Sora no Nedolas

1 Bem vindo a Nedolas


Notas iniciais
Olá queridos leitores, trago uma historia novas para vocês que estou fazendo com muito carinho para que fique perfeita, espero que gostem tanto quanto as outras, comecei com poucos personagens e um pouco parado, mas logo acontecerá muitas coisas que vai surpreender vocês, eu garanto. Tentarei caprichar mais em todos os capítulos dessa historia e faze-los um pouquinho maior para matar a fominha de vocês, então espero que gostem desse primeiro capitulo e que entendam como será a historia. Boa leitura, meu amores!

~~ P.V.O Makara Masuni

Abri meus olhos lentamente, estava deitado em um gramado com leves tons alaranjados, não entendia o que estava acontecendo e não lembrava de muita coisa. Levantei-me examinando o local em volta, estava em meio uma estrada totalmente deserta e o vento sobrava forte.

- Então você finalmente acordou. – ouvi uma voz.

Olhei para trás seguindo o barulho, encontrando um garoto um pouco mais baixo do que eu. Ele possuía cabelo castanho e olhos azuis, ao seu lado se encontrava uma jovem garota de cabelos negros e compridos, com os olhos fortemente amarelados e algo que pareciam orelhas e rabo de raposa, embora fossem pretos.

- Quem é você? – perguntei dirigindo-me ao garoto que parecia ser um pouco mais jovem que eu.

- Meu nome é Takumi Taku, e essa do meu lado é a Akiyama Yuno, fui enviado até aqui para te ajudar.

- Me ajudar? – perguntei confuso – E enviado por quem exatamente?

- Pelo dono de Nedolas, é claro. E estou encarregado de lhe mostrar tudo por aqui. Então vamos começar. – Takumi bateu palmas, Yuno fez alguns gestos com um pequeno bastão e um círculo envolta de nosso corpo começou a cintilar no chão.

Logo minha visão foi tomada por aquela forte luz verde, que ao abaixar revelou um local totalmente diferente: a entrada de uma pousada.

- O que é isso? – perguntei sem entender.

- Yuno usou a magia dela para nos teletransportar, e aqui é onde ficamos. Na verdade há muitos outros desses espalhados por toda a Nedolas, mas é claro que eu ia querer você por perto já que você é minha responsabilidade até que encontre uma arma. – explicou Taku.

- Magia? Arma? Do que você está falando?

- Bom, vou explicar melhor, mas antes vamos conseguir um quarto para você, vem comigo. – disse Taku e então segui-o até um balcão estreito.

Takumi e Yuno começara a conversar com o homem que os atendia, e eu não compreendia nada, logo Takumi se virou com um pequeno pedaço de cristal vermelho e comprido na mão.

- Aqui está. – disse entregando-me o objeto.

- O que é isso?

- É a chave do seu quarto, quer ir vê-lo? – Yuno finalmente falou.

Assenti e subimos as escadas, após subirmos vários degraus que pareciam eternos chegamos até uma porta dupla com cores claras.

- Aproxime o cristal da fechadura dessa maneira. – falou demonstrando com o seu cristal, que era preto.

Fiz o mesmo com o meu e a porta se abriu.

- Incrivel! – pensei alto.

- Sim, vamos entrar.

Entramos e as luzes se acenderam automaticamente, estávamos em uma sala de estar, à direita havia um quarto, à esquerda outro, e adiante havia uma porta que levava para o banheiro.

- Por que dois quartos? – perguntei impressionado, já que em ambos haviam camas de casal.

- Sua arma vai morar com você.

Olhei para ele sem entender.

- Yuno é a minha arma, as armas não são objetos, mas também não são humanas como parecem.

- E como consigo uma? – perguntei interessado.

- Isso eu explico depois, agora que já sabe como entrar em seu quarto saiba que as luzes são automáticas, mas não se preocupem, elas apagam ou diminuem de acordo com suas necessidades, poderíamos até mesmo dizer que elas podem ler mentes.

Não pude conter um sorriso, já que era tudo tão maravilhoso.

- Agora vem. – disse Taku me puxando, e ao sairmos do local, a porta se trancou automaticamente.

Descemos novamente os degraus e logo estávamos em um restaurante. Takumi entregou alguns ienes para um senhor que nos concedeu a passagem, sentamos em uma mesa para três.

- Você vai conseguir se contentar com ienes, mas terá que os conseguir com outros jogadores, eles que vão te sustentar, sempre que tiver fome você pode comer aqui, o preço é sempre fixo, então após pagar pode comer a vontade.

- E como consigo os ienes?

- Você terá que lutar, e para lutar precisa de arma, ou seja, uma coisa liga a outra. Logo você vai entender, então peça o que quiser e bom apetite.

Comemos bastante, o que foi bom já que eu estava realmente com fome.

- Ainda não entendo exatamente o que está acontecendo, isso parece um sonho.

- Ah, desculpe, esqueci de contar a historia. – Taku se desculpou e começou a contar – Estamos em Nedolas, um mundo oculto em meio ao universo, um planeta habitável que o dono descobriu, e a partir dai ele foi recrutando pessoas para morarem aqui, ele diz que só os que merecem e os que são realmente bons conseguem vim para cá, mas é estranho já que ele nunca foi visto.

- Então como ele se comunica? – perguntei.

- Através dos nossos sonhos, você pode encontrar com ele em seus sonhos quando dormir, mas a voz está sempre mudando e você não consegue ver a imagem dele. E ele só se comunica quando quer, então nem adianta tentar.

- Acho que entendi, o que mais?

- Bom, digamos que o objetivo aqui é conseguir uma arma e lutar contra outros personagens, existem dois lados nesse mundo, o que estamos é o lado “bom” onde só lutamos por diversão e vivemos em sincronia, e o lado “ruim” vive invadindo o nosso, e se você ganhar uma luta com eles você ganha os ienes.

- Interessante, parece um jogo, e não parece ser real, mas estou gostando.

- Sim, se for parar para pensar é bem legal, ninguém sabe como a gente vem parar aqui, mas somos escolhidos pelo próprio dono, boatos dizem que nos encontramos com ele antes de vim parar aqui, mas ninguém sabe ao certo. E dizem que quando viemos parar aqui, todos nossos amigos e familiares esquecem de nós, como se nunca tivéssemos existido no outro mundo, e para não ficarmos “tristes” nossas memorias sobre eles são apagadas também.

A ideia de amigos e familiares parecia triste e me perturbou um pouco, me sentia mal por esquecer de algo tão importante.

- E se voltássemos para nosso mundo, teríamos as memorias de volta? – perguntei esperançoso.

- Se for ver pela lógica, sim, mas você se esqueceria desse lugar e de tudo que passou aqui, eu por exemplo não estaria disposto a voltar.

- Alguem já conseguiu voltar?

- Não, mas você pode conseguir tais informações com o dono, caso ele entre em contato com você.

Me silenciei, já entendi bastante por enquanto, e já havíamos terminado a refeição então saímos, Takumi e Yuno me levaram até uma floresta, e por algum motivo só nevava nela, não sei por que, mas sinto que posso confiar neles.

- Bom, aqui existem várias armas, encontre alguma e seja gentil, ai talvez vocês possam fazer um contrato. Boa sorte, te encontro no jantar.

- Ei, espere! Eu nem sei como fazer isso! – gritei mas Takumi e Yuno já haviam sumido em meio a neblina.

Comecei caminhar entre a neve, meus pés afundavam de acordo com meus paços, não sabia por onde ir e estava com muito frio. Fiquei andando por um tempo indeterminável, até que me deparo com um garotinho muito fofinho.

- Oi, você é o garoto novo, não é? – ele perguntou se referindo a mim.

- É, acho que sim. – falei rindo.

- Você deve estar procurando por uma arma, essa é minha primeira vez também, mas já vi muitas pessoas fazendo, se quiser posso te ajudar.

Fiquei impressionado por receber ajuda de um garotinho mais novo que eu.

- Então podemos ter mais de uma arma?

- Sim, quanto mais armas tivermos mais forte seremos, mas isso é bem difícil já que as armas não se dão bem entre si, então se contente com uma, caso não queira intriga. – explicou.

- Olhe, estou interessado naquela. – ele apontou o dedo para uma garotinha que parecia ter o mesmo tamanho que ele, ela possuía orelhas de coelho da cor lilás, assim como seu cabelo – e lembre-se dos seguintes passos: você demonstra interesse, se ela gostar, vai se aproximar e assim você fará o contrato, ah, e todas as armas são femininas.

Ele se aproximou devagar.

- Observe. – disse baixo para mim.

A garotinha logo o notou, assim que ela o olhou ele se sentou no chão calmamente, como se ela fosse perigosa. A garota se aproximou dele, cheirando-o disfarçadamente, então ela estendeu um cristal um pouco diferente, e logo ele se transformou em dois colares. Cada um pegou um, e ao colocarem, uma marca apareceu na mão de ambos. Ele se levantou e finalmente começaram a conversar, após alguns minutos ele retornou para onde eu estava esperando.

- Viu, é fácil. Bom, acho que já deu para entender né, até mais. – o garotinho acenou e eles se teletransportaram.

- Espere... – tentei pará-lo, mas era tarde demais e logo eu havia ficado sozinho novamente.

Voltei a andar e estava tão silencioso, logo comecei a ouvir um barulho de passos, olhei para todas as direções procurando por algo, mas não havia ninguém. Não demorou muito para eu começar a ver um vulto branco que se camuflava com o ambiente. Uma risada fina e divertida parecia soar por todos os lados, como se estivessem brincando comigo.

- Quem está ai? – perguntei um pouco serio, pois estava bem confuso.

E então finalmente tive uma resposta, mas fiquei muito surpreso:

Notas finais
E então, o que acharam? Comentem e digam no que posso melhorar (não costumo morder), acompanhem a historia para receber os novos capítulos sempre que eu atualizar e recomendem também, agradeço desde já. Bjs da Nyu!