Notas iniciais
Olá meninas ♥ Quero agradecer os comentários anteriores, foram super animadores e me deixaram feliz. ;) Agora terá um pov Elena, eu sei, gente... ninguém gosta dela, mas é importante para que intendam quais os planos dela de agora em diante! Sem delongas o Capítulo 38 Boa leitura

Pov. Elena

Há precisas 3 semanas que Christian cortara definitivamente o contato comigo, isso claramente que me deixou louca de raiva dele e da sua namoradinha de quinta, que não passa de uma grosseira e indelicada criança. Porque como ela ousa me tratar com tanto despreso? Ela realmente cegou o meu Christian, o meu pobre menino que está completamente cego por essa golpista que o vai deixar na rua da margura. Mas somente eu sei que não vou lá estar para oferecer a minha mão, não sem que ele venha rastejar até mim, implorando por minha confiança, amizade, meu amor ou simplesmente por meu corpo. Porque tenho saudades das nossas tardes de sexo sem compromisso, oh sim, sempre fui melhor que todas as submissas com quem manteve contato. Além que se não fosse eu, Christian jamais ia conhecer os verdadeiros prazeres da vida sexual e modo de vida BDSM, ao qual sinto que seja até um pecado ele deixar de praticá-lo. Mas tenho a certeza que no dia em que o livrar de Anastacia, ele volta comendo na minha mão, oh se volta. Ela que me aguarde.

Tal como não gosto do casalinho perfeito, que é ver Anastacia com Christian tomei as minhas providências ao com ajuda de um detetive para localizar Leila, a última submissa dele, ao qual o contrato cessara por questões mais privadas e que agora pensando melhor, iria usar delas para destruir a relação do jovem casal. Afinal não existem finais felizes para as sonsas e atrevidas que se atravessam no caminho dos outros. E tenho a plena convição de que Leila tenha raiva da mulher que tomou o seu lugar. Até porque Leila sempre fora uma submissa exemplar, sempre apelando aos meus pedidos como ordens e o resultado sempre foi satisfatório. Christian gostava de a usar. Só que agora o meu plano é outro e tenciono usar das armas que tenho para destruir tudo.

Porque simplesmente amo arruinar a vida dos outros, do mesmo jeito que arruinam a minha amizade, sociedade e amor. Porque de entre todas as mulheres que passaram nas mãos dele, só eu o amei até hoje, ele sempre foi o meu primeiro, grande interesse, o único que estou disposta a ir até ao fim nessa guerra para que volte a ser só meu.

— Sra. Lincoln! — escuto meu sobrenome ser chamado e viro olhando.

— Detetive Washington! — cumprimento sorriso falso. — Sente! — o convido a sentar.

Estava numa esplanada do Re Bar, apesar de ser um bar nocturno, mas o havia comprado recentemente ao remata-lo em leilão com cerca de 300 mil dólares. Desde então ele servia causalmente o dia como bar de chá e à noite se transformava num bar de alterne. O que é deveras lucrativo e lucro nos tempos que correm é dinheiro fácil e bom.

— Já consegui localizar a senhorita Williams! — diz ele indo direto ao ponto. — Tem aqui esse dôssie de pesquisa com todos os detalhes se pretender ler. — me passa uma pasta negra.

— Ótimo! — digo tomando um gole de whisky. — Me leve até lá, lembre que será bem recompensado meu caro... — passo a mão sobre a mandibula dele o deixando tenso. Mas ai é que está gosto de causar tensão. — Lembre que terá um mês à sua escolha de companhia das minhas lindas garotas de programa! — relembro ao virar e encontrar Bianca e Madelene servindo uns senhores com bebidas ostentando roupas recatadas de dia que de noite se tornam verdadeiras bonecas de luxo.

— Err... sra... Lincoln! — ele mexe no colarinho como se estivesse com dificuldade em articular as palavras. — Sou homem casado, não traio minha mulher... — se desculpa, sempre a mesma conversa. — Amo muito minha Sasha!

— Detetive... — o chamo em tom de segredo. — estamos só eu e você... acha mesmo que vou acreditar no número de marido fiel? — ele acaba corando. — Sabia! — concluo. — Agora vamos, pois o dia é uma criança e não gosto de atrasos!

— Claro!

Assim sendo e porque não perco tempo fazendo conversa fiada. Segui atrás do detetive Washington para o tal endereço que ele fizera questão de me repassar. É interesante perceber que Leila apesar de toda a vida de mordomia que tivera com Christian, simplesmente voltara ao mundo da prostituição, embora atravês de umas ligações a um bar clandestino de alterne em New York, que usava da sua imagem imaculada de agência de modelos para enganar o público. Um lugar bastante famoso, até por sinal e fica exatamente na margem norte. Lugar esse que é frequentado por figuras interessantes da alta sociedade, tal como Carrick Grey. Oh sim, o perfeito pai de familia Grey que parece ser um promotor de justiça respeitável e empresário, não passa de um corrupto e infiel marido.

Lamento honestamente que minha amiga Grace sempre tivera péssimo dedo para escolher maridos, mas fazer o quê quando um homem chega a uma dada altura do casamento e não sente mais aquele amor? Eu mesma fora amante secreta de Carrick por 2 anos e meio, altura essa que Christian tinha somente uns 8 anos. Carrick sempre fora um homem muito poderoso na cama, por isso Christian herdara bons genes, mesmo sendo um filho adotivo do casal.

— Chegamos! — diz o detetive encostando o carro, ainda longe do tal lugar. — Não irei parar mesmo ao lado, pois pode dar muita bandeira, então procure por esse nome, a srta. Williams usa uma identidade falsa nas festas de sexo. — avisa ele, me passando o cartão com o nome falso e contatos de serviços sexauis ao domicílio.

— Eva Cross! — cito achando interessante e poderosa a escolha da garota. — Obrigado por tudo, agora pode ir. — afirmo saindo do carro e debruçar na janela. — A sua transferência foi feita à pouco por um dos meus acessores. Considere seus serviços pagos e não esqueça aquela nossa conversa... — o relembro. Novamente o pobre homem afroxa o colarinho.

— Até mais sra. Lincoln! Foi ótimo trabalhar para si. — aceno assim que ele afasta.

Me viro lentamente para a agência na minha frente com aspeto jovial e de não parecer nada que é um bar de alterne durante as noites, mas que apenas usa essa imagem para enganar quem está de fora. Pois no inteiror existe um antro de perdição, onde as garotas agenciadas se tornam prostitutas para ganhar a vida e satisfazer os famosos, sendo bem pagas por seus serviços sexuais.

Vou atravessando a estrada com óculos escuros ray-ban nos olhos, afinal não quero ser reconhecida num lugar como esse, apesar de não temer a midia. Quando entro dentro das portas o som baixo de música é audivel, algo como Beyonce cantando o seu tema Haunted. Uma garota fazia a faxina do lugar me olhou nesse instante de alto a baixo. Ergui os óculos e os prendi entre os meus cabelos loiros.

— Pois, não? — questiona sem grandes modos, até muito verde para o meu gosto.

— Eva Cross está?

Os meus olhos estreitam no rosto magro com maquiagem carregada da garota que se veste horrivelmente, sem requinte ou classe.

— Tia a senhora se vem procurando barraco é no lado de fora, porque aqui o chefe não quer problema! — avisa me fazendo rir. — Ri não, não tem graça! — reclama a garota.

Ostento uma pouse durona ao me aproximar dela e agachar o rosto enquanto pego sua mandibula entre meus dedos os querendo esmagar. Ela estremece com a minha postura, é um fato de que gosto de intimidar.

— Eva Cross está? — repito. — Não irei voltar a repetir, entendido? — ela se liberta da minha mão.

— Algum problema?

Uma voz masculina, rude se escuta e arrumo os cabelos rapidamente mostrando um sorriso suave no rosto, apesar de ser um homem até charmoso, não é nada o meu tipo. Ele não é tão másculo e corpulento como o meu Christian.

— Não, somente procurando por uma pessoa que a sua garota não me sabe se quer dar informação alguma.

Ele olha furioso para a garota que encolhe correndo para o seu lugar. Ai os olhos do homem intimista me voltam acendendo em um sorriso presunçoso. Gosto de homens que intimidam.

— Quem procura, madame? — os modos dele são tão ogros que nem com aula de etiqueta ele se restabelece.

— Eva Cross! — respondo. — Preciso urgentemente falar com ela, mas não sei nem como contatar... — digo usando um churrilho de palavras que ninguém questionaria se é ou não verdade. — Pode me fazer a gentileza de dizer se está aqui?

— A vadia da Eva deve estar enfiada na cama com outro! Aquele cara que chama de Gideon! — diz ele. Dou um bocejo sem querer saber detalhes de vidas amorosas dos outros.

— Pode por favor mandar chamá-la? — peço por gentileza lhe fazendo olhos, abrindo propositadamente o botão da blusa, expondo mais meus seios.

Óbvio que o embecil foca o olhar nos meus seios e se prontifica de imediato a colocar uma das meninas a chamar Leila para mim. Sorrio passando a língua provocante nos lábios vermelhos sangue e carnudos.

Instantes depois a uma espera, é me servida uma dose de bourbon, um fraco e asqueroso que me vi com dificuldade em engulir, já que era a coisa mais brega que alguma vez bebi. Ela logo vem descendo com um roube vermelho e saltos do tamanho do mundo. "Putas realmente amam andar igual a elas mesmas"

— Pois não? — pergunta para o chefe e quando me olha, o seu olhar congela. Sorrio de canto face a isso, pois é a sensação mais que deliciosa. — Elena? — fala meu nome com desdém.

— Irei deixá-las em privado... — levanta de trás do balcão. — Madame... — aceno sorrindo falso.

Agora era só eu e Leila, sozinhas e com os meus planos sobre a mesa para começar a falar. Tenho a plena certeza que depois que escutar a minha proposta jamais irá recusar me ajudar na minha vingança. Melhor é a sua vingança, também.

— O que quer de mim? Pensei que estivesse tudo esclarecido... Christian me mandou embora da sua vida. Não entendo... — reviro os olhos com esse papo sem graça de mulher abandonada.

— Queridinha, não venho a mando de Christian coisa alguma.... — esclareço para que não sobrem dúvidas. — Venho somente para lhe fazer uma proposta! Digamos que eu e você temos um inimigo em comum! — ela estreita o olhar. — Não me diga que acreditou mesmo que Christian deu um chupe na sua bunda por causa de estar apaixonada por ele, não é? Oh, não que pena, você é mais burra do que pensei.

— Olha lá como fala comigo sua velha! — reclama ostentando maus modos. Os modos de brega.

— Calma queridinha! — alerto. — Christian trocou você por causa dessa moça! — pego o celular mostrando uma foto de Anastacia que havia captado da internet. — Essa é a sua rival e também quem está no seu lugar nesse preciso momento, fazendo tudo o que quer com o seu mestre.

— VACA, ORDINÁRIA, PUTA... — Leila começa a xingar. — O que quer de mim então? Qual é a sua ideia no meio disso tudo?

Gosto muito quando as pessoas vão diretas ao ponto, me poupam tanto do meu tempo ter que abrir em tantos esclarecimentos, rodeios desnecessários. É um fato de que Leila sempre fora a minha favorita e não apenas por ser bonita e bater com os requesitos de Christian, mas porque era o meu boneco perfeito para brincar nas minhas mãos.

— Muito simples Leila... — ela pende a nuca desconfiada. — Quero que apareça na vida de Christian novamente, mas que dessa vez apareça para falar que está esperando um filho dele.

— VOCÊ FICOU LOUCA? Ele nunca vai acreditar nisso, a gente sempre usou proteção e depois, como ele vai acreditar que eu estou quando não...

— Cala a boca! — ordeno. — Eu pensei em tudo, nada pode falhar! — ela cruza os braços me escutando. — Christian vai acreditar sim, ele vai porque eu arrumei tudo para que se torne uma história verdadeira.

— Há é? E como? — ela me faz frente desacreditando das minhas habilidades.

— Você vai ficar grávida! — digo. — Conheço uma ótima clínica de fertelização, será feita uma insinação artificial com o sémen de Christian que por acaso tenho guardado de uma transa causal ai numa dada altura e mandei congelar. — ela faz cara de nojo. — Por isso não tem como falhar, você irá ficar grávida sim.

— Você é completamente louca! E o que ganho com essa merda toda?

— Dinheiro, muito dinheiro... falamos em milhões e um negócio somente seu, porque ambas sabemos que essa espelunca não é para uma garota ambiciosa como você, queridinha! — ela morde os lábios pensativa. — Então? Vai me ajudar com a vingança?

— E Christian?

— Christian será seu se você portar direitinho e o convencer de que espera um filho dele. É óbvio que ele vai querer teste de DNA, você fará, mas certifique que a relação com Anastacia vai ficar no fio, até que eles terminem... melhor, quero que dê em cima dele. Muito.

— Ele me odeia, está louca ele vai me espancar!

— Ele jamais espacaria a mulher que carrega um filho seu.

— E se ele ordenar eu tirar o filho?

— Você ameaça colocar a boca no trombone e revela o que ele fez com você, sobre o modo de vida BDSM.

— Christian irá me matar! — fala desesperada, de olhos bem arregalados.

— Vai por mim, ele não vai arriscar perder a credibilidade da sua empresa, por merda alguma, muito menos o respeito da familia.

— Mas e ela?

— Dê em cima de Christian! Exiga ficar com ele no Escala... use o seu charme, garota. — ela encolhe os ombros sorrindo. — Então?

— Considere feito! — aperto a sua mão quando estende para mim.

— Ótimo, Leila! — sorrio gostando da ideia que o casal está com os dias contados. — Agora vamos sair daqui, você vai ter que dar um sumiço e irmos viajar para um lugar, digamos que durante 1 mês ninguém saberá de nós.

— Como queira, estou farta dessa merda mesmo...

Notas finais
Gostaram? Comentem meninas, volto voando certamente amanhã, pois sei que muita gente vai me querer matar com esse pov, mas por deus, entendam maldade é necessária. Toda a história necessita de uma boa treta, intrigas e tudo mais... COMENTEM FAVORITEM RECOMENDEM se a história merecer Até ao próximo capítulo