Start again a new chance for Love
60 Capítulo 60
Notas iniciais
Pov. Christian
— Aniversário? — pergunto não sabendo de onde havia partido essa curiosidade e estreito o olhar para ela.
— Sim, você escutou direito! — relembra mostrando um ar sério. — Porque nunca me falou! — começa fazendo um beicinho gostoso na minha frente ao qual desejei morder, mas se não o fiz foi por respeito à sua insistente curiosidade. — Conta, Christian! Quer saber minha data? Quer? — pergunta soltando as mãos do meu peito. — Eu conto se você contar!
— É justo, 18 de Setembro! — revelo sem delongas e ela abre a boca num "O" inesperado. — O que foi? — pergunto perante seu espanto.
— Nada, amor... — apressa a responder enquanto vai direto para a cozinha.
— Hey... — a chamo, pois me devia um troco. — Contei a minha data, mas a sua ainda não sei! — digo.
Apesar de ser mentira e está tudo dentro daquele dossiê da sua investigação que na época mandei traçar. Óbvio, como esquecer essa minha loucura do passado que por um lado agradeço, já que não fosse a sua aparição, jamais iria a ter conhecido, consequentemente me apaixonado imenso por ela. Pois Anastacia é tudo para mim, a mulher que me tira da escuridão todos os dias e apesar de algumas brigas feias que já tivemos, nunca me senti tão forte na nossa relação como agora.
— Não digo, não... você está mentindo com todos os dentes que tem em sua boca extremamente sexy! — anuncia já de dentro da cozinha, ao qual entro logo atrás e encontro Gail, a minha conhecia sra. Jones providênciando o almoço cheiroso. — Oi sra. Jones! — cumprimenta Ana.
— Olá, Anastacia! — ela cumprimenta de volta e a sua atenção vem para mim. — Sr. Grey o almoço está pronto quer que o sirva? — pergunta.
Acontece que os meus olhos pareciam concentrados demais em acompanhar os movimentos simples de Anastacia pegando uma maçã da fruteira do balcão.
— Sr. Grey? — Gail chama a minha atenção novamente e saio do transe.
— Sim, sra. Jones pode servir! — indico rapidamente e ela roda nos próprios pés na cozinha.
Fico somente eu e Anastacia frente a frente nos encarando. Ela solta a maçã e me enlaça pelo pescoço ao qual a beijo, Ana retribui abrindo um caminho para a invasão da minha língua em sua boca. As minhas mãos se espalmam em seu corpo, o pressiono contra o meu e a obrigo a sentir a minha ereção. É isso mesmo, ela me deixa muito duro, completamente como nunca.
— Hum... — geme baixo em minha boca e abre os olhos me encarando, quando já eu o faço a uns segundos. — Não temos tempo para isso! — avisa me dando um tapa no ombro e me afasta. — Temos que ir às compras, preciso de um vestido, uma máscara... — enumera e balanço a cabeça baralhado.
— Não precisa de fazer compras, amor! — digo lembrando que o closet do quatro de submissa está cheia de roupa por estrear. — Tem vestidos suficientes para escolher no andar de cima e máscara para o quê? — coço a nuca confuso acompanhando para a sala de jantar.
— Você esqueceu o aniversário da sua irmã, Christian Grey? — ela fica tão bonitinha alçando ambas as mãos ao nível da seu quadril me olhando tão séria, tão indignada.
Só que se faz luz na minha cabeça com essa lembrança de Anastacia, realmente havia esquecido completamente do aniversário da caçula e a essa hora ela deve estar querendo me matar, lançar num lago de jacaré, provavelmente. Como fui eu falhar com a pessoa mais importante da familia? "MERDA, MIL VEZES MERDA" xingo a mim mesmo sob pensamento.
— Juro que não lembrei, mas que droga! Bem que podia ter avisado, não é amor? — digo sentando e busco o iPhone do bolso interno do palitó que retiro o assentando nas costas da cadeira.
— Eu? Chris não fazia a menor ideia até Mia me ligar falando isso! — Ana de fato parecia inocente demais para estar mentindo. — E só por acaso, você é quem me devia ter avisado, não ao contrário!
Contudo, a chamada cai em caixa postal, óbvio que Mia iria fazer de propósito para não atender minha chamada por estar brava com o meu esquecimento. Sra. Jones serve o almoço e aceno para que possa ir, já que sabia que era sábado e ela merecia descanso, passar algum tempo com Taylor, porque andam cumplices ultimamente. E tanto um como o outro merecem um pouco de relaxamento e bónus merecido. Pois são os meus empregados mais fieis.
— Enfim pode ser que ela ligue! — digo desistindo de insistir, já que ela me rejeita as chamadas continuamente. — Você descansou? — mudo de assunto. — Está se sentindo melhor?
— Ótima, meu amor! — responde levando uma porção de comida à boca desgustando.
Sirvo o vinho nas nossas taças e me deixo observá-la por uns segundos de cotovelos apoiados sobre a mesa de vidro. Ela ainda me arqueia a sobrancelha e sorrio com isso, gosto de deixá-la intrigada, apesar de me ver privado do que lhe vai no pensamento e por acaso adoraria saber o que pensa se me deixasse.
— Está me olhando porquê? — pergunta formando uma curva tão suave nos lábios como um bico involuntário. — Estou com a boca suja, é isso? — ergo o braço e passo o polegar no beiço e sorrio tirando um pouco de molho. — BOBÃO! — resmunga.
~*~
Depois do almoço, fui me trocar no quarto, para me livrar dessas roupas, já que quando estou com Ana gosto de ser um Christian diferente, sem a imagem de CEO. Quando volto na sala, encontro Anastacia já estava com um vestido no corpo. Um vestido com manga a três quatros, com uma curva em barco na zona dos ombros, não dando qualquer tipo de visão astronómica dos seus seios. A tonalidade era beje, então meio que morria um pouco nela, apesar de gostar do feitio que forma junto ao quadril, sendo que tem saia rodada.
— Não, amor! — nego.
Ana sobe os degraus ao primeiro andar e a sigo acompanhando para o interior do quarto. Sento na beira da cama e ela surgue de novo com um outro vestido instantes depois. Dessa vez posso dizer que essa tonalidade lhe cai na perfeição, pois os tons escuros muito que realçam o seu tom pálido. Já para não falar que apesar de um vestido curto, com um cinto que ajuda muito a demarcar a sua silhueta delgada, tinha um jeito muito perfeito, dava uma ligeira visão da curva que forma em trono dos seios, os deixando volumosos, mais atraentes, apesar de mesmo nua fica perfeita para mim. No fundo da saia havia uma pequena raxa, algo que mostrava um pouco só a sua coxa direita. Ao invés de mangas, esse vestido era de alça fina rendada em preto. As costas abertas somente cobertas de uma leve renda que as cobre próxima da bunda.
— Adorei, leve esse baby! — indico gostando muito de a ver dentro dele. — Dê só uma voltinha para ver como se ajusta no lado de trás! — peço, apesar de o ter visto, já que sempre me levo a olhar direto os pontos de referência do seu corpo.
— Você quer olhar é minha bunda, que bem sei... — insinua, apesar de não estar longe da verdade e de fato a minha morena tem uma bunda muito perfeita.
Assim sendo ela dá uma voltinha, mas não me fico somente por observá-la, pois vou de imediato ao seu encontro e a puxo para os meus braços. Só que Ana apesar de ter mão pesada, me dá um tapa no ombro.
— Está amassando o vestido, Chris! — ergo ambas as mãos em rendição. — E você já sabe o que vai vestir, não quero que vá com aquela roupa toda séria, viu?! — aponta o dedo querendo mandar em mim.
Definitivamente é a primeira pessoa que conheço capaz de fazer isso comigo, mandar em mim, fazer de mim um refém, um submisso da sua sedução implacável. Nem mesmo a minha mãe que é das pessoas que mais amo, fora capaz de tal efeito em mim.
— Quer que vá de que jeito, então baby? — questiono formando um sorriso de canto nos lábios. Por vezes minha mulher me dá cada ideia.
— Se fosse uma despedida de solteira, aposte comigo que ia de cueca boxe, mas como terá muita mulherada olhando o que é meu... — e estendo os braços para a puxar para mim de volta, sendo que Anastacia com ciúmes fica verdadeiramente mordivel. — fique quieto, seu danadinho. — morde o lábio inferior em provocação. — Você vai de terno pinguim! Igual da vez que fomos naquele seu jantar de negócios...
— Há amor, sei... — me lembro ainda que rindo. — Está bom, mas o melhor será nos apressarmos, já sei que terei que me justificar com a caçula, então não será boa ideia nos atrasarmos, apesar de cedo, mas tenho que comprar um presente ou ela me vai detonar!
— Amor você é tão gracinha, me leva a pensar que será um pai tão galinha!
Hum? Pai galinha? Eu? Não, o que é isso, não tem nada de errado querer oferecer um agrado para a minha irmã, por vezes sou um pouco desleixado com datas é um fato, não o faço por mal para que fique claro, mas compenso todo mundo, nem que seja atrasado, mas ninguém fica na cobrança. Agora, pai? É óbvio que isso já me passou na cabeça umas tantas vezes, claro que quero ter filhos com Ana, casar com ela, ter nossa própria familia e deixar descendência Grey para futuras gerações.
— Você tem certeza que me vai querer para pai dos seus filhos um dia? — ainda chego a formular a pergunta, não fosse Ana ter falado por falar, apesar de conhê-la bem demais para perceber que não é trote e fato fala verdade. E quando diz uma coisa, ela sabe o que está falando.
— Sobre isso não tenha dúvidas, amor! — confirma passando as mãos suavemente no meu rosto. — Eu te amo, lembra? Quero que seja meu para sempre, meu homem, meu... entendeu? — aceno que sim com a nuca também desejando o mesmo para mim. — Mas chega dessa conversa, chega de melodrama, porque precisamos voar!
Ela sempre me deixa mais trocado que nunca mudando drasticamente de assunto, me expulsar aos empurrões para fora do quarto. Me digam que mulher fui eu escolher, hein? Ao descer ao primeiro andar fui direto para o meu quatro afim de me arrumar de vez, pois odeio fazer alguém me esperar, principalmente se esse alguém for Anastacia.
Quando saio do closet apertando os botões da camisa branca sou surpreendido pela sua presença silenciosa e sorrio lascivo. Ela estava deslumbrante, não diferente de à pouco, mas com o cabelo apanhado, uma maquiagem ligeira que lhe dá uma vida imensa no rosto. O tornando tão marcado, atraente. Os seus olhos brilhantes, perdivelmente brilhantes.
— Meu deus, palavras para quê! — digo caminhando descalço até ela.
Anastacia me toma os botões da camisa os apertando por mim, sorrio observando a sua concentração e quando termina me entrega um selinho com um sabor muito inesquecivel. Oh sim, melância. Isso me cria um instinto ativo no interior do meu corpo e a seguro pela cintura apertando a mim, a minha mão atrevida arqueia a sua coxa de forma a que suba sobre o meu quadril. Luto resistente para abrir o canal da sua boca, Ana é teimosa, mas não de ferro e então me cede abrindo lentamente a sua boca, a moldando em movimentos calmos à minha. A sua língua logo sai das sombras e a minha ataca de forma a criarem uma luta ávida, intensa. O sabor que reina em nossas bocas é melância. Quando cessa, Ana se recompõe no lugar e sorri virando para o espelho para retocar o batom.
— Você me borrou! — reclama dando uns retoques e sorrio vestindo o palitó nunca parando de olhar a sua figura tão angelical na minha frente. — Tira o olho gordo de cima de mim, Grey! — ela ordena e faço maior cara de inocente, apesar de não colar muito com ela. — Agora vamos! — começa me puxando assim que termina, mas eu ainda nem calçado estava.
— Amor, descalço? — a travo e a obrigo a olhar para os meus pés. — Eu sei que sou sexy, mas... — me corta pegando uns sapatos e os atira para mim. — Eita! — me defendo agachando para os calçar e ai sim, saio finalmente na sua companhia.
~*~
Confesso que senti alguma dificuldade em encontrar o presente ideal para a minha irmã, mas Anastacia como sempre soube como resolver o problema, o que me leva a pensar que ela está conhecendo melhor minha caçula do que eu. Isso é um caso critico e estou necessitando de resolver isso. Com a compra estava relativamente feita, seguimos para a mansão Grey, lugar onde seria a festa. E se bem conheço Mia, será uma festa das grandes, à francesa para ser mais preciso. Cheio de garotas da sua idade, suspirando. Oh não, Ana vai ficar com ciúmes, tenho a certeza. Mas não tem como eu colocar na sua cabeça que só tenho olhos para ela, porque é perder tempo.
Paro o carro nas mediações da entrada e o segurança de serviço acaba o arrumando. Acompanho a minha morena para o recinto de tendas junto à parte posterior da mansão. Havia música bombando das colunas sonoras, pessoas se divertindo com taças de champanhe, conversando animadas entre si. Algumas delas conheci, por serem amigos dos meus pais às largos anos, é as filhas por conseguinte amigas de Mia. Tudo tem um propósito nessa familia.
— Está tanta gente aqui... — sussurra a minha namorada segura no meu braço enquanto aproximo da tenda de bebidas e encontro meu pai com um velho conhecido.
— Christian! — ele cumprimenta. — Olá Anastacia, como vai? — olho para ela que começa corando com retenção de atenções em si.
— Muito bem, Sr. Grey! — diz ela meio atrapalhada. Incrivel como ela sempre fica embaraçada, terei eu herdado o jeito intimidador do meu pai?
— Pai, por acaso viu por ai Mia? — pergunto franzindo a testa com uma ruga de preocupação.
Os meus olhos varrem algumas vezes as mediações e só vejo Elliot na companhia de Kate, minha mãe com uns senhores no canto oposto numa conversa animada.
— Aniversariante é como a noiva sempre atrasa, filho! — adverte ele me começando a deixar mais nervoso.
— Amor só se formos lá em casa, vai ela está no quarto se arrumando! — Ana sugere.
— É, vamos... — passo a seguir atrás dela com a mão apoiada na base da sua cintura.
Estava ignorando a coisa de usar máscara, não é muito o meu forte esconder o rosto, mas tudo bem, depois coloco isso. Ana por outro lado parecia calada demais, droga, o que estará pensando? Ao entrarmos em casa encontro Dorotheya que indica o primeiro andar e subo dando uns pulos igual no tempo em que era moleque. Ao chegar no alto da escada olho por cima do ombro, mas a minha morena incita a ir na frente. É então que atravesso o corredor e dou dois toques na porta, mas ninguém responde e abro me dando de caras com Mia e Ethan em maior pegação na cama, sem roupa na cama.
— CHRISTIAN? — minha irmã grita escondendo ambos com o lençol. — Sabe bater na porta não, irmão?
— Eu bati! — explico, apesar de estar tremendo de tensão por dentro e por fora com o que acabara de ver.
Ok, eu sei que Mia não é virgem, ou é, quer dizer era, porque a imagem que tenho na cabeça prova que eles transaram e não dá para acreditar que a minha caçula adorada, enfim, já perdeu pureza. Já para não falar o embaraço que sinto ao encontrá-los nesses modos quando venho na boa fé para parabenizar Mia pelos seus 22 anos.
— O que houve, amor? — Ana pergunta, mas tapo os seus olhos antes que veja alguma coisa. — Oh Chris, o que foi, não me tapa os olhos, não! — resmunga.
— Não olhe, Ana! — advirto em tom sério.
— Que saco, sai!
Mia fica mal humorada e atira um travesseiro na nossa direção ao qual só tenho tempo de fechar a porta em nossa defesa. Anastacia coloca as mãos na base da cintura ainda me olhando séria logo que tiro a mão da frente dos seus olhos e pedindo uma explicação. Só que dou um suspiro pesado e mostro uma careta desinibida, só para aligirar o clima constrangedor que acabara de assistir.
— Amor, tem sede? — pergunto só para desanuviar. — Tenho uma sede... — tento distrai-la, só que ela não vai em cantigas e me puxa pelo braço. — O que foi?
— Como tem coragem de abrir a porta assim? Que coisa, amor!
É sério? Anastacia está me dando sermão por ter flagrado minha irmã em uma transa com o namorado? No próprio dia do aniversário? Mereço ser crucificado na cruz por isso. Mereço que ela me chibate com alguma coisa dura. Não acredito que estou tendo tais pensamentos a meu respeito.
— Bati, ninguém respondeu! — tento me explicar, mas ela parecia mais interessada em me escolachar.
— Sim, claro! — afirma. — Está bom, vamos então quero tomar alguma coisa, também fiquei com sede, sabe? — segura o meu braço para descermos as escadas, só que trava. — Amor vai na frente, tenho que ir no banheiro! — não vejo problema algum e vou saindo para o exterior na esperança que depois me encontrasse por lá.
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