Notas iniciais
Olá meninas ♥ Agradeços os comentários, ainda assim me sinto meio triste, porque não estou tendo o feedback normal, mas enfim, agradeços às leitoras ativas que nunca me abandonam. Fantasmas apareçam, ok? Significa muito para essa autora que vos ama. ♥ E aviso que esse capítulo está carregado de emoções e por favor não me matem, ok? Porque não matei ninguém. haha Sem delongas mais um novo capítulo boa leitura,

Pov. Anastacia

Ainda estava me controlando horrores para não rir dessa coisa toda e ao entrar no banheiro vou até ao espelho dar uma olhada no meu rosto e limpo um pouco um canto do olho, onde ficou mais borrado. Só que uma porta atrás de mim se abre e revela uma mulher de máscara e com cabelo loiro. O reflexo no espelho me faz ficar tensa e me seguro uns segundos antes de me virar para encará-la. A mesma mulher parecia com o olhar penetrante em mim. "É ELA, A CABRA" o meu subconsciente me avisa.

— PEDÓFILA! Veio à procura de mais surra, foi? — pergunto não contendo a vontade de rir com as imagens que me vem ao pensamento.

— Engraçadinha, você não perde pela demora, senhorita Steele! — diz em tom de ameaça, mas isso não me assusta.

— É mesmo? Vai fazer o quê comigo, Elena? Vai bolar outro plano maquiavélico para me separar do Christian, é? Pode fazer o que quiser, você não vai ter de qualquer jeito! — digo aproximando dela que dá um passo atrás. — Calma não tenha medo que ninguém vai surrá-la, creio que está tão feia para esconder seu rosto atrás dessa máscara cafona!

— Sua... — e levanta a mão ao qual seguro.

— O que você latiu? Não escutei direito... talvez seu latido esteja gasto como a sua idade. — faço troça dela. — Foi o que pensei! — digo abrindo um sorriso presunçoso e ela se solta da minha mão me olhando com desdém. — ADEUS VELHA!

Kate logo aparece no banheiro pronta a retocar maquiagem e vem acompanhada de mais um grupinho de três garotas com ar de superioridade o que me leva a pensar que seriam essas garotas a suspirar por Christian.

— O que foi, Ana? — Kate pergunta. — Parece que viu assombração!

— Digamos que sim!

Não entro em detalhes e saio na tentativa de encontrar com Christian nessas tendas. Só que não o encontro no lugar onde imaginaria que estaria, já que a minha primeira suposição seria encontrá-lo na tenda das bebidas, talvez junto ao seu irmão, já que é tão ligado no Elliot ou com o pai tendo alguma conversa de negócios. Só que quando vou para ir para lá, alguém me puxa para o escuro e dou um grito assustada por não ter como me socorrer desse susto. Ao levantar os olhos à pessoa vejo que está de máscara e fico aterrorizada pensando que seria algum tarado em série me querendo atacar no escuro e fico com receio.

— Calma Ana, sou eu! — a voz me é familiar e quando tira a máscara vejo José, o meu amigo, suspiro em alivio. — Desculpe, não queria assustá-la!

— Pregou cá um susto! O que faz aqui? — pergunto tirando a minha máscara.

— Ethan me falou que tinha uma festa hoje... melhor a festa de aniversário da namorada e meio que fui contratado para fotografar o evento!

— Estava com saudades, você nunca mais ligou, mandou notícias!

— Ana eu precisei me afastar! Depois de tudo o que houve, senti que devia dar um tempo e olha só para você, parece feliz, namorando e eu aqui sobrando!

José sempre fora um grande amigo para mim, independentemente dos seus sentimentos que sempre me neguei a aceitar, por simplesmente o ver somente como irmão mais velho. Só que agora, a forma de como me estava falando que fora embora, me deixa sentindo mal. Mal por dentro e me sentia muito culpada. Não quero criar esperanças erradas, mas eu preciso dele na minha vida.

— Não fala isso, magoa, sabe? — tento soar brincalhona. — Eu sei que nunca correspondi, lamento mesmo e você sabe que sempre o vi como um amigo. Mas tenho a certeza que isso que está sentindo, ou que sentiu por mim vai passar... você vai conhecer uma garota de quem goste, vai ver que ainda será muito feliz!

— Sempre bancando a esperançosa! — um sorriso surgue nos seus nos lábios me que deixa o coração aquecido.

— Ai está você! — uma voz inesperada se faz ouvir vindo escuro e encontro Christian. — Rodriguez! — cumprimenta com azedume e faço cara feia não gostando desse tom. — Como vai? — aperta a sua mão contra dele.

— Bem e você Grey? — José responde o olhando tenso. Esses dois sempre em pé de guerra, incrível. — Ana talvez eu tenha que ir andando, tenho umas fotos para tirar... — ele apressa a falar alçando a máquina Canon.

— Muito bem, obrigado! — diz Christian passando as mãos na minha cintura de novo contra si.

José acaba nos deixando sozinhos e me pego soltando das mãos intrometidas dele, o olhando séria e com vontade de lhe dar um bronca por seus modos tão frios com um cara que é somente meu amigo, nada mais. Nem sequer é uma ameaça ao mundo alheio, diferente daquela pedófila com quem cruzei mais cedo que só me dá vontade de arrancar os seus olhos.

— Que modos são esses, Christian? — pergunto brava enquanto cruzo os braços na sua frente. — Não gosto do jeito de como intimida José! — ele revira os olhos passando andar para a claridade, me dando as costas. Odeio quando me dão as costas. — Não disse que podia me virar as costas! — resmungo indo atrás dele, dar um forte tapa nelas. — Estou falando com você!

Christian se vira para me encarar, sua expressão ligeiramente alterada e indecifrável que temi quase olhar direto nos seus olhos de tão sérios, dá até medo. Só espero que não seja para voltar a ser aquele cara que não sinto falta alguma.

— Tenho ciúmes do jeito de como você fala com ele, se relaciona! — fala justificando a sua reação. E abro a boca num "O" impressionada com tanta insegurança boba. — Escutei ele falando! Anastacia eu escutei... ele ainda gosta de você, por isso ficou longe! Isso me deixa louco! Me deixa inseguro por ver que é disputada por alguém!

— Christian não tem nada haver... José sabe que não serei jamais o que ele deseja! Eu estou com você, porra! — pouso as mãos em cada lado do seu rosto o obrigando a me olhar nos olhos. — Pensei que me conhecesse um pouco melhor, mas creio estar enganada! — retiro assim as mãos de cima dele.

— Ana! — viro as costas. — Ana volte aqui, por favor!

Só que o ignoro, estou chateada e sigo direto para as tendas o deixando falando sozinho.

Kate mal me vê atravessando a zona onde tem um bar servindo cocktails vem ao meu encontro e tento mostrar uma expressão menos desconfortável, pois não quero fazer caso dos meus assuntos pessoais com Christian. Muito menos arruinar o clima de festa.

— Oi Aninha! — ela cumprimenta vindo com uma moça ao lado dela. — Ana, me deixe apresentar a Luise! Ela é amiga de Mia e queria conhecer você! — tomo um gole do cocktail de frutas olhando a garota que me encara com ar sério de alto a baixo.

— Olá Luise! — cumprimento sem grandes empolgações e passo lado a lado a elas.

— Onde vai amiga? — Kate me pergunta indignada com a minha postura provavelmente.

— Ver se encontro Mia!

~*~

Os meus olhos varrem toda a área e vou andando sem ordem até ao deck onde tem os barcos atrancados flutuando nessas águas calmas de um final de tarde. Os meus passos tornam mais curtos assim que ao aproximar dessa zona interdita, vejo Christian de costas, tão sereno e observador, de mãos nos bolsos. Sim, eu tenho a certeza que é ele, conheço as formas fisicas do homem que sou apaixonada, podia reconhecê-lo de olhos vendados. Mordo os lábios com a minha atitude e engulo o orgulho descendo os degraus sem fazer muito barulho e vou aproximando lentamente dele. Só que sou traída pelo ranger das placas do deck que me denunciam automaticamente.

— Aceito um pedido de desculpas se é isso que vem fazer... — a sua voz se faz ouvir, com alguma presunção, mas não longe da verdade.

— Não cansa de ser convencido, não é? — pergunto sendo sarcástica.

Ele se vira para mim, estava com a máscara no rosto, só conseguia decifrar aqueles seus olhos cinza, levemente mais escuros que o normal, mais intensos. Christian vem aproximando de mim num passo tão calculado e mordo a droga do lábio inferior involuntariamente, sinto logo meu corpo trair de forma avassaladora na sua frente. Porquê, porquê que eu não tenho mais controle. Isso é injusto. Ele sempre acaba vencendo a merda dessas batalhas.

— Ana... — os meus olhos se concentram na linha ténue dos seus lábios incrivelmente sedutores. — Sei que agi errado, estou sendo um idiota e inseguro namorado por sentir ciúmes de um amigo seu! — vem aproximando de mim. — Não devia sentir assim, tenho todos os motivos de sobra para confiar em você e saber que nunca me irá trair. — abro a boca para falar algo em minha defesa, mas ele bloqueia selando o seu dedo indicador nos meus lábios tão suavemente. — Me perdoa, baby!

Minhas pernas ficam bambas e enlaço os meus braços na volta do seu pescoço para me sentir segura de novamente. O beijo e Christian revida intensificando esse mesmo beijo, moldando ainda melhor seus lábios nos meus, de forma abrir um caminho calmo para envolver minha língua na sua de forma enloquente. As suas mãos sobem pelas laterais do meu corpo amassando o vestido, criando ligeiras brechas em torno dele e não me encomoda, só o queria continuar beijando, me envolver nessa luta deliciosa de línguas e ofegar em sua boca sem parar.

— Chr-ris...

As palavras da minha boca saem com dificuldade, o ar que estou tentando respirar quase se torna impossivelmente respirável. Os meus pulmões gritam intensamente dentro de mim, rebatem pedindo urgência. Contudo, quando sinto que vou quebrar, ele me surpreende descendo mais um pouco as mãos, as assentando a baixo da bunda e trepo minhas coxas em torno do seu quadril. É nesse mesmo momento que liberto minha boca da sua, deixo um beijo molhado em seu pescoço e Christian me começa guiando para fora do deck. Óbvio que nem me dei ao luxo de perceber para onde me estaria levando, já que me sinto deliciada mordiscando o lóbulo da sua orelha agora minha boca vai migratória até ela ao qual venho recuperando um pouco do oxigénio que perdi em sua boca intensamente insaciável.

— Oh porra... — ele geme quase num fio de voz e cruzo os pés me prendendo ainda melhor ao seu quadril. — Anastacia... você me deixa louco... — continua sussurrando contra os meus cabelos, talvez inalando o aroma deles. — você me desafia a qualquer custo, briga comigo e me faz perder a cabeça...

— Shiiio! — mando calar rebolando no seu colo gostando da sensação bem abaixo da minha intimidade. Oh sim, o seu volume tão ereto me roçando junto à calcinha. — Quero tanto você... — digo me perdendo em desejo tendo um súbito orgasmo, sentir minha calcinha já húmida.

Escuto o ranger de uma porta, olho por cima do ombro de Christian e percebo que estavam entrando no jardim de inverno. Ele trava o passo e me liberto do seu quadril me colocando de pé.

— Tem a certeza que ninguém vai entrar aqui? — pergunto ainda insegura, mas com muita vontade.

— Será uma rapidinha amor, ninguém vai vir... prometo! Só precisamos descer a roupa intima, ok? — assinto positivo.

Então ainda na sua frente subo o vestido suavemente e alçando os polegares sobre os cós da calcinha a desço, até que ela cai aos meus pés. Saio dando um passo para a frente e vou até a ele. Inicialmente deixo um casto beijo nos lábios e as minhas mãos desinibidas cuidam de todo o resto desapertando a fivela do seu cinto, desaperto o botão, desço o ziper e a sua calça finalmente desce. Passo a mão suavemente sobre o tecido que cobre o seu membro e gemo baixinho sentindo o quanto está teso e pulsando louco para mim.

— Espere... — pede ele dando uns passos a um canto e puxar uma cadeira branca de ferro e a coloca junto a mim.

Ele senta nela e me faz um gesto para que sente no seu colo. Só que fico olhando sua cueca boxe como um alvo de bloqueio e faço uma careta gostosa. Christian sorri de canto e liberta o seu membro do interior o deixando soltinho, pulsando mais que nunca para os meus olhos gulosos.

— Vem sente... — aproximo alargando uma perna para cada lado sentando em cima do seu colo, mas antes com ajuda da minha mão e a sua ele acaba encaixando o seu membro no interior da minha intimidade já naturalmente lubrificada e vai penetrando suavemente. — Se apoie em meus ombros! — ordena com uma voz branda e apoio as minhas mãos nos seus ombros hirtos. — Agora cavalgue gostoso!

Sorrio mordendo o lóbulo da sua orelha atrevida, ele me estoca em castigo ao qual rebolo incialmente não fazendo logo o que me pede, mas porque estou querendo brincar um pouco, sentir o seu pau bem fundo na minha intimidade, me deixando preenchida. Aos poucos os movimentos de vai e vem ganhando velocidade e começo a cavalgar tal como ele tanto deseja, sendo que Christian me oferece resposta estocando furiosamente no meu sexo o deixando a contrair horrores com essa pressão deliciosa.

— OH assim eu gosto tanto... — gemo junto à sua pele arrepiadinha e quente. — Oh amor... — o meu corpo vibra com cada estocada que ele me penetra profundamente.

É como um choque eletrico de mil voltes.

— Ana, o que você gosta? — pergunta rouco, mas o fundamental, nunca abrandando o seu ritmo, eu gosto, ele é tão ativo.

— Gosto... Gosto de que me foda...

— DE QUE JEITO GOSTA QUE LHE FODA, BABY?

— Assim... — quico um pouco e tombo a nuca para trás apenas sentindo as suas fortes estocadas me deixarem totalmente tomada por essa gigante onda de orgasmos sucessivos. — Oh Chriiiiiiisss! — gemo seu nome sentindo todo o meu espasmar, gritar por mais, mais toque intenso, toque real das suas mãos em minha pele.

Só que eu sei que Christian falou que seria somente uma rapidinha, algo para aliviar a vontade sexual, mas ele me deixa com tanta fome, necessitando demais que uma simples foda. Isso não me sacia, isso me faz querer repetir mais uma vez o perigo, adrenalina de sermos pegos no jardim de inverno por algum desconhecido, ou até mesmo um membro da sua familia.

— AMOR QUERO QUE GOZE PARA MIM! — ordena deixando um chupão que me faz morder os lábios com desejo.

Face a mais umas valentes estocadas o meu corpo começa contraindo, cada vez mais começa ficando complicado manter o seu membro duro dentro de mim, apesar de ser tão intenso, tão gostoso e latejante. Uma batida sonora no lado de fora acompanha a nossa entrega, o tema era Say You Love Me de Jessie Ware e meio que me deixava indo aguentando, tentando uma luta interior para aguentar mais uns segundos que fossem desse orgasmo que promete de vir, só que o meu corpo é fraco demais para ceder aos meus desejos e acaba me traindo, me tomando por completo. Então acabo no meu ápice gozando, gozando intensamente e gemo o nome de Christian nesse momento. Ele geme o meu me acompanhando, pois sempre fala que não gosta de ter proveito só para si, que o importante é me dar tão igual prazer quanto lhe dou.

— Anastacia...

— Christian!!!

~*~

Ainda a recuperar do episódio intenso me recomponho saindo para o exterior. Christian me vem segurando a cintura ao rodeá-la com os seus braços, me deixando um beijo na clavícula ao qual rio sapeca.

— Christian temos que voltar para a festa ou vão dar por nossa falta... — digo tapeando as suas mãozinhas atrevidas querendo amassar o meu vestido. — você já teve o seu momento... — e dou um selinho breve me libertando das suas mãos insistentes correndo na grama fria em risos.

— Amor, isso não vale! — corre atrás de mim, apesar de ser bem mais rápido e me pegar no colo rodando no ar. — Te peguei! — afirma com um sorriso rasgado nos lábios e fico feliz ao vê-lo sorrir.

Amo esse sorriso.

— Agora me coloca no chão, vai! Amor, para que eu dou um chute... — ele parece não ter receio do que digo. — Depois não venha falar que eu não avisei!

— Tão cruel a minha mulher!

Ele mal me coloca no chão o engano gritando que tem um bicho trepando a sua calça e corro, Christian assim que percebe que era trote, vem correndo que nem louco atrás de mim que levo um curto avanço.

Chego rapidamente na tenda e choco com uma senhora ao qual peço perdão e me refugio em Kate que me dá cobertura enquanto pego uma taça de drink e esquivo entre as pessoas absortas olhando o desfile com as coleções maravilhosas de Mia.

— Ana onde você se meteu? — Mia me aborda puxando pela mão. — Estava procurando você à horas! — ela começa me puxando para um canto.

— O que foi, é por causa do seu irmão? — sou guiada por ela.

— Não se preocupe com Christian, ok? Eu já dei uma lição naquele malandro!

— Não, não tem nada haver com Chris! Preciso que você suba ao palco, uma das meninas desistiu na última hora e preciso de alguém para desfilar o último modelo ou vou cair na ruina!

Desfilar? Caiu tudo, não tem como eu sair na perfeição nessa situação. Christian vai pirar vendo esses homens todos bandando em mim, ou então pode ser a prova de fogo e ele até vai gostar. Não sei, não me sinto nada firme nessas coisas, nessas passareles. Não nasci para ser modelo.

— Mia eu adoraria, mas não me sinto nada legal... Melhor chamar Kate, ela é mais bonita, tem maior corpão e tem jeito sublime... menos desajeitada... — ela começa gargalhando. — Ué?

— Ana você fica tão bonitinha valorizando os outros que esquece que é uma mulher linda e não tenha medo, você vai arrasar! — Mia parecia mais confiante que eu. — Por favor! — implora com um ar pidão, difícil agora porque não sei como sair dessa.

— Está bom! — cedo desejando que tudo corra como esperado e que Christian se aguente firme.

~*~

Pov. Christian

Anastacia é realmente uma mulher de fibra, promete coisas e depois me engana as deixando por cumprir. E agora estou eu aqui tentando achá-la em meio a essas mulheres com máscara. "Mia você me pega" penso adentrando entre as pessoas e cruzar com Elliot distraído observando a bunda de umas novinhas. Cara esse moleque não tem jeito.

— LELLIOT! — dou um pataleco na sua nuca e ele pula.

— Puxa Christian! — passa a mão na região onde havia batido. — Não está ocupdo com a sua musa, não? — um sorriso torto se forma nos seus lábios. -Cara, já estou sabendo que você pegou nossa irmãzinha no flagra!

— Não me fala nada, estou capaz de matar Ethan! — ranjo os dentes com a lembrança desastrosa de os pegar na maior entrega sexual.

— Nem diz isso brincando, porque se a minha namorada fica sem irmão, ela me mata! — Elliot fala em sua defesa. — Mas o que me diz em irmos olhar as garotas que vão desfilar?

Dou de ombros não ligando muito para isso, já que só estou interessado em ver uma única mulher desfilando para mim, só que no meu quarto, em privado, só nós dois. Sem esses homens todos babando a querendo, a desejando.

— Anda logo cara, não fique aqui olhando! — meu irmão me dá um tapa nas costas e o sigo.

Quando aproximamos da primeira fila havia uma fileira de cadeiras pronta para nós, óbvio que Mia havia pensando em tudo, até aos mais pequenos detalhes. Então sento com o meu irmão, a minha mãe já lá estava sentada com o nosso pai e ela sorri cordeal quando me vê. Dou um beijo na sua bochecha.

— Filho cadê sua namorada? — olho por cima do ombro a vendo se encontro Anastacia no meio desses rostos imensos. — Ela não veio com você? É que tive impressão de a ver mais cedo...

— Veio, sim mãe! Ela deve estar por ai, talvez com Mia dando apoio moral! — especulo tentando acreditar nisso também.

Contudo, é nesse instante que é anunciado um o último modelo a desfilar e assim que a mulher com máscara sai de um esconderijo me fico boquiaberto olhando, pois o modo de como a pessoa anda, a forma de como o seu corpo se move delicadamente no vestido longo, os cabelos presos num apanhado desajeitado, os olhos claros e brilhantes, a pele transludida e tão pálida. "NÃO" penso negando acreditar.

— Mano aquela não é...? — Elliot segreda junto ao meu ouvido. — Ok..., é ela, não? — só que estou tão absorto olhando a mulher que tenho a plena convicção de que só podia ser Anastacia.

Mia logo surgue com uma linha de modelos acompanhando em fila indiana e aplausos se expandem na tenda, pessoas levantando para aplaudir, incluindo Elliot, meus pais e agora eu, embora atrapalhado e concentrado em Ana que parece se esconder entre as modelos, mas Mia a puxando para distaque na frente.

— Por favor um minuto da vossa atenção! — exige a minha irmã me deixando nervoso. — Obrigado! Quero agradecer a todos os presentes nesta minha festa de aniversário! Mas principalmente aos meus irmãos, minha mãe e meu pai por serem a melhor família que me podia ter e a essa linda mulher que embora com máscara é como uma irmã para mim. — Mia se vira para ela e Ana retira a máscara revelando seu belo rosto, corado. — Um aplauso para a minha cunhada! — e se escutam palmas.

Instantes depois de um número de modelagem, de homens babando vou ao encontro de Ana que estava na zona dos bastidores se trocando. Mal entro a encontro de costas e dou um tapa na sua bunda tentando manter a minha expressão impassivel, embora desejasse fazer uma coisa louca nesse momento só por vê-la nessa posição, por vê-la tão exposta a olhares tarados como os de à pouco.

— Antes que comece com cenas de ciúmes, sua irmã me deixou sem saida! — fala em defesa.

— Meio que devia castigá-la por isso, sabe! — Ana revira os olhos. — Não faça isso comigo, você sabe que fico irado quando...

— Por um segundo achei que tinhamos voltando ao mesmo passo de uns trezentos anos atrás!

A minha morena encolhe os ombros pegando a bolsa de mão enquanto sai para fora e vou atrás.

— Desculpe! — a travo me atravessando na sua frente. — Depois faço Mia pagar caro por isso, mas você estava deslumbrante! — elogio.

— Fico feliz que tenha gostado, mas não voltarei a repetir mais vez alguma!

— Por não? Não gostou?

Já estavamos voltando ao exterior, ao frio da noite fresca quando Anastacia me olha mesmo nessas sombras que a lua prega para nós.

— É desconfortável, não levo maior jeito para tanta disciplina e depois algumas roupas são tão complexas que me perco andando, vestindo... não... eu não gosto de ser o centro de atenções!

O meu sorriso se rasga e apodero o meu polegar no seu cantinho do rosto, suavizando sua pele com o meu toque suave.

— Não precisa de um palco, você pode fazê-lo para mim, em qualquer lugar, sabe disso, não sabe?

— Seu safado!

Dá um tapa leve no meu rosto e lhe roubo um beijo dos lábios de imediato. Um delicioso e intenso beijo que me vejo intensificando em sua boca levemente atraente e tão saborosa que me vejo querendo nunca parar de a devorar. Só que o meu iPhone começa tocando no bolso interno do palitó e afasto dela para sua desilusão, pois Ana me faz um bico triste. Dou uma olhada no aparelho e ignoro a chamada, já que se trata de um número restrito e como não tenho por ventura hábito de atender chamadas desse tipo, rejeito.

— Quem era? — Anastacia tenta saber, mas encolho os ombros não dando grande importância, pois não estou apto a trabalho nessa noite.

— Não é ninguém importante! — respondo a segurando melhor a mim e levantá-la um pouco no ar, pois é divertido levantar a minha mulher. — Essa noite sou só seu e da família! — digo junto aos lábios dela, tão carnudos, tão desejáveis.

— Acho que vou aproveitar que o meu namorado está desligado dos negócios... — enterra a mão dentro do meu palitó ao qual acompanho olhando os seus movimentos. — E vou desligar essa droga para que ninguém mais perturbe a gente, sim? — Ana fala sorrindente e meio que acabo sorrindo rasgado com a sua tamanha ousadia.

Por mais uns minutos permanecemos quietos nos beijando, trocando caricias deliciosas e desinibidas, até que Anastacia me pede para que a coloque de volta no chão.

— Amor vou pegar alguma coisa do que beber, estou com tanta sede! — diz ela passando as palmas das mãos sobre o vestido. — Você deseja whisky?

— Sim por favor, com duas pedras de gelo! — peço por gentileza.

— É para já! — afirma ela afastando.

Só que o lugar onde me encontro parecia mais silencioso que o normal, era como se a música na tenda tivesse parado. Então olho por cima do ombro, as pessoas continuavam igualmente anestesiadas pelo álcool, conversando entre si, mas não tão barulhentas quanto antes e um outro som despertou o meu sentido auditivo um pouco. Foi a mexida de um galho, eu podia simplesmente identificar de que lado, se não fosse essa imensa escuridão dessa noite. Sei que tem alguém por ai, escondido e raramente me engano quanto a isso. Uma luz infravermelha aponta na mira de Anastacia e os meus olhos se arregalam, o meu primeiro instinto é correr para ela na tentativa de a proteger desse perigo eminente.

— Ana abaixa! — ordeno, só que Ana é teimosa e se vira para mim, mas ao alcançá-la, é quando se escuta um disparo, que me faz inflingir dor. Uma dor tão forte, tão agunizante que me leva a crer que havia sido baleado por engano.

— CHRISTIAN... NÃOOO!!! — escuto o grito de Ana tão longe, é como se não estivesse sequer abaixo de mim, da minha proteção carapaça. — Amor, fala comigo! Amor... — mas perco os sentidos antes que pudesse proferir mais alguma palavra.

Notas finais
Gostaram? Esse capítulo está cheio de emoções fortes desde o inicio ao fim. Primeiro a bruxa que parece que não sabe quando está a mais. Aliás o que acharam desse encontro? Do encontro de Ana com José? Da briga do casal que teve direito a reconciliação quente? Do desfile? E desse momento terrivel? Por favor não me matem, mas ok? Eu sei que ninguém gosta disso... mas esses altos e baixos fazem parte do processo. Quem acham que possa estar por de trás o disparo? Quem seria realmente o alvo? Anastacia ou tudo foi artimanha para ser Christian? Ai ai é muita pergunta parapouca resposta. Devorem o capítulo... comentem muito e as respostas irão sair frescas. COMENTEM ♥ FAVORITEM ♥ ♥ RECOMENDEM ♥ ♥ ♥ Já sinto falta de uma recomendação por aqui... alguém atreve? Até ao próximo capítulo, Lucy.