Soul Angel

5 Um lugar que apenas nós conhecemos


Notas iniciais
Ei pessoal, o capítulo atrasou porque eu fiquei bem doente após ficar de pé em uma fila de um evento de anime durante 7 horas, na chuva, sendo que o evento acabou não acontecendo. Acho que vou estar bem melhor durante a semana. Boa leitura!

Capítulo 5 — Um lugar que apenas nós conhecemos.

Nico não podia acreditar no que estava prestes a fazer. E ele faria. Não por si mesmo, mas por ele, Will Solace. Era loucura e ele sabia muito bem. Isso acabaria muito, muito mal mesmo. Mas ele não desistiria. Por ele: Will Solace. Assim que o garoto o abraçara e confortara, Will lhe dera a condição.

"Não vou ficar com você escondido. Eu não sei viver assim. Se você quer continuar o que começamos, vamos voltar lá como duas pessoas que estão... juntas." ele dissera. E Nico, depois de muitos protestos, concordou. A única razão de ele continuar ali afinal eram Will e Jason. E foi com o rosto muito vermelho e olhando para baixo que ele voltou com Will pela trilha até os chalés. De mãos dadas.

Seu coração ameaçava pular do peito, enquanto previa a humilhação que estava prestes a sofrer. O filho de Hades. Quando seu pai soubesse disso... Já Will caminhava muito satisfeito consigo mesmo, assoviando desafinado e segurando o arco nas costas com a mão livre. Nico encarava o chão a sua frente com tanta vontade que se Will não o estivesse guiando, ele já teria batido o rosto em uma árvore há tempos. Quando ele começou a identificar as lajotinhas cor de creme em que ficava o pátio central dos Chalés, Nico sentiu a sua alma gelar. Ele estava ouvindo sussurros e murmúrios em volta.

– Nico, sua mão está suando, você está bem? — perguntou Will olhando para ele.

– Eu vou matar você — ele sussurrou mortificado.

Will riu de leve.

– Nada de coisas de morte enquanto não estiver cem por cento. Talvez depois — e viu que Nico não erguera a cabeça — Olhe para frente Nico, vai se surpreender.

Nico olhou hesitante. As pessoas pareciam olhar surpresas, mas depois desviam o olhar educadamente e voltavam a seus afazeres. Nico olhou para trás. Três campistas os encaravam, quando cruzaram o olhar de Nico, sorriram e acenaram.

– Eu não estou entendendo — disse Nico olhando para trás.

– O que você não está entendendo? — perguntou Will despreocupado, olhando para frente.

– Eles... Eles nunca gostaram de mim, ficavam me encarando...

– Talvez estivessem esperando por uma chance de conhecer você, uma chance que você não deu a eles — comentou Will puxando a sua mão para que olhasse para frente.

Aquilo se repetiu até chegarem na outra ponta da praça onde ficavam os Chalés. Nico quase ficou a vontade segurando sua mão. Quase. Então se sobressaltou com um grito vindo da sua esquerda.

–Nico! — Jason vinha correndo e sorrindo, com Piper logo atrás dele.

Nico corou outra vez. Jason só falou quando ele e Piper estavam bem perto.

– Nico, nossa, posso tirar conclusões? — Jason falou em um tom baixo.

Will o encarou com o rabo do olho.

– Droga Jason, pode — ele rebateu em voz baixa.

– Vocês são tão bonitos juntos! — Piper sorria de orelha a orelha, se balançando na ponta dos pés.

– Obrigado — Will sorriu de volta para ela.

– Espero que eu possa falar com você sem correr perigo de ser jogado nas sombras agora? — Jason riu de leve.

– Não fique tão confiante. Eu fui obrigado a isso.

– Eu não te obriguei a nada — Will fez uma cara indignada — Eu só falei que...

– Chega! — cortou Nico lhe lançando um olhar cortante. Não sabia o que poderia sair da boca de Solace.

– Por quê? — a voz de Will subiu uma oitava — Você é que está aí contando mentiras e eu é que tenho que calar a boca? Você não fica todo encolhido quando segura a minha mão e não tem ninguém olhando!

Nico cobriu o rosto com a mão de vergonha.

– Will, por favor. Chega.

Piper tocou o braço de Nico, que lhe encarou surpreso.

– Eu acho maravilhoso que você tenha encontrado alguém Nico. De verdade.

– Eu também — disse Jason, sorrindo e pegando a mão de Piper.

E Nico pode apreciar como Piper era uma boa pessoa, até onde ele nunca tinha reparado.

– Viu Nico, eles não brigam. E ao que parece Piper não tem vergonha de segurar a mão de Jason — falou Will em um tom um pouco irônico.

Nico sentiu a raiva ir subindo a sua cabeça. Ele encarou Will indignado.

– Eu brigo com você porque você me irrita a cada segundo do meu dia! E eu não tenho vergonha de nada.

– Tem sim, ele morre de vergonha — falou Will para Jason e Piper.

– É normal ficar um pouco envergonhado Nico, é o seu primeiro namoro não é? — perguntou Piper com a voz doce.

– Não estamos namorando — ele quase sussurrou a palavra.

– É, se supõe que namorados se beijem em lugares públicos — falou Will desbocado.

– Com algum tempo acho que você consegue — disse Jason com um tapinha no braço de Will.

Nico olhou em volta para se certificar que ninguém estava perto para escutar. Will largou sua mão e passou o braço em sua cintura. Nico corou. Lhe parecia tão errado. E tão certo... E por mais estranho que parecesse, Jason e Piper nem se incomodaram.

– É, talvez. Ele se irrita bastante mas no fundo sei que me adora. Eu adoro ele também — e Will lhe lançou um daqueles sorrisos de canto amáveis.

Nico sentiu sua raiva passar e seu coração amolecer um pouco. Ele passou o braço pela cintura de Will timidamente. O garoto pareceu gostar.

– Viu? Ele aprende com o tempo — e Will o puxou mais para perto.

...

Nico e Will almoçavam na mesa de Hades. Piper devia ficar na mesa de Afrodite, e quando convidaram Jason, ele disse que se espremeria na mesa com Piper. Nico tinha certeza que Jason estava tentando não incomodar, mas mesmo quando o garoto lhe disse que não tinha problema, Jason lhe sorriu e fez que não com a cabeça.

Algumas pessoas ainda lhes lançavam olhares surpresos de vez em quando, mas ninguém viera falar dele. E ele estava excepcionalmente satisfeito com isso. Will olhava distraidamente para a mesa onde queimavam as oferendas enquanto comia sua salada.

– Obrigada — Nico lhe falou enquanto cortava o bife.

– Hmm? — Will lhe olhou distraído.

– Obrigada. Por tudo — Nico falou, realmente agradecido.

Sabia que não era o suficiente. Por toda a confiança que Will estava depositando nele. Pela chance de recomeçar que Will estava lhe oferecendo. O garoto lhe devolveu o sorriso. Largou a faca e colocou a mão por cima da sua, apertando-a suavemente.

– De nada. É um prazer.

– Nico?

Nico virou a cabeça confuso pela voz. Percy o encarava surpreso. E ele não pode evitar corar e sentir sua alma gelar.

– Percy?

– Achei que você estava muito encabulado para falar comigo — ele levantou as sobrancelhas — Queria que você tivesse um espaço e um tempo para a gente conversar. Mas pelo visto eu estava errado, você não veio falar comigo porque não quis. E eu que estava tão preocupado com você...

Nico sentiu que estava engolindo uma pedra muito pesada. Ele tirou sua mão de baixo da mão de Will.

– E-eu... Não, isso não é verdade! Eu estava sim! Não foi porquê eu não quis! — Nico respondeu nervoso.

– Estou vendo...

Will se levantou.

– O que é isso agora? — ele falou com um toque de raiva atípico na voz.

– Não é nada Solace, pode ir se sentar — Percy falou irritado, cruzando os braços.

– Obviamente tem um problema se você vem aqui incomodar ele outra vez! — Will apontou para Nico.

As pessoas começavam a encarar. Nico levantou.

– Chega! Will, sente-se! — ele puxou a manga de Will por cima da mesa.

– Eu não vou me sentar até Percy explicar qual é o problema dele.

Percy baixou a voz para que só Will e Nico o pudessem escutar.

– Não faz muitos dias que ele — Percy apontou — disse que gostava de mim. Mas o quê isso tem a ver com você?

Will parecia levemente ofendido, mas não surpreso.

– Eu achava que devia ser algo assim. Ele não quer mais você. Você tem namorada, porque se importa? Porque mesmo você está aqui? Porque está falando baixo? Não gostaria que soubessem o que aconteceu?

As orelhas de Percy ficaram vermelhas.

– Eu estou falando baixo porque achei que Nico preferisse assim. Não tenho problema nenhum com isso. E eu me importo sim, porque quando Nico não tinha ninguém, era eu quem cuidava dele! Onde você estava quando o garoto estava perdido por aí? Eu fui procurá-lo, não você!

Will chegou mais perto dele. Nico deu a volta na mesa e segurou seu braço.

– Não precise segurar ele Nico, Will sabe com quem deve se meter — Percy zombou.

– Eu não me importaria de apanhar se fosse pra...

– Agora chega! — Nico empurrou os dois, um para longe do outro.

Ambos o olharam surpresos. Nico apontou com Will com raiva.

– Você! Eu não preciso que ninguém fale por mim — e apontou para Percy — E você! O que tem de errado com você Percy? Desde quando você trata alguém assim? Você e Will são amigos! O que eu fiz de tão ruim para você que você se recusa a esquecer essa história e me deixar seguir em frente? — ele falou com a voz dura, porém magoada.

Percy chegou perto dele e lhe falou em voz baixa.

– Porque eu não esqueci. Eu não tive a chance de te falar nada — seu rosto afrouxou a expressão irritada.

Will parecia ter levado um tapa na cara. Nico não entendia. Não entendia porque Percy não queria deixá-lo ir sem antes dizer que nunca o iria querer. Ele só queria que tudo parasse.

– Desculpe. Me desculpe Nico. Eu não devia ter feito isso, e não sei o que deu em mim — e olhou para Will — Me desculpe.

E saiu rápido do refeitório com o rosto meio perturbado. E pela primeira vez Nico torceu para que os poucos campistas que estavam terminando o almoço pensassem que o motivo pela qual Percy viera discutir era que não aprovava os dois juntos.

Nico passou o resto do dia ajudando Jason com sua tarefa de alimentar os cavalos nos estábulos, uma vez que Will estava muito ocupado com uma filha de Hefesto que quebrara a perna ao testar sua armadura automática. Jason não tocou no assunto da discussão no refeitório, o que Nico agradecia. Não queria ter de pensar o que tinha acontecido ali.

De noite, voltou cansado para seu chalé, após ter recolhido as cacas do estábulo enquanto Jason os escovava após alimentá-los. Os cavalos não gostavam muito dele, então não havia nada que ele pudesse fazer quanto a ficar com a pior parte. Foi tomar um banho quente para se livrar da irritação, o que sempre funcionava. Dava para esquecer de todos os seus problemas. Então fechou a torneira, enrolou uma toalha preta na cintura e desceu as escadas.

– Nico, precisamos conversar.

O garoto se sobressaltou. Will havia pulado a janela da entrada e estava sentado em sua cama. Arregalou os olhos quando o viu.

– O quê você está fazendo aqui? — perguntou Nico pasmo.

– Desculpe! — disse Will sem tirar os olhos dele — Eu tinha que ver você, eu queria... conversar.

– Bem, então vire-se para eu me trocar — Nico fez um movimento circular com a mão.

– Eu preciso? — perguntou Will levantando as sobrancelhas e dando um sorriso de canto.

Nico corou.

– Sim, por favor.

Will revirou os olhos mas virou de costas, ainda sentado em sua cama. Nico se vestiu rapidamente e então começou a enxugar a cabeça com a cabeça com a toalha.

– Você pode olhar.

E o garoto se virou novamente, encostando as costas na parede atrás do beliche. Ele lhe deu um sorriso outra vez e lhe estendeu os braços. Nico subiu de joelhos na cama de depois de deitou no peito de Will. Então sentiu os braços do garoto a sua volta e seu rosto em seu cabelo.

– Você foi muito corajoso.

– Eu sei — falou Nico, meio impressionado consigo mesmo.

– Você não sabe o quanto fico feliz que tenha feito isso por mim — ele falou em seu ouvido.

– Eu não tive muita escolha, tive? — Nico bufou — Você ameaçou nunca mais chegar perto de mim.

Will riu em sua orelha.

– Sim, mas eu estava blefando. Eu não conseguiria ficar muito tempo longe de você, mesmo que quisesse.

Nico tentou controlar a irritação. Não queria brigar com ele, não agora.

– Você me fez fazer isso apenas por capricho então?

– Não — ele murmurou em seu ouvido, o fazendo se arrepiar — Eu fiz isso para que nós possamos ser como os outros, porque eu sei que o que você mais quer é ser igual a todo mundo.

– Não é bem assim — Nico reclamou em voz baixa.

Will começou a beijar seu pescoço, fazendo os pelos do braço de Nico se arrepiarem.

– Sabe, eu tive medo hoje.

– Do que os outros iam falar?

– Não — Will disse em voz baixa, apertando-o mais forte — Quando Percy chegou e você largou minha mão.

Nico se impressionou.

– Porque?

– Eu tive medo que você... bem... me deixasse se ele quisesse isso — Will falou baixinho.

Nico pensou sobre o que o garoto lhe dissera por um minuto.

– Isso não faz muito sentido. Percy nunca gostou de mim desse jeito, você não tem que ter medo de nada. Eu não te deixaria só se ele quisesse.

– Esse é o problema — Will falou meio sinistro.

– O que você quer dizer com isso?

– E se ele quisesse?

Nico ficou em silêncio de novo.

– Bem... Isso é uma coisa absurda, porque ele tem namorada.

– Eu não tenho tanta certeza. Ele pareceu bem irritado quando me viu segurando a sua mão.

Outro momento se passou em que Nico ficou em silêncio.

– Não vai falar nada?

– Eu gosto muito de você Will. É só isso que eu sei.

– Acho que isso basta por enquanto.

Então Nico se virou para beijá-lo. Will segurou seus cabelos firmemente com uma mão, a outra em sua cintura. Nico riu em sua orelha. Will riu junto.

– O que foi?

– Faz cócegas — e colocou a mão em cima da de Will, que estava em sua cintura.

– Como é bom ouvir o som da sua risada — disse ele entre beijos — Você devia rir mais. Todos os dias.

– Continue fazendo isso e você não vai esta rindo, eu disse que faz cócegas! — ele puxou a mão de Will.

Will acariciou seu rosto com a ponta dos dedos.

– Posso lhe dizer uma coisa? Você não vai ficar com vergonha?

– Provavelmente eu vou.

– Eu falo no seu ouvido então — disse Will se aproximando — Se eu soubesse que você saia semi-nu pelo chalé teria vindo aqui mais vezes.

Nico corou de prazer.

– Cale a boca.

Will riu.

– Poucas coisas me deixam tão excitado quanto essa visão que eu tive.

Mas Nico não corou desta vez. Seu coração começou a bater mais forte, e ele sentiu a pele mais quente.

– Você está agora?

Nico sentiu Will acenar com a cabeça positivamente em seu pescoço. Então ele fez algo impensado, algo que só tivera o desejo de fazer. Colocou a mão por cima da calça de Will. O garoto arquejou.

– Nico, o que você está fazendo?

– Shhh, por um minuto só, um minuto. Apenas fique quieto — ele olhou em seus olhos, sentindo a coragem brotar.

Will fez uma careta enquanto Nico o tocava.

É claro que Nico nunca havia feito isso antes. Mas algo dentro dele havia despertado, algo que o guiava. Ele não era bobo, sabia como devia ser. Ele vira e aprendera muitas coisas no tempo em que estivera sozinho.

Nico levantou sua blusa com a mão passou os lábios em sua barriga definida. Então sentiu Will mudar de posição na cama para ficar mais sentado, as pernas rijas.

– Como assim? — ele falou com a voz falhada — Como chegamos a isso? Você, todo tímido, tem vergonha das coisas que eu falo, e de repente... Ahn... — ele deu uma estremecida.

– Essa é a nossa diferença Solace — Nico olhou para ele de baixo — Você fala, eu faço.

Nico abriu o fecho da sua calça e a puxou um pouco para baixo. Suas mãos tremiam um pouco. Mas ele havia começado, e estava tão cheio de desejo que não ia aguentar muito mais. Havia uma elevação sob sua cueca preta. Nico colocou a mão por cima, sentindo o quanto o garoto lhe desejava. E de repente, a pele de Will pareceu ficar mais quente.

Will o ajudou a se livrar de sua blusa, puxando-a para cima e a jogando no chão. Então depois Nico o ajudou a retirar a sua. A visão do corpo esbelto e bronzeado de Will lhe provou reações em seu próprio corpo também. Então Nico criou coragem e deslizou os dedos para dentro de sua cueca. Will trancou um pequeno gemido.

Nico estava gostando disso, estava gostando muito disso. Ver Will completamente em suas mãos, desarmado. Ele não podia dizer nada para deixá-lo acanhado agora, os dois estavam sozinhos. E então puxou sua calça, largando-a no chão junto com o resto das roupas. Will soltou alguns gemidos de reclamação quando Nico beijou suas coxas, tão, mais tão perto de onde Will desejava tanto que Nico chegasse mais perto. Will teve alguns espasmos quando o garoto começou a toca-lo mais uma vez por cima da cueca. Então Nico a puxou para baixo. A visão de Will Solace nu em sua cama era melhor que qualquer coisa que ele poderia imaginar. E ele havia imaginado.

Will o puxou para beijá-lo, e Nico retribuiu. O garoto tentou então rolar para cima dele, mas Nico não permitiu.

– Não — ele o segurou no lugar, quebrando o beijo — Eu estou no controle aqui.

Will reclamou.

– Você é mais novo e menor que eu, como posso deixar isso acontecer?

– Porque você quer que aconteça — disse Nico o olhando fixamente, desabotoando as calças.

Will o mirou interessado.

– E então? — Nico perguntou, a mãos na borda da própria cueca.

– Quer dizer que eu sou o que comanda só na frente dos outros? Entre quatro paredes você muda? Interessante.

– Vou contar até três para você se decidir. Um...

– Por mim tudo bem — Will revirou os olhos.

Nico lhe sorriu, e baixou a barra da cueca, Will o ficou olhando encaixar as pernas entre as suas, puxando-o para o seu colo.

– E então? Continue! — disse Will, uma mão segurando a ponta da cama.

– Não — Nico sorriu de canto para ele — Você ficou me torturando demais. Vou dar a você um castigo. Vou deixar você querendo por um tempo.

E recomeçou a tocá-lo.

Will começou a se retorcer devagar e sinuosamente. Ele estava gostando, embora apertasse os olhos num rosto de agonia. Nico se abaixou, passando a língua em seu membro. Will começou a arquejar alto. Uma mão lhe segurou os cabelos fortemente enquanto ele o tocava, o excitando com sua língua. Will parecia querer que ele fosse mais adiante, mas Nico ainda não sabia ao certo como fazer isso, então se afatou.

Will gemeu, apertando as beiradas da cama.

– Não me deixe esperando mais. Eu não vou aguentar muito mais.

Nico respirou fundo, o coração batendo rápido. Então encaixou-se a cintura de Will. O garoto gemeu um pouco mais alto quando ele o penetrou. Nico não sabia ao certo como fazer isso, talvez o tivesse machucado. Mas logo ele entendeu como prosseguir.

Logo o suor começou a se desprender tanto da sua pele quanto da pele de Will. O garoto gemia, e por vezes chamava seu nome, pedia para que ele fosse mais rápido.

Eles combinavam bem. Pareciam quase sentir as mesmas coisas ao mesmo tempo. Então Nico saiu, fazendo com que Will reclama-se.

– Vire-se — ordenou Nico.

Will lhe olhou de esguelha.

– O quê?

– Vire-se — repetiu Nico, fazendo o movimento circular com a mão outra vez.

– Você não...

Nico lhe lançou um olhar cortante, fazendo com que Will bufase e se virasse de bruços. Nico se deitou por cima dele, beijando seu pescoço. Então penetrou-o com dois dedos. Will recomeçou a arquejar, e Nico sentiu que ele levava as mãos ao próprio membro, tocando-o. Nico retirou a mão e lhe penetrou com o próprio membro.

Will gemeu um pouco mais alto, abafando o som no travesseiro. Nico também sentia que estava vindo.

– N-Nico... Mais forte.

Nico nunca se sentira tão excitado em sua vida, mesmo nas vezes em que se tocara. Nunca se sentiu daquele jeito. Ele próprio começou a gemer enquanto se movimentava rapidamente sobre Will, segurando da cabeceira da cama.

Então Will teve um espasmo em baixo dele, e Nico sentiu. O garoto gemeu, e naqueles segundos, Nico o abraçou mais forte. Então sentiu que acabara.

Nico se virou de lado arquejando. Will se sentou respirando rápido.

– Nossa — ele falou com a voz falhada — Eu realmente devia ter começado a vir aqui antes. Se bem que nunca pensei que eu ia ser o que fica em baixo — Will lhe puxou para perto — Mas eu gostei.

– Não se preocupe, a gente pode inverter dia desses — Nico lhe falou arfante.

Will riu.

– Pelo menos acho que você não vai ter mais vergonha agora. Principalmente agora.

– Não, eu acho que não — Nico sorriu — Claro, você não deve nem pensar em comentar o que aconteceu aqui com ninguém!

– Tudo bem. Não ia arriscar ficar sem isso.

E o beijou.

– Nico... — começou Will baixinho em sua orelha.

– Hmm? — Nico perguntou, beijando seu pescoço.

– Você acha que já dá pra ir de novo?

Notas finais
Uma vez que sou mulher posso não ter a empatia completa para escrever a parte yaoi. Mas é uma tara que eu sempre tive, então azar :v