Sorte no Azar

1 Felicity Smoak


Notas iniciais
Heeey. Então, sim. Nova fanfic na área. Devo agradecer muito o apoio da Karol Monteiro do grupo "Olicity Brasil", sem você essa fanfic não iria para frente. Karuline, esse capítulo é dedicado à você. Boa leitura.

Todo relacionamento chega em uma crise, um empasse, entre continuar ou desistir. Eu chamo esse momento de "então".

Suspirei encarando Ray Palmer à minha frente atônita, ele se movimentava de um lado para o outro parecendo muito preocupado e muito cuidadoso com as palavras, como se estivesse pisando em ovos. Nem escutava mais o que ele dizia, estava focada em suas últimas cinco palavras.

"Eu preciso terminar com você"

− Felicity você está ficando roxa. Desculpa Felicity, eu não estou pronto para um relacionamento assim.

Franzi o cenho engolindo meu riso, eu nem sabia que estávamos namorando. Limpei minhas mãos na blusa enorme que usava e assenti calada, temia que se abrisse minha boca eu riria dele e eu realmente não queria magoar seus sentimentos. Apesar de tudo, Ray Palmer era muito legal.

Percebi algumas lágrimas em seu rosto enquanto ele deixava meu quarto.

− Sinto muito se não sou a pessoa certa para você Ray, mas você vai encontrá-la e quando isso acontecer não a deixe fugir. -disse o encarando ele se aproximou se mim o bastante para me dar um selinho.

E então ele saiu, e um segundo depois Thea Merlyn minha melhor amiga apareceu com o cabelo bagunçado.

− O que houve?

− Ray terminou comigo.. — pude ver um mínimo sorriso em seus lábios antes de escutar sua gargalhada alta.

− Ele pensou que vocês estavam namorando? Que idiota.- falou entre risos.

− Para Thea, ele só é romântico. — claro que eu não era nenhuma destruidora sem coração, mas depois do que eu passei preferia nao dá trela para o amor, porque no fim eu sempre me magoaria. Thea revirou os olhos.

− Parece que sua noite foi boa. — comentei, o sorriso malicioso nasceu em seus lábios demonstrando que sua noite tinha sido mesmo boa, desde que nos conhecemos eu e Thea éramos inseparáveis, na verdade ela que me apresentou essa vida de sexo sem compromisso. Ela era uma das minhas melhores amigas, e com quem eu cometia as piores e as mais memoráveis loucuras.

− Será que ele se arrependeu? — debochou abrindo a porta quando batidas insistentes soaram através dela.

− Ronnie me traiu. — arregalei meus olhos encarando Caitlin nos braços da Thea que arregalou os olhos a acolhendo, aquela era minha outra melhor amiga.

Cailtin Snow.

Ela era casada com um babaca de primeiro, mas apenas ela se recusava a ver isso. Cait e eu éramos amigas desde crianças, a onde ela ia eu iria ou vice e versa. Quando ela passou na faculdade de medicina em Massachusetts eu a acompanhei porque tinha passado no MIT na mesma época, e em nossa primeira festa dos babacas de fraternidades conhecemos Thea Merlyn, ela disputava com um idiota quem bebia mais cervejas e eu fiquei tão impressionada quando ela ganhou que acabei indo falar com ela.

− Tudo bem, você pode repetir tudo? — minha amiga deu de ombros, seus olhos e nariz avermelhados.

− Ele disse que teve sexo intenso com a advogada.

− Não acredito que ele disse intenso, que babaca. — Thea se indignou.

− Quando o vê ele vai se arrepender. Vai aprender a não mexer com você Cait, ele vai conhecer a fúria de Thea Merlyn. — encolhi os ombros, Thea podia ser pequena e ter aquela faceta de anjo, mas ali era lobo disfarçado em pele de cordeiro.

− E o pior foi que a piranha estava do lado dele, na nossa casa escutando tudo o que ele dizia. Ele está transando com aquele projeto de barbie, e me pediu o divórcio.

− Sério, vou detonar esse cara. — vi Cait olhar carinhosamente para Thea antes de a abraçar.

− Ela disse alguma coisa? — perguntei segurando suas mãos, oferecendo apoio que ela precisava.

− Disse que gostou dos meus sapatos. — encarei seus pés ao mesmo tempo em que Thea.

− Olha, ela tão errada não. Seu sapato é magnífico. — fuzilei Thea com o olhar, ela apenas deu de ombros.

− Sei que não é um bom momento, mas como três dignas cornas, vou propor um pacto. — Thea iniciou, a encarei interessada porque sabia que o que veria a seguir não seria coisa boa. Thea tinha muitas idéias malucas.

Sobre termos sido traídas ela não estava errada, todas as três fomos traídas, claro que em tempos diferentes.

Thea namorava um carinha na faculdade, antes da gente se conhecer, e ele bem a traiu com uma amiga dela. Ela disse que não foi tão terrível assim porque assim que ele confessou ter a traído, Thea como uma pessoa super madura dormiu com o melhor amigo do cara.

E eu bom.. Namorava um cara desde o meu ingresso na faculdade, Copper Sheldon, o bastardo que ferrou com a minha perspectiva de ter um final feliz. Como se não bastasse me trair com a garota que me odiava, fez isso em meu dormitório no dia do meu aniversário. Péssimo jeito de comemorar. Mas a coisa boa que aconteceu por causa disso foi que eu conheci Thea.

E a agora acontecia com Cait.

− Temos sorte em ter azar. — fiz careta ao constatar isso.

− Sim, temos. Mas voltando ao pacto, sem relacionamentos. Sem homens permanentes em nossa vida, eles provaram que não prestam então quem não vai prestar somos nós.

− Você não presta. — arregalei meus olhos quando deixei aquilo escapar.

− Estamos no mesmo barco Smoak. — ela retrucou e em seguida estendeu sua mão ao centro, encarei Cait receosa mas ela foi rápida em colocar sua mão sob a de Thea, ambas me encararam em expectativa.

− Já estamos na chuva vamos nos molhar. — juntei nossas mãos e sorri cúmplice para minhas amigas.

− Então o que acontece agora? — Cait questionou depois de alguns segundos, nossas mãos ainda juntas no centro.

− Thea e eu compraremos café, você fica aqui. — falei puxando Thea comigo que resmungou mas veio mesmo assim, ela passou a mão por seu cabelo tentando amenizar.

− Não está adiantando nada. — ela me deu um olhar mal humorado.

− Você acha que o seu está bom? — jogou na cara, revirei os olhos agarrando seu braço. Estava fazendo um frio terrível me arrependi de não ter pego um casaco.

− O que vamos fazer? — perguntei quando chegamos em casa, Cait estava apagada no sofá, parecia desconfortável.

− Vamos levá-la em uma boate de stripper. — franzi a testa observando ela movimentar as mãos de forma maléfica.

− Não Thea.

− Estraga prazeres. Vamos pelo menos na verdant. E não vamos dar oportunidade dela dizer não. — assenti enrolando meus dedos em torno do copo de café sentindo o calor fumegante ali.

Ajeitei Cait no sofá e coloquei sua cabeça em meu colo, mas no momento em que me sentei a campainha tocou, olhei para o corredor e não vi Thea.

− Droga. — bufei retirando a cabeça da Cait do meu colo enquanto a pessoa tocava loucamente a campainha, temi que aquilo acordasse Cait então me ergui rápido.

Assim que abri a porta quis voltar a fechá-la.

− Oi, é a Laurel.

− Você sabe que não tá no telefone né? — soltei um sorriso cínico e ela retribuiu.

− Estou vendo que meu dia já começou ruim, de qualquer forma vim convidar Thea para a minha festa no fim de semana, apenas ela. -revirei os olhos com sua implicância.

− Podia ter feito pelo celular, mas acho que te entendo, você queira me ver porque me ama demais, pode confessar Laurel isso fica só entre nós, mas devo adiantar que não sou lésbica, nada contra se você for. — brinquei, ela apenas virou e saiu resmungando algo sobre Sara ter a obrigado fazer aquilo.

− Essa sua amiga é um amor de pessoa. Às vezes acho que ela desenvolveu uma espécie de amor platônico por mim. — falei, Thea gargalhou alto enxugando seus cabelos.

− O que ela queria?

− Convidar você e somente você para ir a sua festa no fim de semana. -tentei imitar a voz de Laurel, mas falhei terrivelmente. Thea riu da minha tentativa.

− Você sabe o porquê dela te odiar. Você ficou com Tommy antes dela.

− Não pude fazer nada, seu irmão é muito lindo e só para constar ele que deu encima de mim primeiro eu só retribui. — era a verdade. Eu nunca fui nenhuma santa, e Tommy Merlyn naquela época era solteiro e desimpedido, mas quando Laurel Lance soube do meu rolo com ele, ela começou a me odiar mas em minha defesa eu não sabia que ela estava tentando ficar com ele. Claro que eu me divertia a custas dela, mas já se passou anos desde esse envolvimento e ela já está namorando Tommy.

O dia passou rápido, Cait dormiu o dia inteiro, só acordou quando Thea a ameaçou com um balde d'água gelada. Então ela foi pegar suas coisas no apartamento dela e de Ronnie, eu tinha me oferecido para ir com ela, mas Cait me conhecia melhor do que todos e sabia que eu tentaria machucar Ronnie.

− Thea cadê você? — gritei da cozinha enquanto preparava um drink, como eu conhecia bem a fossa de quem era traído sabia que Cait iria precisar daquilo.

− Pegou todas as suas coisas? — questionei quando a vi entrar, minha amiga nunca esteve pior soltei um suspiro alto me sentindo triste por ela.

− Eu ainda estou esperando o seu "te avisei". — ela deu um sorriso forçado fiz uma breve careta, minha língua coçando para dizer tudo o que eu achava de Ronnie, desde sempre conhecia esse lado cafajeste dele.

− Ela avisou. — Thea falou pegando o copo e virando de uma vez, senti meu corpo arrepiar com aquilo.

− Isso aqui é sorvete? Qual é Snow, você precisa é se uma balada e não de sorvete. — concordei com a cabeça mesmo sabendo que iria me arrepender afinal amanhã já era segunda feira, de novo infelizmente.

− Não quero ir para balada Thea. Vocês podem ir, não me importo.

− E quem foi que disse que você tem escolha? — questionou colocando as mãos em sua cintura, ri de sua postura. Thea assustava qualquer um.

− Vá se arrumar Snow, já separei sua roupa.

− Thea eu não sou criança. — Cait bufou cruzando os braços sob o peito.

− Quem não é a criança mesmo? -Thea provocou apertando as bochechas dela que tentou mordê-la.

− Vamos Cait. Prometo que se você não gostar nós voltaremos e nos entupiremos de sorvete não é Thea? — a encarei tentando passar meu melhor olhar de intimidação.

− Tudo bem. — ela resmungou e saiu rebolando pela casa.

− Pode banhar no meu banheiro. Thea vai demorar bastante..

− Mas e você? — Cait passou uma mecha de seus cabelos para trás envergonhada.

− Eu vou escolher minha roupa enquanto isso. -ela murmurou um tudo bem e saiu. Me dirigi até meu quarto e fiquei encarando minhas roupas.

− Preciso de roupas novas.. E preciso aprender a não falar sozinha também, meio difícil quando você continua a brigar consigo mesma Felicity Smoak. — qual era meu problema?

Caminhei até o quarto de Thea não me importando em pegar uma roupa sua emprestada. Logo de cara avistei um vestido preto curto com algumas aberturas nas costelas.

− Quando o comprei só pensei em você. — pulei assustada quando ela parou ao meu lado sorrateiramente.

− Você não faz barulho quando anda? E quando foi que comprou esse vestido? -passei a mão pelo tecido e me deliciei com sua textura.

− Quando sai com minha mãe semana passada. Ela vem insistindo que eu vá morar com ela novamente. Mas ela já controlou minha vida demais. — deu de ombros ao falar de sua mãe. Thea não falava muito de sua família, o pouco que eu sabia era que sua mãe tinha traído o cara com quem era casada com Malcom Merlyn o bilionário e pai de Tommy, e então Thea nasceu e quando o suposto pai dela soube tratou de se separar de sua mãe e foi morar na Rússia e carregou junto um outro irmão que ela se recusava em dizer quem era. E como Thea não queria ir para Rússia e muito menos morar com sua mãe, ela foi morar com Malcom e Tommy.

Ela se recusava a falar o sobrenome de sua mãe para que eu não a tratasse diferente. Mas ela era diferente, ela era filha de um bilionário e ainda sim preferia rachar o aluguel comigo, a admirava por querer ser independente.

− Tudo bem, vou tomar banho agora.

Quando cheguei ao quarto, Cait já estava se maquiando então corri para o banheiro. Entrei na ducha e deixei a água livrar meus pensamentos borbulhantes. Porque minha mente não parava nunca.

− Você ainda vai secar esse cabelo? — Cait perguntou, assenti trabalhando em meu cabelo, não demorou e logo ele estava seco e lindo, tinha cortado esses dias e estava adorando ele curto, estava na altura dos ombros.

Depois que terminei o cabelo fiz uma maquiagem básica e rápida, só dei destaque para meus lábios que agora estavam pintados de vermelho.

− Você não vai casar não Felicity. — Cait implicou a encarei de cima a baixo aprovando seu look. Thea sabia como brincar de barbie. Cait estava com um vestido preto e brilhoso de mangas longas, os cabelos caindo por suas costas.

− Nossa, se eu fosse um homem te pegaria com certeza. -brinquei colocando o meu vestido e calçando os sapatos.

− Digo o mesmo.

− Os marmanjos vão cair duros no chão quando chegarmos a Verdant. -Thea apareceu, ao contrário da gente ela vestia um short de cós alto e uma espécie de top, estava linda.

− Eu só quero beber hoje. — Cait falou e vi ligeiramente Thea oferecer um copo com whisky para ela. Essa noite estava prometendo.

Dito e feito, assim que chegamos na boate, alguns homens vieram como imãs até nós.

− Hey Roy. — acenei para o bartender que era nosso amigo, mas da Thea que meu, ele sorriu para mim quando consegui me sentar, a boate estava a todo vapor. Thea e Caitlin trataram de se separar assim que adentramos.

− Fel, você está linda.

− Oi ambercroimb. — Thea gritou já bastante animada, ela estava enlaçada a um cara bonito, pude ver o sorriso de Roy falhar antes de ele pegar sua bebida. Ele já sabia o que bebíamos, já éramos praticamente de casa.

Encarei a boate toda e a encontrei em um canto.

− Como você está? — perguntei me sentando ao lado de Cait, ela parecia tão solitária mesmo estando rodeada de gente.

− Eu não posso fazer isso, pensei que podia mas não posso. Vou voltar para o seu apartamento Fel. — apenas assenti, mesmo querendo gritar com ela que Ronnie não merecia suas lágrimas, que quem devia estar chorando era ele mas resolvi ficar na minha.

− Vou com você. Afinal você ficou comigo quando passei por isso. -ela meu deu um sorriso complacente e negou.

− Tem um gato te observando ali.

− Posso olhar?

− Não

− Agora?

− Não

− Agora? — mesmo sob o protesto dela, virei meu corpo na direção oposta, juro que quase deixei minha boca se abrir com tamanha perfeição. Pisquei o observando direito, braços grandes, pelo modo se sentar podia perceber que é alto, os cabelos loiros curto a barba por fazer. Quase um clone do Deus Apolo.

− Acho que tem um pouco de baba aqui. — Cait implicou e se levantou deixando o lugar ao meu lado vago, sorri levemente para o Adônis bonitão que me encarava sem pudor algum, senti minha boca secar quando ele se ergueu.

Mas infelizmente quem se sentou ao meu lado foi um cara ruivo.

− Eu te conheço de algum lugar? — bufei com a cantada mais antiga de todas.

− Acho que não. — sorri falsamente, senti uma presença do meu outro lado e sabia que era o bonitão.

− Escolha uma bebida, eu pago.

− Não obrigada. Estou bem.

− Vamos, é só uma bebida.

− Não, não é. Vou simplificar, vamos beber e então vamos para o seu apartamento onde iremos transar, então você se apega e depois de um tempo namoramos, mas então você vai me apresentar para sua família e sua mãe vai fingir que me acha inteligente e bonita, mas ela não acha isso.

− E depois sua mãe iniciaria uma conversa de merda, sobre pessoas de merda em um local de merda. — me surpreendi ao ouvir a voz rouca do cara atrás de mim, sorri vendo a cara de espanto do ruivo.

− O que? Só ofereci uma bebida.

− Não, não ofereceu só uma bebida. Ou foi?

− Não, foi um pedido de casamento. — continuei, o cara arregalou os olhos e saiu apressado.

− Então, bebida?

− Claro.

Não demorou muito para ter uma conversa interessante com o bonitão, além de lindo ele era atencioso e simpático.

− Perdão por interromper, mas eu venho lhe chamando de Adônis, bonitão ou projeto de Apolo em minha mente. Gostaria de saber seu nome. — murmurei, ele riu.

− Oliver. — ele tem cara de Oliver. Oliver's são bonitos, se tornou meu nome preferido a partir desse momento.

− Felicity. — ele sorriu se aproximando de mim, seus olhos encararam meus lábios e por reflexo eu os emudeci.

− Quer sair daqui Felicity?

− Espera antes de sairmos, você não é psicopata que vai me levar para o mato e me matar vai? — ele riu. Um riso rouco que fez minha pele se arrepiar, essa boate estava ficando quente de repente.

− Prometo que não sou um psicopata, tudo que eu quero fazer com você envolve nós dois em quatro paredes, tudo que quero é fazer você gritar meu nome até ficar rouca Felicity. — se eu fiquei excitada com aquelas palavras sim ou claro?!

− Sua ideia me parece interessante, ficarei contente em torná-la real.

− Vamos sair daqui então? — assenti contente, ainda bem que ele tinha iniciativa. Caminhamos até seu carro aos tropeços, eu queria muito provar daquele homem, nunca senti uma sensação tão forte assim.

No caminho para o motel, eu passei a beijar o pescoço dele avidamente, ele arregalou os olhos quando passei minha mão por cima de sua calça sua boca se abriu rapidamente e seus olhos voaram para minhas mãos que adentravam sua calça.

− Olhos na estrada senhor. — resolvi provocar mordendo sua pele levemente.

− Oh foda-se. Não vou aguentar até chegarmos, estou ficando louco fantasiando como é estar dentro de você. — ele parou o carro rapidamente e me puxou para seu colo, gemi rebolando em seu colo.

− Você gosta de provocar. — afirmou baixo em meu ouvido, ri me antecipando e tirando sua camiseta, um sorriso malicioso deslizou por meus lábios ao ver seu peitoral malhado.

− É um dos meus maiores prazeres, provocar. — sussurrei perto de seus lábios o sorriso malicioso que ele me ofereceu valeu meu dia, suas mãos foram até minha nuca puxando meus cabelos e então seus lábios tomaram de posse dos meus duramente, uma explosão surgiu em minha cabeça, gemi contra seus lábios quando o senti roçar a mão sob minha calcinha.

Ele ergueu seu corpo o suficiente para retirar sua calça, fechei meus olhos sentindo o contato corpo e corpo.

− Proteção. — murmurei ofegante porque ele tinha decidido brincar com seus dedos em minha intimidade.

− Bolso esquerdo. — falou, peguei a camisinha a rasgando rápido. Tudo que eu queria era sentir aquele homem dentro de mim. Ele todo.

Ele me beijou fortemente então senti seu membro deslizar por mim, me ocupei em cavalgar e ele segurava minha cintura fortemente impedindo seu membro sair de dentro de mim.

− Oliver.. — gritei fechando os olhos, o orgasmo me atingiu e meu corpo ficou mole. Tinha que dar os parabéns para ele, porque ele fez algo que quase nenhum cara conseguiu. Me fazer gozar na primeira transa.

Sentia sua respiração ofegante em meu pescoço e com mais algumas estocadas ele chegou ao seu ápice.

− Isso foi incrível. — ele comentou tirando uma mecha de meu cabelo que insistia em ficar em meu rosto, sorri para ele.

− Dizem que em quatro paredes tudo fica melhor. Mais intenso.

− Mal posso esperar para confirmar isso. — voltei para o banco dos passageiros vi ele se recompor e voltar a dirigir.

−Onde estamos? — perguntei observando o prédio chique a minha frente.

− Meu apartamento. — arregalei meus olhos. Porque ele não podia fazer como todos os outros e me levar para um motel.

− Vamos ver se você é realmente boa em quatro paredes Felicity, porque eu garanto que vou fazer você gritar a noite inteira. -sussurrou em meu ouvido, esqueci meus devaneios sentindo meu corpo tremer com sua promessa.

Essa noite só estava melhorando.

(...)

Abri meus olhos sentindo a claridade me ofuscar, engoli o seco ao sentir uma mão em minha cintura.

Oh merda, eu dormi aqui? Thea vai me matar quando souber disso, Caitlin ia me matar por não ter ligado avisando. Estava ferrada.

Fechei meus olhos por um breve momento e lembrei-me da noite passada, nunca mais veria um tuor com os mesmos olhos. Depois da sessão no carro, fizemos no elevador, na sala, cozinha para chegarmos ao quarto.

Sai da cama lentamente temendo acordar Oliver, suspirei alto quando vi sua bunda redonda desnuda, uma vontade de dar um tapa ali crescendo em mim.

Que lindo Smoak, saindo de fininho.

− Oh droga, cadê meu sutiã? — questionei baixinho, bufei quando não o encontrei resolvi deixar por onde ele estivesse como lembrança para ele. Com sapatos em mãos sai na ponta dos pés do quarto do bonitão.

Eu podia afirmar com todas as letras que aquele homem foi inesquecível. Minha melhor transa.

Literalmente corri até meu apartamento, só parei para dar uma rápida explicação para Cait que estava acordando parecendo péssima, típico de quem bebeu todas. Tomei um banho rápido e me dirigi até meu local de trabalho.

Queen Cosolidation. Departamento de T.I, sim eu era uma nerd total e assumida.

− Tcs tcs, mal começou a semana e você já está se atrasando senhorita Smoak. -o velho rabugento do meu chefe reclamou, ele adoraria me ter bem longe da QC, mas de alguma forma ele nunca conseguiu se livrar de mim. Esse emprego era a minha salvação.

− O CEO está lhe convocando. — o velho tornou a falar, tudo bem acho que eu ia ser demitida, semicerrei meus olhos ao ver o sorriso de satisfação em seu rosto.

− Se vão me demitir, quero que saiba que você é o pior chefe que existe e pelo amor de Deus, pare de dar em cima das funcionarias ninguém quer você. — deixei todos do departamento de boca aberta, se eu seria demitida sairia pelo menos com orgulho.

Temerosa caminhei até o elevador e apertei até o último andar. Passei a mão em minha saia tentando me livrar do nervosismo.

Sem balbuciar, sem balbuciar. Não passe por mais vergonha.

− Senhor Queen pediu para me ver. Meu nome é Felicity Smoak, departamento de T.I . — falei para a secretária que não tinha se dado noção da minha presença.

− Ele lhe aguarda. — falou sem nenhum tipo de emoção na voz, ela me encarou de cima a baixo e eu me obriguei a caminhar.

Senti meu coração despencar quando encarei o rosto do bonitão à minha frente.

Oh merda, eu transei com meu chefe. Repetida vezes.

Notas finais
Então. Estou autorizada a continuar a fanfic? Espero que sim.Beeijos.