Soul Angel
1 Um novo dia desponta
Notas iniciais
Sugiro que leia Blood of Olympus antes para não pegar spoiler, mas né, cada um faz da sua vida o que quer. Sei que alguns leitores estão querendo meu pescoço por conta das outras fanfics abandonadas, mas pessoal, eu não sei se vou continuar as outras. Essa eu vou. (Se tiver leitores)
Enfim, boa leitura, e deixem um comentário aí, porque eu estou afim de conversar, e mesmo se não gostou eu vou adorar conversar com você sobre isso. Sim, tô com sdds.
BeKa.
Capítulo 1 – Um novo dia desponta.
Nico di Angelo não sabia o que fazer. A guerra acabara. Gaia estava adormecida outra vez. Então porque raios ele continuava ali? Porque raios ele estava esperando pelo que acontecera da última vez? Que todos se esquecessem de sua ajuda e começassem a lhe evitar? Que o perseguissem com os olhos quando ele se esgueirava para o refeitório? Que fingissem que não o viram quando ele passasse?
Ele não sabia a resposta. Era imbecil de sua parte talvez. Mas Jason continuava ali, e ele era seu amigo. Tirando isso, o que o prendia ali? Ele não sabia dizer. Tentava evitar Percy. Ele não queria ter que ouvir o que ele tinha a dizer sobre sua confissão três dias atrás. Desde então o garoto corria para falar com ele quando o via, mas Nico sempre conseguia se esgueirar pra uma sombra e sumir da vista dele. Seria humilhação demais, ele já sabia o que estava por vir. “Ei Nico, eu pensei sobre o que você me disse cara. Eu considero você um irmão, mas...” Era tudo que ele sabia, por isso não achava que precisasse ouvir.
Ele andava dormindo sozinho em seu chalé desde que Hazel se fora. Não havia chegado a tirar os lençóis que ela pendurara no beliche de cima para ter privacidade. Dava a impressão que ela ainda poderia estar ali, dormindo. Nico não andava dormindo bem suas noites. Os pesadelos (que ele achara que parariam depois da derrota da mãe-terra ) só aumentaram em vez de diminuir. Mas a diferença era que dessa vez não eram visões. Eram realmente pesadelos. Ele sonhava que Percy ria de sua cara, abraçado a Annabeth, que igualmente ria. Nico os encarava de baixo, como se fosse uma criança muito pequena. E ele ia diminuindo cada vez mais... quase desaparecendo. E então o sonho mudava. Jason o encarava com os olhos meio apavorados, como se tentasse ignorar sua presença como se fosse algo que não devia ser visto, algo a ser escondido ou censurado. Nico chamava o seu nome e puxava a manga de sua camiseta, mas o garoto, visivelmente ciente de sua presença, continuava a ignorá-lo. Então Will Solace apareceu no sonho, rindo de se acabar. Ele beijava Jason e os dois saiam de mãos dadas por um lugar que Nico não conseguia ir. Como se atravessassem uma parede e continuassem visíveis. E o quarto escurecia. Nico estava em um lugar pequeno, completamente quadrado. Então fumaça negra desfiava lentamente das paredes e serpeava preguiçosamente ao seu encontro. Ele se encolhia e escondia a cabeça entre as pernas. Ele era parte das sombras. Parte do esquecimento. Parte da dor. A fumaça negra entrava pelo seu nariz e pela sua boca...
Hey Nico, acorda cara, já é meio-dia, vai perder o almoço.Nico realmente se assustou. Will Solace estava de pé ao lado de sua cama, sorrindo e segurando uma galinha. Os cabelos dourados iluminados pela luz do dia cegaram Nico por instantes em que ele semicerrou os olhos.
– O que você está fazendo no meu chalé? — perguntou ele meio indignado. Se sentia invadido.
– Eu vim ver se você não estava escondendo uns corpos, já que não saiu pra almoçar.
Nico baixou a cabeça. Não conseguiu encará-lo. A lembrança de Bryce sendo comido vivo pela terra aos seus pés se mesclou com a a de Octavian sendo arremessado pela catapulta. E Will lhe mirando, sabendo de tudo. Do que ele era. Um assassino.
Osorriso de Will se desfez. Ele baixou a galinha morta e a colocou no pé da cama de Nico.
– Ah, não cara, me desculpe, foi imbecil da minha parte, me desculpe.
– Tudo bem, você não falou nada de mais. Só a verdade.
Will pareceu se aborrecer profundamente.
– Pra mim chega! Eu não quero ver você se torturando! A culpa não foi sua Nico! Eu também não fiz nada pra impedir!
– Porque eu não deixei!
– Mas mesmo assim não fiz!
– Não é só isso! — Nico levantou da cama com raiva, puxando os cabelos de frustração. Não queria enxegar Will e seu irritante olhar piedoso – Eu já matei gente antes, não foi só ele! Argh, quer saber, eu nem sei porque você está falando comigo, porque está se dando o trabalho de se preocupar! Eu mereço tudo isso que está acontecendo comigo!
Nico se apoiou na janela que dava para os fundos do chalé de Hades, de costas para Will. Um minuto de silêncio se passou, em que Nico achou que Solace tivesse entendido que ele era um monstro e ido embora. Então com um susto ele sentiu uma mão em seu ombro. Uma corrente elétrica percorreu seu corpo.
– Nico, eu acredito em você, tenho certeza que nunca matou ninguém que... bem, não que não merecesse... enfim... você entendeu. Está tudo bem se quiser chorar, sempre vai ter um obro amigo aqui – ele lhe sorriu.
Seu sorriso era bonito. Era muito simpático e fraterno. Caia bem com seus olhos verdes e seu cabelo da exata cor do por do sol. Nico não sabia muito bem o porque estava observando isso. Ou talvez soubesse.
– Eu não choro. Chorar é pra gente fraca.
Will revirou os olhos.
– Claro.
– Escute, o não é proibido visitar o chalé de outro deus quando se tem um só campista dentro dele? — ele falou irritado.
Will coçou o queixo distraído.
– Não, isso só se aplica a meninos e meninas, acho que não tem problema eu estar aqui – e olhou para Nico – Ei, a gente podia jogar cartas de noite! Agora que pensei nisso!
Nico o encarou confuso.
– Hã?
– Tenho certeza que sabe jogar cartas!
– Sim, mas você é o líder do chalé! E aliás, o que você quer jogando cartas comigo de noite?
– Meus irmãos e irmãs são muito chatos, eles só sabem ficar cantando e passando bronzeador – ele bufou – Eu realmente gostaria de fazer algo mais divertido. Somos amigos não somos?
E ele o olhou sorrindo de novo. Porque Will Solace gostaria de ser seu amigo?
– Se você diz...
– Ótimo! Agora se vista que nós temos que ir, já são meio dia e quinze.
– Ok.
Mas Will Solace continuou parado ali.
– Acho que é hora de você sair, Solace.
– Eu lá ia deixar você escolher qualquer modelito di Angelo? — ele fez uma ara assustada – Não, quero ver você com a blusa do acampamento meio-sangue, não aquelas blusas deprê com caveiras que você usa.
Nico sentiu a irritação lhe subindo.
– Como assim? Eu não vou...
– Vai sim! Você não é melhor que ninguém! Faz parte desse acampamento e vai usar o uniforme!
– Ótimo, genial, então saia para eu me trocar! — Nico falou entredentes.
– Porque?
– SOLACE!
– Tudo bem – disse ele revirando os olhos, pegando a galinha morta e indo até a porta – Cheio de não-me-toque você, heim? Lá no meu chalé a gente troca de roupa de boa, não tem todo esse...
Mas o final da frase foi cortado quando Nico fechou a porta as suas costas. Pensou em simplesmente ignorar o garoto e vestir sua roupa habitual, mas temia que ele o fizesse voltar e vestir a camiseta do acampamento na sua frente. Então catou sua camiseta velha, usada a tantos anos aos atrás, quando Bianca ainda vivia. Qual foi a sua surpresa ao descobrir que pelo menos dez centímetros de sua barriga ficavam de fora. Ele crescera.
– Qual o problema Nico? Caiu na privada? — Will gritou lá de fora.
– Cale a boca Solace! Eu não tenho como vestir esse droga de blusa, ela está pequena e eu não comprei outra!
Will entrou de novo com a galinha balançando na mão. Nico ficou pasmo. Estava absolutamente ridículo naquela blusa. Will riu ao vê-lo.
– Há, há, há! Por Afrodite, você está tão estiloso! — e se dobrou de rir.
Nico tirou a camisa infezado e a jogou no fundo do armário.
– Não, aqui Nico, é sério, eu realmente gostaria que você se sentisse parte daqui. Toma.
E então largou a galinha de novo e tirou a própria camiseta. Nico enrubesceu.
– Não vou vestir sua blusa.
– Está limpinha. Pode cheirar.
E enfiou a blusa no rosto do garoto. Nico passou recibo de que o cheiro de Will era bom. Mas afastou ela do rosto. Solace tinha que parar, os músculos nus do garoto faziam Nico se sentir meio invadido.
– Eu vou lá no meu chalé pegar outra.
E com isso saiu com sua galinha na mão, deixando Nico com sua blusa nas mãos. Nico não ia se perdoar por isso. Mas cheirou sua blusa de novo. Tinha cheiro de perfume de homem. Que droga. Nico arqueou as sobrancelhas e sacudiu a blusa para tentar tirar um pouco do cheiro de Solace. Não, não ia se permitir ter esse tipo de pensamento pelo garoto. Principalmente alguém irritante como ele. A camiseta de Will Solace ficava meio larga nele. Mas ele estava acostumado a usar blusas largas. Claro, que não de um tom berrante de laranja.
Nico saiu do seu chalé e viu Will sair do chalé de Apolo com uma blusa nova. Quando viu Nico ele abriu um sorriso e deu uma corridinha até seu lado.
– Ficou bom, da próxima a gente arranja uma mais justa, mas pelo menos é melhor que aquela baby look que você estava.
Nico enrubesceu.
– Não era baby look, eu cresci e..,
– Claro! — Will o cortou, pondo a mão livre nas suas costas e o guiando para frente.
– Pode me soltar, eu sei onde fica o refeitório – Nico falou encarando o braço de Will.
O garoto pareceu ofendido.
– Não posso encostar em você, Maria Manteiga?
– Do que você me chamou? — perguntou Nico pasmo.
Mas Will já o tinha largado e caminhava ao seu lado com o nariz empinado, a galinha jogada sobre o ombro.
– A propósito, para que é essa galinha? — perguntou Nico.
Will pareceu atônito por um momento.
– Hã... A galinha? Bem... Alguém me comprou ela.
Mas pelo visto Solace não sabia mentir. O porque ele mentiria sobre a galinha ele não sabia.
Quando chegaram ao refeitório, algumas cabeças se ergueram. Típico. Ninguém achava a presença dele muito confortável. Mas ainda eram poucas. Logo aumentariam. Nico se encaminhou para mesa onde a comida era servida pegou um prato e começou a se servir de salada e carne. Will jogou a galinha por cima do ombro outra vez, de forma que ele pudesse usar as duas mãos para se servir.
Então se encaminhou para a mesa de Hades. Que como sempre estava vazia. Quando se sentou, notou que Will tinha ido atrás dele, e se sentado com ele na mesa.
– Hã, Will, acho que você devia ir almoçar com os seus irmãos.
– Ah, a mesa já está muito cheia – ele jogou a galinha por cima da mesa – Ninguém espera que você fique almoçando sozinho por causa de uma regra besta, não se preocupe. Ainda se você tivesse uns irmãos aqui tudo bem, mas...
– Ok então – Nico suspirou.
Will começou a comer sua lasanha.
– Você fica bem de laranja – ele falou de boca cheia, lhe apontando o garfo.
– Hã... Obrigado? — ele falou meio nervoso. Sentiu que enrubescia de novo.
– De nada – ela falou, parecendo não ter notado seu desconforto – Nosso jogo ainda está de pé?
– Acho melhor não...
– Eu vou estar lá meia noite, abra a porta rápido quando eu bater, as harpias da limpeza me dão arrepios – ele estremeceu.
Então Percy espremeu entre as mesas e se sentou ao lado de Will.
– Hey Will. Nico, que bom que te encontrei, preciso falar com você cara, parece que sempre que eu te encontro você vira uma esquina e some! — ele levantou as sobrancelhas, colocando seu prato na mesa – Ei, você está usando a blusa do acampamento, que legal! — ele lhe sorriu.
Nico queria morrer. Não no refeitório. Não ali, onde muitas pessoas encaravam o distinto grupo que almoçava na mesa de Hades. Pelo menos ele achava sua blusa legal.
– Hã, Percy, eu...
– Eu emprestei pra ele a minha blusa – Will se meteu na conversa – Achei que seria legal ele se sentir parte daqui. Ter mais amigos, sabe?
Percy olhou para Will meio surpreso e meio incomodado por ter sido interrompido. Ou talvez apenas não tenha gostado do tom ofensivo que Will usou em sua fala.
– Hum... é bem legal da sua parte fazer isso.
– É – confirmou Will.
Percy olhou para a galinha.
– Bela galinha.
– Obrigado.
Então Percy voltou a atenção para Nico.
– Como eu estava dizendo, eu realmente gostaria de conversar Nico, sei lá, não gostaria de deixar você sem nenhuma explicação. A gente podia se falar depois do treino em particular – ele olhou discretamente para Will, que comia seu almoço raspando o garfo no prato de forma barulhenta.
– Olha, hum, Percy... Eu realmente aprecio sua preocupação, mas eu acho melhor não. A gente se fala depois, tá?
– Bem, mas então depois – disse ele levantando com o prato nas mão – Mas eu realmente preciso falar com você. Você significa muito pra mim Nico. Salvou minha vida várias vezes. Não gostaria que você tivesse a impressão errada. Até mais.
– Até mais – Will falou, os olhos semicerrados.
Nico se sentiu aliviado. Will comeu o resto de seu almoço em silêncio. Até que um garoto se levantou e foi até eles. Não sentou, apenas jogou uma galinha em cima da galinha de Will e bufou:
– Tome essa maldita galinha Will.
Então deu um aceno para Nico e foi embora.
– O que foi isso? — Nico perguntou confuso.
Mas Will foi impedido de responder por Jason, que se sentou na mesa no espaço que Percy havia deixado.
– Oi Nico, oi Will – ele sorriu para os dois, os óculos reluzindo – Eu não te encontrei lá no seu chalé Nico, lembra que combinamos de almoçar juntos?
– Ah, é. Me desculpe Jason, eu meio que esqueci.
Nico se sentiu culpado. Assim que Nico disse a Jason que ia ficar, o garoto se ofereceu para almoçar com ele, já que ele também almoçava sozinho na mesa de Zeus.
– Tudo bem, eu comi alguma coisa lá na mesa de Afrodite, junto com a Pipes – ele comentou – Mas o convite ainda continua de pé!
– Claro – Nico sorriu, só um pouquinho.
– Acho bacana você estar usando a camiseta do acampamento Nico.
– Eu emprestei pra ele – repetiu Will.
– É bem legal da sua parte fazer isso Will – falou Jason simpático – É bom para Nico ter alguns novos amigos e...
Então Jason se calou de repente. Olhou de Will para Nico, de Nico para Will, então se levantou rápido e disse:
– Nossa, me desculpem atrapalhar o almoço de vocês. Lembrei que tenho que achar uma coisa. Até mais Nico, até Will.
Will pareceu confuso.
– O quê ele...
Nico queria morrer pela segunda vez naquele refeitório. Ele tinha achava que Jason tinha tirado conclusões erradas. Teve certeza quando o garoto sorriu para ele e ergueu um polegar antes de sair do refeitório.
– Nada, quanto menos você souber melhor.
– Você tem uns amigos bem estranhos...
…
– Tem certeza que você não tem outra coisa para fazer?
Nico polia sua espada de ferro estígio. Prendera seu cabelo em um rabo de cavalo e se preparava para treinar. Will estava sentado em cima de um caixote, depois de levar as galinhas para o chalé de Apolo e ter feito sei-lá-o-quê com elas, encontrou Nico no galpão de armas e se sentou ali, mascando chiclete e lendo uma revistinha da liga da justiça.
– Nop. Nadinha.
– Achei que ser líder de chalé era mais importante que isso.
– Devia saber, já que é o lider do seu – ele revirou os olhos.
– É – concordou Nico esfregando a pedra sabão no fio da espada – Mas a diferença é que a única pessoa que eu preciso liderar é eu mesmo.
– Nhá, meus irmãos são crescidinhos – ele rebateu, virando a página – Qual o seu super herói preferido?
– Eu não leio quadrinhos.
– Bem, então qual seu personagem preferido?
– Hã... — Nico ficou pensativo. Ninguém havia perguntado isso para ele – Eu não sei... Eu gosto de piratas... — e se sentiu bobo – Acho que eu gosto bastante do Popeye...
– Quê? — Will ergueu os olhos da sua revista – Como assim, em que ano você nasceu?
Parecia que Will estava brincando. Nico ia mostrar a ele que não era brincadeira.
– 1940. Não tinha muitas opções de desenho animado.
Will pareceu encabulado.
– Desculpe, eu esqueci.
– Tudo bem. Mas você tem que respeitar os mais velhos – Nico comentou.
– Há, há, que engraçado. Sou mais velho que você.
– Só fisicamente.
– É o suficiente – Will falou com uma risadinha.
O coração de Nico acelerou um pouco, o que era idiota. Ele descontou seu momento de fraqueza em um boneco de palha e madeira com um alvo. Will pulou do caixote.
– Porque não duela comigo?
– Porque não se duela com médicos. Você sabe ao menos pegar em um arco? — zombou Nico debochado.
– Eu sei pegar em muitas coisas se quer saber – disse Will. E depois corou um pouco – Hã, quer dizer...
Nico desviou o rosto vermelho de sua visão. Não Nico. Ele não quer saber de você, pare de ser imbecil e olhar pra ele desse jeito. Will catou uma espada de dentro de um armário.
– Teché!
– Eu acho que é Touchê, Solace.
Will riu e atacou. Ele não era realmente muito bom com a espada. Nico era melhor. Will atacava desengonçado e deixava alguma brexa, enquanto a arma de nico sempre fora a espada. Ele estava acostumado a ela. Mas ele não desarmou Solace. Era divertido treinar com ele. Will sorria enquanto se desviava dos incessantes golpes de Nico. O suor se desprendia de seus cachos dourados e ensopava sua blusa.
– Você é bom nisso! — Will comentou.
– Que surpresa – bufou Nico, desviando com facilidade a espada de Will que ia ao encontro de seu rosto.
– De vez em quando dá até pra esquecer que você é filho de um dos três grandes e tal, e super poderes e etc...
– O que quer dizer? — perguntou Nico ofendido, quase fatiando Will ao meio.
– Ah – comentou Will, concentrado em não tirar a espada de Nico do campo de visão – Você é tão fofo e...
E Nico baixou a guarda.
– Eu sou o quê?
Will deu um golpe forte sobre a espada de Nico, que saltou da mão do garoto.
– Há, eu ganhei!
E com isso pegou sua revista e saiu dali, gritando por cima do ombro:
– Te vejo mais tarde Nico, se lembre do que combinamos!
Nico estava perplexo. Não sabia explicar a si mesmo o que tinha acontecido. Só sabia que tinha medo de abrir a porta para Will Solace de noite.
Notas finais
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