Notas iniciais
Olá meninas ♥ Que agradecer os comentários, tendo sido maravilhosos e logo que possa os respondo. :) É mesmo porque estou atolada de coisas. Ontem foi meu aniversário, mas o presente aqui vai para vocês... esse capítulo e em especial para a minha leitora linda que faz anos hoje, ela sabe que falo para ela. ♥ Parabéns, seu presentinho! Sem longas o capítulo 41 e as chamadas continuam! haha boa leitura

Pov. Christian

Durante o resto da noite fiquei a pensar nas suas palavras, principalmente no "eu te amo". Como Ana me pode amar? Eu nunca fui um homem perfeito, em certa parte sei que a feri, mas é um fato de que tenho me sentido muito melhor desde que me dera uma nova chance. Me sinto mais seguro, capaz de a fazer feliz e ironicamente romântico, não do tipo que oferece flores ou chocolates como presente, mas lhe dou algo que nunca dei a mulher alguma... a minha confiança. Eu lhe contei tudo à cerca do meu passado e realmente me senti até mais livre, absolutamente sem medo do que pode acontecer. Porque não lhe estou escondendo mais nada da minha história. Anastacia me conhece pelo lado bom, como pelo lado mau. Ela sabe o que sofri, o que fui e o que me tornei na consequência cruel da minha merda de vida. Mas ela é a minha luz, ela me guia de volta para a claridade dos meus melhores dias. A minha felicidade se rege ao seu lado e não imagino um mundo onde Anastacia não viva.

Eu simplesmente estou me apaixonando, apaixonando sim... eu a quero para mim, quero protegê-la com todas as minhas forças para que nunca sofra o que eu sofri. Quero dar o que tiver para a ver sorrindo, quero até dar uma parte de mim se ela precisar para sobreviver. Só não a posso deixar fugir por entre meus dedos. Não vou aguentar cair no buraco escuro da escuridão que me acompanhou ao longo desses cegos anos da minha vida. Agora posso dormir de consciência tranquila, meu coração está bem mais calmo e a minha missão é ser um homem melhor e isso estou sendo, a minha morena tem sido uma ótima rebilitação e só tenho agradecer toda a sua compreensão. As suas palavras carinhosas e o amor, esse é fundamental para me curar de feridas que desejo apagar de todo. Mas sei que são impossíveis, mas somente as ignoro quando me entrego para Ana, porque ela é perfeita para mim, o seu toque não me oferece dor, somente me protege e acalma as imagens que me atormentam na cabeça.

O seu toque, é a cura de imaginária. O seu corpo, não é mais um mero objeto como tenho nojo em imaginar que alguma vez a desejei, só porque a queria foder como mais uma mera submissa e obrigá-la a seguir a porcaria de um contrato. Mas é um fato, de mesmo à sua maneira ela se mostrou uma mulher diferente, uma lutadora e intensa mulher que me vi toda a vez privado de tocar. Porque ela me fugiu, ignorou aquilo que eu era. Isso me repeliu de alguma forma, me fez agir de modo errado e por isso a perdi. Mas a perda me fez bem, honestamente me ajudou, abriu os meus olhos e coração para a claridade do mundo ao seu lado. Sei que pode parar lamechas aquilo que estou sentindo e nem me parece nada comigo, já que sou Christian Grey o calculista e frio CEO. Pois é, eu sou esse homem de terno e gravata, olhar cinza gelado como a noite.

O mesmo homem que cresceu achando que o mundo era a merda que o fodia todos os dias mais, porque jamais me vi sendo salvo da droga do que me aconteceu. Acontece que ninguém tem culpa do que me aconteceu, somente aquele merda do cafetão, ele é o verdadeiro culpado por me foder a vida, me foder a visão que tenho e Elena apesar de achar que me havia feito bem com sua aproximação, ela também destruiu isso em mim, ela roubou a minha inocência. Ela me fez acreditar que devia olhar o mundo como preto e banco. Olhar as pessoas com superioridade e usá-las como objetos, porque o mundo é feito para que os ricos e milionários possam escolachar todos os que forem de baixo escalão, principalmente os pobres.

Mas isso acabou finalmente, me sinto bem, não me arrependo das minhas mudanças, sou mais feliz como nunca. Tenho uma mulher que me ama ao meu lado e não a quero desiludir. O meu lema agora não é mais o mesmo, eu vivo para a fazer bem, satisfazer suas vontades e ajudá-la a me compreender, como quero compreende-la. Eu gosto muito de Anastacia. Ela é tudo para mim. Preso tudo o que temos como o trabalho duro do meu suor. Ana é tudo, é o meu mundo nos olhos seus azuis e doces. A mulher que me acordou de um coma de anos. É um anjo que me ajuda todos os dias da minha vida a ser um Christian Grey de verdade, um homem de 27 anos, destemido, solidário e mais presente. Sim, porque ela fora responsável por minha aproximação à familia. A mesma que por todos os anos da minha vida mais solitária nunca me abandonara, mas que eu os abandonara por achar que seria mais feliz sem eles. Por isso devo o presente e o futuro para ela.

Me pego olhando para Anastacia tão angelical adormecida no meu ombro e mesmo não tendo pregado o olho o resto da noite pensando em tudo, a carrego no meu colo com muito cuidado para o quarto e a deito na cama. Deito ao seu lado e me fico por admirar sua beleza natural, enquanto acaricio os seus cabelos marrom. Deixo um beijo simples sobre os cabelos e exalo o aroma deles me fazendo fechar os olhos e tentar descansar, apesar de ser complicado, minha cabeça está muito a mil. Os meus pensamentos muito disufos, me sinto como uma bomba misturando os ingredientes certos para a fazer explodir. É então que me lembro de abrir os olhos e levanto da cama. Cubro Ana e vou para o banheiro. Meu corpo está tenso, altamente tenso e somente um banho gelado me relaxa, acalma a minha ansiedade louca.

Despindo minha rouba entro dentro da box ligando a água e entrar mesmo assim como ela tão gelada e cortante, ergo a nuca e deixo que o jato de águas furiosas embata no meu rosto como tapas ardentes. Fecho os olhos e levo as mãos às têmporas massajando levemente. Instamentes depois decido desligar o chuveiro, meu corpo já estava altamente anestesiado, não sinto mais frio ou calor, enrolo a toalha no tronco e vou até ao espelho. Passo a mão no vidro o deixando mais nítido e olho minhas marcas no tronco. As mesmas marcas de cigarro. Estreito o olhar as tocando agora com os meus próprios dedos. Elas não doiam como antes, mas continuam exatamente iguais ou mais feias. Suspiro e volto ao quarto vestindo uma cueca boxe, calças de pijama e deito ao lado de Ana a cobrindo com os meus braços, encosto a nuca no seu ombro e adormeço.

~*~

— Christian! — me sinto chamarem, mas é como se alguém estivesse lá bem no fundo gritando por meu nome. — Amor, acorde! — sonolento abro um olho e vejo a figura e Anastacia sorrindente me encarando. Os seus olhos azuis brilhantes. — Deixe de preguiça, sua irmã ligou duas vezes! — avisa, só que é como se estivesse muito em transe para agir.

— Há... o quê? — pergunto meio grogue, talvez por adormecer bem tarde essa noite.

— Sua irmã, amor! — repete me deixando um selinho nos lábios. Na verdade um selinho com sabor a café e canela. Altamente delicioso.

É então que tento lutar contra a preguiça resistente e estico os braços ligeiramente, porque não sou de grandes demonstrações, creio que nisso ainda estou me adaptando. Olho para Anastacia após esfregar os olhos e bocejar.

— Preparei café da manhã para você, somente queria que acordasse! — diz puxando a bandeja recheada de comida deliciosa e colorida.

Na bandeja havia torradas, um pote de doce de mirtilo que eu adoro, café curto e fumegante, suco de laranja natural, doce de natas do céu com pauzinho de canela. Mini Croissant de ovo e chocolate, taça de morangos com calda de chocolate para acompanhar. Um verdadeiro café da manhã, só que não sei se mereço tanta mordimia.

— Amor tudo isso para mim? Não sei se vou conseguir comer! — digo de olhos ainda esbogalhados, olhando entre a bandeja e ela.

Anastacia começa a sorrir em resposta e pega num morango o levando à minha boca, do qual trinco com gosto. Morangos são um fruto sumarento, delicioso e viciante. Ela rouba outro e o morde enquanto me olha. Confesso que a visão é previligiada e doce.

— Você terá que me ajudar a comer, sim? — peço pegando uma torrada e barrá-la com doce de mirtilo. Anastacia abre a boca para trincar, mas lhe roubo a deixa a trincando eu.

— Isso não vale! — reclama tirando uma torrada para si e barrá-la sexy igualmente para a devorar com gosto.

— Hum... melhor doce do mundo... — digo me deliciando lindamente com o sabor de mirtilo em minha boca e olhar ela com os lábios sujos e azulados. — Não mexe, amor! — peço saindo mais para ordem que me logo estreita o olhar, mas que sorrio lambendo seus lábios com um prazer incrível.

Esses lábios doces, mais doces que o normal, porque os lábios de Ana sempre são os melhores e me sinto um priviligiado em viajar tanto neles. Podíamos ficar por aqui muito no toca, lambe, beija e ri, porque sempre seria uma deliciosa brincadeira. Mas um dos nossos aparelhos de celular começa a tocar. Fico intrigado e me deitando na cama alcanço o aparelho e vejo que é o de Ana. A tela vibra com número restrito e decido atender, já que ela simplesmente encolhe os ombros chupando os dedos sujos de doce.

— Alô? Quem tenciona falar com a minha namorada? — pergunto olhando para ela que sorri com a minha forma direta de falar. Ninguém se pronuncia no outro lado da linha, simplesmente escuto uma respiração breve, tensa e um chocalhar de pipocas em uma taça, tv baixa. — Olhe não sei quem é, mas faça a gentileza de não voltar a perturbar a minha garota ou vamos ter sérios problemas! — ameaço.

Afinal ameaças até onde sei sempre surtem algum efeito. Contudo, a pessoa desliga mesmo na minha cara com uma má educação que fecho a cara para não ser grosseiro.

— Não falaram nada, não é? — deduz de forma certeira. Assinto com a cabeça tomando um gole do café agora não tão mais quente como inicialmente, mas gostoso. — Talvez seja melhor colocar o celular em modo voo, assim ninguém mais vai perturbar. — diz por fim. Sorrio de canto, mas só porque estou com os pensamentos ocupados.

Quando terminamos de comer, Anastacia levanta e leva a bandeja para a cozinha. Me vejo sozinho e pego meu celular ligando para Taylor que atende ao segundo toque de chamada.

— Sr. Grey! — cumprimenta com uma voz formal e atenciosa. — Aconteceu alguma coisa? Precisa que faça algo?

— Não, Taylor! Não aconteceu nada ainda, mas presumo que alguma coisa de muito estranho se esteja passando... — explico. — Eu vou lhe passar o contato da srta. Steele, quero que consiga atraves do seu amigo rastrear um contato que anda ligando em número restrito para ela. Assim que tiver a informação me contate por SMS, não quero ter o risco dela descobrir que o fiz.

— Entendo, Senhor! Serei o mais breve possivel e logo que tenha alguma novidade entro em contato! — diz ele.

— Obrigado, Taylor! — desligo a ligação na hora certa em que Ana entra traçando uma mecha. — Então algum sinal do casalinho? — pergunto largando o iPhone no lado e bato com a palma da mão na cama para que venha sentar ao meu lado, já que está tanto frio lá fora e dentro desses lençóis polares estava maravilhoso demais.

— Devem estar invernando, sabe? — indica fazendo uma careta divertida e gatinha subindo na cama. Abro logo caminho para que entre para junto de mim.

— E você já consegui ligar de volta para a sua irmã? — pergunta me fazendo um olhar pidão dificil de resistir.

— Por acaso não, ela ligou para você ou para mim? — pego o iPhone correndo a lista de chamadas perdidas.

— Amor, para mim, claro! — diz toda convencida pegando o seu aparelho para si com maior carinha de anjo. — Sabe que sou a mais importante! — faço uma careta. — Roubei a sua irmã, agora ela é minha refém, você, Lelliot!

— Mamãe! — acrescento lembrando o quanto dona Grace sempre me implora por levar Ana em casa, porque adora ela, acha uma super e linda nora e até já falou em casamento.

— Há, sua mãe é uma graça, amor! — diz. — Vá vamos ligar do seu celular, assim usamos essa coisa de video chamada!

— Amor em iPhone se chama de FaceTime! — explico como se Ana fosse uma criança de 5 anos aprendendo.

— Claro, está me achando com cara de loira burra, é isso mesmo, Grey?

— Sabe... — afasto ligeiramente só para olhá-la por cima, como se pudesse tirar uma nova visão, mas o fato é que só quero tirar um pouco de onda com a sua cara. — você meio que parece, suas mechas das pontas estão mais claras e tal.

— VOU TE MATAR! — diz estridente me destribuindo tapas no ombro que me defendo igual urso. — Você me paga por me chamar de burra indiretamente!

— Pago sim, com amor e prazer! — respondo em pura provocação. — Pode bater, sabe que quanto mais bate, me excito e juro que gosto de você.

— Você é um safadão!

Vem me mordendo a bochecha, o lábios e pronto já estamos rebolando na cama igual duas crianças em luta de travessuras. Ana abaixo do meu corpo, presa entre minhas pernas, presa entre meus braços. Ela rebate para se libertar, tenta até o chute milagroso da defesa feminina, ao que grito de dor só de imaginar. Para calá-la a beijo. Ela me retribui vendo entrando com sua língua em minha boca. Elas se envolvem numa luta crescente, mas somente a minha sai vitoriosa, a envolvendo a sua numa enchente.

— Para Chris, você está pesado! — implora ela em gargalhadas.

— Está me zoando? Eu tenho o corpo mais atlético de Seattle! — digo me sentindo até ofendido com sua constatação.

— Convencido! — responde puxando minhas bochechas de um jeito franzo os olhos. — Não gosta quando puxam sua bochecha, não? — ela ri me apertando elas mais um pouco.

— Err, amor não faz isso! — imploro aproximando minha boca da sua pele a mordendo para me soltar. Ela solta é um fato, mas para me tapear.

Notas finais
Gostaram? Alguém ai quer dar palpite de quem é o estranho que anda ligando? E O que acham que Grey fará quando descobrir quem é a pessoa? Comentem deixando vossa opinião gente! Aos fantasmas peço que apareçam! COMENTEM FAVORITEM RECOMENDEM ♥ Até ao próximo capítulo