Stars
55 Capítulo 15 – Fase II – Regredindo – Parte III
Notas iniciais
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E o coelhinho da páscoa trouxe um novo capítulo de #Stars de presente para vocês...
Feliz Páscoa, meus amores!
Capítulo 15 – Fase II – Regredindo – Parte III
Bella Cullen
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Eu permaneci ali, parada, sem a menor ideia de como agir ou o que dizer.
Tudo o que eu conseguia pensar era o quanto era aniquilador estar só a alguns passos de distancia e ainda assim o sentir tão longe.
Naquele momento, eu daria qualquer coisa – até mesmo assinar aqueles malditos papeis na minha mochila, se antes eu pudesse tê-lo mais uma vez.
Apenas sentir seus braços ao meu redor. Me embriagar no seu cheiro, repousar meu rosto em seu peito... E ouvir, ouvir pela última vez, a sua voz me dizendo “eu te amo”.
Eu o vi puxar o ar com força e me obriguei a fazer o mesmo quando sua imagem começou a escurecer a minha frente.
Eu poderia jurar que o vi mexer os lábios para me dizer “respire, Bella”, como ele costumava fazer.
Eu cheguei a abrir a minha boca para dizer algo, mas absolutamente nada saiu.
- Ben, o que você acha de ajudar a vovó a fazer um lanche? – A voz de Esme me trouxe de volta e eu me obriguei a desviar o olhar e só então me dei conta de que Ben estava agarrado a uma de minhas pernas.
- Não quero! – Ele resmungou. – Quero o lanchinho da Bella.
Eu lancei um olhar a Ben, ciente de que ele estava apenas fazendo manha, mas apreciando que ele me quisesse por perto.
- Você se importa se eu... – Pedi a Esme, sem saber se deveria mesmo me enfiar em sua cozinha.
- Fique a vontade. – Ela respondeu sinceramente.
- Certo... Vamos ver o que eu posso fazer por você, pequeno travesso. – Sorri para Ben – o meu primeiro sorriso verdadeiro, desde que tudo tinha acabado. – Mas, você precisa me soltar para que eu possa me levantar...
Ele meneou a sua cabeça e se prendeu ainda mais a mim.
- Hey, de onde veio toda essa manha? – Mexi em seu cabelo. – Tudo bem, meu preguiçoso predileto, eu o levo no colo.
Eu senti os olhares de Carlisle e Esme sobre mim, mas decidi os ignorar e me inclinei para que pudesse prender Ben em meus braços de forma que ele estivesse seguro e lentamente me coloquei de pé.
Obviamente cambaleei, fazendo com Ben prendesse seus braços com tanta força em meu pescoço que pensei que ele conseguiria me asfixiar.
- Você está bem? – Eu senti no momento em que um dos braços de Edward circulou a minha cintura e estremeci. O choque pelo seu toque percorrendo todo o meu corpo.
Me concentrei em permanecer em pé e delicadamente diminui o aperto de Ben.
- Eu posso levá-lo... – Se ele continuasse a falar comigo, especialmente de tão perto, eu certamente teria um colapso.
- Eu estou bem... – Disse baixinho, tomando o cuidado de não olhar em sua direção.
Felizmente fui capaz de chegar à cozinha sem nenhum risco de queda. Me apressei em colocar Ben sobre a mesa, onde ele certamente estaria mais seguro do que nos meus braços fracos.
- Uauu você está pesado. – Me inclinei em sua direção, prestando bastante atenção em cada detalhe do seu rostinho.
Ele levou a mão até o meu cabelo e agarrou uma mecha, enquanto prendia seus olhos azuis em mim.
- O que? Por que está me olhando assim?
Foi realmente surpreendente quando ele, em um impulso, estalou um beijo em minha bochecha.
- Hey, eu gostei disso... – Disse após vê-lo abaixar a cabeça e seu rosto ser coberto por um lindo tom rosado. – Eu posso ter mais um?
Eu senti meus olhos marejarem ao vê-lo se apoiar em mim e se colocar de pé sobre a mesa, ficando mais próximo do meu rosto e começar a distribuir um beijo atrás do outro.
Quando eu senti que uma lágrima rolar, eu o puxei para mais perto e o abracei com força.
- Solta! Solta! – Ele protestou, mas eu podia ouvir sua risada baixinha.
Eu poderia tê-lo deixado livre, mas só de saber que não poderia mais tê-lo assim, me fez desejar mantê-lo preso a mim para sempre.
Sem que eu pudesse evitar uma frase de Edward me veio à mente:
“Victoria vai deixar que você se apegue e depois vai impedir que você o veja. Ou coisa pior.” – Ele me disse durante o voo que nos levou até o México, exatamente no dia em que conhecemos Ben.
Quando eu iria imaginar que Edward seria o responsável por nos afastar?
Eu diminui o meu aperto sobre o lindo garotinho abraçado a mim, mas não me afastei.
- Tá triste? – Ele perguntou docemente.
Eu nunca ia deixar de me perguntar como uma criança tão carinhosa poderia ser filho de alguém tão vil quanto Victoria.
- Não, meu amor. – Me apressei em limpar o rosto. – Agora, por que você não me conta todas as coisas legais que você aprontou esses dias?
Eu o acomodei melhor no centro da mesa e com um olhar adverti que ele continuasse ali, enquanto eu vasculhava a geladeira em busca de algo que ele pudesse gostar.
Em menos de 2 minutos, eu já estava de volta ao seu lado, e começando a preparar um sanduiche.
- Eu fui para a escolhinha... – Ele finalmente disse, mas pela sua voz percebi que não era algo que o animava.
- Sério? Isso é muito legal! – Respondi. – Você está gostando?
Ele fez um bico e negou com um movimento de cabeça.
- Não? E por que não? Eu aposto que você faz um monte de coisas divertidas por lá... E tem muitos amiguinhos.
Eu cortei o pão de forma em 4 e entreguei o primeiro pedaço a ele.
Ben deu de ombros e deu uma mordida minúscula no seu sanduiche.
Eu não tinha muitas lembranças boas da minha infância além de Jasper e nossos amigos, mas a escola certamente era um dos meus locais prediletos, eu estava sempre tão ansiosa para ir até lá, que nunca parei para ponderar que talvez não fosse assim com todas as crianças.
- Você pode me dizer por que não gosta? As outras crianças não são legais com você?
- A gente faz desenhos... Um monte.
Eu assenti e o incentivei a continuar a comer.
- Então, qual é o problema?
- Tem muitas mamães... – Ele olhou para mim por um segundo e depois desviou o olhar de volta para o pão em suas mãos pequenas.
Eu pensei por um instante tentando descobrir como isso poderia ser algo que o desagradasse.
- Humm, é... As mamães costumam levar os seus filhos até a escola... É por isso que tem muitas mamães na escola.
Ele balançou a sua cabeça concordando e quando ele começou a esfarelar o pão, eu entendi o que estava errado.
- Oh, querido! Você gostaria que sua mamãe também te levasse para a escola? É isso?
Eu acho que poderia entender isso. Minha mãe também nunca foi uma pessoa muito presente, Mas suponho que não tenha sentido tanta falta dessas pequenas coisas, porque Jasper sempre estava por perto, para onde eu olhasse, eu o encontraria.
Para Ben era diferente. Ele estava sozinho.
- Você me leva?
Eu abri a minha boca, pronta para dizer que amaria levá-lo a escola todos os dias, mas felizmente fui capaz de me conter. Eu não poderia levá-lo a escola ou a qualquer outro lugar porque eu estava sendo convidada a me retirar da sua vida.
Como eu poderia explicar isso?
- Meu anjo, eu adoraria... Mas eu... Eu ainda vou viajar por mais algum tempo. – Me decidir por continuar com a versão da historia que ele conhecia.
- Você vai embora? – Ele falou alto. – Você não vai voltar para casa?
- Querido...
- Você não gosta mais de mim? – Eu assisti com horror quando os seus olhinhos se encheram de lágrimas e ele se moveu para sair da mesa.
- Não,Ben! – Eu tentei segurá-lo. – É claro que eu gosto de você. Muito.
- Não gosta não. Você vai embora...
- Ben, querido, por favor, você vai cair assim... – Eu o puxei para o meu colo, o retirando de cima da mesa, mas como ele continuava a se debater, eu fui obrigada a colocá-lo no chão.
A primeira coisa que ele fez quando eu o soltei foi correr em direção à sala.
Eu subitamente me levantei para segui-lo, mas precisei parar e me apoiar na beirada da mesa, quando uma vertigem me atingiu.
Uma respiração profunda depois eu já estava indo atrás da criança que tinha acabado de magoar, mesmo que sem nenhuma intenção.
Eu o encontrei encolhido no colo de Esme.
Eu senti o olhar de Edward sobre mim, quando ele se afastou do filho, sem conseguir descobrir o motivo do choro. Como sempre, só o seu olhar me fez desejar me agarrar a ele. Felizmente, eu estava focada em acalmar o coraçãozinho do menino que eu já amava como se fosse meu filho.
- Ben? – Eu chamei me abaixando perto dele. – Hey, querido, eu gosto muito, muito, muito de você. Eu te amo! E você é, e sempre vai ser, o meu garoto predileto, Okay?
Ele se remexeu um pouco, virando seu rostinho vermelho em minha direção.
- Eu sinto muito, meu amor! – Eu trabalhei em afastar as lágrimas que ainda deslizavam de seus olhinhos. – Vamos combinar uma coisa? Sempre, todas às vezes, que você quiser falar comigo, você só precisa pedir a vovó Esme e então ela vai nos deixar passar um bom tempo no telefone... O que você acha?
- E... Quando... Vovó não tiver?
- Então, você só precisa pensar em mim, e eu vou saber... E vou pensar em você também.
- Como você vai saber? Tem telefone pra pensar?
Eu não pude deixar de sorrir.
- Eu vou sentir bem aqui... – Apontei para o lado esquerdo do meu peito.
- Promete? – Ele pediu fungando.
- Eu prometo! – Eu suspirei de alivio quando ele se soltou de Esme e se jogou no meu colo. – Agora o que você acha de um banho de banheira?
Eu me virei, pronta para seguir até o quarto, mas meus movimentos foram paralisados ao encontrar a forma de Edward. Seu corpo praticamente jogado sobre uma das poltronas, sua cabeça baixa, as mãos escondendo o rosto. Ele parecia tão perdido quanto Ben estava antes.
Eu precisei de todo meu esforço para não me ajoelhar a sua frente e o tranquilizar também.
Eu olhei para Esme, pedindo silenciosamente para que ela fizesse algo e deixei a sala.
...
Eu olhei ao redor, franzindo o cenho para toda a água derramada pelo chão do banheiro.
- Olhe só para toda essa bagunça... – Fingi choramingar. – Você tem certeza que é só um menino e não um golfinho?
Ben apenas ficou olhando para mim e eu revirei meus olhos para minha tentativa idiota de piada.
- Tudo bem... – O puxei para fora da banheira e o sequei. – Eu acho que você ia gostar de entrar na natação, não é?
Por um segundo eu me permiti, mentalmente, fazer planos que o incluíam, como ir a campeonatos de natação, apresentações escolares, preparar festas de aniversário... Apenas, para ter que me obrigar a expulsar todos esses pensamentos algum tempo depois.
- Conta uma história? – Ele pediu docemente quando eu o vesti.
Eu gastei um tempo observando a forma como ele tentava evitar os bocejos e mantinha os olhos arregalados.
- Acho que está na hora de uma soneca...
Eu me acomodei ao seu lado na cama, apenas para vê-lo se arrastar para cima do meu colo. Imediatamente meus braços o envolveram.
- Uma história e depois... hora de dormir, okay?
- Não quero dormir.
Eu mordi meu lábio inferior me obrigando a não rir da forma como ele estava tentando duramente continuar acordado.
- Prometo que vou estar bem aqui enquanto você dorme.
- Vai dormir comigo?
- Não, meu amor. Eu... – Lhe dei um beijo na testa, evitando ver seu olhar de decepção. – Eu tenho que ir...
Mantive meus braços ao seu redor com medo de que ele se afastasse como tinha feito na cozinha, mas o que ele fez só quebrou ainda mais meu coração.
Ben escondeu seu rosto em meu pescoço e eu pude sentir suas lágrimas contra a minha pele.
- Eu queria que você fosse a minha mamãe... – Ele soluçou e eu não fui capaz de me impedir de chorar junto com ele.
-Eu também. Eu também, meu amor.
...
No fim, eu não contei uma história. Quando finalmente tinha conseguido me controlar, Ben já estava adormecido. Então, eu apenas o acomodei melhor na cama e gastei uns bons minutos memorizando cada traço de seu rosto e me despedindo em silêncio.
Foi difícil encontrar forças para me obrigar a levantar da cama, para me afastar... Para ir embora e deixá-lo para trás.
Eu esfreguei minhas mãos em meu rosto, desejando que eu tivesse força suficiente para suportar tudo isso.
- Os pesadelos voltaram, não é? – Eu senti todo o meu corpo paralisar, apenas por ouvir a voz dele.
Eu quis me esconder ou talvez desaparecer. Ainda assim, tudo o que eu fiz foi me virar em sua direção e dar boas vindas as borboletas em meu estomago.
Eu prendi meus olhos em seu rosto até que ele me pareceu desconfortável e desviou o olhar.
Pare com isso. Vá embora. – Sussurrei para mim mesma.
Prendi minha respiração enquanto passava por ele.
- Eu só estou tentando saber como você está... – Ele voltou a falar.
- Bem... – Respondi, sabendo perfeitamente bem que ele estava ciente de que era uma mentira. A forma como minha voz soou estridente deixava isso bem claro. – Eu... Eu estou perfeitamente bem.
- Bella... Eu... Eu quero...
- O que? – Com um movimento rápido, voltei a encará-lo. – O que você quer?
- Que tudo esteja bem... Que você esteja bem. Que ele... – Seu olhar vagou até a forma adormecida de Ben. -... Fique bem.
Eu ainda podia ver as bochechas, da criança adormecida, manchadas pelas lágrimas e, internamente, desejei que ele não estivesse no meio de tudo isso.
- Ele vai ficar... Eu acho. – Cerrei minhas mãos em punho, começando a me sentir irritada por saber que uma criança inocente estava sendo afetada por decisões que nunca deveriam ter sido tomadas. – Ele só está... Magoado. Ele... Droga! Não era para ter sido assim... Não... Realmente era preciso me afastar dele?
- Você nunca ligou... – Edward respondeu sem voltar seu olhar para mim.
- Nem você.
- É como deveria ser.
- É tudo o que você vai dizer? – Disse um pouco mais alto, mas imediatamente me calei ao ver Ben se remexer. – Que diferença faz, não é?
Obriguei meus pés a me levaram para longe dele e praticamente corri em direção à sala.
Propositalmente ignorei a presença de Esme e Carlisle. Apenas apanhei a minha mochila, pronta para sair dalí antes que meus olhos se deparassem com Edward novamente.
- Bella? – Carlisle se pós de pé. – Eu tenho algo para você.
Eu o vi apanhar uma sacola que estava sobre a mesinha de centro e me entregar.
- Por favor, querida, volte a tomá-los... Vai te ajudar.
Eu não precisei checar para saber que ele estava me dando novos remédios e, embora, soubesse que ele estava apenas tentando ajudar, tive vontade de dizê-lo para não fazer isso.
Em vez disso, com as mãos trêmulas, eu abri a minha mochila, jogando a sacola lá dentro, após retirar o maldito envelope que continha o pedido de divorcio.
Minha intenção era apenas deixá-lo em cima da mesa e ir embora, mas quando voltei a levantar minha cabeça Edward estava bem a minha frente.
- É melhor assim, okay? – Ele disse com a voz falha. – Ele pergunta por você todos os dias... A todo momento. Eu disse a ele que você tinha viajado... O que mais eu poderia dizer?
- A verdade...
- Ele é só uma criança... Ele... Ele não entende.
- Ele pensa que eu não gosto dele. Ele sente que eu o abandonei... Isso não é justo!
- E o que é justo? Você continuar a se manter por perto... E confundi-lo ainda mais? Como explicar que ele pode te ligar, mas que não vai te ver mais... Vai mesmo deixá-lo menos confuso?
- É você quem o está confundindo. – Acusei sentindo que estava começando a perder o foco. – A ele, a mim... A todo mundo. – Eu balancei o envelope em sua direção. – É exatamente o que você fez ao enviar seu advogado para me entregar isso.
- Eu estou tentando fazer a coisa certa.
- Por quê? – Pedi, me agarrando ao fio de esperança que me fazia acreditar que ele apenas não estava sabendo como agir. – Por que você está fazendo isso, Edward?
Ele não respondeu. Apenas deu um passo para longe de mim e abaixou a sua cabeça.
- Droga! Me diz... – Gritei e precisei me desvencilhar das mãos de Esme que tentaram me segurar quando eu me joguei contra ele e passei a socar o seu peito. – Só me diga porque.
— Eu sinto muito... – Ele começou a repetir. – Eu sinto muito.
- Você faz ideia do que eu senti ao ouvir o seu advogado me dizer os detalhes do que tem aqui... – Sem pensar joguei o envelope contra ele. – Tem ideia do quanto me senti humilhada ao vê-lo tentar me convencer que era uma ótima proposta? Vê-lo dizer o quanto você está sendo generoso...
Levei uma das minhas mãos ao meu cabelo e o puxei com força.
- Eu não quero o seu dinheiro, okay? – Embora eu pudesse sentir minhas mãos tremendo e meus batimentos cardíacos acelerados, toda a letargia e mal estar que antes me dominava, pareciam ter desaparecido. – Eu não quero nada! Se for isso o que você realmente quer... Ok! Você pode me jogar para fora da sua vida, mas eu vou sem levar nada.
Eu apenas me senti ainda pior quando ele continuou quieto e em vez, de me dar as resposta que eu precisava apenas apanhou o envelope, que eu nem mesmo que tinha percebido que estava parcialmente destruído, que tinha caído ao chão, retirou os papeis intactos lá de dentro e os olhou por um longo tempo.
- Você leu? – Foi tudo o que ele disse após longos minutos.
Eu o dei as costas, me sentindo começar a hiperventilar.
Você está me matando, Edward!
- Eu preciso fazer isso... – O ouvi dizer baixo. – É só... Eu preciso fazer isso.
- Bella? – Esme voltou a se colocar a minha frente. – Querida, não é...
- O que você precisa, Edward? – Voltei a aumentar o meu tom de voz, antes que Esme pudesse terminar o que pretendia me dizer. – Diga! – Mais uma vez ignorei as tentativas, agora de Esme e Carlisle, de me acalmarem e arranquei os papeis da mão de Edward. – Apenas, diga as malditas palavras!
Eu olhei ao redor, sem realmente saber para o que estava olhando. Todo meu ser desejando ouvi-lo me dizer:
“Você é o que eu preciso, Bella.”
E quando ficou claro que ele não ia dizer nada, eu apanhei uma das canetas que Carlisle mantinha próximo a uma agenda de telefone e encarei os papeis em minha mão.
- Isso é o que você precisa que eu faça? – Gritei, antes de forçar minha mão a ficar estável e assinar a maldita linha pontilhada. – É isso o que você quer?
Eu o olhei mais uma vez, ainda desejosa que ele me impedisse, minha mente memorizando cada centímetro do seu rosto.
- Você está livre agora.
Deixei a caneta e o papel irem ao chão, antes de agarrar a minha mochila e correr para fora do apartamento, sentindo que tinha acabado de deixar minha vida lá dentro.
Eu era apenas um corpo vazio, semi morto, vagando por aí agora.
CONTINUA...
Notas finais
Eu sei que estou super atrasada nas respostas dos reviews, mas eu, realmente, ando sem tempo nenhum... e foi muito dificil conseguir trazer esse capítulo novo para vocês.
O próximo só daqui há 15 dias... Como o combinado, okay?
Me façam feliz e comentem, please! Eu mereço, não é?
xoxo
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