Notas iniciais
Olá meninas ♥ Agradeço os comentários deixados no capítulo anterior e peço perdão pela falta de respostas uma vez mais. Sem delongas eis o capítulo 75 para vocês. boa leitura,

Não sei quanto tempo estou nessa posição imóvel sobre essa cama terrivelmente fofa e quente, só sei que gosto de estar assim, sem ninguém me perturbando o tempo inteiro, apesar de Martha ter vindo umas duas vezes me chamar para descer, mas pedi desculpa e não fui, ela acabou me deixando a sopa que ainda nem toquei e provavelmente a essa hora já deve estar fria.

Na minha cabeça a lembrança mais frequente era a briga com Christian e do modo tosco de como ele não percebia nada, como ele é tão cego ao que as mulheres em seu redor lhe fazem. Talvez seja ciumenta, mas ele também o é e eu tenho que ceder? Não, somos muito orgulhoso para ceder. Eu principalmente, porque não aceito que me façam de lerda, pois tenho olhos e sei exatamente o que vejo. Até porque já dizia a minha avó e bem que o pior cego é aquele que não quer ver o que tem à frente dos olhos.

— Porque os homens são fodidamente lindos e fodidos? — pergunto a mim mesma olhando para um quadro na parede junto à porta. — Devia ter homem isso sim, ou me convertido a ser freira, talvez amar um homem que é amado por todas não seja tão mau quanto isso.

O meu celular começa tocando e o puxo para olhar quem seria a essa hora e percebo que é Kate, então atendo, pois sei que ela está querendo novidades, a gente mal se tem falado. Atendo antes que a ligação vá abaixo.

— Oi amiga! — falo em cumprimento.

— Que voz é essa, hein? — ela vem questionando, mas que droga porque não fui eu desfarçando a voz?

"Talvez porque essa é a sua voz quando está chateada, não Steele?" o meu subconsciente logo arruma uma boa desculpa.

— É cansaço, peguei maior molha! — minto em parte, tendo de fato me molhado inteirinha na chuva. — Mas e ai como estão as coisas por Seattle?

— Há Seattle continua igual ao dia que você viajou, lembra? — e rio breve com essa constatação óbvia. — Mas eu tenho uma coisa para te contar e só Violet está sabendo!

— O que é? — pergunto curiosa já com a sobrancelha formando arco generoso.

— Amiga eu estou atrasada duas semanas e acho que estou grávida...

GRÁ-GRÁV-VIDA? A minha amiga Kate? A mesma garota que sempre tomou todos os cuidados para não sair na supresa inesperada de ser mãe jovem. Logo ela que vivia falando que mãe só depois dos 30, para não perder a silhueta delgadinha, barriga sarada para poder desfilar na praia? Ser uma modelo fotográfico quando a chamassem para alguma propaganda de tv?

— Você está falando sério? — pergunto embasbascada. — Katherine Kavanagh não brinca com assunto sério como esse, sim?

— Não estou brincando, Ana! Estou falando super sério e meio que essa foi a mesma reação de Violet! — ela suspira no outro lado da linha. — Amiga o que eu faço? Mia vai me matar, você sabe, ela está cuidando do vestido de noiva e depois vou ficar gorda!

— Conta para ela! — digo. — Mas espera, você fez teste de gravidez? Vai que é falso alarme!

— Falso alarme, sério Aninha? Daqui a 9 meses quero ver se diz a mesma coisa! É Kate foi falso alarme, mas olha surtiu efeito, nasceu bebé! — ironiza ela.

— Foi mal! — encolho os ombros nessa cama. — Mas o que vai fazer? Elliot precisa saber, você não pode esconder isso dele por muito tempo.

— Estou com medo da reação dele! — confessa ela com a sua voz melosa que sei que está terrivelmente insegura, eu a conheço. — E se ele do nada desistir de casar comigo? Ana temos que pensar em tudo, né? Vou ser uma noiva abandonada, mãe solteira! Ethan me mata, me mata o papai e a mamãe.

É o apocalipse!

Kate quando vem com drama é terrivelmente complicada, diria insuportável. Logo agora que estou limitada de paciência. E eu que julgava ela tão segura, a pessoa que não teme, não se abala por nada, por homem algum. "São os hormonios de grávida" avisa o meu subconsciente.

— Fica fria, amiga! Elliot é compreensivo, ele te ama, ok? — tento acalmá-la. — E nem ouse desconfiar que ele seria um louco para abandoná-la nesse momento, afinal ele tem culpa quanto você, essa criança é dos dois! Não foi você que a fez sozinha, lembra?

— Claro que sim, não sou burra, está bom? Posso ser loira, mas burra nem chego perto e você sabe que não acredito em história da sementinha ou cegonhas... — Kate vem logo protestando. — Não sei, acho que vou ter que fazer o teste primeiro e depois conto para ele!

— Faça isso e me diga como foi, ok?

— Sim, amiga! Agora tenho que ir, Mia já me está chamando. Beijinhos, Aninha!

— Até, Kate!

Desligo a ligação e jogo o celular sobre a cama. Vou no closet e visto um roube por cima dessa roupa aconchegante. É ai que decido pegar na bandeja da sopa e sair do quarto para levá-la para a cozinha. Ao começar descendo os degraus percebo um silêncio profundo nessa casa a meia luz. Certamente porque todos já havia recolhido, isso inclui Christian.

Pouso a sopa no balcão pego um copo da pilha de louça lavada e encho com água para matar uma súbita sede, quando me viro para encarar o silêncio vejo que a porta do escritório entreaberta e com luz de candeeiro ligada. Fico ligeiramente intrigada e o me pensamento rola para quem estaria ali, mas só tinha duas pessoas constantemente a usar essa sala. Uma delas era Christian e a outra o avó Theodore. Só que pela hora dúvido que seja ele, o que me leva a crer que era meu homem dos olhos cinza.

"VAI LÁ ANA" penso comigo mesma nessa luta interna em que o meu cérebro quer que eu vá, mas as pernas não obedecem de primeira ao seu comando.

Termino de tomar a minha água e vou nessa até ao escritório, mas só para dar uma espreitadela sem compromisso. Ele estava mergulhado de cabeça olhando para uma tela de notebook e deduzi que trabalhando, mas tão tarde. É então que decido voltar para o quarto, mas faço barulho ao tocar no jarrão ao meu lado e ele quase tomba.

— Está ai alguém? — a sua voz se faz ouvir e insisto mentalmente para que ele não venha. — Ana? O que faz aqui? — merda fui apanhada.

— Estava tomando água na cozinha e vi uma luz ligada! Vim só conferir! — justifico já percorrendo a sala de volta para a escada.

— Espere!

Olho por cima do ombro ao colocar a mão no corrimão da escadaria. Christian parecia estar sereno, a sua própria expressão assim o indica. Parecia até ter esquecido da nossa briga de mais cedo.

— Está tarde e eu preciso dormir, tenho sono! — minto.

Só queria fugir para o quarto, antes que vá de novo começar a brigar, ou ele simplesmente vir tocar no assunto da prima que diz que o adora. Vou ser grosseira e vamos ficar nessa de gato e rato. Odeio isso, simplesmente. Porque não podemos nos agarrar, beijar e sentir o amor fluir em nossas veias?

— Ana desculpe! — ele vem andando descalço, pois os meus olhos me traiem seguindo ele como um guia turistico gostoso. — Não quis ser grosseiro no modo de como falei, mas... — o interrompo.

— Foi e não quero falar sobre isso, ok?

Ele ergue a mão rendido com a minha frontalidade, só que desço um degrau e vou até ele. Christian estreita o olhar e paro somente a uns 2 metros distância.

— Não devia andar descalço por ai vai ficar doente! — afirmo.

— Isso não me preocupa! — encolhe os ombros. — Mas e você como se sente, já comeu alguma coisa do que Martha lhe preparou? — reviro os olhos. — Ana não quero que fique doente, é só por isso...

— Já comi, já bebi... — digo embora mentindo, mas se for contar a verdade vamos continuar numa guerra e está tarde para guerras sem fim.

— Ainda bem! — conclui sorrindo de canto. — Bom não quero tomar mais do seu tempo, pode ir!

Ele já estava a ponto de virar as costas, quando vou até ele o tocando no ombro. Pois sou fraca e apesar de teimosa, não consigo ficar durona mais que o tempo necessário. É torturante olhá-lo sem tocar, sem receber belas caricias de quebrar o gelo, o beijar com fogo ou termos uma entrega cheia de combustão.

— Mas o que está... — ele ia tentando falar, mas acabo sendo mais rápida, selo a sua boca na minha com alguma urgência e com um pouco mais de invasão vou conseguindo abrir aquele caminho necessário para o seu interior, já que preciso da sua língua avassaladora para contatar a minha que é altamente sua refém.

As suas mãos logo vem subindo pela lateral das minhas costas até ao encontro dos meus cabelos os deixando tão emaranhados e confusos entre seus dedos. Colo um pouco mais o meu corpo no seu e vamos entrando para o interior do escritório. Era só eu e ele nesse lugar, nessa casa vazia de som, escura pela noite e nos estavamos entregando ao desejo mais profundo.

Christian então veio me guiando lentamente até ao sofá de couro marrom e fui deitando abaixo dele ficando sua cativa. Ele logo foi moldando seu corpo no meu ao se encaixar em cima, com as suas pernas as prenderem as minhas numa espécie de masmorra. A minha boca rapidamente começou a ser devorada com maior desejo, o mesmo comecei a revidar ao morder os seus lábios com volúpia. Em pouco tempo comecei ofegando que nem uma louca em sua boca, pois precisava de oxigénio, eu ia desfalecer se não abrandesse esse ritmo alucinante de como ele devora minha feminilidade sem parar. Os meus pulmões lutando furiosos para permitir uma escassa entrada de ar. Mas eis que ele cessa o beijo e o ar que me permito respirar entra com uma força brutal e cortante e levanto do sofá ao vê-lo de pé fechando a porta do escritório para nos deixar mais em privado.

— Você não pode fazer as coisas que faz e vir atacando desse jeito! — diz ele ao passar as mãos nos cabelos acobreados os desalinhando incrivelmente.

Passo a língua sobre os lábios tomando o gosto delicioso da sua boca na minha e sorrio atrevida mesmo na sua frente. Os meus olhos descem e sobem o seu corpo, ele estava visivelmente duro, a sua calça moletom ligeiramente preenchida na parte isolada do seu volume.

— Quem o escutar vai achar que nem gostou! — digo tentando bancar a ofendida, mas é um fato de que me diverto por dentro, pois não tem nada mais interessante deixar Christian Grey desconcertado ou desarmado.

— É óbvio que eu gostei, nem coloque isso em causa... — vem em defesa até mim, segurando com os seus dedos a minha mandibula. — Só que podia aparecer alguém.

— Alguém como sua prima? — deduzo em tom provocador.

— Não! Nem vamos começar, ok? — ele faz uma careta enquanto revira os olhos.

— Bom nesse caso eu que saio e você fique trabalhanodo que vou deitar!

Já voltando as costas para sair, ele que vem me segurando o pulso e faço um movimento brusco para o libertar, porém, Christian me puxa de novo para os seus braços me atacando com um beijo feroz e rapidamente estava de novo sua refém e me entregando aos meus impulsos mais ativos me libertando das roupas com rapidez, ele me auxiliando, porque assim mais depressa iriamos consomar o ato e sei que ele me quer, o seu corpo está vibrando tal como o meu. Estamos carentes, eu preciso dessa entrega.

— Oh minha Anastacia... — urra contra a pele da minha clavícula a mordiscando com suavidade, enquanto finco as unhas nas suas costas recém despidas por minhas abelidosas mãos.

Tombo um pouco mais a nuca sobre as costas do sofá. Christian começa descendo suas mãos com cuidado pela minha cintura até à minha intimidade incrivelmente húmida. Escorrendo prazer. Ele finca os seus dedos me penetrando com delicadeza, mas logo estocá-los com uma força furiosa que me fez gemer, mas ele me pediu num sussurro para abafar o som, não nos podiam escutar. Então assim continuo, só que tem vezes que não consigo sequer abafar aquilo que sinto. Eu queria gritar, tão alto, queria mesmo. Principalmente para que aquela sua prima me escutasse vencendo. Escutasse o quanto sinto imenso prazer ao transar com o seu primo, que apesar de ser uma ameaça, é de mim que ele sente desejo.

— Oh Chris... assim amor... tão gostoso, mas eu quero... vo-cêe... — os meus gemidos quase que falham ao sair da minha boca.

— Shiiio... — manda calar com o seu indicador nos meus lábios ligeiramente gozado. Oh sim é o meu gozo nele e rapidamente o tomo lambendo com tanto malicia.

Sinto um membro avantajado me penetrar a minha intimidade sem aviso prévio e reviro os olhos sem parar, é a melhor sensação que alguém me pode dar, é um preenchimento absluto e sem explicação. A sua boca rapidamente vem atacando a minha, talvez para saborear o meu próprio gosto salgado e as estocadas avançam fortes e intensas. Enlaço melhor as minhas pernas em torno do seu quadril e começo me movendo contra ele, rebolando em seu membro que sei que gosta e é tão bom, porque me preenche como nunca. Me deixa numa pura satisfação e a ter sucessivos orgasmos sem parar. Ele é inebriante, é intenso e meu.

— Quero mais, muito mais... — peço arfando ao libertar da sua boca insaciável e grudo a nuca as costas do sofá o olhando tão rubro, tão excitado, mas tão gostoso.

— O que você quer, baby? — pergunta ele com a sua faceta torturante abrandando o ritmo das escotadas de forma brusca.

— Você, você... você... só você com mais força... — respondo pressionando as minhas pernas no seu quadril, cruzando mesmo os pés.

— ainda não é suficiente! — diz ele com o seu ar impassivel e isso me deixa furiosa.

Esse homem é fodido. Eu aqui assada de prazer, o quero por tudo porque estou morrendo de vontade de ser fodida, e ele nessa merda? Ai fodasse, mereço.

— QUERO VOCÊ AGORA! POR FAVOR! DENTRO DA MINHA BUCETA! — a minha voz sai grossa.

— Assim está bem melhor... — ele sorri de canto bem presunçoso.

Logo as suas estocadas voltam com todo o ritmo me penetrando sem parar, com uma força incrivelmente avassaladora me arrancando gemidos mais intensos e que muitas vezes me via abafada por sua mão para não gemer mais alto. O meu corpo rapidamente começa espasmando louco, o meu sexo escorrendo gozo, porque não consigo mais controlar os orgasmos que saiem espontaneos de mim. Um puxão abaixo do umbigo indica que estaria próxima do meu ápice e quiquei um pouco. Ele atacou com maior rapidez e a explosão aconteceu no nosso momento. Pois tal como eu, Christian veio gozando e nos abafamos assim um sobre o outro nesse clímax da relação.

~*~

Pov. Christian

— Mas porque a porta está trancada? — alguém começa resmungando no outro lado tentando forçar a porta, quando começo a desperto do sono.

Nem havia dado conta, mas havia adormecido com Anastacia aqui no sofá mesmo depois de nos entregarmos aos nossos desejos mais intensos e agora com esse barulho todo é que percebo que podiamos ser pegos a qualquer instante. Tento acordá-la, só que Anastacia pareca ferrada demais no seu sono e febril, a sua testa mais quente que o normal e isso me deixou logo com a minha ruga de preocupação acentuada se formando em meu rosto.

— Droga! — digo chateado e levanto a cobrindo com uma manta que havia no outro sofá de canto. — Já vou! — aviso vestindo a calça moletom e sigo para a porta abrindo.

— Christian meu neto era mesmo necessário se trancar aqui dentro? — ele pergunta se segurando na bengala e de expressão desanimadora.

— Desculpe avô é que comecei trabalhando e mal dei pelo tempo passar e acabei... — mas antes que pudesse terminar a frase já ele vinha adiantrando.

— Vejo que o trabalho foi conjunto! — comenta ele indo para a sua secretária.

Fico sem graça olhando para ele e dirijo a minha atenção de imediato a Ana ainda continua aninhanda no sofá. Ele nem proferido mais uma palavra acendendo o seu charuto cubano.

— Tão cedo e já fumando, avô? — pergunto pegando Anastacia no colo para levá-la para o quarto.

— Agora tem hora para fumar? — ele pergunta de sobrancelha arqueada. — Está parecendo sua avó, mas por favor meu neto, vá cuidar da sua musa inspiradora que eu vou jogar poker aqui, agora se me dá lincença tempo é dinheiro...

Encolho os ombros carregando Ana para fora do escritório e a levo para o quarto. A deixando na cama bem aconchegada dessas mantas calorosas e rapidamente trocando de roupa, volto a descer para pedir a Martha que prepare alguma coisa quente que pudesse aconchegar melhor o estômago fraco de Anastacia quando acordasse. Ela logo se prontifica a providenciar alguma coisa rapidamente e minha avó Matilda aparece me dando um beijo na bochecha bem estalado.

— Já acordado, devia estar descansando meu neto! — indica ela me examinando o rosto com os seus olhos atentos e preocupados. — É que eu vi que antes de ir para a cama você ainda estrava trabalhando e quer saber, acho que não devia gastar tanto do seu tempo...

— Avó! — a repreendo com educação. — Sabe que não gosto de deixar tudo à deriva, tenho que controlar os negócios.

— Seu avô vivia dizendo exatamente a mesma coisa o tempo inteiro. — vem argumentando e reviro os olhos.

— Vou ver como Ana está... — ela me interrompe segurando o braço.

— Ela não está bem? — pergunta enrugando a testa, seus olhos carregam preocupação evidente.

— Quando acordei a senti febril, acho que deve ser consequência da chuva de ontem!

— Não será melhor chamar um médico, querido? — questiona.

— Vou ver como ela vai acordar, se vir que é necessário eu mesmo chamo alguém!

— Está bom, você sabe o que está fazendo. — ela conclui indo para a direção da sala de jantares.

Subo rapidamente ao andar superior e em passadas largas logo entro no quarto, mas vejo a cama vazia e isso me intriga.

— Ana? — chamo olhando para os lado e ela vem vacilante do banheiro. — Amor! — corro para ela a ajudando a voltar para a cama. — Não devia andar de pé, está fraca. — digo a segurando pela cintura e ajudá-la a deitar.

— Estou só com sono, cansada, me deixe dormir... — boceja e fecha os olhos.

— Isso é febre! — digo. — Vou chamar alguém para examinar você. — aviso.

Ela ainda fica murmurando alguma coisa inaudivel que decidi ignorar, pois se for ligando a tudo o que diz, não vamos sair dessa vida. Pego o telefone em cima do criado mudo, carrego em alguns botões e logo apoderando o aparelho no ouvido aguardo até que alguém me atende no outro lado da linha.

— Dr. King aqui fala Christian Grey como vai? — Anastacia havia voltado aconchegar nos lençóis me ignorando.

A conversa se prolonga por mais um curto espaço de tempo até que desligo a ligação e pego nela mesmo contra a sua vontade e sigo umas das instruções do médico. Dizem que água tépida sobre o corpo abaixa a febre, então ia simplesmente fazê-lo e não importa se ela vier com as suas ameaças do costume, eu a levo à força mesmo.

— Estou com frio deixe de ser chato! — ela resmunga me dando tapas pesados no corpo. — Não quero tomar banho, vá tomá-lo você!

— Ana não estou pedido, você vai e pronto! — digo com a minha voz mais grossa, para que entenda que estou bancando autoridade.

— DEIXE DE SER CHATO, CARALHO! — ela usa palavões e isso só me obriga a enfiá-la mesmo assim vestida de baixo do chuveiro e entrar com ela, já que não me ia facilitar a vida. — ME DEIXE SAIR!!!

— NÃO! DEIXE DE SER TEIMOSA! — contorno a sua má criação matinal e ligo a água que nos invade descontrolada.

~*~

Dr. King logo chegou para examinar Anastacia que agora parecia mais calma, até menos corada que antes, o que me deu a impressão de que a febre teria baixado consideravelmente, mas ainda não o suficiente. Então os deixei em privado e aproveitei para descer e Amber estava na sala folheando uma revista de moda, quando me lança um olhar curioso.

— Primo como está sua noiva? — pergunta largando a revista.

— Anastacia está sendo observada pelo médico, mas creio que a febre tenha baixado. — respondo sentando no outro sofá e relaxo as costas nele.

— Ela não gostou de mim, estou certa?

Amber é uma excelente pessoa com deduções e sempre acerta em todas as que tira por pinta. Ela não é má pessoa, é somente uma garota com grandes demonstrações de afeto. Por vezes bem sensuradas como a última, mas já havia ultrapassado isso, bem como os seus sentimentos por mim quando ainda eramos muleques, pois ela me veio admitindo estar apaixoanda por mim. Óbvio que nunca levei isso a sério.

— Digamos que ela ficou com ciúmes, mas não se preocupe já conversamos a respeito e está tudo bem.

Ele respira em alivio, mas ai para começar a falar algo, quando o tio Antony aparece com o taco de golfe na mão sendo seguido pelo avô Theodore saidos do escritório.

— Meus netos é hoje que vou mostrar quem é o velho dessa familia! — afirma o avô na confiança ostentando a sua bóina francesa da sorte. — Amber minha querida, seu pai acha que não vou vencer, mas você o que diz? Estou ou não um verdadeiro campeão?

— Avô voce está para às curvas! — começamos a rir. — E cá entre nós, o senhor dá um barra no pai no golf! — tio Antony faz careta para ela e rio.

— Christian, o Dr. King o chama! — Martha avisa vindo do alto da escada.

— Licença familia! — levanto por gentileza deixando os demais na conversa animada.

Ao chegar no quarto o Doutor vem me dizendo que Anastacia somente iria necessitar de tomar uns remédios para a febre, bem como a dor de garganta, mas nada que com bom repouso ou uma boa alimentação não ajudassem a restabelecer.

— Pode deixar doutor, vou cuidar de tudo com especial cuidado! — asseguro o acompanhando à porta.

— Até mais sr. Grey!

Notas finais
Gostaram? O que tem a dizer dessa reconciliação quente? Alguém aqui gostava de ter um avô assim? Eu cá admito que sim, deve ser hilário. Comentem meninas, quero saber vossa opinião. COMENTEM ♥ FAVORITEM ♥ ♥ RECOMENDEM ♥ ♥ ♥ Até ao próximo capítulo, Lucy.