Notas iniciais
Antes de tudo.. Jesus! Quase fiquei louca com esse período de manutenção, mas estamos de volta.. E woow. Nunca pensei que a história teria tanto reconhecimento. Deus, eu amei cada comentário sobre a fic, estou amando escrever tudo isso e espero que gostem. Obrigada a quem comentou, que deu favoritos, sério sem vocês eu não seria nada. Bem, sem mais delongas. Boa leitura.

É raro encontrar alguém que nos faça feliz, romanticamente falando.

Quando me apaixonei por Ronald Raymond foi como cair de um precipício. Rápido demais. Parecia que minha vida tinha ganhado um proposito. De amá-lo. Conheci Ronnie em uma tarde chuvosa, o céu estava tão escuro que eu não sabia distinguir se era dia ou noite. Ronnie esbarrou em mim enquanto eu tentava fugir da chuva, correndo desajeitada segurando meus trabalhos em uma mão enquanto manobrava meu celular e guarda chuva com a outra. Eu devia saber que um dia tão tenebroso como aquele, coisas boas não podia acontecer em dias como aquele, mas preferi ignorar aquela superstição e entrar naquele relacionamento de cabeça.

A queda foi tão profunda que eu não sabia se podia me recuperar.

E eu costumava pensar que Ronald Raymond fosse o meu final feliz, como em um lindo conto de fadas, estive tão cegamente iludida que não percebi o que estava à minha frente.

Nunca imaginei passar pelo o que estava passando agora, mas devido meu dedo podre em relacionamentos era previsível que acabaria se tornando algo bem trágico, eu que me recusava a acreditar que Ronnie seria mais uma escolha ruim.

Mas ele foi.

Não como os diversos encontros ruins que tive. Na verdade enquanto estávamos juntos eu fui feliz, ele é que não conseguiu manter sua cabeça de baixo dentro das calças e em compensação a idiota aqui estava sofrendo enquanto ele estava fodendo uma loira gostosa metida a modelo.

Suspirei sozinha encarando o apartamento quieto. Thea e Felicity tinham ficado na boate por insistência minha, elas deviam se divertir e eu não era uma companhia muito divertida nesse momento. Na verdade não sabia se seria uma boa companhia por um longo tempo, resultado de um coração quebrado.

Limpei as lágrimas teimosas que insistam em descer por meu rosto, peguei a foto que carregava para todo lugar e a encarei. Eu estava tão feliz ao lado dele, no dia em que ele me pediu em casamento, nossos amigos ao redor presenciando aquele momento mágico. Eu pensava que tinha conseguido o homem perfeito, pura e doce ilusão.

Thea tinha razão quando dizia que os homens não prestavam que eles só queriam sexo e mais sexo. Eu discordava disso, discordava do fato dela e Felicity seguirem com essa vida de não ter compromisso, de não namorarem, mas agora eu via o quanto ela estava certa. Elas sempre tiveram muito receio quando me casei –muito nova – com ele, diziam tudo e mais um pouco que pudesse acabar com sua reputação, mas eu era uma tola e apaixonada e escolhi não acreditar nas minhas amigas e acabei me ferrando.

– Mentiroso, você é um tremendo de um mentiroso e cafajeste Ronnie. — em um momento de raiva rasguei a foto inteira sem dó nenhuma, abracei meus joelhos olhando os pedaços da foto no chão. Eu me assemelhava àquela foto, quebrada e sem chão algum.

– 7 anos da minha vida jogada fora, 7 anos. — resmunguei bebendo diretamente da garrafa de whisky e logo em seguida colocando uma grande colherada de sorvete na boca.

– Pra desgraçar ainda mais o sorvete acaba. — choraminguei sozinha sentindo o efeito do álcool em minhas veias. Determinada a encher a cara até dizer chega cambaleei até a o primeiro mercado 24 horas que eu vi aberto, claro que no processo esbarrei em algumas pessoas. Eu não tinha o controle nem da minha vida, vali das minhas pernas bêbadas.

Minha intenção era comprar outro pote de sorvete enorme, mas a sessão de bebidas me pareceu mais atrativa.

– Acho que você não pode fazer isso. — um cara falou, pisquei tentando focalizar seu rosto tudo era um borrão, sem resultados voltei a beber a vodka no gargalo.

– E eu acho que você não devia mandar em minha vida, eu nem conheço você. — como consegui dizer aquela frase toda? Também não sabia, tropeçando em meus próprios pés cheguei mais perto dele agarrando seu rosto próximo ao meu.

– Você é bonito. — ele riu tirando minhas mãos de seu rosto.

– Meu nome é Barry e acho que está bêbada demais para notar isso. -porque tudo estava girando? Senti o refluxo subir e sem me conter me curvei o suficiente e acabei vomitando nos sapatos do cara.

– Ai meu Deus, desculpa, desculpa.. — pedi retirando minha blusa para limpar o vômito, mas ao ver aquilo só me fez vomitar ainda mais.

– Esta tudo bem. — o cara segurou meus cabelos. Ronnie nunca fez aquilo por mim. Ronnie nunca fez nada do tipo por mim. Misturei meu vômito com lágrimas, aquilo só piorava.

– Porque está chorando? — o cara, Barry perguntou me sentei no chão e apoiei minha cabeça em seu ombro enquanto ele passava algo por meus ombros, sentindo a textura grossa percebi ser uma jaqueta, me encolhi dentro da mesma ainda chorando ainda mais. Se eu estivesse sóbria nunca faria aquilo, mas aquele não era o caso e eu precisava extravasar mesmo se fosse com um desconhecido.

– Meu marido.. Ex-marido, estava me traindo com uma advogada super gostosa, que clichê infernal. Nós estávamos juntos a sete anos e ele me traiu. — gritei chorando no ombro do desconhecido que não era tão desconhecido, afinal eu sabia o nome dele.

– Sinto muito senhorita, acontece com todos. Eu mesmo já passei por isso, mas a senhorita não deve ficar se lamentando, esse cara foi um babaca por ter feito isso com você.

– Caitlin. Snow, pare de me chamar de senhorita. — solucei diversas vezes e ele riu assentindo, tentei socar seu ombro mais acabei errando. Quase ia dar de cara no meu próprio vômito se ele não tivesse me segurado.

– Wow.. Que braços fortes. — o apalpei sem pudor nenhum, o cara riu me erguendo.

– Ei. Vocês não podem beber aqui. — não tive tempo de reagir nem nada só sei que não senti mais meus pés no chão e então o chão começou a correr embaixo de mim porque inexplicavelmente eu não estava com meus pés tocando o chão.

– Preciso que me diga você mora. — pediu, neguei rapidamente.

– Você pode ser um assassino.. Você é? Socorro um assassino. — gritei tentando me livrar dele e obtive sucesso, mas assim que tentei correr minha bunda encontrou o chão. E mesmo em tentativa de fuga acabei rindo da minha situação. Uma situação bem trágica.

– Thea iria rir tanto disso, na verdade ela ia filmar e rir e depois me ajudar. — consegui dizer entre as risadas. Barry riu segurando minha cintura e me segurando contra seu corpo, encostei minha cabeça em seu pescoço sentindo um cheiro bom vindo de seu corpo.

– Suponho que Thea é sua amiga. — afirmou, assenti lentamente temendo desmaiar ali.

– Ela e a Fel.. Eu amo minhas amigas, muito do tamanho do mundo. — abri os braços como uma criança demonstra o amor.

– Você só sabe rir? Faz outra coisa pelo amor de Deus. — resmunguei quando ele voltou a rir e ao perceber que o motivo de seu riso era eu, não me aguentei e comecei a chorar agarrada a seu pescoço.

– Não.. Não chore, olha o que consegui para você. — ele mostrou a garrafa de vodka que estava bebendo.

– Barry, você roubou seu safado.. Vamos fazer isso de novo? Eu quero fazer isso de novo.

– Não, irei ligar para uma das suas amigas e elas iram te levar para seu apartamento. — não sei como o quando, mas ele estava com meu celular em suas mãos. Fechei meus olhos me apoiando em seus ombros, o sono tomando de conta de mim.

– Snow, você está péssima. — tentei abrir meus olhos, mas eles pareciam pesados demais, me livrei rápido de Barry e me joguei até Thea. Mesmo não sabendo onde ela estava.

– Thea você veio.. Por mim. — gritei e então senti os braços magrelas dela me rodeando.

– Sempre minha amiga. E trouxe o Roy comigo. Você está muito bêbada. — escutei ela falar e logo depois fui suspensa.

– Tchau Barry, foi bom te conhecer. — sussurrei.

– Tchau Caitlin.

– Você só me dá problema Snow. — ri sentindo o balançar do carro levemente.

– Não a deixe vomitar no meu carro. — escutei a voz masculina distante o sono me vencendo.

Quando acordei, sentindo uma amargura na boca e uma dor de cabeça infernal e sem nenhuma lembrança da noite passada, tive uma leve impressão de que eu havia bebido a noite inteira. A ressaca que estava sentindo me dava plena certeza do feito.

Observei Felicity entrar de mansinho com um cabelo pior do que o meu, mas diferente de mim ela parecia feliz e sem nenhuma ressaca.

– Fugindo de alguém Smoak? — a peguei de surpresa ela gritou alto, fechei meus olhos sentindo minha cabeça latejar constantemente, acariciei minhas têmporas tentando fazer com que a dor passasse. Tentativa inútil.

– Cait tive a melhor noite da minha vida. Percebe que estou quase sem voz, tive a melhor transa da minha vida diversas vezes. E nossa senhora, você está péssima hein, bebeu demais. — explicou rapidamente, quase não entendi nada. Meu cérebro ainda raciocinando devagar.

– Sim bebi demais, e pelo amor de Deus eu não preciso saber dos detalhes da sua vida sexual não. Mas fico feliz, sua noite foi melhor que a minha.. E acho que você vai se atrasar. -falei lentamente sentindo ainda o gosto amargo na minha boca, apoie-me no sofá sentindo uma leve tontura.

– Engraçado você falar isso, você também está atrasada.

– Oh merda.. — reclamei correndo até o banheiro tanto por estar enjoada quanto para tomar um banho rápido.

– Caitlin Snow xingando, essa é nova. — escutei ela gritar, meu corpo tremeu com seu grito.

– Oh por favor calem a boca suas idiotas. — Thea gritou do quarto, não dei bola para ela só tomei meu banho.

Claro que ainda estava de ressaca, Felicity tinha saído antes de eu terminar sendo assim ela não poderia pagar meu café. Peguei meus óculos escuros e me dirigi até o hospital. Trabalhar como médica sempre foi meu sonho, menos em dias como esses quando a ressaca tomava conta do meu corpo.

Ótimo dia para ficar de ressaca. Logo hoje que era meu plantão. Ouvi meu celular tocar na bolsa.

Deixei cair na caixa postal, mas a pessoa era tão insistente que eu acabei me esticando para pegar o celular.

– Péssima ideia Snow, péssima ideia. — resmunguei quando a bolsa caiu com tudo me abaixei rapidamente para pegar o celular que ainda tocava me irritando.

Foi quando senti o impacto. O cinto de segurança apertou meu peitoral me impedindo de voar pelo vidro do carro e o arbaig socou meu rosto violentamente, soltei um gemido de dor e ajeitei meus cabelos, com toda certeza aquilo ficaria uma bela marca roxa em meu toráx.

Me livrei do cinto de segurança tentando me manter sã e calma porque com aquele impacto eu podia ter matado alguém, rezando sai do carro pedindo que não tivesse matado ninguém ou pior que não tivesse matado nenhum animal, não suportaria se tivesse matado algum animal.

Vi um cara bonito se levantava grogue do chão colocando a mão em sua cabeça sangrenta.

– Fique onde está eu sou médica. Por favor, não se mova. -pedi ligando para a ambulância, pelo modo que ele arregalava os olhos deduzi que ele me conhecia.

– Caitlin? — falou, o encarei franzindo a sobrancelha em confusão, murmurei um pedido de desculpas rápida.

– Por favor, fique onde está pode haver danos graves, não sabemos o quão prejudicial isso foi. — tentei fazer com que ele ficasse deitado no chão.

– Estou bem.. Você não se lembra de mim? Barry, de ontem. -falou, senti minha respiração acelerar conforme as lembranças de ontem a noite surgia em minha memória assim como minhas bochechas ficavam da cor de um tomate.

Não pude falar nada, porque a ambulância chegou e o levou e eu como uma boa médica e péssima motorista o acompanhei.

– Eu estou bem. É sério. Mas preciso saber se você está bem porque ontem você não estava nada bem, não que seja da minha conta, mas fiquei preocupado porque eu via que não era seu normal, mas eu nem te conheço direito você deve pensar.. — franzi o cenho conforme ele falava.

– Você por acaso é irmão de Felicity Smoak? — perguntei por impulso atropelando suas palavras, porque só minha amiga balbuciava assim. Barry me encarou estranho enquanto negava sorri sem graça para ele.

– Dr. Snow vamos levar o paciente para fazer os exames. -assenti para a enfermeira e nesmo resmungando que estava bem, Barry a acompanhou.

Troquei de roupa rápido. O dia estava cheio, mas mesmo assim dei um jeito de ver Barry novamente. Quando cheguei ao quarto em que ele estava, uma garota morena se atracava à seu pescoço o agarrando desesperada para logo depois beijar ele brevemente.

– Que maré de azar maldita. — reclamei baixo, as duas cabeças se voltaram para mim, engoli o seco me sentindo exposta ali. A semana estava só começando.

– Oi. Eu sou a Dr Snow.

Notas finais
Espero que tenham gostado.. Tenho uma pequena proposta para vocês, quem comentar e quiser um techo da fanfic, um trecho qualquer, aleatório, me mandem seus números do whatsapp ou face para que eu possa mandar, mandem no privado viu!. Mas só quem comentar ganha o trecho! Espero vocês nos comentários. Beeijos..