Soul Rebel Second Season
43 I won't give up
Notas iniciais
Escutava longe o barulho de um bip ritmado, meus olhos estavam pesados e meu corpo cansado. Senti minha mão direita formiga e com impulso a movimentei tentando me livrar daquilo. Abri os olhos despertando em um quarto no qual eu não reconhecia, mas julgava ser um quarto de hospital. Minha cabeça dava leves pontadas, como uma agulha me alfinetando. Meus olhos percorreram por todo o quarto encontrando Marta jogada em uma poltrona em um sono profundo, minha mente vazia e exausta começava a vagar pequenos fatos.
- Jason. — sussurrei tentando me livrar das agulhas fincada em meu braço.
Não, eu não suportaria que tirassem outro filho meu, eu não aguentaria, não resistiria aquela dor novamente. Eu sentia o desespero me tomar como se tudo a minha volta estivesse desabando, meu coração estava batendo lentamente como se uma hora ele fosse parar, o choro preso em mim era severo. Corria pelos corredores procurando por ajuda, mas parecia estar vazio. Parei assim que vi aquela cena se passar em minha frente como filme, eu estava ali eu estava vendo tudo...
– Não, não pode ser. Julie… Julie. – gritava sem parar e minha garganta arranhava, vi uma coisa pequena ao chão e peguei. Era a pulseira onde tinha meu nome e o nome dela, levei a pulseira junto ao peito. – Não pode ser não pode ser. – disse em prantos. Encontrei uma equipe de enfermeiros em uma sala.
– O que fizeram com a minha filha? Onde a colocaram? Eu quero minha filha agora! – dizia em prantos.
– Senhora? Está tudo bem? – um dos enfermeiros que me olhava assustado.
– Minha filha, levaram minha filha. Vocês tem que me ajudar.
“Corra Cassidy, corra”. Uma voz soava em minha mente e as imagens desapareceram do nada.
Abri uma das portas encontrando outro corredor escuro e mal iluminado. Eu precisava encontra-lo. Meu coração acelerava compulsivamente e a cada passo que eu dava tudo parecia estar mais distante. Sentia meu corpo todo tremer, eu precisava de ajuda, eu precisava salvar meu filho.
O choro dele me fez despertar. Minha respiração estava ofegante, pisquei repetidas vezes checando se ainda estava vivendo aquele pesadelo. Jason chorava compulsivamente nos braços de Marta. Limpei a garganta tentando falar algo, chamando a atenção delas.
- Ah você acordou. – Marta disse sorrindo empolgada e eu encarei Jason nos braços dela.
- Olha ai garotão não precisa mais chorar a mamãe acordou... – a moça de branco disse pegando Jason dos braços de Marta.
- Onde estou? – disse confusa com a voz rouca me ajeitando na cama.
- Em um hospital, Elizabeth...
- Elizabeth? – disse confusa. – Meu nom...
- Você precisa alimentar o bebê querida. – Marta disse interferindo o que eu estava dizendo.
- Sua mãe e eu estávamos pensando em chamar uma ama de leite esse garotinho está faminto. – eu não estava entendendo nada, aquela mulher estava dando a entender que Marta era minha mãe e elas me chamavam de Elizabeth.
- Me de ele aqui. – sentei-me na cama estendendo os braços para pegar Jason.
Ela me entregou e ele estava com aquele típico cheirinho de neném. Suas mãozinhas escondidas em baixo de uma luvinha azul bebê me fez sorrir, ele era tão pequeno, mas dentro do macacão branco parecia ser um pouco maior. Puxei as luvas livrando sua pequena mãozinha fechada em punho com umas pelinhas que se soltavam de sua pele rosada. Ele ficou bem quietinho sentindo o meu cheiro, o deitei nas minhas pernas e estiquei a mão pegando o algodão e o liquido em cima da mesinha ao meu lado para fazer a higienização dos meus seios. Coloquei o algodão de volta no lugar e peguei Jason novamente em meus braços o aninhando, ele pegou rápido e realmente estava com fome.
- Eu estou impressionada, pela primeira vez não tive que ensinar como amentar. Você fez tudo perfeitamente certo.
- Não sou marinheira de primeira viagem.
- Mas sua mãe disse que ele é o seu primeiro filho. – ela disse confusa.
- Vivo. – Marta tentou concertar. – Esse é primeiro filho vivo. – eu estava abismada com tanta mentira inventada.
- Sinto muito. – a mulher parecia abalada. – Sinto muito mesmo, espero que o menino traga muitas felicidades a família.
- E irá. – Marta me reprimiu com o olhar para que ficasse quieta, só pensava em uma coisa, eu tinha que ficar sozinha com aquela mulher, ela sim poderia me ajudar a sair dali.
- Vou deixar vocês à vontade e mais tarde eu volto para ver como estão. – sorri agradecida e ela saiu fechando a porta.
- Mas o que está acontecendo aqui? De onde tirou que é minha mãe? E porque fica me chamando de Elizabeth?
- Isso não é culpa minha. – Marta se defendeu. – Você deu entrada no hospital e esses foram os documentos que eles apresentaram. Ai meu deus porque fui me envolver com isso? – ela se martirizou.
- Onde eles estão? – ela começou a chorar.
- Não sei... Não sei. O loiro me mandou não sair daqui e não deixar você sair. Só isso que me disseram.
- Há quanto tempo estou aqui? – não tinha janelas no quarto era tudo fechado, estranhei aquilo, mas deve ter sido proposital.
- Marta. – procurei as palavras certas. – Me ajude a sair daqui... Ajude-me a fugir, você não precisa ter medo eu juro que nada de mais vai acontecer com você! Eu garanto a sua segurança, você só precisa me tirar daqui.
- Está ficando louca menina? – ela disse nervosa. – Eu vi armas de todos os tipos na mão desse pessoal se eu te ajudar eles me matam.
- Eles não vão te matar, Marta. Eu só preciso sair daqui e tudo vai ficar bem...
- Você não me engana. Não me engana com esse rostinho bonito. – ela disse falando baixo. – Você só vai me comprar e sei que vou ser castigada. – desisti, era impossível tentar fugir com ajuda daquela idiota, há semanas eu tentava a convencer, mas Marta era do tipo que respeitava quem manda mais e eu estava em desvantagem naquela situação.
Depois de esvaziar um de meus peitos Jason mamou mais um pouco e pegou no sono, não o coloquei no berço fiquei com ele em meu colo o admirando e tentando me lembrar do que tinha acontecido na noite anterior.
- Menina me diz uma coisa. Porque tanto ódio com o senhor Marconny e a dona Alexia? – Marta quebrou o silêncio chamando minha atenção. – Eles são tão bons com você. Sabe eu fico pensando se tivesse pessoas assim me ajudando eu seria muito grata, eu agradeceria muito ao meu bom Deus não é todo dia que encontramos pessoas boas dispostas a nos ajudar.
- Eles não me ajudam Marta. – eu poderia me irritar com aquele jeito dela, mas aquela mulher era uma pobre inocente. – Eu tenho família, tenho uma filha de quatro anos, tenho marido, amigos que se preocupam comigo. Eu fui sequestrada Marta eles estão me mantendo em cárcere privado.
- Nunca vi sequestro melhor que esse! Você é mal agradecida! Seu Marconny deve estar gastando uma nota para te manter aqui nesse hospital, ele se preocupa com você. – ela pegou uns papeis que estavam perto da estante com a TV. – Não sei ler, mas sei que esses papeis é coisa boa.
- Que papeis são esses?
- É passaporte ué. – senti meu peito gelar. – Seu Marconny disse que hoje mesmo vocês viajam pra Europa e você ainda diz que ele é um homem mal, menina mal agradecida. – ela esbravejou sentada no sofá.
- Alexia esteve por aqui? – a única pessoa que ficava no meu encalço era Paul e ela. Achei estranho eles nunca deixaram Marta tomar conta de mim, para falar a verdade eu só a via nas horas das refeições.
- Dona Alexia ta boa da cabeça não. Depois do parto ela ó. – ela fez um gesto com a mão. – Ficou zuretinha.
- O que aconteceu naquele quarto quando eu estive desacordada? – ela me encarou em silêncio por um tempo depois voltou a tagarelar.
- Não sei de muita coisa, mas dona Alexia agiu como heroína. Ela salvou a vida do seu garoto, sua pressão caiu e na hora H você desmaiou. Dona Alexia foi uma tremenda de uma corajosa, montou em cima de você e trouxe seu moleque pro mundo com força e garra. Mas depois disso ela ficou muito boa não. Parece até que está perturbada.
- Então foi isso, ela salvou a vida do Jason... Logo a Alexia? – disse abismada recobrando pequenos fatos da noite passada.
- Pois é dona Alexia é fera amansada.
Não me lembrava de muita coisa que havia acontecido naquela noite, mas eu me lembrava do olhar perdido que ela tinha e de quando ela me pediu perdão. Poderia até ser coisa da minha cabeça ou um dos devaneios que estava tendo naquele momento, mas eu lembro muito do olhar de Alexia.
Fiquei por mais um longo tempo naquele quarto com Marta que não parava de falar um minuto. Marconny tinha dado uma boa quantia em dinheiro a ela. Já estava inquieta pensando em varias formas de sair dali. Depois de muito pensar coloquei Jason deitado sozinho no meio da cama e ele não deu nem um pio.
- Marta eu preciso ir ao banheiro. – essa era uma boa desculpa para checar o local.
- Se preocupe não cabrita o banheiro é logo ali. – ela apontou a porta dentro do quarto. – Se quiser pode tomar um ban... – o celular no bolso dela começou a tocar, ela me olhou assustada depois pegou o celular e o atendeu indo para longe de mim, pelo visto eu não poderia escutar.
Fiquei sentada na cama apenas observando e depois de um tempo ela voltou sorridente.
- Como eu estava dizendo você pode ir tomar um banho porque seu almoço está subindo.
- Sério? – fingi empolgação. – Estou faminta!
- Os mandei trazerem uma comida bem reforçada porque você está fraca e precisa repor energias pra amentar. – ela falava, falava e eu observava o quarto.
- Marta será que você pode me ajudar? – pedi ajuda para levantar da cama.
- Claro meu bem. – ela passou o braço em minha cintura me ajudando.
Eu podia muito bem levantar sozinha, mas achei mais viável fingir que estava dependente dela. Estávamos caminhando em direção a banheiro e duas batidas na porta foram dadas.
- Acho que é seu almoço. – ela disse me soltando com cuidado e indo até a porta.
Ela estava entretida cuidando do homem na porta e eu aproveitei esse tempo para ver os documentos. Realmente era um passaporte e uma identidade com uma habilitação, a foto era minha, mas o nome não era meu; documentos falsos. Então Marconny não tinha desistido do plano de me levar para a Europa e isso poderia acontecer a qualquer momento desde que ele soubesse que eu estava me recuperando. Marta deixou as sacolas em cima da cama, fingi estar me arrumando em frente ao espelho enquanto observava os movimentos dela.
- Ainda bem que ele mamou bastante, assim vai dar tempo de você tomar banho e comer até a hora da próxima mamada.
- É. – disse passando a mão nos cabelos fingindo os pentear em frente ao amplo espelho que tinha na parede perto do banheiro.
- Saiba que você tem um cabelo lindo menina. – ela disse parando ao meu lado me observando através do espelho.
- Muito obrigada Marta. – sorri gentilmente.
- Vamos, vai tomar seu banho, sua comida vai esfriar. – me virei de lado ficando de frente para ela.
- Acho que a comida pode esperar um pouco. – segurei em sua cabeça e a bati com força contra o espelho o barulho do impacto foi alto, mas tive que segurar o corpo e tapar a boca de Marta, mas como a dor foi forte ela desmaiou rápido. A deitei no chão com cuidado dei sorte que o barulho não despertou a atenção e a curiosidade dos homens que estavam lá fora. Parecia que Jason cooperava com o que estava fazendo ele não deu um pio, nem com o barulho alto que foi feito, nem com Marta se debatendo tentando se livrar de mim. Peguei a chave no bolso dela e tranquei a porta, os homens do Marconny estavam no corredor para nos vigiar e com a porta trancada eu me sentia mais segura. Ela tinha um celular e estava enfiado no meio de suas roupas. Jason começou a querer chorar depois de ficar muito tempo sozinho.
- Ei garotão só mais um pouquinho, nó vamos conseguir sair daqui a mamãe vai ligar pro papai, só mais um pouquinho.
Disquei o número com as mãos tremulas Justin não era muito de atender números desconhecidos, mas nessa situação com certeza ele atenderia. Tentei varias vezes, mas o telefone só chamava repetidas vezes e ele não o atendia.
- Merda. – joguei o telefone em cima do mini sofá nervosa.
Tinha que dar um jeito de fugir daquele lugar, tentei recorrer às janelas do banheiro, mas elas estavam muito bem trancadas e com certeza eu não passaria naquele buraco sozinha, imagine com neném em meu colo. Jason chorava compulsivamente e aquilo estava me deixando mais desesperada, não sabia o que fazer, estava de mãos atadas a qualquer momento. Um daqueles homens poderia entrar no quarto e leva-lo de mim, mas só de pensar em não ver meu menino nunca mais eu sentia meu corpo estremecer e vontade de morrer. Estava andando de um lado para outro pensando no que fazer quando aquele toque me fez paralisar fazendo Jason se calar imediatamente. Fiquei estática vendo o telefone tocar, não movia um musculo até esmurrarem a porta me tirando do transi.
- O que esta acontecendo ai dentro. Porque a porta está trancada? – era um dos seguranças que estavam do lado de fora vigiando o quarto.
- Estamos tentando prender a cinta na Cassidy. – forcei a voz apertando o nariz para parecer um pouco fanha como a Marta. – Nos de mais um minuto e já saímos. – gritei correndo ate o celular que fazia um barulho tremendo, mas assim que o peguei ele parou de tocar.
Era ele. Ele havia retornado, ele tinha visto a ligação. No mesmo instante meu coração se encheu de esperança outra vez, disquei o numero outra vez sentindo minhas mãos tremerem. Chamou algumas vezes e no último toque atendeu; perdi o folego quando ouvi sua linda voz.
- Alo? – engasguei com o choro sufocado. – Mas que porra, se eu rastrear essa merda mando te matar arrombado. – o fato de eu estar apenas respirando na linha o deixou irritado, mas eu não conseguia falar estava travada. – Acho melhor você responder! – ele disse nervoso com toda a autoridade do mundo.
- Justin... – minha voz saiu engasgada por causa do choro. Ele ficou em silencio durante alguns segundos.
- Cassidy? Cassidy é você? – ele disse desesperado.
- Justin me salva... Salva nosso filho. – atropelei as palavras em meio ao choro, ouvir a voz dele foi como um passo para minha liberdade.
- Caissy... Caissy eu vou salvar você, calma só tenha calma. Eu só preciso saber onde você está... Chaz rastreia essa ligação pra mim. – ele gritou descontrolado do outro lado. – Você sabe onde você está? Tem alguma noção pra onde eles te levaram?
- Estou em um hospital. – limpei a garganta. – Mas não sei onde se localiza. O quarto é fechado, não tem janelas e eles não me deixam sair daqui.
- Ok... Onde você está não tem nada com o nome do hospital? Nenhum produto com o logotipo que possa informar o nome desse lugar? – comecei a revirar tudo procurando por um nome. – Banheiro, ai tem banheiro?
- Tem. – disse correndo indo até o banheiro.
Comecei a revirar tudo procurando pelo nome daquele maldito lugar. Levei um susto quando esmurraram a porta outra vez, no mínimo os capangas estavam achando aquilo suspeito de mais, Marta nunca trancaria a porta, eles já estavam desconfiando. Estava completamente em pânico.
- Nós já vamos sair, só mais um minuto. – gritei em resposta as batidas tentando me concentrar e me acalmar para achar o nome.
- Não pare de procurar. – Justin ordenou nervoso me incentivando.
- Ok... Ok. – disse com o corpo tremulo e a visão um pouco turva devido ás lagrimas.
- Esse celular tem uma rede com outros quatro, eu preciso só confirma onde você está. – era possível escutar a voz dos meninos e o barulho frenético das teclas do computador.
- Justin tem vários deles lá fora... Eles vão entrar...
- Cassidy você tem que procurar. – ele disse firme.
- Ok. – disse dando outra olhada pelo quarto, pensando onde eu poderia procurar. Avistei a lixeira ao lado da mesinha ligada à cama. – Achei. – gritei revirando o sexto que continha um saco plástico com o devido nome "Instituto Santa Lucia".
- Instituto Santa Lucia. – disse nervosa atropelando as palavras. – O nome é Instituto Santa Lucia...
- Chaz localizou. – ele gritou e eu podia imaginar sorriso de alivio em seus lábios.
- Obrigada meu deus. Obrigada. – disse me sentando na cama ao lado de Jason. – Nós vamos sair daqui meu amor, vamos conseguir sair daqui. – disse emocionada brincando com as mãozinhas de Jason.
- Me diz você está bem? O bebe está bem? Me fala...
- Eu estou bem e o bebe também. – sorri curvando meu corpo dando um beijo estalado em Jason e ele espirrou depois fungou o nariz e isso foi o suficiente para Justin escutar.
- Isso é? Isso foi? Tem alguém ai com você? – ele disse gaguejando um pouco nervoso.
- Tem. – as lágrimas de orgulho me tomaram. – Tem um anjinho aqui comigo. – pude escutar sua risada. – Seu herdeiro veio ao mundo papai.
- Ã? O... O Jason... Ele...
- Nasceu. – disse limpando o nariz. – Ele nasceu Justin o nosso menino nasceu.
- Meu filho nasceu porra, o Jason nasceu. – ele fazia festa do outro lado da linha e eu me divertia escutando os meninos gritarem.
- Justin e a Julie? Como está minha princesa? Você está cuidando dela está... – gritei sentindo aquela mão fria puxando minha perna para baixo.
Marta tentou se levantar para me golpear, mas eu a empurrei novamente no chão. Não tinha a visto acordar, mas ela já estava recuperada.
- Caissy o que está acontecendo ai? — Justin gritava desesperado e eu tentava me livra de Marta.
- Cassidy abra essa porta agora! – não pude reconhecer a voz masculina, mas Marta gritava por socorro chamando as atenções deles.
Só tentei proteger Jason quando eles arrombaram a porta, o telefone caiu no chão diretamente nos pés de Marconny que adentrou o quarto junto de sua gangue.
- Mas o que temos aqui? Um espetáculo? Esqueceram de me convidar? – ele disse irônico olhando o estado de Marta.
- Ela me agrediu. – Marta gritou me acusando. — Ela me fez desmaiar, pegou meu telefone e... E estava falando com alguém no telefone, é eu me lembro ela estava falando com alguém... — ele me encarou incrédulo depois se abaixou pegando o celular que ainda estava ligado.
POV Justin.
Eu pude escutar quando ela gritou, não conseguia entender o que, mas estava acontecendo algo, parecia que ela tinha sido pega. Não entendia os gritos, mas a voz masculina era possível diferenciar da feminina que não era a da Cassidy, depois de alguns segundos podia escutar alguém respirando sem dizer nada do outro lado da linha.
- Caissy... Caissy o que ta acontecendo ai me diz porra? – gritei nervoso sendo respondido com uma diabólica e abafada risada.
Fui tomado pela tensão e pelo ódio Marconny estava com o telefone eu sabia que era ele.
- Eu vou te encontrar onde quer que você esteja eu vou buscar minha mulher e meu filho eu vou te fuzilar. – ele riu outra vez.
- Boa sorte Bieber. – a ligação foi finaliza, mas eu já tinha tudo o que precisava.
Eu sabia onde ela estava eu e eu tinha uma tropa suficiente para invadir aquele lugar. E acabar com vida daquele filho da puta.
POV Caissy.
- Boa sorte Bieber. – Marconny atacou o telefone na parede passando bem perto de mim me fazendo pular de susto.
- Eu não fico mais nem um minuto com essa mulher. Ela podia ter me matado, ela colocou... – Marta não terminou a frase no segundo seguinte Marconny tirou a arma de baixo do seu paletó e mirou certeiro na cabeça dela, emitindo um barulho mínimo disparo foi feito com uma silenciadora. – Limpem isso. – ele ordenou sem desgrudar os olhos de mim.
Dois capangas entraram no quarto e arrastou o corpo de Marta para fora deixando um pequeno rastro de sangue no chão, logo após uma mulher entrou limpando o chão e nem parecia que minutos atrás ali naquele quarto havia acontecido um assassinato.
- Vamos manter a classe meu anjo. – Marconny disse assim que Alexia e Paul entraram no quarto.
- A criança. – Paul disse meneando a cabeça na direção de Alexia para que eu entregasse Jason a ela.
- Não! Não coloque essa criança perto de mim. – ela disse trincando os dentes com ódio.
- Qual o problema dela? – Paul disse abismado com a atitude de Alexia.
- Minha deusa está passando por grandes transtornos. – Marconny puxou Jason de minha mão e eu cedi para não machuca-lo. – Lembre-se você é Elizabeth. – ele se afastou e eu ameacei ir atrás dele, mas Paul me travou.
- Quietinha ou posso quebrar seu braço. – ele riu apertando meu braço com mais força. – Isso seria divertido.
- Entrem. – Marconny disse dando espaço para um casal de loiros que adentrou o quarto.
- Olá. – a moça sorriu simpática, mas eu continuei com a cara fechada.
- Está é minha mulher. Elizabeth.
- Prazer... Sou Ammy...
- Dispensamos apresentações, faça isso ser menos doloroso para nós. – ele estava fingindo estar emocionado.
- Ok. A única coisa que quero saber é... A criança nunca mais terá nenhum tipo de contato com vocês? Digo eu não quero que o bebê saiba da existência de vocês e daremos uma parte do dinheiro agora e a outra quando a criança estiver em nossos braços.
- Tudo bem, será melhor assim.
- O que? – berrei. – Vocês estão negociando meu filho? – me debati tentando me livrar dos braços de Paul. – Marconny você não pode fazer isso comigo não pode... Pelo amor de Deus, não faça isso. – o homem me olhou assustado.
- Você disse que todos concordavam com isso. – o cara disse olhando meu estado.
- Não é fácil, mas vamos superar... Não querem segurar o neném?
- Marconny... – gritei sendo calada por Paul, que enterrou o indicador na minha costela causando uma dor intensa.
- Calada se não ao invés de vender essa praga vou me divertir quebrando o pescoço dele. – ele sussurrou no meu ouvido e eu comprimi os lábios segurando o choro vendo aquela mulher com o meu Jason em seus braços.
- Ainda não entendi o porquê não levamos o pequeno agora. – o homem disse.
- Elizabeth ainda tem alguns exames para finalizar e o bebê precisa ter alta. Mas não se preocupem assim que isso acontecer vocês sairão daqui com o novo filho de vocês.
- Marconny pelo amor de Deus. – sussurrei me contorcendo tentando me livrar de Paul.
POV Justin
Aquele hospital estava completamente vigiado, meus homens estavam por toda parte. Tinha de atiradores de elite a homens infiltrados lá dentro. Por mim eu já estava dentro daquele hospital, mas Ryan não deixou ele disse que faria tudo com calma para nada dar errado. Chaz já tinha examinado todo o mapa do hospital conhecíamos cada parte daquele lugar.
- Está tudo pronto. – Chaz disse pelos pontos.
- Os carros também... Justin é com você. – Ryan disse saindo na frente me deixando sozinho no escritório por mais um tempo. Eu não era muito de fazer isso, mas naquele momento abaixei minha cabeça e rezei.
Podia não dar certo pra mim, mas pelo menos Cassidy e o Jason eu tinha que tirar daquele lugar. Peguei a arma e coloquei na fixação, chequei os velcro do colete e estava tudo certo.
- JB. – Jaden entrou chamando a atenção.
- Agora não. – disse estupido o vendo parado com uma caixa na mão.
- Mas é que...
- Mas é que nada caralho... Eu sei onde a Cassidy ta e se eu não agir agora eles podem sair com ela de lá...
- Mandaram entregar essa porra aqui... – ele jogou a caixa que estava em suas mãos em cima da mesa.
- O que é isso?
- Encomenda pra você...
- Eu não recebo encomendas na minha casa joga essa porra no lixo!
- Eu até jogaria se não tivesse esse símbolo. – ele alterou o tom de voz.
Aproximei-me checando a caixa e a famosa e típica caveira em chamas estava carimbada ali. Jaden abriu a caixa sem minha permissão, mas eu não o impedi. Aquilo era beirado ao terrorismo à caixa estava forrada com um lençol cheio de sangue e um CD enrolado aquilo.
- Que nojo. – Jaden resmungou pegando o CD que continha a seguinte frase “A família Bieber".
- Não tenho tempo pra isso... – tentei sair, mas Jaden me impediu.
- Você tem que assistir caralho, esse cara ta pondo a vida de todo mundo em risco JB. Tudo isso só ta acontecendo por sua culpa.
- Cala sua boca. – tentei acerta-lo com um soco, mas ele desviou e foi até a TV.
- Eu jurei fidelidade a você, mas eu não vou deixar esse cara foder com a vida de mais ninguém. – ele disse revoltado dando play no vídeo.
Eu não queria ver, eu não deveria estar olhando aquilo, mas eu não pude parar quando a vi. Não sabia de quando eram aquelas vídeos, mas ele estava querendo me deixar louco. Eram vários vídeos da Cassidy sendo judiada, vídeos dela chorando e o pior... O parto dela foi como o de um animal, as lágrimas de ódio desciam impiedosas pelos meus olhos não conseguia ouvir o que se passava, mas eu podia ver o sofrimento dela.
“Vamos lá Bieber você sabe o que eu quero, sabe o que eu sempre quis. Dê-me isso e deixo sua família em paz. Você tem exatamente 60 minutos após a caixa ser recebida na sua casa para chegar à casa do governador. É tudo ou nada Bieber”.O vídeo terminou com a seguinte mensagem e logo após eu quebrei tudo destruindo a TV, o DVD, tudo o que via pela frente, ele tinha despertado os demônios dentro de mim.
- Eu vou matar esse cara... Eu vou acabar com ele.
- Justin porra!
- Justin é o caralho esse cara ta querendo meter o psicológico em mim. É isso o que ele quer; ver-me perdido.
- Você é um moleque vacilão! Se sua mulher rodou você tem que partir pra frente, continuar com os negócios, você não pode parar por causa da sua vida pessoal. Você assumiu um compromisso!
- Eu nunca vou colocar essa porra em primeiro lugar. A minha família sempre vai estar em primeiro lugar.
- Ele vai te dar um golpe você vai perder tudo Bieber. – neguei dando de ombros não me importando. – Por isso que eu digo que você é um moleque, um moleque! Essa porra aqui é séria o bagulho aqui não é brincadeira, isso não é como brincar de policia e ladrão. Você sabe muito bem o que ele quer... Então porque não faz? Você assumiu a responsabilidade e ta fugindo da raia.
- Eu não estou fugindo de porra nenhuma... Só quero salvar minha mulher e meu filho. – disse irritado com aquele papo, só estava perdendo meu tempo.
- Se você quer concertar suas merdas se entrega porra, é isso o que ele quer que você se entregue!
- De que lado você está?
- Estou do lado da razão. Eu posso te acompanhar em tudo o que faz posso ser seu braço direito, mas isso é missão suicida Bieber será que não vê?
- Jaden vai se foder, mete o pé da minha casa. Quando eu voltar não quero te ver mais aqui. – dei as costas.
- Vocês não vão conseguir salvar eles. Escuta o que eu estou te falando eu conheço o Marconny ir até onde ela está vai ser viagem perdida, faça o que ele mandou e as coisas podem dar certo. – eu havia cansado. – Ela não vai sair viva. Não se você... – não pensei duas vezes, saquei o revolver e foram logo dois, dei dois tiros nele, uma na coxa e outro no ombro que o fez cair no chão. – Filho da puta.
- Isso é pra você ficar esperto. Antes de você ter conhecido o Marconny eu já o conhecia há muito tempo. – coloquei a arma de volta na cintura e sai do escritório.
- Eu ouvi duas rajadas? – Ryan perguntou assustado encontrando comigo no corredor.
- Manda chamar uma ambulância que o Jaden vai precisar. – os outros estavam na sala a minha espera. – Chaz manda recuarem o prédio, quero todos os homens longe do hospital.
- Como é que é?
- Faça o que eu tô mandando porra! – gritei nervoso e ele saiu balançando a cabeça negativamente. – Brian você vem comigo e o resto fica!
- O que você vai fazer? – Ryan perguntou assustado.
- Não interessa, só não quero que ninguém mais esteja naquele hospital, não quero ninguém atrás de mim. Entendido? – Ryan negou socando uma luminária a quebrando.
- Você é um imbecil, um imbecil! – ele gritou apontando o dedo na minha direção.
- Justin. – minha mãe entrou desesperada rasgando pela porta.
- O que você está fazendo aqui? Cadê a Julie? – disse rude.
- Está no carro... Melissa me disse que Cassidy ligou é verdade? – ela perguntou em prantos.
- É. – bufei fuzilando Chris do outro lado da sala. – Ligou sim, e se quiser saber de algo pergunta para os plantonistas... Não tenho tempo pra drama. – sai pelos fundos já que Julie estava no carro, ela não podia me ver.
- Está pensando em fazer o que? – Brian me alcançou.
- O que ele sempre quis... Vou me entregar e seja o que Deus quiser.
- Você só pode estar ficando louco.
- Chame do que quiser. – disse entrando no carro batendo a porta.
POV Caissy.
Alexia estava me vigiando, tinha trocado de roupa e estava fazendo um pouco de hora. Prendi meus cabelos em um rabo de cavalo alto, meu rosto estava medonho de tão inchado pelo choro e pelas bofetadas que Paul me deu assim que o casal saiu do quarto. Jason só tinha uma função: dormir.
Aquele ali dormia mais que tudo, só acordava quando estava com fome ou cansado de dormir, eu ficava o admirando e notando a semelhanças que ele tinha com Julie, pra falar a verdade achava ele mais parecido com o Justin do que ela. Estava sentindo tanta falta da minha pestinha, a saudade estava me definhando e ficar longe de Julie era uma coisa na qual eu nunca me acostumaria. Imaginei varias e varias vezes, ela e Jason correndo pelo quintal enquanto eu cuidava da casa e ficava esperando Justin voltar para jantarmos como uma família descente e nos finais de semana levar eles ao parque para correrem com os pássaros, jogar bola com o pai e fazer piquenique comigo. Eu só queria dar aos meus filhos o que eu não tive, eu só queria que eles tivessem uma família e uma vida normal. Eu ainda esperava ver Julie crescer e se formar, queria a ver levar o primeiro namorado em casa e fazer Justin ter um ataque do coração, queria ver meu Jason dirigindo seu primeiro carro, acho que até ser avó eu gostaria de ser. Eu desejava as coisas mais simples do mundo e isso parecia impossível de alcançar.
Uma lagrima me escapou em meio aos meus pensamentos, um dos capangas do Marconny como de costume entrou no quarto checando tudo e depois saiu.
Alexia estava estranha como se só seu corpo estivesse presente, aquele comportamento não era típico dela, não quando eu estava no mesmo ambiente que ela, nunca ficamos tanto tempo sem trocar farpas ou sem gritos, mas desta vez foi diferente. Alexia estava isolada no canto do quarto com os olhos fixos no nada e eu estava sentada na cama tentando entender o que havia acontecido com ela. Eu não sabia onde Paul estava e muito menos Marconny, eles sumiram e já fazia um bom tempo. Com certeza ele tinha dado um bom dinheiro à administração do hospital para manter aquele monte de homens armados pelos corredores. Entrava e sai capangas a todo momento daquele lugar, eu tentei me comunicar com alguns, mas foi em vão, eles me ignoravam. Com certeza Justin estava tramando algo para me tirar de lá, mas tinha medo de que ele não chegasse a tempo.
- Alexia. – ela não me olhou continuou encarando o nada. Parecia estar drogada ou anestesiada porque bem ela não estava à garota surtava só de ouvir minha voz.
Duas enfermeiras entraram no quarto e me olharam estranho notando minhas roupas, para quem tinha ganhado neném há poucas horas estar de calça jeans e jaqueta era estranho.
- E então Elizabeth como se sente? – uma que segurava uma prancheta perguntou.
- Bem. – disse observando a outra mexer com Jason até o acorda-lo.
- Está sentindo algo estranho? Tudo bem em amamentar? De quanto em quanto tempo tem feito isso? – quis gargalhar, mas me segurei. Eu não tinha tempo certo, eu o amamentava quando ele chorava.
- Não tenho tempo cronometrado. O amamento quando ele chora.
- E o choro é com frequência? – eu estava irritada e não queria ficar respondendo aquele questionário tosco.
- Ele é um recém-nascido, tudo bem se ele chorar a todo o momento. – disse estupida e a enfermeira que examinava Jason me olhou através da fresta em cima dos óculos.
- Sim claro. – ela sorriu sem graça. – Tenho ótimas noticias. O doutor acabou de assinar sua alta e aqui estão os últimos exames do seu garoto, a que tudo indica que ele não tem nenhum problema. – ela me entregou os papeis e depois saiu do quarto.
Continuei sentada olhando para o relógio vendo o tempo passar, eu estava de alta e isso me deixava mais nervosa eu já tinha autorização para sair daquele lugar e Marconny estava decidido a me levar. Meu desespero aumento quando Marconny cruzou a porta cercado de homens.
- Hora de partir Elizabeth. – eu odiei aquele nome.
- Pra onde você vai me levar Marconny? Eu não vou a nenhum lugar com você... Eu não saio daqui. – disse chorando.
- O nosso avião está pronto, meu anjo. Não precisa ter medo porque eu garanto que você terá vida de rainha.
- Para de agir assim. – gritei nervosa. – Pare de achar que temos algo, eu não sou sua eu não pertenço a você!
- Não diga isso. Parte terrivelmente meu coração quando você me trata assim. – ele deu dois passos na minha direção e eu recuei três caindo sentada na cama. – Vamos ser felizes meu anjo. — ele tentou me agarrar e eu finquei a unha no pescoço dele o machucando.
- Se tocar em mim, eu sou capaz de acabar com sua vida. – ele se afastou com a mão em cima do arranhão que fiz.
- Eles receberam a caixa. – Paul entrou no quarto.
- Perfeito. – Marconny sorriu.
- Acha que o que ela fez interfere em algo?
- Claro que não, ele está desesperado faz de tudo para resgatar o pivete e a mulher.- eu demorei, mas entendi.
- Estão falando do Justin? — disse nervosa me intrometendo. – Ele já sabe onde eu estou e ele vai vir me buscar seus imbecis. – cuspi as palavras em cima deles.
- Cala boca vadia estupida. – dessa vez ele tentou, mas não conseguiu. Paul encheu a mão para dar um tapa em meu rosto quando eu a segurei o encarando com ódio.
- Você pode até me bater só que desta vez eu não ficarei parada, eu não estou em desvantagem eu posso muito bem te mostrar quem eu sou de verdade. – disse trincando os dentes.
- Chefe há um problema com a administração. – um dos capangas entrou no quarto.
- Se afaste dela Paul. – ele ordenou antes de sair do quarto e o soltei a mão de Paul, mas ele não se afastou.
- Que cheiro é esse? – ele começou a fungar o nariz. — Sinto cheiro de... – ele gargalhou. – De derrota.
- Só se for para vocês. – o peitei.
- Meu nome não é Bieber. – ele disse estalando a língua.
Jason acordou com os gritos e começou a chorar me fazendo correr para acalma-lo.
- Aproveita bastante. – ele sorriu. – Esse momento mamãe não vai durar por muito tempo. – ele saiu sorrindo vitorioso.
O choro de Jason era estridente ele chorava como se estivesse sentindo dor, sentei-me em uma cadeira e tentei o acalma-lo, depois de um tempo ele se acalmou. O medo de tirarem ele de mim era cada vez maior, tinha medo do que eles estavam aprontando, por um lado eu queria que Justin fosse nos resgatar, mas por outro eu tinha medo de aquilo ser uma grande armadilha para ele. Jason sugava meu seio com tanta gana que já estava dolorido.
- Acho melhor você trocar de mama, vai doer menos. – Alexia quebrou o silencio me assustando.
- Parece que ele não gosta muito do esquerdo.
- Tão novo e tão exigente, não nega ser um Bieber. – sorri olhando para Jason e sem querer derrubei a toalhinha dele no chão.
Alexia foi mais rápida e a pegou. Nossos olhares se cruzaram e eu pude enxergar a dor em seus olhos.
- O que eles vão fazer com o meu menino? — sussurre amarga.
- Não sei. – ela negou meneando a cabeça compulsivamente em negação. – Eu não sei mais de nada.
- Alexia você não pode deixar que eles façam nada com o Jason. Ele é apenas uma criança, não podem fazer mal a ele. – coloquei Jason que havia adormecido de volta na cama.
- Para. – ela disse colocando as mãos na cabeça como se quisesse fugir de algo. – Para de me atormentar.
- Só quero salvar meu filho... Você tem que me ajudar.
- Eu não posso... Não posso. – ela gritava feito louca como se estivesse fora de si os seguranças nos olhavam curiosos, mas eu sabia que os que estavam ali não falavam nossa língua por isso eles nos olhavam.
- Você já me tirou a Julie uma vez... Você já me fez sofrer, só que desta vez ele corre perigo eles vão o vender Alexia. Quem é aquele casal? O que sabe deles? Nada! Será que não vê que isso é loucura?
- E você quer que eu faça o que? Não posso fazer nada por você, aliás, eu nunca faria nada por você!
- Não é por mim. É pela criança que você trouxe ao mundo, é por quem você salvou a vida... Por qualquer coisa que você ame no mundo Alexia, pela Julie, pelo Justin, Brian. Só pelo amor de deus não deixem eles levarem o Jason. – ela estava com o olhar perdido.
Depois que vi aquele casal eu me senti mais desesperada, nunca pensei que falaria isso, mas eu me sentiria mais aliviada se Alexia ficasse com ele. Se aquele casal levasse Jason eu com certeza não o viria nunca mais.
- Me diz um motivo pelo qual eu deveria te ajudar? – ela estava irredutível, mas eu tinha que encontrar um jeito de atingi-la.
- O que você sentiu quando tiramos a Julie de você? – ela se calou mudando o foco do olhar. – A dor que muitos sabem, mas poucos conhecem a dor de perder um filho Alexia, eu já a senti uma vez e não desejo isso para ninguém no mundo... Você sente como se estivessem arrancado parte de você...
- Eu não vou ficar aqui ouvindo você! – ela tentou sair, mas eu a impedi a segurando pelo braço.
- Me diz o que você sentiu quando tiraram a Julie de você? – ela me fuzilou puxando seu braço com força e disse com ódio.
- A Julie não é minha e nunca foi!
- Mas você a ama como se fosse sua... Ou eu estou errada e tudo o que você diz sentir por ela é uma farsa assim como toda sua vida? – eu tinha que tentar atingir ela de qualquer jeito ela era a única que poderia me "ajudar".
- Você não me conhece não diga o que não sabe!
- Porque você desistiu? Eu sei que o plano era você ficar com o Jason e eu e Marconny iriamos para a Europa. Porque você desistiu?
- Você não sabe de nada!
- Não, não, não tente me enganar você mesmo disse várias vezes que o Jason seria seu e porque agora você desistiu disso? – ela mudou o foco do olhar.
- Você está querendo me entregar seu filho? – ela riu debochada. – Por essa eu não esperava.
- Realmente isso não é nada fácil, mas posso decidir o que seria menos pior para ele. – ela revirou os olhos.
-Você deveria estar se despedindo do seu filho...
- Eu também acho só que ao invés disso estou tentando achar algum resquício de sentimento em você.
- Está perdendo seu tempo.
- Pelo menos eu tentei! – abaixei a cabeça segurando as lágrimas vendo que todas as tentativas foram falhas. Jason começou a chorar alto, berrando arranhando a garganta e aquilo piorava o estado mental de Alexia.
- Faz ele parar. – ela implorou com as mãos na cabeça. – O faça parar Cassidy. – eu deixei que ela se aproximasse de Jason estava tão assustada a ponto de ficar estática vendo aquela louca se aproximar do meu filho. – Me perdoa... Por favor, me perdoa. – ela se ajoelhou perto da cama e aquilo foi o bastante para ela desabar.
Meus olhos estavam estalados tentando entender o que eu estava vendo. Ela chorava com arrependimento chorava clamando por perdão, aquilo não me comoveu, mas me atingiu, nunca pensei vê-la tão arrasada.
- Nos ajude. – sussurrei me aproximando.
- Eu sinto muito por tudo... Sinto muito. – ela disse olhando nos meus olhos e ali sim, naquele momento pela primeira vez na vida eu senti, eu vi que ela estava falando a verdade ou estava fingindo muito bem. Recuei com medo, recuei indo para o outro lado do quarto, porque agora quem estava perturbada era eu.
Estava de costas quando a escutei falando com alguém, pensei em estar ouvindo coisa e ser apenas Alexia falando sozinha, mas não. Eu não estava ouvindo coisa nem Alexia estava falando sozinha, eu ouvi a voz dele ela estava com o viva voz do celular ligado e Justin era a pessoa do outro lado da linha.
POV Justin
- Você vai se entregar e vai adiantar no que nós ainda não estamos com a Cassidy para você se arriscar desta forma. – Brian dizia enquanto eu dirigia feito louco pelas ruas.
- Eu não vou mais esperar. Marconny quer me dar o troco, então ótimo vamos acabar com isso.
- Até parece que você não sabe que isso não passa de uma armadilha. Marconny está se reerguendo e seja lá o que ele está aprontando, você foi babaca de mais e caiu!
- Não trouxe você para me dar conselhos de graça.
- A não? – ele disse irritado. – Me trouxe para que então?
- Você pode dar um jeito de... Sei lá pode tentar enrolar sua irmã se ela estiver nessa.
- Mas é claro que ela está nessa!
- Então ótimo! Faça isso. – pisei mais no acelerador fazendo com que meu carro voasse mais pelas ruas.
- Porque abortou a missão do hospital?
- Porque você não cala a porra da sua boca Brian? – gritei nervoso.
Eu poderia armar uma emboscada com a minha equipe e ir até a casa do governador, mas eu arriscaria a vida deles. Marconny esperava apenas por mim e isso já seria um premio para ele.
- Seu celular. – Brian apontou o celular. – O número... – olhei o visor do celular e o numero era o mesmo que eu havia falado com Cassidy.
- Atenda e coloque no viva voz. – enterrei o celular no peito de Brian. Sabia que não havia nenhuma possibilidade de ser ela.
- Fala. – disse e a pessoa do outro lado da linha não respondeu. Brian me olhou confuso e depois de um tempo uma voz feminina soou.
- Você quer salvar eles não é? – era Alexia.
- Eu não quero eu vou salvar eles! – gritei com raiva.
- Então não faça o que Marconny mandou no vídeo. – ela disse com sua grande e famosa prepotência.
- E porque eu te escutaria?
- Diga oi a ele Cassidy. – eu não sei o que ela fez, mas Cassidy deu um grito de dor e logo após implorou para que eu cedesse.
- Merda, merda. – soquei o volante, perdido eu já não sabia mais em quem confiar.
- Quais são seus planos? – Brian tomou a frente e ela vacilou um pouco quando ouviu a voz dele.
- Em algumas horas Marconny partirá com a Cassidy para Europa e o bebê será levado para o Canadá com um casal contrabandista.
- Em algumas horas quanto tempo?
- Pouco tempo!
- Então me fale sobre o que tem em mente.
- Não tenho nada em mente, mas o jeito mais fácil de vocês interferirem nisso é pegando primeiramente o garoto.
- E onde vocês estão?
- Não seja patético Brian. Justin, você sabe onde estamos, mas isso não durara por muito tempo.
- Eu não posso me aproximar do hospital, há homens do Marconny em todo o quarteirão, tinha uma equipe infiltrada ai e a situação estava complicada.
- E onde está sua equipe?
- Recuaram o prédio.
- Mas que merda você fez? – ela gritou irritada. – Vou precisar da ajuda do Chaz sei que ele pode e tem suporte para isso ele vai ter que invadir o sistema das empresas aéreas.
— Está ficando louca? Chaz pode conseguir invadir inúmeros sistemas, mas invadir isso ele duraria apenas cinco minutos conectado a está rede e logo após a policia federal o caça pelo país todo.
- Ótimo então você não quer salvar o seu filho. – bufei nervoso.
- Tudo bem... Posso transferir essa ligação pra ele.
- Não! Apenas me envie o numero dele e quando for à hora certa eu entro em contato.
- E o que vai fazer?
- Ele precisa descobrir em qual voo o casal vai partir e eu posso descobrir qual o nome deles, ou melhor, o nome que eles estão usando. Se descobrirmos isso você pode mandar aquilo que você chama de equipe para os portões de embarque para o Canadá e acho que o neném será resgatado.
- E a Cassidy?
- Uma coisa de cada vez Bieber... Deixe Brian em qualquer lugar e siga com seu destino para a casa do governador.
- Você disse para eu não fazer o que o Marconny tinha mandado. – ela riu.
- Mudei de ideia. Vá para a casa do governador sem o Brian.
- Isso é ser suicida.
- Suicida é você estar junto. Eles querem o Justin, então ele irá sozinho. Pule do carro Brian. – ficamos em silencio. – Vocês estão dificultando a porra toda. Eu disse que temos horas não dias. Posso mudar de ideia e não querer ajudar mais vocês, se bem que isso não seria nada mal...
- Não, não. Tudo bem Alexia vou fazer o que você está mandando. – tentei argumentar mais, só que a vadia finalizou a ligação. – Eu não confio nela... Não confio!
- A questão agora não é confiar e sim aceitar a proposta mais viável.
- Isso sim é loucura. – disse parando o carro.
- E até parece que você não é louco o suficiente para fazer isso. – Brian disse saltando do carro.
POV Caissy.
Alexia já estava recuperada de minutos atrás, eu estava tão área que nem conseguia entender o que Justin dizia só despertei quando Alexia me obrigou a dizer algo. Ela falava coisas planejando algo que eu não entendia, não acreditava, que ela logo ela me ajudaria. Foi tudo muito rápido Alexia desligou o telefone e eu já estava pronta para sair dali.
- Presta atenção. – ela disse olhando a porta e depois se voltando para mim. – Você vai fazer tudo o que eles mandarem! Sem hesitar piveta, sem tentar nenhum tipo de gracinha, se você realmente quer salvar seu filho é só assim que vai conseguir. – e ela estava de volta.
- E o Jason?
- Vai ir com o casal, mas vou dar um jeito de pega-lo. – aquilo era arriscado de mais.
- Eu não posso ficar longe dele...
- Cala boca e escuta sem surtar e fricotes! Eu vou conseguir buscar ele garota, relaxa. Se preocupe agora em salvar a vida do Justin porque ele sim está correndo perigo.
- O que? – disse incrédula.
- Caladinha. – ela sorriu. — Sem vacilar piveta. – ela disse arrumando o cabelo e segundos depois Marconny entrou com toda a tropa.
- Agora sim, está tudo pronto. — ele disse arrumando o terno, senti o frio gelar minha espinha.
O casal entrou no quarto e a mulher sorria e chorava ao mesmo tempo. Peguei Jason em meus braços fazendo com que minhas lágrimas o molhassem. Eu o abracei com força se aquilo não desse certo eu corria o risco de nunca mais o ver.
- Nin... Amor entregue o bebe. – Marconny pediu gentilmente, mas mesmo sabendo que ele estaria comigo depois eu não conseguia o entregar.
- Entrega o bebe. – Alexia sussurrou perto de mim, mas eu não conseguia.
A mulher se aproximou esticando os braços para leva-lo. Fechei meus olhos e entreguei Jason sentindo meu corpo desabar.
- Marconny não faça isso. – pedi com as lagrimas encharcando meus olhos e ele me ignorou.
Paul sorriu vitorioso e contente com aquele momento, o que mais o divertia era me ver sofrer. Assim que o casal saiu do quarto as coisas mudaram. Eles levaram meu Jason, me deixando um nó na garganta rasgando até meu coração. Senti um vazio estranho dentro de mim como se alguém tivesse arrancado parte de mim, nada era nítido tudo era confuso, eu sentia um emaranhado de emoções e pensamentos. Fechei meus olhos mentalizando que daqui a algumas horas ele estaria comigo. Abri os olhos e sequei minhas lagrimas com ódio.
Alexia me olhou e riu gostando de minha atitude. Nem eu imaginava que seria tão fria e faria aquilo um dia. Aproximei-me de Marconny e depositei um beijo em seus lábios e quando ele procurou por mais eu simplesmente fugi, tanto ele quanto Paul não entenderam a situação, mas eu tinha entrado para o jogo e estava apostando todas as fichas para acabar com aqueles filhos da puta.
Notas finais
Qualquer coisa FALEM comigo no ask http://ask.fm/Mascarenhaskim ou no tt @mascarenhaskim
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