Spectrum
9 Capítulo 8 – Permissão.
Notas iniciais
Sábado, cá estou eu postando (dessa vez ~realmente~ no sábado, e não no domingo) ;)
Uma dica pra esse cap: Lá em baixo tem uma troca de POV, se alguém aí quiser "sentir" mais a cena, eu aconselho ouvir Pierce do ONE OK ROCK (http://www.youtube.com/watch?v=rTgPBezAHKA)
Mas é só uma sugestão, chorei horrores ouvindo e escrevendo.
Enfim, falo mais nas notas finais. Boa leitura! ^^
(Reita’s POV)
Terminei de organizar as coisas que precisava levar e joguei em minha pasta, não estava com muita paciência pra arrumar nada. Saí da minha sala e rumei para o elevador, queria chegar o mais rápido possível em casa, não queria pensar em outra coisa a não ser um bom banho quente e minhas cobertas macias.
Amanhã teria que fazer hora extra por puro capricho meu, a ideia já começava a não me agradar, mas tinha que fazer aquilo pra tentar melhorar meus nervos. Mesmo que horas extras não fossem uma coisa muito animadora.
Cheguei ao estacionamento, entrei em meu carro e tentei dar a partida.
Tentei? É, tentei.
Uma, duas, três, quatro vezes.
Encostei a testa no volante e o soquei. Só podia ser brincadeira, justamente hoje que podia chegar mais cedo em casa, essa lataria que eu amo tanto me deixa na mão. Nada justo.
– Reita-san? – Ouvi duas batidas no vidro da janela. Era Uruha.
Peguei minhas coisas, tirei o cinto e saí do carro, não adiantava nem eu tentar ficar ali, ele não iria ligar nem por obséquio.
– Que houve? – O loiro na minha frente indagou.
– Acho que a bateria acabou. – Passei a mão por meus cabelos meio descoloridos.
– Por que não liga pra uma oficina?
– Nesse horário? – bufei – Até chegarem aqui vai demorar no mínimo uma hora, se for de metrô provavelmente já estaria em casa. E é isso que vai fazer.
– Vai de metrô? – Arqueou as sobrancelhas.
– Já andei muito nele, Uruha. – Ri de sua expressão. – Não sou rico nem nada, consegui com muita luta esse carro.
– Ah, desculpa. – Envergonhou-se.
– Tudo bem, mas preciso que me ajude. Sei que muitas estações mudaram desde a última vez que andei por elas.
Kouyou riu abertamente.
– Tudo bem, vamos logo porque ele ainda está vazio. – Ele saiu e o segui.
Aquilo seria uma boa experiência nostálgica.
~~
– Achei que você disse que ia estar vazio. – Falei sem ar.
– Bom, geralmente está. Hunf. – Tentou afastar um senhor extremamente gordo que o esmagava contra a barra de apoio. – A culpa não é minha se algumas máquinas deram problema justamente hoje.
– Acho que é um dia de azar pra elas. – Ri do meu próprio comentário, sendo acompanhado por Uruha.
Estávamos em um metrô extremamente lotado. Sinceramente? Não sabia como aquele pedaço de metal continuava a se mover mesmo com tantas pessoas. Crianças estavam nos ombros dos pais para poderem respirar melhor, os poucos que estavam sentados tinham que se contentar com outros caindo em cima delas durante as paradas. Eu estava no meio do vagão, com Uruha na minha frente, ambos sendo esmagados contra um bastão de apoio. Agora eu sabia como uma sardinha enlatada se sentia. Riria com essa minha besteira, mas no momento não podia me dar esse privilégio de ficar perdendo oxigênio.
– R-Reita-san. – Uruha me trouxe de volta à triste realidade daquele metrô. – Não estou me sentindo bem.
Ele tinha razão. Estava meio pálido, com uma expressão cansada, respirava com dificuldade e estava com o rosto molhado pelo suor.
Ele ia desmaiar.
Foi o tempo de eu pensar nisso e seu corpo pendeu para frente e tive que segurá-lo.
– Uruha?! – Chacoalhei seu corpo sem resultado.
As pessoas ao meu redor começaram a se afastar.
– Meu filho, você precisa tirá-la daqui. – Uma senhora se aproximou. Tirá-la? – Vamos, deem espaço para ele sair!
E assim que chegamos à próxima estação, peguei o corpo magro em meus braços e saí por um corredor de pessoas que havia sido criado até a porta do vagão. Agradeci à senhora e aos outros que foram educados o suficiente para me ajudar.
Era uma estação pequena, e provavelmente havia acabado de ser construída, mas ficava apenas a três paradas da que eu deveria sair.
Deitei o corpo de Uruha em um banco que estava a alguns metros de onde havia saído do vagão e coloquei sua cabeça em minhas pernas. Fiquei um pouco embasbacado, eu admito. O garoto era realmente lindo, com uma expressão tranquila e suas pálpebras fechadas. Meus dígitos fizeram o contorno da lateral de seu rosto, sendo atraídos por este quase que como um imã.
Seu corpo começou a tremer e eu achei que ele estava convulsionando, quase tive um ataque do coração até que ouvi sua leve risada e logo ele estava gargalhando em meu colo.
– Não acredito que deu certo. – Uruha abriu os olhos. – Devia ser ator, as emissoras não sabem o que estão perdendo.
– ... Hã? – Fiquei confuso.
– Acha mesmo que eu ia aguentar ficar dentro daquele lugar por muito tempo? Podia não estar passando mal, mas logo estaria. Aquele gordo atrás de mim estava fedendo! – Torceu o nariz.
– Filho de uma... ! Quase me mata de susto! – Dei um tapa em sua cabeça e ele logo saiu do meu colo. Senti falta do calor em minhas pernas, mas deixei pra pensar nisso depois. – Devia te jogar no próximo trem!
– Ah não, por favor. – Segurou meu braço em um falso desespero. – Não pode deixar sua pobre amiga sofrendo naquele aperto!
– Por falar nisso, por que diabos a senhora achou que você fosse mulher? – Lembrei.
– Ah, minha mãe sempre disse que quando estou acordado ela tem um filho, e quando estou dormindo, uma filha. – Ele riu. – Sabia que se parecesse que estava dormindo, as pessoas iriam acabar pensando que sou uma mulher, ninguém iria reparar no meu tamanho e as roupas largas tomam conta do resto. Foi até uma vantagem pra eles, menos dois pra dividir aquele espaço.
– Você é louco. – Ri negando com a cabeça. – Mas faz sentido pra mim. E eu dou toda razão para sua mãe, você realmente parece uma mulher dormindo.
– Isso explica o fato de você ter me feito um carinho quando achava que eu estava desacordado? – Levantou uma sobrancelha.
Ah, ele tinha percebido. Como é que eu ia explicar aquilo tudo pra ele? Talvez dizer que foi só um impulso, ou que estava tentando sentir sua pulsação... Não, não foi no pescoço e sim no rosto... Ah, droga... Como eu saio dessa?
Então ouvi um ronco discreto, e vi um Uruha arregalando os olhos e ficando tão vermelho quanto uma pessoa naturalmente branca pode ficar. Levou as mãos à sua barriga e eu entendi tudo. Aquilo havia sido seu estômago.
Não me controlei e tive que rir alto chamando a atenção das poucas pessoas que passavam ali.
– Não ria! – Bateu em meu braço. – Estou morrendo de fome, não comi quase nada no almoço.
– Ficou tralhando não é? – Suspeitei. – Isso explica eu não ter te visto no restaurante.
– É, queria adiantar algumas coisas. – Deu de ombros e se levantou. – Você deve estar com fome também, não é?
– Um pouco. – E Uruha arqueou uma sobrancelha. – Tá bom, muita fome. – Confessei.
E lá estava aquele sorriso de novo.
– Vamos! Eu sei onde estamos e tem uma barraca que vende lámen por aqui. – Segurou minha mão e me ajudou a levantar. – É de um conhecido meu, gosto bastante.
– Ok, vamos. – E segui em seu encalço enquanto o loiro subia as escadas para fora da estação.
Estava aliviado por três motivos. O primeiro porque sabia que em poucos instantes colocaria comida no meu estômago, que já estava para gritar como o de Uruha. O segundo porque estava tendo um bom momento com um amigo. E terceiro, porque havia me livrado de ter que dar uma explicação vergonhosa por não ter controlado meus atos mais cedo. Pensar no que poderia ter acontecido fazia meu coração apertar. Não apenas de nervoso, mas de culpa.
~~
Acabamos por caminhar o resto do percurso que faltava, depois da minha casa, Uruha seguiria para a dele pegando um ônibus que sairia bem em frente a sua rua. Eu conseguia conversar com aquele garoto facilmente sobre qualquer coisa, era incrível.
Desde música – que descobrimos ter um gosto muito parecido – até coisas engraçadas do período da faculdade. Ele tinha duas irmãs mais velhas, sendo que uma até filho já tinha. Veio da província de Kanagawa – assim como eu –, e fez o curso de economia também na mesma faculdade que eu fiz, quis ser um pouco mais novo pra poder tê-lo conhecido ainda no campus. Pelo o que me, disse ele era aquele que sempre bebia todas e sua paixão por qualquer tipo de bebida alcoólica vinha dessa época. Isso explicava sua resistência.
Era muito bom estar com ele, não precisava fingir que estava me divertindo ou que achava algum comentário engraçado. Uruha conseguia me envolver de um jeito que me fazia esquecer qualquer outra coisa, trabalho, amigos, problemas...
– Aoi-san é realmente uma pessoa meio estranha, não? – Falávamos de alguns colegas. – Quer dizer, em um momento ele parece ser todo sério e responsável e no outro é mais criança do que meu sobrinho!
– É, você se acostuma com o jeito dele com o tempo. – Ri, lembrando-me do moreno que mais parecia latino do que oriental.
Viramos a esquina e já estávamos naquele prédio que morava há tanto tempo.
– Chegamos. – Falei colocando um pé em cima do degrau que levava ao portão de entrada. – Não precisava ter se incomodado em me acompanhar.
– Não foi nenhum incômodo, Reita. – Disse sorrindo. – Precisava me desculpar pelo sufoco que te fiz passar.
– Ah, é bom me lembrar disso. Amanhã pegarei um taxi, não tenho mais idade pra esse tipo de coisa.
– Quem vê, até pensa que é muito velho. Cuidado, daqui a pouco está perdendo a memória. – Gargalhou um pouco e continuou andando em direção ao ponto de ônibus que ficava ao fim da rua. – Até amanhã, ojii-san*.
O que me lembrava...
– Uruha.
– Que foi? – Virou-se.
Aproximei-me lentamente, ia arrancar aquela informação agora.
– Não me lembro de nada do que aconteceu na sexta-feira. – Comecei e ele assentiu temeroso. – E sei que você não me contou tudo o que aconteceu. – Acusei.
Ele mordeu o lábio inferior, pensativo, abriu a boca várias vezes, fechando-a em seguida. Encarando o chão como se algo extremamente interessante acontecesse ali.
– Pode falar, olha se eu te ofendi ou alguma coisa assim... – Eu nem sabia o que tinha feito e já estava me desculpando.
– Não. Não foi isso. – E finalmente me encarou com aqueles orbes de chocolate.
– Bom, eu não vou poder me desculpar se não souber do que fiz. – Expliquei.
– Não precisa se desculpar. – Hesitou mais uma vez. – Não aconteceu nada. – Sorriu tristonho e voltou a caminhar.
Sabia que ele não me diria mais que isso, mas não me dei por vencido, ia arrancar aquela história de qualquer jeito.
O frio se fez presente e eu me encolhi, era melhor entrar antes que pegasse um resfriado. Em passos rápidos, entrei na construção e em pouco tempo já estava no apartamento, ligando as luzes e sendo recepcionado por Koron que choramingava por comida.
– Calma, eu já vou. – Ia alimentá-lo e logo depois ficaria boas horas debaixo do chuveiro organizando meus pensamentos.
~~
(Ruki’s POV)
Eu cheguei ao edifício, seu carro estava lá, mas ele não.
Não estava em sua sala, nem nos corredores.
Fui para casa e ele também não estava lá.
Resolvi esperá-lo do lado de fora do apartamento, sentei nas escadas e esperei por duas horas até que ouvisse sua risada e de mais alguém.
Levantei, sorrindo, e me preparei para recepcioná-lo com um abraço... E lá estava ele rindo animadamente com Uruha. Falando sobre Yuu, faculdade, amigos e tudo mais. Meu sorriso morreu instantaneamente.
Reita voltou a perguntar do incidente na saída do bar, mas Kouyou nada disse. Realmente achei que ele o encheria de perguntas, sobre meu nome, sobre o beijo, mas preferiu ficar calado. Ele não queria ser ferido, estava realmente gostando de Akira.
Logo depois que Uruha saiu, Reita ainda ficou parado olhando para onde o loiro estava indo e eu não pude evitar me aproximar do corpo de quem tanto amava.
– Eu realmente não te tenho mais não é? – Deixei que as lágrimas rolassem por meu rosto, não tinha forças para segurá-las. – Só você que não percebeu que já pertence a outro, Rei-chan... – Sorri tristemente. – Você já me esqueceu.
Ele entrou no apartamento, alimentou Koron, tomou banho e já estava sobre a cama esperando que o sono o pegasse. Permiti-me deitar ao seu lado sem que encostasse em seu corpo, mesmo que quisesse, não conseguiria tocá-lo. Estava me sentindo mais morto do que nunca.
Fechou os olhos e suspirou. Abriu-os novamente e olhou para foto de nós dois na cabeceira.
– O que eu estou sentindo, Ruki? – Deixou uma lágrima rolar por seu rosto, uma que não vinha há algum tempo. – Será que você vai permitir que eu me envolva com uma outra pessoa? Será... Que essa culpa vai me deixar em algum momento?
É, ele se sentia culpado por estar bem com outra pessoa. Isso aqueceu um pouco meu peito. Ele não iria me esquecer, era de Reita que estávamos falando, afinal. Eu sabia naquele momento que sempre teria um pedaço do seu coração, não importa o quanto ele pudesse se apaixonar por Uruha ou por qualquer outro.
Poucos minutos depois, Reita já estava embalado em um sono pesado, seu corpo virado para o lado que eu estava deitado. Não, não devia me envolver, talvez tenha sido isso que Kai tentou me avisar. Mas... Me permitiria senti-lo uma última vez.
Tinha que me sentir vivo, e que melhor situação para pensar se não aquela mesma?
Consegui segurar a ponta do edredom que cobria seu corpo e permiti o meu escorregar até encontrar com o seu. Pude sentir cada músculo se retesando um pouco devido o frio que era consequência da minha aproximação. Seus braços me envolveram por instinto, da mesma forma que eu lembrava, o abraço que sentia tanta falta... Parecia muito mais tempo.
Deixei que meus braços retribuíssem aquele gesto inconsciente e pousei minha cabeça em seu peito, desejando poder aspirar o cheiro que estava ali.
– Ruki... – A voz era arrastada, ele estava ainda estava meio dormindo.
– Não abra os olhos. – Sussurrei.
– Hu... Huhum... – Ele acabou por concordar entre suspiros. Espera... Ele me ouviu?
Tinha que perguntar pra Kai se isso se era realmente possível... Ele ia me matar. Bom, pelo menos não me arrependeria.
Sua cabeça se abaixou e levantei meu rosto, fechando os olhos. Era tudo tão real. Meus lábios procuraram os seus com sede até que por fim encontraram, selando-os docemente. Eu o beijava lentamente para que não despertasse totalmente e ele me retribuía da forma que seu estado de sono permitia.
Queria que aquele contato nunca fosse interrompido, mas era preciso antes que ele acabasse saindo do sono. Finalizei o beijo com um último selo e antes que me separasse, sussurrei em seu ouvido:
– Eu deixo, Reita. – Aquilo doía, mas era o certo. – Eu permito que você se envolva com outra pessoa. Pode ficar com Uruha. – Eu sabia que era dele que estava se referindo anteriormente, só não queria admitir para si mesmo. Teimoso como sempre. – Eu te amo, por isso quero que você fique bem. Sempre.
– Uruha... – Falou com um suspiro.
Beijei seu rosto e deixei minhas mãos fazerem uma leve carícia em seus cabelos parcialmente descoloridos.
Juntei todas as forças possíveis para sair daquele abraço, era como se estivesse deixando tudo o que tinha dentro de mim naquele homem que ressonava. Desci da cama, cobrindo seu corpo e fiquei o observando por um tempo que não quis contar.
– Eu permito, Reita. – Repeti, confirmando aquelas palavras tanto para ele quanto para mim. – Agora é você que tem que se permitir. – E eu sabia que aquele seria o maior dos problemas. – Vou fazer o que posso, mas o resto é com você, cacatua depenada. – Ri do meu próprio comentário.
Prometi a mim mesmo que já não tentaria me colocar de volta em sua vida, eu iria ajudá-lo a seguir com ela, da melhor forma que conseguisse.
Naquele momento, o que sentia por Reita deixou de ser apenas amor. Era algo muito maior e muito mais puro do que qualquer outro sentimento que já tive quando estava vivo.
O deixei no quarto rumando para outro lugar, acertar outras coisas. Agora que tinha descoberto um artefato a meu favor, iria usá-lo mais uma vez. Mas tinha que me apressar, o lugar que iria era um pouco distante e tinha que estar aqui de manhã para vê-lo despertar. Isso eu me permitiria ver todos os dias até que não fosse mais possível.
– Pare de chorar, Ruki. – Falei para mim mesmo enxugando as lágrimas que haviam escorrido. – Hora de você agir.
Já chega de sofrer.
~
*ojii-san: Vovô.
Notas finais
Peço desculpas tanto pras minhas leitoras que gostam de Reituki, pelo momento triste; quanto pras que não gostam pelo momento Reituki em si (primeiro e único, diga-se de passagem e eu ~tinha~ que escrevê-lo, afinal, roteiro é roteiro) q
ATENÇÃO!: Lembrem que o Ruki vai pra outro lugar aí no final, vocês vão precisar lembrar disso mais lá pra frente.
Mas não pensem que isso vai atrapalhar o Reituha, pelo contrário, vai ajudar. Imaginem como o último tapa na cara que ele precisava!
(Ninguém percebeu o quanto eu gosto de fazer o pobre Ruki sofrer né...)
Obrigada pelos reviews, fiquei gay o resto da semana com eles, vocês não tem noção. Mas vou manter o ritmo de postar uma vez por semana, porque é melhor... Desculpa ç_ç
E a última coisa (já devem estar enjoadas de ler isso aqui), se olharem a sinopse, eu terminei a fic.
Sim, quase morri, mas terminei o epílogo ontem. Ela fechou com 21 caps + epílogo e é isso aí. Não precisam achar que vou abandoná-la, agora é só postar!
Enfim, obrigada mais uma vez por tudo e até o próximo!
Reviews, por favor? ♥
P.S.: *momento propaganda* Postei uma one-shot, "Fetish", se quiserem/interessarem, leiam por favor, vão me deixar muito feliz ;D
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