Stars
67 Capítulo 4 - Fase II - Retrocedendo.
Notas iniciais
Eu tinha pensando em um monte de coisas bonitinhas, fofas e carinhosas para escrever aqui... Mas, infelizmente, uma MP conseguiu acabar com toda a magia do momento... Coisas da vida.
De qualquer forma, vamos a um resumo.
Há três anos, essa história nasceu... De uma cena louca e sem sentido que até hoje não foi ar. Desde então, eu tenho tentado nos conduzir até lá. O caminho (tanto para os personagens, como para a autora, como para leitoras... em graus distintos, é claro) não foi bonito, ou fácil de percorrer. Pelo contrário, estava repleto de espinhos, mas também de lições importantes sobre amar a si mesmo e a outra pessoa, sobre perdoar, sobre seguir em frente...
Depois de três anos chegamos à fase final da fic... Talvez ela não chegue a completar quatro anos, mas no meu coração eu sempre vou comemorar esse dia como o que me levou a ser uma ficwriter. Para mim sempre vai ser um dia especial (não só por ser, também, o meu aniversário), mas por representar o dia em que eu, finalmente, criei coragem e coloquei para fora uma história que me perseguia há tempos.
Feliz aniversário para Bella, Edward, Ben... Para #Stars!
Muito obrigada a todas as leitoras que acompanham a história desde o início ou há pouco tempo, a todas que me incentivam, e me oferecem suporte quando preciso.
Stars existe também por vocês.
Boa leitura!
Capítulo 4 — Fase III — Retrocedendo
Edward Cullen
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Seis meses! Seis fodidos meses... E a cada dia tudo ficava pior; a cada dia tudo perdia um pouco mais de cor e sabor; a cada dia eu me perdia um pouco mais; a cada dia ela roubava mais um pouco de mim.
Eu estava tentando, com tudo de mim, dar a ela o espaço e tempo que ela precisava, estava me mantendo afastado como era o desejo dela, mesmo que esse afastamento fosse o responsável pelo meu declínio. E a certeza de que eu era o único culpado pela nossa separação só me dilacerava um pouco mais.
Ainda assim, eu me apegava a um tênue e, extremamente, frágil fio de esperança. Obviamente, jamais poderia ter a certeza ou supor que Bella poderia, em algum momento, me perdoar, mas eu podia esperar, desejar, rezar para que isso acontecesse. Ainda que eu mesmo não pudesse, jamais, me absolver pela tamanha idiotice que cometi, eu ainda podia torcer para que o nosso amor continuasse a ser fosse forte o suficiente para nos permitir passar por essa tempestade sem fim e sairmos fortalecido do furação que nos envolveu. Porque se existia algo do qual eu não tinha a menor duvida era da intensidade, da sinceridade do amor que nutrimos um pelo outro. Não existia duvida, para mim, de que nasci para ser dela, de que meu coração e alma pertenciam única e exclusivamente a Bella Cullen. Talvez fossemos predestinados, talvez fossemos a metade que completa o outro e se assim fosse, talvez, ainda poderia existir a possibilidade de voltarmos a ficar juntos. Era a isso, ao que eu sentia e na confiança do que ela sentia por mim, que eu me apegava, me agarrava com todas as minhas forças... Só assim para conseguir esperar por ela sem enlouquecer.
Em momentos como esse, em que eu estava sozinho, sem nada com o que ocupar a minha mente, era quando os meus pensamentos vagavam até ela. Não sabia, exatamente, onde ela estava ou como ela estava lidando com toda a confusão que eu causei em sua já conturbada vida. Gostaria de saber; gostaria de estar ao seu lado agora; gostaria de poder, ao menos, tentar me explicar; de poder olhar em seus olhos e dizer que apesar de todos os meus erros, eu estava tentando, de alguma forma, protegê-la, poupá-la do pior... Especialmente hoje eu gostaria que estivéssemos juntos, como deveria ser.
Se eu não tivesse sido estúpido o suficiente pra confiar que Victoria não desceria ainda mais baixo, se não tivesse cedido a sua maldita chantagem, se não tivesse duvidado da força da minha mulher... Hoje estaríamos juntos, comemorando. Dois anos de casados! Oficialmente ainda éramos marido e mulher, embora Bella acreditasse no contrário. E, no fundo, eu não estava disposto a permitir que o que ela acreditasse se tornasse realidade.
Eram tantos “se” e “talvez” que eu já não saberia dizer onde tinha começado a errar. Eram tantas decisões equivocadas que eu tinha tomado. E a cada dia se tornava mais difícil lidar com o peso da culpa, e com a saudade esmagadora. Estava ficando absurdamente difícil fingir que estava tudo bem. Estava se tornando, praticamente, impossível resistir à tentação de interromper uma das muitas ligações entre ela e Ben e obrigá-la a me escutar.
Por isso, e imaginando, que facilitaria as coisas para nós dois, aceitei o novo projeto que deveria estar filmando. Imaginei que se me ocupasse, se colocasse ainda mais milhas de distância entre nós, eu conseguiria esperar, pacientemente, por ela.
Minha decisão tinha se mostrado um erro, como tudo o que tenho decidido nos últimos tempos. A falta dela se tornou insuportável, sem ter, nem mesmo, acesso ao pouco que Ben sempre compartilhava após uma ligação e eu não conseguia me concentrar em, absolutamente, nada. Minhas falas sempre se embaralhavam em minha mente, meus colegas de elenco, provavelmente, me consideravam um babaca irresponsável e mal educado... E as malditas cenas românticas ainda não tinham sido finalizadas porque eu simplesmente não conseguia.
Eu tinha, finalmente, deixado o estrelismo dominar a minha mente. – Era o que alguns dos meus colegas estavam dizendo entre si, nas redes sociais, nos programas de TV. Edward Cullen tinha se tornado o que sempre evitou ser. Meus pais, provavelmente, estavam, ainda mais, decepcionados.
E minha agente, Kate, estava, perigosamente, perto de perder a paciência. Assim como estava preocupada com a possibilidade de que eu conseguisse destruir a minha carreira, cuidadosamente, construída ao longo dos anos. Era o seu papel e, como tal, ela era a responsável por tentar limpar a minha imagem toda vez que eu fazia alguma besteira. O que tinha se tornado mais frequente do que ela gostaria nos últimos meses.
Talvez o dia de decretar o fim da minha carreira estava próximo. Hoje talvez. Já que no lugar de estar relendo o roteiro e me preparando para as cenas do dia, eu estava jogado sobre o sofá do meu trailler entornando a quinta cerveja do dia e terminando o meu segundo maço de cigarros.
Eu gostaria de ser capaz de desligar a minha mente e fazer o meu trabalho como deveria, mas desde a noite anterior eu não conseguia pensar em nada além de Bella; de me questionar onde ela estaria ou com quem; se ela lembraria que dia era hoje...
Talvez James soubesse a resposta para todas essas questões e todas as outras.
Ainda me irritava profundamente lembrar do sorriso no rosto dele ao me dizer que Bella tinha ido embora; ainda me aniquilava ouvi-lo me dizer, com evidente satisfação, que ela queria que eu me mantivesse longe, tanto quanto doía reler a carta que ela tinha me deixado, confirmando as palavras dele. A única boa lembrança desse dia era o bem dado soco que desferi contra ele. Faria novamente se, assim como naquele dia, isso me trouxesse um pouco de alivio.
“Eu não sou capaz de perdoá-lo, Edward. Não depois disso.” – Bella tinha escrito e essa declaração ecoava em minha mente desde então, dia e noite.
Não existe nada do qual eu me arrependa mais do que a noite em que cedi à chantagem de Victoria e a consequência desse estúpido ato: o vídeo que me tirou Bella, talvez definitivamente.
Graças a isso, odiava a mãe do meu filho como nunca imaginei ser capaz de odiar alguém. E odiava a mim mesmo por ter falhado com a única mulher que amei em toda a minha vida. Odiava ter sido fraco, ter duvidado, ter imaginado que seria capaz de resolver tudo sozinho, odiava ter ferido a minha esposa tão intensamente, odiava o vazio que ela tinha deixado em meu peito e odiava, acima de tudo, a impotência de toda a situação.
“Você me cortou tão profundamente... Muito mais do que o que me trouxe aqui.” - Eu quase podia ouvi-la recitar o que tinha escrito, quase podia ver o seu olhar de decepção, a dor estampada em seu rosto.
“Ela tentou o suicídio...” — A voz de minha mãe sempre vinha fazer eco a de Bella.
Deus! Eu podia tê-la perdido, sem nenhuma chance de retorno, e a culpa seria única e exclusivamente minha.
Jamais me perdoaria pelo o quão fundo a tinha feito cair.
É bem verdade que jamais imaginei que chegaríamos a isso. Fui tolo o suficiente para acreditar que resolveria tudo rapidamente e sem nenhum dano permanente... E quando percebi que não seria assim, era tarde demais para voltar atrás. Me arrependo imensamente. Faria tudo de forma diferente se tivesse a oportunidade de voltar no tempo ou de plantar um novo futuro.
Senti as traiçoeiras lágrimas chegarem e não me importei em limpá-las, assim como não dei importância ao soluço que me fez engasgar com o cerveja. Em quantas estava agora? 7? 9? 11? Não fazia a menor diferença! Era um dia de merda e eu estava me sentindo enlouquecer. A grande prova disso foi a mistura de risada e lamentação que eu deixei escapar quando Kate se esgueirou para dentro do trailler e parou a minha frente.
- Sério, Edward? – Ela começou com o seu, já habitual, tom de censura. – Você precisa estar no set em menos de uma hora.
- Estarei lá... – Retruquei com uma voz que não reconheci como minha, embora não me sentisse capaz, nem mesmo, de me manter de pé.
- Porra nenhuma! – Ela arrancou a cerveja de minha mão e a jogou para trás. Eu me peguei admirando os pequenos pedaços do vidro verde estilhaçando no chão e imaginando se era assim que meu coração se parecia... Tudo quebrado, sem reparo. De repente, a cerveja que escorria pelo chão se parecia muito com meu próprio sangue. – Eu sou sua agente, Edward! – A voz de Kate me trouxe uma subida vertigem. – Não a sua babá! Volte ao que você era ou eu estou caindo fora.
Eu lutei contra a náusea e a tontura e me levantei do sofá e cambaleei até o frigobar para apanhar outra cerveja.
- Sabe... – Me forcei a dizer, mesmo necessitando de um esforço hercúleo para isso. – Você deveria ir. Eu acabei, Kate! Minha carreira chegou ao fim. Nada de mais filmes, entrevistas ou tapetes vermelhos para mim. E quão patético é saber que meu último filme é tão dispensável quanto aos primeiros, não? Na verdade, a única coisa, realmente, significativa que fiz foi Amor Selvagem... Graças a ela.
- Você está bêbado! – Minha agente apontou o óbvio. – Eu te odeio tanto agora.
Mesmo assim, ela não permitiu que eu abrisse uma nova cerveja – o que eu provavelmente não consegueria mesmo, graças ao meu alto nível de embriaguez, e me empurrou até o banheiro.
- Eu me odeio também! — Tentei impedi-la de me colocar embaixo do chuveiro, mas de alguma forma ela era mais forte do que eu naquele momento. – Bella me odeia também... E Carlisle e Esme. E os nossos amigos... Foda-se! — Sibilei quando o jato d’água gelada me atingiu.
- Mova-se... – Kate começou a dizer, mantendo minha cabeça sob a água. – Faça algo. Procure por ela. Implore perdão. Rasteje aos pés dela. Faça uma promessa... Qualquer coisa, menos continuar a definhar.
Eram bons conselhos, mas tudo o que eu fiz foi me curvar e vomitar aos pés dela.
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Bella Cullen
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Eu subiu correndo os degraus do deck de Riley e entrei pela sua cozinha sem bater. Ele, provavelmente, estaria no escritório, trabalhando em seu novo livro, mas eu estava ansiosa para lhe mostrar o meu novo roteiro pronto. Ele provavelmente ficaria uma fera no inicio, mas eu esperava convencê-lo.
Eu tinha deixado o meu projeto inicial de lado e trabalhado, nos últimos meses, em transformar o livro de Riley, ou Karl, em um roteiro e, finalmente, tinha terminado.
Agora eu só precisava fazê-lo entender que seria um filme lindo e que era, sem duvida, uma boa homenagem a Bree.
Eu o encontrei, surpreendentemente, de frente para a televisão de tela plana que ele só usava para assistir os episódios de RuPaul.
- Eu acho que você vai querer ver isso... –Ele disse assim que me viu.
Eu olhei para a televisão e dei um risinho debochado quando vi o canal.
- Eu nunca pensei que você era fã desses canais de fofocas...
- Não seja irritante. – Ele me puxou para mais perto.
Eu estava pronta para alfinetá-lo um pouco mais, mas as palavras sardônicas se perderam quando uma imagem de Edward apareceu na tela.
Eu quase não o reconheci, mas o nome dele grafado na tela não me deixava duvidas. Ele parecia diferente. Um pouco mais magro, a barba tinha crescido desordenadamente, assim como o cabelo e ele mostrava o dedo do meio para a câmera.
“Depois das ultimas confusões, o ator Edward Cullen, se envolveu em um acidente no set de filmagem do seu novo filme de ação... – Eu parei de ouvir no momento em que a palavra “acidente” foi mencionado e algumas imagens de uma ambulância chegando a um estúdio fechando começaram a ser transmitidas.
Permiti que meu corpo caísse sobre o sofá de Riley, enquanto tentava manter o meu coração sobre controle.
Eu imaginei, durante os últimos meses, que a influência de Edward sobre mim, tinha diminuído, porém o tamanho da preocupação e da ansiedade que eu senti nesse momento, me mostrou que eu estava enganada. Ele ainda reinada em meu coração.
CONTINUA...
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SPOILER’S – Não são do próximo capítulo e podem sofrer alterações.
“- Eu te disse que isso poderia acabar mal!
- E o que você queria que eu fizesse? Que deixasse tudo como estava? Que não tentasse impedir? Que fingisse ser algo que não sou, como você fez?
- Minhas atitudes deram resultado, não é? (...) E as suas, no que resultaram? (...) Eu tenho a confiança dela e o que é que você tem? Uma ordem de restrição, um processo e possivelmente uma condenação.
- Nós dois perdemos, querido! Ela nunca será sua.
- Veremos. Eu ainda não esgotei as minhas opções, ainda não usei todas as minhas armas.”
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Vê-la, aparentemente, tão feliz junto de outro homem, simplesmente, me aniquilava. Talvez, eu devesse ficar contente por ela, mas tudo o que eu sentia era inveja por aquele lindo sorriso não estar dirigido a mim e ciúme por não ser eu o homem que a tinha ajudado a se reerguer.
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Vê-lo depois de tanto tempo quase me causou taquicardia. Especialmente porque não esperava encontrá-lo aqui, mas não podia negar que a imagem dele, bem a minha frente, me ajudaria a passar por tudo o que estava por vir.
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- Deus! Eu senti sua falta, Baby! — Ele sussurrou contra o meu ouvido enquanto suas mãos afoitas trabalhavam em me livrar das peças de roupa que só nos atrapalhava nesse momento. – Eu quase morri sem você. Eu preciso de você!
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Eu mal podia acreditar no que estava escrito bem diante dos meus olhos. Mal podia acreditar que uma simples palavra tinha o poder de colocar, mais uma vez, a minha vida toda de cabeça para baixo.
E agora? O que eu faria?
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*Obviamente, nem todos os spoiler’s são Beward e como são de capítulos futuros, provavelmente, sofrerão pequenas alterações quando os capítulos forem finalizados.
Notas finais
xoxo
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