Notas iniciais
Olá olá olá ♥ Voltei, nem fiquei tanto tempo longe né? Sem muita enrolação, espero que gostem do cap de hoje!

A sentia a escuridão querer me engolir, um arrepio se fez presente quando ouvi os gritos de Felicity por socorro por trás das paredes de concreto, tento movimentar minhas mãos mas tudo que consigo é me machucar ainda mais. Foi tudo muito rápido, uma hora estávamos na Verdant procurando por Ollie e no outro estávamos sendo jogadas em uma van brutalmente.

Pisquei tentando manter o foco ainda com um pano na cabeça, eu estava aterrorizada, a cada minuto a incerteza do que iria acontecer voltava em minha mente. Por Deus eu só queria uma festa de despedida para minha amiga.

− Socorro. — eu sabia que meus gritos eram inúteis, que só provocaria a fúria de quem quer que tivesse feito isso, mas eu não podia ficar quieta e o medo estava falando mais alto contra minha razão e tudo que eu podia fazer era gritar. Nunca tinha passado por qualquer situação igual. Estava aterrorizada.

− Princesa não vai adiantar gritar, peço gentilmente que guarde sua bela voz para quando tivermos fazendo outra coisa. — o cara arrancou o capuz de minha cabeça levando alguns fios de cabelo consigo, soltei um suspiro de dor com sua brutalidade. A maneira rude e um tanto maliciosa com a qual ele sussurrou me fez tentar focar no rosto mascarado a minha frente e um súbito arrepio subiu por minha coluna quando ele se aproximou ainda mais de mim, sua respiração tocando meu rosto, assim como seus dedos rastejaram rapidamente por minhas bochechas, me senti enjoada com sua movimentação.

− Por favor me soltem, minha família pode dar todo o dinheiro que vocês quiserem é só falar o preço e todos saem felizes é fácil. Apenas me solte. — tentei novamente, tudo que eu precisava era me manter calma já tinha visto muitos filmes e sabia como funcionava a troca, mas ele negou rindo enquanto desdenhava do meu sobrenome, desdenhava do meu pai.

− Princesinha, você não sabe o quão sujo esse dinheiro é, o quão sua família é. Robert Queen, o pai que você tanto amava era corrupto, era bandido, e morreu do jeito que estava previsto, como um nada. E sua mãe, não tenho nada contra ela amor, mas ela é bem suja também. Acredita que ela veem fazendo algo que nem você e nem seu irmãozinho desconfiaram? Na verdade, seu irmão tem até uma suposição, mas sabe como é, sempre tem sujeira mais em baixo do tapete. — piscou, sua voz cheia de divertimento.

Tudo o que eu podia distinguir era o medo exorbitante que eu sentia. Observei o cara continuar a desdenhar da minha família calada. As palavras que saiam de sua boca só me assustavam, e de repente lidar com todo aquele sequestro era a menor das minhas preocupações, saber se ele falava a verdade ou não era o que estava me matando. Lentamente.

Sempre soube que minha família não era perfeita, Ollie tinha segredos, todos tinham segredos, o dinheiro corrompe as pessoas e eu sabia daquilo, aprendi de uma forma cruel, mas ter aquela perspectiva de que tudo que imaginei que era minha família me assustou.

A forma maldosa com a qual ele continuava estava me atormentando, as palavras se repetindo como se fosse um gravador com defeito, sem parar.

− Cala a boca, você não conhece um terço do que meu pai foi então cala a merda da boca, não ouse falar deles porque você sim é um pedaço de merda. — eu queria tampar meus ouvidos, me poupar de tudo aquilo, mas as cordas impediam o feito. Eles gargalharam diante meu desespero. Tudo não passava de uma piada para eles.

− Ela sabe ter a boca suja. Que feio para uma Queen, será que teremos que lavar sua boca com sabão? Eu diria com muito sabão porque claramente precisamos aqui. — uma voz desconhecida soou pelo recinto, minha respiração aumentou consequentemente ao ver outro deles na porta. Choraminguei baixinho tentando me manter calma, mas a cada palavra, sussurro, toque desnecessário só me amedrontava com a incerteza de que eles fariam outra coisa.

− É um saco ser deixado fora de tudo não é princesinha? Eu sei é um saco! Muitas vezes me deixaram por fora dos negócios da família e eu fiquei tão puto, você se lembra Jeff? — continuaram.

− Tudo que sai da boca de vocês é mentira. — sussurrei fracamente, nem mesmo acreditando no que saia por meus lábios.

− Vamos jogar. Quem você acha que atirou nele? Quem você acha que tirou a vida do seu pobre paizinho? Que de pobrezinho não tinha nada. Ele tentou jogar sujo e acabou debaixo da terra. Meu chefe, ele ficou bem mais irritado do que eu, queria fazer coisas bem piores e envolvia toda sua família querida, mas eu resolvi isso. Infelizmente acho que seu irmão está indo pelo mesmo caminho, o que é uma pena. — o que estava em minha frente tornou a chamar por minha atenção, contive o choro em minha garganta.

− Me deixem em paz por favor. — implorei não me aguentando, as lagrimas fluíam livre por meu rosto. Era demais para suportar.

− Você pode perguntar tudo para seu irmãozinho. Ele sabe tanto quanto eu sei. Mas olhe bem para mim princesa, porque quando você tiver com ele você vai lhe passar uma série de informações. Eu vou te libertar, mas a loirinha vai fica. Meu chefe aprecia dons como os que ela tem. Ela é boa no que faz, ela é muito gostosa também. — agarrou meu rosto sussurrando de maneira asquerosa, seu rosto coberto pela máscara fina me impedia de ver toda sua fisionomia, mas eu sabia que não esqueceria aqueles olhos tão cedo. Tão azuis e tão frios.

− Não! Fica comigo, mas deixe Felicity em paz ela não tem nada haver com isso.

− É aí que está se equivocando princesinha, sua amiguinha loira ali está envolvida até o pescoço devia avisar para ela não bancar a detetive, pode ser perigoso. — tornou a falar e logo depois soltou uma gargalhada acariciando meu rosto.

− Senhor, estamos com tudo pronto. A loira já está no seu devido lugar.

− E quanto ao Queen? — me alarmei ao escutar o sobrenome. Eles estavam em contato com Ollie, logo esse inferno passaria.

− Sem sinal dele senhor. Seu superior quer que termine o trabalho logo. — tornou a sussurrar, escutei um considere feito e por um segundo tudo se tornou em silêncio. Engoli o seco obrigando me manter estável, as lagrimas ainda rolavam por meu rosto, uma vez livres e eu não podiam conte-las novamente, eu sabia que tinha que me manter forte, porque era aquela fraqueza que eles queriam, queriam debochar do meu medo porque era apenas aquilo que eles ganhariam com aquele sequestro.

− Ele podia dizer o que disse? — um deles questionou baixo. Eu nem ao menos tinha notado os dois ali o outro respondeu com um dar de ombros relaxado e saíram do que recinto.

Não fazia ideia de que horas eram. Minha boca estava seca, e o estômago estava roncando alto. Fechei os olhos quando a claridade me cegou, as mãos retirando as cordas que ainda machucavam meus pulsos, eu não tinha força para fugir, mas eu precisava. Forcei minhas pernas a se movimentarem quando um dos idiotas se distraiu o suficiente para que eu corresse, mas a cena em minha frente me fez paralisar. Uma espécie de estúdio mal feito estava ali presente, Felicity ao centro, chorosa enquanto lia o papel que um deles mostravam.

Meu corpo foi arremessado até onde eles estavam e o olhar aterrorizado que Felicity me lançou me fez ter certeza de que ela não sabia que eu estava ali.

− Olhem para a câmera. Agora. — um deles ordenou direcionando a luz em nosso rosto. Respirei fundo agarrando a mão de Felicity, ela estava fria, pulsos e braços roxos mas mesmo assim ela parecia ainda mais forte do que qualquer pessoa, mas forte do que eu, seu sussurro de conforto encheu meus ouvidos e eu me acalmei instantaneamente.

O papel estendido era uma mensagem diretamente para Ollie, dizendo que ele parasse de investigar e que entregasse todas as evidencias que tinha caso o contrario Felicity e eu iríamos sofrer. De mensagem gravado, eles nos colocaram em uma cela agora juntas e a todo momento Felicity sussurrou que Oliver ia lidar com aquilo, que ele conseguiria nos tirar dali, eu não duvidava mas a cada minuto minhas esperanças iam se esvaziando a cada segundo que se passava.

Em algum momento do dia, eles voltaram a nos visitar colocando sacos em nossas cabeças, foi naquele momento que eu soube que Ollie cedeu a eles e o quer que ele estava investigando estava perdido.

Quando acordei já estava no hospital, minha visita ultimamente estava tão frequente que não apostava nada que os enfermeiros já me conhecessem. O primeiro par de olhos que encontro são os de Tommy, seu rosto quase colado ao meu a respiração quente tocando minha pele estava me irritando.

− Sai de cima. — resmunguei em um ruído rouco, Tommy me ofereceu um sorriso depositando um beijo longo em minha testa.

− Graças a Deus esta bem Thea, ficamos preocupados. Onde você estava com a cabeça para sumir assim garota? Na cabeça de Felicity também e eu pensando que ela tinha a cabeça no lugar.. -franzi a testa confusa com sua abordagem.

− Por quanto tempo estive fora?

− Um dia inteiro, Oliver e o senhor Digg conseguiram encontrar vocês perto da Verdant.

− Oliver não cedeu? Cadê a Felicity?

− Cedeu? A que? Thea você desapareceu do nada! Isso por algum acaso é alguma tortura para cima de Oliver? Vocês brigaram e isso foi apenas um joguinho? E quanto a Felicity, ela está com ele. — Tommy voltou a reclamar exasperado. Roy se aproximou de mim segurando minha mão firme.

− Preciso conversar com meu irmão agora.

− Você não vai a lugar nenhum, além do que ele deve estar verificando Felicity nesse momento. — foi Roy que interveio com a ajuda de Tommy.

− Você não vai Thea! — Tommy rosnou me forçando a ficar na cama, finquei minhas unhas em seu braço escutando seu gemido de dor em troca.

− Me desculpa Tommy, Roy. Mas há apenas duas pessoas que eu quero ver agora e nada e nem ninguém vai me impedir de chegar a elas então saiam do meu caminho. — rosnei me sentando na cama novamente, Tommy colocou o peso de sua mão em meus ombros mas antes que voltasse a me forçar a deitar usei de toda a força que tinha no momento para empurrá-lo.

− Thea, Oliver está ocupado. -Tommy tentou dissuadir, mas tudo que conseguiu foi minhas unhas fincadas em seu braço com mais força.

− Tommy, me solta agora, preciso falar com Ollie. — rosnei alto o suficiente para que ele me soltasse, eu podia sentir sua pele perfurada debaixo de minhas unhas eu sabia que tinha feito um estrago em seu braço, mas aquele não era o momento em que pediria desculpas por tentar descobrir tudo o que estava acontecendo.

− Deixa ela ir Tommy. -Roy sussurrou de braços cruzados, o rosto sério, os olhos não escondendo a decepção que sentia, senti um peso imaginário em meus ombros mas lidaria com ele depois. Ainda hesitante Tommy me soltou. Movimentei minhas pernas e me obriguei a não lançar nenhum olhar para ninguém daquela sala.

− Oliver, eu tenho certeza de que não disse meu nome para aquele cara. Eu estou com medo, não por mim mas por você e sua família. — escutei Felicity sussurrar, o medo era tão obvio.

− Nós vamos conseguir lidar com isso, eu prometo. A partir de agora Digg não vai sair do seu lado, você pode fazer um favor para mim não se afaste de Thea em hipótese alguma. — Oliver respondeu imediato.

− Preciso que me digam o que diabos está acontecendo e não me venham com desculpinhas esfarrapadas. — me fiz presente os assustando. Ambos se encararam firme em uma conversa silenciosa.

− Temos o dia todo, vocês podem me dizer o que está acontecendo agora ou podemos ficar encarando uns aos outros e perdendo tempo.

Notas finais
Vejo vocês nos comentários. Beeijos