Soul Rebel Second Season

27 People Help The People.


Notas iniciais
ARGH estou revoltada estou tentando postar esse cap a uma hora e não consigo meu computador está uma merda. Espero que gostem!

Ao vê-la tão vulnerável em meus braços, me fazia querer tomar qualquer tipo de providencia só para vê-la melhor. Queria tomar frente daquele médico e a curar de qualquer jeito. O médico examinava Julie em silêncio, enquanto eu presenciava tudo um pouco inquieta e nervosa.

Não conseguia me acalmar, era mais forte do que eu! Aquela sensação era como uma ave apreensiva quando um de seus filhotes não funcionam e ficam vulneráveis.

– E então? — disse impaciente quando ele se livrou do palito que enfiou na boca dela.

– Olha. — ele respirou fundo. — Posso dizer que essa elevação na temperatura não tem uma explicação concreta, mas eu vou apelar para algo comum entre crianças. Ela sofreu algum tipo de emoção? Digo alguma perda? Julie teve vontade de algo ou alguém a maltratou? — Pattie e eu nos entre olhamos não sabia se poderia dizer o caso da Alexia, até porque era muita informação.

– Sim. — sorri nervosa. — Ela teve uma perda recente e ainda está se recuperando. — disse subjetivamente tentando o manter o mais neutro possível.

– Bom, não há nada de mais com Julie. Como a mãe relatou, ela teve uma perda recente, então, creio eu,que ela está com o emocional abalado, ainda não aprendeu a lidar com a perda e isso mexeu com seu sistema.

– Como assim? — disse confusa.

– Olha dona Cassidy a criança é muito sensível. Eu posso ficar aqui e te dar milhares de diagnósticos, mas não vai adiantar, isso é coisa que dá e passa. Como quando eles sentem vontade de comer algo e aquilo não é dado, pois bem a criança ainda não sabe como vivenciar situações como essas, então, não se preocupe, isso só foi um susto.

– Mas doutor, Julie estava bem, não estava com nada. Justin e eu saímos e ela estava normal super bem, brincando, ativa. Tem certeza que não é nada grave?

– Você e seu marido saíram?

– Sim.

– Julie pode ter se sentido acuada, sentindo falta de vocês dois.

– Eu concordo. — Pattie interferiu. — Depois que ela se deu conta que o Justin tinha saído, ela ficou em uma tristeza. Pensei que ela ia fazer manha como de costume e chorar até dormir, mas não, ela ficou tão quietinha que nem parecia a Julie.

– Talvez ela tenha ligado o sumiço de vocês com a ausência da outra pessoa e achado que isso iria acontecer outra vez. — suspirei a olhando. — Não houve nada de grave. Não precisa se preocupar. Ela já foi medicada, está tudo sobre controle. — ele afagou os cabelos de Julie. — Acho que nossa garotinha está precisando de um pouco de colo de mãe e pai, um carinho, cafuné. Hum não tem remédio melhor, não é Julie? — ela sorriu com os lábios ainda um pouco avermelhados e as bochechas bem coradas.

– Ô meu amor. — me aproximei a aninhando em meus braços a tirando da cama. — Você me assustou filha. — ela fiou quieta em meus braços enquanto eu fazia esforça para aquecê-la já que sua pele estava arrepiada.

Pattie acompanhou o doutor até a porta. Justin saiu do quarto assim que o médico chegou. Estranhei ele não ter voltado, mas ele deveria estar fazendo algo; percebi que ele ficou desconfortável vendo Julie doente.

– Caissy só hoje, hoje só. Dexa eu durmi tu você? — ela suplicou com os olhinhos mirando os meus intensamente.

– Mas é claro que pode meu anjinho. — a apertei em meus braços. — Meu a mamãe levou um susto. — disse sem pensar, depois que fui me dar conta do que disse, mas ela apenas me olhou em silêncio não recusando o que eu havia dito. — Cadê o Beaver? — notei que pela primeira vez aquele elefantinho não estava por perto.

– Ta a ti. — ela saiu do meu colo engatinhando na cama erguendo os cobertores e pegando o famoso elefantinho.

– Estou triste com você Beaver, não protegeu minha Julie. — ela riu. — Veste as pantufas. — a coloquei no chão para que vestisse as pantufas.

– Pronto o médico já se foi. — Pattie entrou no quarto. — Está melhor princesa? — ela disse dando um beijo melado em Julie.

– Acho que ela já voltou à temperatura normal. — Pattie sorriu conferiu colocando a mão na testa dela.

– Então quer dizer que seus pais não podem mais sair de casa, Julie Katheleen Bieber? — ela sorriu mostrando os dentinhos dando uma aliviada naquela carinha cansada.

– Hoje a boneca vai dormir comigo, mas só hoje né Julie? Depois você vai ficar aqui até seu quartinho ficar pronto.

– Carinho de mamãe e chamego não tem coisa melhor!

– Não mesmo. — disse sorrindo tendo uma nostalgia de quando era pequena e tinha minha mãe para me dar colo. — Justin está lá embaixo? — perguntei preocupada.

– Não.

– Não? Será que ele saiu? — franzi o cenho.

– Acho que não.

– Tudo bem vou procura-lo e por Julie pra dormir. — ela estava coçando os olhos preguiçosamente.

– E eu também vou dormir, porque já está de madrugada. Amanhã eu vou malhar cedinho. — ri do jeito que ela falou.

Entrei no quarto e Julie vinha logo atrás. Agora sei porque o Justin não tinha voltado para o quarto, ele estava esparramado na cama roncando, acho que as cervejas começaram a surtir efeito. Tirei o salto de meus pés com cuidado para não fazer barulho.

– Eu quero um altão assim Caissy. — Julie disse alto sentada ao lado do Justin.

– Fala baixinho. — sussurrei. — Quando você crescer vai ter um altão assim.

– Caissy? — Justin disse ainda com os olhos fechados se mexendo na cama. — Cadê a Julie? Ela melhorou?

– Tá melhorando amor. — ele abriu os olhos preguiçosamente vendo Julie em sua frente.

– O que você está fazendo aqui? — ele franziu o cenho a encarando.

– Eu vou dumi ati.

– Vai? — ele olhou pra mim, parada tirando a maquiagem.

– Só hoje Justin, ela tá doente e... Só hoje ok? — ele olhou outra vez pra Julie.

– Você realmente decidiu acabar com a minha noite né pestinha? — ele a puxou pros braços dele. — Só porque eu estava pensando em encher sua mãe de por...

– Justin! — gritei o interferindo.

– Que foi? Eu estava sonhando com isso antes de acorda. — revirei os olhos.

– Julie não precisa saber dos seus sonhos.

– Ah. — ele deu de ombro. — Até quando vai me deixar esperando?

– Justin, a Julie tá doente. Não enche. — tirei a calça, indo de calcinha até o closet.

– E a filha da puta ainda me zoa. Porra Caissy passar de calcinha na minha frente é apelar. — gargalhei vendo ele pressionar seu membro, Julie parecia sonolenta.

– Amor Deus te deu duas mãozinhas lindas pra que mesmo?

– Pra te deixa louca de tesão por mim.

– HAHA ah sim, claro. Mas então faça diferente use essa mãozinha para se aliviar porque eu não vou poder fazer nada por você. — vesti uma camisola.

– Caralho e onde fica: amar, respeitar, na alegria e na doença até que você me mate de tanto tesão?

– Não tinha isso nos nossos votos de casamento.

– Foda-se. — ele deu de ombro. — Juro que era isso que eu estava pensando naquela hora.

– Para de ser ridículo vai. Levanta dai e tira essa roupa. — ele sorriu maroto.

– Safadinha! Sabia que só estava fazendo um charme... Eu tiro a roupa a hora que você quiser. — ele levantou todo brincalhão vindo pra cima de mim desabotoando as calças enquanto Julie olhava.

– Justin sai fora. — desviei a fazendo rir. — Eu disse pra você ir colocar uma roupa mais leve e confortável pra dormir, não que iríamos fazer algo, até porque, Julie está aqui. — fui para cama me deitando.

– A única forma que fico confortável é pelado dentro de você... Tem jeito? — revirei os olhos e ataquei um dos travesseiros nele.

– Sai daqui vai. — ele saiu resmungando para o closet. — Tá com frio ainda meu amor? — Julie negou balançando a cabeça. A deitei em meu lado junto com o Beaver que me fez espirrar um pouco, estava no meio e o outro canto da cama estava livre pro Justin.

Ele saiu do closet e foi direto para o banheiro, pensei que ele tinha acatado a minha ideia de usar as mãos, mas, me enganei quando em meio ao silêncio do quarto escutei o barulho alto dele urinando, depois escutei o barulho da água caindo da pia e só mais uns segundos e ele já estava de volta no quarto.

Julie já tinha pego no sono e eu tentei fingir está dormindo quando ele deitou na cama, mas foi impossível. Continua quieta até o sono chegar, ele me apertou de uma forma que me fez cócegas e também me fez sentir sua pequena ereção ao tocar minhas costas de um jeito prazeroso, minha pele se arrepiou quando ele cravou os dentes no meu ombro dando leves mordiscadas.

– Justin para. — disse quando a mão dele peralta começou a entrar em baixo da minha camisola, só estava de calcinha e ele se aproveitou da situação invadindo o território dos meus seios.

Não durou por muito tempo a alegria dele, não mesmo. Julie se virou de frente pra mim e agarrou meu pescoço, embolando a mão em meus cabelos ficando em uma posição impedindo o Justin de continuar suas travessuras sem acorda-la.

– Caralho. — ele disse resmungão se afundando na cama e virando as costas para mim.



POV Brian



Por um momento eu estive perdido, sem rumo, procurando me encaixar em algum lugar, precisando saber o motivo de minha existência antes de reclamar dos porquês da vida. Alguns dias da minha vida foram como um sonho, aquilo foi real, eu tinha vivido aquilo em alguma época da minha vida, mesmo que todos os planos foram quebrados eu ainda me lembrava que ela tinha sido a pessoa mais importante da minha vida, eu ainda me lembrava que tinha colocado Cassidy em um nível tão importante de minha vida que acabei esquecendo a mim, o que eu tinha, o que eu era. Ela se foi, se foi da minha vida, me deu um adeus que trancou meu coração, que me fez endurecer me tornando o que sou hoje. Sinto-me inseguro e culpado por ter deixado esse amor nascer dentro de mim, antes eu só precisava daquele sentimento para viver, hoje eu preciso manter ele o mais longe possível para continuar em pé. Mas, querida, eu lutei, lutei com todas as minhas forças, contra mim mesmo para não permitir que o Brian bom que eu guardava dentro de mim não morresse, para que o verdadeiro eu não me deixasse de vez, eu ainda precisava das lembranças suas para permanecer em um estado de plenitude e talvez se um dia elas se forem, eu não esteja mais aqui e não seja mais o Brian que sempre te amou.

– Está com insônia? — disse me sentando ao lado de Alexia que olhava fixamente a lua sentada na varanda. — O que está fazendo acordada até agora? — ela me ignorou, mas não foi por muito tempo.

– Brian eu tenho vontade de arrebentar seus miolos. — ela disse nervosa. — Cara você não se toca? O que tu tá fazendo aqui? Será que não percebe que isso não é pra você... Porra Brian.

– Então quer dizer que só você pode se divertir? Também quero fazer coisas diferentes.

– Acha que isso é diversão? Acha que viver com esse louco é diversão? Você realmente não está tendo sanidade para responder seus atos. Marconny não é flor que se cheira, uma vez com ele não tem como sair.

– Quem disse que pretendo sair? Já disse Alexia, estou aqui porque quero.

– Porque quer Brian? Conta outra... Está aqui porque acha que vai conseguir me tirar daqui, acha que vai me mudar, mas isso é impossível eu sou o que sou e você não pode mudar isso.

– Não estou aqui por você, não se iluda. — encarei o nada desviando do olhar dela com medo de que ela visse o que realmente estava acontecendo. — Estou aqui para fazer o que sempre tive vontade, estou procurando pela minha essência.

– Brian, por favor. — sua voz estava completamente aveludada. — Sei que se eu pedir isso por mim você nunca vai fazer, mas sei uma pessoa que é capaz de te fazer mudar de ideia então por ela; Pela Cassidy, vá embora, enquanto há tempo, enquanto você pode.

– Ninguém mais me influencia, muito menos ela Alexia. Eu mudei, eu sou outro Brian; diferente do que você está acostumada. É melhor se acostumar com o que sou agora, porque o Brian de antes está morto e aqui não tem mais espaço pra ele.

A deixei sozinha, sentada na varanda enquanto voltava pro meu quarto um pouco atordoado. Eu tinha que me concentrar só isso que eu precisava, de concentração e as coisas sairiam do jeito que eu queria.

– Tudo bem? — uma voz me surpreendeu enquanto estava parado no corredor inspirando e respirando querendo manter a calma.

Abri os olhos lentamente vendo uma das garotas que ficavam na casa em minha frente, ela parecia preocupada com o meu estado.

– Sim. Está tudo bem. — disse um pouco grosso.

– Você é o irmão da alexia não é? — já estava pronto para entrar no meu quarto quando ela disse. — Brian certo? Alexia falou um pouco de você... Seja bem vindo a esse hospício. — ela riu amargurada.

– Quem é você? — perguntei confuso, ela parecia ter intimidade com Alexia e parecia saber bastante coisas.

– Sou Bruna... Agora só não me pergunte o que eu estou fazendo aqui, porque nem eu sei. — ela parecia querer desabafar. — Só me arrependo de ter abandonado minha vida, não era das melhores, mas valia a pena.

– Nada desta vida é fácil! Você ainda é jovem, pode mudar seu futuro. — ela franziu a testa e eu me martirizei. Realmente eu não conseguia ficar calado, não conseguia! Parecia que era mais forte que eu esse ato de tentar apoiar a todos, mas eu ia conseguir mudar isso, ia acabar de uma vez por todas com tudo isso.

Entrei para o quarto batendo a porta e a trancando, encarando aquele lugar luxuoso que não combinava nem um pouco comigo. Tentei relaxar e dormir.



POV Caissy.



1 semana depois



Eu já podia ver os efeitos da gravidez em meu corpo, meus seios pareciam crescer cada vez mais e minha barriga já estava se formando e um pouco pontudinha com um pequeno volume. Pensei que nunca saberia o sexo do bebê! Tive que fazer a ultrosonografia duas vezes, duas vezes eu senti aquele gel gelado na minha barriga, mas a sensação foi à mesma de quando fiz o ultrassom de Julie. Justin sorria feito bobo e quando o médico disse que era um menino ele quase gritou, pra falar a verdade ele gritou, na hora ligou pro Ryan e ficou falando um monte de baboseiras, dizendo que nosso filho seria o mini Bieber e que iria ser a cópia mirim dele, coitado. É sempre assim! Eu tinha milhares de sugestões para o nome, mas eu não gostava de nenhuma, Claire, Pattie e todo mundo ficava dando palpite para o nome, mas eu não gostava de nenhum, nenhum me agradava.

Os dias foram passando e Julie ficava cada vez mais grudada a mim, cada vez mais ela me aceitava e era como se ela sentisse algo por mim que a fizesse grudar em mim de um jeito que me mantinha mais perto dela. Algumas vezes, ela tinha crises e sentia ciúmes do bebê, principalmente quando Justin começava a falar dele ou a escolher nomes, ela se transformava em outra pessoa. Passei acordar cedo todos os dias, sempre me levantava junto com Justin, eu estava me acostumando a vida de mãe e isso também fazia bem ao bebê, mas, como sempre fui muito dorminhoca; então algumas vezes era um sacrifício sair da cama.

Assim que terminei o banho, Justin entrou para tomar o dele, me troquei com um pouco de pressa, estava com medo de que Julie acordasse sozinha no quarto. Estava penteando o cabelo quando Justin saiu do banheiro com os cabelos bagunçados e uma toalha enrolada na cintura, perdivelmente tentador.

Mordi meus lábios o vendo cruzar o quarto naqueles trajes, aquela cena me excitou e eu já podia...

– Dá pra parar de me olhar desse jeito? — ele disse me olhando através do espelho que refletia minha imagem.

– Que jeito? — me fiz de desentendida voltando a pentear meus cabelos.

Comecei a ficar com um calor e completamente incomodada por ter ele a tanto metros de distancia do meu corpo. Parecia que ele queria me provocar depois de colocar a boxer cinza, Justin ficou desfilando pelo quarto.

Eu tinha que ir acordar Julie, mas eu também não conseguia me controlar. Graças a Deus Pattie e as empregadas começaram a conversa no corredor e com certeza já que elas estavam ali eu e Justin não poderíamos fazer nada porque do jeito que eu estava com certeza ia fazer um escândalo e... Deixa pra lá.

– Vou ir acordar a Julie. Vai precisar de mim pra algo? — ele me olhou durante um tempo depois soltou o ar bufando. — Tudo bem, estou no quarto ao lado.

Abri a porta do quarto sorrindo para Pattie.

– Bom dia. — ela disse alegre.

– Bom dia. — disse entre dentes.

Eu já estava cansada, queria minha privacidade outra vez, não fazia muito tempo que tinha conseguido que Pattie desistisse de fazer tudo em minha frente, não era ciúmes, longe disso, mas eu sempre achei que quem tinha que cuidar da Julie era eu. Eu tinha que dar banho, alimentar cuidar e tratar, Julie tinha que me reconhecer como mãe.

– Estou indo acordar Julie.

– Tem certeza? Eu posso fazer...

– Não Pattie tudo bem, pode deixar. Está tudo certo. — ela sorriu amarelo e eu fui em direção ao quarto onde estava sendo de Julie.

Ela era do tipo preguiçosa, extremamente preguiçosa, então, acorda-la era um custo. Justin tinha um método: ele gritava no quarto e ela sempre acordava assustada. Eu odiava isso, preferia fazer as coisas com calma. Abri completamente a cortina deixando a claridade invadir o quarto, fui até ao banheiro e coloquei a banheira pra encher, pegando o shampoo e os sabonetes dela, deixando tudo no jeito pro banho dela. Deixei a roupa em cima da poltrona, quando a banheira encheu fui acorda-la. Me aproximei da cama me deitando ao lado dela.

– Princesa. — disse baixinho perto do ouvido dela. — Levanta meu amor tá na hora de acordar. — ela se mexeu na cama balbuciando a boca. — Vamos Julie acorde. — beijei o rosto dela. — Bebê acorda preguiça, acorda. — ela se virou espreguiçando o corpo se retorcendo toda na cama. — Que soninho gostoso meu Deus.

– Eu quero durmi. — ela disse com a voz rouca.

– Dormir? Mais? Quer dormir mais meu amor? — ela coçou os olhos e bocejou. — Seu pai ainda tá em casa, não vai levantar pra dá um beijo nele? — ela sorriu.

– Ele ainda nu foi tabanha?

– Ainda não e se você levantar e toma um banho rapidinho dá tempo de da um beijo e um abraço de urso nele. — ela se sentou preguiçosamente na cama.

Tirei o pijama dela, a deixando de calcinha em cima da cama. Fui até o armário pegando uma toalha limpa, a toalha tinha a cara do bob esponja estampada assim como muitas coisas dela. Julie ficou me esperando sentadinha na cama, deixei a toalha em cima da pia do banheiro e voltei pro quarto a pegando e levando até o banheiro.

Deixei-a em pé em cima do tapete para que não pisasse no chão. Conferi pra ver se água estava realmente em uma temperatura boa.
– Pode tirar neném. — disse abando as mãos molhadas. Ela terminou de tirar a calcinha, a peguei no colo e a coloquei dentro da banheira, ri vendo ela se arrepiar, com as mãos comecei a molhar os ombros dela. Julie puxou todos os brinquedos pra dentro da banheira e ficou fazendo bagunça enquanto eu dava banho nela Liguei o chuveirinho para enxaguar os cabelos dela e ela gritou dizendo que o shampoo tinha entrado no olho dela.

– Julie o shampoo não arde. — disse eliminando aquela espuma da cabeça dela.

– Ade. — ela se engasgou com a água. — Ade muito chega. — era sempre assim ela sempre reclamava do shampoo. Justin a chama de porquinha ela odiava lavar e pentear os cabelos.

Desliguei a água pegando a toalha dela e a colocando de pé. A enrolei na toalha e sequei o corpo dela ainda em cima do tapete, minha roupa molhou um pouco. Voltei para o quarto com Julie no colo enrolada no roupão.

– Julie para quieta! Deixa-me terminar de colocar a roupa em você. — disse enquanto ela não parava um segundo pegando aquelas bonecas.

– Julie sossega. — puxei o corpo dela a prendendo no meio de minhas pernas.

– Eu quero brinca. — ela disse manhosa enquanto eu passava o vestido pela cabeça dela.

– Vai brincar pelada? Tem que por a roupa, pentear o cabelo...

– Ah não. Pentear cabelo não, não gosto.

– Eu nem vou passar o pente só vou passar a escova e o creme.

– Não... Dói muito.

– Então tá bom. — me levantei recolhendo as toalhas em cima da cama e jogando no sexto dentro do armário dela. — O seu pai não gosta de filha descabelada.

– Mas dói.

– Eu prometo que não vou machucar. — sorri, peguei os sapatos dela e a coloquei sentada na cama enquanto passava hidratante nas pernas dela.

Antes que ela fugisse ou fizesse um escândalo, peguei a escova e o creme e penteei o cabelo dela.

– Sei que daqui a pouco você vai arranca isso da cabeça e vai acaba perdendo a presilha. — prendi uma parte do cabelo dela pro lado. — Pelo menos o perfume você vai passar? — ela assentiu pulando da cama e vindo até mim para passar o perfume.

– Agora dá tempo pra dá beijo no meu pai? — ela disse depois de pronta.

– Agora dá. — ela pegou o Beaver em cima da cama e veio me seguindo em direção ao meu quarto.

Pensei que Justin ainda estaria por lá, mas só estava as empregadas dando uma geral no quarto, no mínimo ele já tinha decido pra tomar café. Peguei na mão de Julie e desci as escadas com cuidado pra ela não cair. Pattie estava na sala, Julie deu um beijo nela.
– Justin ainda está em casa? — ela balançou a cabeça. — Vem Julie vamos logo que daqui a pouco ele sai.

– Eu nu gosto quando ele sai. — ela disse pegando na minha mão outra vez.

Justin estava tomando café e mexendo no celular quando entramos na copa. Julie correu pra cima dele toda estabanada, ele a colocou sentada no colo dele.

– Nossa como você está cheirosa. — ele disse dando um beijo estalado no rosto dela.

– Agora você vai gostar de mim? Eu pintiei o cabelo tá? — ele riu.

– Agora sim. Não gosto de filhinha do cabelo doido.

– Mas agora eu to bonita não tô?

– Tá um pouquinho, coisa bem pouca. — ela fechou a cara.

– Mentira Julie você está linda. Toma. — entreguei o copo de leite pro Justin que deu pra ela.

Justin a ajudou tomar café, ou melhor, ele obrigou ela a comer, a garota não gostava muito de comer e tinha que obrigar sempre, Justin conseguia isso com sucesso eu só conseguia com muito custo.

– Julie venha cá. — Pattie gritou da sala.

– Posso ir papai?

– Pode, mas sem correr. — Justin disse enquanto ela ia correndo pra sala nem dando ouvidos a ele.

Ficamos em silêncio por uns minutos e ele estava tão diferente, era possível ver a irritação em seu olhar. O modo de agir e até de andar já entregava tamanha irritação.

– Vai ficar o dia todo fora não é? — perguntei um pouco cautelosa.

– Sabe que vou pra que a pergunta idiota?

– Só pra confirmar. — ele revirou os olhos. — Justin eu já não aguento mais... Eu quero voltar pra casa, eu quero ter nossa vida privada de novo, não estou reclamando de morar com sua mãe, mas é que eu já estou me sentindo mal.

– A culpa é sua. — ele disse sendo grosso. — Quem não quis voltar pra antiga casa foi você.

– Mais agora eu quero... Tudo bem eu aceito voltar pra outra casa.

– O que você tem na cabeça? Não... Você só pode gostar de me tirar do serio.

– Não Justin. — disse no mesmo tom que ele. — Eu só estou querendo ajeitar as coisas, nós não temos mais privacidade e olha como você está...

– Queria que eu estivesse como? — ele disse me encarando extremamente raivoso. — Estou há uma semana sem sexo... Uma semana Caissidy. Tem noção que pra mim isso é tortura?

– Não exagera, fazia o que quando eu estava no hospital? — disse querendo rir.

– Mas pelo menos tinha um motivo, e agora tem motivo? Você só fica o dia todo com a Julie pendurada na sua saia e sempre ocupada. — ele gritou nervoso e eu não consegui segurar comecei a rir eles estava realmente hilário. — Quer saber? Vai se fuder Cassidy, até a noite. — ele saiu nervoso empurrando tudo o que tinha pela frente.

Julie entrou pela outra porta e se assustou quando Justin bateu a porta da saída com força causando um barulho enorme pela casa.

– Meu papai tá bravo Caissy?

– Seu pai tá precisando de relaxar. — disse me levantando da mesa já que o café tinha ido por água abaixo.

Fui para a sala e Julie veio atrás. Pattie estava na sala falando ao celular e eu precisava falar com ela, mesmo que Justin tivesse perdido a cabeça eu iria voltar pra antiga casa, já não estava mais dando certo e eu precisava da minha casa de volta mesmo contrariando minha consciência ao lembrar que ele fez um puteiro daquela casa, mas era aquilo ou continua morando com a mãe dele e o Justin acabar quebrando a casa.

– Quer falar comigo Caissy? — Pattie desligou o celular sorridente.

– Ah sim. — sorri sem graça por ter interrompido.

– Pode falar. — Julie sentou-se ao chão pegando uma boneca perdida que estava no chão.

– Pattie nós. — minhas mãos começaram a suar. — Nós... Vamos voltar pra casa do Justin. — disse de uma vez e depois apertei meus olhos recuperando a calmaria.

– Voltar pra casa do Justin? — ela repetiu com calma o que eu disse. — Mas porque isso Caissy? Porque logo agora isso? O que eu fiz de errado?

– Pattie você não fez nada de errado, não tem nada com você, mas é que eu estou sentindo falta da minha casa. Julie tem o quarto dela lá com tudo o que sempre comprei pra ela ao longo desses anos e sem contar que Justin e eu precisamos de privacidade, mas isso não quer dizer que vamos deixar de vir na sua casa.

– Dá ultima vez você disse a mesma coisa.

– Pattie, mas não podemos ficar aqui na sua casa. A casa é grande, mas parece que estamos a lotando, temos nossa casa, daqui a pouco vem o bebê e o melhor é ter nossa própria casa.

– Eu nunca fui uma sogra chata, mas essa decisão me deixa um pouco magoada, mas se é isso que querem tudo bem.

– Nós vamos sempre estar por perto, nossa casa nem é tão longe assim.

– Mas eu exijo ver Julie todos os dias.

– Tudo bem. — sorri aliviada por ela ter "entendido" — Julie e quando você quiser dormir com a vovó pode pedir pra mim que seus pais vão ter que deixar.

– Ta bom. — ela disse, mas nem sabia do que estávamos falando.

– Eu entendo pelo o que você está passando. Justin é um viciado em sexo e eu não acredito que coloquei um ninfomaníaco no mundo.

– Ninfomaníaco. — Julie disse rindo fazendo eu e Pattie rir.

– Julie chama a tia Claire pra vovó?

– Ela disse que só é pa eu chama se for urgente.

– Bate na porta do quarto e diz pra ela vir aqui que é urgente.

– Ela disse assim; Julie não é pra bater na porta do meu quato se não for urgente.

– Manda Claire ir à merda. — disse rindo e ela me olhou assustada. — Não, não fala isso não.

– Vo chama. — ela saiu correndo em direção à escada e eu senti um aperto no peito com medo de ela despencar de lá de cima.

– Senhor, o senhor nao pode entrar. — escutei um dos seguranças que ficavam na porta dizer. — Eu tenho que avisar que o senhor está aqui.

– Ah minha entrada já foi liberada na entrada da casa. Sai da minha frente.

– O que está acontecendo aqui? — disse confusa vendo o governador tentando entrar em casa.

– Mrs. Bieber. — ele sorriu e eu assenti para o segurança liberar a entrada dele.

Pattie olhava o cara tão assustada que poderia dizer que ela estava em pânico, por mais que ele fosse uma figura importante o velho governador não era do tipo, que agradava as pessoas. Agradeci por Julie está lá em cima com Claire e não ver aquele homem.

– Pode deixar comigo Pattie. — ela me olhou confusa. — Tudo bem eu posso me entender com o governador. — ele sorriu malicioso. — Cuide de Julie. — ela assentiu. — Por favor, me acompanhe. — sai andando em direção ao escritório e ele veio atrás me seguindo como pedi.

Adentrei o escritório e quando ele passou por mim com os olhos observadores notando tudo um pouco sorrateiro. Tranquei a porta na tentativa de proteger quem estava do lado de fora. Um pouco nervosa ocupei a cadeira atrás da mesa, sabia que Justin guardava armas por todas as gavetas e também sabia que as armas de dentro de casa eram silenciadoras. Abri a gaveta e coloquei o 38 em cima da mesa , ele me olhou confuso, mas depois relaxou e se sentou na cadeira em minha frente.

– Pra falar a verdade vim aqui para falar com o Bieber. — ele ajeitou o paletó.

– Se o senhor não percebeu, ele não está em casa. — disse um pouco grossa. — Mas se assunto for sério você pode tratar comigo, meu marido ficará a par da situação.

– Sra. Bieber... Eu estou aqui completamente em missão de paz. — ele sorriu. — Você conseguiu me assustar com esse cano em cima da mesa, não foi muito educado da sua parte...

– Senhor governador, por favor. — o interrompi. — Não estamos aqui para falar de condutas de etiqueta até porque minha educação só é válida com quem realmente merece e o jeito com que o senhor entrou aqui não foi nem um tanto educado. — ele pigarreou limpando a garganta.

– Peço desculpas por ter assustado a senhora na sala. — ele começou a me entediar, comecei a rodar o revolver no dedo enquanto ele ficava naquela ladainha, porque mesmo eu aceitei atender ele?

– Só isso? — disse impaciente. — Então o senhor já pode dizer o que veio fazer aqui.

– Quero saber a posição do Bieber nos negócios. — arqueei a sobrancelha e ele continuou. — Faz praticamente uma semana que Marconny está foragido, Bieber não me deu nenhum parecer e sem contar que nosso trato foi quebrado. Ele não fez o pagamento dessa semana.

– Justin está em débito? — perguntei confusa.

– E não me deu nem um tipo de explicação. — não sabia o que dizer a final Justin não havia me dito que estava em débito com as propinas.

– Senhor governador...

– Tudo bem Sra. Bieber só quero que saibam que seu marido fez um trato comigo e ele não pode o desmanchar assim. — fiquei em silêncio. — E, aliás, ele tem uma família linda. — ele sorriu nojento me fazendo repulsar.

– Justin nunca falharia com você. — tentei manter a voz firme.

– Com certeza não. — ele sorriu. — Gostei de fazer negócios com ele. Tipo de garoto esperto. — engoli em seco.

– Quanto tempo pra te dar à grana?

– Hoje é último dia... Pra falar a verdade tive que vim avisar por que eu realmente gostei do seu marido, mas se fosse outro já estava em uma vala. Eu só faço bem ao povo e sabe gosto de ser retribuído.

– Último dia? — minha voz saiu um pouco aguda. — Tá de brincadeira né? Justin ainda não aprendeu a fazer cair dinheiro do céu. — ele gargalhou.

– Até que você é engraçadinha. Mas isso já não é um problema meu, não sei como e nem com quem ele vai arranja. Mas eu quero meu dinheiro... Ou...

– Tá, tá. — disse nervosa. — Eu vou falar com ele e vamos ver o que vamos fazer por você. — ele sorriu.

– Adorei conversa com você Mrs. Bieber. — ele se levantou. — Ah estou esperando vocês em minha casa, está noite oferecerei um jantar de gala a vocês. — ele disse sorridente, mas eu estava queimando em preocupação, porque merda o Justin não tinha pagado aquele cara?

– Tudo bem. — suspirei tentando aliviar a tensão dentro de mim.

– Me acompanha até a porta? — assenti positivamente um pouco nervosa.

Destranquei a porta do escritório a abrindo pra ele. Ele saiu e parou esperando eu passar em sua frente, filho da puta estava olhando para minhas curvas. A sala estava vazia e me apressei na despedida consegui colocar o velho pra fora e ele foi embora. Fui até o telefone e disquei o número do Justin, mas desisti dizer uma coisa daquelas pelo telefone ainda mais pra ele não era nada agradável.

O jeito era ir naquele bendito galpão com certeza ele ficaria puto a me ver lá, mas o que eu poderia fazer? O cara veio aqui e nos ameaçou e pra falar a verdade a culpa era toda do idiota do Justin, porque ele não estava pagando a propina?

Claire estava pintando as unhas de Julie quando entrei no quarto e pelo meu semblante Claire notou que nem tudo estava bom.

– Caissy olha minhas zunhas. — Julie disse alto quando entrei no quarto.

– Que lindo. — disse por força do habito, mas nem tinha notado o que Claire estava fazendo nas unhas dela. — Claire vem aqui preciso te pedir uma coisa. — a chamei de canto.

Julie acabou se distraindo e eu pude cochichar com Claire.

– Eu vou precisar sair. — disse baixinho. — Você consegue distrair ela?

– Ela não pode saber que você vai sair? — a tapada disse alto e eu dei um tapa nela.

– Não... Não é nada demorado, mas te dou 500 pratas pra fazer algo que a distraia até eu voltar.

– 500 pratas? — ela entortou o nariz. — Assistir maratona bob esponja e brincar de casinha com ela é torturante.

– Tá Claire 1000. — disse vencida. — Mas ela não pode chorar, não pode nem perceber que não estou em casa.

– Era mais fácil quando ela fazia manha só querendo o Justin... Caissy vocês tão mimando de mai essa menina.

– Fica quieta.

– Caissy eu posso ir na piscina? — Julie disse nos interrompendo.

– Claro. A Claire estava falando que está morrendo de vontade de nadar. — disse sorrindo.

– Tá louca? Fui no cabeleireiro hoje cedo, meu cabelo tá hidratado.

– Com 1000 pratas da pra pagar quantos cabeleireiros você quiser. — ela bufou.

– Ok Julie vamos preparar os trajes de banho porque hoje a tia Claire está com cara de babá. — ela disse entediada.

Julie saiu pulando feito periquito e eu aproveitei a distração e fui até o quarto, peguei meu celular e a pistola que tinha dentro de um dos armários coloquei na cintura. Ia ter que pegar o carro da Claire porque o meu estava na antiga casa, tudo estava me deixando farta e eu já sentia necessidade em volta para a antiga casa. Eu precisava de privacidade.

– Caissy? Vai sair? — Pattie encontrou comigo no corredor apressada.

– Ah sim, vou ter que ir falar com o Justin.

– Não seria melhor esperar ele voltar ou ligar pra ele? — ela disse preocupada.

– Eu adoraria, mas o assunto é sério.

– Então pelo menos peça para que um dos seguranças escolte o carro. — sorri agradecida.

Mas eu desobedeci completamente às ordens dela, peguei o carro da Claire e sai sem escolta, não era nada bom um comboio de homens ir até o galpão, seria arriscado de mais e chamaria muito as atenções.



Continua...


Notas finais
Eai gostaram?????????? Espero que sim *-*
Então pra quem não sabe eu uso a Lali Esposito como Caissy e a algumas fotos da Suri Cruise quando os olhos dela não parece tão azul *-*
Bjinhos nos vemos amanhã a noite.
E gente me perdoem pela demora, mas é que a escola voltou e seis sabe to no ultimo ano então to estudando pro vestiba :/, mals mesmo bjooos s2