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38 Capítulo 28 - Despedida?
Notas iniciais
Capítulo 28 – Despedida?
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Bella Cullen
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Eu não sei exatamente o que eu pretendia fazer quando tentei alcançar Jacob, mas seja lá o que fosse, deixou de ter qualquer importância no momento em que ouvi a arma sendo acionada. Foi como se todo o meu corpo tivesse congelado no exato segundo em que meus olhos viram os de Jacob se fechar, para logo em seguida serem cobertos de sangue. Era como estar em câmera lenta. Eu vi seu corpo ir ao chão e imediatamente o meu teve o mesmo destino.
Eu queria ir até ele e de alguma forma trazê-lo de volta, mas eu sabia que era inútil, sabia que não existia nada que eu pudesse fazer... E essa certeza só me fez paralisar. Eu não conseguia me mover, eu acredito que mal conseguia respirar. Meus olhos continuavam presos a forma inerte de Jacob, enquanto eu me perguntava como é que chegamos a isso.
Eu não sei, ao certo, por quanto tempo permaneci ali, completamente alheia a qualquer outra coisa a minha volta que não fosse o corpo sem vida de Jacob a minha frente. Meus olhos não o deixavam, na vã esperança de que eu fosse capaz de vê-lo se mexer, respirar... Qualquer coisa que indicasse que ele não estava, de fato, morto.
Eventualmente, eu pude perceber a presença de outras pessoas, e eu estava bastante consciente de que alguém tentava me fazer deixar o lugar onde estava, mas eu simplesmente não conseguia, não podia deixar de vigiá-lo.
Eu, definitivamente, me sentia beirando a insanidade. Eu não conseguia, por mais que me esforçasse, acreditar em tudo o que tinha acontecido naquela manhã. Primeiro, toda a revelação de Charlie, que eu ainda não tinha conseguido digerir... Jacob, meu irmão?! E agora, vê-lo tirar a própria vida... Era muitos mais do que eu poderia lidar... Muito mais do que eu poderia carregar sobre meus ombros, já tão pesados.
Em algum momento eu senti a presença de Edward. Muito antes de vê-lo, bem antes de ele ter se ajoelhado a minha frente. Eu desejei correr até ele, e implorar para que ele me fizesse esquecer a cena que tinha presenciado, mas era como se algo me prendesse ali, era como se Jacob, me implorasse para não deixá-lo... E como eu poderia simplesmente deixá-lo ali, sozinho, quando ele tinha chegado a tão alto nível de desespero, por mim?
Edward me abraçou e sussurrou coisas que eu não consegui entender porque tudo o que eu conseguia fazer era me agarrar a ele, o mais forte que eu podia. Edward me pegou em seu colo, e se pôs de pé, com a clara intenção de tirar-me daquele lugar. Em minha cabeça eu ainda podia ouvir a voz de Jacob me chamando, então cerrei os olhos o máximo que podia, tentando pensar com um pouco mais de clareza. Imediatamente me arrependi, porque assim que meus olhos se fecharam, eu pude ver, com riquezas de detalhes, tudo o que tinha acontecido nos poucos minutos em que ficamos dentro da casa dos meus pais. Eu apenas me aconcheguei mais a Edward, e tentei com todas as minhas forças ignorar a voz que zumbia em meus ouvidos.
Eu não sabia como Edward tinha me encontrado, mas isso não importava, porque se existia alguma forma de superar o que tinha acontecido ali, seria com ele ao meu lado.
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Edward Cullen
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Ela não me olhou, muito menos disse algo enquanto eu a levava até a ambulância parada do lado de fora da casa de seus pais, mas suas mãos se prendiam a mim, como se disso dependesse a sua vida. Eu tentei manter minha mente livre de qualquer outro pensamento que não fosse me certificar de que Bella estava perfeitamente bem, mas era praticamente impossível não desejar saber o que tinha ocorrido dentro daquela casa.
Eu estava grato a Deus por ela estar, pelo menos visivelmente, sã. Eu sabia que em seu interior, o que quer que tenha acontecido dentro daquela casa, a tinha marcado, a estava torturando. E eu, desejava, acima de tudo, livrá-la de qualquer coisa que a fizesse sofrer, mas não existia nada que eu pudesse fazer, principalmente quando eu me sentia tão cansado... Não fisicamente, mas minha mente simplesmente não conseguia processar mais nada. Eu não sabia se seria capaz de lidar com mais um acontecimento trágico, com mais um trauma... Eu ainda a amo, mais do que tudo. Isso nunca vai mudar. Mas, eu sentia como não sendo capaz de continuar a tentar protegê-la, porque esses dias separados, essa viagem a Forks, me fez perceber, que eu precisaria protegê-la dela mesma, de seus fantasmas, de suas inseguranças... E talvez, eu fosse capaz disso... Porém, não agora, não quando eu desejava ser acolhido, confortado e, infelizmente, eu sabia que Bella não me daria nada disso... Não nesse momento.
- Bella? – O Grito de Jasper assim que alcancei a porta, me fez acordar de meu devaneio. – O que aconteceu? Bella?
Ela continuava em silêncio, e eu sabia que as lágrimas ainda rolavam por seu rosto. Deus! Como doía vê-la assim.
Eu apressei meus passos, e rapidamente alcancei a ambulância. Um dos socorristas me disse para colocá-la no interior, e eu o fiz. Ela prendeu suas mãos em minha camisa, e me olhou pedindo mudamente para não deixá-la.
- Eu vou ficar aqui... – Prometi dando espaço para que ela fosse examinada. Ao mesmo tempo, Jasper se aproximou e começou a me bombardear de perguntas para as quais eu não tinha respostas.
Eu disse, resumidamente, como a encontrei.
- Meu Deus! Você acha que... Acha que ela...
- Não! – Disse antes que ele acabasse falando algo que colocasse Bella em mais problemas. – Eu Não sei o que aconteceu ali dentro, Jasper, mas Bella jamais faria nada contra ninguém... Você a conhece... Sabe como ela se sentia com relação a ele.
...
Depois de o socorrista ter me garantido que ela estava fisicamente bem, o encarregado pela investigação nos abordou alegando que precisava do depoimento de dela. Felizmente, Jasper o conhecia e não foi muito difícil convencê-lo a colher o depoimento na manhã seguinte.
...
O caminho até o hotel, já que não podíamos deixar Forks até que Bella fosse liberada, foi silencioso e de certa forma sufocante. Minha cabeça estava pesada, e mesmo sabendo que não era o melhor a se fazer, eu realmente queria gritar com Bella, ou sacudi-la até fazê-la entender o quão estúpido foi ter vindo a Forks. Ela estava encolhida ao meu lado, enquanto Jasper dirigia, meus dedos deslizavam por seus fios de cabelo e instintivamente eu a trazia para mais perto de mim, mas por dentro eu era uma grande bagunça... Uma tremenda confusão prestes a explodir.
- Eu não agüento mais esse silencio... – Japer disse ao estacionar o carro em frente ao hotel. – Você pode me explicar que merda se passou pela sua cabeça para vir até aqui?
Bella se encolheu um pouco mais, possivelmente pela forma como o assunto tinha sido abordado.
- Droga, Bella! – Ele continuou, sua voz soando cada vez mais alta. – Eu não tenho palavras para descrever o quão idiota foi ter feito isso...
Ela me puxou um pouco mais para perto e eu delicadamente me afastei, abrindo a porta do carro.
- Podemos ter essa merda de conversa lá dentro? – Arrastei as palavras.
...
Não foi difícil conseguir quartos vagos e rapidamente estávamos instalados, mas mesmo após, o que me pareceu horas, Bella continuava em silencio, apenas desviando seu olhar do meu.
Eu estava grato por Jasper ter se retirado e nos deixado a sós, principalmente porque não agüentava mais o ouvir reclamar vez após vez.
Levantei meu olhar até Bella, apenas para constatar que mais uma vez ela evitava me encarar, sentada do outro lado do quarto, praticamente encolhida sobre a cama. Passei as mãos por meu cabelo impacientemente.
- Eu não vou perguntar o que você veio fazer aqui... – Disse baixo. – Porque eu sei. — Finalmente ela me olhou, mas a dor que vi em seus olhos me fez fitar o chão. — O que eu sinceramente não consigo compreender é o por que toda a essa necessidade de verificar como todos estão... – Fiz uma pausa ao perceber o quão acida a minha voz estava saindo. – Não todos... porque você não se importou em como eu ou seus amigos íamos estar quando decidiu vir até aqui... direto pros braços de quem sempre a deixou de lado.
- Edward, por favor...
- Não, Bella! – Interrompi, na vã tentativa de fazê-la entender que estava jogando fora tudo o que poderíamos ter. – Eu estou tão cansado... Cansado de ter que provar a você, a todo o momento, o quanto a amo. Cansado de ser excluído. Cansado de vê-la se afundando cada vez mais e não poder fazer nada porque você simplesmente não me deixa se aproximar o suficiente...
- Por favor, eu... eu só... só pensei que era o certo. Pensei que se viesse aqui, que se resolvesse o primeiro de todos os problemas... que todo o resto se resolveria também.
- E você conseguiu? – Questionei me ponde pé, sem conseguir continuar parado ali, a olhando, sem saber aonde é que tudo isso nos levaria. – Vir até aqui... se arriscar, praticamente me enlouquecer de preocupação, afastar todos que se importam com você... alguma dessas coisas te ajudou a resolver todos os seus problemas?
- Desculpe... mas eu precisava... realmente precisava resolver isso... virar essa página... ou então, nunca iria conseguir seguir em frente e tirar estes fantasmas de mim.
- E adiantou?
- Edward... – Ela, lentamente, se pôs de pé e caminhou em minha direção. Suas mãos tocando gentilmente meu rosto. – Eu virei a página, eu juro. Acabou... Eu, finalmente, percebi o que realmente importa... acredita em mim, por favor.
- E o que é que importa, Bella? – Fechei meus olhos, com força, temendo o que poderia sair de sua boca.
- Você, Edward. – Ela garantiu. – Você é o que importa. O que temos, o que ainda poderemos ter...
Seus braços envolveram meu pescoço e ela sussurou contra o meu ouvido:
- Por favor, só não desista de mim.
A envolvi em meus braços, acolhendo-a. Tentando acreditar, com todas as minhas forças, que finalmente as coisas iriam começar a melhorar a partir daquele momento.
Não posso dizer que apenas suas palavras resolveriam todos os nossos problemas, mas eu sabia que precisava dar a ela, o que tenho pedido nos últimos dias: confiança. Eu precisava confiar no que ela me dizia, já que pelo visto, por mais traumática que tenha sido a experiencia, Bella havia conseguido resolver alguns de seus conflitos. Claro que todos não haviam sido resolvidos, mas pelo menos uma parte... a pior parte... havia sido recolhida a categoria de lembranças. Tenho plena consciencia que por mais que o tempo passe, que por mais que ela deseje nunca esquecerá o que aconteceu, mas pelo menos agora parecia que havia resolvido voltar a viver, enterrando, definitivamente, alguns de seus fantasmas. E eu queria estar ao seu lado para vê-la se reerguer e sendo bem honesto comigo mesmo, eu jamais conseguiria me distanciar... não sem perder o meu coração no processo.
Jasper, como se para se assegurar que tudo estava bem, apareceu algum tempo depois, e finalmente na presença dele, ela começou a falar sobre o que aconteceu desde que saiu do hospital.
- Eu já estava decidida a ir embora... voltar para LA. – Ela começou. – Depois da conversa com Renée, depois de ela tentar nos culpa por tudo o que aconteceu... – Seus olhos estavam presos aos de Jasper enquanto sua mão não deixava a minha. – Eu ainda não consigo acreditar que ela realmente acredite que eu inventei tudo... É tudo tão doentio!
- Não existia nada aqui para você, Bells... Renée e Charlie são passado. Você precisa entender isso. – Jasper disse calmamante, mas até eu podia ver a dor que lhe causava dizer isso.
- Eu teria voltado antes... Mas, Jacob esteve aqui, um dia depois da minha chegada.
Eu senti meu coração falhar uma batida ao constatar que mais uma vez ela esteve tão perto dele. Tão a mercê do que ele decidisse fazer... Só de imaginar o que ele poderia ter feito...
Talvez sentindo minha apreensão, Bella se voltou em minha direção e sorriu docemente para mim.
- Ele queria pedir desculpas... não tentou nada.
- Desculpas? – Disse entre os dentes. – Não existe desculpas para o que ele fez...
- Foi o que eu disse a ele, meu amor. De certa forma, foi bom para mim. Eu, finalmente, pude dizer tudo o que sempre esteve engasgado... Eu pedi para que ele nunca mais me procurasse, o fiz perceber que nunca poderia ter o meu amor... Disse que no fundo, ele nunca me amou... Mas, depois do que aconteceu... eu me pergunto: Será que ele realmente não amava? Será que ele apenas não sabia como lidar com a intensidade do que sentia?
- Bella... – Jasper atraiu sua atenção e docemente tocou sua mão livre. – Quem ama não machuca. Não continue com isso... não se culpe mais, por favor, minha irmã.
Ela assentiu e logo em seguida balançou sua cabeça, provavelmente, tentando afastar os pensamentos negativos.
- Foi Jacob quem me disse que Charlie estava internado... Oh, Jasper, ele está irreconhecível! Nem de longe, se parece com o mesmo homem que conhecemos...
- Todo mundo paga pelo o que faz, Bells. De uma forma ou de outra.
- Ele me contou tudo... Sobre ele e Renée, sobre Billy, sobre Jacob...
- O que há para contar, Bella? – Jasper voltou a se colocar de pé e passou a andar de um lado ao outro do quarto, visivelmente nervoso com o rumo da conversa.
- Eles nunca se amaram, Jazz.
- E que culpa nós temos nisso? – Ele gritou, fazendo com que Bella estremecesse.
- Nenhuma. – Ela respondeu após respirar fundo. – Nem você, nem eu... nem Jacob. Ele foi tão vítima das circuntâncias quanto nós.
- Ele era um monstro, Bella!
-Não, Jasper! Ele era nosso irmão...
Eu pude ver o olhar de Jasper voltar a procurar por Bella. A principio aborrecido, mas ao decorrer dos segundos em silêncio que se seguiram, passaram a se tornar, incrédulos.
-Bells... – Tentei dizer, mas minha voz simplesmente parecia ter sumido, diante do quadro que se formava em minha mente.
-Charlie e Sarah namoraram... Mas os pais dela queriam que ela se casasse com Billy...
- Oh meu Deus! – Jasper praticamente se jogou na poltrona, de frente para nós.
- Ele era nosso irmão, Jasper!
- Isso torna tudo pior... tudo o que ele fez... com a própria irmã.
- Ele simplesmente... ele não pode lidar com isso. Ele se matou... bem na minha frente. – Sua mão apertou ainda mais a minha e ela parou por um instante, fechando os olhos e eu senti a necessidade de confortá-la, mas antes que eu tivesse a oportunidade, Bella voltou a falar: -Não teve nada que eu pudesse fazer, nada que fosse capaz de impedi-lo.
Admito que foi um choque para mim ouvir aquilo, e isso fez com que de certa forma conseguisse compreender o desespero que tomou Jacob. Descobrir que a mulher que sempre imaginou amar, era, na realidade, sua irmã e ainda por cima sentindo todo o peso do que havia feito a ela sobre as costas... Obviamente isso não tornava perdoável o que ele fez, mas de alguma forma, eu compreendia que Bella estava certa. Jacob tinha sido tão vítima de toda essa história quanto ela e Jasper.
- Charlie o venera. Ele é sua única motivação. Para Charlie não existia limites... ele faria qualquer coisa por Jacob, qualquer coisa para se manter próximo ao filho. Jacob era o fruto do amor que ele sentia por Sarah... Provavelmente, o único amor de verdade que ele sentiu na vida.
- Você também é filha dele, Bella. Eu também sou filho dele. Merda! O que nós significamos para ele? Nada!
- Nós somos a lembrança de porque ele foi afastado da mulher que amava... De uma forma doentia, ele acredita que seja nossa culpa...
- Oh Deus, eu o odeio ainda mais agora!
- Jazz... — Bella soltou a minha mão e se dirigiu até ele e o abraçou. — Não importa o que ele ache, não é nossa culpa. Nós estamos bem... sempre estivemos, sempre vamos estar. Temos um ao outro.
...
Eu ainda tinha a conversa sobre Jacob e Charlie em minha mente enquanto puxava Bella para meus braços, para tentarmos dormir um pouco.
O quarto estava frio e o vento batia insistentemente na janela, nos fazendo, vez ou outra, fitar o escuro da noite do lado de fora do hotel. O que fez com que ela se aconchegasse ao meu corpo, naturalmente. Quase como se fossemos feito para nos moldarmos assim...
...
O dia seguinte foi marcado pelo enterro de Jacob, logo após Bella ter prestado seu depoimento.
Como era de se esperar, ela quiz ir, e por isso acabei acompanhando-a. Não tinha coragem de me aproximar, portanto fiquei a uma certa distância, observando-a... garantindo que tudo ficaria bem.
Ela se manteve distante de todos. Esperou até que todos tivessem ido embora para se aproximar da lápide. Muitos minutos se passaram até que ela, finalmente, se voltou em minha direção e silenciosamente nos preparamos para deixar o cemitério de Forks.
- Eu gostaria que tudo tivesse sido diferente... – Sussurrou assim que o carro se pôs em movimento.
Eu não conseguia pensar em nada que pudesse ser dito naquele momento, então, apenas apertei sua mão na minha.
- Nós podemos, por favor, ir até o hospital? – Perguntou receosa, quando nos aproximamos do hotel onde estávamos hospedados para que pudéssemos, finalmente, deixarmos Forks. – Eu gostaria de ver Charlie pela última vez...
- Bella... pare de se torturar.
- É a última vez, Edward. Eu prometo. Quando formos embora, nunca mais voltarei a pensar em Forks novamente.
Algo em mim dizia que não deveria realizar seu desejo. Que deveria levá-la para o mais longe o possivel, mas simplesmente ignorei e a levei ao hospital.
— Espero que seja a última vez. Bella, isso não faz bem a você e nem a ninguém.
- Será Edward... prometi a você que seria e pretendo cumprir minha palavra — Ela disse antes de se despedir de mim.
...
Assim que Bella entrou no hospital, senti meu coração ficar pesado, como se uma parte de mim estivesse indo com ela, principalmente quando ela começou a demorar a sair. Depois de cerca de meia hora, não resisti mais aquela sensação ruim e resolvi ir checar se tudo estava bem.
Passei pelas portas do hospital e aquele cheiro caracteristico de alcool e remédios tomou meus sentidos. Não sabia onde procurar exatamente, mas dado o tamanho daquela cidade, era provável que todos ali conhecessem Bella, por isso me dirigi a recepção e perguntei a uma das moças atrás do balcão:
-Boa tarde, por favor, pode me informar o quarto de Charlie Swan?
- O Sr. Swan está no apartamento 202, você deve seguir por ali... — A moça respondeu com aquela educação fria típica dos hospitais.
Eu murmurei um agradecimento e segui a direção indicada, até que me encontrei de pé em frente a porta entreaberta do quarto.
Com um suspiro cansado, pensei que em situações normais isso deveria ser um grande acontecimento: o momento em que você conhece o pai da mulher pela qual você é complementamente apaixonado, mas as circuntancias que nos cercavam não eram normais e tudo o que eu queria era poder evitar conhecer o homem que estava dentro daquele quarto, porque eu sabia que no momento em que meus olhos o encontrasse, tudo o que eu desejaria era socá-lo até que meus braços caíssem pelo esforço, por tudo o que ele tinha feito a Bella.
Relutantemente, abri a porta e dei o primeiro dos passos que me levariam até o interior do quarto hospitalar.
Eu esperava encontrar Bella próxima a maca em um daqueles momentos de despedidas sentimentais, porque, no fundo, eu sabia que por mais forte que ela tentasse parecer, na verdade seu coração estava despedaçado. E eu não podia condená-la por isso... Quem não gostaria de ter uma família que se importa com você, que o ama incondicionalmente, em vez de alguém capaz de permitir que sua filha seja sexualmente violentada pelo próprio irmão?
Meus olhos percorreram todo o quarto e meu coração se apertou ao perceber que Bella não estava ali.
Um gemido baixo e rouco chamou minha atenção e apressadamente me aproximei da maca, me deparando com um homem moribundo.
Qual deve ser a reação ao encontrar seu sogro pela primeira vez, sabendo que não lhe resta muito tempo de vida? Certamente não seria a vontade esmagadora que eu tive de agredi-lo, sem me importar com o fato de que ele estava caído sobre o chão e lutando para se erguer.
Tentando controlar o impulso de fazê-lo pagar por todo o mal causado a minha esposa, eu me afastei.
- Onde está Bella? – Perguntei baixo, porque a sensação de aperto em meu peito se intensificou ao perceber que alguma coisa estava errada.
- Eu tentei impedir... – Sua voz está fraca demais para que eu fosse capaz de ouvir com perfeição, então eu me abaixei ao seu lado e pela primeira vez olhei nos olhos de Charlie Swan.
- Onde está Bella? – Repeti, temendo que ele me dissesse que alguma coisa, de mal, tinha acontecido.
Seus olhos se prenderam nos meus e antes mesmo que ele me respondesse, eu soube que ela estava com problemas.
- Ele a levou...
CONTINUA...
Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo...
O próximo é o último da fase Jacob... o que será que teremos? Comentem que o capítulo vem rápidinho...
xoxo
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