Spring NY

11 Wish you were here


Parte III — Fall

Wish you were here

Um telefonema passaria limpa a vida inteira.

E dentro daqueles quase três meses, Anna sentiu na pele. As esperanças de repor o que havia se perdido haviam todas caído por terra, em meio a tantas perguntas. Era irônico se questionar sob o fato de sequer saber se, de fato, havia algo concreto o suficiente entre elas para então, ser possível este se perder. Constantemente essa agulha a perfurava, a fazendo recordar de seus problemas não resolvidos.

O outono sorria para os nova-iorquinos, com temperaturas amenas e melancólicos tons quentes de alaranjado, amarelo e vermelho. O asfalto gasto coberto por um tapete natural e todo o charme da madrugada, que soprava um vento forte. Às vezes, Anna o sentia assoviar sobre o pequeno buraco ainda não cicatrizado em seu peito. Por diversas noites, Anna se pegou discando o número de Elsa; por diversos dias, Anna se pegou escrevendo mensagens de texto que nunca chegariam ao seu destinatário. Não era uma conta fácil de ser fazer e tampouco era uma conta bem-vinda. O risco de aumentar a dor era eminente, como um terremoto previsto há décadas. As primeiras semanas tinham se provado um verdadeiro teste de resistência; em um mês, sua rotina tinha se normalizado e, apesar das noites mal dormidas, em dois meses a garota ruiva já tinha um novo sanduiche preferido.

O SMS da loira continuava a nublar sua mente. Mesmo em situações adversas ou aleatórias, como quando atravessava uma avenida movimentada correndo ou enquanto comprava chips no Wal-Mart. Ou quando atendia uma loira de terno cinzento no restaurante. Ou quando ouvia Yesterday dos The Beatles. Ou quando assistia a um filme qualquer com a Julia Roberts.

De uma forma ou outra, era difícil para Anna não se questionar sobre o [dito] doentio jogo de sedução em que havia se enfiado aos vinte e quarto anos. Dramas franceses só eram bonitos no telão do cinema de rua. Mensagens de textos com declarações de amor perdidos só eram bonitos quando não machucavam tanto quanto machucou Anna. E se de fato estavam jogando Imagem e Ação, Elsa era uma ótima atriz, com talento suficiente para largar o ramo econômico – assim como seu papel de advogada sexy – e tomar seu lugar de direito: fazendo Hollywood tremer na base. Amargo pensar com quantos homens ou mulheres a loira atuaria, beijaria e até mesmo encenaria uma transa... Aonde buscava chegar com tal linha de pensamento? Anna não parecia querer se dar conta do tom habitual dos seus próprios pensamentos confusos.

Elsa nunca mais pisou no Eight Legend ou atendeu ao celular.

Quão grande deveria ser o nível de coragem de Anna para ir à sede da Komplett ou subir e bater diretamente na porta de Elsa, sussurrando contra a grossa madeira [Elsa, por favor,]? Se seus sentimentos eram recíprocos, por que ambas viviam aquele eterno drama juvenil?

O canetão vermelho estava destampado por horas e, de tão absorta e iludida com seus próprios pensamentos, Anna já tinha rabiscado seus dedos quase que por inteiro. Riscou um grande e gordo X em cima do dia 21 de setembro. Segurou a súbita vontade de espirrar que surgiu do nada. Quando folheou o livro de capa dura da biblioteca universitária, achou a Polaroid batida na cabine fotográfica do BARDN. Seus joelhos cederam levemente e ela se permitiu cair com determinada violência na cadeira giratória de escritório. Suas costas fizeram o encosto passar de seu limite e estalar, mas a ruiva não se importou. Deixou sua pupila percorrer cuidadosamente cada pedacinho daquele papel e, apesar da penumbra da vinheta, a feição de calma e felicidade de Elsa era reconfortante. Anna reparou em si própria, encolhida no casaco da loira.

Consideremos.

Estavam felizes.

Foi bom e valeu muito a pena, mas realmente não vingou. A gente fez o que é certo e... Ela fez o que é certo. Quem sabe, se adiássemos mais alguns meses ou anos, nossos sentimentos só se intensificariam e seria mais doloroso ainda para nós duas... Para mim. Elsa já é uma mulher que alcançou tudo que almejou na vida e agora, só deve buscar estabilidade. Como ela conseguiria isso comigo?

A garota riu de forma amargurada. Dor era a palavra-chave do sábado.

A mágoa surgiu de algum lugar escuro do seu âmago. A carência de chorar era menor que a vontade de entender tudo que vinha acontecendo. Buscando todos os motivos e porquês da demora da loira entrar em contato após a boba briga entre elas. Obviamente Anna se colocou na sua posição de pessoa certa, porém sabia do quão longe o orgulho podia carregar alguém. Considerando N fatores, tinha que admitir algo que lhe machucava: não conhecia Elsa tão bem quanto imaginara. A idealização de que tudo que tinha vivido era uma espécie de jogatina, uma forma divertida de passar o tempo, se concretizava em um ódio aliado à tristeza.

Ela era péssima em trabalhar com os próprios sentimentos.

A Polaroid encontrou um novo lugar no fundo da gaveta. Remoer memórias antigas era um erro e na vida de uma pessoa, três meses era tempo o suficiente para muita coisa começar e também acabar. Seu relógio digital de pulso acionou o alarme. Vinte para as seis da manhã. A pequena bagagem de mão a esperava em cima da cama. Visitar antigos amigos e dar um ‘alô’ para seus pais havia sido conselho de um preocupado Kristoff.

Seu voo sairia as oito, sem atraso, com duração média de 2h40min sem conexão com outros estados norte-americanos.

O aeroporto internacional John F. Kennedy era cheio independente do dia e do horário. Sua poltrona ficava entre duas irmãs – uma de doze e outra de oito anos. O sinal luminoso acendeu e as aeromoças fizeram rodízio para conferir se todos os passageiros estavam devidamente amarrados à própria poltrona. A pressão aumento quando o Boeing tomou velocidade e decolou, deixando para trás o solo de NYC. As irmãs passaram a conversar entre si e Anna achou melhor ceder seu lugar. Por fim, ficou sentada no corredor, onde sempre que passava uma aeromoça com o carrinho de bebidas, escorava em seu braço e pedia desculpas.

Pouco após as dez horas da manhã, Anna se sentiu em casa ao chegar à jurisdição do estado da Flórida. O dia amanhecera preguiçoso, sob uma densa neblina atípica no fim do verão. Sua cidade natal lhe trazia uma sensação reconfortante ao peito, revelando seus poucos problemas infantis que hoje haviam ficado para trás, dando lugar para problemas bem mais complexos e que envolviam reações rápidas e adequadas. Anna acionou o piloto automático e antes que pudesse perceber, estava no portão de casa.

Após quase um ano, Anna entrava novamente em casa. Olivia Miller sorriu e completou, afirmando que ela estava atrasada para o café da manhã. Connor Miller se virou e ofereceu pipoca, enquanto assistia à algum antigo filme preto e branco com cowboys fardados. Connor era um homem baixinho, ruivo e com grandes entradas, o que deixava sua testa maior do que realmente era. Olivia era uma mulher sábia, mas que não tolerava lá muitos erros e em decorrência disso, sua filha deveria ser a mais completa e perfeita possível. Todos sabiam o quanto ela tinha se decepcionado ao descobrir que sua filha era um dos seres mais atrapalhados do mundo.

Mas vamos lá, estamos falando de Anna Miller, mãe. Você adoraria ter Elsa Arendell como filha... Vocês se dariam bem. Aliás, como será que seria eu apresentando vocês, como nora e sogra? Jesus.

Sean, seu primo-irmão mais novo desceu as escadas. Tinha se mudado há alguns anos, quando seus pais tiveram que vender a fazenda em que moravam no interior do Texas. Anna acenou e recebeu outro aceno de volta. Os dezesseis anos eram uma fase difícil, sabia ela. Não se podia exigir muito de Sean.

Mas.

Tudo parecia um reflexo de algo já vivido.

Aquilo fez Anna se sentir má e egoísta. Sua família a conhecia tanto quanto ela conhecia a eles; sabia que esperavam de si um abraço caloroso. Anna sentia estar agindo com total indiferença e imaginava o pensamento de seus pais rondados ideais do tipo ‘Nova York roubou toda a pureza da nossa Anna’. Isso a entristeceu um tanto. Não era totalmente mentira.

No segundo andar, seu quarto mantinha-se intacto, com as paredes cor-de-rosa e fotografias desbotadas de sol. Uma em particular lhe chamou mais a atenção: era noite e a montanha russa exibia suas diversas cores no fundo da imagem; Anna usava uma touca esportiva que cobria suas orelhas, enquanto um rapaz magricela de cabelos castanhos a abraçava pelos ombros e uma garota loira descansava a cabeça no ombro do rapaz. O número de telefone de ambos ainda constava na agenda com o cadeado falso. Anna discou e convidou tanto Jonathan quanto Faith para sair naquela noite, para qualquer lugar. Disse que ficaria pouco na cidade e precisava distrair a mente o tanto quanto possível.

O almoço foi macarronada.

A tarde se arrastou com telenovelas no sofá-cama da sala.

“Não vou ficar para o jantar hoje” Anna avisou antecipadamente “Não precisa guardar as sobras”.

A ruiva vestiu um cropped marrom, que fazia par com seu jeans preto e justo. Jonathan apareceu primeiro, em um Impala velho com pintura manchada. Ele sorriu e a chamou com a mão. Quando Anna entrou, ficou surpresa com o quanto o garoto magricela havia mudado: agora tinha músculos rígidos, seus cabelos batiam nos ombros e sua barba estava por ser feita. Sua pele cor de oliva ainda tinha o mesmo tom avermelhado. Um pequeno piercing na sobrancelha, além de olhos verdes cada vez mais intensos.

“Hey Anna” sorriu o rapaz moreno “Há quanto tempo”.

A garota o abraçou, sentindo a colônia.

“Ah sim”.

E de fato, seis anos era tempo o suficiente para não reconhecê-lo na rua. Após terminarem o colegial, Jonathan havia decidido cursar Ciência Política em uma universidade local, enquanto Anna se empenhou para mudar de estado. Perderam o contato de forma gradativa, até que um dia, já não se falavam mais. Hoje, ele era formado em filosofia e aparentemente continuava em casa, jogando videogame até os dedos cansarem. Ele tinha bem mais fitas de hip-hop do que a ruiva se lembrava.

Trocaram poucas palavras, enquanto observavam o relógio trocar os minutos. Jonathan jogava SNAKE no seu Nokia. Faith apareceu perto das 21h, em um Ford Mustang 2000 vermelho. Um rapaz sorria no banco do carona, sussurrando coisas no ouvido da garota, que o respondia com um sorriso malicioso. Os cabelos de Faith beiravam o castanho claro, mas na verdade eram loiros escuros; seus olhos tinham um peculiar azul e o brilho labial rosa parecia característico da Kelly Clarkson. O rapaz se chamava Aaron e tinha pinta que fazia parte do time de futebol da cidade.

As lâmpadas laranjadas da iluminação pública corriam devagar na via de poucas lombadas e diversos semáforos. Jonathan tinha colocado um hip-hop mexicano que Anna desconhecia. A batida lhe pareceu relaxante, apesar da letra conter vários protestos sociais.

Fechou os olhos por um breve momento.

Superficial.

Em algum lugar do seu próprio inconsciente, Anna se perdia aos poucos. Nunca tinha se sentindo tão superficial quanto estava naquele dia. O carro freou devagar, parando para o comando da luz vermelha. Ao longe, uma pequena lanchonete/boteco trabalhava com poucas pessoas; um homem barbudo e de flanela verde rasgada estava sentado próximo à porta, com um pequeno rádio à pilha. Ele balançava a cabeça totalmente absorto.

So, so you think you can tell, heaven from hell?
Então, então você acha que consegue distinguir o paraíso do inferno?

Aparentemente não.

Did they get you to trade your heroes for ghosts?
Eles fizeram você trocar seus heróis por fantasmas?

Aquele semáforo estava demorando mais que o normal.

How i wish you were here. We’re just two lost souls, swimming in a fish bowl, tyear after year.
Running over the same old ground.

Como eu queria que você estivesse aqui. Nós somos apenas duas almas perdidas nadando num aquário ano após ano.
Correndo sobre o mesmo velho chão.

What have we found?
O que nós encontramos?

O carro arrancou e a melodia ficou para trás.

“The same old fears. Wish you were here”.
Os mesmos velhos medos. Como eu queria que você estivesse aqui.

“Desculpe Anna, não ouvi” Jonathan a olhou “O que você disse?”. A garota piscou repetidas vezes e respirou profundamente. Seus próprios olhos estavam marejados.

Maldito seja.

“Não é nada” sorriu de forma falsa “Apenas o vento”.

Mas a janela estava fechada.

“ANNAAAA. Experimente isso!” gritou Faith, erguendo o copo de tequila. Aaron sorriu e a abraçou pelo ombro, dizendo para parar de ser louca.

A real intenção de Anna era estacionar em um estacionamento hippie e conversar com antigos amigos a noite inteira. Beber doses de Granadina e comer framboesas. Longe disso, os quatro haviam parado em uma movimentada casa noturna no centro da cidade. O ambiente era agradável e a ruiva mantinha sua política de trabalhar com o que se tem. Derramou o sal nas costas da mão e segurou firme a grossa faria de limão azedo. O sal a deixou com sede; a tequila queimou sua garganta; o limão cortou todos seus sentidos e fez seus olhos marejarem.

Oh meu deus, como eu odeio álcool puro. Estou jogando toda a minha dignidade e o meu bom fígado no lixo.

Sorriu e tossiu até ficar vermelha. A dose passou de boca em boca. Seus batimentos cardíacos aumentaram de forma gradativa ela sentiu suas bochechas coradas.

Era libertador.

“Telefonista, por favor, o número da Empresa... Komplett” Anna apertou o telefone celular contra o ouvido e tampou o outro. Estava satisfeita com a baixa movimentação no beco sem saída, atrás da casa noturna. Sua cabeça estava doendo e as coisas giravam um pouco. Estava ciente da sua baixa embriaguez, mas não das horas.

“Lamento senhorita, mas o horário de atendimento da empresa é das 8h às 18h”, Anna ouviu a voz da mulher do outro lado da linha “A ajudo com algo mais?”.

“Hã... Sim. Sim?” a garota riu nervosa “Eles têm algum número de recados? Uma caixa postal, hã... Um porteiro?”.

“Como?” A atendente pareceu confusa por um breve momento “Deixe-me confirmar... Sim, possuem. Vou repassar”.

O que você está fazendo Anna?

A garota paralisou por um instante. Pensou em desligar o aparelho. Realmente estava ligando pra sede de uma empresa multinacional, onde qualquer funcionário do setor de baixo poderia ouvir sua mensagem e apagá-la se assim achasse necessário. O bip soou e ela respirou fundo.

Pare Anna.

Pare.

Não há retorno, é tudo uma pista contínua.

“Hã... Eu não sei exatamente pra quem estou falando e eu sei também que não é fácil uma mensagem chegar aos ouvidos da Els... Senhorita Elsa Arendell. Preciso que ela entre em contato comigo o mais rápido possível. Meu nome é Anna Miller e sou uma antiga amiga. Ela pode retornar nesse mesmo número, se possível. Agradeço”.

Oh meu Deus, Anna. Se essa mensagem chegar aos ouvidos de Elsa, ela irá bater palmas, feliz por ter se livrado de você. Sério? Uma mensagem de uma bêbada na caixa postal da empresa onde ela é presidente? Que estúpidaaaaaaaaaa.

Olhou entristecida para o telefone. Sua cabeça ainda doía e suas pálpebras estavam um pouco caídas. Guardou o pequeno aparelho no bolso traseiro do jeans e sentiu seu orgulho esmurrar seu estomago. O gosto amargo da vodka ingerida minutos antes deixava sua boca seca e áspera. Arrependeu-se de forma instantânea de ter ligado em busca de Elsa Arendell.

Sentiu-se uma cadela correndo atrás do dono que a largara na beira da estrada, sem comida ou água.

Merda. a. a. a. a. a. a. a.

Sentia-se uma plantinha abandonada em casa.

Quanta besteira. Quando você retrocedeu e voltou aos quatorze, Anna?

Caminhou devagar para dentro da casa noturna, sentindo-se pouco mal. Faith e Aaron dançavam e gritavam pra noite todos os seus desejos juvenis, enquanto Jonathan estava escorado em uma parede, tragando outro Lucky Strike. Ele sorria de lado, ambos seus olhos vermelhos. Anna se lembrou do quanto odiava cigarros.

“Ás vezes penso se o filtro faz mesmo alguma diferença”.

“Acho que não” Anna respondeu.

“A moda hoje é sem filtro. Direto na veia”.

Um apagão.

A menina ruiva já não sabia do que falavam e já sentia novamente o gosto do álcool na própria boca. Sentia sua própria boca dançar junto à de Jonathan. O sabor da nicotina invadindo sua língua. Era desastroso, como uma colisão frontal de veículos. Podia descontar todas suas mágoas inventadas enquanto apertava os ombros do homem alto, que a segurava pela cintura.

Pois tudo que queria era estar no sofá de Elsa Arendell.

Anna sorriu em meio ao beijo, suas sobrancelhas erguidas. Não sabia se era a vontade de chorar ou se era realmente um desejo carnal contido por meses. Jonathan virou a cabeça para encaixar melhor sua língua, enquanto acariciava o rosto de Anna com o polegar esquerdo. Sua mão era áspera e ossuda. A situação era dolorosa, mas era requerida pela própria Anna.

Jonathan apertou sua cintura de uma forma característica.

Aquilo causou um breve arrepio em Anna.

O. Que. Você. Está. Fazendo?

Sendo liberta.

Liberdade era algo relativo. Anna podia beijar quem quisesse. Era errado usar Jonathan. O estava usando? Estava SE enganando. Maldita seja a vida confusa, sentimentos em cárcere, vida sexual frustrada e maldita seja a loira que rompeu sua paz.

Gemeu por entre o beijo quando o homem acariciou sua barriga exposta e segurou seu seio por debaixo da camisa.

Maldito seja a falta de maturidade e de pudor.

Considerando: Anna e Elsa eram assim, tão diferentes, em sua essência?

Um piscar de olhos e Anna não sabia onde estava. Observou com cautela. Ainda estava na casa noturna, mas sentada e encostada numa parede do lado oposto ao que estava antes. Um pequeno corte no lábio inferior. Não se lembrava de ter ganhado alguma mordida. Não via nem Faith e nem Jonathan. Seu relógio de pulso havia sumido. A garota pegou o celular no bolso e conferiu as horas: três e cinquenta e dois da manhã. Mais importante que a hora, era uma única SMS de um número desconhecido.

— Ela já não trabalha aqui na Komplett.
recebida, 01h24.

Anna apertou os olhos sob sua própria embriaguez. O gosto da nicotina na garganta a irritava. A mensagem havia chega há quase um par de horas.

— quem é??
enviada, 03h47.

A resposta veio rápida e tão fatal quanto um tiro a queima roupa.

— Elsa precisa de você.
recebida, 03h49.

22 de dezembro de 2017

Notas finais
Música título do capítulo: Wish you were here - Pink Floyd