Soul Rebel Second Season
44 Never let u go
Notas iniciais
POV Justin
A vida inteira eu sempre tive inimigos, até ai isso nunca fora novidade para ninguém, eles podiam me caçar no fim do mundo que isso não era ameaça não me intimidava de forma alguma, mas a partir do momento que eles mexiam com a minha família eles despertavam demônios dentro de mim. Eu estava disposto a fazer qualquer coisa para salvar a Cassidy e o Jason. Poderia invadir a casa daquele governador filho da puta e esburacar o rosto dele, mas eu tinha que me controlar, se eu fizesse isso talvez afastasse Marconny e ai sim eu nunca mais veria a Cassidy por mais que eu estivesse descontrolado tinha que me esforçar para controlar até ela ficar segura. Desde o começo eu desconfiava que ele estivesse metido nessa e aquele vídeo só serviu para eu me arrepender de não ter invadido aquela casa antes. Assim que parei o carro os imensos portões se abriram. Já estavam a minha espera!
Estacionei o carro onde um dos seguranças apontou, o que a sociedade pensaria se soubesse que o governador, que esta prestes a ser reeleito, esta envolvido em um grande esquema com um magnata foragido da policia? Minha vontade era por a boca no trombone e contar todos os esquemas daquele corrupto filho da puta, mas eu tinha que me comportar tinha que manter a calma para que ela ficasse bem. Abri o compartimento do porta-luvas peguei uma trouxinha de pó e umas notas de dinheiro que tinham por ali, 100 dólares para puxar uma carreirinha de cocaína, ao invés de estar cheirando eu deveria estar pensando em salvar a Cassidy. Montei a carreirinha em cima do painel e com a ajuda da nota puxei tudo pra dentro, talvez se tivesse uma seringa os efeitos aconteceriam mais rápido.
Mas que merda eu estava fazendo? Enterrei a cabeça no volante, eu estava completamente confuso sem saber o que fazer e como fazer.
Deram duas batidas no vidro do carro e eu soltei o ar de forma alta, coloquei a arma na cintura e destravei as portas descendo do carro, eu estava dentro do horário. O cara me olhou de cima embaixo depois acenou com a cabeça pra um que estava mais distante.
– Sem cerimonias. – disse seco. – Onde está o filho da puta do seu patrão?
– Te esperando. – ele balançou a cabeça em direção a casa. – La dentro. – passei a mão no rosto fungando o nariz quando o arrombado ousou me tocar.
– A arma. – ele disse segurando meu ombro. – Sua arma.
– Não rela a mão em mim. – empurrei o braço dele de meu ombro e entreguei o revolver para ele, mas ele se recusou a pegar, abriu uma caixinha e eu coloquei a arma dentro.
Dois caras entraram em minha frente me guiando para dentro da casa. Eu tinha certeza que eles iriam levar a Cassidy ali, eu só tinha que dar um jeito de sair com ela ou então conseguir faze-la fugir. Aquele velho safado estava na minha mira, mas eu tinha que me controlar para não acabar com ele antes da hora. Eles poderiam tentar me enganar, mas isso não era uma matéria muito fácil, não quando você está sentado no sofá do governador se segurando para não o executar antes da hora. Engolia em seco a cada vez que ele se dirigia a mim sentia minhas mãos suando e o nervosismo tomava conta de mim a cada vez mais que o ponteiro do relógio se mexia.
POV Caissy
Eu não me sentia confortável com eles no meu encalço, eu não sabia demonstrar tanta frieza quanto precisava. Pensar que Jason estava nas mãos de estranhos me fazia tremer. Confiar em Alexia era uma coisa que eu não iria me acostumar, por mais que ela tenha se mostrado arrependida em alguns momentos. Como eu poderia confiar em uma pessoa que já aprontou muitas vezes comigo antes? Mas ela era a única saída querendo ou não eu tinha que confiar.
Senti meu coração quase sair pela boca quando o celular dela começou a tocar, Marconny a olhou desconfiado e como sempre ela se saiu bem.
– O jogo me chama. – ela sorriu diabólica.
– Não cansa de apostar o que não tem? – ele disse enquanto ela saia do quarto.
– Em uma dessas posso ficar milionária. – ela piscou e saiu do quarto.
Paul pegou as sacolas com as minhas coisas e eu peguei a manta do Jason que tinha ficado em cima da cama, talvez aquilo me acalmasse. Cheirei a manta e senti um nó na garganta com medo daquilo não dar certo.
– Paul leve a Cassidy para o carro. – Marconny me chamando pelo nome isso, realmente não era algo que eu esperava ouvir. – Eu vou ver se minha deusa precisa de minha ajuda. – ele sorriu ironicamente e aquilo me deixou em pânico com medo de que ele descobrisse sobre o envolvimento da Alexia em ajudar a resgatar o Jason.
Não deixei Paul me toca apenas o segui pelos corredores junto com o comboio de seguranças que nos acompanhavam. O que Alexia iria fazer? Que Marconny estava desconfiado isso ele deixou bem claro que estava, eu pagaria pra saber como ela sairia dessa, mas ela sempre tinha uma carta na manga e se ela realmente estava querendo nos ajudar sairia dessa, pelo menos foi isso que o olhar dela pareceu dizer quando ela saiu do quarto. Eu não poderia ficar aliviada sabendo que meu filho estava correndo perigo, mas eu tinha que acreditar na única esperança que tínhamos, ela disse que era capaz e por mais difícil que fosse eu tinha que acreditar nela, eu tinha que acreditar na única saída que tínhamos. Paul abriu a porta da saída de emergência para que eu passasse e eu achei aquilo um pouco estranho.
– Não podemos ir pelo elevador? – perguntei checando que no fim do corredor estava os elevadores.
– Por um acaso você é aleijada?
– E por um acaso temos alguma emergência para ir pelas escadas? – ele riu.
– Vou confessar isso me atrai. – ele disse mordendo os lábios e me olhando com malicia. – Não posso negar que você é insuportável, mas é atraente.
– Ótimo. – sorri sínica. – Pena que não posso dizer o mesmo. – tentei descer as escadas, mas ele me impediu e em uma fração de segundos agiu rápido me prensando contra a parede.
– Eu tenho um ótimo método para domesticar mulheres que se mostram atrevidas. – ele disse tão próximo a mim que senti seu hálito quente em meu rosto, por um momento fiquei apavorada com ele tão próximo. – Posso fazer o que o Bieber não conseguiu. – ele roçando o nariz no meu pescoço e subindo para minha boca. – Posso te colocar na linha. – ele apertou meu pescoço com força e eu senti o ar faltar e busquei forças não sei de onde e reagi dando um chute que acertou o pau dele em cheio o fazendo se curvar.
– Nunca mais coloque suas mãos nojentas em mim! – disse me afastando com a mão na garganta onde ele havia apertado. – Seu patrão não vai gostar de saber que você tentou me atacar no meio do corredor. – ele soltou um urro de dor.
– Levem essa vagabunda para o carro e fiquem de olho nela, qualquer gracinha... – ele disse curvado com dor. – Quebrem os dentes dela.
– Vai se fuder Paul. – mostrei o dedo enquanto o segurança me arrastava para dentro do elevador.
Os seguranças me levaram até o tal estacionamento. Recusei-me a entrar no carro e fiquei esperando do lado de fora. Eu vi Marconny sai rasgando de dentro do elevador ele estava completamente furioso vindo em minha direção, pensei que era comigo, mas depois vi que ele falava ao ponto.
– Ou você vai pra casa do governador ou a inimiga será você. – ele disse arrancando o fone da orelha e jogando no chão. – O que está fazendo aqui fora?
– Precisava de ar puro. – disse dando uma desculpa com medo do estado que ele se encontrava.
Ele me segurou pelo braço e me empurrou no banco de trás do carro depois bateu porta dando a volta e entrando do outro lado. O olhar de fúria dele era medonho, eu estava assustada pelo jeito que ele bufava e olhava para o lado, fiquei um pouco preocupada por não ter visto Alexia e quando os carros saíram senti um nó na garganta e um aperto no coração. “Seja o que Deus quiser”. Pensava em minha mente enquanto um comboio seguia o carro que estávamos.
POV Alexia
Consegui sair do quarto sem ser acompanhada por ninguém, mas aquilo não duraria por muito tempo eu sabia que Marconny estava desconfiado de mim por tudo o que aconteceu, mas eu só estava fazendo o que aquela voz dentro de mim pedia. Nem eu conseguia me reconhecer, aquela definitivamente não era a Alexia que eu estava acostumada ser nesses últimos anos. Ver Cassidy naquela situação me fez ter pena, me fez ter piedade, nunca pesei que eu fosse capaz de ajudar alguém ainda mais ela.
A sala de espera estava completamente vazia e ao lado era a sala de segurança onde eu precisava entrar. Aquela foi à hora perfeita que escolhi para entrar, era troca de turno e tudo era bem mais fácil. Fiquei aguardando no corredor e assim que o guarda saiu da sala eu entrei com rapidez e agilidade. Perfeitamente como eu queria, as filmagens estavam perfeitas e davam para reconhecer o casal, peguei todas as filmagens deles entrando e saindo do hospital, aquilo os ajudaria a reconhecer o casal no aeroporto. Disquei o telefone do Brian e no quinto toque quando eu já estava quase desistindo e tentando outro telefone ele atendeu.
– Se está querendo salvar uma vida seja mais rápido ao atender um celular. – disse irônica e ele bufou do outro lado.
– Vamos lá Alexia, sei que tem algo de errado, você nunca ajudaria ninguém e nem pagaria de boazinha assim do nada de uma hora pra outra. – ri da forma como ele se referiu a mim, qual eu poderia alguma vez na vida tentar diminuir os pontos negativos que tenho na terra.
– Realmente o papel de mocinha não combina comigo, mas eu cansei de ser a vilã. – ele estalou a língua fazendo uma pausa dramática.
– Alexia isso é sério eu não quero que a Cassidy se machuque mais nessa historia do que ela já está, se você estiver de pilantragem ou fazendo alguma gracinha, pare por aqui não leve isso adiante se quiser ter ainda um pouco de minhas considerações por você.
– Achei que você já tinha superado a fase piveta e passado pra outro nível, pegando a Bruna vadia. – ele fez um barulho como se estivesse rosnado.
– Alexia...
– Ok, ok. Relaxa que eu estou tentando mesmo ajudar vocês. – fiz uma pausa. – Nossa eu realmente não estou bem... Mas voltando ao assunto, vocês tem exatamente. – olhei no relógio. – Exatamente vinte seis minutos para impedir o casal de embarcar com o Jason.
– Ta de brincadeira? – ele gritou reclamando.
– 25... O nome que o casal esta usando para embarcar é Pietro Lazaro Felix e Mary Felix.
– Ryan e Chaz vão pra lá, eu vou atrás do Justin.
– Não! Você não pode ir atrás do Justin...
– E porque não?
– Porque eu me viro aqui com essa historia. Vocês tem que salvar o bebe, o tempo é curto e se vocês não os pegarem agora antes de embarcar, nunca mais verão o filho do Bieber. – ele se calou. – Eu vou mandar... Vou mandar as filmagens do hospital para o seu e-mail, de um jeito de Chaz ver isso. – invadi o sistema e copiei as filmagens para uma pasta, depois mandei o anexo para o e-mail, Brian se mantinha calado, mas eu escutava sua forte respiração do outro lado. – É isso, boa sorte no resgate do garotinho.
– Alexia isso está mal contado, eu ainda não estou entendendo nada e...
– Olha Brian eu estou fazendo o possível, para tentar ajudar, não precisa acreditar que eu mudei apenas confie no que digo e salve o menino...
– Mas é que... – Marconny chutou a porta e na hora soltei o celular o chutando para de baixo da mesa.
– Se escondendo de mim? – ele disse irônico.
– E teria motivos? – disfarçadamente bati o pé na tomada desligando o computador.
– Eu não quero saber quais os seus motivos, mas eu acho que você não está tentando passar a perna em mim. Está? – gargalhei.
– Está inseguro em relação a mim? – disse provocativa me escorando na mesa atrás de mim.
– Deusa você sabe muito bem que eu te conheço como a palma de minha mão. – ele disse caminhando estrategicamente pela sala. – Ainda não engoli a história de você não querer o garoto, o plano não era esse.
– Ele não era meu, simples assim! – sorri debochada.
– A menina também não era sua.
– E não é atoa que hoje ela não está comigo. – disse amarga me referindo a Julie
– Até uma parte da historia eu consigo entender tudo... Você queria o menino, eu me lembro muito bem da sua empolgação quando bolei tudo isso, mas de repente, você mudou. De repente você desistiu do garoto e não interviu na venda dele para o casal.
– Decidi viver minha própria vida. Quero procurar a minha identidade. Simplesmente cansei de querer tudo que era relacionado ao Justin. Não senti que aquela criança era minha, eu o vi nascer, eu vi a ligação dele com a Cassidy, talvez se eu não tivesse presenciado tudo isso quem sabe ele não poderia ser meu? – ele arque-o a sobrancelha surpreso.
– Você quer sua identidade?
– É isso ai, você vai para um lado e eu pra outro. Odeio despedidas, mas a partir daqui essa é a ultima vez que você estará me vendo, mas não fica triste quem sabe você não escuta falar de mim rodando pelos cassinos de Vegas.
– Ultima vez que estarei te vendo? Não tinham me comunicado isso. Fiz planos para nós depois daqui Deusa.
– Se divirta com sua ninfetinha porque eu tô caindo no mundo. – dei uma piscadela e estava de saída quando ele segurou em meu braço com força.
– A sua jornada não termina aqui Alexia. – ele disse meu nome com ódio. – Eu ainda tenho muitos planos para você e eu não liberei a sua saída, então você ainda me pertence!
– Eu não sou objeto para pertencer a ninguém. – tentei puxar meu braço, mas ele estava me segurando com brutalidade.
– Vem comigo, aposto que você não vai gostar de ser minha inimiga. – ele me encarou com aquele sorriso enojador no rosto. – O espetáculo ainda não acabou Deusa. – ele sussurrou perturbadamente em meu ouvido me levando ao desespero. – Quero sua moto atrás de meus carros estacionando junto na casa do meu amigo governador. – ele disse antes de sair me deixando sozinha naquela sala.
Abaixei em baixo da mesa pegando o celular e sim. Brian ainda estava na linha escutando tudo. Pensei em falar com ele, mas desisti finalizando a ligação. Tudo estava diferente do que tinha pensado e não estava em meus planos aquela atitude.
POV Cassidy
As ruas estavam completamente vazias parecia que não havia ninguém na cidade como se as pessoas estivessem desaparecido com a neblina. Eu observava tudo com muita atenção, talvez aquela fosse a ultima vez que veria aquelas ruas, ou não. Era como se eles quisessem fugir de algo ou estavam com o tempo contado para chegar a algum lugar, os carros corriam em alta velocidade enquanto Marconny se mantinha quieto apenas observando o caminho. Pensei que iriamos direto para o aeroporto ou algo do tipo, mas não, o caminho que estávamos tomando era completamente diferente do que eu conhecia, era o oposto do aeroporto. Pra onde ele me levaria? Isso não fazia sentido, não quando meus pensamentos eram fixos em Jason e se Alexia conseguiria resgata-lo. Isso era a única coisa que pensava desde que tinha saído daquele maldito hospital. Distrai-me por um tempo e quando voltei a prestar a atenção no caminho vi os carros entrando por uns enormes portões, aquilo foi confuso, minhas suposições estavam erradas.
– Não íamos para o aeroporto? – perguntei assustada, vendo os homens dos carros da frente descer armados.
Marconny sorriu e não disse nada apenas abriu a porta ao seu lado e saiu do carro me deixando sozinha por alguns segundos, não estava entendendo nada. Paul abriu a porta do lado esquerdo e agarrou meu pulso o apertando com firmeza me arrastando para fora do carro. Tentei me soltar, mas foi em vão, aquela casa era desconhecida para mim, nunca tinha estado naquele lugar antes.
– O que estamos fazendo aqui? – ele me ignorou. – Não íamos para Europa?
– Cala a boca cadelinha. – ele disse com raiva com as narinas ligeiramente dilatadas.
– Eu não vou calar a boca até você me dizer o que estamos fazendo aqui! – insisti.
Ele segurou minhas bochechas com força entre o polegar e o indicador e me praguejou olhando fixamente em meus olhos.
– Cala boca que o show só está começando. – ele sussurrou bem próximo ao meu rosto e eu balancei a cabeça com força me livrando das mãos dele.
Escutei o ronco da moto e quando olhei para trás Alexia estava estacionando.
Para mim ela estava cuidando das coisas para resgatar o Jason.
– O que você está fazendo aqui? – disse precipitada e ela me lançou um olhar repreendedor depois me ignorou.
Marconny já tinha sumido e Alexia seguiu no mesmo caminho que ele, eu estava em pânico por ficar sozinha com Paul.
– Porque não vamos entrar. – ele deu de ombros.
– Ainda não! – ele sorriu.
– Aqui fora está frio, quero entrar ou voltar para o carro! – ele sorriu tirando algo dos bolsos.
– Não se preocupe com o frio. – ele sorriu debochado. – Tente se adaptar as algemas. – ele puxou minha mão direita e depois à esquerda e em segundos algemou minhas duas mãos.
– Porque isso? Paul me solta! Isso está machucando. – gritei.
– Fica quieta garota. – eu não enxerguei mais nada. Ele passou um capuz na minha cabeça e do nada tudo ficou escuro.
POV Justin
Escutei a movimentação no jardim, mas fui impedido de sair. Senti meu sangue fervilhar quando escutei os gritos da Cassidy do lado de fora da casa, ela estava lá. Precipitei-me e tentei sair a força, mas o segurança reagiu me dando um soco, fui pra cima dele e veio mais de um pra cima de mim e me surraram até me imobilizarem.
– Bieber se acalme. – aquele velho arrombado disse enquanto eu tentava de qualquer jeito me livrar das mãos daqueles caras.
– Eu não vou me acalmar porra nenhuma, os mande tirarem as mãos de mim antes que seja tarde de mais! – gritei empurrando o mais alto e ele me socou nos olhos.
– Não acredito que não me esperaram para começar esse showzinho. – aquela voz me fez fervilhar por dentro, senti ódio e não sei de onde saiu aquilo, mas me soltei dos dois seguranças do governador e fui pra cima do filho da puta do Marconny que tinha acabado de entrar na sala.
Consegui dar apenas um murro nele, quando me recuperei pra dar o segundo o cara enterrou uma arma de choque em minha costela me fazendo cair no chão sem sentir o corpo por um tempo.
– Vamos conversar como pessoas civilizadas ou você quer tornar isso difícil? – Marconny se abaixou até minha altura e eu queria ter forças para arrebentar a cara dele.
– Deixa a Cassidy ir embora e resolvemos isso mano a mano eu e você. – disse com raiva e ele gargalhou.
– Me perdoe, mas eu adoro plateia e não vou dispensar a presença da ninfetinha nesse espetáculo.
– Filho da Puta! – os dois homens tornou a me segurar e me arrastaram pelos braços me obrigando a ficar de joelhos com as mãos pra trás.
Eu não queria que ela visse aquilo, preferia morrer ao ver ela sofrendo com uma cena daquelas. Marconny subiu a manga da blusa e deu um chute certeiro na boca do meu estomago me fazendo cuspir sangue.
POV Cassidy.
Paul me arrastava para algum lugar, eu tropeçava em meus pés e quando ia caindo ao chão ele me levantava machucando meus pulsos presos na algema. Aquela poderia ser mais uma das mansões de Marconny e com certeza o voo para Europa tinha dado errado, para mim eles ficariam ali até tudo se resolver, talvez aquela fosse a minha chance para tentar fugir.
Ficar com o rosto coberto me dava uma sensação de desespero, não poder ver o que estava acontecendo era torturante. Eu ouvia barulhos de pancadas e vozes misturadas com risadas e gargalhadas abafadas e urros de dor, aquilo me deu um frio na espinha e um desconforto no coração. Sentia a arma de Paul enterrada nas minhas costas me obrigando a andar para frente eu não via a direção, mas ele me guiava e quando paramos ele puxou meu corpo com força e o cano da arma enterrou em meu osso causando uma leve dor nas costas.
As risadas que eu escutava eram de Marconny pude identificar quando o som ficou mais próximo, Paul ria junto com ele, mas eu não entendia o porquê.
– Tira isso de mim. – gritei nervosa tentando me soltar dos braços de Paul, mas foi em vão, senti meu corpo sendo lançado ao chão e como não estava preparada para aquilo cai sem proteção batendo a cabeça no chão.
Em meio aquilo escutei uns gritos, mas estava zonza por ter batido a cabeça e não entendi nada. Senti algo gelado descer por minha testa e sim era sangue. Além de Marconny e Paul tinha mais gente na sala, não escutava a voz de Alexia e não sabia quem soltava gemidos de dor.
Senti meus cabelos serem puxados com força e meu corpo foi levantado à força do chão. Eu ainda estava tonta, mas quem me levantou estava me segurando com firmeza, senti quando o pano foi puxado de minha cabeça e pude respirar melhor estava de cabeça baixa e pelos sapatos pude ver que era Marconny que estava atrás de mim. Ele entranhou os dedos em meus cabelos e os puxou com força me fazendo levantar a cabeça.
Ergui a cabeça encontrando seus olhos vidrados em mim. Senti um aperto tão grande no estomago que quase me dobrei. Abri a boca tentando dizer algo, mas não saiu. Seus olhos me encaravam do outro lado da sala enquanto meu coração parecia que iria rasgar meu peito a qualquer momento, pisquei repetidas vezes sentindo minhas pernas fraquejarem e minha garganta secar, minha mente entrava em uma completa agonia perdida no momento.
– Surpresa. – Marconny sussurrou em meu ouvido colando seu corpo mais ao meu distribuindo beijos por meu pescoço.
– Tira ela daqui. – Justin gritou desesperado tentando se levantar, mas do lado dele tinham dois homens e bateram nele brutamente reprendendo todos os seus movimentos.
– Não faz isso. – tentei me soltar de Marconny, mas foi em vão.
– Covarde. – ele gritava desesperado. – Tira ela daqui! Marconny seu filho da puta isso é entre você e eu, tira a Cassidy daqui. – Justin gritava desesperado e meus olhos se mantinham apavorados em cima dele vendo eles o agredirem daquela forma.
– Mande eles pararem. – implorei sentindo as lágrimas transbordarem em meus olhos.
Meu corpo implorava para entrar na frente daqueles homens e o livrar daquilo, eu me debatia como se eu fosse capaz de me livrar da algema ou dos braços do Marconny para salva-lo. Justin não abaixava os olhos em nenhum momento a cada soco, chute que ele tomava ele se mantinha ali com o olhar frio sem nenhum resquício de misericórdia.
– Isso está indo longe de mais. Se continuar dessa forma não vamos conseguir o que queremos. – graças a Deus uma pessoa interferiu.
– Governador eu pago o que quiser, eu pago o quanto quiser, mas mande soltarem o Justin. – implorei levando um empurrão de Marconny me lançando ao chão outra vez.
– Não machuca ela! – Justin gritou e armário que estava em seu lado deu soco em sua barriga e ele se curvou caindo de quatro cuspindo sangue.
– Eu já disse que adoro a cenas de vocês dois? – a voz irônica de Marconny suou aguda. – Isso comove mais que Titanic. – vi Justin se recuperando. – Vocês dois nasceram um para... Não esquece. – ele riu. – A ninfetinha nasceu perfeitamente para mim. – ele gargalhou.
– Vocês poderiam lavar a roupa suja na casa de vocês. O plano não era esse, combinamos que pegaríamos a grana! Não que o surraríamos! – o Governador disse um pouco assustado com a situação.
– Você confia no Marconny? Você é um idiota! – Justin disse rindo e tossindo sangue ao mesmo tempo.
– Pensei que o senhor não se importaria em oferecer sua casa a esse encontro amigável governador.
– Amigável? Se ele morrer aqui dentro isso pode me prejudicar e as eleições estão chegando. Eu não ofereci minha casa! Eu disse que não queria meu nome envolvido nisso. Você disse que recuperaríamos apenas o dinheiro e não é o que está parecendo.
– O que vocês dois querem? – Justin disse com dificuldade. – Vai, pode ir falando! Eu pago, eu pago quanto quiserem. – ele cuspiu. — Mas primeiro de tudo... A Cassidy tem que sair daqui. – ele disse firme evitando um contato visual comigo. – Vamos resolver isso de homem pra homem.
– Eu disse que ele cresceu. – Marconny disse rindo e aplaudindo. – Agora ele se julga até um homem. O que um carregamento de pó não faz com a pessoa em Bieber? Nem parece aquele bandidinho de carro que eu conheci.
– Isso eu já não sou há muito tempo... Não se esqueça de quem te mandou para o xadrez. – Marconny riu.
– Como eu poderia me esquecer disso? – ele disse caminhando para perto do Justin e eu senti um frio na barriga com medo do que ele poderia fazer. – Alias não me esqueço de nenhuma das suas travessuras. Mas você sabe o que fazemos com crianças levadas, não sabe? – ele se abaixou até onde ele estava.
O Rosto do Justin estava deplorável. O ver apanhando daquele jeito e tentando me livrar dali estava me quebrando mais ainda por dentro.
– Então. – ele disse com dificuldade. – Você veio aqui pra me cobrar uma treta que temos há muito tempo. Minha mulher e meus filhos não tem nada haver com isso... Deixa-a ir embora e resolve isso comigo. – tentei força a algema para me livrar daquilo.
– Me deixa contar uma coisa para você. Sua mulher, não é mais sua assim como você diz e seus filhos... Talvez eles tenham alguém que cuide deles enquanto o pai estiver na cadeia.
– Acha mesmo que eu vou pra cadeia? Tenta outra, essa não me assustou. – Marconny sorriu de lado, olhando para Paul. – Onde está a arma dele?
Um dos capangas entrou na sala segurando uma caixinha e a levou até Marconny. Ele colocou uma luva nas mãos e depois pegou a arma do Justin.
– Tire a Cassidy daqui! – ele pediu com ódio com o canto da boca escorrendo.
– Marconny não me faça mudar de lado. Não faça eu me arrepender de ter confiado em você. Não atire no garoto. – o governo pediu com um tom desesperado.
Entrei em desespero o vendo caminhar com a arma na mão em direção ao Justin. Senti meu coração gelar e os batimentos desacelerem sendo tomada pelo tremor.
– Não. – gritei nervosa quando ele destravou o revolver e apontou na direção do Justin.
Tentava de todas as formas me livrar daquela algema.
– Não mate o garoto Marconny!
– Caissy. – Justin gritou olhando em minha direção e eu senti meu corpo desfalecendo vendo tudo em câmera lenta.
– Eu não vou matar o garoto. – ele riu e vi o dedo dele se mexer no gatilho. – O garoto vai matar você, governador. – fiquei surda por um tempo escutando o eco que fez no cômodo, foram dois tiros certeiros na cabeça e logo em seguida o corpo daquele homem caiu duro ao chão formando uma poça com o sangue que escorria de sua cabeça.
O silêncio tomou conta da sala, estava estática olhando o corpo do governador caído no chão.
– Tem certeza que não vai para cadeia Bieber? – Marconny disse quebrando o silêncio. – Sua arma, suas balas. – ele riu. – E suas digitais.
– Isso não vai colar. – Justin gritou nervoso. – Isso não vai ser o suficiente para me incriminar. Foi você que matou ele. Você!
– Todos aqui viram o que aconteceu! Justin Bieber executou o governador de Atlanta friamente com dois tiros na cabeça. Agora é a melhor parte. – ele sorriu debochado. – Hora da denuncia. – ele piscou pra Paul que já estava com o celular nas mãos.
– Não! – tentei me levantar, mas cai outra vez sem jogo no chão.
Paul falava ao telefone fazendo a denuncia em nome do Justin e Marconny ria diabolicamente.
– Para. – a voz de Alexia invadiu o local fazendo todos a olharem. – Solta o telefone ou eu atiro Paul. – ela disse apontando a arma na direção dele.
– Deusa... – Marconny esbravejou.
– Manda ele soltar o telefone. – ela gritou histérica com as mãos tremulas.
– Deusa, vamos conversar de outra forma. – Marconny tentou se aproximar e ela atirou no chão perto de onde ele estava.
– Desliga. –ela ordenou.
Com o olhar Marconny fez com que Paul a obedecesse. Ele soltou o telefone no chão e ficou com as mãos pra cimas.
– Me dê às chaves da algema da Cassidy. – ela ordenou nervosa.
Ele enfiou a mão no bolso e jogou as chaves rasteira no chão para ela que a parou com o pé e depois chutou para mim. Eu não conseguia abrir aquilo sozinha, as algemas estavam travadas Alexia se abaixou para me ajudar e o grito do Justin nos assustou.
– Cuidado. – ele gritou e Marconny socou Alexia a fazendo cair no chão e perder o revolver.
– Eu disse para você não tentar ser minha inimiga, Deusa. – ele disse imobilizando ela no chão.
– Tira a mão de mim Marconny. – ela gritou enquanto ele a estapeava.
– Você só atrasou as coisas, mas a policia vai querer checar essa história e isso não vai durar mais do que meia hora. – ela acabou de fechar a boca e o telefone residencial começou a tocar freneticamente. – Viu a telefonista se preocupou com a denuncia, afinal veio da casa do governador, Deusa. – o telefone tocou por mais um tempo e depois parou. – Paul cuida das nossas garotas que eu vou acertar umas contas com o Bieber. – ele disse rindo indo até o Justin.
Minhas mãos estavam livres e eu tentei levantar para impedi-lo de fazer aquilo, mas Paul se atracou ao meu corpo me rendendo com um revolver. Marconny ordenou e os dois seguranças seguraram Justin o colocando de joelhos.
– Para, por favor, solta ele. – Paul me segurava com força me impedindo de ir até Justin e Marconny o socava sem intervalos. – Alexia faz alguma coisa. – implorei nervosa em prantos, mas ela estava estática olhando aquilo como se estivesse entorpecida.
– Vamos Bieber reaja. – ele gritava loucamente, mas Justin apenas urrava enquanto ele socava seu corpo diversas vezes.
– Para!!! Pelo amor de Deus. – gritava histericamente, mas era em vão.
– Lute como homem. – o corpo de Justin caiu derrotado no chão assim que os homens o soltarão. – Sabe qual seu problema Bieber? – ele não o poupava em nenhum momento, aquilo causava meu sofrimento o ver apanhando daquela forma e não poder fazer nada era como se meu corpo estivesse se destruindo de dentro pra fora. – Reaja Bieber, reaja. – ele chutava Justin na barriga, no rosto por onde dava. Por mim eu estaria no lugar dele. – Você nunca vai aceitar que perdeu, você pode ter bancado o moleque travesso durante muito tempo, mas eu avisei que uma hora eu iria te pegar, avisei que você cairia na minha isca, você subiu alto de mais e hoje seu tombo foi grande. – ele riu pisando em cima do rosto de Justin.
– Justin, reage! – gritei implorando e os olhos dele pararam em mim por um tempo e aquilo me dilacerou eu pude ver uma lágrima escorrer em seus olhos, mas eu sabia que aquela lagrima não era por causa de nenhum murro que ele tinha tomado e sim por eu estar ali vendo aquilo tudo. – Não meu amor. – meneei a cabeça. – Não Justin... – ele fechou os olhos lentamente fracos de mais recendendo outros golpes. – Para pelo amor de deus, para!
– Eu gostaria muito de estar aqui para ver as broncas cair nas suas costas. Eu queria ver Justin Bieber ser condenado. Por assassinato. – Marconny gritava completamente descontrolado. – Mas eu não vou poder. – já era possível escutar as sirenes ao longe. – Vou estar na Europa com a mulher mais linda do mundo. – Justin tentou se mover, mas foi em vão Marconny macetou a mão dele com o pé. – Não se preocupe Bieber, mandarei lembranças.
– Cassidy... – ele tentou falar, mas foi silenciado com um chute no rosto que o apagou de vez.
– Não. – berrei destruída caindo ao chão.
– Paul me ajuda recolher a grana. – Marconny gritou e eles saíram andando para dentro do cofre.
Eles não podiam ter feito isso, eles não podiam ter o ferido daquela forma. Rastejei-me de quatro até onde o corpo de Justin estava jogado.
– Justin acorda... Acorda, acorda. – disse colocando a cabeça dele em meu colo o chacoalhando tentando reanima-lo. – Vamos você tem que fugir daqui, reage. – suplicava em prantos tentando o acorda e as sirenes ficavam cada vez mais próximas.
Assustei-me com o impacto do corpo dela caindo ao meu lado. Alexia estava tão desesperada quanto eu.
– Justin acorda. – ela começou a bater no rosto dele e pressionar a pulsação tentando o reanimar. – Vamos acorde. – ela dizia nervosa.
Paul e Marconny recolhiam tudo o que tinha de valioso pela casa, Justin estava desacordado e o que me desesperava mais era ouvir o barulho das sirenes e ele naquela situação. Alexia tentava diversas formas de reanimá-lo até que por um segundo o sentir se movendo sob o chão, ele respirava com dificuldade e ofegante como se estivesse despertado de um afogamento, o abracei com força sujando minha roupa de sangue.
– Você tem que sair daqui... Você tem que fugir Justin. – ele sorriu, porém pareceu mais com uma careta.
– Tarde demais. – ele sussurrou se referindo a policia que estava cada vez mais perto.
– Não, não é. – fiz esforço para tentar levanta-lo.
“Justin Drew Bieber a casa está cercada, jogue suas armas fora e saia com as mãos na cabeça”.
Meu sangue gelou e senti meu coração disparar, fiquei parada tentando entender se era aquilo mesmo que eu estava ouvindo, a cada segundo que passava eu podia ouvir os carros chegando o radio da policia e o helicóptero se aproximando. Justin estava cercado.
– Merda. – Alexia gritou indo até as janelas tendo a certeza de que a casa estava cercada. – Vocês não podem deixar ele aqui! Marconny. – ela gritava em desespero.
– Cala boca sua vadia idiota. – Paul a empurrou a fazendo cair no chão.
Eu estava completamente anestesiada. Não tinha o que fazer, não tinha como tirar Justin dali a casa estava cercada e eles estavam ali para pegar ele.
– Promete que vai me visitar sempre? – Justin disse em meio a um de seus delírios.
– Não prometo porque isso não vai acontecer. – as lágrimas me escapavam.
– Não vão durar tantos anos. – ele sorriu com os lábios rosados cobertos de sangue. – A não ser que eu pegue pena de morte.
– Para de falar isso. Para. – supliquei.
A dor em meu peito me rasgava por dentro. Tinha que haver algum modo de tira-lo dali, não poderia acabar dessa forma. Meus soluços eram altos e competiam com os anúncios da policia que iria invadir. Vi quando Marconny saiu arrastando Alexia pela mão em direção a uma porta.
– Eu não vou. – tentei me soltar dos braços de Paul, que me puxou com força para a mesma direção que a levaram. Justin tentou reagir, mas ele estava fraco de mais.
Comecei a me debater e ele me soltou cai no chão tentando correr, mas foi em vão Marconny me segurou.
– Pelo amor de deus. – juntei as mãos suplicando para que ele não fizesse aquilo, cai de joelhos em seus pés e nunca imaginei que faria aquilo na vida. – Você já conseguiu tudo o que queria, tem seu dinheiro tem liberdade para sair do país nos deixe em paz, por favor.
“Bieber este é o último aviso que dou antes de invadir a casa” – mais uma vez o chefe de policia gritou.
– Você. – Marconny me levantou pelo braço e era possível ver o quão perturbado ele estava apenas em olhar em seus olhos. – Você é uma das coisas que quero, junto com meu dinheiro, minha liberdade e a cabeça do Bieber. – ele disse passando as mãos no meu rosto secando minhas lagrimas. Ele tentou me arrastar, mas eu mantive os pés firmes no chão tentando o impedir de me arrastar.
Mirei os olhos do Justin pela ultima vez e eles me arrastaram até me tirar daquela sala o deixando lá jogado no chão. Aquela porta tinha saída pelo subterrâneo da casa, me sentia sufocada, como se o ar estivesse faltando. Marconny me arrastava e meu corpo cambaleava me sentindo mole. Escutava os gritos de Alexia ao longe, mas eu estava desnorteada como se aquilo não fosse real.
POV Justin
Os faróis clareavam a sala da casa. Tentei me arrastar até a porta por onde eles levaram a Cassidy, mas foi em vão. Meu corpo estava fraco e eu estava me entregando. Bati a mão no chão gritando com ódio, não podia aceitar aquilo. As sirenes e os avisos policiais entravam em minha cabeça me deixando mais louco, eu não podia ser preso, eles não podiam me pegar. O rosto de Julie e Cassidy passava em flashes em minha cabeça, minha mulher minha filha, minha bonequinha eu não podia deixar que aquilo acontecesse com elas.
Se Deus realmente existe ele com certeza estava olhando por mim naquele momento. Escutei gritarem meu nome, mas não foram os policiais. Reconheci a voz depois de alguns gritos e era o Brian.
– Justin... – ele me encontrou na sala e estava segurando um pé de cabra.
– O que você ta fazendo aqui meu irmão a policia vai invadir a qualquer momento – disse tossindo uma pelota de sangue.
– Não vou deixar minha afilhada ter o pai na cadeia. – ele disse tentando me levantar.
– Brian sai daqui. – gritei nervoso. – Eles vão te prender cara, mete o pé, vai embora. Ele matou o Governador com a minha arma a bronca vai cair em cima de mim tem minha digital naquela porra.
– Há chances de, cedo ou tarde, nós acabemos na prisão ou enterrados em uma vala rasa. Mas não é hoje Bieber. – ele disse levantando meu corpo e colocando meu braço em volta de seu pescoço.
– Porque está fazendo isso? Você me odeia! Não preciso disso...
– Não importa o preço que pagarei, só importa se os amigos que fiz terão caráter para valorizar o que perdi. – pude escutar vidros sendo quebrados no andar de cima e com certeza policia já estava ali dentro.
– Ali. – apontei a porta por onde eles saíram. – Ali tem uma saída! – ele foi rápido e eu cooperei para ele me levar pra lá era uma saída subterrânea, ele colocou a pé de cabra no trinco da porta e nos distanciamos enquanto os policias socavam a porta.
– Eles levaram a Cassidy. – disse com dificuldade. – Ele vai levar ela pra Europa.
– Não se nós impedimos.
– Como?
– Não vamos deixar o piloto levantar voo. – ele disse sorrindo e eu entendi a que ele estava se referindo.
– 50% de alguma coisa são melhores do que 100% de nada. – disse topando aquela loucura.
POV Caissy
Eu desejava minha morte, mas não queria entrar naquele avião. As algemas apertavam minhas mãos, mas aquilo não causava nem um tipo de dor física, sentia a mesma coisa que senti quando achei que Justin havia morrido. Era como se meu coração estivesse jorrando sangue, não conseguia pensar em outra coisa a não ser desejar que aquele avião caísse e acabasse com essa dor.
Marconny me arrastava como se eu fosse uma cachorra, a cada passo que dava sentia meu mundo se esvaindo como se o fim fosse ali caminhando naquela pista de voo, o soluços eram severos em minha garganta a imagem de meus filhos não saiam de minha mente, Jason e Julie eram tudo o que precisava naquele momento. Olhei para o céu antes de subir as escadas e meu único pedido foi que meus pequenos fossem felizes e sim de onde eu estivesse meu coração estaria com eles.
Paul vinha logo atrás arrastando Alexia que assim como eu estava algemada. Marconny me arrastou com brutalidade para dentro do avião, colocar meus pés dentro daquele lugar era como se meu coração estivesse jorrando sangue, senti uma lágrima ser derramada de meus olhos, mas a limpei apressadamente, ergui os olhos ficando completamente em choque com o que vi Paul e Marconny pararam ficando no mesmo estado vendo a mesma cena que eu.
Engoli em seco não entendendo nada, senti meus lábios secarem e minhas pernas fraquejarem, quando ele tirou a arma me fazendo de escudo para seu corpo.
Na minha vida eu nunca imaginaria aquilo, nem eu e nem ninguém esperava por aquilo. Todos estavam boquiabertos. Justin, Brian, Ryan, Chris e Chaz estavam dentro do jatinho, eles nos surpreenderam assim que entramos para decolar. Meu coração deu fortes solavancos, senti minhas mãos tremerem e não acreditei, não acreditei mesmo no que estava vendo.
– Surpresa. – Justin disse com aquele sorriso lindo irônico no rosto todo quebrado.
– Como vocês entraram aqui? – Marconny gritou descontrolado e ele estava tão em choque que não conseguiu proferir as palavras adequadamente. – Você deveria estar na cadeia Bieber! – ele gritou com ódio.
– Até parece que você não me conhece chefe. – Justin disse com ironia. – O que? Acha mesmo que aquilo lá na casa do governador era o grand finale?
– Se vocês não evacuarem o avião eu atiro nela. – Marconny disse nervoso apertando o braço em meu pescoço me sufocando.
– Para onde partimos? – Justin disse irônico destravando o revolver em nossa direção o desafiando.
– Antes de morrer, o piloto disse que voaria pra Europa. – Ryan disse rindo entrando naquele joguinho.
– Não acredito que você matou o piloto. – Chaz disse fazendo graça.
– Não, eu apenas disse que ele iria visitar o céu de um jeito diferente e ele disse “duvido”. E eu tive que mostrar. – Ryan disse rindo.
– Algum de vocês sabe pilotar Avião? O patrão aqui precisa de um piloto para fugir com minha mulher. – eu estava nervosa pelo fato de ter um revolver apontado na minha direção.
Vi Alexia trocar olhares com Brian e sabia que ela iria agir, enrijeci meu corpo e fechei os olhos escutando os disparos da Arma do Paul que já estava nas mãos dela livres das algemas. O impacto dos braços de Alexia batendo nas costas de Marconny me fez cair pra frente, senti os braços de Brian me envolvendo e me puxando para perto. Paul tentou lutar com Alexia, mas ele não se saiu muito bem, Ryan conseguiu puxar ela para nosso lado rendendo os dois.
– Agora me diz quem está em vantagem patrão? – Justin disse dando um murro no rosto de Marconny o fazendo cair no chão desarmado. – Não tem pra onde fugir quem venceu essa fui EU e você se iludiu muito fácil com esse conto que criou em sua cabeça. Eu deveria te matar, mas desta vez eu não quero sujar minhas mão, vamos ver o que você vai fazer na cadeia sem as regalias do governador.
– Eu não volto pra aquele lugar. Não mesmo. – Marconny gritou desesperado.
– Não chore antes do tempo boneca. – Justin disse rindo.
Marconny e Paul estavam rendidos jogados no chão na mira de todos eles. Foi mais que impulso aquilo foi meu corpo implorando por um abraço dele, me livrei ligeiramente dos braços de Brian e corri em sua direção chocando meu corpo no dele o abraçando com força.
– Caissy. – ele disse sugando o perfume de meus cabelos e beijando minha boca com urgência. – Nunca mais. – ele disse distribuindo beijos pelo meu rosto. – Nunca mais eu deixo você sozinha. – ele disse apertando meu corpo contra o seu e eu não acreditava naquilo, a paz tinha chego.
– E o Jason? – perguntei desesperada. — Por favor, diga que vocês conseguiram. – olhei para os meninos que se entre olharam.
– Cara aquele moleque é um chorão. – Ryan disse quebrando o silêncio fazendo todos rirem. – Quase dei minha arma pra ele brincar.
– Nunca mais pense em fazer isso com o meu filho. – disse dando um tapa no braço dele e o abraçando em agradecimento.
– Relaxa a vó coruja dele já ta sabendo muito bem como mimar a criança. – Chaz disse.
– Ela é expert em mimar um Bieber. – Justin disse rindo.
Não sei o que aconteceu estava de costa, mas me virei com o grito de Brian vendo o relance de Paul se levantando armado do chão e no segundo seguinte disparou um tiro na direção do Justin, senti meu coração acelerar, minha visão ficou turva e eu vi Alexia entrando na frente dele, Brian revidou o disparo, enquanto Alexia caia ensanguentada no chão. Aquilo era pra acertar o Justin, mas ela entrou na frente.
– Alexia. – Brian gritou enquanto Justin a segurava em seus braços.
POV Justin
Tirei a camiseta tentando estancar o sangue dela. Pressionava o pano em seu peito, mas o sangramento estava muito grande e ela estava fraquejando.
– Hey, Hey não se entrega. – gritei tentando a reanimar.
– Acaba com isso, eu não quero sofrer. – ela gritou nervosa.
– Cala boca Alexia e luta pela vida.
– Eu estou lutando. – ela deu um sorriso fraco. – Só não me faça agonizar até a morte!
– Eu preciso de um carro.
– Não... Justin acaba logo com isso. – ela disse reprimindo a boca devido a dor.
– Não faz isso. – disse percebendo que ela estava em estagio final e aquilo era minha culpa e o que ela pedia era insano.
– Me perdoa por tudo. – ela disse virando o rosto na direção de Brian. — Me perdoa se eu não fui a sua garotinha, me perdoa se eu não te dei orgulho... Eu te amo Brian. – ele se ajoelhou derrotado ao lado dela.
– Não se entrega. – ele pediu desesperado.
– Eu estou legal. – o pano estava encharcado em minhas mãos, o sangramento era muito grande.
– Luta porra, Luta! – chacoalhei o corpo dela com desespero.
– Eu não quero lutar. – ela gritou nervosa e eu me desesperei, suas mãos alcançaram o revolver ao meu lado. – Morrer como heroína era tudo o que eu queria, não me sinto tão inútil! – ela disse me entregando a arma.
– Você não é inútil! Não vou fazer isso!
– Eu te odeio Bieber. – ela sussurrou. – Eu te odeio tanto que chego a te amar de forma doentia.
– Você é louca.
– Eu sei! – ela sorriu molhando os lábios. – É como se eu tivesse vontade de te dar um tiro e entrar na frente pra te salvar. – ela disse debochada.
– Você não pode abandonar seu irmão, você não pode partir assim Alexia.
– Fica quieto e me deixa morrer em paz Bieber. – ela soltou uma risada rouca. – Agora faz o que eu estou pedindo. – nossos olhares se encaixaram perfeitamente durante um tempo e eu não sei explicar o que senti naquele momento, mas eu desejava tudo ali, menos que ela morresse. – Eu te amo eu sempre te amei! – ela sussurrou – agora, por favor, não me deixe sofrer mais com isso.
Pressionei meus olhos com força e movi meu dedo apertando o gatilho, senti o corpo dela dar o ultimo movimento vital e depois sua cabeça caiu para o lado com os olhos abertos.
Cassidy me olhou piedosa e Brian gritou com dor. Fechei os olhos de Alexia sentindo uma lágrima descer por meu rosto. Eu amei alexia, antes de Cassidy mudar a minha vida, mas eu a amei... Acima de tudo
– Marconny está fugindo. – Chaz gritou notando que aquele filho da puta estava tentando nos enganar.
– Ele não vai fugir. – disse com ódio. – Quem vai acabar com ele sou eu! – peguei a arma que estava no chão e sai rasgando posta fora.
Ele estava correndo com a perna ferida na pista de voo. Dei um tiro na perna dele que estava boa o fazendo cair no chão. Ele ia pagar por tudo o que fez! Ele tentou se rastejar, mas eu o impedi o puxando pela camiseta.
– Tira a mão de mim! – ele disse raivoso e eu pisei na perna ferida dele.
– Chegou seu fim arrombado. – dei um chute no ligamento da perna dele o colocando de joelho.
– Vai me matar o vai arregar? – ele disse me desafiando.
– Reza... Eu quero ver você rezando! – disse friamente com o cano do revolver na nuca de Marconny. – Eu mandei você rezar patrão! – Marconny riu recebendo uma coronhada tendo seus supercílios cortado. – Agora vai. Reza, mas reza em voz alta que eu quero ouvir. – senti a adrenalina em meu sangue, ele percebeu que eu estava falando a verdade, meu olhar de superioridade sobre ele era o que me fortalecia.
Ele abaixou a crista e começou a rezar me diverti vendo aquilo.
– Espero que o diabo te aceite. Adeus patrão! – enfiei a arma dentro da boca dele e sem dó nem piedade descarreguei o revolver dentro de sua boca abrindo um buraco que atravessou a cabeça dele.
Marconny caiu duro com os olhos arregalados no chão. Levantei a cabeça vendo todos me olhando. Cassidy sorriu para mim e correu em minha direção me abraçando.
– Acabou, acabou. – ela disse enterrando o rosto em meu pescoço.
– Acabou. – disse beijando o alto da testa dela. – O nosso pesadelo acabou!
Continua...
Notas finais
Estou empolgada com esse cap. E só pra lembrar a segunda temporada ja ta acabando, mas vai ter a 3ª :D
bjos bjos da kimlicius
1 minuto de silencia pra Alexia u.u
falem comigo no ask http://ask.fm/Mascarenhaskim ou twitter @mascarenhaskim
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