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64 Capítulo 1 - Fase III - New life
Notas iniciais
Eu sei que estou super atrasada com todas as fics, mas a vida real tem clamado por atenção. Por favor, tenham só um pouquinho de paciência, okay?
Bom, esse capítulo é mais técnico, por assim dizer. Mas, completamente, necessário para o andamento da fic. O próximo, provavelmente, será mais dinâmico. E quem sabe um EPOV não esteja a caminho.
Boa leitura!
Capítulo 1 – Fase III – New Life
"Lembra-se de tudo o que queríamos?
Agora todas as nossas memórias estão assombradas
Nós fomos feitos para sempre dizer adeus
(...)
Eu quero que você saiba
Que isso não importa
Onde pegarmos essa estrada
Alguém terá que ir
E eu quero que você saiba
Que você não poderia ter me amado mais
Mas eu quero que você siga em frente
(...)
Olhar para você faz tudo mais difícil
Mas eu sei que você encontrará outra pessoa
Que não fará você querer chorar
(...)
Você sabe que eu o amo tanto
Te amo o suficiente para deixá-lo ir"
Already Gone — Kelly Clarkson
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Bella Cullen
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Eu não tinha nenhum lugar especifico para onde ir por isso quando eu não me importei em me acomodar no primeiro voo disponível. E quando eu me vi desembarcando em Eugene, imaginei que esse seria tão bom lugar, como qualquer outro.
Ainda assim era próximo demais de minha cidade natal e se eu estava tentando deixar o que aconteceu no passado, eu precisava me manter afastada de qualquer lugar próximo de Portland, e a maldita estrada que me levaria até Seattle e depois Forks... Se eu fosse estúpida o suficiente para voltar até lá.
Eu poderia ter escolhido um novo lugar e então voltar a entrar em um avião que me levasse até lá, mas preferi me dirigir à saída do aeroporto e apanhar um taxi até uma concessionária.
Comprar um novo carro foi fácil e rápido e eu devia isso ao filme que tinha feito e não tinha dado tanta atenção quanto deveria nos últimos tempos. Será que tivemos uma boa bilheteria? Alguma indicação a algum prêmio? Eu me sentia envergonhada por não saber as resposta para essas questões, principalmente por saber que a minha ignorância era evidencia do quanto estive ausente de minha própria vida.
Obviamente, eu tive o cuidado de pagar todas as minhas despesas com o cartão da minha conta individual... Eu não queria gastar nenhum centavo da conta conjunta com Edward e muito menos permitir que ele tivesse a possibilidade de me encontrar, como tinha feito da última vez.
Uma parada rápida em um posto de gasolina para abastecer e comprar água e um mapa foi todo o tempo em que eu permaneci em Eugene, antes de me dirigir para a saída da cidade mais próxima. Eu não sabia ao certo para onde estava indo e honestamente, não me importava.
Eu tentei utilizar o mapa, mas percebi que não era boa nisso, então acabei me guiando pelas placas de sinalização.
Era bom poder dirigir. Exigia concentração, o que me impedia de focar em qualquer outra coisa que não fosse à longa estrada a minha frente e ao mesmo tempo me permitia sentir livre.
Ainda assim, a cada quilômetro percorrido eu sentia meu coração falhar uma batida, sensação essa intensificada quando eu me vi dentro do estado de Washington e que só começou a diminuir à medida que o carro continuava a me levar para longe.
Uma súbita vontade infantil me fez desejar continuar em frente até que eu atravessasse todo o estado, mas após mais de 5 horas dirigindo sem parar eu já me encontrava, inegavelmente, exausta. Eu ainda não estava, completamente, recuperada fisicamente e tantas horas dirigindo, sem me alimentar estava me deixando levemente tonta.
Portando quando eu adentrei uma nova cidade, eu decidi que era hora de procurar por um hotel e descansar.
Não precisei rodar muito para encontrar um motel. E todo o processo de solicitar um quarto, pedir um telefone de alguma lanchonete com delivery e subir as escadas que me levaria até o meu quarto não durou mais do que 40 minutos.
Exatamente como eu sabia que aconteceria, no momento em que eu me joguei na cama, sozinha, sem, absolutamente, nada para me desviar dos pensamentos que eu queria afastar, as lágrimas vieram. Foi impossível não rever os o rosto de Edward em minha mente, os olhos dele me fitando e por fim, o que me fez soluçar, as imagens dele junto com Victoria.
Eu não lutei contra as lágrimas, apenas me encolhi e chorei até que me sentir tão exausta que eu poderia ter apagado completamente, mas eu não queria isso. Então, me arrastei até o banheiro, arranquei as roupas que usava e passei um longo tempo sobre o jato de água fria.
Mais uma vez as lagrimas vieram, então eu apenas escorreguei até o chão. Eu sabia que seria difícil... Ia ser doloroso, mas não podia ser pior do que a dor pela confiança perdida ou voltar a olhar para ele e ver apenas os dois juntos, em uma cama.
Eu não podia negar para mim mesma que ele sempre seria uma parte de mim, uma parte que sempre me faria falta... Viver sem Edward seria como viver, eternamente, em abstinência. Mas o que mais eu poderia fazer? Eu sabia, com absoluta certeza, que jamais conseguiria esquecer tudo o que tinha visto naquele vídeo... Que sempre me questionaria porquê estávamos juntos, que mesmo que eu conseguisse colocar a minha cabeça no lugar, eu sempre teria dúvidas sobre ser o melhor para ele ou não.
Uma pequena parte do meu cérebro, a parte completamente racional, me dizia que eu não tinha o direito de me sentir traída, afinal não estávamos juntos... Mas ainda assim, era exatamente assim que sentia: traída, profundamente magoada, e com a certeza de que não seria capaz de perdoá-lo.
Mas tudo isso não me fazia deixar de pensar nele com certo carinho e preocupação: como ele estaria agora? Será que de alguma forma eu ainda estaria o afetando? Ele teria lido a estúpida carta que eu senti necessidade de escrever para ele e tinha pedido a James para entregar? Ele seguiria em frente? Me deixaria seguir em frente?
Eu não tinha resposta para nenhuma dessas perguntas e isso só me trazia ainda mais dor. Tudo o que eu queria era esquecer, absolutamente tudo, recomeçar... Mas não seria assim tão fácil.
...
Minha cabeça doía terrivelmente quando eu sai do banheiro enrolada em uma toalha que irritava a minha pele. Não me incomodei em me vestir os pentear o cabelo. Sabia que deveria comer algo, mas sentia meu estomago revirando e não estava, realmente, com disposição para ver alguém, qualquer pessoa, mesmo um entregador de pizza.
Voltei à cama, após apanhar o meu celular e me encolhi após me cobrir.
O barulho do celular sendo ligado era o único som no quarto. Ignorei o aviso de ligações perdidas e mensagens, sabendo bem de quem seriam e respirei fundo, antes de ligar para a única pessoa com que eu gostaria de falar.
– Mamãe! – A voz de Ben me fez sorrir e chorar ao mesmo tempo. Eu já sentia falta demais do meu bebe. Era bom poder falar com ele, mas no fundo o que eu desejava era abraça-lo. – Você ligou.
– Eu não disse que ligaria? Todos os dias, lembra?
– Ainda está cedo para dormir... – Ele falou baixinho, quase como se contasse um segredo.
– Está? Bom, eu já estou cansada... E tenho certeza que você também.
– Só um pouquinho... Mas papai disse que posso tomar sorvete antes de ir para a cama.
Sua menção a Edward me roubou a respiração por um segundo. E se ele pedisse para falar comigo? E se antes que eu pudesse encerrar a ligação, a voz dele soasse pelo telefone?
No fundo, eu desejei perguntar por ele: O papai está aí? O papai está bem? E por fim, uma pergunta me veio à mente e só em pensar nela, eu senti as lágrimas voltando. E se eles estivessem junto com Victoria?
Eu precisei tampar minha boca com a mão quando um soluço ameaçou sair.
Deus! Mesmo há quilômetros de distancia eu ainda estava sendo machucada.
– Não esqueça de escovar os dentes depois, okay? – Me obriguei a dizer e odiei a forma como minha voz saiu rouca, denunciando o meu choro.
– Tá triste, mamãe? – Eu amava ouvi-lo me chamar de “mamãe” e os poucos minutos em que podia estar em contato com ele, era o suficiente para me fazer perceber que precisava estar bem, por ele. Para que ele não fosse afetado pelo o que eu tinha me tornado. – O médico foi malvado com você?
Eu dei uma pequena e forçada risada.
– Não, meu amor. – Garanti. – Eu só estou um pouquinho cansada.
– Você viu a minha foto? – Eu ouvi a animação na voz dele e desejei voltar a ser criança, quando nada me preocuparia além de qual brincadeira começar em seguida. – Manda uma pra mim?
– Foto? Que foto?
– Que eu mandei pra você...
– Você me mandou uma foto? Sério? E como você fez isso?
– Papai ajudou... – Ele respondeu. – Ele tirou foto com o celular. Foi legal!
– Eu tenho certeza que sim, meu amor. Eu ainda não vi, mas tenho certeza que vou adorar. Você é o menino mais lindo do mundo!
Sua gargalhada chegou aos meus ouvidos e eu fechei meus olhos apreciando o som.
– Eu te amo, filho! – Subitamente, me bateu uma imensa vontade de dizer. – Eu te amo, muito!
Poderia ter se passado horas até que a ligação foi encerrada, mas eu não me importava. Passaria o dia inteiro ao telefone com Ben, se fosse preciso. Era incrível como um menininho poderia ser capaz de me trazer paz e conforto, apenas com a sua voz, sem nem mesmo saber que estava fazendo isso.
Eu mexi em meu celular até encontrar a mensagem enviada do celular do meu filho e sorri, de verdade, ao ver a sua imagem sorrindo para mim.
Adormeci fitando os olhos azuis brilhantes e sonhei que tinha meus braços em volta dele, enquanto os braços de seu pai estavam ao meu redor.
...
Foi difícil me colocar de pé no dia seguinte. Eu me senti um trapo e não desejava nada além de permanecer deitada por tanto tempo quanto possível, mas precisava comer algo e seguir viagem... Até que encontrasse um lugar que gostaria de ficar.
Eu parei uma lanchonete, após deixar o hotel para trás e enquanto comia panquecas, pensei que seria uma boa ideia encontrar um lugar em que eu pudesse revelar a foto que Ben havia me enviado.
Minha parada na loja de fotos foi mais demorada do que eu imaginava e, eu teria desistido, após a atendente me reconhecer, se não desejasse tanto ter algo do meu menino comigo, além do pingente que ele e Edward haviam me dado.
Eu tentei ser gentil e assinei o papel que ela me deu e até posei para uma foto, embora soubesse que aquela imagem estaria online antes que eu fosse capaz de deixar a cidade.
Felizmente, o café da manhã me fortaleceu e como tinha sido inteligente o suficiente para comprar mantimentos, eu pude dirigir por mais tempo dessa vez.
As muitas árvores que cercavam a estrada, de certa forma, me lembrava Forks. Mas diferentemente da forma como eu me sentia quando fiz o meu caminho de volta a minha cidade natal, agora eu me sentia quase em paz. Obviamente, minha cabeça ainda estava uma imensa confusão, assim como meu coração continuava apertado e eu sabia que no momento em que me permitisse pensar sobre o que tinha deixado para trás eu desabaria... Mas também existia a certeza de ter tomado a decisão certa.
Não era mais uma fuga desesperada. Eu precisava disso. De um tempo para mim mesma, para colocar meus pensamentos em ordem, para me obrigar a seguir em frente. Um tempo para tentar trazer a velha Bella de volta, com os sonhos que eu deixei para trás.
Eu tentei pensar em como seria daqui para frente. O que eu faria? Onde ficaria? Mas qualquer pensamento, em algum momento, me levava a questionar como as pessoas que eu havia deixado em LA estariam. Obviamente, eu sabia que meu irmão, assim como meus amigos estariam preocupados e eu gostaria de poder tornar tudo isso mais fácil para eles, mas eu não via como, não agora. Eu não podia simplesmente garantir que eu estava perfeitamente bem, como tinha feito tantas outras vezes, porque dessa vez, pela primeira vez, eu, realmente, admitia para mim mesma que não estava tudo bem, que eu tinha me transformado em uma grande bagunça e precisava encontrar uma forma de consertar isso. Eu ainda não sabia como, mas eu tentaria encontrar uma maneira.
...
Já tinha anoitecido há um bom tempo quando eu estacionei em mais um motel de beira de estrada.
Segui o mesmo ritual do dia anterior, mas dessa vez tive o cuidado de pedir algo para comer antes de me permitir chafurdar em minha própria miséria.
Eu não comi mais do que dois pedaços da pizza que tinha pedido e apenas alguns goles da coca-cola, antes de me sentar no chão da pequena varanda do quarto e cumprir com a promessa que tinha feito ao meu pequeno.
Como na noite anterior, falar com ele me fez bem e foi um pouco mais fácil ouvi-lo me contar sobre o seu dia, sem desmoronar por não estar lá com ele.
Eu não sei bem como me movi até a cama, mas eu acordei com o meu celular ligado jogado ao meu lado na cama e o som de uma nova mensagem.
Ainda sonolenta, agarrei o telefone e suspirei ao ver que era uma mensagem de Alice. Eu pensei em ignorá-la, como estava fazendo com todas as outras mensagens, mas por fim, acabei clicando sobre o ícone que me levaria a visualizar a mensagem.
“Só me responda, Bells. Por favor!”
Eu fiquei por longos minutos olhando para tela do meu celular e pensando em Alice, Rose, Emmett... Jasper. Eu não estava sendo a melhor das amigas e me sentia péssima por isso.
Talvez tenha sido o sentimento de culpa que tenha me motivado, mas quando percebi eu já tinha levado o celular ao ouvido e antes mesmo do primeiro toque ter terminado, eu já ouvia o grito da minha melhor amiga.
– Bella? Oh meu Deus, Bella! Eu pensei que você nunca fosse ligar... Eu estou tão preo...
– Eu sinto muito, Alice. – Disse com sinceridade. – Não precisa se preocupar, eu estou bem.
– Como não? Você, simplesmente, sumiu sem nem ao menos falar com a gente e... Por que James podia te visitar e a gente não? – Sua voz adquiriu um tom que me soou bastante magoado e eu me senti ainda pior.
– Porque vocês não acreditariam em mim e por que... Eu precisava fazer isso, Lice.
– Isso o que? Desaparecer e nos deixar preocupados?
– Eu não quis deixá-los assim e pedi que James explicasse...
– Sim, isso não foi uma boa ideia. – Ela me interrompeu. – Ele foi capaz apenas de nos dizer que você, provavelmente, deixaria a cidade antes que Edward o socasse... Os dois quase foram presos.
– O que? – Eu disse mais alto do que pretendia. – Ele não tinha o direito. James tem sido um bom amigo.
Era estranho, mas eu me sentia quase... alegre. Eu não saberia explicar, mas a reação de Edward a James, a minha saída da cidade... Talvez indicasse que ele ainda sentia algo por mim. Mas, mesmo que isso fosse verdade, do que adiantaria? Nunca mais seria a mesma coisa, mesmo se ainda nos amassemos tanto quanto nós.
– E nós não? – Alice rebateu chateada e eu me forcei a deixar os pensamentos sobre Edward de lado. – O que foi que fizemos de errado?
– Nada. – Garanti. – Vocês não fizeram nada além de serem maravilhosos. É só... Me diga, Alice, se eu lhe dissesse que eu não pretendia... Que não foi de propósito... Que...
– Talvez, se você me contasse tudo... Se me dissesse a verdade, eu acreditaria.
– Nós duas sabemos que isso não é verdade. Você e todo mundo, imaginaria que, na verdade, isso tinha demorado demais para acontecer e que precisariam me vigiar dia e noite para que eu não voltasse a fazer nenhuma burrada.
– Bella...
– Eu sei que vocês só estariam preocupados e agiriam com as melhores das intenções, mas eu preciso voltar a confiar em mim mesma... Voltar a ser quem eu era, Lice. Como posso fazer isso se todos ao meu redor acreditam que eu cheguei ao fundo do poço e não vou ser capaz de sair de lá?
– Nós só queremos ajudar, Bells. – Eu ouvi sua voz embargada e mais uma vez lágrimas vieram aos meus olhos.
– Vocês ajudam, Lice. De verdade. Eu não estou dizendo o contrário... É só... Eu preciso fazer isso sozinha. – Fiz uma pausa. – Quando... quando Edward e eu... No dia em que o advogado foi até o seu apartamento, lembra? Você me disse: “Eu acho que tá na hora de você começar a se preocupar com você.” Bom, é isso que eu estou fazendo. Eu, finalmente, percebi que nada está bem, que... Que eu me perdi em algum lugar no caminho. Eu só to tentando consertar as coisas.
– E por que você tem que fazer isso sozinha?
– Porque eu ainda vou cair muitas vezes antes de conseguir ficar de pé, de verdade. E não quero que vocês presenciem mais disso... Porque eu quero que vocês não precisem se preocupar tanto comigo, que confiem em mim.
– Eu vou sentir tanto a sua falta... Você é minha melhor amiga, Bells. Eu só queria que...
– Eu sempre vou ser sua melhor amiga, Alice. Eu prometo! – Com as costas das mãos, limpei as lágrimas. – Olhe, se você quiser, nós podemos nos falar sempre... Eu vou ficar bem. E quero que vocês também fiquem.
– Tudo bem... Promete que não vai mais ignorar mais as minhas ligações?
– Eu prometo que ligarei avisando assim que encontrar um lugar para ficar, está bem assim?
– Okay. Jasper gostaria de...
– Você pode passar pra ele.
– Bells? – Eu ouvi a insegurança na voz do meu irmão e precisei lutar para não desabar e implorar para que ele aparecesse na minha frente e me abraçasse até que meu medo passasse, como ele fazia quando éramos pequenos. – Você está bem?
– Eu vou ficar. – Tentei colocar o máximo de certeza na minha voz.
– Você vai me dizer onde está?
– Em um motel chamado Best Western Plus, em Billings. Montana ou talvez seja Dakota do Norte. O que eu sei é que Washington ficou para trás há dois dias.
– Billings fica em Montana... – Meu irmão deu um leve sorrido.
– Você sabe, eu nunca fui boa em geografia.
– E como você foi parar aí?
– Bom, eu compre um novo carro e... Apenas dirigi por aí.
Eu pensei que ele fosse me reprender e já estava preparada para tentar acalmá-lo, mas tudo o que ele fez foi ficar em silêncio por um longo tempo.
– Jazz...
– Você promete que vai me dizer onde está? Quando você souber onde ficar e...
– Eu prometo. – Disse.
– Tudo bem. Eu quero que você fique bem, Bells. E se é isso que você precisa... Se é estar longe, tudo bem. Se é James, tudo bem também. Se é Edward...
– Eu entendi. – Interrompi antes que ele continuasse. Eu não queria falar sobre Edward. — Eu... eu... Quando eu conseguir falar sobre isso, eu juro que...
– Eu sei sobre o vídeo, Bells. – Eu imaginei ter ouvido piedade na voz dele. – Você não precisa falar, se não quiser.
– Quem foi que...
– James. – Por que eu não estava surpreendida? – Depois de ter sido colocado para fora do hospital.
– Eu sinto muito que tenha causado problemas...
– Talvez, um dia nós seremos capazes de dar risada disso tudo. De verdade, Bells, eu... Todos nós só queremos que você fique bem.
– Eu vou ficar.
...
Eu dirigi mais lentamente dessa vez e quando voltei a parar em uma nova cidade, eu apenas gastei um tempo ao telefone com Bem e me obriguei a dormir. Eu poderia ter um banho e comer algo pela manhã e... Talvez, parar para pensar em algum lugar que gostaria de ficar.
...
Três dias depois de deixar LA... Ou talvez o correto deveria ser quatro, eu entrei em uma pequena cidade, completamente deserta pelo avançar da noite. Como das outras vezes, pensei em procurar por um motel, mas enquanto dirigia tendo um grande lago ao meu lado, eu não sentia necessidade crescente de continuar seguindo em frente. Era quase como se existia uma dose generosa de tranquilidade no ar.
Vaguei pela cidade até que os primeiros raios de sol aparecessem e os primeiros habitantes estivessem na rua... Cada nova visão me enchendo ainda mais de paz.
Dizer que eu me encantei pela pequena cidade seria redundante. No momento em que meus olhos encontraram as lindas paisagens, eu soube que ali era onde eu gostaria de ficar. As ruas calmas, famílias na praça, as árvores encantadoras, os lagos, a areia fofa, o farol... Tudo era simplesmente apaixonante e eu quase podia ouvir o vento que bagunçava o meu cabelo sussurrando o meu nome, como que me convidando a ficar.
– Traverse City...- Li uma placa em voz alta ao parar em frente ao Centro de visitantes da cidade. – Me dê boas vindas.
CONTINUA...
Notas finais
xoxo
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