Sorte no Azar
12 Caitlin Snow
Notas iniciais
As pessoas sempre dizem que depois da tempestade, a calmaria vinha em abundancia. Eu ainda esperava essa famosa calmaria em minha vida. Ainda tinha esperança de que todo azar que eu estava vivendo fosse apenas uma fase, que tudo melhoraria em breve. Precisava acreditar.
Balancei meus pés inquieta com tudo que estava acontecendo. Ronnie ainda não tinha dado sinal de vida, a agonia aflorando meu corpo imaginando centenas de cenas de como ele apareceria novamente, clamando pela paternidade. Clamando para estar de volta a minha vida.
Eu não podia lhe dar um luxo de me ter novamente, eu não podia ser iludida ao ponto de voltar para ele e sofrer ainda mais. De relacionamentos desgastantes minha vida já estava farta.
– É um novo dia, tudo vai melhorar Caitlin. Você precisa acreditar nisso. — murmurei comigo mesma, eu precisava que o dia de hoje fosse bom para que eu pudesse ao menos esquecer por alguns minutos tudo o vinha acontecendo.
Sai dos meus devaneios quando meu celular apitou com uma nova mensagem.
“Almoço, eu e você. Topa? Só para o caso de não saber, Barry Allen”
Sorri diante sua mensagem.
“Depende, você quer vim para cá e cozinhar para mim? Diz que sim por favor”
“Desejos de grávidas não se podem negar”
Gargalhei com aquilo e o respondi rápido. Barry já tinha se tornado um vicio para mim, algo com qual eu não saberia lidar se ele não tivesse ao meu lado. Eu nem podia pensar na possibilidade de perdê-lo.
Joguei minhas pernas para fora da cama e corri até a cozinha. Avistei minha vitima do dia. Um cubo de gelo altamente apetitoso. Gemi satisfeita quando o cubinho entrou em contato com minha boca.
– Já com desejos Cait? — Thea perguntou aparecendo do nada na cozinha, assenti preocupada demais em derreter aquilo em minha boca. Donna estava ao seu lado, escorada na porta. Eu sempre a considerei uma segunda mãe ela tinha seu jeito doidinha, mas era uma pessoa incrível, sua força me inspirava agora ainda mais.
– Cadê a Felicity?
– Trancada no quarto com Oliver. — Thea respondeu dando de ombros como aquilo não fosse nada demais. Abri minha boca surpresa.
– Oliver? Queen? Seu irmão? — questionei com a boca cheia.
– Na mosca. Na verdade, viemos para a cozinha porque uns gemidos começaram a sair de lá. — explicou fazendo caretas logo em seguida, não contive a gargalhada escandalosa que saiu por meu lábios.
– Devia ser uma regra, não trazer homens para cá para nos traumatizar. -brinquei ela riu concordando.
– Caitlin, eu entendi direito, Thea disse desejos? — Donna perguntou, encolhi os ombros vendo o sorriso crescer em seu rosto.
– Sim, eu estou grávida. E em processo de divórcio devo acrescentar. — falar daquilo não me machucava como antes, talvez o que eu sentisse por Ronnie fosse só comodismo. Nós não nos amávamos a um longo tempo.
– Querida sinto muito.
– Está tudo bem Donna, o processo de recuperação está melhorando a cada dia. — disse, bufei irritada quando meus pensamentos voltarem ao meu ex-marido novamente. Mesmo sentindo uma repulsa enorme por Ronnie eu sentia pena de como ele tinha descoberto sobre minha gravidez, aquela tinha sido a pior forma de se descobrir uma gravidez.
Balancei a cabeça tentando esquecê-lo. Escutamos a porta ser batida e nos encaminhamos para a sala.
Alguns momentos depois, uma Felicity triste passava pela porta, meu coração se angustiou e eu quis bater em Oliver Queen por ele ser o culpado pela tristeza da minha amiga. Tudo que ela nos disse foi que eles estavam no lugar onde deveriam estar. Então isso supostamente acabava com o romance explosivo que eles tinham. Eu queria dizer algo, mas eu sabia como Felicity era e tudo que ela menos queria ouvir era um “te avisei” meu.
– Preciso sair. Vou ver minha mãe e depois tenho um encontro, não necessariamente nessa ordem. — Thea falou e correu no mesmo instante, mesmo sob a enxurrada de protestos.
– E eu vou tomar banho. Barry vem almoçar aqui Felicity. Se conseguir arrancar da Thea o nome do cara, me diz depois. — pude ver o olhar dela brilhar em expectativa antes de sair do cubículo que era a sala. Tomei um banho rápido porque ainda tinha uma consulta marcada para hoje. Em pleno domingo. Vantagens de ser uma médica e ter amigos médicos.
Me enrolei na toalha ao notar a campainha soar irritada. Espiei pela fresta da porta e vi Felicity ficar surpresa.
– Roy? — perguntou, quase ri quando Thea passou disparada por mim e deu um oi ofegante para o cara e em seguida um sorriso enorme. Caminhei lentamente até a porta e me apoiei em Felicity.
– Vim por ela. — disse, ele estava esfregando as mãos umas nas outras. Um movimento de quem estava nervoso, Thea puxou Roy e antes de desaparecer das nossas vistas ela lançou um olhar repreensor.
– Ela está se apaixonando Lis, viu o tamanho daquele sorriso? — perguntei ainda rindo, Felicity assentiu animada.
– Pelo menos a vida romântica de alguém tem que dar certo. — resmungou se jogando no sofá. A encarei de olhos fechados, Felicity estava abalada demais para ter sido apenas por Oliver Queen, tinha algo por trás mais eu não podia pressioná-la. Quando ela se sentisse bem o suficiente ela me diria, como sempre fez.
– Tenho uma consulta marcada para agora. Você quer me acompanhar Felicity? — perguntei baixo, minha amiga quicou no sofá parecendo alegre novamente. Troquei de roupa rápido e nós fomos até o médico, meu coração estava tão acelerado que a qualquer momento todos poderiam ouvir o palpitar nervoso.
A clinica de Michelle, minha amiga estava vazia, claro que não teria ninguém. Era um domingo. Mas mesmo assim, ela nos recebeu com um sorriso enorme e nos dirigiu até seu consultório.
– Thea vai querer te matar por não estar aqui nesse momento. — Felicity sussurrou se segurando na maca, sua animação era tanta que até me animou.
– Agradeço por me atender hoje Michelle. — agradeci a médica e minha amiga, ela sorriu passando o gel em minha barriga. Estremeci olhando com rapidez a tela voltada para nós.
Por muito pouco, pude perceber um pequeno caroço de feijão na tela. Uma emoção tomando conta do meu corpo. Ali estava meu bebê. Meu filho. A ficha de que eu estava realmente grávida caiu e eu entrei em desespero. O que seria de mim com uma criança?
– Não estou enxergando nada. — Felicity resmungou me tirando dos devaneios. Sorri agarrando a mão dela com força que me encarou confusa.
– Vou deixar outra consulta marcada Caitlin, você vai precisar de algumas vitaminas necessárias para que não fique anêmica. Nos vemos na próxima consulta Dr. Snow, e meus parabéns pelo bebê, ele cresce forte e saudável. — disse, apenas agradeci e peguei a pequena impressão que ela me dava.
– O que houve Cait, você ficou assim estranha do nada.
– A ficha de que eu estou grávida caiu Felicity, eu estou apavorada! Surtando na verdade, vou ser mãe solteira e não sei se consigo. — desabafei e cai em seus braços, chorando como nunca. Talvez os hormônios estejam mais agitados que o normal.
– Cait, de novo isso? Você vai ser uma mãe incrível, e não vai estar sozinha isso que importa. Essa criança vai ser tão amada, ela já é muito amada. — sussurrou acariciando meus cabelos.
– Estou com medo.
– É normal ter medo, você é mãe de primeira viajem. Você tem o direito de surtar um pouco, mas nunca pense na hipótese de que será uma mãe ruim. — ela agarrou meu rosto me fazendo ver seus olhos brilhantes.
– Obrigada. Vamos para casa, estou com fome. — sussurrei baixo mudando de assunto, ela assentiu e nos guiou até o carro.
– Eu não perguntei, mas como você e Oliver estão?
– Segui seu conselho e me resolvi com ele. Oliver para um lado e eu para outro, melhor coisa que deveria ter sido feito. — ela engoliu o seco e percebi o quanto aquele cara mexia com ela, Oliver era mais do que um caso para ela. Resolvi não comentar mais nada porque se eu grávida estava com um humor estável acabaria chorando por minha amiga estar tão decepcionada.
Quando chegamos ao apartamento nos deparamos com um Barry assustado, e Donna sorria maliciosa. Ele se ergueu rápido se mantendo perto de mim enquanto Felicity questionava o que a mãe tinha feito.
– Mãe! Barry tem idade para ser seu filho, para com isso por favor. Além do mais ele e Cait tem algo. — escutei Felicity resmungar e o bufo frustrado de Donna me seguida.
– Não temos algo. — respondi rápido, encarei Barry esperando sua confirmação, mas ele apenas passou os braços por minha cintura me contradizendo.
– Querida, preciso que me leve ao aeroporto, Adam não sabe que eu vim para cá, pensei que iria passar mais tempo com você, mas aparentemente aquele velho careca não quer deixar. — Donna falou, um suspiro frustrado saiu por meus lábios e pelos de Felicity simultaneamente.
– Mas mãe, você acabou de chegar...
– Eu sei querida. E por isso preciso que me prometa que vai me visitar em breve. — pediu, Felicity assentiu parecendo frustrada e abraçou sua mãe forte. Donna pelo visto já tinha arrumado todas suas coisas. Então nem tivemos como matar o tempo.
O caminho até o aeroporto foi silencioso. Eu podia sentir toda a tristeza irradiar do corpo de Felicity.
– Querida desmancha esse bico, você está parecendo uma criança assim. — Donna resmungou sob os bufos de Felicity.
– Você podia parar de trabalhar em Vegas e ai mudar para cá. — insistiu. Vi Donna abraçar Felicity e sussurrou algo que a deixou tensa. Senti os lábios de Barry em meus cabelos, juntos assistimos a interação de mãe e filha.
– Me liga assim que chegar lá. — Felicity gritou para a mãe que já ia embora, me afastei dos braços de Barry e abracei Felicity pelos ombros.
– Eu estou bem Cait. — sussurrou, em resposta eu apenas a apertei ainda mais em meu abraço.
– Podemos ir para casa agora? Tenho um dilema para resolver. — franzi a sobrancelha a encarando que suspirou.
– A visita dela foi apenas para deixar uma bomba em meu colo. Uma carta do meu pai.
– Oh Felicity.
– Não Cait, nada disso agora estou farta dos outros sentirem pena de mim. Barry você vai dirigir? — perguntou, ele negou corando forte. Achei fofa sua reação, mas minha cabeça estava focada em Felicity, seu pai sempre foi um assunto complicado.
– Eu não sei dirigir Felicity, mas se você for, precisamos passar no supermercado antes, comprar os ingredientes. — Barry anunciou, vi a testa de Felicity franzir.
– Barry vai cozinha para nós.
– Estamos em um episódio de master chef agora? — brincou e eu ri dela da sua tentativa de ser engaçada.
– Talvez a noite podemos comer algo de um chef de verdade. — ele salientou, o encarei divertida.
– Você está me chamando pra sair Senhor Allen? — indaguei. O sorriso largo de menino fez meu coração pular em meu peito.
– Isso depende. Você vai dizer sim Dr. Snow? — retrucou, assenti.
– Se beijem agora por favor. — Felicity gritou nos tirando de uma bolha que eu nem percebi ter se formado em nossa volta. Barry pareceu desconcertado, envolvi sua mão na minha e depositei um beijo rápido em sua bochecha.
[..]
Bufei olhando o relógio novamente. 19:30.
Barry estava prestes a chegar e eu nem estava pronta ainda e Felicity insistia em rir do meu desespero.
– Você é uma péssima amiga Smoak. — resmunguei me olhando no espelho novamente.
– Porque está tão nervosa Cait? É apenas o Barry. — disse se sentando na cama.
– Por isso estou tão nervosa Felicity? É do Barry que estamos falando. -me joguei ao seu lado frustrada.
– Ele vai te achar linda até em trapos velhos porque ele está apaixonado por você, para de se preocupar com isso por favor.
– Você acha? Ele esta apaixonado por mim? — sussurrei sorrindo largamente, uma sensação dominando meu corpo inteiro. Uma sensação maravilhosa. Felicity assentiu me virando para o espelho e ajeitando meu cabelo.
– Eu estou me preocupando atoa né? É só que eu quero muito que isso dê certo.
– Ele não é o Ronnie. — respondeu parecendo notar todo o meu receio, suas mãos aproveitaram acariciar minha barriga por cima da blusa.
Meu coração acelerou quando a campainha tocou nos dispersando daquele momento. Felicity riu da minha rapidez e pegou uma bolsa enorme se despedindo de nós enquanto Barry me estendia uma venda preta.
– Barry porque está segurando essa venda? Sério? E porque Felicity está indo embora?
– Só coloca Dr Snow. Sem reclamações. Eu não faço a mínima do porque ela está indo. — resmungou a última parte corando violentamente, senti sua respiração pinicar meu pescoço.
– Eu vou cair Barry, me deixa tirar essa venda. Você vai ser o culpado se alguma coisa acontecer. — tornei a reclamar apoiando minha mão na barriga.
– Já disse que não vou deixar nada acontecer com vocês. — tornou a resmungar, sua mão me guiando. Senti a brisa fria tocar meu rosto e eu me arrepiei inteira.
Sorri totalmente emocionada quando ele retirou a venda de meus olhos, pisquei observando tudo a minha volta. Barry parecia envergonhado com as mãos nos bolsos e me encarava ansioso. O terraço estava cheio de flores e lanternas pequenas. Um ambiente tão romântico.
– Barry, você fez isso tudo sozinho? — perguntei baixinho me sentando onde ele me indicava. A mesa estava decorada com velas, e ao fundo uma música lenta tocava.
– Felicity me ajudou.
– Você é incrível Barry Allen. — murmurei fascinada enquanto ele me servia um copo de suco.
– Você merece isso e muito mais Caitlin. Merece o melhor de mim. -prendi minha respiração vendo seus olhos brilharem de forma intensa.
Durante todo o jantar, Barry se dedicou o máximo por mim. O tempo tinha parado, éramos só eu e ele ali. Não tinha nenhuma preocupação nos perseguindo, nenhum drama, nada. Éramos só eu e ele.
Eu me sentia de forma diferente ao seu lado, me sentia única. Uma forma como nunca me senti antes, e estava apavorada por esse sentimento desconhecido, apavorada com medo de perdê-lo.
Confusa o observei se erguer e me estender a mão. Neguei inicialmente mas seu olhar irredutível me fez me erguer e apertar sua mão com força. A vista de Starling City era incrível.
– Dança comigo. — pediu, apoiei meu rosto em seu peitoral cheirando seu perfume único.
– Estamos dançando Barry.
– Não, eu estou dançando você está parada. — pontuou, passei meus braços por seu pescoço e ele me apertou o calor de seu corpo em aqueceu por completa.
– Barry. — chamei sentindo uma súbita coragem possuir meu corpo, ele abaixou a cabeça enquanto eu me erguia o suficiente para roçar nossos lábios.
Naquele momento eu soube que o que eu senti com Ronnie não era um terço do que eu sentia com Barry. Todo o sofrimento que eu passei se tornou mínimo. A minha calmaria finalmente tinha chegado e ela tinha nome e sobrenome.
Barry me puxou mais para seu corpo, sua língua deslizando hesitante pela minha boca ri baixinho e ele parou de me beijar instantaneamente. Seu semblante confuso.
– Cedo demais para língua? — perguntou, neguei rápido puxando sua boca para a minha novamente. Eu sabia dizer com precisão o dia em que me apaixonei por ele. Barry cuidou de mim como nenhum outro homem fez, ele respeitou meu tempo ele me respeitou. Eu podia estar caindo novamente em um precipício, mas esse valeria a pena. Por Barry, valeria.
– Eu estou grávida Barry, de outro homem, como você pode me querer? — perguntei limpando os resquícios de lagrimas que tinham invadido meu rosto. Barry me ofereceu um sorriso incrivelmente lindo e eu suspirei alto o encarando atentamente.
– Se você me permitir estar em sua vida Caitlin, eu vou amar essa criança eu vou amar você. Por favor me permita entrar em sua vida. Eu quero ser mais do que um simples amigo. — pediu acariciando meu rosto, fechei meus olhos com o carinho. Barry estava ali, em minha frente tão vulnerável demonstrando seus sentimentos.
– Você nunca foi um simples amigo Barry. — em resposta a seu pedido, colei nossos lábios novamente em um beijo calmo e incrível. Foi como se não existisse nada além de nós dois ali. Naquele momento eu pertencia a Barry Allen, e estava contente com essa posse.
– Eu preciso de você Barry.. — sussurrei em um lapso de desejo. O modo como sua respiração estava ofegante, e a forma como ele me colava em seu corpo me dava certeza de que ele me queria também.
– Você me tem Caitlin. — sussurrou, corei um pouco me perguntando se seria necessário dizer em voz alta, seu sorriso divertido soou por meus ouvidos e eu lhe dei um tapa no braço.
– Vamos sair daqui. — me puxou pela mão nos guiando de volta até o apartamento. Entendi nesse momento o porque Felicity tinha dito que iria dormir em um hotel hoje. Minha amiga, sempre tão perspicaz. Não pude perder tempo pensando em nada, porque Barry colou nossos lábios de forma urgente assim que chegamos em meu quarto.
– Eu não quero nada apressado Caitlin, tenho medo de que tudo isso seja apenas um sonho meu, eu não sei o que seria da minha vida sem você Dr. Snow. — Barry falou, sorri docemente e aproximei nossos lábios sentindo seu hálito refrescante tocar meu rosto.
– Eu estou apaixonada por você Barry Allen, e isso não é um sonho. -sussurrei entre seus lábios, sua mão se apertou em minha cintura levemente e então delicadamente ele me empurrou na cama ficando por cima de mim. Mas ao invés de seus lábios tocarem os meus novamente, ele beijou minha barriga.
– Vou cuidar da sua mãe agora bebê. — sorri emocionada aproveitando para acariciar seus cabelos. Joguei meus cabelos para o lado me ocupando em abrir o zíper do meu vestido, os olhos deles cravados nos meus me dando a certeza de que eu tinha feito a melhor escolha.
Aproveitando minha nudez, seus beijos passaram por todo meu corpo me arrepiando no processo. Abri os botões de sua blusa lentamente e aproveitei e desenhei algo em seu peitoral.
– Você é incrivelmente linda. — sussurrou tomando de conta de meus lábios novamente, nossas línguas entrelaçadas em uma briga gostosa onde nenhum perderia passei minhas pernas por sua cintura dando um contato mais intimo. Ele gemeu apertando minhas pernas.
– Me promete que vai dizer se eu te machucar. — pediu, acariciei seu rosto levemente.
– Você nunca me machucaria Barry. — sussurrei em resposta. Em nenhum momento seus olhos deixaram os meus. Eu ainda tinha certo receio em me entregar à ele assim, tão rápido tão precoce. Mas algo em minha mente me dizia que ele era a pessoa certa.
Ele retirou suas calças apressados, tropeçando nas mesmas enquanto tentava me alcançar. Gemi alto sentindo suas mãos por todo meu corpo, ele era tão delicado e atencioso.
Depois de todas as peças jogadas no chão, Barry me fez sua. Suas mãos nas minhas, seu corpo quente e suado me amando como eu nunca fui amada antes, funguei baixo sentindo um rastro de lágrimas descerem por meu rosto.
– Eu te machuquei? — perguntou parando de se movimentar. Neguei apertando minhas pernas mais firmemente em sua volta.
– Onde você estava por todo esse tempo? — perguntei baixinho, o sentindo voltar a se movimentar.
– Esperando por você
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