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35 Capítulo 25 - Far away - Parte II


Notas iniciais
Twilight e seus personagens não me pertencem, assim como o Romance aqui citado. Todos os créditos a Stephenie Meyer e Rosemary Roger. Mas, a Bella depressiva e o Edward hiper romântico e compreensivo sim... respeite isso.

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Bella Cullen

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“Nada vai mudar as coisas que você disse

Nada vai fazer concertar isso

novamente

Por favor, não vire as costas

Eu não posso acreditar que é difícil

Só para falar com você

Mas você não entende”

Perfect – Simple Plan

http://www.youtube.com/watch?v=-rJ8JLweZVQ&feature=related

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Durante todo o caminho até Forks cheguei à conclusão de que estava começando a alucinar. Era a única explicação lógica para as imagens nítidas que se formavam diante de meus olhos.

Edward e Ben abraçados.

Edward e Ben em passeios.

Edward e Ben em aniversários...

Droga! Eu jamais conseguiria me concentrar em resolver os meus problemas, se continuasse com minha cabeça a milhares de quilômetros de distância.

E para melhorar, eu tinha a ligeira impressão de que estava começando a perder Edward. Estava começando a sentir que finalmente ele estava se cansando de toda a bagagem que carrego.

Victoria já não me incomodava mais, no entanto, apesar de parecer completamente absurdo, eu me pegava me remoendo de ciúmes do relacionamento entre Edward e Ben. Claro que eu tinha consciência de que essa era uma guerra que eu jamais venceria. Não que realmente desejasse iniciar uma luta pelo amor de Edward, com seu próprio filho. Eu nunca tive uma família, mas jamais destruiria uma. Mesmo porque, eu era mais do que consciente de que Edward jamais renegaria um filho, por motivo algum, por ninguém.

Pela primeira vez desde que tudo veio à tona, me permiti imaginar como seria se o exame de DNA comprovasse que Ben era filho de Edward. Eu o conheço bem o suficiente para saber que ele desejaria ter a guarda, especialmente a julgar pela forma negligente com que Victoria tratava o próprio filho.

Eu poderia lidar com isso?

Honestamente, essa era uma questão para a qual eu não tinha uma resposta.

Eu gostava de Ben. Mais até do que seria considerado saudável gostar, sendo ele filho de alguém tão disposta a destruir o que eu tinha de melhor e mais valioso. Mas, esse gostar seria suficiente para que eu cuidasse dele como se fosse meu filho, quando eu não tive a oportunidade de salvar o fruto do nosso amor?

Gosto de pensar que se eu não tivesse sofrido aquele aborto, eu o receberia de braços abertos, mas a realidade é que eu não sei como seria.

Decidi que já havia pensado demais sobre esse assunto e que precisava me concentrar no que tinha vindo fazer. Numa tentativa, mã sucedida, distração liguei o radio do carro em um volume baixo e foquei minha atenção na estrada.

Não demorou para que o som de meu telefone tocando se sobrepusesse a musica. Uma rápida olhada me permitiu saber que era Jasper. Por alguns segundos cogitei ignorar a ligação, mas por fim, decidi que não teria por que deixá-lo preocupado.

Estacionei o carro no acostamento, próximo a entrada da cidade de Forks e atendi o celular, fitando as árvores verdes que me cercavam.

- Jazz... – Falei suavemente.

- Fugir não vai adiantar! – Ele disse, e eu suspirei. É obvio que Edward contaria a ele sobre Jacob.

Antes de responder me permiti imaginar o que eles diriam se soubessem para onde eu estava indo.

- Eu não estou fugindo. – Garanti. – Só estou tentando resolver os meus problemas de uma vez por todas.

- Edward e eu jamais permitiríamos que ele a tocasse novamente. E você, deveria ter contado.

- Para quê? Para que vocês me trancassem dentro de casa? Para que decidissem procurá-lo e iniciar uma briga? Quantas vezes vou precisar repetir, Jasper, que não quero que nada aconteça a ele?

- E, você realmente acha que o fato de estar Deus sabe onde agora, me impedirá de socá-lo se eu o encontrar?

- Não! Mas, eu espero que o meu pedido seja o suficiente.

- Eu não vou discutir sobre isso com você, mais uma vez! – Ele disse firmemente. – Estou preocupado! Você acabou de sair do hospital e viajou sozinha, sem dizer a ninguém para onde... Alice está a ponto de me deixar louco! Rose e Emmett também querem noticias e Edward... Bem, eu ainda estou irritado com ele, mas ele está realmente mal.

- Não há razão para que nenhum de vocês se preocupe e muito menos para que você esteja irritado com Edward. Nada do que aconteceu ou está acontecendo é culpa dele. E você sabe disso.

- Me deixe saber onde você está e quando volta...

- Eu não sei quando volto, mas não pretendo ficar mais do que alguns dias longe.

- Acho que pedir para que você volte para casa não vai adiantar de nada, não é?

- Você está certo, não vai adiantar.

Eu ouvi um suspiro antes que ele respondesse.

- Não faça nada estúpido, Bella!

Não sei se era a minha imaginação fértil, mas algo na forma com que Jasper falou, me fez supor que talvez ele tivesse uma idéia de para onde eu estava indo. Talvez seja o fato de que ele certamente acharia estúpido, de minha parte, retornar a Forks. Ou talvez porque ele me conhecesse bem demais.

- O que pode haver de estúpido em tirar alguns dias de férias? – Eu sempre fui péssima mentindo, portando emendei outro assunto rapidamente. – Será que você pode me fazer um favor? Eu ligaria para Emmett e pediria, mas não desejo outro interrogatório agora. Dois por dia é mais do que o meu limite.

- Tudo o que eu puder fazer... – Sua voz me parecia mais irritada do que eu gostaria, mas ignorei seu tom e continuei.

- Só... Fique próximo a Edward. Acho que seria bom para ele, se tivesse os amigos por perto, agora.

- Seria ótimo que ele tivesse a esposa dele por perto agora.

- Não precisa tornar as coisas mais difíceis para mim. – Praticamente gemi em resposta.

- Está certo! Se nem mesmo Edward foi capaz de convencê-la a voltar para casa, certamente não serei eu quem vai conseguir. – Ele ficou em silêncio por mais alguns segundos antes de voltar a falar em um tom que me pareceu ressentido. – Você sabe que se precisar de algo é só me procurar... A qualquer um de nós.

- Eu sei, Jazz. Obrigada!

...

Decidi não parar para analisar a conversa que tinha tido com meu irmão. Não agora. Especialmente se minha suspeita estivesse correta, eu provavelmente não demoraria muito a ter noticias dele, novamente. Intimamente, desejei, que ele nem se quer cogitasse a possibilidade de vir a Forks averiguar.

Assim que adentrei a cidade, minhas mãos começaram a suar e eu podia jurar que começava a me sentir enojada e ligeiramente tonta. Preferi acreditar que isso era resultado da minha falta de ingestão de alimentos e não pelo fato de estar de volta a minha cidade natal.

Passei pela escola onde Jasper, Alice, Rose e eu tivemos bons momentos e me xinguei mentalmente por não conseguir lembrar de nenhum deles no momento. Tudo o que me vinha à mente era o dia de minha formatura. Balancei minha cabeça negativamente, tentando inutilmente, evitar que meus fantasmas viessem à tona.

Dirigi lentamente, muito mais lentamente do que o necessário, tentando evitar olhar ao redor e acabar reconhecendo alguém, ou pior, que alguém me reconhecesse.

Estacionei no pequeno terreno a frente da casa onde cresci e me pequei analisando cada ranhura visível nas paredes externas.

Subitamente minha boca ficou seca e meus olhos começaram a arder. Por mais que eu quisesse, eu simplesmente não conseguia sair do carro e bater a porta.

Tombei minha cabeça de encontro ao volante e comecei a respirar pesadamente.

O que eu diria?

Como eu seria recebida?

Como eu conseguiria entrar naquela casa novamente?

Talvez eu devesse ligar antes. Ou talvez um encontro em um lugar imparcial fosse a melhor alternativa.

Para minha sorte Forks não era uma cidade muito movimentada, ou certamente alguém teria estranhado o fato de que eu continuava parada dentro do carro, mesmo depois de ter se passado muito mais do que duas horas da minha chegada.

Eu não percebi que as lágrimas escorriam livres por meu rosto, até que comecei a ouvir meus próprios soluços. Desejei, fervorosamente, poder correr para os braços de Edward – o único capaz de me trazer de volta a realidade em momentos como esse.

Endireitei minha postura e limpei meu rosto com as mãos trêmulas ao ouvir um carro se aproximar.

Meu coração começou a bater descompensadamente.

Seria Charlie?

Não estava certa de que seria uma boa idéia iniciar uma conversa com ele, logo após sua chegada do trabalho – que sempre foi quando ele se mostrava mais irritado.

Foi com certo alivio que avistei minha mãe descendo de um carro, que eu não sabia a quem pertencia, e se encaminhar até a porta, fitando meu carro.

Obriguei meu corpo a se me mexer ao ver o carro que a trouxe se afastar. Foi mais difícil do que imaginei fazer meus membros funcionarem, mas por fim consegui sair do carro. Mas, confesso, não saber como me mantive de pé com todo o meu corpo tremendo.

Eu não consegui pensar em nada para dizer, mas nem mesmo seria necessário, já que Renée se aproximou e me encarou de uma forma que nunca tinha feito antes e que só aumentou minha apreensão.

- O que você está fazendo aqui? – Ela disse rispidamente cruzando os braços a frente do corpo.

- Eu...- Comecei a dizer, mas ela me interrompeu.

- Você e seu irmão não são bem vindos!

Eu me senti cambalear.

- Mãe... –Ttentei mais uma vez, mas dessa vez foi eu quem não conseguiu continuar. Há quanto tenho não pronunciava a palavra “mãe”? De repente me pareceu tão inaporpriado chamá-la assim.

Ela fechou os olhos por alguns segundos, apenas para abri-los logo em seguida e voltar a me encarar com total indiferença.

- Você destruiu tudo quando foi embora e deveria saber que não poderia voltar depois disso. Não importa se agora você é uma estrela do cinema... – Eu pude perceber o desdém em sua voz, mas decidi ignorar. – Deixar Forks era algo que não teria volta.

- Eu não tinha outra escolha... – Balbuciei debilmente.

-É claro que você tinha escolha! Poderia ter ficado e fazer o que sei pai queria.

Eu mal podia acreditar no que estava ouvindo.

Não havia sido ela mesma que tinha ido ao meu quarto aquela noite e me dito que se não podia lidar com o que tinha acontecido deveria partir?

- Você sabe muito bem o que me fez partir. –Disse baixo, não querendo realmente pronunciar as palavras. Não desejando, de fato, entrar nesse assunto tão cedo. – Você e Charlie sabem o que aconteceu naquela maldita noite!

- Não! Eu sei o que você disse.

Suas palavras me atingiram como uma tapa na cara.

- Você está dizendo que acha que eu inventei tudo? – Tenho certeza que ela pôde perceber o horror em minha voz. – Me desculpe, mas por que eu faria isso?

- Para ir atrás do ingrato do seu irmão. Para nos dar as costas sem nenhuma consideração, como ele fez.

Abracei meu próprio corpo, numa vã tentativa de me proteger de suas acusações.

- Eu poderia simplesmente ir embora... Não precisaria inventar nada! – Exasperei sentindo meu rosto começar a esquentar pela raiva e por vergonha.

Meu Deus! Por que é que eu achei que viria até aqui e tudo ficaria bem?

- Se você realmente acha que eu menti sobre tudo isso, por que foi que me ligou avisando que Jacob sabia onde me encontrar?

- Essa foi, definitivamente, a coisa mais idiota que eu já fiz! – Ela me deu as costas e antes que eu percebesse, segurei seu braço a fiz voltar a me encarar.

- Qual é o problema com vocês? – Me peguei aumentando o tom de voz. – Por que não podem agir como pais normais?

- Você é ainda mais má agradecida do que seu irmão! – Ela soltou seu braço de meu aperto e apontou um dedo em direção a mim. – Não ouse nos culpar pelos seus próprios erros.

- É claro que a culpa é minha! A culpa é minha por vocês não serem pais bons o suficiente para dar aos seus filhos o que eles necessitavam.

Sem que eu percebesse o que estava prestes a acontecer, Renée se aproximou ainda mais e sua mão atingiu meu rosto com força o suficiente para fazê-lo arder.

Lentamente minha mão foi de encontro a minha face, enquanto lágrimas escorriam de meus olhos.

- Nós te demos tudo! Você sempre teve tudo do que precisou.

- Exceto atenção, carinho, cuidado, amor... A lista é infinita Renée! Jasper e eu sempre viemos em último lugar! – Retruquei com a voz embargada.

- Nós te demos muito mais do que poderiam desejar! Nunca permitimos que nada te faltasse... Você estudou, tinha uma casa e comida todos os dias. Charlie e eu nunca batemos em você ou em Jasper, e você sempre teve um namorado que não te amava, mas te idolatrava enquanto você simplesmente tripudiava do amor dele, e agora vem falar que a culpa é nossa? Claro que não é... Você procurou por isso quando brincou com os sentimentos de um Black!

Cambaleie em direção ao carro e deixei que a lataria sustentasse meu peso enquanto sentia o ar me faltar.

- Ninguém procura por isso... – Disse em um sussurro, mais para mim mesma do que para a mulher parada a minha frente.

Porém, ela continuou como se já não tivesse me massacrado o suficiente.

- E agora, graças a você, Charlie está num hospital e como você pode ver, está tudo desmoronando ao nosso redor... Você deveria ter vergonha aparecer em Forks novamente... Abre tanto a boca pra falar de amor, carinho... Mas tenho certeza absoluta que precisou fazer um bom teste do sofá pra conseguir ao menos entrar em um estúdio de cinema.

- Você não sabe nada sobre mim!

- E nem tenho porque querer saber! – Ela voltou a me dar as costas. – Suma da minha casa!

Poderia ter se passado horas ou só alguns minutos desde que vi minha mãe bater a porta de casa com tanta força que eu poderia garanti que ela desejava, de alguma forma, me atingir – ainda mais.

Eu só percebi que continuava parada no mesmo lugar quando senti gotas geladas molharem meu corpo. E ainda, assim, precisei de mais alguns minutos para acordar do meu estado de semi inconsciência e correr para dentro do carro.

Dirigi até uma pousada nos limites da cidade, exausta demais, física e emocionalmente, para pensar no que fazer agora.

Notas finais
Não querendo me repetir, mas: Vocês são ótimas! Muito obrigada por comentarem!
Que tal um pouquinho de desafio? Quando batermos 600 reviews tem capítulo novo... só depende de vocês!
Para incentivar, que tal spoiler do próximo capítulo?
"Era estranho, mas eu sentia uma espécie de paz interior enquanto me vestia e penteava os cabelos.
Eu já tinha todas as minhas coisas, que não eram muitas, organizadas, quando me sentei na berrada da cama e decidi que enviaria uma mensagem a Edward. Eu ainda não tinha terminado de digitar o que desejava dizer quando ouvi batidas na porta.
Deixei o celular sobre a cama e caminhei até a porta do quarto tentando descobrir mentalmente quem poderia ser. Eu não esperava por ninguém, afinal as únicas pessoas que se preocupariam em me procurar não faziam idéia de onde eu estava nesse momento. Por um segundo cheguei a cogitar a possibilidade de que talvez fosse Renée, mas rapidamente descartei essa hipótese ao lembrar de sua reação a minha presença, ontem à noite.
Nunca, nem em meus mais angustiantes sonhos, ou talvez eu devesse chamar de pesadelos, imaginei dar de cara com a pessoa que estava do outro lado da porta".
E Lembrem-se:
A cada review que você não deixa um autor morre!Ajude esta pobre autora a continuar vivendo e deixe seu Review. Comente nas histórias, isto incentiva os autores a continuarem escrevendo...
PS: Reviews = Capítulo novo