Notas iniciais
Olá, meus anjos. Tudo bom? Chegamos ao capítulo 20 e eu não poderia estar mais feliz pelas recomendações que recebi em tão pouco tempo, além dos comentários maravilhosos de vocês, leitoras fiéis e novas, é muito gratificante. Vou primeiro agradecer à Sappho que é uma espécie de beta minha e me incentivou a começar a escrever isso aqui. Obrigada pelas suas palavras, você me encoraja da melhor maneira sempre, e o resto você já sabe porque já te agradeci umas três vezes, né? kkkk Agora eu quero deixar meu imenso carinho e beijo para Maysa, que simplesmente me emocionou com o depoimento dela nos comentários e me presenteou com a recomendação linda que fez, obrigada mais uma vez, querida. Eu gostaria que todas as pessoas tivessem essa visão que você tem, parabéns por ser quem é, viu? Ok, amados e amadas, chega de conversa, boa leitura!

Emma e sua família trabalhavam na mudança que faziam do minguante loft, dos tempos de solteira de Mary Margaret, para o novo apartamento. Subiam e desciam com as caixas e alguns itens avulsos, a loira, os pais, Henry e Regina. A Rainha havia conseguido o lugar, visando agradar o filho e a namorada que quase recusou o presente quando soube, a Xerife nada contou para os pais e para Henry até aquele momento.

Estavam deslumbrados com o tamanho e espaço do lugar, cabiam todos em um ambiente que certamente dava mais que 3 vezes o loft. Com a chegada de todas as caixas e objetos trazidos da antiga morada, Mary Margareth tocou uma parede de tijolos brancos ao fundo, tentando acostumar-se com a ideia de morar ali.

O apartamento era talvez o melhor da cidade. O assoalho de madeira envernizada tomava conta de toda a extensão e quartos do lugar, tinha um ar mais moderno nas paredes de porcelanato e grafiato marfim. Snow já fazia planos dos quadros que pregaria nelas e do quanto de utensílios que teria de comprar para completar a decoração.

David aproximou-se depois de deixar uma caixa em cima de uma cadeira. Olhava para ela com um ar de curiosidade, enfiando as mãos no bolso da calça por trás.

— Tem bastante espaço, não acha? — perguntou ele, entregando um sorriso em seguida.

— É perfeito, David! Eu não fazia ideia de que viríamos para um lugar desses.

Emma chegou com um abajur que pousou sobre a mesa pequena ali perto, Regina vinha logo atrás com uma mala pesada, largou aquilo em um canto.

— Agradeçam à Regina — disse ela. — Ela conseguiu tudo isso. — Emma olhou para o lado e viu a morena sorrir timidamente.

David e Mary a fitaram surpresos, até mesmo boquiabertos.

— É verdade? — falou o príncipe.

— Sim. — respondeu Regina. — Apesar de existirem poucas moradias na cidade nesse período, eu achei este apartamento e convenci o antigo morador e alugá-lo. Acho que não há um lugar melhor pelo preço que estão pagando.

— Provavelmente não. — Emma girava os olhos observando o espaço. — Agora eu vou ter até uma cama.

Todos riram. Logo atrás, Henry chegou desengonçado com o carrinho de Neal e uma mochila de camping com o restante das coisas. Fazia esforço para se equilibrar, por isso pediu ajuda:

— Vovô, pode me dar uma mão aqui? — sinalizou o garoto.

David correu para ajudar o neto e tirou de suas costas a mochila. As mulheres voltaram a conversa.

— Bem, eu acho que precisamos agradecer você, Regina. Eu achava que Emma tinha feito o negócio. — disse Mary Margaret.

— Na verdade eu pedi para que ela não contasse nada até vocês se mudarem, não sabia se fariam isso sabendo que eu tinha arranjado ele para vocês. — replicou a prefeita. — Eu acho que valeu a pena, você parece ter gostado.

— É claro que eu gostei, e realmente jamais imaginei que você tivesse feito isso por nós.

Nesse momento, um pequeno filme surgiu na mente das duas. Momentos do passado onde Snow White e Evil Queen eram seus nomes. O fato era que ambas sentiram-se estranhas, como se a vida da Floresta Encantada nunca tivesse existido, já estavam distantes daquilo, como se o sono da maldição que travou o tempo naquela cidade tivesse apagado todos os vestígios da outra vida.

— Eu sei que já fiz isso, mas também quero agradecer pelo o que você fez, Regina. Obrigada! — Emma interrompeu os olhares distantes das duas para abraçar Regina de lado e selar sua face.

A morena pareceu confortável e fez o mesmo com sua parceira, deixando uma marca de batom ao lado do rosto e nos poucos fios de cabelo que escorriam ali em Emma.

— É sério que você conseguiu esse lugar pra gente, mãe? — chegou Henry, livre das tralhas nas costas.

— Sim, querido. Fui eu. — a prefeita respondeu de forma doce para ele. Ela e Emma ainda estavam abraçadas de lado.

Ele observou as duas, não expressou absolutamente nada, apenas suspirou e decidiu sorrir.

— Apesar daqui ser muito legal, não faça essa cara. Eu sempre vou ficar indo e voltando da sua casa.

Elas sorriram. Regina olhou seu relógio de pulso e lamentou:

— Eu preciso voltar para a prefeitura, se precisarem de mais alguma coisa me liguem.

— Ahm, Regina — falou Mary antes que ela pudesse se virar e sair. — obrigada mais uma vez.

— Não precisa agradecer, Mary Margaret. É o mínimo que posso fazer. — a Prefeita sorriu uma última vez e saiu sendo acompanhada por Henry e Emma até a porta.

O filho a abraçou com força antes que ela fosse.

— Tchau, mãe. Quando a bagunça terminar eu vou te ver.

— Eu vou esperá-lo, meu amor. Cuide-se, e senhorita Swan, por gentileza, fique de olho no meu garoto. — Regina brincou.

Ele riu daquilo, mas não soube se respondia ou não. Ficou calado enquanto a mãe loira fez muitas caras e bocas.

— Hum... vou pensar nesse caso, Regina. Eu prometo. — disse a Xerife olhando o filho de relance. — Ok, eu levo você até lá embaixo.

Henry afastou-se para ajudar os avós na arrumação.

As duas namoradas saíram do apartamento e ao fecharem a porta deram um abraço que esperavam desde cedo.

— Eu senti sua falta ontem. Quase te liguei.— Regina falou perdendo o ar, enquanto as mãos de Swan deslizavam abertas por cima do blazer.

— Eu também senti sua falta. Teve um momento que eu quis largar tudo e correr pra sua casa. — disse Emma apertando-se ainda mais na Rainha.

— Poderia ter feito isso.

— Eles precisavam de mim pra encaixotar tudo. E eu que achava que a minha mãe tivesse poucas coisas. — Emma riu-se. Desceu as mãos pela cintura dela e a olhou.

— Você provavelmente está ansiosa para dormir no seu novo quarto e na sua nova cama. Quando cansar das novidades me procure. — Regina disse bem ousada e roubou-lhe um beijo breve. Mal deu tempo para prolongar o carinho que queriam oferecer uma a outra. — Eu tenho que ir e daqui a pouco você também.

— Eu ligo pra você mais tarde, depois do expediente. — disse a loira enchendo-a de beijos singelos pela face.

— Emma, tente conversar com Henry outra vez. Eu ainda acho que ele não está muito confortável com a ideia de nos ver juntas.

Emma parou. Respirou fundo e pensou.

— Também estou achando. Ele anda estranho comigo, pior do que antes, você viu.

— Eu quero falar com ele, eu irei, quando ele estiver em casa irei tranquiliza-lo.

— Só lembre de uma coisa, ele cresceu.

— Eu sei, mas pra mim ele sempre será um menininho. — Regina olhou a Xerife nos olhos e fez que sim, selarem-se uma última vez.

Elas se despediram muito relutantes, até que Regina deixou a loira no corredor e desceu as escadas arrumando a roupa remexida pela carícias apaixonadas de Emma.

Regina saiu do edifício, pela calçada, a enfiar suas mãos nos bolsos do traje e caminhar seguramente. Com a rua deserta naquela etapa da manhã, decidiu seguir a pé até a prefeitura que não ficava longe dali. Logo atrás, de repente, os passos pesados de um par de botas começaram a soar alto demais. Regina franziu a testa, vagamente incomodada.

Ela continuou caminhando pela mesma calçada que se estendia até um cruzamento de quatro esquinas. A pessoa que vinha atrás aproximava-se cada segundo mais rápido dela, o que a fez sentir-se assustada e olhar em todas as direções se precisasse correr, apressou seus passos. Já avistava a prefeitura da distância onde estava e a perseguição que julgou estar envolvida continuava com o ranger das botas cada vez mais eloquente. Demorou para ter coragem e olhar para trás, e quando o fez, fumegou a mão esquerda na direção do homem que a alcançou mas foi detido com a fumaça e esbravejou alguma coisa que ela não entendeu.

— Você pensa que me assusta seu pirata de araque?! — disse ela andando para trás, com as duas mãos abertas.

Ele se embolava na fumaça roxa, sacolejando os braços até enxerga-la e quase arranhá-la com o gancho na mão direita.

Hook revelou-se, parecendo muito alterado. Fechou a mão que ainda existia e fez uma cara feia para a Prefeita que o ameaçou novamente, aquele momento ela sentiu medo dele.

— Não se atreva! O que você quer de mim?

— Você e Emma... vocês duas vão me pagar... — a voz dele tinha maldade. Ele aproximava-se dela lentamente desta vez.

Regina não pensou demais, atirou-lhe magia em um facho de luz, para virar-se e correr. Não viu mais nada as suas costas. Na pressa, atravessava a rua sem olhar e mal teve tempo de perceber um carro vir em sua direção naquele exato instante. Ela assustou-se e parou em vez de continuar.

— Cuidado, Regina!!

Foi a única coisa que escutou além do freio do carro e de levar um baque para o lado oposto da rua, caindo perto do meio fio, embaixo de alguém.

— Ai... ai meu braço... — reclamou ela, abrindo os olhos e levando a mão esquerda ao braço direito, ainda deitada.

— Arrgg... você está bem? — mexeu-se ele por cima dela com cuidado, ele era pesado.

— Meu braço, está doendo muito. — ela disse, chorosa, olhando para o lado e percebendo com espanto ainda maior, Robin Hood.

Era ele que estava por cima dela. Ele acabara de salvar sua vida.

Notas finais
Meninas, eu gostaria de ter me aprofundado mais nesse capítulo, mas quis por o Robin agora por uma razão que vocês vão entender mais tarde, certo? Me digam se ficaram surpresas com a aparição repentina dele. Como a maioria, sei que a série está voltando, mas não deixarei de seguir esse enredo aqui, se ocorrerem coincidências eu não me responsabilizo, KKKK. Obrigada mais uma vez, vocês tem sido as melhores! Leitoras fiéis, aquele beijo especial! Amo vocês! Até o próxima capítulo! ;*