Sora no Nedolas
4 Duelar?
Notas iniciais
~~ P.V.O Akiyama Yuno
Acordei com o despertador imprestável que Taku insiste em deixar no meu quarto, peguei-o e joguei o mesmo no chão, fazendo-o quebrar e emitir um grande barulho, logo senti um maravilhoso cheiro vindo da cozinha. Levantei da cama rapidamente, porém sonolenta, corri até a cozinha e de repente...
~~ P.V.O Takumi Taku
Embora o alojamento incluísse alimentação, eu gostava de cozinhar para a Yuno as vezes, isso fazia ela ter um desempenho melhor nas missões. Estava terminando quando ouvi um barulho de algo se quebrando no quarto daquela raposa desajeitada, não tive outra opção além de ficar preocupado, larguei as panquecas quentes em um prato na mesa, deixei o pano de pratos na mesa mesmo e corri até ela para ver se estava bem, ao passar pela porta de seu quarto senti uma imensa dor no meu queixo.
– Ai!! Baka! Por que fez isso? – ela reclamava de dor enquanto passava a mão repetidamente pela cabeça, no lugar que havia batido.
– Eu não fiz nada, você que esbarrou em mim. – protestei – Yuno o que fez com o despertador?
– Eu não gostava dele. – ela começou a encarar ele como se fosse um inimigo mortal, rosnando e mostrando os dentes.
– Vá comer. – murmurei.
Ela mexeu o nariz delicadamente, logo correu para a cozinha.
– Panquecas! – pude ouvir ela gritar.
Ao me juntar a ela derramei a calda de chocolate em nossas panquecas, Yuno adorava esse café da manhã. Não demoramos muito para comer e fomos nos arrumar para mais uma missão, para Yuno era fácil trocar de roupa, mas eu precisava me arrumar como qualquer outra pessoa normal. Hoje estava extremamente frio, então cuidamos para que permanecêssemos aquecidos.
– Taku, este frio é tão bom para dormir, por que não descansamos por hoje? – Yuno implorava enquanto espreguiçava o corpo das orelhas ao rabo.
– Você sabe que não podemos, precisamos de ienes para pagar o aluguel. – falei juntando-me a ela.
– Mas nós já temos tanto... Um dia só não vai matar. – ela falou após nos teletransportar para um campo de girassóis cobertos pela neve.
– Isso não é desculpa, nunca se sabe quando precisaremos de mais, Nedolas cresce a cada vez mais, logo teremos dificuldades para fazer missões e juntar ienes, quem sabe até para comer.
Aparentemente aquilo foi o suficiente para fazer a Yuno parar de protestar, ou pelomenos ela estava com sono demais para continuar. Começamos a caminhar procurando qualquer tipo de animal ou até mesmo pessoas oferecendo recompensas por missões, não demorou muito e Yuno começou ficar inquieta, mexendo as orelhas para lá e para cá rapidamente, ela colocou a mão na frente de meu corpo impedindo-me de continuar a andar.
– Tem algo errado. – falou preocupada.
– O que foi? – perguntei confuso enquanto examinava o local visualmente.
– Precisamos sair daqui! – falou em um tom desesperado, logo o chão ao redor de nosso corpo começou a cintilar, estávamos prestes a nos teletransportar quando algo nos atingiu, atirando-nos para trás.
– Abaixe-se! – gritou Yuno que se colocou em minha frente, usando suas habilidades para fazer um escudo em nossa volta.
Diversas orbes de fogo eram arremessadas em nossa direção, eu sabia que o escudo não aguentaria por muito tempo.
~~ P.V.O Mizuki Nyu
Acordei com um barulho ensurdecedor, posicionei minhas orelhas de uma forma que pudesse identificar o som, e não demorou muito para eu perceber.
– Masuni! – gritei e ele acordou na hora, já que possuía um sono levíssimo.
– O que foi? – ele perguntou calmamente enquanto se ajeitava na cama.
– Precisamos ir.
Sem entender ele apenas concordou.
– Só vou colocar uma roupa. – falou levantando da cama.
– Não temos tempos para isso! – protestei.
Usei minhas habilidades para trocar nossas roupas, eu usava uma roupa simples e fresca, mas sabia que Masuni ia precisar de mais do que aquilo para se aquecer. Já estávamos com nossas roupas e o cabelo parcialmente arrumado, pulei em direção dele e antes que nosso corpo pudesse se colidir aterrissamos em uma terra macia coberta por neve.
Na nossa frente Yuno movia-se rapidamente, quase era impossível de vê-la, mas aquela cauda era facilmente reconhecível. Ela e Taku estavam lutando contra outras cinco pessoas, provavelmente eles forçaram o duelo, isso é possível, porém difícil de ocorrer, eles realmente não estavam com sorte.
Masuni ao meu lado olhava preocupado e sem entender.
– Vamos lutar? Eu nem sei como fazer isso, é meu segundo dia nesse lugar, como eu poderia ajuda-los? – Masuni perguntava desesperado.
– Não precisamos lutar, nunca ganharíamos, só temos que achar um jeito de tirar eles dali. – expliquei.
– Mas como?
– É isso que estou tentando descobrir, senpai. – falei pensativa e logo notei que Masuni me olhava corado.
– Fique aqui. – ordenei.
– O que vai fazer?
– Confie em mim, e aconteça o que acontecer, não saia daqui, nem faça barulho.
– Tome cuidado. – ele sussurrou, levando a serio minhas ordens.
Abaixei em todo aquele mato que escondia meu corpo, depois de uns 30 segundos eu já havia acumulado energia suficiente, Yuno me ouviu e trocou um pequeno olhar comigo, enquanto Takumi suportava o novo escudo que eles haviam feito, Yuno também se concentrava na sua carga. No momento exato corri até eles com a maior velocidade que pude, eu e Yuno deixamos nosso corpo bater contra o escudo com toda nossa força, em um mesmo local, emitindo uma vibração que empurrou todos para trás, inclusive nós três.
Usamos o teletransporte para ir ao lado de Masuni e depois novamente para o centro da cidade, em um beco afastado. Caimos todos no chão, mas sem lesões.
– Obrigada por virem! – agradeceu Yuno me abraçando forte.
Masuni ainda estava confuso.
– O que aconteceu aqui?
Rimos alto e ele continuava sem entender.
– Forçaram um duelo contra a vontade deles, eles estavam em desvantagem e por isso precisavam de ajuda para sair. – expliquei calmamente olhando para os brilhantes olhos de Masuni.
– Que droga, perdemos 50 ienes com isso! – Takumi resmungava.
– Vamos recuperar. – disse Yuno dando um tapinha no ombro de Taku, incentivando-o.
Eu pude ouvir meu estomago roncar, e imagino que Masuni está com tanta fome quanto eu.
– Vamos para o alojamento? Estou faminta! – ofereci.
– Eu aceito. – disse Yuno e Masuni concordou também fazendo um gesto com a mão em sua barriga.
– Yuno, mas acabamos de comer. – murmurou Takumi.
– Não me chame de gorda! – Yuno gritou dando um tapa um pouco mais forte do que pretendia no rosto de Takumi, e em seguida nos teletransportou para o alojamento.
Todos exceto Takumi.
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