Soul Survivor: O homem que sobreviveu ao Nether

3 Capítulo Flashback: Vida pré-Herobrine


Notas iniciais
Mais um capítulo! Yey! Não postei nos dias de carnaval por que eu viajei, daí não dei, mas agora eu vou voltar a postar normalmente (Eu espero). Enfim, espero que gostem desse capítulo, foi o maior que eu já escrevi.

— Thomas, você vai se atrasar pra escola! – Grita minha mãe no pé da escada.

— Mãe, eu estou aqui. – Disse saindo da cozinha

— Vamos logo! A gente vai se atrasar! – Disse minha irmã passando por mim como um furacão

— Calma gente! – Disse olhando o relógio – A aula só começa daqui a uma hora. Temos muito tempo ainda.

— Quanto mais cedo melhor, principalmente no primeiro dia de aula –Disse minha mãe jogando minha mochila dentro do carro

— Tudo bem. Vamos logo. – Disse entrando junto com minha irmã.

— Entrei primeiro. – Diz ela ao entrar

— Legal criança, mas eu não sei se você foi informada, mas você já está no quinto ano do fundamental e já tem quinze anos.

— E você? Tá pior do que eu! – Diz ela zombando de mim

— Primeiro: Eu tenho dezesseis, e estou uma turma adiantada. Eu deveria estar no segundo do médio e estou no terceiro. — Digo, fazendo ela se calar por um tempo.

— Pelo menos eu tenho amigos. – Diz ela me dando a língua

Ela tinha razão. Eu estudava na mesma escola há dez anos e meu único amigo havia ficado no segundo, e eu não poderia mais falar com ele, já que eu estou na última turma e lá não é permitida a socialização de alunos do terceiro com alunos das outras turmas. Esse vai ser o pior ano da minha vida. Nós então chegamos à escola. O logo da escola brilhava sob a luz do sol. Eu então saí do carro e me encaminhei diretamente à sala de aula. A sala não era muito grande, mas também não era pequena. Haviam quarenta e sete carteiras amarelas na sala, uma grande lousa branca, uma alta mesa de madeira e um cadeira para o professor e dois ar condicionados na frente da sala que a deixavam bastante gelada. A sala estava bastante bagunçada e havia muitos alunos correndo por aí, e a sala estava sem professor.

—Ei,você não é aquele nerd da primeira série? – Me perguntou um cara alto na minha frente

— Sim, sou eu mesmo, por quê? – Respondo

Ele me socou e eu caí no chão. Ele me segura pela camisa e começa a me socar e depois mais dois garotos aparecem e começam a me chutar.

— André! – Diz outro cara de óculos – Deixa ele em paz

— E o que você vai fazer? – Diz o que estava me batendo segundos antes de levar um murro na barriga e cair no chão

— Você está bem? – Pergunta o que tinha me ajudando me estendendo a mão para me ajudar a levantar. Eu seguro a mão dele e me levanto. – Eu sou o Mikhael, mas pode me chamar de Mike.

— Obrigado. Eu sou o Thomas sou um ano adiantado.

— Alunos sentem-se – Uma professora alta disse enquanto entrava na sala de aula. Imediatamente todos os alunos correm em direção à carteira onde haviam deixado suas mochilas e a professora então começou a falar sobre o iluminismo, o quão importante ele foi e outras coisas do tipo. Eu não sei direito o que aconteceu depois dessa aula, pois eu acabei adormecendo.

— Thomas? Thomas acorda cara! – Diz Mike me acordando

— O que foi? Eu não tava dormindo! – Digo assustado

— A diretora está chamando a gente, vamos! – Ele diz caminhando em direção à porta.

Eu então o acompanho até a sala da diretora. Chegando lá sentamos em duas confortáveis cadeiras e ficamos na espera da diretora, mas no lugar dela entrou homem alto e de cabelo preto vestindo uma jaqueta de couro e uma calça jeans.

— Se você é o pai do André, sinto muito, mas ele estava pedindo por aquilo. – Disse Mike.

— Não, não. – Disse o homem. – Na verdade eu achei aquilo impressionante. Meu nome é John Locke...

— John Locke? – Interrompi-o — Aquele filósofo iluminista?

— Eu sou muito mais que isso – Disse ele estirando a mão e fazendo uma bola de fogo aparecer em sua mão

— Você... É um... Bruxo? – Perguntei assustado

— Na mosca – Disse ele apagando o fogo e apontando pra mim – Na verdade um professor de magia. E eu preciso de alunos como vocês. Alunos inteligentes. Alunos fortes. Bons alunos. E é por isso que eu estou aqui.

— Você quer que... A gente entre e uma escola de magia? – Perguntou Mike assustado

— Na verdade vocês vão fazer um teste amanhã. Eu já falei com seus pais. Então, vejo vocês amanhã! – Disse ele desaparecendo.

— Tu-Tudo... Bem? – Disse eu, ainda assustado.

Nós então ficamos alguns minutos olhando para o ar, parados, até que ouvimos o som do sinal que indicava fim da terceira aula e começo do intervalo.

— Vamos, se não vamos ficar sem comer. – Diz Mike se levantando e indo em direção à porta.

— Tudo bem. – Digo repetindo os passos dele.

NO DIA SEGUINTE:

— Thomas, vamos logo, se não vamos nos atrasar pra o teste! – Grita Mike me acordando

— Nossa, ainda bem que somos só eu e você nesse quarto, se não você teria acordado todos aqui. – Digo sonolento

— Ninguém manda dormir demais. Se dormisse menos eu não precisaria gritar.

— Agora a culpa é minha? –Pergunto ironicamente – Sabe, você me lembra uma pessoa. Mas, espera. Como vamos chegar lá? Nós não sabemos onde fica a escola! – Digo

— Correção: Você não sabe onde fica a escola – Diz ele me mostrando um cartão que John Locke havia colocado debaixo da cama de Mike

— Tudo bem – Digo – Vamos lá.

Eu então pego as roupas na minha mala e vou em direção ao vestiário do quarto, onde rapidamente troco de roupa e volto para a cama, dessa vez sentado, enquanto assisto o Mike terminar de calçar o sapato.

— Não vai tomar banho? – Ele me pergunta

— Não, não... – Digo surpreso com a pergunta.

— Tudo bem – Ele responde voltando a amarrar os cadarços

Quando ele finalmente terminou nós saímos da escola e pegamos o táxi até a Baker Street apartamento 221b.

— Espera, isso não é em Londres? – Pergunto estanhando o endereço

— Sério? – Pergunta ele, olhando melhor o papel com o endereço. – É isso que está escrito

— Tudo bem... – O táxi então para repentinamente.

— Chegamos – Diz o taxista olhando para nós pelo retrovisor interno.

Nós então descemos do carro e vamos em direção ao estreito edifício.

— Tudo bem... Eu esperava algo maior. – Digo indo em direção à porta. Eu então abro a porta e fico de queixo caído. Um enorme salão, muito maior que parecia ser pelas paredes com vários pilares de quartzo sustentando o teto e todo decorado como um castelo medieval é visto através da porta.

— Talvez seja algum tipo de feitiço... – Diz Mike tão surpreso quanto eu. Então uma voz lá dentro diz:

— Correto!Um feitiço de proteção contra pessoas que não tem poderes. Entrem, vamos começar!

— Começar? – Digo entrando com Mike na colossal escola

— Sim! Os testes! Para saber se vocês merecem estudar aqui! – Diz John Locke aparecendo à nossa frente

— E quando começamos? – Digo animado.

Locke então faz um gesto para nós o acompanharmos e nós o seguimos até uma porta branca de metal.

— Quem vai primeiro? – Pergunta Locke

— Eu! – Mike passou na minha frente e atravessou a porta e Locke o acompanha

Duas horas depois:

— Finalmente Mike! – Digo andando em direção a ele, que estava saindo pela porta.

— Eu passei! Eu vou poder estudar aqui! – Diz ele animado

— Pode entrar Thomas! – Diz Locke através da porta. Eu então entro na porta e vejo uma grande cadeira branca como todo o resto da sala. – Sente-se – Diz ele mostrando a cadeira. Eu então me sento e ele coloca algumas coisas estranhas na minha cabeça. – Agora Thomas, relaxe.

Eu então acordo em uma sala escura, com cheiro de gasolina. Eu ando pelos corredores, até que sou atacado por uma aranha gigante.

— Ai meu deus. — Corri da aranha que tinha ao menos um metro e meio pelos corredores.

"Tudo bem. Uma aranha, gasolina... Posso queimá-la? Não, precisaria de algo para causar a causar a ignição" O corredor tinha um desvio para a direita, que foi o caminho que peguei, antes de ser surpreendido por fogo.

"Certo..." Me virei. Ela ainda não tinha desviado para a direita, mas eu podia ouvi-la. "Vinte metros?" Olhei para o fogo, que saia de uma espécie de mangueira. "Se conseguir desviá-lo..." Dei uma olhada ao redor. Uma chave inglesa estava bem perto do fogo, tão perto que provavelmente estava quente. "Quanto tempo? Ela ainda não dobrou, então devem faltar uns oito, no máximo doze metros. Sendo otimista..." Tentei pegar a chave inglesa, mas ela realmente estava quente. " Doze por... dois? Deveria ter prestado mais atenção nesse detalhe, mas vou supor que ela se move a dois metros por segundo..." Um par de luvas surgiu misteriosamente perto da chave. "Eu devo ter seis minutos. Talvez cinco agora. Preciso de algo para pegar essa chave." Dei uma rápida olhada nas luvas e percebi que eram de borracha. "Que conveniente." Comecei a colocá-las e vi a aranha dobrando o corredor. "Tudo bem, não deveria ter sido otimista. Dois minutos." Posicionei a chave ao redor do cano que liberava o fogo e comecei a rodar para baixo, fazendo ele entortar nessa direção. "Menos de um minuto, isso não vai dar certo. Só queria ser mais forte..." E então o ferro começou a ceder com mais facilidade, parecendo até ser de papel. Ela deu o bote, e o cano foi direcionado para ela, fazendo-a queimar. "Essa não era bem minha intenção, mas..." Tudo começou a ficar branco e percebi que a simulação estava acabada.

— Sinto muito Thomas. Você foi reprovado. – Ouvi Locke dizer assim que abri os olhos.

— O quê? Mas eu fiz tudo certo! – Digo, gritando.

—É, mas... Bom, a máquina mostra reações neurais de quando exposto a situações críticas, e você parecia extremamente calmo em todas elas, além de dominar perfeitamente seus poderes, o que é um tanto plausível uma vez que ela facilita a conjuração. Mesmo assim, da última vez que deixei uma aluno como você entrar... — Ele calou-se imediatamente. — Sinto muito.

Saí da sala irritado, quase chorando, e Mike vem em minha direção.

—Deixa eu adivinhar. Você tá fingindo – Disse ele

—Eu fui reprovado por que sou muito poderoso. – Digo indo em direção à porta e atravessando irritado

—O que? – Ouço Mike gritar atrás de mim.

Vinte e cinco anos depois (99830 a.C.):

Eu acordei na minha cama, no hotel que eu havia alugado para meu caso atual. _Onde está Mary? Bom, ela deve ter ido à cafeteria local. Melhor eu me arrumar para dar uma examinada melhor no caso, afinal uma bruxa que matou 117 homens não é muito comum._ chegando no apartamento de uma das vítimas perguntei à Isaac:

—Então, o que sabemos até agora?

—Nada. Apenas que nós do FBI não deveríamos estar aqui. Parece que não é um caso para nós. – Disse ele.

—Por quê? – Perguntei serio

—Por que a polícia não está conseguindo resolver! – Exclamou ele

—E é exatamente por isso que estamos aqui. Para resolver o que a polícia não consegue. – Digo eu tranquilo

—Como você consegue estar sempre tão calmo? – Pergunta ele – Quer dizer, nós estamos lidando com um homicídio com muitas vítimas, todas totalmente dilaceradas e irreconhecíveis, e mesmo assim você não perde a calma. Como?

—Simples. Eu só não me importo e faço meu trabalho. – Disse indo em direção a vitima.

Depois de analisar a vítima e dar uma olhada nas fichas do caso eu voltei para o hotel e encontrei Mary me esperando sentada na cama.

—Boa tarde, Thomas. – Diz ela vindo em minha direção.

—Boa tarde. – Digo beijando-a na bochecha – Como foi o dia?

—Muito bom. Fiz algumas compras. Peguei tudo de graça.

—Você usou seus poderes de novo? – Pergunto. – Eu já disse que não é para usá-los!

—Desculpa. É que eu fiquei sem dinheiro, e se eu fosse roubar outro banco você não ia me salvar de novo. – Disse ela me olhando com uma cara de “Me desculpa, eu não vou fazer de novo, por favor, me desculpa!”.

—Tudo bem. – Disse rindo. – Mas só dessa vez! Na verdade... – Digo eu refletindo. – Mais uma. Eu preciso da sua ajuda com um caso envolvendo uma bruxa.

—E como você sabe que tem uma bruxa envolvida?

—Simples: Todos os corpos fora totalmente mutilados, pareciam ter sido ter sido atropelados por um ônibus, e morreram exatamente na mesma hora, o relógio parou de funcionar em todos os casos e não houve arrombamentos.

—Tudo bem. Vamos descansar um pouco e mais tarde eu vou verificar. – Disse ela se deitando na cama.

Eu acordei e o quarto estava escuro. Eu ascendi a luminária do meu lado e vi que Mary não estava deitada. Eu então me levantei e fui em direção o banheiro, até que vi a silhueta de um homem parado na cozinha. Eu então me preparei para atacá-lo com fogo, mas ele então disse:

—Vejo que ser expulso, não treinar e odiar todos os bruxos que existem com apenas uma exceção não fez você deixar de usar seus poderes.

—Mike. – Digo – Como você me achou?

—Eu não achei você. – Diz ele estalando os dedos e fazendo o fogo se apagar. – Eu achei seu sonho.

—Bom, já que o sonho é meu... – Digo

—Não faça isso! – Diz ele correndo até mim. –Eu preciso fala com você.

—Tudo bem. Você tem dez minutos.

—Você tinha razão. – Diz ele. – Eu devia ter te escutado.

—E sobre o que estamos falando? Drogas? Bebidas? Futebol? Os casais de Friends? O resultado da loteria? Você ser um completo idiota e não ajudar os amigos quando eles te contam que o lugar que você está estudando magia está escondendo alguma coisa de você?

—Tudo. – Diz ele. – Desculpa. Eu devia ter acreditado que o Chandler e a Mônica iam casar.

—E o que mais?

—Desculpa não acreditar e você, te trair, quase te matar, destruir sua perna, queimar sua mão e te jogar em cima de uma bomba nuclear segundos antes de ela destruir a cidade de Madri.

—Deixa eu pensar... Não. — Digo, estalando os dedos e fazendo Mike sumir. – Com o que será que a Mary está sonhando? – Digo pegando uma xícara de chocolate quente. – Acho que eu vou ver. – Digo pulando para o sonho dela.

Chegando lá vejo que ela está sonhando com quando nos conhecemos. Estávamos em um estacionamento de Indiana. Um policial estava parado na frente dela segurando uma das únicas armas que podem matar um bruxo. Ela então diz “E então, o que vai ser?”. Ela estava caída no chão, incapacitada e eu estava escondido, quase sem poderes atrás de uma caixa de energia, onde por baixo havia uma poça de gasolina que ia até os pés do policial.

—Você sabe que ela está te traindo, não é? – Diz Mike atrás de mim.

—Eu já te bani uma vez, não faça ser permanente.

—Esse não é seu sonho. Podemos fazer isso do jeito fácil, ou...

—Ou? –Digo, desafiando

—Você sabe o que acontece com pessoas que morrem em seus próprios sonhos, não é? – Diz ele fazendo poça de gasolina sumir

—Coloque de volta. –Mando – Ou eu corto sua cabeça fora.

—Só se a rainha vermelha prometer me ouvir. – Diz ele irônico

—Tudo bem – Respondo. Mike então coloca a poça de volta e o eu do sonho de Mary joga fogo nela, fazendo o policial pegar fogo. – E ela não está me traindo, pois não estamos juntos.

—Então, eu posso... – Eu então olho pra ele com uma cara de “Você enlouqueceu? Nem pense nisso!”. –Tudo bem. Me encontre amanhã às seis horas da noite no Central Perk com a Mary. Lá nós vamos poder conversar melhor do que nos sonhos de outra pessoa. – Diz ele, segundos antes de tudo desaparecer.

Eu então acordei ao mesmo tempo que Mary, nós dois ofegantes, sentados na cama.

—Mudança de planos. – Disse.

—O que? – Ela me perguntou.

—Nós não vamos mais atrás dessa bruxa. Vamos para Nova York. Eu só preciso fechar o caso e nós vamos andando. Depois eu te explico tudo. – Disse, vestindo minha roupa e saindo do hotel. Algumas horas depois eu voltei e encontrei as malas feitas e Mary deitada na cama.

—Vamos, no caminho eu explico tudo. – Disse, pegando as malas e descendo as escadas em direção ao carro, parado na frente do hotel.

Quando saímos da cidade Mary me perguntou:

—E então? Eu quero saber, o que vamos fazer em Nova York?

—Matar meu melhor amigo. – Respondi, grosso.

—Espera, o que?

—Ele merece. Foi ele que fez isso comigo. Ele que queimou minha mão, ele que destruiu minha perna, ele me enganou! Se não fosse por ele nada disso teria acontecido!

—Isso não vai mudar nada. Você precisa se acalmar. E, vale lembrar que se não fosse por ele você não teria me conhecido.

—Não me importa! Eu vou matar ele! – Digo, pisando fundo no acelerador.

—Thomas, se acalme! – Diz ela fazendo aparecer uma barreira invisível na frente do carro. Eu então senti o impacto me empurrar pra frente, mas o Airbag disparou. Mesmo assim eu pude ouvir o som de vidro se quebrando, mas eu fiquei inconsciente antes de poder verificar o que houve.

—Gente, será que ele está vivo? – Ouvi alguém dizer. Eu então acordei e percebi que estava no carro. Aquilo tinha realmente acontecido. Não foi sonho.

—Mary? Você está... – Digo levantando a cabeça e olhando para o banco do passageiro vazio. –MARY?! – Eu então saio do carro e vejo uma roda de pessoas olhando para alguma coisa no chão. Eu vou até elas o mais rápido possível, afasto algumas e vejo Mary caída, cheio de sangue e vidro em seu corpo. – MARY! – Grito, correndo na direção dela. – Mary, acorda. Mary! Mary! Mary! – Uma das pessoas ao meu redor então me puxou. Eu me virei para ver o rosto dela. Era o Mike.

—Thomas, eu...

—Você... Você sabia que isso ia acontecer! – Disse dando um soco na cara dele. – Você fez isso! Você queria que ela morresse! – Digo chutando a barriga dele – Seu traidor! – Eu então quebro seu nariz. – Seu mentiroso! – Eu uso meus poderes para queimar seu braço – Seu filho da...

—Calma Thomas! Para!

—Você matou ela! – Grito

—Eu não fiz nada! Foi você quem fez. – Disse ele.

—Saia daqui! – Digo, dando um murro em sua barriga que o faz desaparecer. – E vocês? O Que estão olhando? — Digo tacando fogo nas pessoas ao redor e fazendo-as morrer. – Não se preocupe Mary, eu vou fazer ele pagar.

Oitenta anos depois (99775a.C.)

—Mike, eu preciso de ajuda!

—Quem é você? – Ouço uma voz feminina do outro lado

—Droga... – Sussurrei — Esse é o número de Mikhael Linnyker?

—É sim. Quem é você? – Perguntou a moça do outro lado da linha.

—Quem é você?! – Respondi – Olha, eu não sei quem você é, mas se você está com o celular do Mike então você sabe quem ele é.

—Claro que eu sei quem ele é, eu sou a namorada dele.

—Você é a... Namorada... Dele – Repeti surpreso.

—Foi o que eu disse. – Ela respondeu um pouco irritada – Por que a surpresa?

—Nada, não é que... – Eu fiz uma breve pausa. – eu não sabia que ele ainda fazia essas coisas.

—“Essas coisas”? – Perguntou ela

—Ana! – Disse alguém no fundo – Quem é que está no telefone?

—Eu não sei... Ele não disse o nome dele – Respondeu ela

—Me dá aqui. – Disse – Alô?

—Mike? – Perguntei.

—Thomas. – Respondeu Mike friamente. – Como você descobriu esse número?

—Você não apaga seus rastros tão bem. E da próxima vez que quiser que ninguém descubra seu número de telefone apague ele da lista telefônica.

—O que você quer Thomas? – Disse ele.

—Eu preciso de ajuda. Um amigo... Ele vai morrer, eu preciso de ajuda.

—Leve ele pro hospital. – Respondeu Mike friamente.

—Eles não podem ajudar. Eu preciso de ajuda mágica

—Como eu vou saber que não é só mais uma tentativa de me matar?

—Não se preocupe! Eu só quero que você ajude meu amigo, depois eu vou embora com ele e você nunca mais vai ver meu rosto novamente.

—Mas você não tem amigos! – Disse Mike, com a intenção de machucar.

—Por favor. Fred me abandonou, você me abandonou, eu não posso perder ele também.

—Tudo bem. Mas se for armação eu te mato.

—Me encontre na praça central de Lawrence, no Kansas. E não se preocupe. – Disse eu desligando o telefone. – Você não vai ter tempo pra me ferir.

Eu então estacionei o carro, tirei Mathias do banco de trás e corri para a praça a procura de Mike.

—Thomas, aqui! – Ouvi alguém me chamar. Eu me virei e vi Mike correndo em minha direção. – Era verdade.

—Eu disse que sim. – Disse colocando Mathias em um banco da praça. – Diferente de você eu não sou um mentiroso.

—Então. – Diz Mike começando o processo de cura. – O que houve?

—Ele foi atacado por um dragão.

—Ai. Isso deve doer – Diz uma moça de cerca de 16 anos atrás de Mike.

—Ah... Ela é uma...

—Bruxa? – Me interrompe ela – Sim. Meu nome é Ana

—Tudo bem. – Digo me afastando.

Algum tempo depois a moça aparece de novo.

—Oi... Ana, certo? – Pergunto

—Sim... Posso fazer uma pergunta?

—Claro. – Digo com medo de ela perguntar algo que eu não soubesse responder.

—Por que você que matar o Mike?

—Bom... Nós... Nós temos um histórico bem complicado.

—Como assim? – Ela pergunta

—Bom... É que... Eu não sei explicar... –Disse tirando a luva e mostrando minha mão a ela.

—Ele fez isso? – Ele pergunta espantada.

—Não foi só isso. Ele destruiu minha vida. Ele me traiu. Ele... Ele matou a única pessoa que eu já amei.

—Não... Não, não, não, não pode ser, você está mentindo! – Disse ela indo em direção ao Mike.

Algum tempo depois Mike me chamou. Mathias tinha acordado, e agora Mike e Ana estavam indo embor.

Notas finais
Cabô. Contece. Uem recisa a rimeira etra m ma alavra esmo? Enfim, se gostaram do capítulo e sentirem vontade comentem aí, sempre bom, nunca ofensivo. Principalmente quando ele joga na zaga. Tá, parei. Mas sério, se quiserem, não vou me importar com um comentário.