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76 capítulo 13 - Fase III


Notas iniciais
Música do capítulo: http://www.youtube.com/watch?v=6D7j4VRxC4U

Bella Swan

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“Amor é tudo o que eu preciso

E eu o achei aqui, no seu coração

Não é tão difícil enxergar

Estamos no paraíso.”

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Eu não sei como ou quando minhas roupas acabaram espalhadas pelo apartamento de Edward. Eu estava ocupada demais beijando-o, assim como provocando-o, para me importar com o destino de algumas peças de roupa. Sendo bem sincera, ele poderia tê-las deixado em pedacinhos que ainda assim não me importaria, mas, naquela noite, ele estava especialmente delicado e carinhoso como eu pude constatar em primeira mão quando ele me acomodou sobre sua ampla cama e passou a distribuir beijos molhados por cada centímetro de pele nua.

Deus! Como era bom...

Pela primeira vez em meses eu pude, realmente, me entregar. Não existia mais nenhum pensamento sobre estar ou não fazendo a coisa certa, sobre como seria a manhã seguinte... Tudo o que existia, naquele momento, era a deliciosa sensação de estar no lugar certo, com a pessoa certa.

Para mim era mais do que apenas fazer amor. Era como uma celebração. Sim, Enquanto nos amávamos, estamos comemorando o amor que sentíamos um pelo outro, a força que esse amor nos deu, o fato de não termos desistido um do outro, a vida que tínhamos criado, a família que formávamos... O futuro que teremos.

– Por favor... – Eu sussurrei em meio aos gemidos impossíveis de calar que Edward me arrancava ao deslizar sua mão por meu corpo aplicando pressão nos locais certos.

Eu precisava de mais e ele sabia bem disso, mas não parecia disposto a interromper a sua tortura erótica.

Sua única resposta foi colar seus lábios aos meus, calando os meus pedidos. Eu poderia tê-lo afastado, mas seu beijo era bom demais para ser rechaçado e ele escolheu esse exato momento para levar uma das mãos à minha intimidade e iniciar uma caricia capaz de me fazer esquecer até mesmo quem era.

Obviamente, eu ainda queria mais. Queria senti-lo em mim. Mas a sensação de seus dedos me tocando tão intimamente, seus lábios vagando por meus seios, assim como o olhar repleto de luxuria que ele invariavelmente me dirigia foi mais do que suficiente para me de encontro a uma avalanche de sensações que me obrigou a cerrar os olhos, deslizar minhas unhas pelas costas masculinas e gritar o meu prazer.

– Você é tão linda enquanto goza... – Edward disse próximo ao meu rosto, sua respiração atingindo a minha pele e me fazendo sorrir.

– Apenas quando gozo? – Disse em meio a tentativa de normalizar a minha respiração e manter o fogo que ainda queimava em mim sobre controle.

– Acho que vou precisar gastar algum tempo te olhando para responder essa pergunta... – Ele respondeu com evidente bom humor ao mesmo tempo em que nos rodava sobre a cama, colocando-me por cima do seu corpo.

O encontro de nossos sexos me fez abrir os olhos e procurar pelo rosto do meu marido.

– Foda-se! Você também é linda quando está por cima...

Eu não pude deixar de sorrir amplamente.

Minha resposta foi um gemido baixo impossível de calar quando o conduzi até o meu interior. Estar tão conectada a ele, de forma que nos tornávamos um só... Jamais deixaria de me enlouquecer.

– Diga isso daqui alguns meses... – Eu provoquei ao começar a me mover.

Eu posso dizer, pela expressão que vi em seu rosto, que ele estava pronto para me dar uma das suas respostas esplendorosas, daquelas que me roubava a fala e me fazia amá-lo ainda mais. Mas eu escolhi esse momento para surpreende-lo, ao acelerar a forma como me movia.

Eu senti as mãos de Edward em minha cintura, apertando a minha pele, tentando me fazer desacelerar. Sua tentativa, só fez com que eu me inclinasse um pouco mais sobre o seu corpo e apoiando minhas mãos em seu peito, fosse capaz de leva-lo ainda mais fundo.

Não importa o que ele tenha dito sobre eu ser linda ao alcançar um orgasmo. Eu, nem ninguém, poderia competir com a visão de Edward em clímax. E o som da sua voz, dizendo o meu nome, sempre seria de longe o meu som predileto.

– Eu pretendia fazer amor, devagar... – Ele comentou em falso tom de reprimenda quando eu, satisfeita por vê-lo lutar para respirar normalmente, deixei o seu colo e me acomodei ao seu lado.

– Você tem a noite toda para me compensar...

– Te compensar, é? – Ele se apoiou sobre o cotovelo de forma que pudesse me olhar. – Eu pensei que já tivesse feito isso.

– Ahhh aquilo? – Eu revirei os olhos. – Você vai precisar se esforçar um pouco mais.

– Estamos insaciáveis hoje... – O olhar de felicidade que ele mantinha sobre meu rosto, voltou a procurar por meu corpo nu, assim como suas mãos voltaram a vagar. – Que trabalho árduo será te satisfazer.

Assim como eu tinha feito, ele impediu que qualquer resposta espirituosa fosse proferida ao afastar os meus joelhos, acomodar-se entre as minhas mãos e me brindar com a visão maravilhosa de seus lábios em minha intimidade.

E ainda tínhamos a noite toda... Sem duvida, seria uma noite bastante quente e movimentada.

***

– Como vamos contar a ele? – Eu não pude deixar de calar a pergunta que estava ecoando por minha mente, desde que tinha acordado. Estávamos a caminho da casa dos meus sogros para buscar Ben e, se tudo corresse bem, voltarmos a ocupar a nossa casa.

– Não precisamos contar agora se você não quiser... – Edward respondeu sem desviar a atenção do trânsito, mas uma de suas mãos deixou o volante do carro por um segundo e apertou a minha. – Ainda temos alguns meses.

– Não. — Eu respondi de imediato. – Eu acho que ele precisar saber... o quanto antes. Assim terá tempo para se acostumar com a idéia de que não será mais a única criança na casa.

– Então, vamos apenas dizer... Não pode ser muito difícil.

– Eu não acho que o problema esteja em dizer ou não. Só estou preocupada com a forma com que ele reagirá.

– Eu acredito que ele ficará feliz em ter um irmãozinho...

– Ou talvez ele fique com ciúmes. – Completei ponderando a possibilidade. – Ben não teve uma família de verdade por muito tempo e quando a teve não pode aproveitar muito dela... Você sabe, com a nossa separação... Talvez ele esteja esperando que nossa atenção, agora que estamos juntos novamente, seja apenas dele.

– Eu não sei muito sobre dinâmica entre irmãos. – Edward me respondeu. – Como filho único sempre tive toda a atenção para mim. Acho que você tem mais propriedade para falar sobre isso do que eu... Até onde eu sei, você e Jasper sempre se deram muito bem. O mesmo pode acontecer com os nossos filhos.

– Minha família não é um bom exemplo. Jasper e eu sempre fomos muito amigos, não existia ciúme entre nós, mas não tínhamos pais presentes... Eram apenas nós dois. É uma dinâmica tão diferente da que eu espero dar aos nossos filhos.

Meu marido manteve-se em silêncio, talvez ponderando, assim como eu, como nosso primogênito reagiria ao saber que teria um irmão ou irmã em breve, até o carro ser estacionado na garagem subterrânea do prédio dos seus pais.

– Eu acho que antes de nos preocuparmos com a forma como Benício vai reagir. – Ele me disse antes de deixarmos o carro. – Deveríamos nos focar em contar a ele e, claro, garantir que uma irmão não roubará o lugar dele. Ele é um bom garoto. Tenho certeza que vai ficar feliz. E se não ficar, lidaremos com isso quando chegar a hora.

– Tudo bem. – Eu concordei. – Mas acho que deveríamos guardar a notícia para quando estivermos em casa. Sei que ele está com saudade de casa e darmos a ele a oportunidade de voltar, talvez ajude a amenizar o impacto da novidade.

***

– O que vocês fazem aqui tão cedo? – Esme nos recepcionou ainda vestida com um pijama, mas com um sorriso bonito que me fez sentir absolutamente bem vinda, apesar do horário inadequado.

– Bella não podia esperar para ver o Ben. – Edward respondeu com um olhar falsamente acusatório sobre mim.

– Culpada! – Respondi ao mesmo tempo em que aceitava o abraço caloroso de minha sogra. – Estou ansiosa para leva-lo para casa.

– Casa? – Esme questionou com uma piscadela. – Isso quer dizer...

Como eu não sabia o que dizer, apenas estendi minha mão, mostrando a aliança que estava de volta ao lugar que pertencia.

– Oh meu Deus! – Eu senti os braços dela voltarem a me envolver. – Eu estou muito feliz por vocês. – E como prova da sua felicidade, ela puxou o filho para perto de nós e o incluiu em nosso abraço desajeitado.

– Qual é o motivo de tanta euforia? – A voz de Carlisle chegou aos nossos ouvidos, pondo fim ao abraço coletivo.

– Esses dois cabeças duras... – Esme se encarregou de responder, embora sua voz estivesse um tanto embargada pelo choro que nem mesmo havia percebido. – Retomaram o casamento.

A declaração foi seguida de uma nova rodada de abraços e felicitações.

– Mas não é só isso... – Edward me abraçou por trás, envolvendo meu corpo com seus braços, disfarçadamente, acariciando meu estomago ainda plano com a ponta dos dedos.

– Espera! – Eu o interrompi. – Onde está Ben?

– Ainda dormindo... – Carlisle nos lançou um olhar desconfiado.

– Tudo bem... Pode dizer. – Eu sorri para Edward e levei uma de minhas mãos ao encontro das deles.

– Temos um bebê a... – Ele nem mesmo foi capaz de terminar, antes que sua mãe, mais uma vez, nos atacasse e prendesse em um abraço de ferro.

– Isso é maravilhoso! – Carlisle se aproximou e puxou o filho para um abraço, deixando-se ainda nos braços de sua esposa. – Parabéns, meus filhos.

– Parabéns! – Esme aumentou o coro de felicitações. – Agora a senhora vá até a sala e fique lá, queitinha, enquanto eu preparo o café da manhã.

– Mas eu posso ajudar...

– Eu acho melhor você só obedecer. – Edward disse no meu ouvido quando sua mãe ignorou minha oferta de ajuda e seguiu em direção a cozinha.

– Eu estou perfeitamente bem. Você sabe... – Eu o provoquei.

– Vou testar essa declaração quando estivermos sozinhos... Agora, o que você acha de acordamos o nosso dorminhoco?

– Eu acho que essa é uma idéia maravilhosa...

***

Eu acho que nunca vou ser capaz de me acostumar com o olhar de completa adoração que sempre enxergo no olhar de Benício quando ele se dá conta de que estou por perto ou me sentir, realmente, merecedora do amor que transborda dele com uma única e tão significativa palavra.

– Mamãe? – Ele chamou por mim, ainda meio sonolento. – Mamãe! – E então veio a euforia que sempre seria capaz de inflar o meu coração.

– Bom dia, meu amor! – Eu sorri para ele e abri meus braços para recebe-lo assim que ele se jogou em meu colo.

– Vai com calma, Campeão! – Edward o repreendeu. Eu apenas movi a minha cabeça em um gesto negativo, impedindo-o de continuar a repreender o nosso pequeno quando tudo o que ele fazia era demonstrar que estava feliz pela minha presença. – Eu também estou aqui, sabia?

– Oi, Papai! – Benício o respondeu, com um sorriso lindo, mas manteve-se grudado a mim. – Bom dia, Mamãe!

– Como você dormiu, Preguiçoso? – Eu depositei um beijo estalado em sua bochecha, antes de acomoda-lo melhor sobre o meu colo.

– Sonhei com você. – Ele contou depois de lutar contra um bocejo.

– Foi? – Eu usei a mão para chamar Edward para mais perto de nós e Ben, imediatamente, jogou as perninhas para cima do colo do pai. – E você vai me contar o que sonhou?

– Sonhei que você cantava para eu dormir... – Ele respondeu com simplicidade. – Na nossa casa.

Eu lancei um olhar significativo para Edward.

– E não tinha um lugarzinho nesse sonho para mim, não? – Meu marido usou as mãos para fazer cosquinha nos pés descalços do nosso filho.

– Você também estava lá, Papai. – Ele tentou responder ao mesmo tempo em que se mexia, tentando arrancar os pés das mãos do pai. – Mas não tava cantando.

– O que eu estava fazendo, então?

– Só olhando, ué.

– Ahh que ótimo! – Edward o soltou e se fez de ofendido. – Eu sou o coadjuvante.

– O Coad... o quê?

– O Coadjuvante... – Eu tentei explicar. – Quer dizer que ele estava lá, só olhando, sem fazer nada de importante.

– Não, Mamãe! – Ben me corrigiu. – Ele fez uma coisa muito importante.

– Ah voltei a ser o protagonista. – Edward me provocou.

– O prot... O quê?

Eu não conseguir evitar uma risada.

– O que eu fiz de importante? – Edward o questionou, sem se dar ao trabalho de explicar o significado da palavra que tinha usado.

– Trouxe a Mamãe para casa.

***

– Podemos ir na praça? – Ben perguntou assim que eu o aprontei para sairmos. Ainda não tínhamos dito a ele que voltaríamos para casa porque queríamos surpreende-lo. – E tomar sorvete?

– Ainda está muito cedo para sorvete... – Eu respondi o conduzindo até a sala. – Mas você pode ter um depois do almoço.

– Ainda falta muito para o almoço. – Ele reclamou. – E na praça, podemos ir?

– Não. Nós vamos para outro lugar.

– Visitar o Tio Jasper? Sabia que ele disse que vai me ensinar a tocar violão? Igual o Papai.

– Eu sabia. – Eu sorri para ele. – Mas também não vamos ver o Tio Jasper. Mas podemos convida-lo para te visitar mais tarde, o que acha?

– Tá bom... – Ele deu de ombros e se ocupou de se despedir dos avôs.

– Pronto para voltar para casa? – Edward se abaixou para que ficasse da altura de Ben.

– Gosto da casa da Vovô. – Ele respondeu sem dar muita importância aos olhares sobre ele.

– Eu pensei que você também gostasse da casa do Papai.

– Eu gosto mais quando a Mamãe está lá... E a outra casa é bem mais legal.

– Você é o coadjuvante de novo... – Eu brinquei, fazendo com que Edward sorrisse para mim.

– Eu já me acostumei a não ter o papel principal nessa relação... – Ele respondeu, no mesmo tom divertido que eu havia usado, antes de voltar a sua para o nosso filho. – E se eu te disser que a Mamãe estará lá com a gente, na outra casa?

– Jura? – Benício questionou, seu olhar deixando o pai e se prendendo a mim.

Eu confirmei com um aceno de cabeça.

– Oba! – Ele gritou claramente feliz pela novidade e correu em minha direção. Eu o agarrei, levando-o ao colo para que pudesse desfrutar do abraço apertado que ele queria me dar.

– Bella! – Edward e Esme me repreenderam ao mesmo tempo.

– Ah, por favor, parem com isso. – Eu rebati, mas assim que o aperto dos braços infantis deixaram o meu pescoço, eu o coloquei de volta no chão.

– Você está feliz? – Questionei me abaixando para que pudesse dar continuidade ao abraço.

– Muito! – Meu filho respondeu e, sem que eu esperasse, me presenteou com um beijo estalado na bochecha.

– Que bom! – Eu disse baixinho em seu ouvido depois de devolver o beijo. – Agora, por que você não dar um super abraço no Papai também? Ele também estava com saudade de você.

Eu não precisei repetir. Assim como havia feito comigo, Ben correu em direção ao pai e se jogou nos braços que Edward abriu para ele.

– Vamos, Papai. – Ele pediu com animação, claramente se sentindo em êxtase e sem a menor intenção de deixar o colo em que estava.

***

– Cuidado, Ben! – Eu precisei gritar quando ele saiu correndo na nossa frente em direção a porta de entrada. Eu teria corrido atrás dele, se Edward não tivesse escolhido esse momento para me puxar em sua direção e me beijar. Foi um beijo calmo, doce, sem pressa... onde eu pude saborear o gosto inebriante do meu marido.

– Se eu disser que estou ainda mais feliz do que ele, você acreditaria? – Ele perguntou, colando a sua testa a minha.

– É claro que sim. – Eu respondi prontamente. – Porque eu me sinto da mesma forma.

Ele sorriu para mim e antes que eu pudesse detê-lo, estava em seu colo, sendo carregada em direção a porta.

– Para com isso, Edward. – Protestei. – Me coloca no chão.

Tudo o que recebi como resposta foi a risada contagiante de bem ao nos aproximarmos dele.

– Faça as honras... – Edward me disse assim que parou em frente a porta de entrada e eu precisei me inclinar na direção da fechadura para abri-la.

Mal a porta havia sido destrancada e Benício passou por ela como um furação, deixando eu e Edward para trás.

– Uau! – Eu exclamei, olhando para todos os lados. – Eu pensei que teríamos um trabalhão para deixar tudo pronto para uso, mas está exatamente como...

– Como você deixou. – Edward me interrompeu. – E com tudo em perfeito estado. Eu mandei limpar.

– E como você sabia que estaríamos aqui hoje?

– Eu não sabia. – Ele disse calmamente enquanto me colocava sentada sobre o sofá na sala de estar. – Contratei alguém para vir todas as semanas desde que você voltou. Eu queria ter tudo pronto esperando por você.

Eu o puxei para perto de mim.

– Sinto muito por ter te feito esperar tanto tempo.

– Foi como deveria ter sido. – Ele comentou ao se sentar ao meu lado e colocou minhas pernas sobre o seu colo.

Eu me aconcheguei a ele, curtindo a sensação de estar de voltar a casa, com o homem que amo bem ao alcance de minhas mãos, com o som das risadas de Ben ecoando pelos cômodos, sabendo que existia um novo ser crescendo dentro de mim.

Com os olhos fechados por longos minutos, me permitir imaginar como essa mesma casa estará em alguns anos, com duas crianças ativas correndo pelos corredores, gritando por mim... A imagem em minha mente me fez sorrir e me aconchegar inda mais ao responsável pela possibilidade desse futuro existir.

– O que você está pensando? – Edward me perguntou, passando o braço por meu ombro e me apertando contra ele.

– Estou pensando no quanto eu te amo. – Sussurrei e me movi de forma que estivéssemos de frente um para outro, a centímetros de distancia de um novo beijo.

– Mamãe? – O meu pequeno furacão particular voltou a sala. – Podemos brincar na piscina?

– É claro! – Eu respondi, fazendo o meu melhor para não rir do olhar de decepção que passou pelo rosto do meu marido. – Mas antes, vem aqui... O Papai e eu queremos te contar uma coisa muito legal.

Eu retirei as minhas pernas do colo de Edward, dando espaço para que ele acomodasse Ben e me voltei em direção aos dois. Mas quando encontrei o olhar cheio de expectativa de Benício não soube como começar.

– Ben, o que você acha de ter um irmãozinho? – Edward roubou a atenção do nosso filho.

– Que sutil! – Eu sussurrei no ouvido do meu marido e ele balançou os ombros em resposta.

– Um irmãozinho? – Benício desviou o olhar até mim. – Por que tenho que ter um irmãozinho?

Eu respirei fundo antes de tentar responde-lo.

– Você não acha que seria legal se tivesse uma irmãoinho ou irmãzinha para brincar com você?

– Eu vou ter um irmãozinho?

Bom, aí estava a prova do que eu nós já sabíamos. Benício era inteligente o suficiente, apesar da pouca idade, para entender que sim, ele teria um irmão em breve.

Eu peguei uma das mãozinhas dele e a apertei antes de coloca-la sobre a minha barriga.

– Tem um bebezinho aqui dentro... Então, sim, você vai ter um irmão logo logo.

Ele ficou me olhando por um longo tempo. Tanto que eu imaginei que ele, ao contrário do que eu tinha acabado de supor, não tinha, de fato, compreendido o que eu disse. Por fim, ele afastou a mão e olhou para Edward.

– Ok. – Ele disse e pulou para fora do colo do Pai.

– Ok? – Eu repeti, sem entender a reação dele. – Certo! – Eu o segurei antes que ele se afastasse. – Você não quer perguntar nada?

– Posso brincar no meu quarto agora? – Eu o olhei por alguns segundos, antes de soltá-lo e o conduzir escada à cima em direção ao quarto.

– Você quer se trocar para entrar na piscina agora? – Edward o questionou quando abri a porta do quarto e o deixei entrar.

– Posso ver televisão?

– Sem piscina, então?

Ele não deu nenhuma resposta, então eu liguei a televisão e depois de tirar os sapatos que ele usava, o deixei sobre a cama.

– Eu vou preparar algo gostoso para você, ok? E depois podemos tomar aquele sorvete.

Mais uma vez, ele não em respondeu e eu fiquei parada no meio do quarto, sem saber o que fazer.

– Vem cá... – Edward me puxou para fora do quarto.

– O que foi isso? – Eu questionei assim que a porta foi fechada, nos deixando do lado de fora.

– Eu não sei. – Ele me respondeu. – Mas talvez seja uma boa idéia darmos a ele um minuto para processar a informação.

– Ele é uma criança, Edward. – Eu disse decidida a voltar ao quarto. – Ele não tem que processar nada sozinho.

– Bella... – Meu marido tentou impedir que eu abrisse a porta. – O que é que você pode fazer além de deixar ele se acostumar com a situação?

– Eu não sei. – Respondi sinceramente. – Mas nós podemos ficar lá com ele. Você viu a forma como ele me olhou, Edward? Ele está chateado.

– Tudo bem... – Edward voltou a abrir a porta e a visão que eu tive me cortou o coração.

– Ah merda! – Eu disse baixinho ao ver o meu pequeno encolhido sobre a cama chorando.

Edward estava ao lado dele antes que eu conseguisse me mover e o puxou para o seu colo.

– Hey, filho! – Ele tentou uma conversa. – O que foi?

Ben apenas se agarrou ao Pai e soluçou baixinho. Foi o que me fez se aproximar e depois de me sentar ao lado deles, passei a fazer carinho no bracinho próximo.

– Ben? – Eu o chamei. – Filho, falha comigo. Por que está chorando?

Quando ele não respondeu, Edward tentou fazê-lo nos olhar, mas ele apenas se agarrou ainda mais a ele, enterrando o seu rosto no pescoço do Pai.

– Não quero ir embora... – Eu ouvi, depois de um tempo, voz fraquinha meio abafada pela posição em que ele estava. – Não quero morar com ela de novo.

– Hey! – Eu precisei empregar alguma força, assim como Edward, para faze-lo se virar em nossa direção. – Quem disse que você vai a algum lugar?

Embora, tivéssemos conseguido com que ele estivesse virado para nós, Benício continuava a se recusar a me olhar. O máximo que ele fez foi olhar para Edward e voltar a chorar.

– Você vai ter outro bebê. Não precisa mais de mim.

– Oh meu deus! – Eu não consegui calar o meu espanto e lancei a Edward um olhar de súplica porque eu, honestamente, não sabia como agir.

– Isso não é verdade. – Edward garantiu.

– Não tem outro bebê? – Ele perguntou e a esperança que eu ouvi na vozinha dele me deixou ainda mais perdida e roubou a fala de Edward. – Não vou ter mais uma mamãe.

– Ben? – Eu voltei a chamá-lo. – Olha para mim. Por favor. – Eu esperei que ele atendesse o meu pedido, mas quando ficou claro que ele não atenderia, eu continuei. – Tudo bem. Presta atenção no que eu vou te dizer: Nós vamos ter outro bebê, mas isso não quer dizer que você não vai ter mais uma mamãe ou papai ou que vai embora, ok?

– Você é minha mamãe! – Ele finalmente me olhou, mas estava claramente irritado e deixou isso claro ao gritar comigo. – Por que tem que ter outro bebê? Eu não quero outro bebê!

– Benício! – Edward tentou chamar a atenção dele, mas o pedi com um olhar que me deixasse tentar ajeitar as coisas.

– Eu não sei porquê você não quer ter um irmãzinho... – Eu disse, fingindo que o olhar magoado que ele me dava não estava me quebrando o coração. – Tio Jasper é meu irmão e foi muito legal ter um irmão. Você pode perguntar a ele e ele vai te dizer todas as coisas divertidas que nós fazíamos juntos.

– Você não vai mais gostar de mim se tiver outro bebê.

– Isso não é verdade! – Eu me obriguei a falar com ele de igual para igual. – Eu vou gostar muito do bebê, assim como eu gosto de você. Eu posso gostar dos dois ao mesmo tempo.

– Não pode! – Ele teimou.

– É claro que posso! – Eu retruquei. – Olha só: Você gosta do seu pai, certo? – Ele balançou a cabeça em concordância. – E gosta de mim? Então você gosta de nós dois ao mesmo tempo. É a mesma coisa. Eu vou gostar de você e do seu irmão ou irmã ao mesmo tempo.

– Mas vai gostar mais dele.

– Por que você acha isso?

– Por que é seu bebê. Eu não sou seu bebê.

Certo. Definitivamente, nós vamos precisar de um psicólogo porque eu não me sei como explicar a uma criança de 5 anos que não vou amar mais o seu irmão porque ele é meu filho biológico.

– Você sempre vai ser o meu bebê. Não importa que você não ficou aqui dentro... – Eu disse apontando para o meu ventre. – Sabe porquê? – Ele balançou a cabeça em negação. – Porque quando amamos alguém, essa pessoa fica aqui dentro... – Eu toquei o seu peito. – E você está dentro do meu coração desde que eu te vi pela primeira vez.

Quando ele ficou parado apenas olhando para mim e eu Edward, eu me senti murchar.

– Droga! Eu não acho que ele entende. – Eu falei para o meu marido.

– Você disse uma palavra feia! – Ben me chamou a atenção e eu sorri fracamente para ele.

– É. Eu falei. Me desculpe.

– Droga! Eu não quero deixar de ter uma mamãe.

– Hey! Não é porque eu disse que você também pode dizer. – Eu falei, embora fosse incoerente chamá-lo atenção por isso naquele momento. – E eu nunca vou deixar de ser a sua mamãe. Eu só vou ser a mamãe de outra pessoa também.

– Promete? – Ele pediu.

Eu estendi meus braços para ele e soltei um suspiro de alivio quando ele veio para o meu colo.

– Eu prometo! Eu te amo, filho! E nada nunca vai mudar isso.

***

– Eu não acho que só essa conversa foi o suficiente. – Eu comentei baixinho quando Benício acabou adormecendo em meu colo e Edward o acomodou sobre a cama.

– Não foi. – Ele respondeu me fazendo um carinho no rosto. – Mas nós ainda temos 7 meses para mostrar a ele que tudo o que você falou é verdade.

– Eu não sei como fazer isso.

– Da mesma forma com que o conquistou antes, o amando incondicionalmente. Basta mostrar a ele que nada mudou.

– Isso vai ser o bastante?

– Você já deveria saber... – Edward me prendeu em um abraço e beijou a minha testa. – O amor é sempre o bastante.

CONTINUA...