Notas iniciais
Olá meninas ♥ Agradeço todos os comentários e peço que continuem participando, porque vossos comentários são muito importantes. Deixam uma autora feliz. Sem delongas deixo vocês com o capítulo 71 boa leitura,

Pov. Narrador

Jack estava hospitalizado desde que levara a surra brutal de Christian, que agora só desejava se vingar do casal pela maldita sorte de ter ficado com algumas cotelas quebradas, uma perna fraturada por conta da pancada que ainda foi sujeito levar de Taylor. Ele só xingava a maior parte do tempo, dizendo entre dentes o ódio que sentia até que uma enfermeira entra no quarto falando que ele tinha visita. Como é óbvio o moreno não estava esperando ninguém, até que entra no quarto, dois policiais com distintivos na mão. Jack logo ergue a sobrancelha intrigado e achando tudo um engano, já que ele era a "vitima" no seu pensamento.

— Sr. Jack Hyde? — pergunta o policial que começa aproximando da beirada da cama.

— Sim, sou eu... — responde desconfiado. — Algum problema policial? — questiona tentando bancar o inocente.

— Recebemos a informação de que ontem ocorreu uma tentativa de estupro na editora SIP! Alegadamente, o senhor tentou estuprar sua própria assistente!

O moreno começa gargalhando na frente dos policiais que trocam olhares entre si. Jack não tinha a noção do ridículo.

— Sr. Hyde não sei onde tem graça! — atesta o outro policial de mãos sobrepostas no cos da calça, mostrando a arma e ele engole em seco, perdendo toda a vontade de rir. — É verdade ou não o que o meu colega acaba de afirmar?

— É óbvio que não! — Jack afirma convito. Ia mentir até à morte se necessário. — Isso é mentira, nunca jamais em momento algum tentei alguma coisa que seja com mulher alguma! — diz. — Tudo o que lhe disseram é uma mentira e querem me prejudicar!

— Lamento dizer que mentir perante autoridades pode só complicar mais a sua situação, o senhor sabe, estou certo! — informa o policial em tom acertivo.

— Já disse que sou inocente! Deviam sim fazer vosso trabalho indo procurar o culpado que me deixou nesse estado... o nome dele é Christian Grey! Esse sim, é o homem que devem procurar!

Os policiais se entreolham de novo deixando o homem na cama ainda mais desconfiado e de novo um deles volta a abrir a boca para falar. Ele mostra inclusive as algemas e xingos grosseiros saiem da boca de Jack nesse momento.

— Se tentar resistir será pior para o senhor! Então se prepare porque o senhor está detido pela tentativa de estupro a Anastacia Steele e assédio sexual, bem como agravamento de violência.

— O quê??????? Não podem fazer isso comigo, eu não fiz nada! — prostesta ele, como se fosse demover os policiais de praticar a jusitiça do seu trabalho.

— Todos alegam a mesma conversa, sr. Hyde! Na hora da verdade nunca ninguém é culpado de coisa alguma. — essas palavras batem como tapa em Jack que se mostra furioso e resistente aos atos da autoridade, só piorando mais a sua situação já complicada. — Se resistir mais uma vez que seja, vai ser acusado desacato à autoridade e acredite o seu processo já está cabeludo até aos olhos! — avisa o homem com sarcasmo.

— VOCÊS TEM QUE ACREDITAR EM MIM! — grita ele em plenos pulmões.

Ele começa sendo empurrado na cama para fora do quarto, já que seria transferido para o hospital prisão de Seattle, até ser presente a juiz no dia seguinte.

— Tenho direito a um advogado! — exige ele. — EU EXIJO MEU ADVOGADO!

— O senhor tem direito a permanecer calado, já que até ao momento só tem piorado sua situação, então se acalme!

Jack tinha a noção de que a situação seria terrivel demais para sair facilmente dessa droga de acusações que só uma pessoa lhe veio ao pensamento naquele momento e que de certo seria a única capaz de o tirar dessa situação cabeluda.

~*~

Pov. Christian

Matha nos veio receber na entrada seguida por minha avó segura por sua mais recente amiga, a bengala. Anastacia ao meu lado ainda não parecia muito caida em si de tanto deslumbre que pude observar com dissabor. Mas tem um fato de que os meus avós tem muito espaço aqui, muita natureza abrangente culminando num único belíssimo lugar. Recordo efetivamente de correr por esses campos fora atrás de Mia em nossa infância, só porque Elliot cismava de brincar de esconde esconde. Avó Matilda não gostava nem um pouco da ideia de nos ver muito afastados da mansão, que vinha logo colocando seus melhores cachorros para nos achar. Sim, Pongo e Lassy. Verdadeiros cachorros de caça, meigos e sabedores, mas também bons amigos.

— Meu neto cada vez mais lindo! — diz minha avó me vindo abraçar mesmo com dificuldade, pois vejo que se move com maior lentidão desde a última vez que nos encaramos.

Minha mãe me informara uma outra vez que ela havia tido uma queda na escada e que agora estava tendo uma recuperação lenta, mas que não quebrara nada por sorte.

— Avó isso são somente os seus lindos olhos... — digo abraçando com ternura. É sempre bom revê-la, mais depois de tanto tempo. — Mas antes que esqueça quero lhe apresentar uma pessoa muito especial e que faz esse seu lindo neto, ficar ainda mais feliz todos os dias! — ela vem iluminando os olhos verdes esmeralda. Puxo Anastacia para mais perto de mim. — Avó me deixe apresentar Anastacia Steele, a minha namorada!

— Oh meu deus! — ela leva a mão à boca feliz e encantada. — Namorada? — pergunta e assinto que sim mesmo trocando uns olhares doces com a minha mulher sorrindo cordial. — Sua mãe vivia falando que você nunca havia surgido com uma mulher, meu neto... mas isso é obra de deus, oh se é... sabe minha querida... — agora as atenções vão para Anastacia. — Deus quando criou a terra, criou também os habitantes para nela viver!

Anastacia sorri amorosa. Eu realmente amo essa mulher mesmo tendo ela passado pelas coisas mais horríveis da vida. Eu continuo amando como na primeira vez, na primeira de tudo. Ela é única e toda a vez que a olho me apaioxono ainda mais, não sabendo se existe uma barreira de limite no que diz respeito ao amor. Mas tem um fato de que sentimentos não tem medida, nem cor... são sensações vibrantes, intensas e eu quero continuar a vivê-las pelo resto que a vida me permitir viver.

— A senhora está muito certa... — responde ela oferecendo as mãos para segurar as da minha avó. — E é um prazer grande para mim conhecê-la, senhora Trevelyan!

— Minha querida, vamos deixar o senhora para os agentes da elite e me chame somente de vovó Matilda que já ficarei feliz, porque você já é uma neta para mim! — ela assente concordando com um aceno de cabeça.

— Avó, cadê o avó Theodore? — pergunto interrompendo a cumplicidade das senhoras.

— No escritório, querido! Sabe, seu avó nem mesmo depois de aposentado não larga dos negócios! — informa ela revirando os olhos. — Esse velho está me dando muito trabalho!

Mas todo o mundo que conheço revira os olhos? Que coisa essa, tudo virando cisma com a minha pessoa ou é somente impressão minha?

— Até já, então... você fica bem amor? — ela assente que sim, mas avó Matilda vem intrevindo.

— Está comigo, está mais que bem! — e viro as costas trilhando um caminho oposto.

E vou aproximando da porta larga de madeira envernizada, bato nela ligeiramente e uma voz grossa do outro lado dá permissão à minha entrada, então a abro dando as caras. Meu avô estava resumidamente fumando um dos seus charutos Cubanos, enquanto lia uma notícia no jornal atrás da sua secretária antiga de mogno.

— Avô Theodore! — cumprimento e ele levanta os olhos das letras miudas do jornal. Chega mesmo a tirar os seus óculos de leitura para me encarar.

— Meu neto! — o seu sorriso se rasga, dissipando todas as rugas do tempo. — Sente, sente... — indica rapidamente dobrando o jornal e apoiar os cotovelos no plano almofadado da sua secretária. — Sua mãe me contou o que aconteceu lá em Seattle e tenho a dizer que fico muito feliz que tenham decidido aceitar a sugestão de vir para aqui! Sua avó já vem algum tempo perguntando para mim quando voltaria a vê-lo novamente, Christian!

— Pois é avô, mas importa que agora estou aqui e cá estaremos algumas duas semanas! — informo. — Não posso ficar muito longe do trabalho, apesar de estar sempre informado de tudo a longa distância, mas você sabe o quanto é dificil, não é mesmo?

— Infelizmente sei sim, meu neto... mas também foi à conta de tanto trabalho que eu e sua avó nos deixamos de participar tanto de muitas viagens que viemos programando desde moleques, veja só! — rio. — Mas uma vez viciado no trabalho, para sempre um velho viciado! — concordo com um encolher de ombros. — Mas lhe peço que não siga o exemplo desse velho! Sua bela mulher merece uma vida melhor!

— Tenho tudo controlado, avó! — digo confiante. — E pode deixar que farei Anastacia uma mulher muito feliz! — ele sorri orgulho fumando mais um trago do seu charuto.

Conversar com o avô Trevelyan era sempre muito bom, em certa parte é um homem respeitável, muito conhecedor do mundo dos negócios e fora sem dúvida um dos grandes pilares ao incentivo da criação da própria empresa. Ele realmente se sentia orgulhoso do meu empenho. Mas tem um fato de que lhe devo dar toda atenção quando me chama em alertas para a solidão que uma mulher pode ficar sujeita quando convive diariamente com um homem de negócios.

Felizmente apesar de muito ocupado e focado nos negócios gerindo uma platina imensa de projetos, ele sempre fora um homem respeitador, nunca se envolvendo em escandalos ou sequer traindo a sua amada esposa. Nisso até minha mãe chegava a mencionar que não existiam jamais casais como esses nos dias de hoje. Sendo que os meus avós passassem todos esses largos anos por cima que jamais deixavam de se amar.

— Bem me deixe ir ver o que sua avó aprontou dessa vez... — o avô Theodore levanta com alguma dificuldade da sua cadeira que meio me ofereço para dar uma ajuda, mas ele nega erguendo a mão orgulhoso. — Estou velho, a idade pesa, mas não me falta resistência! Meu neto ando nessa vida a 70 anos! — afirma ele dobrando a secretária com apoio da sua bengala bronzeada na cabeça com um leão de branzão.

Acompanho ele até à sala e acabo encontrando Anastacia tomando chá com a minha avó, ambas pareciam bem cumplices trocando conversa que assim que nos vêem elas silenciam. Ana me sorri breve e pisco um olho. Meu avô vai dando mais uns passos e senta no sofá. Vou para junto de Ana sentando no braço do sofá e passo acariciar os seus cabelos com cuidado, deixando mesmo um beijo no topo da cabeça.

— Creio que deviam descansar meu neto! — aconselha avó Matilda. — Estava agora dizendo para Anastacia que logo darei um jantar de boas vindas! Seria ótimo vocês estarem bem dispostos, porque quero dar um passo de dança com o meu neto!

— E eu com a minha neta! — o meu avô acrescenta risonho.

— Theodore, mas você já nem aguenta 10 minutos de pé, imagine dançando com uma moça nova! — começa o ataque da terceira idade.

— Isso tudo é ciúme, minha velha Matilda?

— Velha? — a minha avó finge de indignda. — Você vai ver só como eu vou brilhar nessa noite!

Ana me olha nesse momento rindo, é tão bom vê-la sorrir. O seu sorriso é tão bonito, é tão contagiante que julguei perdê-lo. Perder a sua incência. Mas felizmente os meus avós estão sendo uma grande ajuda. É então que como a noite seria de promessas aceito seguir a sugestão da avó e levanto.

— Bom, nós vamos subir! — indico coçando a nuca ligeiramente e a minha morena levanta me dando a mão.

— Durmam bem, meus amores!

Subo a larga escadaria sempre guiando a minha mulher comigo, juntinha a mim e uma vez no topo atravessamos um largo corredor. Creio que nessa mansão existem pelo menos uns 10 ou 20 quartos. É, os meus avós sempre gostaram muito de manter a casa cheia. Principalmente com os sobrinhos, primos da minha mãe que vivem em Itália, ou afilha que está na Lituania.

Abro a porta do quarto onde iriamos descansar, e deixo ela entrar na frente para tirar as suas primeiras impressões. O silêncio se instala, e eis que adoraria de saber o que ela estaria pensando. O seu silêncio é sempre uma coisa constrangedora para mim. Misteriosa e desperta a minha curiosidade insana.

— Se quiser eu posso deixá-la trocar sozinha para se sentir mais à vontade! — prontifico a dar seu tempo, sei que é necessário, apesar de me custar imenso abrir mão disso.

— Não...! — a sua voz sai num sussurro ao me olhar por cima do ombro. — Fique, você não incomoda e além que me ia sentir uma estranha agindo assim, pois somos um casal... — mas a interrompo.

— Eu sei esperar! — digo ao aproximar calmamente dela para apoderar minha mão sobre o seu maxilar e obrigá-la a olhar nos meus olhos. — Eu te amo, Anastacia e não vou forçá-la a nada! — deixo um beijo nos seus lábios muito suave.

— Também te amo muito, meu amor. — diz ela abrindo os olhos lentamente.

Dou espaço ainda assim e vou até ao closet para pegar uma roupa limpa, já que iria tomar uma ducha para refrescar, sendo que gosto de dormir fresco e ajuda muito a relaxar. Assim sendo enquanto ela se fica trocando no quarto entro no banheiro e ligo a água pronto a mergulhar nesse banho.

Quando o termino de o tomar e enrolo a toalha turca na volta da cintura, percebo que Anastacia já está enrolada no lençol tentando pegar no sono. Sorrio de canto com a visão que tenho e vou vestindo uma cueca boxe e uma calça de pijama para me juntar a ela e abraçando com carinho. Ela logo aninha a nuca no meu peito e húmido e fecho os olhos tentando me entregar ao descanso.

~*~

Pov. Anastacia

Flores por todos os lados rodeando a minha saia azul turquesa, estou colhendo umas orquídeas para a jarra da mesa de jantar da senhora Trevelyan, quer dizer para a vovó Matilda, como gosta que lhe chame. Christian estava enterrado dentro do escritório do avô cuidando de uma videoconferência, aquele homem não larga o trabalho. Colhia agora a minha última flor e escuto um barulho de fundo, parecia um jipe se aproximando e quando levanto a concentração tudo o que vejo a meu redor é mais um campo verde, monido de cor, alegria e aroma agradável. Trilho distraida em meio a esse caminho, levando as minhas frescas orquideas, cheirosas e bonitas quando sou abordada. Só sei que as flores caiem ao chão e se deformam com a brutalidade de como sou arrastada. Tento me debater, mas é como se essa pessoa não estivesse oferecendo resistência à minha fraca força.

— O que quer de mim, me deixe... não sou rica! — tento argumentar, mas nada surte efeito.

A pessoa me empurra para o interior de um carro escuro, um jipe para ser mais precisa. Creio que o mesmo que escutara se aproximar uns momentos antes. No interior estava alguém caido, olhei melhor e vi, era ele o meu Christian. Oh não está ferido, lhe fizeram mal. Não... Os meus olhos começam a ficar marejados e tento de todo socorrê-lo, mas não reage aos meus chamamentos, nem caricias e entro em pânico receando estar morto.

— Preciso de um médico! — peço aflita. — Você é cruel, o que fez com ele! — acuso usando toda a coragem que tenho para ser corajosa.

Mas o rosto que vira é o de uma mulher no outro banco, ela tinha um aspeto velho e quando vejo vejo descer os óculos do rosto, a reconheço de imediato. Claro a velha botox e cerro os dentes querendo socá-la com toda a minha força.

— Anastacia nós podiamos ter nos dado bem, mas não me deixou saida... — a sua voz é de pesar.

— NÃOOOO! — grito me atirando a ela. — EU MATO VOCÊ SUA VELHA! — puxo os seus cabelos com tanta força que a peruca negra sai e logo percebo que estava careca.

— SUA PUTA! — ela fica enfurecida por ter lhe descoberto a sua careca. — Terá o mesmo final que ele! — ISAAC MATA ELA!

Acordo nesse momento quase que forma bem brusca, mas respiro de alivio ao olhar para o lado e ver Christian dormindo tranquilamente. "Ok, Anastacia foi só um pesadelo" digo mentalmente.

Levanto da cama ainda tremendo e vou até ao banheiro. O espelho na minha frente mostrava a minha expressão abatida e logo passo um pouco de água para acordar, pois foi somente um sonho ruim, nada disso vai acontecer de fato. Tenho que acreditar que estou a salvo, que aquela mulher nos deixe em paz aqui. Assim sendo regresso ao quarto, Christian havia mudado de posição e estava todo laço com os lençóis sobre o corpo.

Entro no closet e troco de roupa, visto uma leggins negras básicas, sem estampa e uma camiseta azul e calço uma sabrina a condizer. Ao voltar para o interior escuro, já que as pressianas estão corridas para baixo, prendo os cabelos num coque frouxo e deixo o quarto com Christian ainda descansando. Saio sem fazer barulho e caminho calmamente pelo corredor, observando as molduras grandes e lacadas a bronze mostrando uma familia muito feliz e cheia de história, alcanço o topo da escada a começo descendo lentamente.

— Srta. Steele! — chamam por mim e levo a mão ao peito tomada por um susto momentaneo e quando olho para cima do ombro, vejo uma senhora de idade descer. — Desculpe... — lamenta ela mostrando um sorriso ligeiro, talvez por me ter apanhado desprevenida. — Está com fome, quer que prepare alguma coisa?

— Não, não se preocupe! — afirmo sendo simpática.

A senhora assente e volta a subir os degraus até sumir pelo corredor. Volto atenção ao que ia fazer e chego no andar inferior. A sala estava vazia. Talvez os avós de Christian estivessem tomando um cochilo. Sei que as pessoas nessa idade fazem muito isso.

Entro na cozinha e dou uma olhada na fruteira e pego uma maçã bem vermelha, mas a porta do alpendre abre e revela um rapaz novo, talvez um pouco mais velho que eu, ou com a idade do meu Chris. Ele era bonito, tinha um sorriso cativo e vinha com duas vasilhas das grandes de leite. Será que trabalha para os Trevelyan? "CLARO, VOCÊ ACHA O QUÊ? NÃO ME DIGA QUE ISSO A INTERESSOU!" o meu subconsciente vem atacando já me chamando de tarada, ou infiel, quando não é nada disso. Simplesmente tenho olhos e sei reconhecer um homem bonito, apesar de já ter o meu.

— Isso é leite? — pergunto sabendo perfeitamente que sim e dou uma mordida na maçã.

— É sim, acabei agora mesmo de o extrair da vaca! — informa. — Deseja tomar um pouco? — ergo a maçã e ele assente percebendo que já estava servida. — Tenho a certeza que em outro momento! Bom agora vou indo, só vinha deixar isso para a minha avó!

— Avó?

— A governanta dos Trevelyan é a minha avó, a dona Martha! Trabalho aqui desde muito cedo... — esclarece ele, mas os seus olhos se arregalam um pouco e não entendo porquê. — Sr. Grey, estou já de saida... — o rapaz sai fechando a porta nas costas.

Viro de mão no quadril, a outra segurando a maçã e dou outra trinca nela, me virando momentaneamente e encarar Christian com uma expressão fechada no rosto, aquele olhar penetrante que arrepia até a pessoa mais sensivel.

— Era mesmo preciso assustar o rapaz desse modo tão intimidador?

— Não gosto quando ficam olhando a minha namorada! — diz ele andando para mim, mas alço a mão para travar, pois ele já está vindo com o possessivo.

— O que foi, Ana? — forma um bico com os lábios.

— Por favor, ele só estava sendo simpático e fui eu quem puxou conversa, sim? — passo por ele indo para a sala.

Os seus passos vem atrás de mim muito acertivos e bufo, imaginando o quanto é simples a gente começar logo uma briga por coisas tão bobas. Porque ele vê ameaça em tudo. Fica com ciúme idiota até de um simples neto da governanta, por favor. Daqui a pouco terei que usar burca, não? Ou então só falar com mulheres?

— Talvez eu tenha ciúme! — admite e paro de andar para o encarar. — É, eu tenho... e dai? — pendo a nuca. — Eu te amo, porra! — e começo a rir com o modo de como se expressa.

— Ai estão vocês! — avó Matilda aparece toda sorridente e logo o assunto morre. — Descansaram? Espero que estejam muito energéticos para o lanchinho que mandei preparar! — olho para Christian que aproxima da avó a guiando cúmplices.

Sigo ao lado pensativa e os meus olhos quase rolam das orbitas ao ver uma mesa farta nos esperando na sala de jantares da familia. Havia frutas para todos os gostos, bolos, pão e mais bolos. Christian começa se sentando no lado da porta e sento ao seu lado, a avó senta na ponta e fico interrogando mentalmente de como podiam ter tanto nessa mesa para tão pouca gente. Ok, isso é coisa de rico e nunca vou entender.

— O avô não se junta a nós, avó? — ele pergunta enquanto a governanta serve chá na xicara da avó Matilda.

— Seu avó está no telefone! — diz ela. — Não tem pressa para comer! Tenho a certeza que está tentando combinar com o seu tio uma nova partida de golf, ele acha que ainda vai conseguir ganhar, imagine só! — Christian começa rindo e rio quase que em contágio. — Mas meus amores se alimentem direito, tem mais na cozinha! — indica. — E espero que tenham espaço para o jantar de logo mais... hoje será servido mais tarde, mas vocês não se importam, não é? — nego com a nuca em conjunto a ele.

— Então o tio sempre vem cá?

Me mantenho a parte das conversas deles, somente me servindo com uma fatia de pão de centeio com sementes de sésamo e manteiga. A governanta pergunta se desejo chá e nego simplesmente ficando com o suco de laranja natural. Dou uma trinca e olho eles.

— Ele ainda não confirmou, mas tenho a certeza que seu avô já estará vindo com novidades! — afirma ao se começar a escutar o som de bengalada pisando o chão. — Então Theodore, nosso filho sempre vem? — avó Matilda questiona.

— Antony não deu certezas, mas disse que se tudo estiver certo para eles lá na Suiça que vem amanhã à noite!

Os meus olhos vão cheios de interrogações para o meu namorado que quando se vira sorrindo de canto me olhando.

— Irmão da minha mãe! — esclarece ele num sussurro baixo.

Notas finais
Gostaram? Demorei eu sei, mas é por uma boa causa! Jack se ferrou não é? Parece que vai dar uma visita ao xadrez, né? Alguém ai quer festejar comigo? O que acharam desses senhor e senhora Trevelyan? Para uns idosos bem que são bem ativos, não? E esse ciúme na cozinha? Deixem vossos comentários, pois quero saber o que acharam! Aviso que tem muita coisa para vir ai! COMENTEM ♥ FAVORITEM ♥ ♥ RECOMENDEM ♥ ♥ ♥ Até ao próximo capítulo, Lucy.