Sorte no Azar

6 Felicity Smoak


Notas iniciais
Oee amores ♥ Sabe com o que me deparei quando abri as atualiçações, uma linda recomendação da senhorita Jesse. Obrigada meu amor, você não sabe o quanto me faz feliz em ser tão apoiada assim. Obrigada a quem deu fav e os comentários, sério, to cada vez mais apegada *-* Sem mais delongas, boa leitura.

Dias calmos assim deviam se repetir sempre. Balancei meus pés no ritmo em que os pássaros na rua cantavam, calmamente.

Depois de toda loucura que aconteceu ontem, eu fiquei sozinha em casa e pude relembrar meus tempos nerd e maratonizei Stars Wars, como na semana passada.

Abri vagamente meus olhos sentindo o sol fraco queimar meus braços descobertos, joguei as cobertas para fora da cama e me dirigi até o banheiro.

Eu teria que ir trabalhar hoje. Eu tinha que ter sorte ao menos uma vez na vida e não dar de cara com Oliver hoje, porque se nos encontrássemos não responderia por mim, meu corpo tinha vida própria quando estava perto do dele.

Eu tinha uma regra estritamente profissional e necessária. Nunca, em hipótese alguma iria transar com colegas de trabalho. Tinha quebrado minha única regra em uma noite, muitas vezes porque Oliver não era um simples colega, ele era simples e sem complicação o CEO. Chefe do meu chefe.

Quando cheguei na QC, respirei fundo olhando para os quatros cantos esperando que não fosse vista por ninguém. Não foi difícil, já que eu invisível nesse departamento composto por homens que não valorizavam meu trabalho.

De longe pude ver meu chefe me encarar furioso enquanto ajeitava tudo em uma pequena caixa de papelão, encarei ele boquiaberta quando ele quase me atropelou na saída.

– QC tem um novo chefe do departamento, na verdade a ciência aplicada tem um novo sócio. O novo cara vai ser nosso novo chefe, espero que não seja abusado como esse daí. — escutei uma garota falar com um cara ao meu lado.

– Bom dia novos colegas, serei seu novo chefe. Mas não me tratem assim, serei amigos de vocês também, não sou nenhum bicho de sete cabeças. — aquilo não estava acontecendo. Não estava acontecendo de jeito nenhum.

– Ray Palmer é nosso chefe.. — a mesma garota parecia que entraria em colapso mesmo sob o olhar raivoso do cara ao seu lado. Corri até meu cubículo antes que ele me visse e viesse com conversar sobre relacionamentos.

Deixei meu corpo cair na cadeira. O dia tinha começado bem, aí Ray Palmer me aparece. Acariciei minhas têmporas tentando me acalmar e pensar em alguma desculpa caso ele viesse aqui.

Meus olhos voando até o notebook de Oliver em minha frente, estive tão preocupada em fugir dele que não fiz o trabalho. Não demorou meia hora e então Ray veio me importunar.

– Na verdade Ray, não posso conversar com você agora, tenho que entregar isso para o CEO. — ergui o computador.

– Porque parece que está fugindo de mim? — perguntou parecendo magoado.

– Porque estou. — tampei minha boca com a mão disponível. Maldita hora para falar o que não deve.

– Felicity..

– Não Ray, eu não quero te magoar não agora que vamos trabalhar juntos, mas preciso que entenda que eu não quero nenhum tipo de relacionamento. Pensei que não precisaria chegar a esse ponto, mas foi preciso. — desabafei o deixando só, não sei se aguentaria ver suas lágrimas e ficar quieta.

Com o coração na mão e o nervosismo aflorando em meu corpo cheguei até a sala do CEO, espiei de leve e não o vi lá. Correndo até a secretária, depositei o computador em sua mesa, meu plano era deixar e sair correndo mas fui impedida pela voz de desespero da garota.

– Por favor senhorita Smoak, você não pode deixar isso aqui. -seus olhos beirando a lágrimas, ela se ergueu me empurrando o computador.

– O senhor Queen pediu que o computador fosse entregue de suas mãos para as mãos dele. — explicou colocando uma mexa de seus cabelos negros para trás da orelha.

– Olha eu sinto muito, mas tenho coisas para fazer e não posso me dar o luxo de ficar esperando aqui . — tentei desesperada, a garota se assemelhava a mim, verdade ela estava pior, empurrei o computador para ela novamente e me virei rápido tentando sair daquele ambiente.

– Ele vai me demitir. Ele vai me demitir se esse computador não for entregue por suas mãos. — paralisei diante aquela frase. Eu podia muito bem continuar andando como se não tivesse escutado aquilo e deixar a pobre garota ser demitida ou fazer a coisa certa.

– Eu preciso desse emprego, é com ele que consigo pagar minha faculdade. Por favor senhorita Smoak. — voltou a pedir, meu senso certinho mandando em mim. Girei meus calcanhares pegando de volta o computador, os olhos da garota marejados demonstrava tanta gratidão que eu apenas sorri para ela e dei meia volta com o computador em mãos.

Meu dia foi uma correria total, entre desviar das investidas de Ray, escrever sistemas e ajudar uns aqui e uns ali, no fim do expediente eu estava exausta. Olhei meu relógio e me assustei com o horário, meus olhos bateram direto no computador ali.

Senhor Queen pediu que o computador fosse entregue de suas mãos para as mãos dele.

Ele queria que eu fosse até sua sala, ele queria me deixar louca, mas eu não daria aquele gosto para ele. Se ele queria jogar, eu também podia.

Determinada a não me submeter a ele, apertei o botão que dava direto para seu escritório.

Em passos não tão confiantes, caminhei até a sala que tinha paredes de vidros, vi de realce Karen se erguer e sorriu agradecida para mim, ela literalmente correu até o elevador.

– Senhor Queen, soube que queria receber esse computador diretamente de minhas mãos, bom aqui esta. — seus olhos varreram meu corpo lentamente.

– Prefiro quando você está gritando meu nome. — provocou.

– Olha, eu não durmo com colegas de trabalho. O que aconteceu conosco foi um infeliz erro que eu não pretendo cometer novamente, porque eu tenho uma regra, nunca dormir com pessoas do trabalho. Adeus Senhor Queen. — falei tudo em um fôlego só, diferente da reação que eu espera ele apenas saiu de trás de sua mesa afrouxando sua gravata e saiu sem nenhum pio.

Observei ele ir até o elevador e segurar a porta.

– Sugiro que venha rápido, os guardas vão desligar os elevadores logo. — falou, hesitante caminhei até ele. Me mantive o mais longe possível dele para não correr risco de cair em tentação. Foi impossível porque o tranco que o elevador deu me fez cair direto em seus braços.

– O elevador parou, nós vamos morrer aqui. — choraminguei me afastando dele, seu rosto risonho demonstrando que ele estava se divertindo às minhas custas.

– Não vamos morrer aqui senhorita Smoak.

– Felicity.. Você pode me chamar assim, senhorita Smoak me faz parecer velha. — resmunguei pegando meu celular. Sem sinal.

– Vamos ficar bem, não se preocupe.

– Não me preocupar? Eu estou presa em um elevador com um cara super quente, que é meu chefe e eu não devia estar falando isso, porque você não me para? — balbuciei como uma idiota e apoiei minhas costas na parede fria, minhas bochechas pareciam pegar fogo.

– Você me acha quente? — perguntou se aproximando lentamente como um animal prestes a atacar sua presa. Seu corpo deslizou até o meu me prendendo entre seu corpo e a parede fria do elevador.

Eu estava paralisada, sem poder mover nenhum mínimo músculo de meu corpo, sentia uma estranha eletricidade percorrer todo meu sistema nervoso. O que ele estava fazendo comigo? Seu corpo estava pressionado firme contra o meu, uma de suas mãos segurando minha cintura me mantendo perto. Não tinha nenhuma maneira de fugir dali, porque eu não queria.

– Estamos em um elevador.. Muitas câmeras, não podemos. -sussurrei frases desconexas hipnotizada por seus olhos repletos de luxúria.

– Eu sei.. Mas não posso esperar mais nenhum dia para te fazer minha novamente. — seu tom saiu de uma forma tão maliciosa que senti minhas pernas virarem água. Oh, aquele era um erro que eu não podia cometer, mas naquele momento só joguei tudo para o alto.

Me aproximei o bastante de seu rosto tomando iniciativa, ele observava meu rosto ansioso. Roçei nossos lábios levemente e aproveitei para mordiscá-lo rapidamente, ele apoiou suas mãos do lado de minha cabeça e seu corpo inconsciente se aproximou mais do meu, como imãs.

– Vamos ao menos para um lugar que não tenha tantas câmeras. — pedi baixo inclinando meu pescoço para trás dando livre acesso para que ele beijasse ali.

– Eu subornei os guardas.. As câmeras estão desligadas. -confessou passando sua mão pela lateral de meu corpo. Abri minha boca com tamanha ousadia. Ele planejou isso! Resolvi entrar em sua brincadeira sabendo que me queimaria com todo fogo que Oliver era.

– Que menino mau você.. — sussurrei pousando minhas mãos em sua gravata a retirando sensualmente, ele acompanhou meus movimentos mordendo os lábios no processo.

– O que você vai fazer em relação à isso? — perguntou puxando meu quadril para mais perto querendo fundir nossos corpos, sorri maliciosa retirando seu terno e rasgando sua camiseta no processo os botões voaram para todos os lados mas não dei importância porque minha atenção estava focada em seu corpo esculpido.

Sem nenhuma pressa, ele passou sua língua por meus lábios, suas mãos em minhas costas abaixando o zíper do vestido, ele encarou meu corpo parecendo fascinado com o que via. Eu sentia meu ego aumentar devido seu olhar faminto.

Seu corpo voltou a pressionou o meu e pude sentir toda sua excitação em meu ventre, gemi baixo quando seus lábios se apoderaram de meu pescoço mordendo e chupando.

– Se isso ficar marca eu vou te matar. — suspirei ouvindo sua risada rouca.

– Só aceito morrer se for de prazer senhorita Smoak. — suas mãos apertaram minha bunda me mantendo ainda mais perto dele, ele voltou sua boca para a minha, sua língua duelando contra a minha. Estávamos tão colados que se alguém perguntasse onde ele terminava eu não saberia responder.

Minhas mãos afoitas trataram de retirar suas calças e sua cueca, ele chutou as roupas para o canto rápido, arregalei meus olhos surpresa quando ele puxou minha calcinha, engoli o seco não conseguindo raciocinar direito. A forma como os lábios dele estavam vermelhos e inchados curvados em um sorriso sexy me tirou do sério.

Suas mãos me ergueram como se eu não pesasse mais que uma pena, abracei sua cintura com minhas pernas e gememos com o movimento íntimo.

– Oliver.. — gemi baixinho quando ele se colocou dentro de mim, nossas respirações ofegantes, corpos quentes e suados, o elevador estava tão abafado, o único som que podia se ouvir era os dos nossos gemidos cada vez mais altos.

– Felicity.. — ele mordeu meu ombro com força quando seu corpo começou a tremer em antecipação, procurei seus lábios quando senti meu clímax próximo. Juntos explodimos em um orgasmo alucinante.

Seus olhos buscaram os meus e ele retirou uma mexa de cabelo que estava grudado em minha testa.

– Oi..

– Oi. — sussurrei em resposta encarando seus belos olhos azuis. Senti um vazio imenso quando ele saiu de dentro de mim, sorri um pouco me sentindo estranha de repente.

Oliver me puxou para perto dele assim que nossas roupas estavam devidamente no lugar, apoiei minha cabeça em seu ombro esperando chegar até o estacionamento.

– Não sei se devo falar isso, mas eu não quero ficar longe de você Felicity. E isso pode te afastar de mim, mas eu iria me arrepender se não te falasse isso.

– Nos conhecemos a pouco tempo, como pode dizer isso? -suspirei sentindo toda sua fragrância masculina, seu corpo tremeu devido o riso.

– Não sei, é só um sentimento. Nos podíamos nos conhecer melhor. — propôs. Fechei meus olhos brevemente pesando naquilo. Eu estava envolvida demais com ele, e meu corpo já tinha deixado claro que perto de Oliver eu não tinha controle nenhum, eu podia ver onde aquilo ia dar se continuarmos naquele jogo. Eu me apaixonaria e me magoaria. Estava farta de sofrer.

Tendo essa decisão em mente me afastei dele apoiando minhas mãos em seu peitoral o afastando.

– Não pense demais Felicity. Não sei o que soube sobre mim, mas eu não sou mais assim.

– Não é você Oliver.. Eu posso ver onde isso vai dar, nós continuaremos isso que estamos fazendo e então um dia bum, eu vou perceber que estarei apaixonada por você mas você não é de relacionamentos e eu não quero me relacionar com ninguém porque sofrer por amor é uma merda. — tagarelei nervosa me afastando dele.

– Você está complicando tudo Felicity, está mais fácil você quebrar meu coração do que eu o seu. — ele não me deixou fugir, suas mãos agarrando meu rosto firme me fazendo encará-lo.

– E mesmo assim ainda quer ficar comigo? — brinquei.

– Acho que vale a pena ter meu coração quebrado por você. Só pensa nisso, prometo que não vou te importunar. Muito. — prometeu e eu ri de sua cara de santo, ele se inclinou o bastante para roçar nossos lábios me deixando na vontade por mais, mas cedo demais se afastou e se virou indo embora.

– Minha decisão está tomada. Chega de Queen na minha vida, foi apenas uma transa.. — tentei colocar aquilo na minha cabeça enquanto dirigia para casa.

Por que eu tinha a sensação que essa foi a pior decisão que já tomei?

Notas finais
Aguardo feedback. Beeijos ^^