Start again a new chance for Love
74 Capítulo 74
Notas iniciais
— Christian que surpresa! — fala ela com a sua voz fina e animada como sempre. — Armado em Indiana Jones, primo? — Amber vem imediatamente até mim, me dando aquele velho e forte abraço, quase que forte demais e comprometedor a mentes que podem tudo intrepretar.
Amber é dois anos mais nova que eu, mas sempre nos deramos muito bem. Apesar da distância e a falta de contato. Raramente nos vemos, creio que em um período de 10 anos, essa é a primeira vez que a revejo e pela primeira impressão que tiro continua exatamente a mesma. Nada mudou nela, acho que Amber é sinónimo de mulher jovem eternamente.
— Não me vai apresentar quem é essa moça atrás de você, não? — pergunta ela pendendo a nuca assim que me libera do abraço, mas que deixa um beijo estalado na minha bochecha que com certeza marcada com o toque roxo dos seus lábios.
Viro para encarar Anastacia que manter o seu ar de quem aguarda uma explicação, expressão meio fechada, mas batendo o pé numa insistência impossivel de controlar nessa trilha.
— Amber essa é Anastacia Steele minha noiva! — apresento sem demoras. — Amor, essa é Amber Trevelyan, minha prima e também afilhada da minha mãe!
Amber sorri cordial estendendo a mão educada para Anastacia que continua relutante. Será ciúmes? Oh não, essa mulher é melhor que pensei. Com ciúmes da minha própria prima? Fantástico eu vivi para ver esse dia acontecer.
— Christian sua noiva é lindíssima! — elogia a minha prima com os olhos a brilhar ativamente.
— Obrigado! — agradece Anastacia sem grande entusiasmo sendo até meio que grosseira se não estou errado.
Apresentações feitas, Amber começa me contando o porquê de ter voltado aos Estados Unidos depois de uma temporada na Europa, ela me chega a contar que havia estado com Mia lá em Paris e do quanto haviam se divertido imenso indo no no bar do Gelo, situado lá mesmo na capital francesa e com conversa farta a gente começa rindo em gargalhas desinibidas esquecendo mesmo de tudo o que nos envolve.
— Fala sério primo... — ela ainda não estava acreditando.
— Estou dizendo o seu eterno primo Elliot Trevelyan Grey está oficialmente noivo! — ela arregala os olhos com que não acreditando, suas mãos já viajando pelo rosto vermelho.
— Impossível! — nega. — O que essa garota fez? E você? Noivo, realmente o que está havendo com os meus rapazes?
Só que quando sinto que o papo vai se instalar por um largo tempo começo a sentir uns pingos sobre nós e Amber vem logo avisando que a chuva vai carregar, alegando que havia lido algo a respeito na internet. Só que é nesse momento que volto a lembrar de Anastacia e quando olho atrás das minhas costas ela não estava mais ali. Mas onde ela se enfiou?
— Você viu Anastacia? — pergunto para a minha prima que prende os cabelos num rabo de cavalo pronta a fugir da chuva que começa engrossando cada vez mais. — Vou ter que procurá-la, ela não vai saber o caminho de volta e pode estar perdida! — aviso. — Amber quando chegar na propriedade mande reforços para bater a área, é que sozinho não vou achá-la fácil... isso é enorme!
— Tudo bem! Eu peço ajuda, primo.
Ela começa correndo para a margem norte e eu vou andando mesmo abaixo dessa chuva que se intensifica a cada metro quadrado. Os meus pés começam chapinhando nessa trilha que fica enlamaçada e grito chamando por Anastacia tão alto e forte que sinto que os meus pulmões perdem toda a força para oxigenar com os meus gritos dissonantes.
— ANASTACIA! — levo as mãos às faces do meu rosto para criar maior eco no meu chamamento, mas não escuto resposta. — ANA ONDE VOCÊ ESTÁ?
De novo volto a gritar insistente enquanto corro enxarcado, sentindo o peso absurdo dessa roupa molhada, os meus cabelos fartos de pingar água. Chuva intensa que me bloqueia a visão sempre que olho para o céu totalmente negro, alertando para aproximação de um temporal.
— ANA APARECE, SOU EU!
O desespero começa atacar o meu intimo. Estava me sentindo realmente apavorado com a sensação de que ela pudesse se sentir perdida por ter sido negligente ao afastar de nós sem saber o caminho de volta para a casa dos meus avós. Talvez o ciúme fosse a causa do seu desaparecimento e por mais que fosse bobo, ela só tinha que confiar em mim. Eu jamais ia trocá-la por outra. Será que nem depois de todas as minhas provas de amor que lhe ofereci ela percebe que é com ela que quero ficar? Porque tem que ser sempre tão teimosa?
De novo me vou correndo que nem um louco, tentando me esforçar ao máximo, mas que o meu corpo deixa de colaborar tanto quanto eu quero. O meu coração bate louco numa aceleração que motiva a um enfarte do miocardio se continuar nessa insistência, então travo, travo um pouco. Mas só o suficiente para que recupere novamente o folêgo que perdi, que me custa a entrar, por estar com uma respiração tão cortante, tão incomoda e tão fria.
Olho em redor, procuro bater a área com os meus olhos. Eu conheço parte disso, e não tem nada aqui que possa salvar alguém dessa chuva intensa. Anastacia está algures por ai tremendo de frio, sujeita a uma quebra bruta de água sobre si a deixando frágil e mais vulnerável a ficar doente, certamente como eu. Porém, não me importo com isso no momento, não sou egoista ao ponto de virar as costas para ela e voltar para um refúgio quente, só porque quero evitar doenças provenientes desses climas insconstantes. Não posso, simplesmente não quero e não saio daqui sem ela.
— ANA ONDE VOCÊ ESTÁ, ESTÁ CHOVENDO MUITO! AMOR APAREÇA, DEIXE DE BANCAR A MIMADA A UMA HORA DESSAS!
Insistentemente me deixo voltar a gritar, tento forçar uma corrida que não cede e tombo de joelhos nesse solo que enche minhas calças de lama até cima e fico imóvel de cabeça baixa pensando em algum lugar óbvio, mas é ai que está, não tem um lugar. E nem tem como Anastacia já ter voltado para casa. Ela não conhece esse lugar, ela não se ia atrever a passar a ponte, ela tem medo, ela fez furor para a passar comigo. Ana não pode estar longe, ela tem que estar perto, eu sinto.
Mas eis que escuto um barulho e lanternas incidindo na minha direção ao levantar os olhos e retomo a forma fisica natural ao me ver de pé novamente. Os cabelos escorrendo água sem parar, as minhas roupas mais pesadas e frias de criar longos arrepios na pele gelada, terrivelmente gelada. E é ai que o meu coração aperta. Pois todas as sensações lembram do quanto Anastacia possa estar passando pelo mesmo ou pior.
Taylor acaba por aparecer na frente sendo seguido por uns outros homens que trabalham para o meu avô. Ele vinha em seu guarda chuva.
— Sr. Grey está totalmente enxarcado! — ele vem aproximando de mim tentando me abrigar a baixo do guarda chuva que vem ostentando, logo vou negando sendo brusco ao afastá-lo de mim com as palmas das mãos sobre ele. — Mas assim vai ficar doente, senhor! — ele tenta mostrar a sua preocupação que sei que é honesta.
Taylor é das poucas pessoas do qual sei que se preocupa comigo, que daria a sua vida para salvar a minha. Aliás esse é o seu trabalho como meu segurança, mas a chuva não é um perigo para mim. Já fiquei vezes demais abaixo de uma chuva como essa e nunca morri, então posso aguentar bem mais um quantos aguaceiros que nem assim irá me demover com essas palavras.
— NÃO QUERO SABER! — grito com ele passando as mãos nos cabelos húmidos e uma porção carregada de água escorre pela face fria e cortante.
A chuva estava ficando cada vez mais gelada. Ando de um lado para o outro impaciente.
— Tem que se acalmar, já está tudo o mundo à procura da srta. Steele! Ela vai aparecer, senhor! — adverte e isso só me irrita mais.
Odeio a ideia de ficar quieto num lugar só esperando noticias cairem das obras dos céus. Não sou um homem de ficar parado, não suporto a ideia de ficar de perna cruzada, mantinha nas costas me aquecendo numa lareira porque está frio enquanto ela está algures com frio e sem abrigo nesse temporal.
— EU VOU PROCURÁ-LA! — afirmo grosseiro e pronto a começar a correr que nem um louco.
No entanto,Taylor ainda me segura o braço obrigando a permanecer quieto no mesmo lugar, mas o sacudo o obrigando a me soltar imediatamente e lhe lanço aquele meu olhar intimidador e frio que não o assusta, porque sei não. Militares nunca são homens de temer olhar de pessoa alguma, não tem medo dos desafios da vida, mesmo assim se arriscam a morrer em guerras de outros, mas a minha impaciência é de longe algo que se deva levar em tão pouco conta. Então assim que possivel saio correndo de novo, embora com mais dificuldade, já que a roupa estando húmida, a chuva em si mais intensa não me ajudam muito, só me deixam mais impossibilitado de alcançar o meu objetivo. Isso me deixa com uma raiva possessa, me deixa querendo derrubar céus e terra, porque odeio, odeio quando as condiçõs climatéricas não me favorecem.
— Não vai facilitar se continuar agindo dessa forma, Sr. Grey! — ele vem alertando, imóvel me observando quase que desistente demover as atitudes, passando argumentar, como se isso me fosse parar.
— QUE SACO TAYLOR! — levo as mãos às têmporas as sacudindo. Estava cansado dessa conversa, cansado de escutar gente ditando o que devo ou não fazer. Cansado de ser bloqueado por todos. — NÃO VOU VOLTAR PARA A MANSÃO SE É ISSO QUE PENSA! EU NÃO VOLTO SEM A ANASTACIA, ENTENDIDO, TAYLOR?
— Mas... — o interrompo.
— NÃO TEM MAS NEM MEIO MAS, ENTÃO VÁ PROCURÁ-LA COMO OS OUTROS OU VÁ PARA A MANSÃO DOS MEUS AVÓS, SÓ NÃO FIQUE AQUI TENTANDO ME IMPEDIR DE IR FAZER AS BUSCAS POR ANA! PORQUE NÃO VOU PARAR! — grito em plenos pulmões, creio que a minha voz se ouve em eco nessas árvores vibrando com os fortes ventos. — AGORA SAIA DA MINHA FRENTE! — ordeno em fúria.
Julguei que ele ia falar alguma coisa mais, mas ele simplesmente silenciou acartando a minha ordem e trilhou num caminho mais a leste, me deixando sozinho, finalmente. Pois tem vezes que sozinho penso melhor que acompanhado de muita gente. Principalmente desacompanhado dessa maldita pressão que estão sempre prevendo em cima dos meus ombros.
— Oh Anastacia onde você está meu amor?!
~*~
Pov. Anastacia
Ele julga o quê que aceito ficar sendo ignorada enquanto ele dá conversa para uma prima toda gostosa? Não mesmo, então que se foda se me aventurei nesse lugar sem ou menos o conhecer direito por onde passo, pois todos os caminhos me parecem iguais e creio que já trilhei esse lugar um milhar de vezes. Pois ficar bancando figura de ótaria eu não ia ficar e depois, quero só ver se ele vai se preocupar quando perceber que eu decidi ir embora sem a sua preciosa ajuda. Oh por favor, ajuda? Ele só pensa que acha sabe, mas não sabe nada. Ele tem mesmo ar de mandão... o que estou eu para aqui a pensar? Meu deus, o que estou eu pensando. "Francamente você podia calar de uma vez por todas essa cabeça" o meu subconsciente vem ordenando já cansado de me escutar.
A minha roupa escorre água por todos os lados quando a aperto com as mãos, o meu cabelos parece que foi alvo de uma guerra de lançamento de balões de água de tão enxarcado que está. Essa chuva repentina transformando os céus numa tonalidade cinzenta assustadora me dando aquela impressão de que está aproximando um terrível temporal.
— Que lindo Anastacia onde te foste meter! — digo para mim mesma bufando com frio entranhando na minha pele totalmente arrepiada e com calafrios.
Sentia frio, muito mesmo e só queria me abrigar em alguma coisa quente, em algum lugar, não via nada na proximidade. Isto é só árvores por todos os lados, só porcaria de pinheiros atrás de pinheiros. Fui andando mais uns passos na frente e logo o receio se apoderou de mim, pois fiquei com a sensação de estar escutando barulhos. Se perguntarem de que direção, não faço a menor ideia, pois não sei exatamente de onde estou.
— ESTÁ AI ALGUÉM? — grito tentando comunicar com alguém que possa estar por ai. Na volta seria ajuda. — Christian???? — chamo olhando para o lados, sem olhar onde coloco os pés. — ALGUÉM????
Aproximo de uma árvore e me encosto a ela caindo no chão por não aguentar nem mais um segundo de pé. Minhas pernas já doiem de tanto caminharem nesse solo sem parar. Os meus pés latejam intensivamente, meu corpo todo começa congelando nessa chuva que não pára de forma alguma e sou tomada por uma sonolência tal. A chuva parece que está me anestesiando a cair no sono.
No entanto, quando sinto que vou fechar os olhos por senti-los pesados demais em minhas órbitas, alguém surgue correndo e meio que tento, melhor eu esforço para identificar essa pessoa igualmente enxarcada por essa chuva bruta.
— Ana eu te encontrei! — diz essa pessoa ao qual a reconheço a voz, só tinha alguém com essa voz, não espera. É Christian, claro. — Amor vou te tirar dessa chuva! — ele me ajuda a levantar me sentia tão mole que as minhas pernas meio que já estavam bambas do esforço.
— Christian desc-culpe... — gagueijo meio que tentando articular de forma coerente as palavras que escassam em minha boca e ele me toma pela cintura me ajudando a sair.
Logo a uns metros na frente aparece mais umas pessoas, umas delas percebi que era Taylor pelo jeito de como se veste e logo nos abrigou num guarda chuva negro.
— O jipe está mesmo aqui mais a uns 8 metros! — indica ele falando para Christian.
Chegando nessa trilha vejo dois suv's parados e Taylor rapidamente abrindo a bagageira nos abriga com mantas na volta do corpo que me soube a pouco, mas me confortou ligeiramente nesse frio desconcertante que fazia os meus ossos doerem.
~*~
Ao chegar na mansão dos Trevelyan, avó Matilda vem logo toda cheia de alarmes ao nos ver nesse estado deplorável e nos obriga de imediato a subir, pois precisavamos de um banho bem quente ou iriamos acabar doentes. Sendo que no meu caso é quase que impossivel não ficar, pois sempre tive uma saúde sensivel para pegar gripe nessas chuvas imundas. Pelo canto do olho vejo lá a tal prima de Christian nos observar enquanto fala no telefone. Só sei que tive vontade de tapeá-la forte, porque estou possessa com sua presença.
— Nem pensem sair da banheira, Martha vai providência uma sopa bem quente para vocês dois! — diz ela fazendo uma expressão preocupada. — Mas rápido meus lindos, subam!
A sua ordem surte o efeito esperado e começo subindo com Christian para o andar superior, ambos sempre calado, sem aquela troca de palavras. No topo seguimos para banheiros diferentes, como dois desconhecidos no fim da linha. Por um lado queria falar com ele, queria dizer que estava arrependida por ter feito a bobagem de me afastar sem avisá-lo, mas tinha ainda o meu lado orgulhoso que fazia pressão para que não abrisse boca e que continuasse assim.
Logo que entrei no banheiro libertei dessas roupas ensopadas e liguei a água da boxe esperando a água quente sair triunfante desse jato, pois estava realmente com muito frio, com arrepios e isso é um indicio de que vou ficar doente logo. "Bela brincadeira, não?" o meu subconsciente aponta desiludido.
Entro dentro da boxe e sinto um alivio tão grande ao ter essas águas quentes me acudirem suavemente o corpo terrivelmente gelado. Me deixo ficar assim imóvel por uns instantes e até tombo a nuca para que sinta essa vibração relaxante no rosto. Acho que nunca gostei tanto desse calor acolhedor como agora.
Assim que termino saio para fora me enrolando na toalha turca amarela e ao ir para o quarto, Martha já havia deixado providênciadas umas roupas quentes e fofas que seriam boas aliadas ao combate do frio. Me visto rapidamente por sentir que se ficar nessa treta das perliminares muito tempo será doloroso e só irei sentir mais incomodo.
— Frio, frio, frio... — reclamo ao enfiar finalmente a camisola polar rosa e cair na cama como um tordo morto.
Dois toques na porta me fazem levantar ligeiramente a cabeça e assim que ela se abre, vejo um par e olhos cinza me encarando. Ok, Christian quer uma explicação. Cá vamos nós.
— Podemos falar? — pergunta entrando no quarto e fechar a porta atrás de si com o pé esquerdo.
A sua expressão é indecifrável e começo a ter medo do que possa vir ai dessa boca terrivelmente linda e gostosa que tanto amo me perder vezes sem conta.
— Se vem bancando o sermão fique sabendo que estou sem paciência para isso! — aviso na prévia me sentando de pernas cruzadas na cama enquanto repuxo os cabelos húmidos para o ombro direito.
— O que você fez foi algo muito inconsequente! — começa ele e reviro os olhos começando a cantar uma música mental. — Anastacia estou falando sério! — a sua voz é mais fria e isso não me agrada, porque sei exatamente que caminho nos levará.
— Pode sair, tenho que secar o cabelo! — aponto a porta de saida já o expulsando.
— Não vai fugir a essa conversa! — ele mantém firme cruzando os braços como se isso me deixasse com medo. Fantástico ele sempre tenta mostrar essa sua faceta, mas não me intimida, não mesmo. — Vai me explicar o que raio passou na sua cabeça para sair por ai sem qualquer conhecimento da área! Você podia ter se machucado sério, podia ter sido pior!
— Só falta dizer que podia ser atacada por lobos! — tento parecer irónica, mas ele franze o olhar. — Quer saber mesmo, é? — ele assente que sim, sempre com a sua expressão impassível no rosto. — Eu não gostei de o ver com ela, parece que está toda oferecida para você!
— Isso é o que estou pensando? — ele arregala os olhos, arqueando sobrancelhas como se fosse a vitima dessa história. — Ana você está com ciúmes de Amber? Ela é só minha prima!
— É, eu estou e dai? — admito furiosa, já a bufar com os punhos cerrados contra o edredom. — Prima ou não, isso não lhe impede de arrancar um pedaço seu! — vocifro.
— Não tem nada haver... — desconversa. — Você está fazendo um festival sem tamanho!
— Eu já vi relações começarem por menos... — digo nem ai se o estou ofendendo.
— Sinceramente você está impossivel! — diz por fim começando a trilhar o caminho da porta. — Vê se apressa que avó tem a sopa pronta!
— Não tenho fome! — contrario batendo o pé firme no chão agora que levanto da cama.
— ISSO NÃO É UM PEDIDO, ANASTACIA! É UMA ORDEM!
— EU NÃO CEDO A ORDENS E VOCÊ NÃO MANDA EM MIM! — grito igualmente não medido o grau das palavras.
Christian sai batendo a porta furioso e me atiro à cama batendo com os travesseiros nela. Xingando sem parar, porque odeio, odeio quando ele tenta bancar o mandão comigo, odeio ter que brigar com ele, odeio simplesmente.
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