Sorte no Azar

14 Caitlin/Felicity/Thea


Notas iniciais
Oeee amores ♥ Então, antes que vocês leiam o capitulo preciso dizer algo super importante, é o seguinte: esse vai ser o ultimo capítulo do ano. Perdoem-me, mas é necessário com toda a loucura que é final de ano não vou ter tempo de escrever, espero que entendam okay?! É bem provável que lá pelo dia 12/01 eu volte. Boa leitura..

Caitlin

Sorri ainda de olhos fechados ao sentir um percorrer de dedos em minha pele nua. Barry desenhava em minhas costas passando por braços e quadril me arrepiando no processo.

– Bom dia Cait. — sussurrou, senti um roçar em meus cabelos e sorri afundando ainda mais meu rosto em seu peitoral. Sua risada preencheu o quarto e eu me peguei sorrindo também.

Por ele.

– Bom dia Barry. — sussurrei de volta erguendo meu rosto e recebendo seus lábios. Finalmente eu entendia o significado de calmaria. Barry sempre seria a minha calmaria em meio às tempestades. Suas mãos envolveram minha cintura em um aperto forte quando fiz menção de sair da cama.

– Preciso ir para o hospital Barry. Trabalhar. — consegui dizer entre risos, mas ele apenas me ignorou e se pôs a cheirar meus cabelos.

– Você pode ir.

– Para isso acontecer você tem que me deixar ir. — retruco dando um tapa em sua mão tentando me livrar. Nossos risos misturados em perfeita sintonia fez meu coração acelerar. Envergonhada com seu olhar atento envolvi meu corpo no lençol o deixando sem proteção. Seu sorriso sem vergonha me fez querer me jogar na cama novamente e amá-lo o resto dos dias, balancei a cabeça espantando aquele pensamento impróprio. Corri até a porta, espiando para ver se não tinha alguém no corredor.

Como uma adolescente, corri até o banheiro mais próximo. O sorriso presente em meu rosto e quando eu fazia a simples menção de retirá-lo do rosto, a imagem perfeita de Barry aparecia em minha cabeça.

Resolvi não demorar muito no banho. Ainda precisava ver Barry antes de ir trabalhar. Enrolei meu corpo na toalha correndo em direção ao quarto onde minha vista se encheu com visão dele, sem camisa largado na cama. De olhos fechados.

Debrucei-me sobre seu corpo, beijando seu abdômen desnudo.

– Cait.. — sussurrou agarrando um punhado de meus cabelos puxando meus lábios para os seus, um ruído engasgado saiu por meus lábios no momento em que suas mãos adentraram a toalha.

– Eu sinto muito estragar isso, mas eu tenho que ir trabalhar. — ofegante me afastei de seu corpo vendo seu bico descontente.

Eu sabia que Barry tinha me visto nua, mas ainda sim tinha vergonha. Ele gargalhou me dando a privacidade necessária para que pudesse me arrumar. Quando já estava pronta senti suas mãos em minha cintura me puxando para sairmos do quarto.

Quis me enfiar no chão ao ver Felicity nos observar com um enorme sorriso malicioso.

– Vocês dois hein. Até que fim. — Felicity murmurou extremamente maliciosa, corei ao extremo com sua suposição. Barry apertou minha cintura em resposta. Apenas a ignoramos.

– Nós podemos conversar mais tarde? — ele perguntou se apoiando na porta do carro.

– Você parece sério..

– Mais tarde amor. — se aproximou o bastante para um roçar de lábios. A famosa corrente elétrica percorrendo todo meu sistema, assenti o vendo se distanciar.

Minha calmaria tinha terminado?

[...]

– Caitlin. — me praguejei internamente. Sempre peço para o universo não me dar mais pragas, mas então lembro que Ronnie Raymond existe.

– Eu estou em paz Cailtin. Eu juro que só quero conversar. — pediu, soltei um suspiro frustrado por não conseguir lhe negar nada. Ronnie se aproximou suas mãos erguidas em direção minha barriga, neguei seu toque instantaneamente. Era um movimento repulsivo.

– Eu quero esse bebê Caitlin, quero ser o pai dela, dar exemplos à ela..

– Você nunca quis um filho Ronnie porque essa história agora? — questionei me afastando de suas mãos abraçando meu próprio corpo. Nós, oficialmente estávamos separados, conforme o sms do advogado que recebi agora pouco.

– Eu não quero outro homem cuidando do meu filho Caitlin. — rosnou. Agora eu entendia todo esse surto de paternidade. Ele soube de Barry, mas como era um mistério para mim.

– Se você não está interessado no bebê Ronnie não se dê o trabalho de permanecer aqui. Nunca precisei de você para nada e não vai ser agora que vou precisar. Quanto a sua preocupação por meu bebê ser cuidado por outro homem, eu sei discernir bem e por mais que não mereça meu filho vai saber quem chamar de pai. Você pode sair agora. — com toda frieza que existia em meu corpo terminei meu discurso. O olhar surpreso dele me satisfez.

– Caitlin, um rosto conhecido que não seja do Ronnie. — abri a boca assustada com o tom falso que apenas uma pessoa conseguia tonalizar.

– Cooper? O que você está fazendo?

– Me ofereceram um emprego definitivo em Starling City, Ronnie está me ajudando com a adaptação. Mas sabe algo interessante que ele disse, Felicity está mesmo aqui?

– Se você pensa que eu vou sair espalhando notícias da minha melhor amiga para você, o cara que a fez sofrer você está tão redondamente enganado. Mas Felicity está bem e namorando. — tudo bem que essa parte era mentira, mas ele não precisava saber disso. Meros detalhes.

– Isso não quer dizer que não quero vê-la, tenho certeza que posso reconquistá-la. — quis rir da sua ilusão, mas resolvi me manter quieta porque eu riria desse episódio junto com minhas amigas.

– Boa tentativa Cooper, agora se me deem licença eu tenho algo importante para fazer e ficar batendo papo com vocês definitivamente não é algo que eu quero nesse momento. — pode sentir os dedos fantasmas de Ronnie sob meu braço, mas o toque se desfez quando me afastei. Eu precisava contar isso para Thea e Felicity o mais rápido possível.

A convenção de ex's estava ativa.

Minha tentativa de fofoca se desfez quando um email foi anunciado. O ar presente em meus pulmões se esvaziaram no momento em que li o conteúdo.

Eu esperei por aquele email por tanto tempo, que nesse momento ele me pareceu apenas uma pegadinha, algo surreal. Era muito para processar.

Mesmo após averiguar que aquela informação era realmente verdadeira, a incerteza ainda dominava minha mente.

Felicity e Thea iriam ficar tão chateadas. Barry.

Eu tinha que pensar em todas as consequências desse minha jogada, não podia simplesmente me livrar de tudo. Eu não podia fazer isso. Não podia sacrificar tudo que eu tinha construído aqui.

– Eu preciso conversar com vocês. — murmurei no mesmo instante que Thea atendeu o celular. Seu resmungo decepcionado me fez notar que não era essa ligação que ela estava esperando.

– Claro. Vou marcar com a Felicity, no Le Bistrô. — disse apressada. Fechei meus olhos imaginando as possíveis reações delas. O que eu estava pensando?! Elas não poderiam ficar bravas por muito tempo.

Mordi os lábios encarando o relógio em cada 5 em 5 minutos. Mas quando chegou a hora, se eu pudesse evitar eu evitaria. Mas minha caixa postal já estava lotada com as mensagens de Thea e Felicity.

Com o medo dominando meu corpo me encaminhei até o restaurante. Elas conversavam animadamente não notando minha presença.

– Oi..

– Então, qual a grande novidade que não podia esperar até a noite? — direta como sempre, Felicity questionou.

Encarei o rosto ansiosos delas à minha frente. Esfreguei as mãos uma na outra totalmente nervosa. Tudo bem. Você consegue Caitlin.

Sai do meu topor ao ver Thea estalando os dedos em frente meu rosto. Ela parecia preocupada, baixei meus olhos sentindo todo meu estômago se comprimir, querendo jorrar todo meu café da manhã ali no chão.

– Você vai nos contar o porquê dessa reunião de repente? — momentaneamente fechei meus olhos. Não podia simplesmente jogar a bomba no colo delas.

– Eu recebi uma proposta de emprego. É ótimo, a carga horária é menor tem muitos benefícios.. — iniciei.

– Isso é ótimo Cait, mas tem alguma coisa por trás disso você não fica nervosa assim atoa. — Felicity pontuou.

– Me ofereceram um emprego na Star Labs. — sussurrei, Thea inclinou a cabeça querendo saber mais. Seus olhos desacreditados.

– Star Labs fica em Central City. Você está pensando em aceitar? — perguntou. Observei Felicity que mordia os lábios evitando falar algo. Eu senti meu sangue gelar em meu corpo inteiro, uma Felicity calada era pior do que uma Felicity falante.

– Eu já aceitei.

Felicity

Naquele momento eu era uma bomba relógio. A qualquer momento o gatilho já não existiria e tudo que estivesse ao meu redor também se perderia. Encarei em sem nenhuma paciência o nariz empinado da mulher à minha frente. Meu dia não podia ficar ainda mais pior.

– Senhorita Rochev.. Acho que não entendeu, eu não sou secretária para pegar café ou chá. — tornei a falar encarando firme. Quem ela pensa que é para me pedir para buscar café?

– Senhorita Smoak, creio que não está com a cabeça no lugar. Eu sou a vice CEO e eu estou ordenando que busque um café quente, preto e forte para mim. — essa mulher era a personificação do diabo na terra.

– Isabel, Felicity não vai buscar nada para você. — tremi ouvindo aquela voz rouca. Girei minha cabeça e quase sorri ao notá-lo totalmente despojado escorado na porta.

– Felicity? Quanta intimidade. — revirei os olhos voltando a encarar os olhos fuzilantes daquela mulher.

– Ao contrário de você eu sei ser gentil Isabel. E você não é mais a vice CEO, pensei que tivesse deixado claro quando comprei as poucas ações que meu pai se dispôs a lhe dar. Você não tem nada mais o que fazer aqui já que nem mais amante dele é. — ele tornou a dizer. Mordi meus lábios evitando que meu riso saísse alto e ela me matasse bem ali. Fiz careta passando as mãos por meu pescoço e imaginei de que maneira ela estava me matando em seus pensamentos.

– Senhorita Smoak, por favor venha até minha sala. — girei meus calcanhares rápido em resposta ao seu tom exigente, tudo que eu queria era esquecer esse dia. Ainda pude escutar um odeio esse Queen sair da boca de Isabel.

No meio do caminho até a sala de Oliver eu me lembrei do que aconteceu em nosso último encontro. De como ele dormiu com uma garota logo após ter me chamado para sair.

– Senhor Queen, não estou muito afim de ir até sua sala. — disse dando dois passos para trás, mas ele se antecipou e me agarrou pelos braços me arrastando até algum tipo de armário. Um armário tão pequeno que era quase obrigatório que ficássemos colados.

– Me desculpa Felicity. Eu só quero pedir desculpas.

– Desculpas pelo o que exatamente Sr Queen, talvez queira refrescar minha mente. — provoquei tentando me manter imparcial, ele apertou os olhos irritado com minha provocação.

– Você sabe muito bem do que estou falando Senhorita Smoak, a briga foi algo interessante mas devo confessar que fazer as pazes é bem melhor. — desconversou puxando meu quadril de encontro ao seu corpo, eu podia sentir toda a vibração passar por meu corpo. Suas mãos fazendo movimentos circulatórios me fazendo respirar descompassadamente.

– Não estou afim de fazer sexo com você Oliver. — a pior e maior mentira que já tinha saído de minha boca. Ele sorriu largo detectando minha mentira.

– Você me quer querida, sua boca diz que não mas seu corpo, esse sim grita por mim. — sussurrou descaradamente, fechei meus olhos brevemente sentindo sua respiração quente chegar em minha pele, seus lábios raspando os meus levemente.

– Me diga onde você me quer Felicity, comande.

– Saia.

– Você não quer isso amor, eu posso sentir todo o desejo que você tem por mim. Não vamos mais negar isso. — senti suas mãos abrir botão por botão da minha blusa, seus olhos arregalados por um momento para logo depois beliscar o bico duro de meu peito.

– Oliver. Tire suas roupas. — sussurrei entre suspiros, sua cabeça se ergueu com meu comando, o sorriso malicioso presente as mãos rapidamente tirando o paletó e a blusa deixando seu tórax desnudo.

– O que mais? -entoou apressado e tentou se aproximar de mim, ergui meu dedo o negando de qualquer aproximação. O joguei contra a parede aproximando nossos corpos eu via sua resistência em não me tocar sorri ainda mais animada com todo esse jogo. Meu quadril roçou contra seu corpo, sua excitação era clara.

– Eu disse que não estava afim de sexo com você Oliver. — me separei dele e pisquei rápido deixando o pequeno armário, mas assim que meus pés tocaram o piso dos corredores da QC suas mãos me puxaram de volta, arfei sentindo seu membro contra meu bumbum.

– Alguém já te avisou que se brincar com fogo pode se queimar .

– Fogo e gasolina combinação perfeita. Quanto maior quantidade de gasolina maior o fogo. — tentei me livrar de seus braços mas tudo o que ele fez foi me apertar contra sua rigidez.

– Eu quero você Felicity, mas do que uma foda. Eu quero você. — senti meu corpo todo congelar em desconforto. Seus braços me giraram me fazendo encará-lo.

– Do que você está falando Oliver?

– Estou falando que estou completamente apaixonado por você. — sussurrou, como se tivesse levado um choque me afastei dele pegando minha blusa, totalmente assustada com o rumo da conversa, senti o gosto metálico em minha boca devido a força que eu estava fazendo mordendo o lábio inferior. Essa era uma reação diferente da que eu tinha imaginado caso ele viesse a se declarar para mim.

– Isso é problema seu. — as palavras saíram de minha boca sem que eu notassem, rapidamente tampei minha boca com as mãos vendo seu olhar extremamente magoado. Suas mãos caíram ao lado de seu corpo. Derrotado.

É incrível como uma algumas palavras tem todo um poder de desestruturar uma pessoa inteira, de como aquela frase tinha afetado Oliver. Com a garganta travada o observei ir embora com um sorriso decepcionado. Eu estava travada, meus pés estavam fincados ao chão, minha garganta estava seca e minha mente simplesmente tinha parado.

Thea

Afastei os cabelos de meu rosto, sentindo meus pulmões queimarem devido ao beijo voraz que Roy me deu. Seus olhos envoltos de luxuria, brilhando como nunca tinha visto antes. Assim como seu corpo suado.

– Você me tem amarrado, o que vai fazer? — questionou roçando seu quadril no meu. Sua pele quente em contato com a minha me arrepiou. Sorri maliciosa distribuindo beijos por todo seu peitoral.

– Tenho muitas coisas planejadas. — sussurrei em seu ouvido aproveitando para morder o lóbulo de sua orelha me deliciando com seus gemidos. O corpo dele todo contraído enquanto o meu corpo rebolava em cima do seu.

– Thea, eu estou adorando a brincadeira. Ela é realmente boa, mas preciso que me solte para que eu possa te tocar devidamente. — pediu, inclinei-me o suficiente para que meus seios tocassem seu peitoral.

– Se a brincadeira está boa não vamos estragar Roy.

– Você vai ser responsável pela minha loucura Thea. — busquei seus lábios na tentativa de cala-lo. Me sentei em seu membro soltando um gemido alto quando nossos corpos entraram em contato.

– Deus, você vai sofrer tanto quando me livrar Thea. — ele pronunciou logo depois de um longo gemido.

– Temos que aproveitar que a casa é nossa por enquanto. E eu estou contando com isso. — respondi com a respiração entrecortada. Me preocupei em cavalgar sob seu corpo me derretendo ao ouvir seus gemidos e sussurros.

– Thea eu vou.. — apenas assenti aproveitando a sensação do orgasmo dominar meu corpo.

– Você pode me desamarrar agora? — pediu e eu ri baixo me esticando para desamarra-lo da cabeceira da cama suas mãos voando por todo meu corpo, me aconcheguei à seu lado tentando controlar minha respiração descompassada.

– Você parecia chateada pelo telefone, quer me contar o que houve?

– Cait está de mudança, eu só não consigo imaginar ela longe. Desde a faculdade tem sido nós três e agora ela vai embora e eu não estou lidando com isso muito bem. — não tinha porque de esconder as coisas dele. Roy estava impregnado em minha pele, mente e coração.

– Central não é tão longe daqui Thea.

– Eu sei, é que é difícil de imaginar. Mas tem algo também, minha mãe.. Ela hum, quer te conhecer porque eu posso ter deixado escapar que conheci alguém.

– Eu adoraria Thea, mas ela é igual ou pior que seus pais. — ri baixo escondendo meu rosto em seu peitoral.

Passei livremente meus dedos pelo peitoral de Roy o vendo se arrepiar constante. A forma como seu cenho enrugado, a boca entre aberta me fez arfar.

Não podia mais negar. Eu tinha me apaixonado por ele.

– Ei, estou falando sério. Eles são assustadores com todo respeito claro. — continuou, apoiei meu queixo em minhas mãos observando seu rosto tão feliz.

– Você não vai fazer nenhuma piadinha sobre conhecer meus pais?

– Você bem que queria que eu fosse seu namorado. — revirei os olhos com todo seu convencimento.

– Eu gostaria de te ter como minha namorada Thea. Eu gosto disso casual, mas eu realmente quero que você seja algo mais. — prendi a respiração com o tom sério de sua voz, o sorriso tinha escapado enquanto ele acariciava meu rosto. Abri a boca para responder e me senti uma completa inútil quando nenhum ruído saiu.

– Só um instante. — pedi baixinho ouvindo a campainha soar irritada. Praguejei mentalmente quem estivesse batendo na porta essa hora.

Senti um arrepio dominar meu corpo por completo quando a insistência ficou maior. Quase que incessável. Senti meus músculos tencionados, com a sensação de que algo ruim estava acontecendo.

– Oi querida. — Robert Queen disse ofegante. Meus olhos vagaram por todo seu corpo e eu me apavorei ao ver seu abdômen sangrando. Em câmera lenta o vi cair de joelhos no chão. O sangue fluindo para fora de seu corpo e seus olhos fechados.

Senti meus joelhos desfalecerem e desesperada cai no chão ao lado do seu corpo inerte.

– Pai, pai.. Por favor fala comigo.

Notas finais
Opaa, é importante que leiam a nota inicial. Se não leu, corre lá. Aguardo vocês