Soul Rebel Second Season
45 Mine
Notas iniciais
POV Caissy.
Justin estava com o olhar completamente perdido, ele estava aéreo de mais como se não estivesse acreditando no que tinha acabado de fazer. Ele estava morto, o corpo de Marconny estava caído em nossa frente, passava mil coisas por minha mente, mas só uma fazia meu coração acelerar. Justin estava livre, finalmente ele estava livre.
- Vocês são um bando de idiotas como deixaram ele sozinho? – vi os gritos de Ryan do outro lado da pista.
- Eu pensei que o cara tava morto porra. –Chris disse se defendendo.
- O que ta acontecendo? – Justin perguntou indo na direção deles.
Eu não estava entendendo nada só os via gritando e estavam fora do sério. Brian estava desolado em um canto e eu senti um nó na garganta por vê-lo naquele estado. Tentei o consolar, mesmo que aquilo não adiantasse de nada um abraço era o que eu poderia dar. Aproximei-me cautelosa e ele me olhou sorrateiro, pensei que ele me abandonaria pra ficar sozinho, mas não suas lágrimas se multiplicaram e eu me joguei nos braços dele tentando o consolar. Ele me apertava com força sentia os tremores de seu corpo devido ao choro.
- Quero que saiba que ele foi uma grande guerreira. – limpei as lágrimas dele. – Ela salvou a vida das pessoas mais importante do mundo. Ela salvou o Justin e o Jason... – ele sorriu fraco.
- Eu pensei que poderia mudar ela. Pensei que depois disso eu iria conseguir ajuda-la. – ele soluçou.
- Ela não precisava de ajuda Brian. Ela mesma se ajudou, ela mesma reconheceu os erros e tentou concertar o que pode...
- Se eu pudesse eu faria tudo diferente. Eu não sei como, mas eu não deixaria minha irmã se envolver com isso. Ela era só uma menina, precisava de atenção. Precisava de um pai, uma mãe e foi se envolver com o... – silenciei os lábios dele com o dedo.
- Não vamos colocar a culpa em ninguém. Alexia teve seus altos e baixos, você tem que se orgulhar do que ela foi não do que ela fez. – ele desviou o olhar para encarar o nada.
- Eu não acredito nessa porra. – escutei os gritos do Justin e me assustei, Brian me olhou confuso.
Subi correndo as escadas do avião o vendo derrubar tudo completamente descontrolado.
- O que houve? – perguntei assustada.
- Paul. – Chaz disse confuso. – Paul fugiu.
- Como isso? Ele estava morto, não estava?
- Foi o que eu também achei... – o telefone de Ryan começou a tocar e ele saiu.
- impossível ele ter fugido impossível. – Justin disse nervoso chegando às outras partes do jatinho.
- Eu não o vi sair, mas nos descuidamos. – Chaz disse se explicando.
- Eu vi quando ele caiu ferido no chão, eu vi caralho. – Justin estava tão nervoso que pensei que ele explodiria de tão vermelho que estava.
Ryan voltou um pouco diferente e eu notei sua expressão de preocupação.
- Deve ter alguma coisa errada... Ele deve estar escondido em algum lugar. – Ryan disse tentando concertar.
- Não. – Justin gritou. – Ele não está o filho da puta se livrou dessa.
- Ele não vai muito longe Justin relaxa. – Chris disse tentando o acalmar.
- Eu queria todos eles mortos... Todos. – ele socou a parte que tinha vidro na porta espatifando tudo.
- Posso mandar alguns homens fazerem buscas pela região, mas antes você tem que sumir por um tempo, vaza Justin, mete o pé até as coisas esfriarem pro seu lado. A policia deve estar atrás de você.
- Não eu não vou... Primeiro eu vou achar o Paul depois eu cuido disso.
- Justin você fugiu do flagrante meu irmão sua arma ficou lá para de patifaria porque você é o primeiro suspeito. – Ryan disse nervoso. – A morte do governador já está sendo anunciada na TV e estão dizendo sobre a arma e de você ser o primeiro suspeito. – aquilo me fez tremer.
- Justin. – tomei a frente. – Por favor. – pedi olhando em seus olhos.
- Eu não fiz nada, não fui eu que matei aquele cara, não tenho que me esconder. Eu tenho que me focar a eliminar todos eles, se eu não acabar com Paul agora ele pode tentar fazer isso comigo lá na frente.
- Não. O Paul era um pau mandado, não tinha instruções nenhuma seguia o Marconny era a única coisa que ele fazia, você não tem que se preocupar com ele. Deixa isso com os meninos. – implorei olhando em seus olhos.
- Eu não tenho que fugir Caissy, não tenho que me esconder quando o culpado não sou eu!
- Você não vai se esconder. – disse segurando o rosto dele entre minhas mãos. – Vamos provar que você é inocente, mas agora essa é a melhor saída. Não seja cabeça dura.
Ele negou balançando a cabeça bufei desistindo da causa, mas Ryan, não.
- Olha aqui meu irmão. – Ryan empurrou o peito dele com força. – Você vai pegar a chave desse carro e vai tirar sua mulher daqui. Eu não tô perguntando se você vai eu estou mandando você ir... Você tem uma família, você tem pessoas que depende de você e ir para o xadrez é a ultima coisa que a Caissy precisa de você no momento, agora para de bancar o fodão e faz o que eu estou mandando. – nunca tinha visto Ryan tão alterado daquela forma. Justin o fuzilou por um tempo, mas depois baixou a guarda e pegou a chave das mãos dele.
- Toma ai Drew. – Chaz tirou a camiseta e entregou pra ele.
Eu iria com Justin, mas eu queria saber das crianças, queria saber como pegaria meus filhos?
- Eu preciso buscar o Jason e a Julie.
- Não Caissy. – Ryan disse bem mais calmo. – Pode deixar que quando tudo estiver mais calmo eu dou um jeito de levar eles pra você.
- Eu não quero ficar sem meus filhos, nem sei pra onde estamos indo. Fala-me onde eles estão que eu os busco.
- É melhor você só acompanhar o Justin, quando tudo estiver mais calmo eu dou um jeito de levar as crianças pra vocês. – ele repetiu de novo tentando me acalmar.
- Ryan eu não vou mais ficar longe dos meus filhos nem por mais um minuto.
- Cara qual o problema de vocês? Qual a parte que o Justin pode ser preso que vocês não entenderam? Eu não sei se a policia já esta na casa da Pattie, eu não sei se a policia está procurando por ele. O que custa evitar um pouco? – a vida do Justin estava em risco e eu não podia discutir com isso Ryan tinha razão, se a policia o pegasse as coisas poderiam se complicar.
Ryan conseguiu me convencer que assim que tudo se acertasse eu estaria com as crianças. Ele me deu o celular dele e disse que me ligaria quando pudesse aquilo me deixou com o coração não mão, mas tive que aceitar. Despedi-me dos meninos e depois segui Justin até o carro que Ryan emprestou não sabia pra onde íamos, mas eu estava ali com ele pra onde quer que ele fosse.
Estávamos em silencio durante um bom tempo, meus olhos estavam fixos na janela olhando tudo o que tinha lá fora. Senti sua mão tocar minha perna e o olhei.
- Você não tem que fazer isso se não quiser. – ele disse quebrando o silencio. – Podemos voltar e buscar as crianças. – revirei os olhos.
- Não! Eu confio no Ryan. Eles vão estar comigo daqui um tempo.
- Eu não quero esperar mais tempo pra conhecer meu filho. – ele disse voltando a mão que estava em meu colo para o volante.
- Eu não quero que seus filhos te vejam na cadeia. – disse fria e ele me encarou por um tempo depois voltou à atenção para a estrada.
Pensei que ele seria mais discreto e iria pra um lugar mais afastado, mas não ele foi para o centro. Desci do carro quando o manobrista abriu a porta para mim. As pessoas nos olhavam assustada, Justin estava com o rosto todo estourado e as mãos sujas de sangue. Minhas roupas estavam sujas e ele foi tão burro que não pensou que aquilo chamaria a atenção. Ele saiu caminhando na frente até a recepção.
A recepcionista o olhou um pouco assustada, me aproximei em silêncio e fiquei apenas olhando.
- Me da a melhor suíte. – ele disse colocando o envelope pardo em cima do balcão. A moça o olhou com desdém e depois tentou as palavras certas para convencê-lo de pegar outra.
- É senhor temos uma suíte mais em conta e...
- Você ouviu o que eu falei? – Justin disse estupido. – Eu mandei me dar a melhor suíte eu não perguntei qual é mais em conta. – ele rasgou o envelope e estava cheio de bolinhos de dinheiro. — Se vira com isso e me da às chaves do quarto. – ele disse arrogante.
Ela estava impressionada com a quantidade de dinheiro. Justin pegou as chaves e me puxou pelas mãos. Passamos pelo saguão do hotel com as pessoas nos encarando. O quarto ficava no decimo andar. Um andar bem vazio por sinal. Encostei-me a parede enquanto Justin destrancava a porta.
O quarto era realmente lindo. Justin se jogou no sofá com os pensamentos longes. Precisava de um banho. Em cima da cama tinha toalha roupão e tudo o que eu precisava para relaxar. Tirei a roupa no quarto e fui para o banheiro.
Coloquei a água em uma temperatura quente. Tanta coisa havia acontecido, tantas emoções pensei que perderia meus filhos pra sempre. Por um momento a minha vida começou a passar inteira pela minha cabeça como um filme me mostrando o quanto de coisas eu já havia presenciado e vivido. Desta vez eu sentia que as coisas poderiam se sair bem. Eu sempre fui uma pessoa sozinha eu pensei que minha vida inteira fosse assim, que eu iria crescer sair do convento e ser como minha mãe, vagar pelo mundo sem rumo. Nunca pensei que teria Justin em minha vida, nunca pensei que as coisas poderiam ser tão rápidas e tão magicas. Ele era a única coisa que eu precisava pra ficar bem, agora mais do que nunca eu iria fazer de tudo para vivermos felizes e principalmente para mantê-lo todos os dias do meu lado.
Escutei a porta do banheiro se abrindo e vi Justin entrando de forma sorrateira. Seus olhos estavam vermelhos como se estivesse chorado, mordi os lábios sem saber o que dizer ele me encarou por um instante e seus olhos percorreram meu corpo. Havia hematomas espalhados por varias partes do meu corpo, manchas roxas e verdes causadas pelos maus tratos de Paul. Justin me encarou sem vida no olhar, reprimi os lábios sem saber o que dizer sobre aquilo, não tinha o que dizer, eu estava machucada devido aos maus tratos, mas aquilo fez Justin sofrer eu podia ver em seus olhos. Seus olhos vacilaram um pouco e eu os vi encher de água, mas no segundo seguinte ele os limpo com rapidez.
Sai de dentro do boxes deixando um rastro de água que pingava de meu corpo no chão. Ele evitou contato visual olhando para o outro lado.
- Vamos esquecer isso. – disse me contendo e tentando ser confiante no que dizia. — Vamos esquecer o que passamos nós estamos tendo a oportunidade de recomeçar de novo. – ele evitou me encarar.
- Eu poderia esquecer. – ele disse amargo olhando mais uma vez para os hematomas. – Mas as marcas não deixam. – os dedos dele passaram delicadamente sobre meu braço.
Doía-me o ver tão vulnerável daquela forma, me dava um aperto tão grande no peito, era como se eu fosse capaz de tudo par fazer aquele olhar sumir de seus olhos eu era capaz de tudo pra ver um sorriso no rosto dele depois da tempestade.
- Um dia elas somem e o passado também. – disse me aproximando lentamente de seus lábios.
Meu corpo senti necessidade daquilo, meu corpo sentia necessidade do toque dele. Eu o queria abraçar e faze-lo esquecer qualquer problema eu queria mostrar que eu era capaz de faze-lo feliz. Justin me envolveu em seus braços grudando mais meu corpo junto ao dele, senti meus pés se erguerem levemente do chão enquanto ele caminhava comigo de volta para debaixo do chuveiro. Senti minhas costas se chocarem com a parede e ele sugava meus lábios com urgência, suas mãos percorriam por todo o meu corpo como se aquilo fosse o ultimo ato a ser feito.
Ele beijou meus seios de um jeito delicado e ansioso ao mesmo tempo, senti meu corpo se arrepiar com seu toque, seus lábios subiram por um caminho prazeroso beijando meu pescoço passando pela mandíbula e repetindo isso varias vezes, Justin espremia meu corpo contra a parede. Seus lábios sugavam os meus com força para mostrar o quanto ele estava desesperado por aquilo, eu só me deixava levar pelo momento precisava acabar com a agonia em meu peito precisava senti-lo mais uma vez. Seu olhar completamente insano perdido naquele momento me fazia revirar ele me mostrava o quanto estava louco e o quanto precisava daquilo, suas mãos me apertavam com força me fazendo gemer baixo, senti sua box se chocar ao chão e espirrar água para os cantos. Ele levantou minha coxa esquerda com brutalidade e girou comigo em seu colo me chocando com outra parede outra vez, meus braços estavam agarrados ao pescoço dele enquanto umas das mãos dele massageava meus seios sem escrúpulos. Não conseguia pensar em nada de produtivo a não ser em como meu corpo suportou ficar sem aquilo por tanto tempo?
Nossos corpos se encaixaram de maneira que cada curva ficasse em harmonia. Seus braços viris me envolveram mais uma vez era inebriante tê-lo novamente. Eu poderia morrer feliz, agora que o tinha de volta. Cada pedaço de sua carne atraía a mim com incrível força, que até o momento não havia me dado conta; que me confortava, pois sabia que com nenhum outro encontraria igual. Sentia seu membro se chocara com minha intimidade, mantinha minhas costas escoradas na parede, Justin segurava meu corpo com uma mão e a outra se matinha na parede. Seu membro me penetrou e eu dei um leve pulo pra cima sentindo toda sua extensão dentro de mim.
- Caissy... Caissy. – ele gemia meu nome me levando à loucura ao ouvir aquela voz rouca sussurrar meu nome com tonta perfeição.
Segurava com força em seus antes braços tentando me controlar, minhas unhas cravadas em sua pele deixavam marcas. Justin entrava e sai com lentidão, ele beliscou meu clitóris com uma das mãos e eu mordi seu ombro, sentia meu sangue doer ao pulsar, cheio de endorfina. Eu via suas mãos fechadas em punhos como se ele estivesse se controlando seus olhos me miravam como se ele estivesse pedindo só por mais alguns segundos. Ele se afastou um pouco, mudando para outra posição me levando junto a ele. Justin se sentou ao chão ficando com as costas recostada a parede, sentei- me em seu colo abraçando seu corpo junto ao meu. Também queria chegar ao ápice, precisava dele para isso. Ele começou a me estimular e eu sentia meus músculos internos começarem a se contrair, a latejar;
Gemi baixo e ele soltou um sorriso fraco se divertindo com o momento. Para mim era tortura, para ele era legal me ver assim tão submissa à situação.
- Você não tem noção como é bom estar dentro de você. – ele sussurrou próximo ao meu ouvido e eu fechei meus olhos controlando meu corpo que parecia que iria explodir a qualquer momento.
Seus dedos me estimularam com mais agilidade e eu senti como uma descarga eletroquímica finquei as unhas com força em seus braços ouvindo-o grunhir de dor e prazer, para canalizar as múltiplas sensações que surgiam. Ele se deixou chegar ao clímax junto a mim, e eu me entreguei logo à exaustão, senti seu liquido se misturar junto ao meu me deixando mais encharcada. Suas mãos me seguraram e eu me joguei em seu peito tentando recuperar o folego.
Nossas respirações eram altas, ofegantes, exaustas, meu coração batia acelerado como se fosse rasgar o peito, a adrenalina que corria em meu sangue fervia minhas veias. Aspirávamos o ar somente por necessidade, pois não tínhamos capacidade de equilibrar mais nada.
- Você... Não sabe o quanto eu fiquei louco longe de você. – ele disse com a voz entrecortada e cansada me fazendo sorrir enquanto meus dedos dançavam em seu braço.
Depois de um tempo naquela posição levantamos e tomamos um banho decente, consegui cuidar dos machucados no rosto dele depois de ele muito reclamar que eu estava machucando mais. Eu estava realmente completa, satisfeita e feliz. Justin se enrolou na toalha e saiu primeiro que eu, depois de um tempo peguei meu roupão e fiz o mesmo. Precisava de roupas novas e limpas. Justin estava com o telefone na mão e eu sabia o que ele queria fazer. Ele não era o tipo de pessoa que se escondia e aquela historia de ficar preso em um hotel ater a poeira baixar não estava fazendo bem a ele.
- Ele vai ligar. – disse chamando a atenção e ele me olhou por um tempo depois soltou o telefone em cima da cama.
- Odeio policia e odeio saber que meu nome está rodando na boca deles. Ele jogou os braços pra cima se esparramando na cama.
- Me diz uma coisa que você não odeie? – disse secando meus cabelos na toalha.
- Sexo... Eu nunca disse que odeio sexo. – ele sorriu e aquilo fez minha noite pela primeira vez eu estava vendo um sorriso sincero.
- Idiota! – ele suspirou colocando as duas mãos em baixo da cabeça.
- Fico imaginando como o Jason deve ser. – ele disse pensativo.
- Ele é lindo... Não sei com quem ele parece mais. – sorri. – Mas ele lembra muito a Julie.
- Se ele é lindo deve ter puxado a mim. – revirei os olhos.
- Convencido. – ele riu. – Eu quero ficar com eles logo. – me sentei à cama. — Estou morrendo de saudade da Julie, eu não quero nunca mais ficar longe dos meus filhos. – ele sorriu amargo. – O que foi? Ela sofreu muito com minha ausência.
- Não sei. – ele deu um sorriso falso. – Eu me afastei... Evitei vê-la desde que te levaram.
- Eu não acredito. Justin você não podia ter feito isso com ela. Imagina o quanto ela deve ter sofrido. Não acredito que fez isso. – disse irritada.
- Eu não sabia como falar pra ela. Olha filha levaram sua mãe e o papai não tem nem ideia de onde ela esteja. – ele bufou revirando os olhos. – Eu sei fui um covarde, insensível, mas a Julie é esperta de mais pra cair em conversas fiadas, eu iria ter que dizer a verdade pra ela e eu não sabia como. – fiquei quieta por um minuto pensando em umas coisas que veio a minha mente no momento.
- Eu só não sei como dizer pra ela que a Alexia morreu. – ele me olhou confuso. – É que tudo bem, ela se adaptou a viver sem ela, mas antes sabíamos que ela estava viva e tinha chances da Julie ver ela, mas e agora? O que vamos dizer?
- Nada. – ele me puxou para seus braços. – Não precisamos dizer nada. – ele disse afagando meus cabelos. – Aquela vez que Alexia viu Julie ela usou aquela ocasião para se despedir. Ela sabia o que estava fazendo.
- Eu não sei se devo me orgulhar disso, mas se um dia Julie perguntar dela vou dizer que ela está em um lugar melhor depois de salvar a vida das pessoas mais preciosas que tenho. – ele sorriu.
- Quem mais ela salvou? – me soltei de seus braços.
- Se não fosse por ela... Jason não tinha sobrevivido. – ele franziu a testa. – Eu não aguentei, estava muito fraca, minha pressão caiu e na hora eu desmaiei. Ela trouxe o Jason ao mundo, ela... Ela subiu em cima de mim e fez o parto mesmo comigo desmaiada. – ele me olhou incrédulo.
- Filha da puta! Achei que odiaria Alexia pelo resto de minha vida, mas eu tenho que ser grato a ela certo? – ele me fez rir.
- Não é que eu tenha esquecido o passado, mas eu senti que ela realmente se arrependeu. Ela podia ser o monstro que fosse, mas ela salvou você. – ele sorriu. – E o Jason.
- E você. – ele me beijou apertando meu corpo.
- Como conseguiu sair da casa do Marconny? Você estava muito debilitado quando saímos de lá... Pensei que a policia iria te levar.
- Eu também. – ele riu. – Eu não vi de onde ele veio, mas assim que vocês saíram Brian conseguiu aparecer.
- O Brian te ajudou? – disse chocada.
- O Brian. – ele disse tão surpreso quanto eu. – Ele me tirou de lá, pensei que não iria dar tempo de chegar ao aeroporto clandestino, quando chegamos os meninos já estavam lá Brian já tinha cuidado de tudo. A raiva me recuperou, eu não sentia nenhum um tipo de dor eu só tinha desejo de vingança.
- Alexia atrasou as coisas. Ela estava irredutível. Eles perderam bastante tempo para colocar eu e ela dentro do carro. Ela estourou uma algema. – disse abismada.
- Por isso conseguimos chegar antes de vocês. Pensei que iriamos ter que render eles na pista de voo, mas Ryan como sempre adoro um show particular e quis todo mundo dentro do avião.
- Eu estava rezando pra aquele avião cair e todo mundo morrer. – ele me apertou.
- Ficou louca é? Você não ia tentar nem fugir?
- Não! Para mim a vida já tinha acabado desde que eles me arrastaram da casa do governador.
- Credo! Você desiste muito fácil das coisas.
- E você? Não conseguia nem se levantar pra tentar fugir da policia. – disse dando um tapa de leve na coxa dele.
- Eu tinha uma carata na manga só estava esperando pra usa-la.
- Ata! Conta outra Justin, você estava com medo de ser preso, nem acreditava que tinha saída.
- Eu não! Eu sabia muito bem que sairia dali. Estamos falando de mim amor, sempre tem saída pra mim.
- Só porque você quer né? – disse ajeitando o travesseiro do lado da cama e pulando para deitar um pouco. – Preciso dormir, já perdi as contas de quantas horas estou acordada. – ele riu.
- Dormir é para os fracos.
- Por isso que vou dormir. – sorri dando as costas pra ele.
- Caissy?
- Que?
- Sério que você vai dormir?
- Sim, e você deveria fazer o mesmo. Não sabe o quanto o Jason é chorão.
- Eu acho que deveríamos transar umas 15h só pra recompensar o tempo perdido.
- Está pronto para me enterrar já? – ele riu.
- Eu não tô com sono...
- Deita que o sono vem.
- Então apaga a luz.
- Porque quer dormir com a luz apagada?
- Desde quando tem medo do escuro? – ele estava tentando me tirar do serio conhecia aquele joguinho. Bufei irritada e me levantei apagando a luz.
Só vi o vulto dele no escuro e escutei o barulho do cinto da calça dele.
- O que você ta fazendo? – perguntei curiosa escutando o barulho das dobradiças da gaveta se abrindo e fechando.
- Você estava com sono certo? – ele disse se ajeitando na cama e me puxando para os braços dele.
Relaxei meu corpo sendo envolvida pelos braços dele. Pra quem não estava com sono o idiota dormiu rápido de mais, fiquei prestando a atenção no ritmo da respiração pesada dele e acabei adormecendo cansado. Acordei incomodada com Justin em cima de mim quase me esmagando. Já havia anoitecido completamente, dormimos o dia todo. Livrei-me com cuidado dos braços do Justin indo até o celular para ver se Ryan havia ligado, mas nada, nenhuma ligação. Queria ver meus filhos logo.
Liguei os abajur e a TV, mas tirei todo o som só queria que o quarto ficasse iluminado. Coloquei a minha calcinha e camiseta do Chaz. Eu estava inquieta. Iria esperar o Justin acordar pra pedir algo pra comer, fiquei xeretando as coisas do quarto e olhei um pouco a noite pela varanda enquanto ele ainda roncava. Estava voltando pra cama quando tropecei na calça dele jogada no chão. Lembrei-me que ele tinha colocado algo na gaveta antes de dormimos e decidi checar o que era.
Abri a gaveta com muito cuidado para que ele não acordasse e me pegasse no flagra. Fiquei puta da vida quando vi que o que ele tinha guardado era um pacotinho de cocaína, quase o acordei nos tapas, mas me controlei. Tirei aquilo dali e deixei guardado comigo. Fiquei parada o vendo acordar, só que ele estava aéreo do sono e não tinha me visto.
Ele ainda não tinha me notado. Continuei escorada na cômoda o vendo revirar a gaveta atrás daquela porcaria.
- Está procurando por isto? – ele me olhou. – É isso o que você quer? – perguntei mostrando o pequeno pacotinho em minhas mãos.
- Não gosto que mexa nas minhas coisas. – ele disse deixando o corpo cair deitado outra vez na cama.
- Não gosto que você use isso. – disse jogando a porcariada no lixo.
- Você sabe que eu odeio que você se intrometa em minhas coisas. – respirei fundo contando até dez porque ele estava tentando desviar o assunto, o errado ali era ele não eu.
- Eu não sou obrigada a aguentar você sob efeitos dessa merda!
- Você me conheceu usando isso. – ele riu debochado.
- Mas eu nunca concordei em te ver usando isso. – disse irritada.
- Você fala como se eu fosse um viciado. Qual é? Eu posso parar de usar essa porra a hora que eu quiser... Meu dia foi estressante eu só quero aliviar, só quero curtir um barato.
- Não foi só o seu dia que foi estressante. O meu também, aliás, todos os dias vivendo com aqueles psicopatas foram estressantes. – ele me encarou em silêncio durante um tempo.
- Pega o que você jogou no lixo. – ele disse seco.
- Eu não acredito que você vai insistir em usar essa merda. – disse nervosa.
- Você tem noção como está minha mente? Eu tô a milhão Cassidy! Tem provas o suficiente pra me culparem e o Paul conseguiu fugir, fora o cansaço físico. Me dá essa porra logo!
- Não é só você que está preocupado Justin, eu também. Eu também estou com medo do que pode acontecer, mas você tem que confiar que tudo vai dar certo. – disse fraquejando com a voz um pouco frágil.
- Legal. – ele entortou o canto da boca. – Agora devolve o que você pegou.
- Eu deixei de ficar com meus filhos pra ficar aqui com você e olha o jeito que você está me tratando.
- Pronto. – ele bufou jogou as mãos pra cimas. – Vai começar o drama.
- Estou vendo o quanto eu fiz falta pra você. Será mesmo que você sentiu minha falta? Porque francamente não está parecendo.
- Cassidy me deixa em paz? Eu não quero brigar com você, eu estou estressado, tô puto com a vida e tô descontando em você, me deixa em paz? – desistir de tentar qualquer conversa descente com ele.
Entrei no banheiro e bati a porta com força, descontando a raiva que estava por ele ter falado daquela forma comigo. Eu só estava tentando ajudar e ele me trata daquela forma? Abri o registro do chuveiro com raiva deixando a água cair em abundância. Encarei meu reflexo no espelho e eu estava possessa pelo o que havia acontecido e o modo no qual ele havia me tratado, pensei que não manteríamos a harmonia, que seriamos ponto de paz um para o outro, mas eu tento o melhor pra ele e ele me trata com paus e pedras. Eu não iria me trancar dentro do banheiro e chorar, aliás, eu não estava no clima para fazer aquilo, eu estava com raiva e com muita saudade dos meus filhos. Abri a porta do banheiro e sai parecendo um furacão pelo quarto.
- Aonde você vai assim? – ele se referiu ao jeito que estava vestida.
- Te deixar em paz! – disse trincando os dentes e saindo do quarto.
Não escutei o que ele disse bati a porta e deixei-o falando sozinho. O corredor do hotel estava completamente vazio, as minhas vestimentas não eram apropriadas para sair andando pelo hotel, mas quem se importa? Sabia que Justin não iria ficar deitado na cama, com certeza ele iria vir atrás de mim. Senti meu rosto ferver de vergonha quando encontrei um bando de colegiais saindo do elevador. Os garotos me olhavam como se eu fosse um pedaço de carne pronto para ser devorado.
- Desce? – perguntei muito sem graça.
- Sobe. – eles responderam em um couro.
- Ah então eu...
- Cassidy sua filha da puta você conseguiu, você conseguiu me tirar do sério! – escutei Justin berrar no fim do corredor.
- Subo com vocês. – entrei com pressa no elevador assustada com o jeito que ele estava pisando forte vindo em nossa direção.
Antes que ele chegasse até nós às portas do elevador se fecharam, me senti mais aliviada e consegui relaxar, mas eu sabia que estava fudida. Os garotos me admiravam com o olhar e aquilo era constrangedor.
- E então meninos. – disse procurando algo produtivo que fosse mais interessante do que minhas pernas. – Vocês são daqui?
- Não. – eles responderam juntos.
- Hm, entendi... E estão gostando da cidade?
- Sim.
- Muito mesmo. – um disse ajeitando os óculos no rosto.
- É Atlanta é muito... Muito diferente. – sorri sem graça. – Vão descer em que andar? – disse encarando os botões do elevador vendo que eles desceriam no decimo quarto.
- Decimo quarto. – eles disseram juntos e aquilo já estava irritando.
- E você? – um deles perguntou.
- No décimo sexto. – disse inventando o andar.
- Mas só vai até o décimo quinto. – um deles disse rindo.
- Me enganei... Vou ate o décimo quinto. – o sininho do elevador tocou e depois as portas se abriram e eu vi a placa pendurada na parede avisando que estava no decimo quarto andar e os tarado mirim desceriam, todos eles desceram juntos e se viraram para mim. – Tchau meninos, foi um prazer conhecer vocês.
- Tchau. – eles ficaram acenando com cara de bobocas até as portas se fecharem.
Eu não podia voltar pro quarto, não agora que o Justin queria me matar. Quando o elevador parou novamente desci no decimo quinto o ultimo andar que o elevador chegava, pensei em ir dar uma volta pelo hotel, mas eu estava só de calcinha e camiseta, chamaria a atenção de mais. Aquele andar era completamente tranquilo a única coisa que incomodava era o ar condicionado que estava gelado de mais. Avistei uma porta com saída para as escadas, me empolguei quando vi que tinha acesso ao terraço. Olhei para os dois lados para ver se tinha câmeras ou alguém me vendo, mas nada de mais.
As portas estavam destrancadas e o acesso ao terraço estava fácil. Ficaria ali por um tempo até ter certeza que a raiva do Justin tivesse passado. Com certeza ele usaria a droga e depois cairia no sono. Sentei-me no parapeito do prédio e era realmente alto pelo ângulo que eu estava olhando. A noite estava convidativa, senti a brisa esvoaçando meus cabelos e abracei meu próprio corpo refletindo um pouco sobre tudo o que passei nesses últimos dias.
Ate parecia um sonho pensar que poderíamos ser feliz, pensar que quando o Justin saísse de casa eu não precisaria pensar coisas ruins achando que poderiam pegar ele, talvez tudo fosse diferente. Nunca pensei que teríamos paz, não daquela forma. O maior inimigo dele estava morto e tínhamos a liberdade outra vez. Estava concentrada na paisagem e em meus pensamentos que nem percebi a porta se abri, só pulei de susto quando ele falou ao meu lado.
- Eu vou matar você. – a voz dele suou rouca ao meu lado e se ele não estivesse me segurando eu iria cair dei um pulo que me desiquilibrou.
- Idiota. – gritei recuperada do susto. – Eu quase caio lá em baixo seu palhaço. – ele me fuzilou.
- Você tem merda na cabeça? – seus olhos transparecia toda a raiva que ele estava de mim. – Como você sai andando assim pelo hotel?
- Você que mandou eu te deixar em paz só estava fazendo o que você mandou. – o estado dele me assustou.
- Então é assim? Eu peço pra você não encher meu saco e você sai andando pelado pelos corredores?
- Não estou pelada. – sorri falsamente.
- Cassidy não me irrita mais do que eu já estou.
- Quer saber? – gritei nervosa. – Vai você e sua raiva pra puta que pariu! – ele me fuzilou com os olhos depois me puxou pelos dois braços me tirando do parapeito do prédio a força.
- Me solta seu verme! – disse socando o peito dele com as mãos livres enquanto ele imobilizava meus braços.
- Você vai voltar agora pra aquele quarto e... – eu o empurrei e ele desiquilibrou me soltando.
Dei dois passos pra trás e ele veio em minha direção outra vez. Em uma fração de segundos ele me deu uma rasteira me derrubando no chão, minhas costas se chocaram com força no concreto e eu soltei um pequeno gemido de dor. O idiota nem se importou montou em cima de mim e prendeu meus quadris no meio das pernas segurando minha mão no alto da cabeça impedindo qualquer tipo de movimento meu. Tentei me mover, mas o peso do corpo dele sobre minhas pernas me impediu.
- Para Justin! – disse nervosa tentando me livrar das mãos dele.
- Não estou fazendo nada. – ele disse rindo.
- Sai de cima de mim!
- Pede com jeitinho que eu penso em sair.
- Eu odeio isso, odeio esse tipo de brincadeira.
- Quem está brincando? – ele vacilou e eu aproveitei o momento, a joelhada em seu pau foi tão bem dada que até eu senti dó.
Ele caiu para o lado com as mãos em cima do membro, tinha machucado de verdade, não foi minha intenção.
- Eu mandei você sair de cima de mim. – tentei me explicar.
- Sai... Sai de perto de mim! – ele disse com dificuldade.
- A culpa é sua. – tinha machucado pra valer o jeito que ele respirava se controlando estava me amedrontando. – Quer que eu traga gelo? – ele nada respondeu. – Então. – dei de ombros me levantando. – Te espero no quarto.
Eu já estava perto da porta quando escutei os passos em minha direção e seus braços fortes me alcançaram me virando com força e me chocando contra o concreto que envolvia a grande caixa de água.
- Ai. – sussurrei com o impacto do meu corpo batendo no concreto e ele sorriu de lado.
- Aonde você pensa que vai? – ele sorriu pervertido.
- Eu ia pro quarto. – disse sentindo meu corpo arrepiar quando ele entre abriu minhas pernas com o joelho se posicionando no meio delas.
- Ia não vai mais. – ele mordeu o lóbulo de minha orelha e suas mãos envolverão minha cintura me dando impulso para subir em cima da caixa de água.
Estirei meu corpo sobre a tampa de concreto e ele se jogou por cima de mim, procurando meus lábios com urgência. Perdi a noção me deixando envolver pelo momento, suas mãos entraram ágeis em baixo da blusa a tirando, sua pele quente em contato com a minha causava calafrios, quando dei por mim só estava de calcinha.
- Justin não... Para. – disse rindo procurando onde ele havia jogado a blusa que eu estava.
- Para o que? – ele disse confuso.
- A gente ta no terraço do hotel se alguém aparecer, ou se alguém nos ver... Tem um quarto apropriado pra isso.
- Foda-se o quarto eu preciso disso agora. Uma semana sem você para mim foi como uma década. – ele disse caindo por cima de mim outra vez, beijando meu pescoço e subindo um caminho prazeroso por minha mandíbula.
- Justin vamos pro quarto... – disse tentando o convencer, mas ele me deu aquele sorriso safado e me ignorou completamente. – Justin... – deixei um gemido baixo me escapar quando as mãos dele brincaram em volta de minha virilha puxando o elástico de minha calcinha.
POV Justin
Adorava quando ela dizia uma coisa, mas seus olhos e seu corpo pediam outra completamente diferente. Enterrei meus dedos dentro dela a fazendo gemer alto. Beijei o corpo dela inteiro fazendo um caminho longo caminho até sua intimidade, ela se contorceu sentindo meus lábios arqueando sua coluna, gemendo e chamando pelo meu nome. Abandonei tudo o que estava fazendo e ela me encarou perplexa.
- Pede, por favor. – disse rindo.
- Pelo o que? – ela disse confusa.
- Pra eu te foder. – ela me fuzilou depois sorriu maliciosa.
- E se eu não quiser? – ela empurrou com força me fazendo cair deitado em cima da caixa montando em cima de mim. – O que você pediu? – ela disse rebolando em cima do meu membro.
- Você não deveria fazer isso. – disse me controlando, sentindo meu pau latejar de tão duro.
- E eu deveria fazer o que? – a filha da puta disse me provocando e desabotoando meu cinto devagar. Sentia como se fosse liberar um jato de porra.
Cassidy tinha mãos de poderosas aquelas mãos faziam milagres. Ela começou a me punhetar e eu fechei os olhos mantendo o controle, mas foi impossível quando senti a língua dela e aqueles lábios carnudos envolverem meu pau. Parecia que meu corpo explodiria em erupção.
Senti minhas veias latejarem e tirei-a de lá antes que acabasse comigo. Ela riu pelo meu estado deplorável e com uma voz tremendamente sexy e gostosa do caralho sussurrou no meu ouvido.
- Já que não aguenta mais brincar me fode. – ela acariciava meu membro lentamente me causando arrepios.
Isso eu sabia fazer muito bem, montei em cima dela outra vez me livrando do único pedaço de pano que tinha em seu corpo.
POV Caissy
Justin subiu em cima de mim feito um animal. Seus cabelos molhados com o suor grudados em sua testa estavam incrivelmente tentadores. Mordi meu lábio, fitando seus olhos entorpecidos, quanto seu membro me invadiu. Ele começou com movimentos leves e depois acelerou o ritmo, o barulho ritmado de nossos corpo e meus gemidos baixos era o único barulho escutado naquela noite. Estávamos transando a luz da lua. Justin entrava e saia com brutalidade, sentia minhas pernas fraquejarem enquanto ele bombava dentro de mim, seu polegar pressionada em meu clitóris me dava mais prazer. Senti meus seios serem acariciados, estimulando-me através do tato. Já sentia minhas paredes vaginais se contraírem mastigando o pau dele dentro de mim, os gemidos, combinados como uma sinfonia, eram inevitáveis enquanto minha boca não se enchia d’água em razão das atividades falhas, que ainda assim era necessárias. Meu sangue esquentava e meu coração acelerava cada vez mais, o suor descendo pela testa dele me deixava mais e mais louca. Senti quando ele se aliviou só que precisei de mais alguns segundos para chegar ao meu ápice. Justin me entocou forte mais algumas vezes e caiu derrotado por cima de mim quando mordi seu ombro sentindo o meu corpo todo eletrificado. Eu me sentia leve minhas pálpebras insistiam em se fechar nós respirávamos intensa e pausadamente, apesar de eu não estar a perigo de dormir estava completamente sem sentido à sensação de prazer era inexplicável. E como qualquer toxina, ema hora o efeito acaba. Justin saiu de cima de mim deitando ao meu lado encarando o céu como eu estava.
- Isso com certeza vai entrar na minha lista. – ele disse com os olhos fixos no azul escuro que pintava o céu.
- Um dia você vai ter que me falar sobre essa lista e eu espero estar em todos os ranques dela. – ele riu.
— Você tem suas posições. – ele deu de ombro carregado de ironia
- Espero que sejam todas!
- Logicamente, não. – ele respondeu e eu o encarei raivosa. – Mas as melhores pertencem a você.
- Pode falar o que quiser. – rolei o corpo pra cima do dele. – Mas eu sou muito melhor que todas elas. E você sabe disso.
- Você é maluca. – ele disse rindo.
- E você gosta! – ele deu um tapa estalado na minha bunda.
Levantei preguiçosamente recolhendo o pouco de roupa que eu estava. Justin fez a mesma coisa e quando já estávamos completamente vestidos ele passou o braço em volta de meu pescoço para voltarmos pro quarto. Uma velhinha nos praguejou pelo estado pelo qual estávamos vestidos e dentro do elevador com ela e ainda disse que iria chamar a segurança do hotel, Justin se matou de rir, mas eu tentei acalma-la, não deu muito certo.
- Como você me encontrou no terraço? – perguntei assim que já estávamos no corredor do nosso quarto.
- Eu vi os moleque e você dentro do elevador.
- Eles falaram pra você? Eles são uns tarado mirim.
- Eles estavam babando, falando das suas pernas quando eu cheguei perguntando de você. Ai um fez gracinha e quando mostrei a arma todos eles quase mijaram nas calças e me falaram que você disse que iria pro decimo sexto, mas como só vai ate o quinto imaginei que você estaria lá.
- Os meninos devem ter ficado em choque tadinhos.
-Talvez. – ele deu de ombro abrindo a porta. – Quando viram a cabeça do amigo sagrando com a coronhada que dei.
- Você é louco? – disse abismada.
- Precisava escutar o que ele queria fazer com você. – ele disse na defensiva.
- Pede alguma coisa pra comer? – perguntei entrando no banheiro eu tô com muita fome.
Ela nada respondeu, mas sabia que ele tinha escutado. Quando já estava saindo do banheiro Justin o invadiu.
- Pediu?
- O que? – ele disse confuso ligando o chuveiro.
- Comida ué.
- Ah esqueci.
- Imprestável...
- Me deixa sair que eu ligo lá pra baixo.
- Até lá morro de fome. – disse saindo do banheiro.
Sequei-me e deitei na cama enrolada no roupão. Na TV não passava nada de bom, em um canal encontrei a noticia da morte do governador, mas o mudei assim que Justin saiu do banheiro.
- Vai querer o que? – ele perguntou se sentando ao meu lado da cama.
- Eu quero qualquer coisa, qualquer coisa que sacie minha fome. – disse zapeando pelos canais que, aliás, não passava nada de interessante.
- Qualquer coisa não tem no cardápio Caissy. – Justin disse já discando o telefone da recepção.
- Pede muita comida. – disse rindo. – Estou com fome de leão como tudo o que eu ver pela frente, estou sem comida há uns dois dias.
- Dragão. – ele disse rindo.
Bateram na porta e eu achei estranho porque ele ainda nem tinha feito o pedido. Justin me encarou confuso depois relaxou.
- Deve ser a camareira. – ele deu de ombros.
- Ela não deve saber ler porque a placa de que o quarto está ocupado está no trinco. – me levantei amarrando o roupão.
Justin estava falando com a recepção e nem deu importância para o que eu estava reclamando. Abri a porta preguiçosamente pronta pra dispensar a moça da limpeza quando me calei perdendo completamente a voz, sentindo meu coração dar fortes palpitadas e minhas pernas fraquejarem.
- Mamãe. – Julie gritou abraçando minhas pernas.
Senti as lágrimas escorrer pelos meus olhos e não conseguia dizer nada. Ryan segurava Jason dormindo em seus braços.
Continua...
Notas finais
Espero que gostem e falem comigo no twitter @mascarenhaskim
e no ask: http://ask.fm/Mascarenhaskim.
E muito obrigada por tudo, cada vez mais eu amo fazer oq eu faço...
Fale com o autor