Sorte no Azar
3 Thea Merlyn
Notas iniciais
Observei a boate entediada.. Verdant nunca me pareceu mais sem graça, olhei para o lado e vi rapidamente a cabeleira loira de Felicity sair da boate acompanhada. Caitlin por outro estava saindo desacompanhada e de cabeça baixa.
– Pelo menos uma de nós se deu bem. — resmunguei levando o líquido alcoólico todo a boca. Roy que estava ao meu lado riu preparando outra dose.
– Isso pode mudar querida. — ele disse, lhe ofereci um olhar azedo.
– E quem é que vai me proporcionar a noite mais incrível de sexo? — perguntei me apoiando no balcão, o sorriso safado que ele ofereceu já dizia tudo.
– Podemos resolver isso.
– Somos amigos Roy. — meu interesse nele era claro e não era de hoje. Roy Harper era lindo e definitivamente muito gostoso.
– E daí? Podemos fazer como naquele filme, amizade colorida. — argumentou.
– Se me lembro bem os personagens principais acabam se apaixonando. — ergui a sobrancelha em puro divertimento mas eu queria muito provar dele. Queria mesmo.
– Sei que não está interessada em romance e acredite eu não procuro algo assim. Vai ser só sexo e você pode sair com quem quiser. — propôs, coloquei minha mão no queixo pensando nessa proposta.
– Não vamos comprometer nossa amizade. Sem sentimentos envolvidos, só sexo. — ergui minha mão em sua direção e ele a pegou.
– Só sexo. — concordou, se movimentando rápido.
– Josh, me cobre. — gritou para o outro bartender, ele me puxou para os fundos onde sua blusa tinha sido descartada rapidamente, aproveitei para arranhar seu abdômen esculpido. Gemi baixo quando minhas costas encontraram com violência uma prateleira qualquer, e sem querer derrubamos algumas bebidas no processo.
Seus lábios em meu pescoço, minhas mãos em seus cabelos o impedindo de sair dali, uma de suas mãos acariciavam meu seio ainda por cima do sutiã. Nem reparei que minha blusa já tinha sido descartada.
– Preciso sentir você o mais rápido possível. — sussurrei e logo depois mordi seu ombro levemente. Observei com prazer, seus olhos cheios de luxúria enquanto eu tirava meu short e ele se antecipou retirando sua calça jeans.
Abri minha boca, petrificada com toda sua gloriosidade.
– Desde a primeira vez que ti vi queria fazer isso. — falou me erguendo, sai dos meus devaneios passando minhas pernas em sua cintura dando um contato mais íntimo.
– Faça logo Roy. — resmunguei, fechei meus olhos quando ele colocou minha calcinha para o lado e colocou a proteção em seu membro, ele deslizou com força gritei alto, sorte a minha que a música lá fora continuava alta.
– Shiu. — ele tampou minha boca enquanto continuava a me estocar forte e rápido.
– Não é como se alguém fosse nos ouvir. -gemi alto novamente sentindo meu corpo se contrair.
– Caralho Thea. — gemeu e se empurrou com maia força e então ele veio e eu fiquei frustrada quando não atingi meu gozo, estava próximo.
– Eu exijo gozar. — falei ofegante quando ele se retirava de dentro de mim. Ele só sorriu para mim e afogou sua cabeça em minha intimidade.
– Oh Deus. — gritei, sua língua brincando com meu clitóris sensível. Não demorou muito, apertei seus cabelos me sentindo leve conforme me libertava.
– Seu gosto é melhor do que eu imaginava. — murmurou passando a língua por seus lábios, aquele movimento foi sexy ao extremo.
– Vamos para meu apartamento Roy, quero saber do que você é capaz. — falei arrumando minhas roupas Roy por sua vez me puxou contra seu corpo me fazendo ficar de costas, seu corpo roçando no meu. Fechei os olhos sorrindo maliciosa.
– Oh querida, eu é que preciso saber do que você é capaz. Estou ansioso para isso. — me livrou de seus braços e deu um tapa leve em minha bunda ri de seu atrevimento.
– É bom estar preparado para a melhor noite de sua vida. -resolvi provocar e sai rebolativa em sua frente, mas antes de chegarmos em casa meu celular tocou encarei preocupada o visor.
– Cait?
– Não aqui é Barry Allen, Caitlin sua amiga bebeu por demais e ela se recusava a me dizer onde mora resolvi ligar para você porque ela disse que são amigas e ela está chorando muito. — o cara disparou, franzi o cenho me perguntando se não tinha encontrado algum irmão da Felicity, porque não tinha ninguém nesse mundo que balbuciava mais que Felicity Smoak.
– Tudo bem Barry Allen, me diga onde vocês estão. - fechei meus olhos ficando preocupada com aquela louca.
O cara me passou o endereço e Roy resolveu seguir sem nenhuma objeção, a mão dele apoiada em minha perna me fazendo arrepiar constantemente.
Encontrei no chão apoiada em um completo estranho Cait, ela parecia tão mal. Eu juro que quebraria a cara do Ronnie assim que o visse.
– Snow, você está péssima. — falei tentando me livrar dos pensamentos homicidas que estava tendo no momento Caitlin se jogou em meus braços e eu cambaleei para trás com seu peso.
– Thea você veio.. Por mim. — gritou no pé do meu ouvido mesmo assim passei meus braços por sua cintura deixando que ela chorasse em meu ombro.
– Sempre minha amiga. E trouxe o Roy comigo. — murmurei acariciando seus cabelos, encarei Roy que entendeu rápido e pegou ela no colo.
– Tchau Barry, foi bom te conhecer. — ela sussurrou para o cara. O observei melhor e vi que ele não podia ter feito mal algum a ela, na verdade para alguém que ele não conhecia ele parecia bastante preocupado
– Tchau Caitlin. — ele colocou as mãos nos bolsos.
– Obrigada por ter ficado com ela, sei bem como ela é quando está bêbeda. Mas ela te disse alguma coisa? — claro que eu tinha que saber o que eles falaram, a cara só podia ter a cara boa mas podia ser mal.
– Ela apenas chorou muito, e vomitou e falou do seu ex marido sei que esta preocupada com ela, mas ela só fez isso. — falou, o olhei procurando qualquer indício de mentira e suspirei aliviada constatando a verdade em suas palavras.
– Okay, obrigada de novo Barry Allen. — ele acenou com a cabeça e me deu as costas. Entrei no banco do fundo e apoiei a cabeça da Cait em minha perna.
– Você só me dá problema Snow. — disse baixo e ela riu.
– Não a deixe vomitar no meu carro. — Roy falou, assenti voltando minha atenção para ela.
– O que houve? — escutei a pergunta de Roy, hesitei em contar a história trágica de Cait.
– Ronnie a traiu. — foi tudo o que eu disse. Era tudo o que ele precisava saber. Não gostava de estar compartilhando coisas que não eram da minha conta, e Roy percebeu isso pelo meu tom rápido. Em seu sono, Cait murmurou algumas coisas desconexas e rápidas, só consegui entender a parte que ela disse que Barry era cheiroso.
– Thea, chegamos. — despertei com a voz de Roy, ele voltou a pegar Cait nos braços mas acho que o sacolejo todo a despertou.
– Me solta.. Estou bem. — ela resmungou de olhos fechados e tropeçou no sofá, e por ali ficou porque ela caiu no décimo sono.
– Pode deixar ela ai Roy, amanhã ela vai sentir uma dor nas costas do cacete. — falei quando Roy fez objeção de pegá-la novamente.
– Bom não sei se vai querer alguma coisa depois disso; então estou indo embora. Me liga depois. — falou colocando as mãos nos bolsos e se virou.
Sem pensar muito acabei imprensando seu corpo contra a parede e ele sorriu apertando minha cintura.
– Ainda quero saber se você é bom o suficiente Ambercroimb. — sussurrei baixo e aproveitei para mordilhiscar sua orelha ele gemeu baixo e rápido me pegou no colo soltei um grito surpresa com seu ato.
– Onde é seu quarto? — apenas destranquei a porta em que ele estava escorado. Péssima ideia, porque no momento seguinte nos caímos.
Nosso riso se misturou e eu achei um som bonito, gostoso de se ouvir. Franzi o cenho vendo o que eu estava pensando. Roy me olhou confuso.
– Se arrependeu? — neguei com a cabeça tentando me livrar daqueles pensamentos absurdos.
– Vamos, me mostre o que sabe fazer.
(...)
– Roy faz silêncio. — tampei o rosto dele com a almofada escutando a voz de Felicity e Caitlin.
Tinha acordado assustada quando senti os braços dele a minha volta. Eu nunca tinha dormido com alguém ao meu lado, mas eu me sentia confortável ao lado dele e rápido tinha pegado no sono.
– Por favor calem a boca sua idiotas. — gritei do quarto a fim de dispersá-las, afinal elas ainda trabalhavam. Quando não escutei mais nenhum indício de que elas estavam ali, expulsei Roy do apartamento.
– Vou te ver ainda hoje? — perguntou parecendo ansioso.
– Hoje não vai dar, tenho reunião de família. — fiz careta ao lembrar daquilo. Ollie e Robert me obrigaram a ir vê-los, já fazia alguma dias que eles voltaram da Rússia, depois de 5 anos. Eu sentia tanta falta deles que não podia mais retardar esse encontro.
Depois que eu descobri a traição da minha mãe, me distanciei deles. Afinal, eu não pertencia a família Queen, não mais. Foi tudo uma ilusão. Eu amava Tommy, e Malcom não era um pai ruim, ausente mais não era ruim mas eu não me sentia em família com eles.
Todo esse drama shakespeariano se iniciou quando eu tinha 15 anos, foi um baque terrível e um caos muito grande.
"Moira Queen, traiu seu marido Robert Queen com Malcom Merlyn, disso nasceu Thea Queen ou Merlyn. A bastarda".
Era o que todos os jornais mostravam na época, meus pais se separaram e Robert carregou Ollie consigo. E ele queria me levar também, mas eu fiquei e enfrentei tudo isso ao lado de quem supostamente era meu pai e Malcom me acolheu, era sua obrigação.
Agora, Ollie tinha voltado para administrar a QC. Apesar de tudo, eu mantinha contato com minha mãe, mas não era a mesma coisa porque eu não conseguia olhar para ela e não lembrar o que ela fez. O que ela me obrigou a passar.
– Tudo bem, me liga depois. — Roy se despediu me dando um beijo quente na bochecha sorri para ele que já se distanciava.
Ele era diferente de todos os outros caras com quem já fiquei.
Olhei para o relógio assustada.
– O droga. Porque essa mania insistente de se atrasar sempre? — resmunguei comigo mesmo correndo até o banheiro afim de me arrumar rapidamente.
E os anos em que convivi com Robert Queen, sabia que o que ele mais odiava era atrasos.
Eu me considerava uma péssima motorista, mas com pressa eu me superava. E quando você está atrasada tudo conspira contra você. O trânsito estava lento, o celular chamava estridente, e para terminar tudo não consegui achar uma vaga perto do restaurante em que ia almoçar.
Olhei o relógio em meu pulso e andei o mais depressa possível até o local. Sorri largo ao ver um homem alto de terno com o celular na orelha, sorri quando vi a foto dele piscar no meu celular.
– Acho bom você já estar vindo, caso o contrário eu irei trazer esse seu traseiro a até aqui e ainda vai levar o maior sermão da sua vida. — ele resmungou assim que atendi o telefone.
– Então acho melhor eu voltar para meu apartamento. — falei, rapidamente Oliver se virou para mim eu ri de seu rosto incrédulo enquanto me encarava.
– O que não mereço nem um abraço? — questionei brincando, ele balançou a cabeça levemente antes de me abraçar. Senti meus pés saindo do chão, me reconfortei em seus braços sentindo uma saudade absurda.
– Que saudades Speddy. — falou quando me soltou.
– Ninguém me chama de Speddy a muito tempo.
– E você acha que alguém além de você me chama de Ollie? -retrucou, meu braço passou a abraçar sua cintura e ele rodeou meus ombros.
– Você continua chato.
– Mas você me ama e o fato de estar aqui, nesse restaurante mostra isso. -falou.
– Como você ousa insinuar isso? Só vim pela comida grátis. -ele gargalhou chamando a atenção de algumas pessoas ali dentro.
– Se isso é reunião de família, mamãe está aqui também? — usei meu tom sarcástico. Oliver parou de andar bruscamente me obrigando a parar também.
– Ela está doente Thea. Você sabe, ela ficou sozinha por muito tempo, ela foi diagnóstica com depressão. — fiz careta sem perceber.
– Por consequências de seus atos Ollie. Mas, cadê o Robert? -resolvi mudar de assunto. Moira Queen sempre foi um assunto complicado para mim, eu sempre a culparia por destruir minha vida apesar de sairmos uma vez na vida, nunca seria a mesma coisa de quando eu era criança. Eu a perdoe a algum tempo, mas perdoar não significa esquecer.
– Quantas vezes vou ter que dizer para não me chamar assim? -escutei sua voz grossa e impotente. Robert Queen parecia mais elegante que nunca, os cabelos grisalhos o rosto marcado pela vida e o sorriso sempre presente, Ollie tinha aquele mesmo sorriso.
– Oi papai. — aquele sim era meu pai. Não Malcom Merlyn, eu sei que ele me amava, do seu jeito torto de amar, mas ser pai estava longe disso.
– Oi filha. — me senti acolhida em seus braços. Ele beijou minha testa e se afastou.
– Oliver está te importunando? — perguntou, sorri docemente para ele.
– Não sei como o senhor o aturou todo esse tempo. — falei, Ollie resmungou enquanto meu pai ria.
– Você sabe querida, ele é o único que pode administrar aquela empresa já que você não quer. Você era minha primeira opção. -continuou brincando.
– Senti falta de vocês.
– Você não vai chorar aqui vai? — Ollie implicou, dei um tapa em sua mão mas ele sorriu para mim.
Ali, com aqueles dois eu me sentia em família.
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