Soul Angel

9 "Para sempre" sempre acaba


Notas iniciais
Pode xingar. Eu deixo. Isso, é. Eu sei. Sim, eu fiquei três dias sem postar. Eu sou uma vaca? Eu sei cara. Me desculpa, eu tava trabalhando, e agora até dia dez vai ficar apertado, porque tem enem. Sim. Desculpa. Outra: Pessoal, tem aviso de mais 18 na fic :v

Capítulo 9 — "Para sempre" sempre acaba..

– Isso está realmente bom — comentou Nico impressionado, comendo seu Taco.

O Sr. Johnson aceitou o elogio cheio de si, acenando com a mão.

– Obrigado filho. Eu aprendi a fazer Tacos com a melhor cozinheira do mundo é claro! — ele deu umas batidinhas no braço de Will, que sorriu e confirmou com a cabeça — Alma era com certeza a melhor cozinheira que já conheci. Ela trabalhava num restaurante sabe? No México. Quente pra caramba.

– Pai — Will mexeu a cabeça negativamente devagar — Você vai perturbar o Nico.

– Porque meu querido? — perguntou o Sr. Johnson atônito — Você tem vergonha de falar da sua mãe?

– Não pai — Will esfregou a testa como se resolvesse uma conta difícil, cutucando o Taco com o garfo — É só que... Bem. Continue.

E o Sr. Johnson bufou com a resposta, então revirou os olhos.

– Eu estava fazendo turismo lá. A coitadinha estava enorme, trabalhando lá no sol quente. Doce, meiga... Ela não tinha muita escolha de estar ali. Nós conversamos, ficamos amigos, e droga, como me apeguei à aquela mulher. Não consegui ir sem ela. Convidei ela para voltar comigo para Nova York, como amigos claro. Quando o pequeno Will nasceu começamos a ficar mais próximos. E acabamos casando pouco depois — disse o Sr. Johnson com um sorriso bobo e distante no rosto — Uma mulher encantadora.

– Então Will sempre foi seu filho? — perguntou Nico cauteloso. Não sabia com o quê os humanos se irritavam e não era muito bom com os sentimentos alheios.

– Sim — disse o padrasto de Will sorrindo com afeto para o enteado — Eu o amei desde que o vi nascer. Antes, quando o sentia chutar. A primeira palavra dele foi bumbum, não me pergunte o porquê. Mas ele começou a me chamar de papai logo que aprendeu a falar.

Will lhe sorriu e colocou a mão no ombro do pai, sussurrando um obrigado.

– Você é mexicano então? — perguntou Nico a Will surpreso.

– Não, eu nasci aqui mesmo — disse Will de boca cheia lhe encarando — Não me pergunte nada em espanhol, só sei o que a minha mãe dizia.

– Ela era muito inteligente, falava inglês — comentou o Sr. Johnson colocando mais um pedaço de Taco na boca — Foi uma grande tragédia a perdermos. As vezes sinto muito saudade dela. Mas eu sei que ela está olhando por nós.

Will assentiu olhando para o prato.

– Ela vai estar esperando senhor — disse Nico colocando uma mão hesitante em seu ombro.

– Por quê você acha isso? — perguntou ele o encarando sério.

– Eu apenas sinto — Nico lhe confirmou.

Então o Sr. Johnson limpou uma lágrima.

– Obrigado — ele lhe disse simplesmente, apertando seu ombro levemente e sorrindo. Então se levantou, o taco comido pela metade — Obrigado.

– Pai? — Will chamou — Pai, você está bem?

– Claro que estou querido — disse o pai de Will com a voz meio embargada — Ponham a louça na pia quando acabarem por favor? Apaguem as luzes também.

E então fechou a porta do seu quarto. Will jogou o garfo no prato.

– Desculpe por isso. Eu sempre digo a ele pra não tocar no assunto.

E então levantou antes que Nico pudesse responder, pegou seu prato e o do pai e levou para a pia. Nico então levantou-se depressa, levando seu prato também.

– Ei. Me desculpe? Eu não sabia que...

– Vem, vamos conversar no meu quarto — Will tirou o prato da sua mão e colocou no balcão atrás de si.

Nico o acompanhou até o quarto, onde Will desabotoou as calças e a atirou no chão. Então sentou na cama e esfregou o rosto cansado. Nico sentou ao seu lado.

– Me desculpe.

Will levantou o rosto e lhe deu um sorriso torto.

– Não é sua culpa Nico. Não é nada do que você disse. Mas eu estou cansado do meu pai contando essa mesma mentira tantas vezes, querendo acreditar nela.

– Como assim? — perguntou Nico.

Will suspirou.

– Minha mãe era garota de programa.

Nico olhou para baixo sem saber o que responder.

– É — comentou Will chateado — Foi assim que ela conheceu o meu pai. Apolo, quero dizer. Ela realmente era uma mulher incrível e inteligente. Mas não tinha o que fazer. Pobre sabe? A gente sempre se virou com pouco, mesmo depois que o meu padrasto começou a ajudar ela.

– Will... Não tem problema...

– Tem sim — disse Will encarando o chão com raiva — Tem. Mas eu só posso aceitar. Não era culpa dela. Por um tempo, depois que ela morreu, eu fiquei com vergonha de encarar meu padrasto. Era minha culpa. Eu, a criança estranha filho de um caso de prostituição. Mas depois eu entendi. Não ia aparecer ninguém dizendo que minha mãe não era garota de programa. Ninguém dizendo que eu era normal. Que eu era filho do meu pai.

Will limpou uma lágrima.

– As crianças normais tem a mãe perdida em um acidente de carro. Eu uma doença. Alguma coisa que não possam se culpar. Mas eu sei que se eu fosse normal, minha mãe estaria aqui. Foi aí que eu entendi que só tem um jeito: Aceitar o que eu sou. Por mais ruim que seja.

E então ele o encarou com os olhos azul esverdeados brilhantes e marejados em lágrimas. Nico se ajoelhou na cama e o abraçou, encostando sua testa na de Will.

– Você está se redimindo.

– Como? — Will deu uma risada falhada.

– Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida — disse Nico afagando sua bochecha, limpando as lágrimas ali.

Will sorriu mais sinceramente.

– É, acho que tem razão. Todos existimos por alguma razão.

– Seja a minha — pediu Nico beijando sua bochecha molhada pelas lágrimas.

Will então o empurrou para trás delicadamente, deitando-o nos travesseiros. Então o beijou com ternura. Nico segurou os cabelos dourados de sua nuca entre os dedos, e o garoto sussurrou em seu ouvido.

– Não grite.

Então Will parou de beijá-lo e deslizou para baixo até o fecho de sua calça. O garoto parou e lhe olhou de baixo, um sorriso malicioso no rosto. Então abriu o fecho de sua calça.

– Will, você não precisa... Amanhã...

– Não quero que seja amanhã. Não vamos deixar que isso estrague a nossa noite. Apenas se permita esquecer, meu anjo.

E então o garoto passou a beijar-lhe a barriga. Nico deitou-se e fechou os olhos, que se contraíram de expectativa. Sentiu Will lhe puxar as calças para baixo e começar a beijá-lo nas coxas, de vez em quando lhe mordendo suavemente. Uma de suas mãos começou a tremer, então Nico se agarrou no lençol, enquanto Will lhe puxou a cueca também. Nico sentiu o garoto tocá-lo sem censura, lenta e deliberadamente. Quando se permitiu abrir os olhos, encontrou Will sorrindo maliciosamente para sua expressão de agonia.

Seja o que qual for o prazer que Nico tenha proporcionado a Will naquela primeira noite, o garoto lhe estava devolvendo em dobro. Will era bem melhor nisso do que ele. Nico sentiu então a língua do garoto deslizando por seu membro, sua respiração aumentando rapidamente enquanto Will brincava com ele. Em poucos minutos Nico já sentia o suor desprender. Então Will começou a movimentar a boca sobre seu membro, e Nico não pode evitar gemer baixo. Nico pegou seus cabelos dourados fortemente com a mão lhe ajudando com o movimento, e logo Nico começou a arquejar. Então Will se afastou, e Nico lhe lançou um olhar indagando enquanto arquejava.

– Não quero que você chegue lá sem mim — ele sussurrou para ele, tirando a camisa.

Nico se pôs de joelhos na cama, e Will o ajudou a tirar a própria blusa. Então, quando Nico foi ajudá-lo a se livrar do resto da roupa, Will o empurrou de leve de volta aos travesseiros.

– Não — disse Will sorrindo para ele enquanto abria o jeans — Minha vez.

E Nico lhe sorriu maliciosamente também.

Will se livrou das calças e da cueca, então encaixou a sua cintura contra a de Nico, suas pernas tão enroladas que era quase impossível se dizer qual era a de cada um. Então Will penetrou-o devagar, e Nico sentiu dor.

– Não se preocupe — Will sussurrou em seu ouvido — Vai passar.

– Você vai me matar — gemeu Nico.

– Shhhh — ele sussurrou em seu ouvido.

Will começou a se movimentar em cima dele, e a dor praticamente foi embora. Ele estava gostando. Não tinha mais nada que não fosse Will, seu corpo deslizando contra o dele, o prazer...

O garoto passou a próxima meia hora jogando Nico em todas as posições que conseguisse pensar naquele momento, os lençóis em uma bagunça selvagem e os travesseiros no chão. Will só descansou quando ambos tinham atingido o ápice juntos. Então Will caiu de costas nos travesseiros, com Nico deitado na direção oposta, ambos arquejando.

– Você é melhor nisso do que eu — comentou Nico respirando rápido.

– Questão de prática. Adoro quando você me domina também, então não pense que vai ser só assim.

– Bem capaz que seria — Nico riu.

Will riu com ele, então Nico sentiu que a mão do garoto procurava a sua. Nico a pegou e a apertou de leve. Então ele ouviu Will suspirar.

– Di Angelo, que próprio.

– Porque? — Nico perguntou lhe espiando.

– Porque é assim que eu vejo você. Como um anjo.

– Não sabia que você tinha entendido o significado — comentou Nico disperso.

– Minha mãe falava alguma coisa assim quando rezava. Só que tinha som de "erre" em vez de "gê".

– O seu também é muito próprio — comentou Nico.

– O que quer dizer? — perguntou Will parecendo intrigado.

– Solace. Quer dizer Sol.

– Ah, entendo — disse Will com uma careta — Eu não sabia.

– Não é próprio por você ser filho de Apolo — falou Nico lhe encarando do lado oposto da cama.

– Não? — perguntou Will surpreso.

– Não. É porque você é quente — Nico lhe sorriu.

– Ahh — Will lhe deu um sorriso malicioso — entendo.

Então Will lhe estendeu os braços.

– Vêm, vamos dormir. Posso fazer carinho pra você dormir. Posso até cantar uma canção se você quiser.

– Você não sabe cantar direito — Nico riu indo até seu abraço.

Will o abraçou e puxou o cobertor para tapá-lo.

– Eu posso tentar. Fazemos coisas bobas quando estamos apaixonados não? — Will sussurrou em sua orelha, acariciando seus cabelos.

Então Will começou a cantarolar uma canção de ninar, que para sua surpresa, não tinha nada a ver com aquele assovio perturbador que ele dera. Era doce e baixinho, e Nico dormiu em poucos minutos, embalado por seus carinhos e pelo doce som de sua voz.

...

Nico sentiu que sua vida melhorou nos próximos meses. Por absolutamente três meses, ele conseguiu ser feliz com Will, morando no apartamento do Sr. Johnson, que além de tê-lo acolhido, o tratava como se fosse parte da família. Ele sentia que nada era melhor adormecer nos braços de Will, a não ser talvez acordar e tê-lo ali com ele. Ambos saíam e passavam a tarde juntos, enquanto o padrasto de Will estava trabalhando como vendedor em um sebo de revistinhas (Nico entendeu de onde vinha o apego de Will por super-heróis). O homem até mesmo o haviam presenteado com um novo jogo completo de mitomagia, e Nico se viu obrigado a explicar para um Will empolgado como jogar.

Eles iam a inúmeros lugares juntos. Passeavam pelo parque, iam ao cinema, ao shopping. Nico quase se sentia um garoto normal. Quase. De vez em quando, um ou dois monstros os perseguiam, mas Nico os derrotava sem muito esforço. De noite, quando chegavam em casa, ele, Will e seu padrasto jantavam, e o Sr. Johnson os divertia com suas histórias de churrasco e pescaria. Ele ficava muito entusiasmado com os poderes de Nico, então nunca faltava assuntos ou alguma demonstração de como fazer malabarismo com comida pelas sombras.

Nico passou até mesmo a ler alguns dos gibis de Will, e algumas das edições de "Fables" e "Batman" estavam agora no bidê do seu lado da cama. Ele se começara a se corresponder com Jason e Piper por mensagens de Iris semanas depois de terem ido embora. Parecia que Apolo tinha errado a previsão. Ele poderia jurar que seria feliz para sempre. Parecia que os medos de Hades eram besteira diante da felicidade que ele se encontrava. Mal sabia Nico que a partir daquele dia, as coisas iam desventuradamente, começar a declinar.

Mas ele melhor que ninguém deveria saber afinal, que o "para sempre" sempre acaba.

Notas finais
Eu sei. Tá curto. Sim, sim. Sou uma filha de Hera? Desculpa cara. :3 Gente, antes que vocês venham comentar, vocês notaram que a fic tá no gênero Drama né? Poisé, eu avisei, ninguém pode me bater agora!