Notas iniciais
Boa leitura e, por favor, leia as notas finais. :)



Incrível como a vida pode ser uma caixinha de surpresas, não?



Veja bem, em um momento você pode estar aqui, gozando de vida e saúde e em outro, está frígido e sem vida a sete pés abaixo do chão. E esse foi o drama da minha vida, ou pelo menos eu achava que era.



Meu drama atual gira em torno de uma única pessoa, a pessoa mais importante da minha vida.



Ou quase-vida.



Mas pra explicar melhor a história vamos voltar um pouco no tempo, assim ninguém fica perdido.



~ Um mês atrás ~



A lua pendia alto no céu. Eu e meu namorado, Suzuki Akira – ou Reita como gostava que os mais íntimos o chamassem – estávamos saindo de nosso bar favorito, depois de uma noite com os amigos para comemorar a promoção de Akira na empresa a qual trabalhava. Noite de comemorações, muita bebida e risos entre amigos.



Fazíamos quatro anos de namoro naquele mês, era incrível como a cada dia o sentimento que tínhamos um pelo outro só crescia a cada momento, a cada olhar. Uma coisa bem fresca, diga-se de passagem, e muito melosa também. Mas era a realidade, a nossa realidade. Eu não conseguia enxergar minha vida sem aqueles olhos escuros que sempre me olhavam com carinho e dedicação. Eu não poderia querer ninguém melhor na minha vida. E sabia que o sentimento era recíproco.



Estávamos andando na avenida movimentada de um sábado à noite em Tóquio. Cantando bem alto para que todos pudessem ouvir, íamos para casa andando, aproveitando todo o tempo do mundo.



ROSIER ASHITA KIMI NI WAAAAA.... – Reita cantava desafinado.



ROSIER CHIKAZUKENAIIIIII – Eu completava rindo da sua falta de controle, mesmo não estando bêbado, estava muito feliz.



– Aaah, Ruki! – Me pegou no colo e me girou no meio da calçada, não se importando com olhares na nossa direção. Distribuía beijos em meu rosto e me girava mais rápido ainda. – Agora nossa vida vai melhorar! Você vai ver! Vamos poder viajar, ir a Roma, Paris, Estados Unidos, Canadá... Poder comer do bom e do melhor, e ainda rir do aperto que passamos no passado!



Ele estava radiante, e eu só ficava mais encantado.



– Sim, mas agora me deixa voltar a andar, baka. – Ele riu e me colocou no chão, depositando um leve selo em meus lábios.



– Eu te amo muito, chibi. – Me abraçou forte novamente. – Pra sempre, sempre.



– Eu também te amo, Rei. – Disse retribuindo o abraço e sentindo seus fios macios entre meus dedos.



Éramos muito melosos, vamos combinar. E felizes acima de tudo.



Felicidade... Algo tão bom, mas que pode se esvair de forma rápida.



E foi isso que aconteceu.



Eu corri para o meio da pista que levava à rua do apartamento que dividia com Reita há um ano mais ou menos, eu adorava aquele lugar. Cheirava a azaleias e o perfume de Reita, o meu simplesmente ignorava, não tinha importância.



– Vamos Rei-chan, a noite apenas começou! – Sorri malicioso para Reita que havia ficado na calçada, e ele entendeu meu tom de voz. Seu sorriso sendo um reflexo do meu. – Hoje eu vou te fazer nunca me esquecer. – Pisquei um olho.



Palavras tão bobas, faladas no calor do momento e que nem pareciam ter importância, mas acabaram tendo.



Os fatos que se seguiram ainda são muito dolorosos pra mim, e piores para Reita.



Um carro em alta velocidade apareceu na rua, simplesmente apareceu. Do nada. O farol me cegou e eu travei no lugar, aquele momento de medo que a espinha gela, o coração dá um solavanco, os olhos enchem de lágrimas e os pés simplesmente não sabem o que fazer.



O baque foi forte, nem cheguei a sentir dor, só minha cabeça batendo fortemente contra o asfalto e o torpor, ouvindo Reita gritando meu nome ao longe.



– RUKIII... !



Bom, depois daí, eu não me lembro de mais nada. Fui mergulhado em uma escuridão, parecia um sono sem sonhos, mas pro meu azar as coisas não podiam parar por aí.



Depois de algum tempo, eu estava em uma sala totalmente branca, com uma sensação esquisita, não sentia nem frio nem calor, não sentia nem a brisa que vinha do ar-condicionado. Era uma sala cheia de macas, com vários lençóis cobrindo alguma coisa que eu não sabia o que era. Mas então eu reconheci onde estava. Era aquela sala onde levavam os mortos no hospital.



Levantei meu corpo de solavanco e olhei pra trás, até hoje acho que se meu coração ainda batesse, naquele momento eu teria morrido de infarto.



Olhei meu próprio corpo. Minha pele meio cinza, os lábios arroxeados, algumas marcas nas bochechas. Os piercings haviam sido retirados das orelhas e eu já não estava com a roupa daquela noite, e sim com uma bata de um branco impecável. Se tivesse tido tempo de raciocinar, ainda poderia ter reclamado o quão horrível e de péssimo tecido ela era.



E a única coisa que eu pude pensar na hora foi:



“Fodeu, eu estou morto.”



~



Notas finais
Uma ideia de fic que simplesmente nasceu, e pelo simples fato de nunca ter lido nada parecido, eu resolvi escrevê-la. Se tiver alguma parecida por aí, qualquer semelhança é mera coincidência.
Apesar de tudo, vai ser uma comédia, com alguns momentos bem tristes. Mas dêem uma chance a ela, sim? :)
Uma coisa meio filme "Ghost", e ao mesmo tempo diferente. Não sei muito bem como classificar, rs.
A música que Ruki e Reita cantavam era Rosier do Luna Sea, sou apaixonada por ela. ♥
A fic tem um shipping diferente e é minha primeita do GazettE, espero que gostem.
Ainda nem escrevi o primeiro capítulo, quero saber como vocês irão recebê-la primeiramente pra depois resolver o que vou fazer, mas já tenho todo esquema... Ou pelo menos acho que tenho ._.
Não tenho quem revise pra mim, então se olharam algum erro, por favor, relevem.
É isso.
Reviews, por favor? :D