Notas iniciais
Olá meninas ♥ Agradeço os comentários deixados no capítulo anterior. Vocês são os melhores. Eu sei que estão loucas com essas últimas descobertas, ansiosas para saber mais, mas esse capítulo aviso começa meio sinistro e até louco. Então não irei me alongar, fiquem com capítulo 73 Fantasmas apareçam, sim? Obrigado. Boa leitura,

Pov. Narrador

Elena estava andava pelos cabelos com a história de Tompson ter sido apanhado pelas autoridades que agora não queria mais uma dor de cabeça por causa dele. Dia após dia, esse homem vinha ameaçando denunciá-la, caso não desse uma solução rápida ao seu status. Contudo, a vilã não suporta a ideia de ser intimada por outros, na verdade ela sobre isso resolve usando a força e muitas vezes vive cortando o mal pela raíz. Nesse caso ela teria que se livrar desse maldito, antes que pudesse abrir a sua boca e arruinar todos os seus planos, muito menos perder o dinheiro que lhe daria uma vida folgada para desaparecer do pais por um tempo indeterminado, mas continuar a comandar os estragos mesmo à distância. Já que tinha um problema constantemente na sua perna, o nome era Jack Hyde que vinha implorando por sua ajuda para sair da prisão. A loira realmente se comprometera em dar uma ajuda de fato, e ele iria sair. Agora quando ela não sabia, mas o seu melhor advogado estava cuidado de tudo e até disponibilizara ajuda financeira para pagar a fiança, pois tal como ela, Jack sente ódio de Anastacia e Christian. Muito embora o alvo mais pesado seja aquela Anastacia da cara de anjo do qual ela nem queria sequer olhar nem mais uma vez.

Porém, Elena não ia partir sem deixar um recado. Na verdade ela já tinha tudo pensado, ela iria silenciar esse idiota de qualquer maneira para garantir que teria imunidade suficiente. Então decide atender Tompson, que fica aliviado quando escuta a voz de Elena lhe dando finalmente retorno merecido.

— O que você quer, Tompson? Pensei que já tinha sido clara relativamente a esse assunto! — afirma a loira mal humorada colocando os seus óculos escuros da Dolce & Gabanna.

— Que me dê uma solução! Ou você acha que vou arder sozinho? — ela começa a gargalhar em divertimento no outro lado da linha. — Está rindo? Não tem graça, Elena!

— Tompson não me dite ordens! — fala ela clareando a voz. — E não se preocupe tenho a solução exata para você, meu querido! Garanto que nem eu, nem você vamos sair perdendo dessa!

Tompson acredita nas palavras da loira e acaba começando a ficar entusiasmando, achando que ela realmente ia dar o bónus de mérito, mas acontece que Elena é tudo menos boa alma. E caridade é algo que claramente não inaltece o seu perfil do mal.

— E o que pensa fazer, então? — ele vem perguntando ao arquear a sobrancelha.

— Veja você por seus próprios olhos! — indica ela. — Vá à janela!
Ele fica intrigado não entendendo onde ela pretendia chegar com aquilo.

— O que tem na janela? — questiona desconfiado.

— A sua solução, Tom! — atesta. — Deixe de ser mesquinho, vá logo! É que posso perder a vontade de lhe mostrar o que quero!

Elena tenta parecer convincente, mas de fato ela estava armando alguma bem forte para cima desse idiota que ainda acredita nas palavras sonantes dela como verdadeiras. Assim sendo, Tompson aproxima da janela tal como solicitado pela vilã e chega mesmo abri-la para enxergar o exterior, mas não ver nada relativamente importante.

— Estou na janela, mas não estou percebendo o quer que veja! — diz ele.

— Ótimo! — ela sorri de celular seguro no ouvido. — Mesmo na sua frente encontrará um pinheiro! — ele faz o que ela diz, focando o olhar.

— O que tem ele? — ela faz uma careta ainda mais confuso.

— Tem que será a última coisa que você irá ver!

E se escuta um disparo que acerta no topo da cabeça de Tompson o fazendo tombar no interior da própria casa. Elena sorri triunfante, pois acabara de descartar um impecilho facilmente. Agora era seguir para o próximo plano.

~*~

Pov. Anastacia

Uma semana se passara desde que estavamos aproveitar essas "férias" no campo. Christian me vinha surpreendendo todas as manhãs de um jeito bem gostoso e confesso tem sido ótimo acordar com o deslumbre do seu olhar cinza incidindo em mim como duas luzes de um amanhecer ao ar livre. Temos aproveitado cada minuto como se fosse o último e parece até que aquilo que aconteceu comigo sumiu do pensamento. Literalmente, apesar de manter a configuração cá dentro, mas são somentes escassas imagens. Lá nisso Christian tem sido ótimo comigo, tem me ajudado imenso. E quando falo em ajuda, falo no fato de ter me ensinado a montar a cavalo, naquele que tem o nome de Falcão, pois creio que ele gostou mesmo de mim, sendo que tem sido tão meigo que nem me deixa insegura em cima dele quando o monto.

Temos feito grandes trilhas e até ao rio e confesso que em algumas vezes me ri imenso ao jogar ele propositadamente lá, mas claro, Chris é esperto e me puxou junto. De novo me vi aventurando em mais uma transa no meio do nada. Foi delicioso e altamente inebriante. Gosto, é uma adrenalina muito autentica que me faz sentir viva e cheia de desejos.

— Amor? Ana? Baby? Anastacia? — alguém me chama repetidas vezes e me vejo saindo de um transe autentico de pensmanetos e viro para olhar por cima do ombro.

Era ele ali parado na entrada do alpendre de cesta de picnic na mão e arregalei os olhos não sabendo para onde ele iria com ela tão recheada.

— Vai onde? — pergunto me colocando de pé e virar de frente para ele.

— Que pergunta... — revira os olhos. — nós vamos dar um passeio, aproveitar esse sol fraco, antes que a chuva volte e fazer aquele picnic que lhe prometi quando ainda estavamos em Seattle!

— Julguei por um segunda que aquilo fosse alguma partida, sabe? — tento bancar a brincalhona só para ver sua reação.

— Estava falando muito a sério! — afirma arqueando a sobrancelha, começar a formar um bico torto nos lábios. — Vem, vamos! — a sua voz sai em tom de ordem e logo percebo que havia tocado na ferida.

Se soubesse que ele ia ficar tão ofendido assim tinha começado a provocação bem mais cedo, pois ele não tem noção do quanto fica irresistivel quando fica mau humorado. Dá logo aquela vontade louca de o beijar sem parar. Pois sua boca é uma autentica fruta do pecado e eu gosto de trincar os seus lábios, gosto tanto, pois tem um sabor tão viciante. Sua língua então? Adoro o sabor de menta que sua boca por vezes tem, é refrescante e me faz arrepiar todinha.

— Você se importa de apressar o passo ou terei que levá-la às costas? — pergunta ele uns passos mais na minha frente, mas me olhar franzindo o olhar.

— Por acaso está me chamando de lenta, é? — levo as mãos aos quadris e tento bancar o ar sério, pois não quero rir, melhor eu não posso rir.

— É, eu estou! — confirma fazendo uma careta.

— Vai ver só! — bufo e começo andar mais uns passos largos o ultrapassando. — Nem vem com essas mãozinhas, porque estou trilhando! — aviso erguendo as mãos bem espalmadas para ver que a minha ameaça é séria.

— Não fique olhando minha bunda, olhe para a frente! — ordeno.

— Vá com calma, porque eu é que conheço a trilha, sim? — alerta ele me dobrando em uns três tempos, pois ele ganha avanço. — Vamos pegar esse caminho é menos perigoso e nos levará à tal ponde de madeira!

Ponte de madeira? Aquilo deve ser muito velho, aposto que ele nem vai querer passar nela para o lado de lá. Eu não passo. "DEIXE DE SER MEDROSA, APOSTO QUE ELE LHE DARÁ A MÃO" o meu subconsciente vem me empurrando para o abismo com as suas palavras tão peculiares. A minha deusa toda divertida vestida para entrar numa aventura no safari. Só eu é que ainda não estou no espirito?

— Po-Po-Ponte? — gagagueijo ao travar.

Christian para do nada também e se vira pousando a cesta de picnic para me olhar com a sua expressão tranquila e invejável, porque ele sempre arruma um jeito de parecer natural.

— Sim, amor! Qual é o seu medo? — ele pende a nuca querendo rir, pois aquela cova atrevida ergue ali no cantinho.

— É óbvio que não tenho medo! — digo bancando a forte. — Só não gosto de andar em cima de pontes instáveis, só isso... e se aquela coisa quebra? Vamos cair numas rochas, aposto!

— Por favor, baby! — Christian começa a rir.

Como ele ousa rir de mim? Estou sendo a lúcida e ele mais parece um moleque intransigente?

— Christian nem vem com essa do baby... — mordo o canto da bochecha e me arrependo, pois cria cá uma dor.

— Confia em mim? — vem perguntando com aquela voz manhosa.

Oh porra assim não dá, eu vou ter que ceder. Porque que tem que vir com a foda dessa voz? Assim eu não consigo ceder, onde fica a minha credibilidade, hein? Aposto que o meu subconsciente deve estar amando me ver a perder.

— Confio... — de olhos revirado para cima confirmo.

Christian sorri satisfeito e me passa a guiar, voltando para pegar a cesta do chão gramado e volta a trilhar na frente afastando uns galhos que se atravessam em nosso caminho. Pouco a pouco começo a escutar som de uma queda de água não muito longe e deduzo estarmos próximo da margem do rio. Uns dois a três metros mais à frente acabo por comprovar a minha dedução ao ver uma espécie de cascata no lado esquerdo, bem deliciosa digasse de passagem, pois se pudesse estaria lá tomando um banho delicioso e refrescante. Contudo, quando os meus olhos caiem no que tenho na frente faço uma careta desagradável.

— Essa é a ponte? — pergunto com desdém.

— É! — confrma sem grandes manifestações chegando mesmo a dar um passo nessas placas de madeira que balançam.

— Christian isso está balançando para todos os lados! Isso nem é seguro! — advirto achando um grande risco andar em cima daquilo. — Volte para trás, você vai quebrar essa coisa e depois... — mas ele se vira ainda balançando nas placas e vem interrompeno.

— Deixe dessas coisas, vem logo! Isso é mais que seguro.

Dou um voto positivo para as suas palavras e respirando fundo, franzindo os olhos um pouco que seja começo a dar alguns passos lentos. Ele já tinha um avanço de mim de aproximadamente seis placas.

Evitei ao máximo não olhar para baixo afim de não criar vertigem e a cada novo passo que ia dando, sentia que a ponte toda balançava me deixando pior que desconfortável.

Algumas vezes acabei escutando gargalhadas baixas dele, claro como é possivel alguém se divertir do meu medo? Quero ver se essas cordas frouxas arrebentarem que vai ter vontade de rir.

— Está quase! — diz ele já passando para a margem de lá e eu ainda no meio da ponte. — Você está indo bem minha aventureira! — alega.

Só tenho vontade de lhe mandar para o outro lado, mas mantenho a boca fechada antes que algum movimento em falso me leve ao andar de baixo e pelo som forte do rebento das águas sobre as rochas, não parece lá muito agradável.
Assim sendo finalmente chego na margem sul e dou uns pulos de alegria por ter ultrapassado esse obstáculo que achei que nunca teria fim. O meu entusiasmo é tal que ainda pulei para cima das costas de Christian que estava de bunda para mim.

Oh essa posição é tão deliciosa.

— Eu disse que ia conseguir. — fala ele enquanto me recomponho na grama afim de lhe dar uma maozinha para se levantar, já que caira por impulso meu.

— Já sabe que sou teimosa, sr. Grey!

— Claro que sim, srta. Steele! A mulher mais teimosa do mundo! — a última parte sai em meio ao exagero. — Agora vamos trilhar mais uns 5 minutos, pois tem um lugar fantástico, com uma vista maravilhosa para comermos!

— Hum... comermos é? — o meu lado preverso sai muito na insinuação, juro eu tento, não consigo evitar.

— Impressão minha ou a senhorita está tentando mais safada que o normal? — ele franze o olhar e logo tento mostrar o meu lado angelical.

~*~

De fato quando percebi que a vista seria estar próxima de uma cascata com essa dimensão mágica eu já teria vindo a correr. Isso aqui é fantástico, creio que se ele não quiser, eu mesma pulo na aventura exploradora. É lindo o jeito de como a água circula por todas essas rochas formando formas indistintas e robustez autêntica. Me vi de novo tão deslumbrada que esqueci de oferecer uma ajudinha a Christian que parecia empenhado em preparar nosso picnic. Hum, não sabia que o meu homem era tão prendado.

— Deixe, eu cuido disso... — digo ao voltar agachando para ele que estende uma toalha de xadrez vermelha.

— Não, delicie a vista. — indica tirando coca-cola do interior da cesta e uns recipientes com comida.

— Faço questão! — insisto tirando o pacote de batata ondulada e abro o mesmo deixando elas quase que espalharem na toalha.

— Que bagunceira. — reclama em risos.

— Olha quem fala! — respondo em troco tirando umas batatas comendo com gosto.

A degustação desse picnic estava correndo às mil maravilhas. Christian estava me contando umas histórias de uma certa aventura que fizera nesse lugar ainda me moleque. Ainda chegara a mencionar que caira nessas rochas e que esfolara o joelho todo de deixar Mia chorando porque achava que o irmão iria morrer.

— Sério que Elliot fez ela acreditar nisso? — pergunto de copo de cola na mão. — Incrível como vocês eram um terror!

— Fala sério, meu irmão era bem pior que eu! — se defende, claro porque ele não iria fazê-lo? — Mas Mia só tinha 3 anos, ela acreditava em tudo o que a gente falava, até que quando contou para a nossa mamãe! Como deve calcular, dona Grace nos botou de castigo!

— Bem feito, sabe? Isso foi merecido!

— Não, de forma alguma! — contesta. — Mas sabe que os castigos da minha mãe nunca duravam até ao final do dia? É que eu e meu irmão sempre arrumavamos um jeito de sair de fininho e nunca ninguém percebeu que a gente quebrava as regras, tirando aquele cara lá... — ele começa revirando os olhos.

— O neto de Martha? — pergunto em dedução razoável e ele assente. — Vai dizer que ele os denunciou, não é?

— Por acaso Lelliot conseguiu um suborno muito satisfatório, sabe? — abro a boca num "O". — Não faz essa cara, amor... ele queria uns amigos para brincar e a gente ofereceu companhia!

— Hum... sei... — fico na desconfiança. — Mas enfim, que tal a gente ir ver como está a temperatura dessa água ai? — pergunto erguendo a sobrancelha convidativa enquanto me levanto.

— Espere... — pede e pendo a nuca meio pidona. — Quero lhe perguntar uma coisa, eu sei que pode parecer insistência da minha parte, mas meio... — só que não o deixo terminar, o interrompendo de imediato.

— Eu aceito!

— Aceita o quê? — pergunta confuso, os seus olhos se estreitam dando um ar vesgo ao seu rosto.

— Casar com você! — digo sem demoras.

— Mesmo? Assim? — ele vem formulando pergunta atrás de outra ao se colocar de pé e vir até mim para alcançar a minha cintura com as suas mãos firmes. — Isso quer dizer que quer mesmo ser a minha Sra. Grey? — o seu sorriso me contagia de um tal jeito que o beijo nos lábios levemente.

Só que Christian não aceita somente um casto beijo, ele vem logo moldando a sua boca na minha com um desejo ávido e me vejo rendida ao seu charme, ao seu poder e vem insistentemente abrindo caminho na minha boca, a abrindo com ajuda da sua, a invadir com a língua numa tentativa exploratória e lá estão elas dançando uma dança quente, envolvente, pois chocam furtivamente.

A minha respiração se torna mais ofegante em sua boca. As suas mãos descem até às nadegas da minha bunda as apertando com força que me faz gemer. Consequentemente sentir a sua ereção evidente na calça, pois o nosso contato é tão único que sinto o seu tesão que me deixa molhadinha. O seu toque me excita, me aquece e me deixa numa intensa combustão.

Quando sinto a erguer a perna buscando equilibrio no seu quadril, eis que ele cessa o beijo e abre os olhos, me deixando um pouco mais a recuperar o ar que perdi, que esqueci que me fazia falta, mas que agora que entra por minhas narinas me corta feroz. Sendo tão cortante, tão gelado e arrepiante.

— É isso foi de cortar a respiração... — sussurra ele ofegante de mãos ainda na base do meu quadril.

Confesso que queria responder, mas a minha voz estava me faltando, creio que preciso de me preencher por inteiro nesses pulmões que ainda gritam recuperando lentos.

— Agora sim podemos ir ver a temperatura da água se a senhorita não se importar.

Aceno que sim, mas um barulho atrás de nós me chama atenção e volto me segurando nele achando que pudesse ser algum bicho assustador, já que é só mato e não tem nada se não arvores e grama por toda a parte.

— Christian tem alguma coisa ai... — sussurro tremendo igual vara verde. — Melhor a gente ir embora daqui.

— Não tem nada de errado aqui, baby! — ele dá descaso à minha preocupação.

— Não?! — a minha voz sai estérica. — Escute só! — ordeno e ele revirando os olhos faz silêncio.

De novo o mesmo barulho se faz ouvir e parecia constantemente mais próximo. Levo os meus olhos de encontro aos cinzas dele e faz uma expressão nada preocupada continuamente. Como é possivel?

— Deve ser um javali!

— ESTÁ BRINCANDO E SÓ AGORA ME AVISA? — saio aos gritos correndo os rochedos a baixo que nem uma louca.

— ANA ESPERA! — ele grita vindo atrás de mim. — ESTAVA BRINCANDO, NÃO SEI O QUE É...

~*~

Pov. Christian

Anastacia não tem noção do quanto fica irresistivel ao ter medo de alguma coisa desconhecida que vem se escondendo no meio das sombras das longas árvores. Confesso chega a ser extremamente interessante o seu jeito inocente e medroso, mas estava igualmente intrigado, pois apesar de ter brincado com o oculto de achar que seriam javalis, não podia deixar de descartar que algum animal estaria efetivamente na proximidade. Afinal esse é um habitat natural para animais selvagens.

Minha avó mesma me havia falado uma certa vez que já havia encontrado lobos próximos da propriedade e que o avô ordenara uma caçada de contigência no intuito de evitar danos futuros, já que esses mesmos lobos haviam atacado a criação no estábulo anteriormente e que fora um prejuizo inestimável. Ferindo um dos cavalos que infelizmente morreu dias depois.

— Não vou deixar nenhum bicho aproximar de você. — digo no intuito de a tranquilizar.

— Vai me contar como tenciona fazê-lo, senhor gravatado?

— Por acaso está tirando onda com a minha pessoa? Alguma coisa contra gravatas é? — pergunto tentando parecer sério, mas é impossivel. O jeito dela me deixa sem ação.

Ana é fodidamente linda e me deixa sem máscara na sua frente. Porquê? Porque essa mulher vive me desarmando essa armadura rude que tenho em torno de mim?

— Eu? Nada, imagine só... — afirma traçando umas mechas marrom atrás da orelha, deixando seu rosto mais descoberto, seus olhos num puro distaque.

Foco o meu olhar sobre onde estaria saindo o som e ela se esconde atrás de mim, me usando como escudo para o caso se sairmos supreendidos. "Esperta" digo mentalmente me elevando um pouco mais e sacar um galho resistente e ponteagudo ao qual pudesse usar como arma, apesar de não ser nada de outro mundo e não seria o suficiente para matar um bicho com uma força brutal.

— Está fazendo o quê? — ela pergunta puxando minha calça. — Não me deixe aqui sozinha!

— Calma baby, sou seu indiana jones... — Anastacia fica revirando os olhos com essa comparação a filmes de fição.

Aquele barulho fica ainda mais ativo e alço o galho bem alto ao dar uns novos passos ruidosos nessa trilha. Só que quando o último galho é afastado e uma cabeça morena de longos cabelos negros se faz aparecer é que saio surpreendido com aparição de Amber, a minha prima e também afilhada da minha mãe. Mas o que ela faz aqui?

— Amber? — e agacho o galho o deixando mesmo cair no chão para cumprimentá-la ainda que surpreso com a sua chegada.

Notas finais
Gostaram? Meninas o que acharam desse pov inicial? Elena está ou não fora de si depois disso? Alguém ai sente dúvidas? E esse picnic? Deixem vossa opinião, minhas queridas. Fantasmas apareçam, ok? COMENTEM ♥ FAVORITEM ♥ ♥ RECOMENDEM ♥ ♥ ♥ Até ao próximo capítulo, Lucy.