Notas iniciais
Oi queridos! E ai, o que estão achando? Aqui vai o segundo capitulo, no capitulo anterior vocês ficaram falando sobre Masuni encontrar a arma dele, mas ninguém levou em consideração se aquela pessoa era arma ou não, pois as armas não costumam agir daquele jeito certo? Mas bem, agora que fiz vocês refletirem um pouco (eu espero) divirtam-se com o segundo capitulo que fiz com muito carinho para vocês, queria ter postado antes mas umas coisas me atrapalharam.. Boa leitura!

– Você é bem bonitinho. – a voz dela era doce e parecia estar tão perto, mas ainda não conseguia vê-la, será que alguma arma está ajudando ela a ficar invisível ou ganhar velocidade?

Mas eu nem sabia se elas tinham esse poder.

– Aparece logo! – ordenei.

E então fiquei surpreso pelo que vi, uma arma, ela era linda, seu cabelo era branco, assim como suas orelhas e rabo de lobo, e ela possuía um maravilhoso olhar, seus olhos eram cor de âmbar que se destacavam naquela pele clara como a neve envolta.

– E-Eu achei que as armas não demonstravam interesse. – falei impressionado com a atitude.

Ela se aproximou de mim lentamente, sorrindo.

– É claro que podemos, mas geralmente só vivemos vagando pelas florestas, mas eu sou diferente. Me dê sua mão. – ela ordenou e assim fiz.

Seu toque era muito quente, o que me impressionou, pois a única coisa que ela vestia era um vestido branco de verão. Ela levou a minha mão até a altura de seu ombro e então...

– Ai! Por que me mordeu? – perguntei confuso, puxando minha mão para trás com um grande impulso.

– Porque você me chamou de arma, não faça isso, meu nome é Nyu! – resmungou.

– Certo, desculpe.

– E você tem um gosto muito bom, para ser sincera. – ela elogiou se aproximando ainda mais – e um ótimo cheiro também.

– O-Obrigada, e acho que você não poderia me comer.

Eu estava falando sério, já que as armas eram metade animal, mas ela gargalhou como se fosse uma boa piada.

– Então, faremos o contrato? – perguntei impaciente, ela não parecia ser como as outras, queria conhece-la.

Ela riu novamente.

– Então você quer que eu te sirva?

– N-Não, eu só...

– Tudo bem, proponho uma brincadeira, se você ganhar, eu faço o contrato. – ela disse animada.

– Que tipo de arma você é? – murmurei baixo, mas ela ouviu mesmo assim.

Rosnou mostrando seus dentes afiados, e então percebi o erro que havia cometido ao repetir aquilo perto dela.

– D-Desculpe, não quis dizer isso.

Ela sorriu, não estava mais brava, seu humor mudava muito rapidamente.

– E então, qual vai ser o jogo? – perguntei.

– Está vendo aquela árvore? – ela disse apontando para uma árvore grande à alguns metros – vamos correr até ela, se você ganhar, fazemos o contrato.

– Então, é só correr? – perguntei confuso.

Ela assentiu. Nos posicionamos um ao lado do outro, ela não parava de sorrir.

– Certo, se prepare, e... – ela deu uma pequena pausa – agora!

Ao ouvi-la falar saí correndo sem pensar duas vezes, eu parecia ter ultrapassado ela, mas era muito difícil correr na neve. Cheguei na arvore, arfando e exausto. Olhei para trás para ver se ela estava chegando, mas não vi nada.

– Nyu? – chamei procurando por ela.

– Estou aqui. – disse de cima de um ganho da árvore.

Ela pulou no chão ao meu lado, fazendo seu vestido mexer com o vento.

– Q-Quando chegou ai?

– Bom, quando eu dei a ordem para você correr eu me teletransportei por aquele galho.

– Então você roubou. – protestei.

– Não, eu não impus regra alguma, e não disse que era uma corrida, só disse que você precisava ganhar, e você conseguiu, parabéns!

– Ainda não entendi a lógica dessa brincadeira.

Ela sorriu, mas sem falar nada se aproximou novamente, estávamos cara a cara, seus olhos estavam dilatados e ela sorria feliz, mostrando os caninos. Ela estendeu sua mão na medida do possível, já que estávamos tão perto e era fácil nos tocar, e em sua mão foi surgindo lentamente um cristal transparente.

– O objetivo dessa brincadeira era saber se você terminaria sua missão mesmo se eu não estivesse ao seu lado, desistir de algo por uma arma é fraqueza, então a partir do momento que terminarmos o contrato, prometa nunca desistir de seus objetivos, independente do que aconteça comigo. – ela falou com a voz mansa, quase entristecida, como se algo a atormentasse.

– Eu prometo. – falei baixo.

O cristal terminou de surgir, brilhando intensamente. Uma luz branca era emitida do cristal e logo dois colares apareceram, um dente de lobo com um enfeite de lobo em cima. Ela colocou um, me entregando o outro e eu coloquei-o também, logo senti algo queimar levemente no lado direito do meu peito. Ergui minha camiseta, vendo a marca, Nyu abaixou um pouco do seu vestido, procurando por uma marca no mesmo lugar, mas nada além de seu sutiã.

– N-N-Nyu! – disse contendo a vontade de olhar.

– Ah, desculpe. – ela disse abaixando o vestido novamente.

Sorri com a maneira que ela se divertia ao meu lado, e poucos segundos depois uma marca se formou no seu braço direito.

– São vocês que fazem os colares?

Ela assentiu.

– É lindo! – elogiei.

– Agradeço. – ela sorria.

– Melhor irmos para sua pousada, você vai ficar doente se continuar mais tempo aqui. – ela falou notando o vapor que saia da minha boca na medida que eu respirava.

O tal circulo de transporte foi se formando em volta de nós num lindo tom de azul.

– Como sabe onde é? – perguntei curioso.

– Eu recebi suas memorias quando fiz o contrato, é assim com todos. – ela explicou.

E surgimos em frente ao dormitório, estendi a “chave” e a porta abriu, antes que pudesse fecha-la Takumi entrou rapidamente na sala, Yuno vinha atrás dele.

– Então você finalmente conseguiu! – gritou Taku.

Nyu ergueu as orelhas, estreitas e pulou em minha frente, ficando entre eu e o Taku, ela rosnava e os pelos de seu rabo ficavam espetados. Yuno fez o mesmo, protegendo Taku e ambas ficaram se encarando por um tempo. Logo ambas começaram a rir. Sai do transe, confuso.

– Eu sou a Nyu. – falou docemente e caminhou até meu lado, abraçando meu braço.

Yuno também estava ao lado de Takumi, ela o olhava intensamente.

– Yuno, por que você e a Nyu não vão dar uma volta? – sugeriu Takumi.

– Tudo bem! Mas pare de mandar em mim. – reclamou Yuno – vamos Nyu?

– S-Sem o Masuni-senpai? – perguntou entristecida.

– SENPAI? – Takumi e Yuno disseram juntos, me fazendo corar contra minha vontade.

– Nyu, está tudo bem, pode ir. – falei pegando na mão dela e olhando-a nos olhos, ainda com vergonha.

Ela sorriu e as duas se teletransportaram para sabe lá deus aonde.

– Não temos perigo de perder nossas armas? Como saberei se Nyu sabe andar por ai sozinha? – perguntei preocupado.

– Ela não está sozinha, está com a Yuno. E se você colocar a mão em cima de sua marca e abrir sua mente, consegue ver onde ela está, e ela pode comunicar com você através do pensamento também, mas só quando estão longe. – Taku explicou.

– Onde é a marca de Yuno? – perguntei.

– Por que quer saber? – Takumi alterou um pouco o tom de voz.

– Nada eu só... Esquece.

– Bom, vamos falar do que importa, começando pelo que aconteceu aqui, você não pode permitir que Yuno sinta qualquer coisa por você. – ele falou serio caminhando pelo cômodo.

– Por que não?

– Se ela... Você sabe, se sentir muito bem tratada, pode acabar se apaixonando por você, e você terá que se desfazer dela, ou seja, finalizar o contrato.

– Ainda não entendo o motivo. — repliquei.

– Não sei se já notou, mas elas são sedutoras natas, gostam de fazer brincadeiras e atiçar, isso pode acabar de modo errado, e se isso acontecer.... Bom, asseguro de que não será bom, você estará quebrando um regra.

– E-Eu não faria isso, Takumi. Mas tudo bem, vou controlar a situação.

Logo alguém começou a bater na porta com bastante força, me assustei mas logo comecei a ouvir a voz de Yuno.

– Takumi! Masuni! Abram logo!

Corremos até a porta e eu abri. Nyu se apoiava em Yuno com os olhos entreabertos, não aparentava feridas mas parecia doente, exausta, ou sei lá como descrever, mas sabia que ela não estava bem.

– Entrem. – disse Takumi.

– Por que não se teletransportaram para cá? O que aconteceu? – perguntei preocupado me juntando a elas.

– Não podemos nos teletransportar para quartos se não tivermos a chave, e a Nyu nem se quer conseguiu usar o teletransporte, tive que usar o meu nela e foi difícil pois nossas habilidades são bem diferentes.

– Nyu. – falei me aproximando – olhe para mim, abra os olhos, eu estou aqui, vamos eu sei que você consegue.

Ficamos todos em silencio, Nyu estava soando, mas seu corpo estava congelado.

Notas finais
E ai o que acharam? O que acham que a Nyu tem? E por que será que ela quis fazer aquela brincadeira? Seria algo do seu passado que tanto incomoda ela? Comentem e digam o que acharam, adoro receber comentário de vocês, me anima muito!! Bjs da Nyu.