Start again a new chance for Love
62 capítulo 62
Notas iniciais
Pov. Anastacia
— AJUDEM AQUI! — grito desesperada ainda abaixo do corpo imóvel de Christian. Ele estava sangrando e precisava de ajuda urgentemente. — ALGUÉM! — grito entrando em desespero e eis que Taylor aparece correndo para me ajudar.
— Srta. Steele! — ele fala meu sobrenome de forma séria, mas assim que vê Christian com uma mancha de sangue nas costas arregá-la os seu olhos tomando por um horror. — OH não! — se indireita e puxa o celular do bolso. — Vou ligar para a emergência! — avisa, mesmo sem eu ter perguntado nada.
Nesse preciso instante alguns curiosos vão aproximando de onde estavamos, Taylor por sua vez, mesmo ocupado com o aparelho no ouvido começa fazendo sinais para que todos se afastem. Mas umas pessoas se destacam no meio dos desconhecidos, eram eles, a família do meu namorado.
— Anastacia! — Grace agacha assim que me vê e os olhos seus olhos se enchem de lágrimas fitando o filho. — Calma, querida... — tenta me tranquilizar, apesar de não sentir a mesma segurança. — Ele vai ficar bom, você vai ver!
Como ela pode ficar tão tranquila assim? O filho foi baleado. Não tem como ficar de outro jeito. Eu não quero perdê-lo, não posso ficar sem a pessoa que mais amo, a pessoa que arriscou a sua vida para defender a minha. Tenho a certeza que aquele tiro era direcionado a mim, mas porquê? Quem me tem tanto ódio a ponto de me querer morta?
Quando a equipe de emergência chega, começa os procedimentos habituais. Chrisitan é transferindo para uma maca. Os meus olhos ficam incrivelmente inundados de lágrimas intensamente copiosas. Kate e Mia logo me abraçam e fecho os olhos desabando em mais lágrimas. Não consiga acreditar.
— Aninha não fique assim! — diz Elliot acariciando os meus cabelos e fungo baixo.
— Vamos para o hospital, eu vou no meu carro! — avisa Carrick transtornado. — Grace você vem?
Mal conseguia ver as pessoas na minha volta, parecia tudo muito como vultos, não sei se são as minhas lágrimas me bloqueando a visão clara.
— Vou na ambulância se... — mas atenção da mãe de Christian recai em mim. — você não se importar! — aceno que não, apesar de desejar muito ir com ele, apertar a sua mão nessa hora delicada.
— Mãe deixa com a gente, eu levo Ana e Kate! — Elliot se prontifica.
— Encontro vocês rapidamente! — Mia avisa correndo as tendas.
~*~
Ao chegar no Northwest Hospital, nem deixo Elliot guardar o carro na vaga devida que vou logo abrindo a porta desesperada por obter notícias de Christian. Kate ainda me tenta impedir, mas sou bem mais persistente e acabo saindo a correr que nem um louca atravessando as portas de vidro do edificio. Claro que no caminho de acesso choco com uns enfermeiros que me perguntam se está tudo bem, mas que os ignoro a todos só para chegar no balcão de atendimento.
— Posso ajudá-la? — pergunta atendente simpática com identificação no jaleco verde água.
— Não! — Kate intromete quase que falando por mim, e reviro os olhos não gostando de ser levada como a louca. — Ela está muito transtornada! — explica e me guia para a sala de espera. Começo me debatendo, não querendo que ela me obrigue a ficar calma, estou desesperada por notícias, não ia descansar até obtê-las. — Se acalme, Ana! — exige ao me empurrar para uma cadeira e sentar. — Quer que eu chame alguma das enfermeiras para sedá-la?
— Kate não brinca, estou sem humor! — resmungo cruzando os braços tão igualzinha a uma criança.
Só que eis que o Carrick Grey aparece e me recomponho no lugar. Mia e Ethan acabam chegando igualmente e a minha ansiedade só aumenta a cada segundo que passa. Mas cadê Grace, cadê ela? Porque ainda não apareceu? "TALVEZ SE ACALMAR NÃO É MÁ IDEIA" o meu subconsciente vem aconselhando.
— A mãe já deu notícias? — Mia questiona quebrando a minha curiosidade.
— Ela me falou no celular que ia falar com o médico que está acompanhando a cirurgia de Christian!
Cirurgia? Não, ele não. Por favor, que ele não morra! Que ele seja forte, intensamente forte. Ele tem que sobreviver, não vou superar uma vida sem a sua presença. Não vou aguentar acordar, adormecer sem ele respirando o mesmo ar que eu.
— Ana? — Kate balança o meu ombro e saio do transe absurdo de pensamentos. — Você quer que traga alguma coisa para você? — nego com um aceno de cabeça.
— Devia se alimentar, não vai ajudar em nada ficando sem comer! — adverte Mia se sentando no outro lado e me segurar a mão na sua. — Fique calma, meu irmão é tão osso duro que vai sair dessa com uma perna às costas! — e tento forçar um sorriso. — Ena, ela está sorrindo, gente!
— Alguém já começou averiguar o que aconteceu? Como essa pessoa entrou? — Elliot pergunta para Carrick frustrado. — Precisamos de checar a segurança, pai! Podia ter sido um de nós!
— Fique tranquilo, já tenho os meus melhores seguranças investingado, incluindo Taylor que se disponibilizou de imediato para apurar causas! — explica ele sereno.
A meio a esse ambiente, Grace acaba saindo com um jaleco branco e vem com uma expressão indecifrável. Levanto por impulso da cadeira da sala e dou uns dois passos na sua frente. Olho direto nos seus lindos olhos e imploro por deus para que não estivesse vindo me dar uma má notícia. O meu coração está fraco demais para um abalo como esse.
— Então? Como ele está? — exigo saber tremendo por todos os lados.
Ela dá um curto suspiro e isso me deixa ainda mais tensa. Odeio quando alguém escolhe essas horas para criar suspense.
— Minha querida... — Grace puxa as minhas mãos, as segurando entre as suas e as encosta no junto ao seu ventre. Os meus olhos involuntariamente se transformam em uma plantaforma que transborda lágrimas. — A cirurgia já terminou e foi um sucesso! Os médicos conseguiram extrair a bala sem qualquer dano reversivel! — explica. — Anastacia não se preocupe, Christian está fora de perigo! — acaricia as minhas mãos suavemente. — Ele vai se transferido para o quatro!
— Quero vê-lo, por... favor! — nem penso, simplesmente digo que me vem ao pensamento de imediato.
Só quero vê-lo, tocá-lo e sentir que realmente está vivo e respirando o meu ar.
— Claro que sim! — concorda me soltando as mãos e passá-las no meu rosto de forma muito maternal.
Percorro um extenso corredor, imensos médicos e enfermeiros cruzam de porta em porta, entram, saiem e inclusive tem aqueles que cumprimentam a Dra. Grey. Claro, como esquecer, ela troce o filho para o hospital onde trabalha.
— Aguarde aqui! — pede me fazendo travar o passo e olhar por cima do ombro ainda me situando nesse lugar tão estranho, tão inigmático para a minha cabeça. — Venha! — chama e entro no quarto.
O coração se aperta ao encontrar Christian monitorizado por máquinas e vou aproximando da cama lentamente, só para acariciá-lo suavemente na sua mão. Mas Grace me garante que é tudo normal, já que ele havia passado por uma cirurgia delicada, mas assegurou que não havia motivos para alarmes. Os meus olhos involuntariamente voltam a me trair ao deixar descer uma lágrima teimosa.
— Vou deixá-la mais à vontade! — diz Grace saindo depois de me deixar um beijo no alto da cabeça.
Como havia uma cadeira a puxei para sentar junto dele. Queria estar ao seu lado o tempo necessário para vê-lo acordar de novo. Só que provavelmente isso quase que seria complicado de pedir, ele estava tão bem sedado que o mais provável é que só acordasse amanhã.
— Aconteça o que acontecer, vou estar sempre ao seu lado, meu amor! — sussurro beijando a mão imóvel dele e acabo adormecendo momentos depois.
~*~
Pela manhã quando acordo, começo bocejando e espreguiço sentindo uma dor desconfortável nas costas por ter adormecido em uma ruim posição e quando começo olhando para a cama fico em desespero não vendo mais Christian lá e o meu coração se aperta de imediato. Levanto num pulo e abro a porta. Uma enfermeira me olha preocupada quase que para me vir ajudar.
— Anastacia! — o jeito de como o meu nome é proferido me faz bater o coração com muita força, a voz arrepiante como a primeira vez, o jeito de como isso me deixa balançada e viro para olhar.
Encontro Christian sendo empurrado numa cadeira de rodas por uma enfermeira e percebo que os seus cabelos estavam ligeiramente húmidos. Ok, ela lhe deu banho. Igorando todos esses fatos vou até ele, me agachando à sua altura e a sua mão saudável me acaricia o rosto, já que a outra está ligada pelo ombro. Claro a bala atingiu o seu ombro esquerdo.
— Não se preocupe, nem está doendo se é isso que está pensando! — diz para me tranquilizar ainda com o seu polegar viajando na minha bochecha rosadinha ao seu toque. — Como você está? Se alimentou? Não, óbvio que não... senhorita enfermeira. — atenção dele vai para a mulher que agacha um pouco. — Peça para que tragam alguma coisa para a minha noiva comer! — ela assente nos deixando a sós.
— Noiva? — pergunto involuntariamente corando mais ainda.
Christian não me havia pedido em casamento até onde me lembro. Ou que parvoice, talvez seja só mesmo para ter feito esse pedido à enfermeira. Claro que não estamos noivos coisa alguma. É tão cedo para assumir um compromisso tão forte.
— Ana! — ele tira dos meus desvaneios pegando minha mão e pousá-la junto ao peito. — O que aconteceu ontem à noite deixou muito claro o que sinto por você! — os meus olhos se arregalam, o meu coração no peito bate louco querendo saltar. — Eu quase a perdi, nem quero imaginar o que teria acontecido se não me tivesse atravessado na sua frente como escudo! — abro a boca para falar, mas ele me silencia com o seu olhar desaprovador, então a torno a fechar. — Eu te amo e você já sabe... mas eu quero mais da nossa relação. Quero que você não seja somente a minha namorada, a mulher que amo e desejo. — acompanho as suas palavras com toda atenção do mundo. — quero que esteja comigo nas horas boas, como nas ruins. Quero você me segurando quando fraco, quero você todos os segundos, minutos da minha vida. Quer acordar todos os dias com o seu sorriso, com a sua amabilidade e deitar sonhando que estou te abraçando a mim.
Quase que parei de respirar, é eu estou contendo a respiração complicada ao escutá-lo se declarar tão lindo para mim. Meu deus, é isso mesmo que estou pensando que é?
— Então, Anastacia Rose Steele... — segura a minha mão. — quero que seja a minha mulher, mãe dos meus futuros filhos. — engulo em seco levando a outra mão no peito não sabendo de que modo reagir, é tudo tão inesperado. — Aceita casar com um cara que se supera todos os dias sucumbindo das sombras?
~*~
Pov. Christian
Antes que ela me pudesse responder alguma coisa do que lhe me havia proposto, duas batidas na porta acabam arruinando a nossa privacidade, deixando a resposta que tanto anseio por escutar em suspenso por um momento. É eu sei que Anastacia precisa de tempo para pensar a respeito e aceito isso claramente, desde que me seja para me dizer um "Sim" merecido. Não aceito nada menos que isso, até porque não faz mais sentido adiar isso, quanto mais rápido ficarmos juntos, mais depressa posso protegê-la e torná-la cada vez mais parte de tudo o que tenho. Porque desejo oferecer tudo o que é meu para que seja seu. Quero que ela seja a minha senhora Grey. Quero protegê-la de eventuais perigos como o que ocorreu na noite passada que logo que possivel irei averiguar o que houve na falha da segurança e porque ninguém soube interceptar esse culpado. O fato de estar aqui hoje e vivo foi um mérito de sorte. De outro modo, estaria morto e em um caixão sendo velado por lágrimas. Se não fosse eu simplesmente lá chorando o amor que perdi, porque aquele tiro estava na mira de Ana. Alguém a desejou matar. Mas eu vou descobrir e obrigar essa pessoa a pagar tão caro por isso.
— Entre! — permito ajeitando as mãos da minha namorada sobre os ombros agora atentos à porta.
A porta se abre e de lá se revelam 3 cabeças curiosas. Mia, Elliot e Kate. Mia vem logo para junto de Ana, abraçando toda muito cumplice e Kate igualmente, já Elliot vai até junto de mim, me vindo sussurrar algo no ouvido que comecei rindo.
— Como se sente, irmãozinho? — pergunta Mia ajeitando umas mechas do cabelo adorável da minha morena.
— Muito melhor! — digo sem delongas. — Podem despreocupar que ainda nem foi dessa que me derrubaram! — Ana dá um cucutão no meu ombro e dou um arqueijo em dor, pois ela quando quer é mesmo malvada.
— Desculpe, esqueci que está machucado!
— Quando vai ter alta? Não vejo a hora de preparar um almoço familiar para contar a novidade para todo o mundo! — os meus olhos vão até ao rosto de Ana que me olha tão surpresa quanto eu. Então procuro verdade nos olhos de Elliot que encolhe os ombros. — Surpresa! — frisa Mia adorando me deixar no oculto.
— Hoje ou amanhã já volto para casa, digamos que tenho uma enfermeira já contratada para cuidar de mim, não é mesmo, amor?
Anastacia começa pigarreado, logo todos começam a gargalhar com essa sua atitude, incluindo eu. Não tem como ficar indiferente ao seu profundo gesto.
— Agora falando sério, mano! — Elliot é quem fala dessa vez. — Quando sai, cara? Não aceito ir ver os Marine sem você! Os brothers tem que estar juntos até na hora da dor!
— LELLIOT! — Kate dá um pataleco no namorado. — Esquece os Marine, vamos viajar, lembra? — e rio.
— Amor, não lembro de nada disso...
Ambos começam falando um com o outro ao se afastar e sobra apenas Anastacia e Mia.
— E você Anastacia? Está tão caladinha... o que meu irmão aprontou dessa vez, hein? — os meus olhos correm para o rosto de Ana que cora involuntariamente, o descendo como se sentisse envergonhada. — Christian? — Mia quando quer consegue ser muito chata.
— Nada, não fiz nada! Não é mesmo, amor? — ela assente que sim com a nuca confirmando minhas palavras. — Vê? Não tem nada com que se preocupar caçula! E agora quero saber que história foi aquela ontem, hum? Não esqueci, ok?
— Sabe, acho que estão me chamando... há é mesmo prometi à mamãe que ia tomar chá no refeitório... — a minha irmã começa fugindo com o rabinho entre as pernas.
— Volta aqui! — a chamo, mas se escapa.
— Esperta! — comenta Anastacia rindo de mão sobre os lábios. — Adoro a sua irmã, amor!
Como Mia havia saido, Kate e Elliot também, estava sozinho de novo com Ana e podia tentar saber qual a sua resposta, ou tentar saber se estaria pensando a respeito, só que uma batida na porta inesperada me tira da cumplicidade instantânea e a pessoa de lá incomodando nem espera a minha permissão para dar as caras. E qual o meu espanto quando percebo que de todas as visitas que esperaria, essa seria a menos provavel e desejável?
— Elena o que faz aqui? — pergunto incrédulo.
Anastacia estava cerrando os punhos que me vi os segurando em minhas mãos.
— Oh meu querido, eu fiquei sabendo pelos tablóides dessa manhã que foi baleado e vim correndo assim que soube do ocorrido... como você está? — ela tenta se aproximar de mim, me tocar, mas a minha morena a impede me protegendo como cão de guarda. — Criatura se afaste! — exige e estreito o olhar, não aprovando de modo algum esse jeito tão desprezível de com fala com a minha mulher.
— Em primeiro lugar não se aproxime de mim, nem da minha noiva, entendeu? — falo em tom autoritário e frio. — E segundo, não gosto do modo de como trata Anastacia, exijo respeito e saia, não é bem vinda aqui!
Elena começa gargalhando como se as minhas palavras tivesse qualquer tipo de graça. Está realmente ficando louca, absolutamente fora de si se acha que são essas atitudes que me faram mudar de opinião.
— Que ingratidão! — xinga. — Eu aqui toda preocupada julgando encontrá-lo muito mal e é desse modo que sou recebida, Christian? — ela vem bancando a vitima que lhe cai tão mal.
— Por favor toda a gente está careca de saber que você não presta sua pedófila de quinta! — Anastacia dessa vez revida aproximando dela que me deixa com receio que comecem uma briga e que eu não possa intrevir, por estar nessa situação tão delicada. — Christian, fique quieto, olhe que não pode fazer esforço! — ela banca a enfermeira comigo, como eu gosto do seu cuidado, mas não nesse momento que estou receando o que possa acontecer entre as duas.
— É muita pertinência mesmo... — a minha ex-amiga protesta indo na direção de Ana, que acaba recebendo um tapa estalado no rosto que me faz estremecer até a mim nesse lugar. — Vagabunda! — xinga Elena com a mão sobre o rosto marcado pela mão pesada da minha mulher.
— Olha quem fala, diferente de você! Não sou traira, não sou horrível e tenho alguém que me ama, já você quem irá amá-la? — Ana quando quer consegue deitar qualquer pessoa a baixo com curtas palavras. — Você sua velha botox trate de sair desse quarto antes que que me dê outra coceira na mão e arruine o que resta de bom em você... quer dizer... — ela faz um ar pensativo levando a mão ao queixo. — esqueci completamente de falar que está horrível mesmo e não tem nada ai que saindo salvo! E já que está aqui, trate de procurar um cirurgião plástico, é que está horrorosa e milagres sempre podem acontecer!
— Sua ordinária, sua golpista, sua... — mas corto não aguentando nem mais uma palavra que saia da sua boca moribunda chamando o quer que seja nomes à minha mulher. Não vou admitir nem mais uma palavra.
— JÁ CHEGA! — ordeno não aguentando nem mais um segundo de trocas ofensivas entre as duas. — ELENA SAIA IMEDIATAMENTE E NÃO VOLTE! ENTENDIDO? NÃO É BEM VINDA!
— O que se passa aqui? — uma enfermeira dá as caras entrando e achando esse cenário. — Não quero barulho aqui, essa unidade está cheia de doentes necessitando de descansar, se é para brigar aconselho a que façam acompanhar até ao exterior! Lá poderam fazer o que bem entenderem, aqui não!
— Está tudo bem, essa senhora já está de saida! — indico segurando a mão de Ana.
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