Soul Rebel Second Season

37 ​We'll run away if we must (parte 2)


Notas iniciais
:)) DEIXEM REVIEWS PRA LINDA DA KIM :)

- E como veio parar aqui? – eu estava pensando em um jeito de fugir. – Garota. – ele gritou irritado e eu me assustei.


- Estava em uma festa na casa do Nandinho e...


- Ahh, já entendi tudo. – só então pude enxergar seu rosto medonho. – Festa na casa do Nandinho, americana. – ele sorriu maroto. – Agora sim ele está investindo bem nas vagaba.


- Não... Eu sou casada!


- Não sinta vergonha da vida que leva meu bem. – mais dois passos e ele chegava perto de mim.


Eu já estava com o corpo colado na parede de tanto dar passos pra trás. Eu estava em pânico pelo jeito com o qual ele me olhava e quando ele levou as mãos tocando meu corpo, aquilo me causou um impulso fazendo com que eu desse um murro nele.


- Tira a mão de mim. – gritei chorando tentando me livrar do encalce que ele fez.


- Calma que eu vou cuidar muito bem de você princesa. – ele disse passando a mão em meu rosto e eu me debati tentando me livras dos largos braços dele.


- Me solta pelo amor de Deus me solta. – implorei com os olhos cheios de lágrimas. – Eu não sou prostituta, eu não moro aqui...


- Você não vai se fazer de difícil só porque eu não tenho grana pra bancar esse corpinho lindo. Nada do que eu fizer vai ser errado, você está na minha área princesa. – ele beijou a curvatura do meu pescoço.


Dei um soco com força no abdômen dele e ele riu e depois segurou meus pulsos com força. Ele começou a tentar beijar minha boca, mas eu desviava balançando freneticamente a cabeça e implorando para que ele parasse.


- Eu sei o que você quer meu anjo. – ele sussurrou em meu ouvido. – Eu vou fazer você se sentir melhor. – ele mordeu minha orelha com força e eu gritei.


Eu estava tentando lutar contra ele, mas uma de suas mãos prendia as minhas com muita força enquanto a outra mão livre me molestava. Sua mão estava dentro de meu sutiã tocando meus seios, minha voz estava ficando rouca de tanto gritar.


- Moço eu estou grávida. – disse em meio às lágrimas. – Pelo meu filho não faça isso, por favor...


Ele segurou em meus braços com força e olhando meu corpo com desejo sorri safado.


- Como você e seu filho, vadia. – ele lançou um tapa em meu rosto, cuspi na cara e outra vez levei um tapa.


- Justin. – gritei arranhando a garganta, ele tinha que me ajudar, ele tinha que aparecer. – Justin, por favor, socorro. – ele rasgou a parte de cima do meu vestido, mas não teve tempo de prosseguir.


Justin o lançou longe e ele se desequilibrou caindo no chão.


- Filho da puta! – Justin correu na direção dele e deu um chute certeiro no rosto do cara.


- Toma Cassidy. – Alfredo me entregou a camiseta dele.


Justin surrava o cara feito louco. Chute na cabeça, no abdômen ele não deu um soco; só dava bicas, na cabeça e na barriga. Cobri os olhos quando ele pegou uma barra de ferro e começou a surrar mais ainda o cara.


- Pera aê Justin. – Alfredo o interviu.


- Eu vou matar ele. – Justin estava com o rosto todo suado e alguns respingos de sangue enquanto o cara agonizava no chão.


- Leva pro micro-ondas. – Alfredo disse.


- Eu já aprendi a lição. – o cara disse com dificuldade.


- Bota o cara no pneu. – Alfredo incentivou.


Justin pegou o cara pela gola da camisa e saiu arrastando, assim que saímos daquele lugar encontramos Nandinho e seus capangas. Alfredo tomou a frente explicando tudo o que havia acontecido e eles ajudaram o Justin a levar o cara para o tal micro-ondas. Eu não sabia o que era aquilo até os ver preparando.


Justin obrigou o velhote a ficar em pé, depois colocaram o corpo dele dentro de três pneus, eu não estava entendendo nada até ver sentir o cheiro do liquido que Alfredo jogava em cima dele, gasolina. Nandinho acendeu uma tocha na fogueira e depois entregou ao Justin que caminhou até o cara com um sorriso diabólico ateando fogo no pneu onde havia gasolina. Os gritos do cara invadiram o ambiente, abracei meus braços sem desviar o olhar de tudo o que eles faziam enquanto o cara queimava vivo.


- Como você está? – Justin se aproximou de mim segurando meu rosto entre as mãos.


- Bem – sussurrei deixando uma lágrima escapar.


- Porra Caissy se eu não tivesse chego aquele cara ia...


- Não. – implorei chorando. – Não quero pensar mais nisso, me leva embora?


- Só foi um susto. – ele beijou minha testa e me abraçou com força.


Eu só queria esquecer aquele trauma. Deitei no colo de Justin e peguei no sono durante o caminho. Só acordei com Justin me colocando deitada na cama, meu corpo estava pesado, minha cabeça estava doendo de mais, eu não conseguia abrir os olhos direito.


- Dorme. – ele sussurrou ajeitando meu corpo. – Quando você acordar toma um banho. – ele deu um beijo em minha bochecha depois desligou o abajur ao meu lado.


Acordei um pouco assustada me lembrando de o que tinha acontecido, acho que tive um pesadelo e acordei com aquele sentimento ruim, só não conseguia me lembrar de o que era, comecei a chorar, por lembrar o desespero que passei. Aquilo foi horrível. Ainda conseguia escutar meus gritos desesperados.


- Caissy? – Justin murmurou sonolento.


- Hum. – disse tentando esconder que estava chorando.


- Perdeu o sono? Volta a dormir... Vem cá.


- Jus... – minha voz ficou embargada e eu não consegui dizer mais nada a não se chorar.


Na hora Justin deu um pulo, levantando da cama e acendendo as luzes, preocupado.


- O que foi? Está sentindo dor? Alguma coisa?


- Não. – neguei com a cabeça. – Eu só... Só tive um pesadelo.


Ele soltou o ar que prendia no peito e depois se aproximou me abraçando.


- Já passou Caissy. Já foi... Está tudo bem meu amor, eu estou aqui com você.


- Eu tive tanto medo... Tive tanto medo de...


- Shii. – ele colocou o dedo em meus lábios me calando. – Não pense mais nisso, por favor.


Ele permaneceu abraçado ao meu copo durante um bom tempo, ou melhor, até que eu me acalmasse. Quando já me sentia melhor pude me soltar de seus braços.


- Desculpa te fazer perder o sono. – ele revirou os olhos. – Preciso de um banho. – nem a blusa do Alfredo eu tinha tirado, dormi do jeito que estava.
- Vou preparar a banheira pra você...


- Não... Pode deixar que eu me viro. Volte a dormir.


- Ah não tem problema, eu não ligo de preparar um banho pra você relaxar.


- Pra eu relaxar Justin Drew Bieber? Tem certeza que sua intenção é só essa? – ele sorriu maroto dando uma piscadinha de lado me fazendo rir.
Ele foi para o banheiro e eu fiquei no quarto. Despi-me por completo e prendi meu cabelo em um coque no alto da cabeça indo até o banheiro. Justin estava mexendo nos sais, mas assim que me viu desistiu de cuidar daquilo e resolveu cuidar de mim. Entrei na banheira sentindo a tensão do meu corpo relaxar. Ele se sentou atrás de mim com nossos corpos se tocando, senti meu corpo se arrepiar quando ele beijou meu ombro. Com a ajuda das mãos ele começou a molhar meu corpo depois fazendo uma massagem em minhas costas, fechei os olhos relaxando meu corpo enquanto ele me ajudava com aquilo.


Cassidy com seis meses.


Morar no Brasil estava sendo uma experiência diferente, Justin e eu nunca estivemos tão ligados como no ultimo mês, nós estávamos vivendo um sonho no qual eu não queria acordar nunca. A sensação de sentir Jason me chutando fortemente se tornava mais intensa a cada dia. Como Justin dizia, parecia que eu tinha engolido uma melancia ele não cansava de me chamar de gorda e encher meu saco, em semanas eu virei uma baleia.
- Julie seu pai já escolheu o nome dele...


- Mas, mas também queria.


- Então escolhe o segundo nome. — Justin disse acariciando minha barriga.


- Bebe? — ela sugeriu.


- Hum, acho que ele não gostou... Nem se mexeu.


- Richard? — Justin disse e dessa vez Julie que fez careta não gostando da ideia.


- Vai ser Julian.


- Mas Julian é do Jaxon.


- O sei, mas eu quero putê gosto muito do Jax. — ela disse corando as maçãs do rosto e eu me senti na obrigação de gargalhar, principalmente pela cara do Justin.


- Até que vai ficar bonito Jason Julian Bieber.


- Eu tô tu muita sadade do Jaxon.


- Que está com saudade do Jaxon o que! Se fecha Julie. – Justin esbravejou.


- Não fala assim com ela. – dei um tapa nele o olhando feio.


- Ela que está muito assanhada pro meu gosto. – revirei os olhos.


- Eles são apenas crianças, Cristo. – disse impaciente e do nada Jason me deu um chute tão forte que eu dei um grito seguido de risadas.


- Eu vi. – Julie disse rindo se referindo a leve ondinha que se criou em minha barriga quando Jason me chutou.


- Tá vendo? Até o Jason concorda comigo. – Justin disse rindo.


- Ata. Eu e Julie que mandamos, vocês só obedecem.


- É. – Julie gritou rindo.


Jason me deu outro chute e Justin se matou de rir.

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Cassidy com sete meses.


Eu não aguentava mais acorda no meio da madrugada com dores fortes no pé da barriga, aquilo era uma tortura, eu não conseguia mais dormir, Jason estava dando trabalho. Julie era tão quietinha! Ela me deixava dormir e só ficava agitada de dia, mas com Jason era diferente, acho que ele adivinhava as horas em que eu precisava descansar e não me deixava dormir de jeito nenhum.


- Que foi? – Justin perguntou notando minha ausência na cama.


- Seu filho. – disse estupida. – Ele não me deixa dormir. – Justin bufou sentando na cama.


- Tenta deitar de lado Caissy...


- Não dá! Eu já tentei dormir até dormir de barriga pra cima, mas parece que ele não me quer deitada. Se eu deito ele não para de se mexer um minuto. – disse nervosa.


- Calma Caissy relaxa, já está acabando.


- É fácil falar quando não é você que está com uma barriga enorme e não dorme direito há dias.


- Vem cá... Deita aqui vou fazer massagem em você. – ele disse batendo a mão ao lado da cama.


E eu não resisti e deitei ao lado dele enquanto ele tocava minha barriga tentando me ajudar a me livrar daquela dor chata que não me deixava dormir.


Cassidy com oito meses.


Estava me escondendo de Julie, finalmente encontrei disposição para dar um pouco de atenção a ela. Ultimamente eu só vivia acabada sem vontade de fazer nada e ela estava ficando carente. Entrei no escritório e fechei a porta só não imaginava que Justin estava lá.


- Está fazendo o que aqui? — perguntei um pouco ofegante e ele levantou o olhar e eu vi os olhos dele marejados. — O que aconteceu? Você tá chorando Justin? — perguntei assustada.


- Onde está Julie? — ele fugiu de minhas perguntas e fungou o nariz e depois tentou secar os olhos, como se nada tivesse acontecido.


- Justin eu estou ficando preocupada...


- Falei com minha mãe agora pouco e acho que estou com saudade. — ele relaxou na cadeira.


- Porque está mentindo pra mim? — disse sentindo meu corpo todo tremer.


- Não estou mentindo! Pattie ligou.


- Mas ela disse algo que te deixou assim bebê...


- Vamos voltar pra Atlanta...


- Como? — perguntei exasperada.


- Problemas e mais problemas!


- Mais você disse... — já estava chorando.


- Eu disse... Disse que ficaríamos aqui e que tudo estava bem, mas a porra complicou! Jaden não está conseguindo mais dar conta dos meus negócios e filho da puta do teu pai depois de anos resolveu dar as caras. — de primeira instancia eu não entendi, fiquei forçando a mente tentando entender o que ele queria dizer com "seu pai".


- Q-que pai? — disse confusa. — Nunca soube que era meu pai desde que me entendo por gente.


Pela primeira vez eu vi arrependimento em seu olhar. Ele percebeu que estava sendo severo com as palavras.


- Desculpe-me — ele se levantou envolvendo os braços em meu corpo. — Mas aquele cara ameaçou tirar você de mim. Caissy eu não posso deixar... Não posso o deixar levar você de mim. — Justin estava com o rosto enterrado em meu ombro e chorava soluçando diversas vezes.


- Hey. — levantei o queixo dele o fazendo me encarar. — Sabe que nada e nem ninguém me tirará de você, não é? — eu estava confusa e aquilo parecia sem sentido. — Conta-me, o que houve? O que inventaram pra te deixar nesse estado? — ele respirou fundo secando as lágrimas que lhe molharam o rosto. Encarar aqueles olhos vermelhos de choro estava me torturando. — Fala pra mim... — sussurrei quase que não deixando minha voz sair.


- Ele foi atrás de minha mãe... Ele descobriu sobre sua existência. Pattie tentou o afastar, mas ele quer a qualquer custo você. Se não voltarmos ele coloca a policia atrás de você e das crianças. – o cara a quem ele se referia era meu pai? Não, eu nunca tive isso, pra falar a verdade só fui saber o que é ter uma família de verdade depois que conheci Pattie e ela me guiou até os melhores dias de minha vida. Sentia como um punhal entrando em meu coração eu vivi 19 anos sem ao menos saber o nome dele e agora aquilo volta como um furacão no qual eu sempre tive medo.


- Não Justin! — neguei insistente com a cabeça. — Eu não quero voltar, não quero conhece-lo esse homem não é nada meu! Ele não tem o direito de tentar me tirar de minha vida para...


- Caissy eu sei que sempre dou um jeito em tudo, mas desta vez é diferente meu amor.


- Não, não é! Eu sou maior de 18 anos estou em outro país ele nunca vai conseguir nos achar.


- Caissy ele é seu responsável até que você complete 21 anos.


- Não... Ele não tem provas legais de que sou filha dele. E se isso for mentira? Se esse homem estiver mentindo?


- Eu também queria que isso passasse de um pesadelo, mas é real, ele é o seu pai.


- Como pode ter tanta certeza disso?


- Pattie. — ele limpou a garganta. –Ela sempre soube onde seu pai esteve. Ele nunca se importou, ele nunca quis saber de você e então não tinha problemas. Sua mãe morreu e ele não ligou em passar sua guarda provisória, mas agora ele resolveu... Resolveu aparecer e a qualquer custo te ter de volta...


- Espera! – gritei chocada com tantas noticias de uma só vez. – Eu não tenho o nome do meu pai na minha certidão, não tem como ele ter se quer qualquer direito sobre mim sendo que ele nunca foi reconhecido como meu pai. O que você está falando não passa de uma grande asneira.
- Não é Cassidy. Sei que tem muita coisa ainda que você não sabe, mas esse cara. – ele respirou fundo. – Ele realmente é o seu pai e ele não estava brincando quando ameaçou Pattie.


- Impossível, não pode ser. – sentei-me no sofá desabando a chorar eu não estava entendendo nada.


Marconny ainda não tinha sido preso e nem morrido e como voltaríamos pra Atlanta? Eu esta perdida e com medo, só sabia que minha vida estava completamente perfeita e de um dia pro outro um furacão invadiu minha casa, deixando tudo de pernas para o ar. Eu estava com medo, aquele passado que eu havia esquecido há muito tempo estava batendo em minha porta. Eu não queria nada daquela vida, eu não queria saber da família que nunca existiu, eu não queria entender o porquê dela e dele me abandonarem eu só queria ser feliz e eu tinha medo de perder tudo.