Sorte no Azar

11 Felicity Smoak


Notas iniciais
Atualização mais cedo do que previsto ahsuahs. Não vou ficar de lenga lenga aqui, então boa leitura.

Café da manhã. Eu e você. Sem recusas.

Oliver Queen tinha me chamado para sair e mesmo depois dele ter ido embora eu ainda continuava em atônita. Nem mesmo a surpresa de ver minha mãe parada na porta do meu apartamento superou esse choque.

– Mãe porque não avisou que vinha? — perguntei já devidamente banhada e de pijama. Thea e minha mãe se igualavam a mim. Cait até quis ficar mas ela estava cansada tanto fisicamente quanto mentalmente então apenas a mandei ir dormir afirmando que amanhã seria um dia melhor. Ela precisava.

– Queria fazer surpresa querida e pela sua cara boba consegui. — disse levando a cerveja até sua boca. O olhar da Thea queimava em minha pele e eu estava incomodada.

– Diz.

– É sobre o Ollie.. Não negue antes pelo amor. O que vocês têm? — abri a boca, mas nenhum som saiu. Porque nem eu mesma entendia aquela relação, se aquilo podia ser chamado de relação.

– Se descobrir me conta. — optei por contar a verdade. Os dedos da minha mãe se entrelaçaram aos meus. Ela estava diferente, hesitante e podia dizer que o medo transbordava em seu olhar.

– Você está envolvida com alguém? Ele é ao menos bonito? Porque aquele seu último namorado, como era o nome dele mesmo? — ela estalou os dedos freneticamente na tentativa de se lembrar.

– Cooper mãe.

– Isso, ele não era lá essas coisas. Mas me diz, quem é? -neguei brincando com sua curiosidade, sua boca se abriu indignada e eu ri descrente quando sua mão encontrou meu braço.

– É o meu irmão Donna. Oliver Queen. — se minha mãe não tivesse no chão ela com certeza estaria depois daquela informação.

– Oliver Queen é seu irmão? Você é uma Queen? E mais importante você está transando com ele Felicity? Porque só fico sabendo disso agora? Você é uma péssima filha. — esbravejou me dando outro tapa.

– Quer parar com isso? E é algo recente mãe. Mas não vamos falar de mim. O que a trouxe aqui? — ela desviou o olhar e suspirou longamente.

– Acho que vou deixar vocês sozinhas, sinto que não tenho que estar aqui nesse momento. — Thea se retirou da sala. Observei com os olhos confusos minha mãe se erguer e agarrar sua bolsa com força.

– O que houve mãe?

– Querida, eu realmente queria poder não te contar isso. Mas você é adulta agora então vou deixar isso nas suas mãos. — começou já se embaralhando nas palavras, suas mãos se mexendo no ar, ela afundou a mão na bolsa e de lá retirou uma carta. Eu podia ver o quanto seu corpo estava tencionado, ela irradiava preocupação.

– Foi deixada no meu correio.. E esta destinada à você. — me estendeu um pedaço de papel. Agarrei a carta vendo o remetente. Meu coração parou por um instante.

– Eu recebi uma igual. Lembre-se Felicity, você tem o direito de ficar com raiva e pode até não o perdoá-lo, mas ele ainda é seu pai. — disse, procurei algum tipo de palavra em minha cabeça mas nada me veio.

Algumas lágrimas se acumularam em meus olhos, não sabia o que fazer ou sentir. Tudo estava uma bagunça sem fim.

– Você quer ficar sozinha? — assenti limpando minhas lágrimas. A carta tremia em minhas mãos, eu não tinha coragem para abrir.

Eu sempre me perguntei o porque meu pai tinha ido embora. Se tinha sido por minha culpa, ou se foi outra coisa. Nunca obtive sucesso por isso mistérios eram tão repulsivos para mim.

Até meus 7 anos, meu pai costumava ser meu super herói. Eu o seguia para todo canto, eu sorria mais quando ele estava ao meu lado, me sentia mais feliz. Foi por sua causa que consegui montar meu primeiro computador. Mas então tudo mudou.

Ele ficou diferente, distante e por fim me abandonou. Na mente de uma criança aquilo foi minha culpa, exclusivamente minha.

As lágrimas não cessaram, ao contrário elas vieram com mais força enquanto eu tentava inutilmente bloquear todo aquele sofrimento. Meus dedos estavam brancos devido a força que eu fazia para não rasgar aquele pedaço de papel.

Não sei quanto tempo fiquei ali me controlando, chorando sem fazer nada. Mas eu só me dei conta de que eu precisava da minha mãe, ela era meu porto seguro.

Corri até meu quarto e a vi deitada encolhida. Seu rosto vermelho denunciava seu choro também, me acomodei ao seu lado ela automaticamente me abraçou.

– Você disse que recebeu uma também. O que estava escrito? — sussurrei.

– Não tive coragem de ler. Seu pai é apenas alguém que me deu um presente maravilhoso. Me deu você, ele não significa nada pra mim. — confessou, apertei meus braços em sua cintura e suspirei seu cheiro floral.

– Boa noite mãe. — sussurrei fechando meus olhos na tentativa de dormir um pouco.

(...)

Foi a pior noite que eu já tive!

A ansiedade, o medo, minha covardia me impediram de dormir. Me observando no espelho eu via as consequências de não ter dormido nada. As olheiras grandes se instalaram abaixo de meus olhos.

Caminhei sem muita vontade até a cozinha a fim de colocar algo no estômago. Mas paralisei quando vi Oliver e minha mãe interagindo animadamente. A mão dela estava espalmada em seu braço descaradamente.

– Mãe. — anunciei minha presença, Oliver me encarou divertido e minha mãe aproveitou para fazer um joinha discreto com a mão.

– Você não está arrumada. — ele constatou o óbvio, revirei os olhos o ignorando.

– Não quero sair Oliver, não estou em clima. — meu tom saiu tão arrastado que ele tirou o sorriso malicioso do rosto e seus olhos se encheram de preocupação. Seu corpo se aproximou do meu e eu senti seu calor emanar ate o meu. Seus dedos acariciaram meu braço em um gesto de carinho e eu sorri para ele apreciando seu toque.

– Podemos conversar a sós, eu apreciaria isso.

– O quarto dela é o segundo da direita. — a voz apressada da minha mãe nos interrompeu. Era como se ela dissesse, leva pode levar. Ela é toda sua faça bom proveito.

Oliver me puxou até meu quarto, diretamente meus olhos pousaram na carta no criado mundo e toda aquela angústia me atingiu novamente.

– O que aconteceu Felicity? — ele cruzou os braços sob o peito e eu me perdi no movimento de seus bíceps, notando minha falta de fala ele se aproximou o bastante e passou os braços por minha cintura.

E eu me senti mais frágil do que nunca naquele momento. Agarrei sua camiseta com força me permitindo chorar em seus braços, permitindo que ele visse minha fraqueza.

Sua delicadeza em acariciar meus cabelos e costas ritmadamente me acalmou, mas eu estava com vergonha de olhar em seus olhos. De ter desabado em sua frente.

– Molhei sua camiseta. — sua mão foi de encontro ao meu queixo acariciando com a ponta do dedo. Seus olhos estavam tão angustiados.

– Você quer me contar o que houve? — pediu se sentando na cama e me puxando para seu colo. Ele me embalou como se eu fosse uma criança.

– Só o passado voltando para me atormentar, nada demais. — apoiei minha cabeça na curva de seu pescoço; Oliver bufou com minha resposta mas não indagou nada e eu agradeci por aquilo. Seus movimentos em minha perna desnuda estavam me arrepiando. Ergui meus olhos na altura dos seus e aproximei nossos lábios.

– Não posso Felicity.. Você não está na melhor condição para isso, talvez se arrependa se continuarmos.

– Nunca me arrependi de estar com você Senhor Queen. Por favor Oliver, eu só preciso esquecer tudo, esquecer que o mundo existe e só me focar em você. - que patético. Lá estava eu, implorando para ter algo mais íntimo com ele.

Ele deu um suspiro alto e traçou uma linha de beijos por meu pescoço, suspirei alto agarrando sua nuca. Suas mãos deslizaram por minhas pernas e retiraram a camisola que eu vestia.

– Eu podia estar com uma lingerie melhor se soubesse que isso aconteceria. — sussurrei observando o conjunto broxante que eu estava usando.

– Porque? Prefiro sem nada. — me jogou na cama e eu sorri vendo sua pressa. Envolvi minhas pernas em sua cintura, mordi os lábios quando ele retirou sua blusa, me perdi nos movimentos sincronizados de seus músculos.

– Gosta do que vê senhorita Smoak? -seu tom soou tão pervertido que eu apenas assenti incapaz de falar algo. Aproveitando sua distração inverti nossas posições e aproveitei para arranhar seu abdômen levemente.

Suas mãos agarraram minha cintura e sua boca se abriu em um sorriso incrivelmente sexy.

– Você é tão linda. — deixou escapar para logo depois acariciar meu rosto, seu corpo nos virou novamente e eu gargalhei procurando seus lábios de forma desesperada. Ele saiu do meu aperto e se livrou das suas roupas, lentamente. Me deliciei com seus movimentos de puro erotismo.

Como o predador mais ágil do mundo, seu corpo engatinhou sob o meu, traçando uma trilha de beijos por meus joelhos e seu rosto se escondeu no local mais íntimo do meu corpo. Surpresa e ofegante agarrei o lençol com força tentando conter o grito que queria sair por meus lábios.

Seus olhos, cobertos de desejo me encararam. A diversão pura brilhando. Ele beliscou a parte interna da minha coxa e quando eu estava próxima ao orgasmo ele simplesmente parou a brincadeira.

– Você só vai chegar ao clímax comigo. Dentro de você. -sussurrou lambendo seus lábios, seu corpo voltando a cobrir o meu e com as pernas ele se pôs no meio das minhas. O atrito de sua pele na minha carne sensível me fez gemer alto. Fechei meus olhos me deliciando com todas as emoções que estavam fluindo por meu corpo.

Minha mãe sempre disse que o amor nos trazia borboletas ao estômago, eu achava bobagem, uma história para criança. Mas, naquele momento eu podia sentir cada maldita borboleta batendo suas asas dentro de mim.

As mãos de Oliver deslizaram por minhas costas procurando o fecho do sutiã e eu ri baixo. Ele ergueu a cabeça confuso.

– Isso, abre na frente. — apontei para o sutiã.

– Facilita meu trabalho. — retrucou se livrando da peça para logo depois abocanhar um de meus seios com a boca e o outro ele acariciou com a mão.

– Oliver.. — inclinei meu quadril contra o dele e senti sua ereção potente. Movi meus braços inquieta passando elas por toda suas costas chegando em sua bunda e apertando de leve.

– Eu só preciso sentir você. — sussurrei, uma camada fina de suor habitava meu corpo. Eu estava quente, quase entrando em combustão. Oliver sorriu. Não foi um sorriso costumeiro, foi um sorriso calmo, verdadeiro. Ele se posicionou entre minhas pernas novamente e me invadiu, lenta e tortuosamente.

Suas mãos estavam agarradas as minhas. Unidas de uma forma que nunca estivemos antes. Seu corpo sob o meu, seus olhos me encarando atentamente, mesmo sob nossos gemidos.

Foi ali que eu percebi que não era mais sexo casual. Era mais, era algo que a muito tempo eu não me permiti sentir. Algo que só Oliver Queen me fez sentir.

Eu estava apaixonada por ele.

Oliver me encarava de uma maneira tão intensa que eu me perdi em seu olhar. Seu corpo quente e suas investidas firmes me fizeram ter um clímax incrível. Seu corpo caiu ao meu lado ofegante, mas mesmo assim ele ainda me puxou para seu peito, sorri ao escutar seu coração bater tão rápido quanto o meu. Percorri um caminho com meus dedos sob seu peitoral acalmando minha respiração.

– Era isso que eu tinha planejado naquela manhã.. Se você não tivesse fugido. — ele sussurrou, ri baixo dando um beijo em seu pescoço.

– Nunca é tarde demais. — retruquei apoiando meu cotovelo na cama para encará-lo melhor. Seus olhos estavam fechados e um sorriso lindo bailava em seus lábios. Beijei sua bochecha rapidamente e me ergui da cama.

– Aonde pensa que vai? — tentou segurar minha cintura.

– Tomar um banho e comer. Depois de todo esforço físico que fizemos aqui, preciso repor minhas energias. — disse, como se tivesse levado um choque ele se ergueu da cama em um pulo e me puxou para o banheiro.

– Banheira? — observei ele se mover graciosamente pelo banheiro e preparar tudo. Entrei ali, e me afastei o suficiente para que ele pudesse entrar também. Apoiei minhas costas em seu peitoral e suspirei com sua massagem em meus ombros.

– Não quero te pressionar, mas preciso saber o que aconteceu Felicity. Isso está me matando por dentro. Descobri uma coisa, eu não gosto de te ver chorar. — virei meu corpo e coloquei cada uma de minhas pernas envolta de sua cintura. Lentamente passei meus dedos por seu rosto e sorri quando ele fechou os olhos com o carinho.

Um a vontade imensa de desabafar crescendo em meu peito. Eu sabia que podia confiar nele.

– Quando eu tinha 7 anos, meu pai me abandonou. — iniciei. Rápido seus olhos se abriram, ele abriu a boca mas eu o silencie com o dedo indicador.

– Só me deixa falar tá? Caso o contrário eu perco a coragem. -enterrei meu rosto em seu pescoço fugindo dos seus olhares. Minhas mãos se negando a parar de tocar ele. Oliver podia ser o furacão em pessoa, mas sempre que eu tocasse o mínimo de sua pele eu estaria calma.

– Ele abandonou minha mãe e eu. Na minha cabeça, aquela sua decisão era inteiramente minha culpa, talvez eu não tenha sido a filha perfeita, ou talvez o filho que ele tanto queria. Mas com o passar do tempo eu só percebi o quanto a vida é preciosa e eu não podia mais me culpar por aquilo, não podia porque eu vi o quanto aquela mulher maluca que você conheceu se sacrificou por mim desde que ele foi embora. Minha mãe sempre me deu todo amor que eu precisava isso bastava. Mas então, ontem ela me entregou algo. Uma carta. Dele. — meu coração estava apertado porque eu nunca gostei de falar naquilo. Nunca gostei porque mesmo depois de tanto tempo, aquilo ainda machucava. A essa altura as mãos de Oliver estavam entrelaçadas as minhas.

– Você vai ler? A tal carta?

– Pergunta do ano. — brinquei movendo nossos dedos em uma brincadeira nervosa.

– Felicity, ele que tem que se sentir culpado. Culpado por não ver a mulher incrível que você é. Nem todos os motivos do mundo vão ser suficiente para você o vê-lo como pai novamente, não posso dizer que entendo porque eu nunca passei por isso, e não vou dizer que sinto muito porque isso deve ser a última coisa que quer ouvir. Mas, olha para mim, eu estou aqui. Por você. — senti meus olhos marejados conforme ele falava, seus lábios roçaram por todo meu rosto distribuindo beijos.

– Você pode ficar do meu lado quando eu abrir aquela carta?

– Vou ficar do seu lado sempre que precisar. — procurei seus lábios contente com sua resposta. Nossos lábios se encontraram de uma forma incrível. Talvez seja coisa da minha cabeça, talvez eu esteja imaginando coisas por estar tendo fortes sentimentos por ele, mas a forma como ele correspondeu aquele beijo acendeu uma pequena chama em meu peito.

– O que foi? — ele perguntou com seus lábios ainda colados nos meus, balancei a cabeça voltando a beijá-lo.

– Nós precisamos sair daqui. — disse, ele resmungou negando.

– Eu estou com fome Oliver, se me lembro bem você me prometeu um café da manhã.

– Você não está no clima para sair. Eu entendi. — acariciou meu rosto.

– Esta dando para trás agora Queen? — brinquei me enrolando na toalha. Escutei sua gargalhada atrás de mim e lhe joguei outra toalha.

– Se tratando de você? Nunca vou dar para trás Smoak. — meu coração saltou em meu peito e eu sorri, a cada minuto ele me surpreendia ainda mais.

O caminho até a mais próxima cafeteira foi silencioso. Um silêncio gostoso, seus dedos estavam entrelaçados aos meus o caminho inteiro afinal estamos à pé.

– Porque está me encarando tanto Felicity? — Oliver perguntou assim que nos sentamos, frente a frente.

– Connor.. Ele mora com você? — eu estava curiosa. Thea não me deu qualquer outro detalhe sobre o garoto e apesar de ter ficado com eles poucos minutos, aquele garoto me cativou.

– Não, ele mora com a mãe em Central City, mas sempre posso ele está aqui. Os finais de semana ele passa comigo.

– É domingo, ele está aqui? — perguntei ansiosa. O sorriso largo que ele abriu demonstrava que ele adorava ser pai.

– Esse final de semana não. Sandra o deixou de castigo por mentir, mas fora isso ele é um ótimo garoto.

– Conte-me mais sobre ele. — apoiei meu queixo em minhas mãos. Nos próximos minutos ele se dedicou a contar como soube do filho, dos 5 anos que ele tinha perdido do crescimento dele e como ele estava tentando compensar o tempo perdido.

O modo como os olhos brilhavam ao falar de Connor, o sorriso sempre constante, o orgulho implícito em sua voz me fazia suspirar.

– Oliver? — sai da minha bolha quando vi uma morena estilo a modelo parar chamando a atenção dele. Ela se inclinou o bastante com a intenção de lhe beijar, mas ele virou o rosto o que resultou em um bico exagerado da garota. Limpei minha garganta atraindo sua atenção.

Ela me encarou de forma desdenhosa e revirou os olhos.

– Ontem você foi embora sem se despedir. — encarei Oliver com meu melhor sorriso falso, ele tentou segurar minhas mãos neguei com a cabeça. Ele acariciou as têmporas e mandou a garota sair que rebolou extravagante.

– Felicity.. — peguei o copo de café que a garçonete trazia e me ergui. Eu não podia cobrar nada dele afinal não tínhamos nada. Nada além de sexo. Ele ainda era Oliver cafajeste Queen.

– Não sei porque, mas eu estou surpresa, não devia mas estou. Faz um favor para ambos, não se aproxime mais de mim.

– Você faz o mesmo não devia estar tão sentida. — abri minha boca chocada com sua frieza.

– Eu achei que você fosse diferente. Me deixei envolver porque talvez esteja emocionalmente abalada, mas agora, eu vejo que você não mudará. As palavras que você me disse? Foram só palavras, podem até ter sido verdadeiras mas agora não fazem o menor sentido para mim. Adeus Oliver. — girei meus calcanhares e praticamente sai correndo da cafeteira. Eu não devia estar surpresa, mas a sensação de perda estava corroendo meu peito aos poucos.

Assim que cheguei no apartamento, observei seis pares de olhos me encarando cheios de expectativas, mas quando não viram Oliver as lamúrias foram coletivas.

– Estamos onde devíamos estar. — foi tudo o que eu disse para elas antes de cair no sofá. Estávamos onde deveríamos, longe um do outro. Desde o momento em que eu soube que tinha dormido com Oliver Queen, sabia que ele seria problema. Um dos grandes, mas mesmo assim teimei e acabei me queimando.

– Preciso sair. Vou ver minha mãe e depois tenho um encontro não necessariamente nessa ordem. — Thea correu mesmo sob nossos protestos para saber quem era a pessoa misteriosa.

– E eu vou tomar banho. Barry vem almoçar aqui Felicity. Se conseguir arrancar da Thea o nome do cara, me diz depois. — Cait se levantou também. Me preparei psicologicamente para as dezenas de perguntas que minha mãe faria.

– Loucura o que aconteceu com Caitlin. Ela me disse que está grávida. — Donna Smoak iniciou, hesitante.

– Se você esta se perguntando o que aconteceu, tudo que eu tenho para dizer é que Oliver não é bem uma pessoa perfeita mãe.

Encarei cada centímetro daquele apartamento com a intenção de fugir de seus olhares.

– Querida, príncipes encantados são perfeitos. E eles não existem. — ela falou, bufei rápido mordendo meu lábio inferior fortemente sentindo o gosto metálico do sangue preencher minha boca.

– Eu não procuro um príncipe mamãe.

– Eu sei como o amor pode doer, eu sei meu amor. Mas o amor é algo complexo, não é uma competição. E às vezes nem tudo se trata sobre vitórias. Você sabe o que fazer, então faça. — encarei seu rosto, ela parecia tão iluminada mesmo não fazendo nenhum sentindo. Passei meu braço por seu ombro e a puxei para mim.

– Vamos esquecer isso por hora, hoje eu só quero aproveitar sua presença. — beijei sua testa e ela riu com meu carinho.

– Se bem que Oliver não é um príncipe. É um rei. — me afastei dela gargalhando alto com sua audácia de fazer um trocadilho com o sobrenome dele.

Notas finais
Me digammm o que acharam?! Lembrem-se de não me matarem, obrigada de nada. Aguardo vocês ahsuahs. Bjss ^^