Star Trek USS NUUK 1x1 cordeiro em pele de lobo
15 Café da manhã
Notas iniciais
O comandante Anair já tinha recebido e acomodado todos os novos tripulantes, agora ele estava acabando de separar os dados que a Capitã iria apresentar ao tal de Valkmer, A’nair ainda não conseguia entender o porque nada de significativo ficava na suas mãos , ele era um dos poucos da nave que sempre teve ótimas notas e sempre foi extremamente eficiente:
Ele se ressentiu de ter sido comissionado a NUUK há quase um ano atrás, devido à fama que essa nave e principalmente sua Capitã tinha, mas agora ele achava extremamente injusta essa fama, Claro, tinha um clima muito descontraído, a natureza festeira da capitã, as conversas na ponte, quando muitos comandantes não aceitavam qualquer tipo de interação durante o trabalho, mas ao contrario do que ele imaginava quando entrou, a tripulação não era indisciplinada e cada interação maluca que a capitã inventava , cada dinâmica de grupo , cada brincadeira aparentemente inocente tinha objetivos práticos, ela era mestre em fazer todo mundo treinar e trabalhar sem saber que estavam trabalhando, ao mesmo tempo ela sempre enfatizava que sua nave era “experimental “ e que ao ser transferido eles tinham que se adaptar ao novo comandante, ela tinha o habito de acompanhar a carreira de seus pupilos de longe, o sucesso deles era o seu sucesso e mesmo com todo o seu método de treinamento “experimental” ela sempre tinha bons resultados, será que um dia alguém vai dar valor a seu revolucionário trabalho com os que os outros chamam de tripulantes difíceis?
O supérfluo é extremamente necessário Sr. A’nair! Ela ri enquanto passa horas tirando uma canção em sua guitarra. lembra ele sorrindo
O amor é lindo, mas ter que pagar pensão para ex-marido não é. Fala ela com toda sabedoria de quem já casou 3 vezes..bem só duas, não deu tempo de oficializar o terceiro, a violência da guerra chegou antes, ela perdeu o companheiro e a enteada no ataque de São Francisco...as vezes essas coisas dão muito trabalho, sua escolha pela liberdade romântica, coisa completamente fora de sua cultura, praticamente o exilou de sua terra natal mas alguém tinha que dar o primeiro passo, mas ele teria coragem o suficiente? Ser um oficial da frota lhe dava a desculpa de estar muito pouco em casa, longe dos olhares inquisidores dos defensores da “moral e dos bons costumes” que tem a lei ao lado deles e o poder de “curar” os diferentes, que em seu caso especifico. Era ele próprio, mas se um dia ele tivesse coragem e ganhasse a atenção amorosa da bela Oriana que trabalhava no console da segurança , a coisa seria um escândalo.
Ainda pensativo ele chega ao refeitório aonde “sua Lody” mantinha um olhar atento no PADD, A'nair aparece com um prato com frango passarinho.
– Ola “Lody” não vai comer nada?gostaria de provar um pouco?
Ele observa a sua idiotice quando repara no prato vazio sobre a mesa, mas já era tarde.
– Não obrigada ,estou estudando ,sabe né, estudar é sempre bom. — ela dá um sorrisinho bem pequeno e continua mexendo no PADD
– Bem..é você..- A'nair abaixa o PADD com as duas mãos olha nos olhos de Lody e diz — É..você .. quer tomar um chá nos meus aposentos amanha — A'nair começa a olhar o chão, tira as mãos do PADD e o coloca na mesa- ..quer dizer,você quer ir conversar comigo de manha..não..é tomar café?
A oriana da uma risada discreta por que se enrolar tanto?, pensou preocupada mas não deixou transparecer:
– Você sabe que eu sou sua amiga ,é lógico que eu vou.
A'nair sorri, e Lody pega um frango a passarinho coloca na boca e faz uma cara de que gostou
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Ele não dormiu de noite, será que os casamentos arranjados servem para evitar esse tipo de sofrimento? pensou ele já pronto bem antes da hora marcada, parecendo um bicho andando para lá e para cá, arrumando e desarrumando tudo, que vergonha esse com certeza não era seu primeiro relacionamento, mas ele parecia ter 14 anos de idade...e ele sempre odiou sua adolescência.
A porta reclama e a visão de Gunnlod sempre impecável em seu uniforme, com seu lindo corpo forte, músculos definidos, reflexos rápidos de uma guerreira que não exita em ser letal quando necessário, mas ao mesmo tempo com uma doçura quase infantil, quando ela se anima e saindo do personagem dá pequenos pulinhos de ansiedade, parecendo uma menina de 10 anos, ou quando faz a dancinha da vitória quando ganha uma rodada de truco...
Ele ainda esta perdido em seus pensamentos quando ela parada na porta pergunta com um olhar divertido :
– E ai? posso entrar?
Ele mais que depressa indica a mesa que já esta lindamente arrumada para o café da manhã, com suco de laranja, torradas com manteiga e empanadas de queijo e estava esperando por ela para servir o café com leite, ela parecia encantada com a atenção mas isso a assustava um pouco, ela gostava muito da companhia de A'nair não queria mostrar qualquer tipo de encorajamento, ela tinha muito medo desse tipo de coisa, mas não queria se afastar dele nem magoá-lo. Ele sentou-se na cadeira a sua frente a serviu e quando já estava comendo uma torrada ele tentou puxar uma conversa.
– você sabia que cada um de nos é feito de pó estrelas.
– Sim eu sei , porque você falou isso ? Respondeu rindo.
– Não foi por nada não.- A'nair dá um sorrisinho de vergonha
Eles conversaram sobre os compromissos profissionais e algumas fofocas da nave, quando ela se levantou dando tapinhas no uniforme para espantar as migalhas.
– A conversa e o café da manhã foram ótimos, mas já tenho que ir.
– Espera um pouco..-esta na hora de abrir meu coração, pensou, ele segura os ombros de Gunnlod e diz nervoso soluçando palavras
–E..eu .quero dizer ..eu — para de gaguejar ela não vai entender nada, brigou consigo mesmo em pensamento — eu q..queria dizer que eu gosto muito de.. — fala que gosta dela, seu cretino pensou — Frango, é frango cozido é bom também né – ele colocou o prego no caixão com uma risada sem graça.
Gunnlod sai do aposento do A'nair confusa vendo ele muito corado e tremulo quase chorando chegou a achar que ele estava doente mas. desconfiava de que ele gostava dela ,resolveu se fazer de sonsa para não estragar a amizade e por muitos outros motivos.
– Vejo você na ponte- disse sorrindo e saiu. A porta se fechou A'nair puxava seus cabelos em frustração.
– Aaarg como sou idiota — chuta a mesa e senta-se nela — eu sou imbecil ,estava com ela na minha frente e não falei nada — sintetiza um sorvete de chocolate- sou muito tímido, mas porque que eu falei que gosto de frango cozido eu que sou mesmo um puto de um frango, que merda, até baixei o nível do meu vocabulário, foda-se.
E se enterrou no sorvete de chocolate.
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