Soul Rebel Second Season

26 You Are the Only One


Notas iniciais
Babys *-* espero que gostem. Recadinho nas notas finais.

Subi para o quarto e comecei a analisar uma roupa para sair. Não queria nada extravagante, até porque eu já estava gorda e eu não iria me sentir bem de decote ou com minhas coxas obesas de fora.

- Me responde uma coisa. Esse lugar "misterioso" que você vai me levar é assim algo chique? — ele sorriu.

- Completamente esportivo.

- Então nada de roupa extravagante? — ele deu de ombro.

- Assim você não me ajuda. Se eu vestir salto e vestido vou ficar arrumada demais?

- Você vai ficar desconfortável, mas seria mais pratico pra mim quando fossemos pra outro lugar.

- O que? São dois lugares? Justin para de palhaçada vai, pode ir falando aonde você vai me levar.

- Já tá pronta? — ele deitou se esticando na cama.

- Não... Eu não sei com que roupa ir, eu não tenho roupa. — ele riu.

- Não tem roupa?

- Não. Não tenho roupa para um lugar que nem sei onde é.

- Vai pelada. — ele deu de ombro.

- Até que não seria uma má ideia. — sorri convencida e ele mostrou o dedo se virando na cama.

- Veste qualquer coisa... — ele disse impaciente.

- Me dá uma dica pelo menos. — disse impaciente.

- Ah não é nada sofisticado, nada que você tenha que se vestir que nem madame.

- Então eu posso por uma roupa comum? — ele cobriu a cabeça impaciente com o travesseiro.

- Justin... Ajuda-me.

- Eu vou dá um murro na sua cara já, já. Veste qualquer coisa Cassidy, o resto da noite você vai ficar sem roupa mesmo.

- Não gosto de vestir qualquer coisa. — Cruzei os braços provocativa.

- Vai se fuder. — ele jogou um travesseiro em mim, mas eu desviei e caiu no chão.

Desisti da ajuda dele, já que ele disse que não era nenhum lugar sofisticado, escolhi uma calça Jeans e uma blusinha que eu tinha dado um toque a mais nela. A única calça que não me deixava feito um balão era aquela, porque as outras já estavam começando a ficar apertadas e aposto que daqui uns tempos elas nem fechariam.

Justin ficou esparramado na cama o tempo todo, eu lá me arrumando e ele fingindo que assistia o jogo, mas aposto que ele estava com os pensamentos em outra coisa, porque quando eu passava em frente a TV ele não reclamava que eu estava atrapalhando.

Eu também tinha ficado com aquela mania de demorar um ano pra se arrumar, aprendi isso com ele e estava quase o superando.

- E ai gostou? — sai do closet trocada, só faltava solta as pontas do cabelo, prendi um pouco pra elas enrolarem. Ele me analisou pensativo sem dizer nada. — Perguntei pra pessoa errada... Pena que o Jaxon foi embora. — me virei para o espelho soltando os grampos do cabelo.

- O que, que tem o Jaxon? — ele perguntou confuso, dei um sorrisinho safado me virando pra ele.

- Ele me acha gostosa.

- Como é que é?

- Acho que casei com o Bieber errado.

- Moleque pilantra. — ele se levantou da cama vindo até mim.- Então você acha que casou com o Bieber errado?

- Humhum. — disse me segurando pra não rir com o modo em que ele estava acariciando meu ventre.

- Só que você é minha e não tem como voltar pra trás. — ele mordeu meus lábios causando uma pequena e agradável dor.

- Jaxon ainda é pequeno posso esperar por ele. Enquanto isso me contento com você. — passei meus braços envoltos do pescoço, puxando os cabelos de sua nuca até seus lábios chegarem a mim.

Ele mordeu meu lóbulo e eu senti meu corpo arrepiar. Procurei a boca dele e a beijei com violência e desejo, ele sugava os meus lábios da mesma forma. Senti quando os dedos dele entraram em baixo da minha blusa, as mãos dele foram subindo lentamente até os meus seios me causando um arrepio, meus peitos ficaram rígidos reagindo ao toque dele. Senti seu membro em ponto de bala pronto pra rasgar as calças de tão ereto que estava.

- Woo. -minhas mãos o afastaram o impedindo de continuar, apenas com um beijo ele já estava assim.

- Vai demorar muito? — ele acatou o meu afastamento e voltou pra cama.

- Não. — sorri ainda extasiada com a situação. — Só um pouquinho. — meu batom tinha se desmanchado por completo.

- Pai. — escutei a voz de Julie no corredor, ela tinha acordado.

Justin me olhou através do espelho e depois levantou de pressa indo pro banheiro antes dela entrar no quarto, ele ainda não estava completamente relaxado.

- Oi meu amor. — ela parou na porta do quarto me olhando, ela ainda estava com o rosto inchado aposto que tinha acabado de acordar. — Tudo bem dorminhoca?

- Cadê meu papai? — ela disse manhosa com a voz rouca.

- Tá no banheiro. — a peguei no colo distribuindo beijos pelo rostinho dela enquanto ela se espreguiçava bocejando. — Ainda tá com sono? — ela negou com a cabeça.

A sentei em minha cama e voltei a me arrumar.

- Você vai sai?

- Vou dá uma voltinha. — limpei a boca e passei novamente o batom.

- Olha ela ai. — Justin saiu do banheiro sem camisa.

- Cadê sua camisa? — perguntei o olhando.

- Tô com calor. — ele sorriu me fitando e eu revirei os olhos. — Meu anjinho tá com a cara amassada. Dá um beijinho?

- Não. -ela disse brava, pois bem, ela não tinha esquecido o jeito que ele tinha falado com ela.

- Vai me negar um beijo?

- Eu não quero fala tu você. — ela cruzou as pernas emburrada.

- Não quer mais fala comigo? — ela o ignorou. — Está me ignorando? Tudo bem... Sabe Caissy eu tinha uma filhinha linda, mas ela me deixou, me negou um beijo e disse que não queria mais falar comigo. Agora eu preciso de outra filhinha. — ele sentou de costas pra ela na frente dela. – Ai, eu to tão cansado. — ele ergueu os braços e deitou o corpo pra trás caindo em cima dela.

- Ai para tá machucando. — Julie disse com a voz abafada, ele deitou por cima dela a fazendo relutar para que ele saísse.

- Tá ouvindo alguma coisa Caissy? Eu não to ouvindo nada. — ele abriu os braços relaxando o corpo.

- Pai para. — ela disse rindo quando ele começou a se mexer.

- Se minha filhinha dissesse que me perdoa eu iria ficar tão feliz. — sorri vendo os dois brincarem.

- Eu pedou pai, eu pedou. — Justin sempre conseguia o que queria, até Julie ele conseguia manipular.

- Julie você tem que ser mais durona. — ele saiu de cima dela. — Não pode perdoar assim tão fácil.

- Cala boca Cassidy. — ele disse rindo. — Filhinha. — ele puxou ela pro colo dele.

- Se eu fosse você no mínimo pedia 100 dólares e uma boneca nova. — ela sorriu.

- Dá 100 dólares e boneca nova. — ela repetiu o que eu havia dito.

- Que isso? Vai me chantagear? — ela não sabia o que responder e me olhou.

- Fala pra ele que você é uma Bieber e está aprendendo a viver como um.

- Eu sou Bieber... Que, que é pra fala mesmo Caissy? — ela disse confusa me fazendo rir.

- Nada papagaio, não liga pra o que sua mãe diz. — a reação da Julie foi normal parecia que ela não tinha ouvido o que ele havia dito, ele a jogou na cama e começou a fazer coceguinhas. Enquanto isso aproveitei pra colocar o sapato e borrifar mais um pouco do perfume. — Caissy você vai demorar quantos anos mais? — Justin gritou pra mim.

- Já to indo. — disse dando mais uma conferida no espelho.

- Caralho. — ele disse resmungão.

- Justin sem palavrões na frente da Julie. — sai do Closet completamente pronta.

- Papai você também vai sair?

- Vou ir namorar um pouquinho, né? Eu mereço, não mereço?

- Mas e eu?

- Você também quer namorar?

- Não, eu só não quero ficar sozinha.

- Mas você não vai ficar sozinha, vai ficar com a vovó e amanhã eu vou te levar pra um passeio legal. — ela ficou calada.

- Justin levanta logo dai se eu ficar olhando pra Julie eu vou desistir completamente de sair. — a ver triste estava me cortando o coração.

- Não. — Justin levantou apressado. — Você vai nem que eu tenha que te amarrar.

- Poderíamos pelo menos esperar ela dormi. — disse desanimada.

- Caissy ela acordou quase agora, mas é claro que ela não vai dormir agora. — bufei nervosa.

- Vai indo pro carro que eu vou lá deixa ela com a minha mãe. — Julie estava completamente quieta. Dei um beijo em seu rosto e o bico dela estava tão grande que chegava a me torturar e eu morria de pena.

Ele saiu do quarto com ela no colo e eu mais uma vez pensei em desistir, mas Justin me mataria se eu não saísse com ele pra onde ele queria. Até que seria bom sairmos nós dois um pouco já que ultimamente tem acontecido tanta coisa, uma atrás da outra, precisávamos relaxar, mas a ideia de deixar Julie não me agradava nem um pouco.

Passei pela sala sem ser vista por ninguém, fui andando lentamente até a garagem e me assustei quando Justin já estava lá.

- Você deixou Julie onde?

- Com minha mãe. — ele disse confuso.

- Tão rápido?

- Minha mãe estava arrumando as coisas no jardim e ela se empolgou querendo ajudar e eu sai de fininho.

- Você nem se despediu?

- Pra ela abri a boca? — cruzei os braços. — Entra logo no carro, antes que você desista de ir.

- Ah eu já estou a ponto de desistir mesmo. — entramos no carro juntos eu estava tão desanimada que nem prestei a atenção no caminho, meu instinto materno me condenava só de pensar que deixei minha bonequinha sozinha.

- Não vai falar nada? — ele disse passando a mão na minha perna.

- Não queria ter deixado a Julie lá. — disse emburrada e ele revirou os olhos.

- Quer voltar e pegar ela?

- Claro que não. Não sei nem onde é que você tá me levando.

- Então relaxa porque você vai gostar. — ele me puxou pelo cabelo me beijando a força. Soltei-me das mãos dele e encostei outra vez no banco pensativa. Ele aumentou o som, mas eu não sabia o porquê de tanta empolgação. Ele parou em um posto perto de uma loja de conveniência.

- Quer alguma coisa?

- Voltar pra casa? — ele respirou fundo pra não perder a paciência e saiu do carro indo em direção a loja.

Fiquei mexendo os pés impaciente enquanto Justin não voltava, comecei a revirar o carro e acabei achando um tablete de bala perto do Câmbio e aquilo me fez lembrar completamente do Brian, ele sempre tinha um tablete de bala no carro, reneguei a bala recusando minhas memórias, estava evitando me lembrar do Brian, pra saudade não bater e eu ficar mal.

Justin demorou um pouquinho, ele voltou com umas cervejas e uma coca na mão, achei aquilo estranho, mas não perguntei nada ele colocou tudo no banco de trás e depois voltou pra o caminho de onde saiu.

Eu podia reconhecer aquele caminho, fazia tempo que não ia pra aquele lugar, mas eu reconhecia aquele lugar, pois não era estranho.

Desde que comecei a sair sempre soube que na Peachtree sempre teve rachas, isso é uma como um ponto turístico em Atlanta. Os rachas acontecem momentaneamente após as onze, várias pessoas se reúnem naquele lugar pra apostar dinheiro e ver os carros caros e equipados detonarem no asfalto. Fazia muito tempo em que não ia em um daqueles, senti a energia daquele lugar impulsionar meu corpo, me dando uma ótima sensação. O som alto, os carros parados, gente dançando... Eu sentia falta de ver aquilo. Volta a uma realidade em que vivia há quatro anos foi realmente bom para mim.

Sai do carro segurando a caixa de cerveja do Justin. Ele estava pegando algo dentro do carro. Aquele carro sempre chamou a atenção, pra falar a verdade tanto o carro como o dono sempre chamou a atenção isso é uma coisa na qual não poderia negar. Ele parou o carro perto da onde os carros se preparavam para uma nova corrida e nós tínhamos a visão perfeita da pista. Quando ele saiu do carro lindamente perfeito pude ver o delírio da mulheres, elas o encaravam sem escrúpulos, como se eu não tivesse do lado.

- Olha suas fãs te admirando. — ele sorriu convencido pegando as cervejas da minha mão e colocando em cima do capô do carro.

- Fazer sucesso é meu segundo nome. — ele me puxou pelo cós da calça colando meu corpo junto ao dele enquanto ele se encostava no carro de forma relaxada e sexy.

Não pude deixar de aproveitar a situação e marca território, meus olhos correram em cima das vadias que encaravam meu homem e sorri maldosa e não poupei o beijo, tomei os lábios do Justin, ele com certeza percebeu a minha atitude, pois suas mãos me apertaram forte fazendo um caminho lento e carinhoso subindo por toda a região das minhas costas até chegar em meu cabelo os puxando com força intensificando o beijo invadindo minha boca sem se importa que estávamos em lugar público. Ele brincava com meus lábios e sua língua fazia um trabalho perfeito, me tirando completamente do eixo, já tinha até esquecido que aquele beijo era uma forma de provocação. Justin tinha fôlego pra porra, mas eu tive que me afastar levemente em busca do ar que me faltava. Ele sorriu malicioso.

Senti meus lábios arderem e no mínimo estavam inchando. Aquilo me deu um calor da pega.

- Desde quando você gosta de dar shows? — ele pegou uma cerveja a abrindo com o dente e atacou a tampinha longe.

- Desde que a plateia deseja meu homem. — ele riu, olhei as vacas de canto de olho e elas já não olhavam como antes. — Há muito tempo atrás frequentava esse lugar sempre. — disse olhando tudo e nada havia mudado. Até algumas pessoas eu poderia dizer que já tinha visto o rosto delas algumas vezes.

Os carros começaram a se preparar, todo mundo gritava loucamente vendo a potencia dos motores sendo acelerado pelos pilotos. Justin olhava tudo aquilo com luxuria, minha boca estava seca, abri uma lata de refrigerante a tomei. As primeiras corridas sempre eram dos mais pobres, como a Claire dizia, corrida de gente que não tem dinheiro. Não era interessante, os carros nem eram aquelas coisas.

- E ai JB. — um cara que eu não conhecia veio cumprimentar o Justin.

- Eae. -Justin disse seco.

- Olá. — o cara estendeu a mão para mim e eu o cumprimentei. — Nossa cara faz tempo que não te vejo... E os moleque como anda?

- Tão bem. — Justin disse bebendo a cerveja, mas os olhos dele estavam concentrado em outro lugar como se o cara estivesse fazendo volume em sua frente.

- Fiquei sabendo que o Marconny tá foragido... E o tráfico ainda continua com você? — Justin o olhou sério.

Ele não gostava quando o nome dele era relacionado com aquilo, por mais que ele fosse o chefe e mandasse em tudo, ele não gostava de ter o nome dele ligado a aquilo tudo.

- Cara eu não sei da vida do Marconny. Porque você não faz um seguinte, compra um gato e vai cuidar da vida dele e da sua? — o cara ficou sem graça e se afastou.

- Educação passou longe né. — disse me encostando ao lado dele.

- Zé ruela do caralho. — ele deu de ombro passando o braço envolto do meu ombro.

O bom do Justin é que ele já tinha tomado várias cervejas e não aparentava nem um sinal de alcoolismo, nenhum sinal que demonstrasse que ele estava alterado ou algo do tipo. Parecia que tinha chegado mais gente e o lugar parecia mais lotado, os melhores carros começaram a iniciar as corridas e Justin parecia prestar a atenção. As músicas latinas reinavam, não reconhecia o tipo de idioma, mas as músicas mais calientes são as latinas e as mais tocadas em rachas, isso nunca muda.

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- Aposto no carro azul. — disse chamando a atenção dele. — Já vi aquele cara correr várias vezes e ele manda muito bem.

- Aposto no laranja. — ele disse sério dando um gole na bebida.

- Porque você apostou no carro laranja? — peguei o energético da mão dele dando um gole.

- Potência, velocidade tem tudo no carro laranja.

- Mas o outro piloto tem habilidade. — ele deu de ombro.

- O Cara tá correndo com uma GTR de 9.4 segundos. Nem piloto de formula 1 é páreo pra ele.

- Eu ainda acho que o da Buggati vai ganhar. — me encostei no carro, ele sorriu.

- Quando você coloca uma coisa na cabeça ninguém tira né?

- Não. — sorri mordendo os lábios e ele ficou me olhando de um jeito que me deixava sem graça, sem jeito. — Eu não gosto quando você me olha assim.

- Por quê? — ele me puxou colando nossos corpos.

- Porque eu nunca sei o que você tá pensando e isso é terrivelmente constrangedor. — ele sorriu mostrando aquela arcada dentaria perfeita.

- Depois de três anos juntos,você ainda sente vergonha de mim?

- Sim, quando você me olha desse jeito sinto.

- Sabe o que estou pensando? — ele selou os lábios nos meus de forma rápida. — Estou pensando em como eu quero você... Em quanto você me deixa louco com esse olhar sedutor e com inocência que você me olha quando está envergonhada. — ele chupou meus lábios e depois os mordicou.

- Se o laranja ganhar faço o que você quiser durante a semana toda, mas se o carro azul ganhar, quem manda sou eu. — ele riu.

- Você ainda tem chance mudar a cor do carro.

- Nem ferrando! Confio no meu taco, o outro carro pode ser o melhor, mas o piloto não é de qualidade. O que adianta o material se não tem profissional?

- Apostado. — ele selou os lábios nos meus.

Os roncos dos motores eram altos e faziam uma fumaceira, os caras estavam realmente chamando a atenção. Aquela corrida estava valendo 1 milhão de dólares. Alem de apostar comigo Justin apostou 200 mil com um cara que ele conhecia que ficou perto da gente antes da corrida começar.

Antes da corrida começar, já tinha um monte de garotas em cima do dono do carro laranja, só porque o carro dele tinha qualidade e ele parecia ter dinheiro, mas ele não era do tipo bonitão que chamava a atenção. Se eu fosse me interessar por alguém com certeza escolheria o gatinho do carro azul ele sim parecia interessante.

- Não quer mudar a aposta amor? — Justin disse abraçado a meu corpo.

- Está com medo de perder e está tentando me influenciar Bieber?

- Não. Só estou te dando à oportunidade de não perder essa. Eu posso ser muito mal com você. — ele riu.

- Já acha que vai ganhar, marrento? — uns colegas do Justin começaram a ficar perto da gente e quando vi estava em uma roda cheia de homens.

A corrida começou e todos vibravam. Eu estava confiante que o cara do carro azul não iria falhar. Ele e o laranja estavam em páreo acirrados. Justin não desgrudava os olhos um minuto e quando eles fizeram a volta para voltar à linha de chegada ele me lançou um olhar como se estivesse me dando uma chance, mas eu continuei com minhas apostas no carro azul.

Ninguém esperava por aquilo, o carro laranja falhou nos últimos minutos do segundo tempo, o azul chegou com estilo enquanto o motor do laranja pifou no meio da pista vergonhosamente. O olhar de decepção do Justin me fez vibrar.

- Ah nenem eu disse que o azul não me decepcionaria. — pulei no colo dele.

- É, mas... — coloquei o dedo na boca dele não o deixando falar.

- Agora eu que mando. — disse sorridente. — E alem de tudo você perdeu 200 mil à toa. — ele riu.

- Quem disse?

- Você não apostou no laranja?

- Confiei em você e apostei no azul... Ganhei duzentos mil.

- Safado. — selei os lábios dele com força.

O cara passou e pagou duzentos mil, muito triste ao Justin. O palhaço nem se divertiu em tirar uma com o cara, mas ele tinha perdido pra mim e aquele dinheiro tinha que ser meu.

- Parabéns. — Justin cumprimentou o piloto do carro azul.

- Valeu. — ele estava contente, também tinha ganhado uma bolada.

- Você está toda sorridente, mas isso foi pura sorte. — Justin zombou. — Seu medo de perder foi tanto que o cara até ganhou.

- Ata, olha a desculpa. — uns caras que estavam perto riram.

- Desculpa nada se o GTR não tivesse quebrado o piloto azul não estava com todo esse sorriso.

- A conta outra amor, aceita que ganhei de você.

- Foi sorte.

- Então vamos um... Eu e você? — ele riu alto.

- Eu e você? — o dono do carro laranja nos encarava.

- Que foi tá com medo de perder?

- Nunca.

- Então tudo bem. — me virei para os corredores. — Quem será meu adversário? — os caras se entre olharam.

- Eu. — a voz do Justin soou atrás de mim e era disso que estava falando.

- Você? — sorri provocativa.

- Vamos lá bebe vou te fazer comer poeira. — ele disse maroto me fazendo tombar a cabeça pra trás rindo.

Um dos caras jogou as chaves dos carros pra mim. Se acontecesse algo com o carro dele quem pagaria era o Justin mesmo, mas a real é que ele só emprestou porque pagava um pau pro Justin.

- Ué... Não vai correr com seu carro? — franzi o cenho quando o japonês jogou a chaves do carro dele pro Justin.

- Claro que não. Tu é mó barbeira vai rala todo meu carro.

- Ata. Se liga ou. Aqui é pilota, estilo need for speed. — ele gargalhou.

As fãs do Justin me olhavam de nariz torto, estava pouco me fudendo pra elas, aquilo era só uma brincadeira, ou não, porque Justin era um péssimo competidor e nunca gostou de perder, por isso não ligaria se eu chegasse na linha de chegada depois que ele.

A adrenalina tomava conta do meu corpo. Assim que entramos nos carros meu corpo todo estava em erupção. Uma das vadias desfilou na frente do carro do Justin até parar no meio dos carros. Ele pisava no acelerador me afrontando, mas eu não ligava pra aquilo, retribuía afundando meu pé no acelerador fazendo o motor do carro ranger.

O Primeiro sinal foi liberado, tínhamos que conferir os cintos de segurança. O segundo sinal e eu já sentia meu estomago em completo caminho circulatório dando voltas e voltas. Quando vi o terceiro sinal nos liberando para que aquilo começasse olhei pro lado e Justin segurava o volante apenas com uma mão e a outra estava no câmbio.

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Ele já tinha o semblante de vitorioso no rosto, mas aquilo não me afrontou. Arranquei com o carro, fazendo os pneus fritarem o asfalto ele estava um pouco a minha frente, mas corríamos lado a lado. Olhava o velocímetro e ele aumentava cada vez mais.

O percurso era até o final da pista, contornar os cones e voltar. A pista não era tão grande. A coisa começou a complicar quando tentei sair na frente do Justin e ele me fechou arranhando a lateral do carro.

E o cavalheirismo ficava onde? Minhas mãos suavam em cima do volante e o carro parecia voar na pista, ele conseguiu uma diferença pequena do meu carro, mas eu estava tentando me recuperar. Cruzei o carro para o lado esquerdo e ele foi pra direito aproveitei a manobra dele e consegui seguir em frente, acionei o botão do nitro na lateral do volante e senti o carro ganhando potência me fazendo correr mais do que já estava. Minha ultrapassagem foi perfeita, mas Justin ainda estava correndo sem uso do nitro e o filho da puta conseguiu me alcançar, ele sorriu me olhando encostando no meu carro e faltava poucos metros pra linha de chegada. Enterrei o pé no acelerador na tentativa de fazer a diferença e passar na frente dele e foi isso que aconteceu, sai na frente dele sentindo a potência do motor rodando e derrapei assim que cruzei a linha de chegada primeiro que ele.

O publico ovacionou, eu escutava gritos, aplausos e assobios assim que sai de dentro do carro. Justin parou um pouco atrás de mim e veio sorrindo na minha direção. Ele rodeou os braços na minha cintura me beijando.

- Muito gentil da sua parte tirar o pé do acelerador quando estávamos no finalmente. — ele sorriu.

- Eu não tirei o pé do acelerador. — ele sorriu maroto.

- Não só tirou o pé como não acionou o nitro para me ultrapassar e ganhar de mim. — pressionei os lábios nos deles. Justin me deixou ganhar na cara de pau.

- Não está feliz porque ganhou?

- Mas é claro que tô. — os caras estavam se aproximando. — Agora fica quietinho porque eles ainda acham que eu ganhei. — ele riu me fazendo estremecer com seu halito quente chicoteando em minha pele.

- Valeu pelo carro. — entreguei a chave pro cara que me emprestou o carro. — Teve um arranhãozinho na lateral, mas se quiser depois mandar as contas de quanto ficou a pintura desta parte por mandar.

- Claro que não. Relaxa. — ele sorriu gentilmente. — Caralho parabéns. Você já corria antes? — olhei pro Justin que tinha um sorriso de orelha a orelha no rosto.

- Não. — pra falar a verdade eu nunca corri assim, já participei de algumas fugas com o Justin e os meninos, mas nada ao ponto de ter que ficar mais de 200 km/h.

- Tu daria uma boa pilota... Ae Bieber porque não patrocina sua mulher?

- Tá louco? Isso é só diversão! Minha mulher tá grávida seu porra.

- Você tá grávida? — o cara perguntou incrédulo.

- Sim. — sorri. — Tô de quatro meses.

- Caralho... Quantos anos você tem? — parecia que ele estava inconformado em saber que eu estava grávida.

- Tenho 19. — sorri e os braços do Justin me apertaram de uma forma relaxante.

- E já vai ser mãe? — dei uma risadinha baixa.

- Eu já sou mãe... Esse é meu segundo filho.

- Ah não. — ele colocou a mão no rosto. Tá de brincadeira com a minha cara?

- Não tenho uma bonequinha que completou 4 aninhos essa semana.

- Caralho. — ele disse ainda chocado.

- Parabéns Bieber você tá conservando de mais sua mulher. Queria eu que a patroa lá de casa tivesse no segundo filho, gostosa desse jeito. — ele me fez rir. — Onde é a academia que você treina, to mandando minha mulher pra lá com urgência.

- A academia de treino dela é sexo... Se quiser mandar sua mulher pra eu dá um trato. — Justin riu. — Fico a disposição.

- Ô tá louco meu irmão?

- Justin. — disse envergonhada.

- Miou, miou. — um cara veio gritando. Ele era o tipo de olheiro que avisava quando a policia chegava e foi o que ele fez.

Todo mundo começou a entrar nos carros e agilizando pra ir embora.

- Hora de vazar. — Justin pegou em minha mão, abriu a porta do carro e eu entrei de pressa. Ele tomou o lugar dele ligando o carro de pressa. — Põem o cinto. — ele disse mandão.

Coloquei o cinto sentindo ele arrancar com o carro com velocidade, entrando em becos para fugir da policia. O barulho da sirene era alto e parecia que eles estavam por perto. Justin parecia estar concentrado na direção.

Eu estava mandando e nossa aposta já estava começando a valer desde que o carro azul ganhou. Soltei o cinto de segurança e ele me olhou de canto de olho como se tivesse me repreendendo.

- Caissy bota o cinto to correndo de mais. Decidi tirar todos os cintos. — disse maliciosa e ele me olhou confuso.

- To falando sério. — ele fez uma curva brusca e eu tive que apoiar a mão no para-brisa pra não me machucar. — Tá vendo.

- Cala boca Justin. — disse decidida.

Minhas mãos caminharam no feixe da calça dele e pude ver quando os olhos deles se esbugalharam com minha atitude. Brinquei com o elástico da cueca vendo a pele dele ouriçar.

- Caissy to dirigindo.

- Eu sei. — ri alto. — Presta a atenção no volante. — ele soltou o ar de forma rápida e alta.

Abaixei a cueca completamente livrando meu brinquedinho do sufoco. Deslizei minhas mãos devagar fazendo uma rosca com as mãos o punhetando lentamente, começando a brincadeira. Justin estava tão perdido que não sabia se prestava a atenção no que eu estava fazendo o na fuga da policia. Olhei nos olhos dele com uma cara de safada, com uma cara vulgar molhando meus lábios involuntariamente. Preparei-me e abocanhei. Justin deu uma freada brusca no carro, suas mãos me seguraram eu quis gargalhar.

- Não, não para. — ele disse voltando a ter o controle do carro. Voltei para o que estava fazendo, mantinha minha língua sempre em movimento enquanto minha mão punhetava a parte que não cabia completamente em minha boca. Justin tinha a respiração descompensada e sentia a força que ele fazia segurando o volante, eu estava empenhada, nunca fui profissional do oral, mas certeza que aquele entraria pra história.

Escutei a sirene atrás da gente e me levantei apressada.

- Você não estava fugindo deles? — me ajeitei.

- Ah você me desconcentrou. — ele disse pisando fundo no acelerador o carro da policia não era páreo pra a potência do dele, mas no mínimo eles tinham anotado a placa. Coloquei o cinto quando bati com força na porta.

Depois de fazer vários zigue-zague e entrar em várias ruas o carro de policia desapareceu. Ele começou a voltar pro caminho que estávamos.

- Pra onde vamos? — passei a mão no cabelo me ajeitando.

- Você deveria voltar aqui pra baixo. — ele disse rindo.

- Nem ferrando! Isso te desconcentra.

- Poderíamos ficar assim até chegar no motel.

- Vai me levar pra um motel? — disse empolgada.

- Era surpresa, mas depois dessa caricia que você fez... — o celular dele nos assustou tocando alto.

- Não vai atender?

- Não. Deve ser alguém enchendo o saco. — já passava das três e meia da manhã. Quem poderia estar ligando à uma hora daquelas? Puxei o celular da mão dele, atendi apressada quando vi que o número chamado era da casa da Pattie.

- Alô. — Justin me olhou.

- Caissy. — a voz dela estava preocupada. - Caissy é a Pattie, desculpa te ligar essa hora sei que estão se divertindo, mas é que a Julie não está bem. — senti meu coração disparar.

- O que ela tem? — disse afobada.

- Ela está com 39 de febre e eu já tentei de tudo, mas a febre não abaixa e ela não para de chorar. — senti um nódulo em minha garganta.

- Nó-Nós já estamos indo pra ai. — disse tremendo.

- Tudo bem. — ela finalizou a ligação, mas eu fiquei com o telefone na orelha extasiada.

- O que aconteceu? — Justin chamou minha atenção e eu ainda estava em choque.

- Julie. — não sei por que, mas aquilo me fez chorar. — Julie está com febre e não para de chorar.

- Merda. — ele disse batendo a mão no volante.

- Justin vamos voltar, à gente tem que ir pra casa. — disse em desespero.

- Calma, calma. — ele gritou. — Ela é criança e é normal crianças terem isso.

Eu nunca convivi com isso, nunca tinha tido a sensação de ter Julie doente, pra falar a única situação onde me senti mal foi na hora que ela nasceu que pensei que ela morreria e quando Alexia a roubou, me fazendo acreditar que ela morreu. Tudo bem que ela só estava com febre, mas aquilo para mim já era o fim do mundo.

Justin foi voando pra casa, quinze minutos depois da ligação da Pattie já estávamos passando o portão e parando no jardim. Assim que o carro parou abri a porta saltando pra fora sem esperar por Justin, tropecei algumas vezes no salto, mas entrei correndo batendo a porta; subi as escadas de dois em dois e no meio do corredor já podia ouvir os prantos dela.

- Meu amor. — ela estava sentada no colo da Pattie chorando. Claire estava parada um pouco assustada. Peguei Julie em meu colo e ela ainda chorava. — Começou do nada isso? — perguntei preocupada.

- Ela me ajudou a regar as plantas e ficou brincando, depois de um tempão ela se deu conta que o Justin havia saído, eu pensei que ela choraria, mas não, ela ficou quieta, pediu pra que eu esquentasse leite pra ela, fiz o que ela pediu e ela ficou assistindo TV na minha cama enquanto eu fazia uns pagamentos na internet, só que percebi que ela se enrolou nas cobertas e estava com as bochechas rosadas de mais. Coloquei a mão nela e ela estava pegando fogo, pedi para Claire tirar a temperatura e ela estava com 38, mediquei, dei banho morno, coloquei uma roupa mais fresca, mas o invés de abaixar a temperatura dela só aumentou.

Justin entrou no quarto apressado e Julie estava em meu colo.

- E ai... Vai levar ela pro hospital? — ele perguntou vendo que ela realmente não estava bem.

- Acho melhor pedir para que o venha até aqui. Hospital é cheio de bactérias, doenças...

- Também acho. — concordei. — Se dá pro médico vir aqui é melhor.

- Você que sabe. — ele deu de ombro.

- Quer que eu ligue pra aquele seu amigo Pattie? — Claire disse querendo ajudar.

- Por favor, meu anjo. — ela saiu apressada do quarto.

- Me deixa pegar minha princesa que tá dodói. — Justin a pegou de meu colo. — Tá sentindo dor em algum lugar? — ela negou com a cabeça sanando o choro e limpando as lágrimas. — Tá sentindo algo diferente? — outra vez ela negou. — Então o que você tem? — ela soluçou sentida.

- Você me deixou. — ela disse soluçando no intervalo das palavras.

- Não neném eu não te deixei, eu só fui dar um volta com a Caissy. Depois o pai ia voltar, eu não ia deixar você. — ela voltou a chorar.

- Você ia fazer que nem minha mamãe, me bandona pra sempre...

- Julie... — ele não terminou de falar ficou quieto.

- Caissy. — ela esticou os braços na minha direção e eu me senti diferente por ela abandonar o colo do Justin para vir comigo.

A peguei em meu colo e ela rodeou as mãos no meu pescoço me apertando com força como se estivesse com medo de eu fugir, eu retribui o abraço a confortando em meus braços e ela foi sanando o choro até se calar, como se o meu colo tivesse a acalmado, como se naquele momento eu fosse tudo o que ela tinha e precisava.

Continua...

Notas finais
Entonis galera eu queria primeiro de tudo agradecer a todo mundo que sempre me deixa m review e uma recomendação sério vcs não imgina o tamanho da minha alegria, de verdade obrigada mesmo.
Agora um papinho um pouco chato, gente eu nunca fui de falar disso, mas é que já ta passando dos limites. Gente tão me plagiando de mais e isso já tá me enchendo, eu nunca dei permissão pra ninguém postar minha fic em lugar nenhum o único lugar que ela tem que estar é no nyah onde eu posto, velho na boa se não tem capacidade pra fazer não copia o dos outros, isso me deixa mal pra porra. Espero que isso acabe porque de verdade tá me cansando e eu não quero agir de forma errada e fazer merda. Desculpa por esse contragimento espero que tenham gostado.
Bjinho da kim gostosa...
* AHHH percebi que algumas pessoas estão confusas com a idade da Julie então, então faz 4 anos que Julie nasceu e a familia do Justin comemorou isso pra ela, pra Alexia ela ainda tem 3 pq a doida inventou uma data pro niver da boneca :D
Sem mais bbs da kim!