa camisa escura por baixo, uma das calças jeans de sua coleção e botas negras que lhe caíam bem naquela época do ano. O garoto a reconheceu pelas vestes antes de mais nada.

— Vim te buscar para almoçarmos juntos. — ela disse quando finalmente aproximou-se dele por completo, sua voz soou medrosa.

Henry a olhava dividido, não sabia se sorria ou se permanecia indiferente.

— Tá legal. — ele falou forçando alegria na voz.

Ele não esperava que a mãe fosse busca-lo após fazer a malcriação na noite anterior. Emma esforçou-se o caminho inteiro até o Granny’s na tentativa de puxar uma conversa amistosa, não conseguiu. O menino não parecia mais simpático ou menos rude, estava neutro para a preocupação de Swan que preferiu escolher a refeição por eles quando chegaram ao restaurante. Para não perderem a fome antes de conversarem, algo que Henry tinha certeza de que aconteceria, comeram em silêncio e terminaram exatamente no mesmo momento, deixando os pratos de omelete limpos em igualdade. Só restara os sucos de laranja em cima da mesa após Ruby recolher os outros talheres.

Emma encarou o filho com seriedade. Ele bebeu do suco antes de fazer o mesmo, e quando os dois o fizeram perceberam o quanto se pareciam naquele gesto.

— E então? — perguntaram juntos. A boca de Henry apertou-se.

Swan respirou fundo tomando a iniciativa de começar:

— Certo, acho que precisamos conversar. Henry, o que você viu na semana passada, foi algo... algo que eu e sua mãe não conseguimos... — ela relutou em falar, mas tentou. — é... algo que... — engoliu seco.

— Eu não acho. — disse ele de repente.

Emma mexeu a cabeça para o lado como um cão que não entendia o que estava vendo.

— Henry, eu não quero que pense errado de nós, foi algo que aconteceu.

— Você mentiu pra mim. O que quer que eu pense?

Ela tomou fôlego, olhou para o lado direito assegurando que ninguém prestava a atenção neles dois. O Granny’s estava incomumente vazio naquele dia. De qualquer maneira a loira tomava cuidado para falar mais baixo que o normal.

— Não é verdade, você, eu e Regina precisamos conversar juntos, só nós três.

— Eu não quero conversar com ninguém, muito menos vocês duas. Eu vou subir, tenho que arrumar as minhas coisas para a mudança. — ele levantou-se, Emma tentou segurá-lo, mas ele puxou o braço brutamente e seguiu o caminho para o loft. Swan saiu do lugar e o seguiu.

Quando chegou ao apartamento fechou a porta e insistiu:

— Henry, entenda só uma vez, — ele começou a jogar seus objetos de dentro da gaveta para uma caixa em cima da cama. — não é errado o que estamos fazendo, nós nos entendemos da maneira como você quis, mas é ainda melhor assim. Foi algo que descobrimos juntas.

— Para de mentir, você vai magoá-la! — ele parou de arrumar a caixa e a empurrou com um dos braços para ela sair do caminho.

— É o que?! — ela perguntou bestificada.

— Você não vê que vai brincar com os sentimentos dela?

— Do que está falando?

Henry virou para olhar a mãe loira, muito sério. Dessa vez a voz fraquejou ao falar de Regina:

— Ela é muito sensível. Não tente consertar desse jeito.

— Você quer dizer que... — Emma manteve os lábios entreabertos, observou o filho, ouvindo muitas vezes na mente as palavras ditas por ele.

— Se você fizer ela sofrer, ela não vai suportar.

A Xerife caminhou até o garoto, saindo completamente de trás da pilastra de madeira que antecedia a cama de casal logo atrás.

— Eu sei o quanto você ama a Regina e o quanto vocês dois são amigos. Eu jamais faria qualquer coisa que pudesse machucá-la. Henry, eu a amo com todo o meu coração. Você acha que uma pessoa que ama de verdade faz isso? Machuca?

— Eu pensei que você quisesse consertar o que fez com ela desse jeito.

Emma balançou a cabeça negativamente.

— Se eu lutei para convencê-la de que havia cometido um erro e estava sentindo por tê-la magoado antes, por que eu faria de novo?

Ela fez a questão muito consciente. Henry não respondeu e nem se manifestou, coube a ele refletir as questões de Emma o restante do dia que se seguia.

Emma voltou ao seu posto de Xerife logo depois que seu horário de almoço terminou e mais tarde não voltou com o pai para casa, ela preferiu ir até a mansão de Regina para esclarecer o que já deixava a Prefeita a roer unhas.

— Então é isso que ele pensa? — surpreendeu-se Regina após ouvir o resumo da conversa de Henry e Emma da boca da própria.

Estavam abraçadas, deitadas no sofá da sala de estar da enorme casa. Regina deitara suas costas sobre o tronco de Emma, os braços de Swan envolviam o corpo da Rainha, enquanto eram segurados pelos dela na frente.

— Ele pensa que estou usando você.

— Coitadinho. — disse Regina com muita pena de Henry. Ela deitou a cabeça sobre os seios da Salvadora, ali escutou o coração da loira bater forte e aquilo provocou-lhe um frio no estômago, sorriu sem que a loira percebesse. — Ele se preocupa comigo, agora isso é evidente.

— Ele te ama, Regina. Ele é seu filho. Mas eu ainda acho que ele não entendeu o quanto estamos envolvidas.

— Será? Depois de tudo o que você disse para ele?

— Eu o deixei pensando sobre isso.

— Nós precisamos dele, Emma.

— Sim, em primeiro lugar.

Regina tentou olhar para ela por cima do ombro.

— E o que é o segundo lugar?

Swan respirou fundo e sorriu graciosamente.

— Eu precisando de você.

A morena sorriu, roçou a lateral de seu rosto pela roupa de Emma e suspirou para logo se apertar nos braços da parceira.

— Gosto quando escuto esse tipo de coisa.

— Não me diga.

— É, eu gosto. Sabe como eu me sinto?

— Não sei. — Emma afastou os cabelos escuros da prefeita para trás de sua orelha.

— Uma adolescente que acabou de descobrir o amor, a vontade de estar perto, o sabor de um beijo. Como eu me senti há muito tempo atrás. — foi o momento em que Regina lembrou-se de Daniel.

Emma percebeu o silêncio reinar entre elas por algum tempo, respeitou aquele momento antes de tentar confortá-la.

— Às vezes algumas coisas acontecem porque precisamos de algo ainda maior. Eu quero acreditar que comigo tenha sido assim e com você também.

— É uma pena que o tempo passe e leve tudo o que nós desejamos que fosse eterno um dia.

— Você já pensou em como tudo seria se tivesse aprendido a parar o tempo naquela época?

Regina ajeitou-se mais confortável nos braços de Emma e refletiu sobre a pergunta, era uma ideia que nunca lhe ocorreu.

— Não. Nunca.

— Sabe por que você nunca pensou nisso? Porque se tivesse parado o tempo antes, você jamais teria Henry, e jamais me conheceria.

Ela sorriu novamente, sem mostrar os dentes.

— É verdade.

— Eu confesso que quero muito que o tempo pare nesse momento, mas não por conta de uma maldição. Eu queria que ele parasse porque só assim a gente poderia ficar pra sempre desse jeito. Seria eterno o nosso amor.

— Nós não precisamos que o tempo pare pra gente se amar pra sempre. — Regina pegou uma das mãos de Emma e entrelaçou os dedos dela nos seus.

Esforçou-se para virar e encaixar em seu corpo naquele espaço que tinham em cima do sofá. Agora se encaravam e Regina cobria Emma com um abraço apertado. Procurou os lábios da loira que a tocou nas bochechas para receber a carícia.

Começaram o namoro das línguas com desejo, mas aquilo não durou mais que um minuto; O telefone da casa começou a tocar.

Regina cessou o beijo para se esticar e pegar o aparelho ao lado delas numa mesa pequena de vidro, sob os protestos de Emma:

— Não, não, não, deixa... não.

— Pode ser importante, Emma. — a morena o pegou entre risos e atendeu. — Alô. — respondeu, ninguém disse uma palavra do outro lado da linha. — Alô? Alô? — Regina insistiu. — Alô? Hey, Alô?

Ela desligou. Olhou para o aparelho sem fio e arqueou uma sobrancelha.

Emma por baixo, perguntou:

— Caiu a linha?

— Não, tinha alguém do outro lado, — respondeu Regina. — eu ouvi um barulho no fundo, um burburinho.

— Quem será?

— Não sei. Mas com certeza alguém que gosta de passar trotes. Já é a segunda vez essa semana.

Emma a fitou, fez um bico. Tirou o telefone da mão dela e a puxou para cima. Elas sorriram e voltaram aos carinhos de antes, ainda mais intensas.

De algum lugar da cidadezinha, Hook segurava com a única mão que restou-lhe um telefone público. Seus olhos azuis miravam os números rabiscados num papelucho, aquele número pertencia a Prefeita, ele talvez discaria mais uma vez para se convencer.

Notas finais
Bom, pessoal, que tal? Acho que ninguém esperava que o Henry temesse tanto pela Regina. Eu acrescento que ele ainda está confuso vendo elas duas juntas, mas o foco é o bem estar da Gina por incrível que pareça, veremos nos próximos como isso vai continuar. E esse Hook hein? Fica passando trote para a Regina por qual razão, hum? Continuem dando opiniões, sugestões, digam tudo, façam suas críticas, eu vou responder um por um com muito carinho. Muito obrigada todos e todas, eu tô adorando escrever pra vocês, de verdade, principalmente pros meus leitores fiéis, vocês são tudo de bom! Aguardem o capítulo 20 que tá vindo por aí, beijo enorme e até lá. ;*