Start again a new chance for Love
42 Capítulo 42
Notas iniciais
Pov. Anastacia
Quando a brincadeira terminou, já que eu sai sambando na vitória, deixei Christian me encher de beijos e caricias, mas só por um pouco de tempo, pois na calada saquei o seu iPhone todo top e liguei em essa coisa que chama de FaceTime para a irmã e quando ela atendeu fez logo maior cara "WOW" rindo.
— Err, que safadão! — diz Mia no outro lado da linha gesticulando com os dedos em todo o estilo de que horror. — Deixe dona Grace ficar sabendo que vocês ficam na perdição nessa cama ai! — rio. — Tomara que dai resulte meu sobrinho, sabe que quero ser tia ainda jovem, não Chris? Vê se apressa!
— Mia vá tomar conta da sua vida! — responde o irmão todo mandão saindo de cima de mim.
— Oh sim, eu até iria se você não ficasse marcando todos os rapazes que se aproximam de mim, não é? — viro atenção a Christian quando escuto isso. Ele revira os olhos. — Ana toma cuidado, esse dai engana muito com cara de anjo! — rio passando a mão no rosto dele.
— Seu irmão é o melhor namorado que poderia ter, Mia! — anuncio de sorriso nos lábios, embora com entoação brincalhona que sei que deixa ele louco, já que sabe que amo debochar um pouco que seja. — Mas sobre isso, deixe comigo que dou a volta nele! — pisco um olho para a morena. Ela logo bate palmas feliz. — Mas me conta, você está de olho em algum garoto, é cunhada?
Mia revira os olhos para cima pensativa, imagino logo que sim, ela está fazendo uma expressão de quem está viajando a mil. Oh sim, eu conheço essa expressão, pois é a mesma que faço quando me pego sozinha em meu quarto pensando no meu Christian sensual, poderoso e meu, só meu, porque sou malvada e não faço partilha com mais ninguém. Há, está bom, só para a familia porque sei que é seguro e ninguém vai ter a ousadia me de trair.
— Sinto em dizer que sua irmã já foi flechada pelo cúpido! — aviso olhando de sorriso torto para Christian que cruza os braços franzindo os olhos mandão.
Incrivel como ele não para de ser tão duro, sei que é de propósito, mas creio que faz parte do código de irmãos mais velhos que tem a mania de ficar cuidado das irmãs que podem ser pegas pelos meninos e sairem feridas. Só que é um fato de que Mia parece mulherizinha demais para ficar sempre atrás da calça do irmão.
— Nunca vou me habituar ao fato de que ela cresceu, sabe? — explica me olhando. E assinto em compreensão.
É um fato de que a vida corre mais rápido do que imaginamos e quando damos por nós, já demos um pulo de 10, 20 anos.
— Importam de falar comigo, é que não é legal me sentir como se não estivesse aqui! — reclama ela, me obrigando a olhá-la pidona na tela do iPhone.
— Há, obrigado, cunhadinha! — agradece gentil. — Aliás estava ligando para saber quando voltam, quero tanto estar com vocês, saudades! — diz. — Por favor, Christian um almoço comigo? Ana compras?
Começo a coçar a parte de trás da cabeça e cerro os dentes pensando um pouco. Christian suspira se antecipando, pegando o aparelho da minha mão.
— O planeado era ficar o final de semana todo aqui, então a gente meio que está previsto voltar somente amanhã à noite, querida irmã! — justifica. — Mas isso não quer dizer que não podemos ficar todos juntos, você pode vir! Vá lá, e traga esse rapaz que já vi que terei que conhecê-lo pessoalmente antes de você o levar em casa e dar um susto no nosso pai.
— Chris! — o repreendo dando um tapa certeiro no ombro. — Vem sim, linda! Vou adorar tê-la aqui! — dou uma força.
Mia roda numa cadeira, deduzi que pelo cenário atrás dela aquele fosse o seu quarto. Um bonito quarto até por sinal. Em tonalidades de rosa com preto, muito estiloso para uma garota requintada a la francese.
— Vocês dois me convenceram! Pronto eu vou e levo comigo o meu amigo! — ela aceita, mas fazendo olhinhos que deduzi serem para o irmão que franziu o olhar só para intimidá-la. — Espero que você não o assuste, ou vai levar surra, sim? Christianzinho?
— Está certo! Vê se não demora e não traga tantas malas, ok? Isso não é o hotel!
— Bobão! — reclama acenando para desligar. — Até!
— Até linda! — despeço dela e Christian desliga. — Precisava mesmo de pegar tanto no pé da sua irmã? Ela só quer se divertir, não é amor?
Christian deita a cabeça no travesseiro bocejando e faço maior cara de reprovação, pois não vou admitir que ele fique o dia inteiro nessa cama, mas é que não mesmo. Então começo a puxá-lo, um pouco sem sucesso, já que é pesado demais para a minha estrutura muscular mal treinada. Me esforço mais um pouco, mas ele só ria com a minha tentativa fracassada. Óbvio que está se divertindo.
— GORDO! — digo em deboche, ele levanta um pouco para me segurar e morder minha bochecha ao qual tombo no seu colo, batendo com o rosto no seu volume delcioso. — Hum... o meu gordo tem um pau delicioso! — digo em risos o massando com os meus dedos.
— A minha magra tem uma buceta quente e apertadinha! — entra na minha brincadeira.
É tão bom quando sabemos brincar um com o outro, parece até que somos outras pessoas, numa idade diferente e sem aquelas responsabilidades e o mundo cruel em que precisamos viver, porque sempre tem pessoas indesejadas nele.
— Eu comia um pouco se me deixasse, sabe? — digo mordendo o lábio inferior olhando por cima do ombro.
— É como eu, também comia um pouco... mas não posso, sabe que me empolgo demais e como tudo.
— Não fala bobeira, Grey! — aperto seu volume o deixando a grunhir. — Isso é por pensar que domina! — rio.
— Oh porra, você é fodida, amor!
~*~
Horas depois, Mia acabou chegando causando mistério em quem seria o cara do qual vinha acompanhada e o meu espanto foi quando percebi que esse cara era Ethan, o irmão de Kate e me vi rindo muito. Feliz obviamente, porque ele finalmente havia encontrado uma garota do qual podesse gostar dele.
— Ena, mano não sabia de nada... — diz Kate indo abraçá-lo nesse instante. — Parabéns, Mia é muito fofa! — e abraça Mia nesse instante.
Já Christian ao meu lado fica tenso, um tanto tenso demais para conhecer o namorado da irmã, que ela diz ser apenas um amigo, mas sou esperta demais para perceber aquela troca de olhares intensos. Então para que ele se controle e fique mais calmo seguro a sua mão, dando um beijo no seu rosto, mas antes sussurrar algo no seu ouvido, que assente afirmativo. Nesse sentido, vamos até ao casal para os cumprimentar e dou um forte abraço no irmão de Kate, assim que largo da mão de Chris. Ethan parecia bem, feliz e isso me encheu o coração de orgulho. Ele sempre fora como um irmão para mim. Um irmão mais velho, claro.
— Ethan, esse é Christian meu namorado! — apresento Christian para ele. — Seu cunhado, já que é o tal irmão de Mia. — explico, apesar de não necessitar, pois certamente ela o fizera claramente.
— Muito prazer, Christian! — cumprimenta com um aperto de mão, um aperto tenso.
— Amor, que tal abrirmos um garrafa de vinho? — sugiro. — Voltamos já! — digo empurrando com as palmas das mãos nas costas dele.
Uma vez sozinhos, ele pega uma garrafa da garrafeira e abre mantendo em silêncio. Pego uns seis copos do armário superior e os pouso em cima do balcão de centro e o olho por cima do ombro. Estranhando, vou até à geladeira e pego uns queijos, sei que Mia gosta de queijo gormet e Kate também. Começo a partir em tiras finas e Christian serve o vinho pelos copos. O observo me distraindo um pouco e deixo de ver o que estou fazendo e na consequência disso acabo me cortando.
— Ai... — gemo baixo olhando para o dedo se enchendo em sangue, ele me olha de imediato em preocupação vindo até mim para examinar o dedo. — Não é nada demais... — digo indo até à pia passar água no dedo.
— Como não é nada demais, Ana? — ele rebate pegando minha mão para ver. Aproximar meu dedo da sua boca para sugar o sangue e observar agora o corte com maior pormenor. — Não parece profundo, mas vou fazer curativo nisso, não podemos ter o risco de infecionar!
— Deixe de me tratar como se fosse uma criança! — reclamo me sentindo uma criança necessitando de cuidados de um adulto. — Err, tudo bem... — reviro os olhos e vou até à porta acenando para Kate vir pegar as taças de vinho.
Vou até ao quarto e vejo ele preparando uma múltipla de materiais de primeiros socorros, como se eu tivesse me ferido imenso. Aproximo dele sentando na barra da cama. Christian pega em algodão e algo mais para limpar o corte. Aquilo me arde um pouco, porque faço cara feia a isso. Odeio a sensação, é como se estivesse ardendo naquele lugar, mas é verdade que tudo o que arde, cura. Já vovó falava isso em criança. Ai a sensação de ardor passa e suaviza a minha dor, quando ele passa um pouco de betadine e coloca um penso de desenho. Oh, penso que as crianças usam para se sentirem felizes mesmo machucadas.
— Pronto, você fica melhor assim! — diz arrumando tudo dentro da pequena maleta que deduzi ser da sua mãe pelo aspeto.
— Não ia perder a vida por isso, sabe bem! — returco fazendo bico e porque amo ser do contra.
— Eu sei, mas gosto de cuidar de você e se pudermos evitar riscos desnecessários os faremos, não é? — assinto que sim com a cabeça o vendo voltar para uma pequena porta que deduzi ser uma arrumação básica.
Suspirei olhando para os cantos, dançando com os pés de um lado para o outro quando ele volta fechando a porta e senta ao meu lado pegando meu dedo e beijá-lo com ternura. Oh agora vem todo querido para cima de mim, não sei se merece isso.
— Fico pensando se você irá cuidar tão bem dos nossos filhos um dia como cuida de mim... — aquilo me saiu muito sem pensar, é certo.
Nós nunca haviamos falado na possibilidade de um dia termos nossa própria familia, ter filhos, aliás nunca fora uma prioridade, é certo. Mas também lembro toda a vez que tomamos todos os cuidados em não engravidar, ou ter surpresas desagradáveis, apesar de se isso algum dia acontecesse, eu jamais iria tirar esse filho. Porque crianças jamais devem pagar pelo erro dos adultos, por mais sacanas que eles sejam. Egoístas para ser honesta. Então eu iria em frente mesmo se o mundo ficasse contra mim, eu não ia matar a melhor coisa de mim. Não faria nada do que fizeram com Christian, pelo contrário daria a essa criança todo o amor que é digna, lhe daria um mundo cheio de cor, fantasia e amor.
— Nunca pensei em ter filhos, Ana! Nunca foi a minha prioridade, então não sei como seria! — diz ele se fechando.
Acredito que seja um assunto delicado, certamente que sei muito das suas razões para se sentir assim, até porque o seu passado não foi animador. Então talvez o seu maior receio seja falhar.
— Mas isso foi antes de me conhecer, se mudar para melhor... — tento dar a volta ao texto. — Eu acredito que você vá ser um bom pai, aliás... — pego em suas maçãs do rosto para que ele me olhe nos olhos. — eu quero sinceramente que você um dia seja o pai dos meus filhos. — ele abre um sorriso breve, mas o que é uma pequena vitória para mim. — Eu te amo, lembra? — ele assente com a cabeça. — Então coloque nessa sua cabeça amorosa que vá ser um bom pai, não importa o que aconteceu com você lá no seu passado horrível, só não faça isso influenciá-lo no futuro.
— Não é tão fácil quanto parece! — argumenta, mas o silencio colocando o meu indicador em seus lábios.
— E não é dificil, só basta não complicar! — pisco um olho ele, vem logo me abraçando com ternura e acaricio as suas costas nesse momento. É tão bom estar apertadinha a ele. Eu amo esse cara assim mesmo.
Depois que me libertou me deixou um beijo no alto da cabeça e saiu, sai igualmente, mas fui para a sala para junto dos outros que riam e conversavam ao sabor degustante de queijo e vinho. Comentei com Mia o quanto estava desejosa de conhecer os seus novos croquis e que queria sim, ser a modelo novamente porque estava com umas ideias para invoar no guarda roupa. Algo para agradar Chris, porque sei que Mia sempre vai me surpreender com a beleza incrivel do que desenha. Já para não falar que sinto que as roupas que prepara caiem em mim como luva branca. Feitas para a medida certa do meu corpo. Feitas a pensar em mim, na minha cintura delgada.
— Pode deixar Aninha, vou deixar você mais linda e gata que nunca!
— Acredito que sim, você é a melhor do ramo! — digo tomando um gole de vinho enquanto olho para a porta, estranhando o fato de Christian não estar aqui com a gente.
~*~
Pov. Christian
Precisei disfarçar um pouco ao sair do quarto, para que Ana não desse conta de que havia saido para ver a mensagem recebida de Taylor. Até porque logo me faria perguntas e não quero estar a mentir, quando no final de contas estou ocultando a verdade, mas que espero que ela não fique sabendo, somente na hora certa e que não brigue comigo, por tentar preocupar demais com sua segurança. Mas é um fato de que essas chamadas em privado tem me deixando inquieto.
Senhor Grey, o contato que anda ligando para a senhorita Steele está registado com o nome de Jack Hyde!
Quer que faça alguma coisa?
— Taylor
Não, Taylor! Já fez o suficiente.
Obrigado
— Christian Grey
Então aquele imbecil do Jack andando ligando em número restrito para a minha namorada. Quem ele pensa que é para impurtonar Ana? Eu juro que vou tomar uma atitude e dessa vez eu dou uma lição mais pesada nesse ser humano infeliz a não aproximar de mulher comprometida. Assim sendo e porque não perco tempo arrumo o iPhone dentro do bolso dos jeans e volto para o quarto, onde Ana está de braços cruzados me esperando, sobrancelha arqueada.
— Amor? — pergunto com uma voz despreocupada.
— O que se passa para tanto mistério? — questiona mantendo um ar sério. — Algum problema? Aconteceu alguma coisa que está deixando você mais preocupado? Ou foi sua amiga que ligou? — sua voz meio que sai irônica na última parte.
Ok, Anastacia definitivamente tem ciúme de Elena, mas não precisa de ter, ela não é uma ameaça, não mesmo. Afinal fui bem claro em que ficasse longe da nossa vida.
— O quê, Ana? — faço de desentendido, apesar de ter entendido tudo muito bem, mas com essa morena melhor tomar cuidado. — Não, ninguém ligou, somente recebi uma mensagem Taylor avisando que tem um assunto para que eu resolva, parece urgente e confesso que tenho que voltar mais cedo que o planeado para Seattle!
— Oh não amor, está tão gostoso aqui... — ela faz aquela voz pidona. — Me diz que não tem ir agora, eu não aceito isso. Trabalho pode aguentar até segunda! Final de semana é para descansar... — argumenta aperfeiçoadamente.
Até poderia ceder, tudo bem, mas não agora que sei quem anda incomodando ela não vou ficar sentado esperando que continue insistente ligando. Isso me fará perder a cabeça e não, não quero deitar tudo a perder só porque alguém está se divertindo do outro lado da linha, só porque sim, é legal.
— Amor adoraria ficar um tanto mais na sua companhia deliciosa, mas acontece que tenho mesmo que voltar. — Ana forma um bico desiludido. — É sério, aproveite a companhia desses quatro e amanhã a noite nos voltamos a ver no seu regresso!
— Nem pensar, eu vou com você para Seattle e não se fala mais no assunto! — anuncia decidida a não ficar para trás, como se estivesse querendo me espionar.
O que de certo modo me agrada, adoro a sua companhia, mas nesse caso vou ter que ser mais cauteloso. Ana não é burra alguma, se eu vacilar ela descobre tudo e é bem capaz de brigar comigo, já para não falar que tem mão pesada. Oh se tem.
— Tem mesmo a certeza disso, mas é que vou estar um pouco ocupado! — ainda assim tento dar a volta.
— Não tenho receio de ficar sozinha, Christian! — diz ela de mãos coladas ao quadril. — Além que sou uma ótima companhia e logo arrumo o que fazer... talvez faça uma visita para a sua mãe, ela sempre me convida para tomar chá lá em casa. — pisca um olho para mim e sorrio.
— Claro baby, então vamos para Seattle ainda hoje! — digo aproximando dela, olhar em seus olhos e a beijar.
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