Sorte no Azar

17 Felicity Smoak


Notas iniciais
Inhaêeee! Todo mundo bem? Espero que sim. Não quero ficar de lenga lenga aqui, então simbora para o cap de hoje. Boa leitura.

Aquilo não podia ser verdade. Era apenas um sonho, uma ilusão da minha mente. O corpo de Oliver deitado de bruços em minha cama, apenas de cueca. A bunda redondinha coberta apenas por uma boxer, juntei minhas mãos ao meu corpo quando elas formigaram implorando para tocar apalpar, mas o horário gritante no relógio me impedia do ato.

Ia me atrasar, mas os braços do homem deitado em minha cama me prenderam contra a cama.

— Oliver me solte. Irei me atrasar.

— Sou o maldito CEO e estou lhe dando um dia de folga, nos dando um dia de folga. Nada mais do que o merecido.

— Nada disso Senhor Queen, não é só porque sou sua namorada que vou ganhar benefícios, não vamos dar motivos para o pessoal falar de nós por favor, porque Deus sabe que qualquer assunto na boca daquele povo vira um furacão.

— Namorada hein?

— Sim, loira gênio de TI e a consciência de um certo CEO. Isso te remete a um certo alguém? — pergunto rindo e ele revira os olhos.

— Você está muito convencida Felicity Smoak temos que trabalhar isso. — agarrou minha cintura me puxando de volta para cama e tenta me beijar mas eu desvio de seus beijos e seu aperto ouvindo seu resmungo alto.

— Você precisa ir embora Oliver, ir banhar e trabalhar.

— Um banho em conjunto seria menos trabalhoso para mim.

— Boa tentativa Senhor Queen, mas não. — joguei suas roupas em seu corpo e corri para o banheiro. Eu iria me atrasar tanto!

[...]

Eu escutava o eco de meus sapatos pelo chão, era irritante. Ray estava a minha frente com seu típico sorriso galã estendendo um café para mim.

— Você é um anjo, estava precisando disso. — beijei suas bochechas e ele sorriu largo quase soltei um gemido de descontentamento ao ver um brilho nascer em seus olhos, mas antes que falasse algo ele negou veemente de olhos arregalados.

— Não é isso que está pensando, seja lá o que estiver pensando! Não estou agindo com segundas intenções eu juro, é só que eu sou um chefe muito bom e atencioso. — se embolou com as palavras.

— Sim Ray, melhor chefe que tive.

— Porque sinto uma pitada de deboche em sua voz? Vamos Smoak você tem que trabalhar. — fechou a cara fazendo pose de durão arrancando gargalhadas altas minhas.

— Tudo bem Palmer vamos trabalhar. — pisquei ainda rindo e ele bufou me dando as costas. Joguei-me em minha cadeira juntando minhas mãos em um estalado completo.

A pilha de softwares não iriam se resolver sozinhos.

Eu sentia minhas costas, bunda e cabeça doloridas. Eu amava minha área, amava o que fazia mas era tão cansativo, movi meus dedos até minhas têmporas tentando aplacar pelo menos uma das dores encarei o relógio no topo da parede vendo que perdi o horário do almoço, por isso a fome estava imensa.

— Felicity, o CEO está lhe chamando. O que você fez para ele ter que te demitir pessoalmente? Não, não pode deixa-lo te demitir Felicity, o que vai ser de mim sozinha nesse escritório? — Joana, uma colega de trabalho falou entre arfadas entrando em meu cubículo a mil, coloquei a mão no coração tamanho o susto que senti.

— Primeiro, você quer me matar do coração Joana? Segundo respire pelo amor de Deus, você está quase roxa.

— Você pode superar o susto, Karen disse que ele parecia irritado Felicity, controle sua boca e lembre-se não o deixe te demitir.

— Não vou deixá-lo me demitir okay Jo? Agora respira e volta para seu trabalho. — agarrei seus ombros a obrigando a me encarar, sua cabeça assentindo conforme eu mexia minha cabeça também. Meu relacionamento com Oliver dizia a respeito a mim e ele, não era preciso todos da empresa ficarem sabendo.

Caminhei por entre os corredores rapidamente Oliver mandou me chamar pessoalmente devia ser algo sério porque ao invés disso ele teria me ligado.

Entrei no elevador dando de cara com cara de cabeça baixa. Mordi os lábios ficando na frente dele, meu estômago esfriou quando as portas se fecharam.

Os cabelos da minha nuca arrepiados porque eu sabia que o olhar dele estava grudado ali.

— Sebastian Blood. — a voz ansiosa ecoou pelo lugar, encarei por cima do ombro vendo seu sorriso ligeiro.

— Eu sei quem você é senhor Bloond, você é o mais novo candidato a prefeito. É muito querido em Starling — sussurrei baixo tentando não prolongar a conversa, o apito do andar dele se fez presente e eu soltei a respiração que nem sabia que tinha segurado.

— Até mais Senhorita Smoak, foi um prazer. — falou quando as portas metálicas estavam prestes a se fecharem, seus olhos e sorriso maliciosos foram as últimas coisas que vi. Abalada me recostei na parede gelada. Eu não tinha dito meu nome à ele, como ele sabia?

Não pude pensar muito sobre isso porque no primeiro momento que as portas voltaram a se abrir o sorriso de Oliver me acalmou.

— Preciso muito da sua ajuda. — disse me puxando pela cintura, vi Karen nos encarar pelo rabo do olho pisquei rápido para ela que sorriu constrangida por ter sido pega no flagra.

— Me diga em que posso ajudar Senhor Queen.

— Meu computador está com problemas novamente e eu pensei que talvez uma gênia do setor TI e que por acaso é minha namorada poderia me ajudar. — disse pretensioso agarrando minha cintura bicando meus lábios rapidamente e se afastou.

— Você sabe que podia muito bem ter ido me deixar esse computador na minha sala, quais suas reais intenções senhor Queen?

— Não tenho segundas intenções senhorita Smoak. O computador está nessa terceira gaveta. — pediu ainda de costas, demorei para raciocinar porque foi no momento em que ele se abaixou e eu tive uma visão privilegiada de todo seu corpo. Balancei a cabeça mexendo as gavetas, de todos os papeis ali presente tudo que eu vi foi apenas um pequeno bilhete.

— Oliver o que é isso? — minha voz soou baixa, mas o suficiente para que ele me ouvisse. Seu olhar bateu direto em minhas mãos onde o bilhete de ameaça tremia. Pude ver todo seu corpo tencionar ao se aproximar de mim tomando o papelzinho de minhas mãos com violência, seu olhar rodou por todo o perímetro do andar e soltou um suspiro aliviado por ter apenas nós ali.

— Nada demais Felicity.

— Como nada demais? Tem alguém te ameaçando, já foi a polícia? Temos que avisar a polícia.

— Não Felicity! Nada de polícia. — rude seu tom que me quebrou.

— Oliver..

— Não! Isso é algo que eu tenho que resolver, a polícia não vai saber lidar com isso. Vem cá amor. — me puxou para seu corpo, passando as mãos por minhas costas. Eu nem tinha percebido que estava me tremendo dos pés à cabeça.

E ao ouvir toda a história que saia por sua boca, de como os lucros da QC estavam sendo alterados, que o desvio de dinheiro era grande e feita de dentro da própria empresa era a única opção que lhe passava pela cabeça, que ele tinha em mente de quem se tratava fazia meu medo aumentar bastante. Ele se distanciou de meu corpo o suficiente para pegar uma pasta cheia de anotações. Todas deles, interligando algumas pessoas.

— Oliver, você não pode simplesmente bancar o herói. Você pode se machucar. — agarrei seu rosto com força o forçando a me encarar para ver o tamanho da minha preocupação.

— Felicity meu pai me deixou essa pista não foi ao acaso. Essas anotações, a maioria são deles, existe algo acontecendo e eu tenho que descobrir o que é. Sei que está com medo, acredite eu também estou mas preciso honrar a memória dele.

— Tudo bem, vou te ajudar porque você vai precisar de alguém que saiba mexer em computadores

— Assim me ofende senhorita Smoak. Eu seu mexer em computadores. — retrucou me puxando pela cintura, abracei seu corpo sentindo seu cheiro tentando me acalmar

— Não Felicity, você não precisa fazer isso. Não vou lhe colocar em perigo. — murmurou agarrando meu rosto, encarei seus olhos preocupados e suspirei alto.

— Vou tomar cuidado, prometo. — beijei seus lábios brevemente mas ele não me deixou afastar, suas mãos entrando por baixo da minha camiseta e um gemido contido saiu pelos seus quando seus dedos acariciaram meus seios ainda por cima do sutiã.

— Oliver, não..

— O que tem Felicity? Já fizemos sexo aqui na QC.

— Não na sua sala. — resmunguei tentando me afastar mas parece que meu recuamento lhe divertia porque no momento seguinte suas mãos estavam em minha bunda voltando a aproximar nossos corpos me deixando ciente de sua rigidez.

— Existe uma primeira vez para tudo amor, além do que ninguém vai nos ver. -sussurrou mordendo meu ombro e me ergueu o suficiente para me fazer sentar em sua mesa. Envolvi minhas pernas em sua cintura afogando minhas mãos por dentro de sua camiseta arranhando seu abdômen escutando seu gemido rouco em protesto.

— Qualquer dia desses você vai me enlouquecer. — sussurrou mordendo meu lábio. Era naqueles momentos em que eu esquecia de como respirar, de como agir minha mente congestionava e tudo que eu podia distinguir era o prazer, a sensação gostosa das mãos dele passando por cada pedaço de pele, os lábios fazendo um percurso por minha boca, por meu corpo, o rastro quente que ele deixava a cada mordida ou beijo.

— Oliver.. — gemi baixo apertando minhas pernas à sua volta ganhando seu gemido de volta, suas mãos por dentro de minha saia, apertando minha bunda me trazendo cada vez mais perto. Engoli o seco ao encarar seus olhos, negros, repletos de luxuria. Afoita desfivelei seu cinto abaixando suas roupas o suficiente para que ele me fizesse dele.

Arfei ao sentir seus dedos brincar com meu clitóris, impulsionei meu corpo para frente ao sentir seu dedo escorregar por minha intimidade, os dentes dele rasparam meu pescoço puxando a pele levemente, soltei um suspiro alto puxando os curtos cabelos de sua nuca.

— Preciso de você, agora Oliver. — sussurro ofegante, ele me deu um sorriso rápido e vi seus dentes rasgando a proteção e rápido seus dedos foram substituídos por seu membro.

O atrito de nossos corpos ainda de roupas, a adrenalina de ser pego a qualquer momento por qualquer pessoa só me excitava ainda mais, os movimentos frenéticos de Oliver, rápido e forte estavam me enlouquecendo tudo que eu conseguia era gemer por seu nome diversas vezes.

Um gemido contido saiu por seus lábios ao chegar ao ápice, apertei minhas pernas em sua cintura me afogando na sensação do meu próprio orgasmo.

Ambos respirando com dificuldade, uma camada fina de suor estava presente em nossas testas. Encarei sua íris azulada e sorri completamente hipnotizada por seus olhos. Sem tirar os olhos dos meus, ele atendeu o celular quando o mesmo se fez presente.

Com uma rapidez absurda sai de sua mesa ao constatar que alguém estava subindo. Oliver estava calmo ao meu lado, de roupas no lugar e um sorriso cínico no rosto.

Alisei a saia tentando desamassar a mesma, Deus eu estava no meu pior estado de pós foda. Oliver passou os dedos por meu rosto e logo depois meus cabelos aplacando a confusão que devia estar ali.

— Não vamos mais fazer sexo aqui. — sussurrei escutando seu riso encher meus ouvidos.

— Qual é Felicity, não gostou da adrenalina correndo por suas veias?

Ergui a mão para bater em seu peitoral, mas foi nesse momento que um homem negro entrou na sala.

— Felicity esse é John Diggle ele está nisso comigo, é meu guarda costas e amigo. John essa é minha namorada e sim ela já sabe.

— Não por escolha sua. — lancei um olhar culpado para Oliver e ele apenas balançou a cabeça rindo discretamente assim com John.

— Eu preciso voltar a trabalhar e não se preocupem vou ser estritamente cuidadosa.

— Sem rastros Felicity, tem muita coisa em jogo. — John disse, apenas assenti ainda tonta por tudo que estava acontecendo, senti os lábios de Oliver roçaram aos meus levemente e seu olhar estava repleto de medo.

— Vamos resolver isso logo, e vamos ficar bem. — sussurrei acariciando seu rosto.

— Toma cuidado por favor, não posso imaginar colocar você em perigo.

— Eu te amo. — me afastei de seu corpo e toda sua proteção e suspirei ao entrar no elevador. Eu faria de tudo para resolver aquilo.

Trancada em meu escritório com um grande copo de café ao lado, movimentei meus dedos pelos teclados a fim de descobrir mais. Eu estava cometendo alguns crimes por estar invadindo arquivos por arquivos, hackeando os sistemas da QC, tendo em mente até o tipo sanguíneo de quase todos que trabalhavam ali. Mas era para um bem maior, tinha muito em jogo.

Apoiei meu corpo ainda mais na cadeira buscando por conforto, encarei o teto deixando meu vírus rodar pelos sistemas a procura de qualquer rastro, qualquer besteira que estivesse errado ali. Um sorriso grande nasceu em meus lábios ao ver o nome de Oliver piscar na tela de meu celular.

— "Oliver se for a Felicity diga para ela trazer a bunda dela até a verdant agora, ela não pode faltar a festa de Cait". — escuto o grito de Thea e logo depois o resmungo de Oliver dizendo que até a China tinha ouvido aquele aviso.

— "Você precisa sair daí Felicity, amanhã você continua". — fechei os olhos tentando gravar sua voz em minha mente, mas o apito alto do computador me tirou dos devaneio de ter Oliver sussurrando em meu ouvido.

Juro que quase caí da cadeira com o que a tela me mostrava. Eu não podia acreditar no que via. As alterações nos lucros da QC eram enormes o suficiente para falir o Queen's. Eu podia estar errada, mas todas aquelas planilhas me diziam o contrário. Ouvi a respiração pesada de Oliver do outro lado da linha.

— "Felicity"

Quanto mais furiosamente eu pesquisava, mas minha garganta travava. O desvio tinha sido feito por alguém de dentro da QC. E a tal pessoa não foi a mais inteligente em esconder os rastros. O nome Robert Queen piscou em minha frente.

— "Felicity? Você ainda está aí?" — a voz ansiosa de Oliver me tirou do choque. Ele ia ficar tão devastado quando descobrisse isso.

— Precisamos conversar Oliver, pessoalmente. — enfatizei baixo, minha voz falhando. Ele tinha acabado de perder o pai e descobrir que o mesmo tinha falido a empresa o legado da família seria devastador.

Não vi Oliver desde que cheguei a Verdant, Thea não o deixou me ver antes afirmava que nos atrasaríamos se nos víssemos e que não podíamos estragar a festa que ela planejou em cima da hora. Eu estava nervosa, inquieta e ela percebeu mas preferiu não comentar nada.

— Eu acho que vi Ollie no bar vá logo antes que eu enlouqueça com esse seu tique nervoso. — ela resmungou me empurrando em direção do mar de pessoas, mas antes que pudesse ir agarrei sua mão a trazendo comigo, Oliver iria me odiar mas Thea tinha o direito de saber daquilo também.

O mar de pessoas nos impediu de chegar ao bar, elas nos empurravam e pareciam não ligar para nada mais do que não fosse dançar até a última batida. Senti os dedos de Thea apertarem os meus, abri a boca para responder e no momento seguinte senti algo ser depositado em meu nariz, o cheiro adocicado me fez desmaiar instantaneamente.

Pisco tentando manter o foco, minha vista estava embaçada sem os óculos, tudo que eu podia distinguir era dois homens parados à minha frente.

— Dá um sorriso loira, Sr.Queen vai aprender a não bisbilhotar o que não deve. — escutei alguém cantarolar e um grito familiar ecoar por trás da porta, o riso sarcástico que um deles me lançou me arrepiou inteira, tentei me manter sã, de olhos abertos mas estava difícil então apenas me entreguei a escuridão de braços abertos.

Notas finais
Aguardo vocês nos comentárioss. Beeijos :*