Sophias Secrets
3 Capítulo 2
O despertador tocava loucamente debaixo do travesseiro. Ai que saudade de acordar tarde. tirei o celular de debaixo do travesseiro e desliguei o despertador.
Me levantei como um zumbi se levanta do tumulo e peguei minhas coisas pra ir tomar banho. Sai do quarto me arrastando sobre os pés e trombei com o tronco de Jesse... Só de toalha. Hmm.
-Ainda está dormindo? -assenti de olhos fechados e fui para o banheiro.
Fiz minha higiene e sai de lá vestida já com uma blusa masculina social do meu ex-namorado. Já havia escovado os dentes, feito escova no cabelo e me maquiado. Só faltava me vestir.
Tirei a camiseta e me olhei no espelho. Nenhum quilinho a mais. Perfeito.
Peguei uma saia preta justa, uma blusa de frio fina e decotada amarela, uma jaqueta de couro preta, botas de cano baixo com salto pequeno pretas e uma encharpe laranja. Perfeita pro primeiro dia.
-Se não quiser ter que ir de pé pra escola onde você não sabe onde fica é melhor sair dai agora! -Jesse falou de trás da porta.
-Eu já estou pronta! -gritei de volta.
Sai correndo atrás dele. Entrei no carro com pressa e meu estômago roncou. Jesse me jogou uma maçã.
Prestei atenção em todo o caminho até a escola. Ela era um prédio de dois andares largo e de paredes brancas. O fluxo de alunso era grande nas protas de vidro da entrada e no estacionamento.
Sai do carro dizendo para mim mesma que eu dominaria aquele lugar e fechei a porta com força.
-E não é a garota da lingerie branca? -um garoto perguntou vindo na minha direção.
-Você não entrou em coma alcoólico depois daquilo não, garota? -outro garoto chegou batendo na mão de Jesse. -Pelo jeito as brasileiras não são fracas, não. Gostei.
-Eu tenho que pegar meu horario então a gente se vê depois.
Me virei e segui em direção às portas de vidro. Passei por ela olhando para frente e segui as placas que indicavam a secretária. Enquanto eu passava olhares eram jogados sobre mim e alguns murmurios que eu não entendia.
Empurrei a porta da secretária mas um garoto a empurrou também e a porta veio com tudo para cima de mim batendo na minha cara. Desequilibrei para trás mas me reestabilizei antes de cair.
-Você tem uma coisa chamada olhos e podia usá-los pra ver por onde anda! -falei atacando o garoto.
Ele tinha longos e finos musculos nos braços e as costas ficavam bem escupidas na camiseta justa. Ele era alto, usava uma camisa preta xadrez justa e uma calça jeans escura meio justa. Seus olhos eram extremamente escuros e seu cabelo era curto e igualmente negro fazendo um moicano baixo e... atraente.
-Você também podia usá-los para ver o que vai te atingir e desviar-se! -ele respondeu irônico.
-Sai da minha frente. -falei seca.
-Com todo o prazer. -sua voz grossa soou desprezível.
Passei por ele esbarrando nossos ombros por falta de espaço. Já havia ouvido falar sobre gente grossa, mas nunca pensei que seriam tão iguais à mim!
-Em que posso ajuda-la? -a senhora ruiva da recepção perguntou sem levantar seus olhos para mim.
-Sophia Saviano, aluna de intercâmbio nova, eu preciso dos meus horários, por favor.
Ela levantou seus olhos para mim e sorriu.
-Preciso da assinatura de todos os professores até às quatro horas e da sua aqui.- a senhora me entregou uma pasta preta e continuou vasculhando os papéis.- Aqui estão seus horários e um mapa da escola. Bom primeiro dia! -isso soou mais como um "Agora vá embora da minha sala".
-Obrigada! -sorri forçado e sai da secretária enfiando o mapa na minha bolsa.
-Oi Sophia! — a voz familiar de Tyler soou do outro lado do corredor. -Precisa de ajuda com alguma coisa? -ele estava encostado nos armários à minha direita com as mãos no bolso.
-Nada que possa ser feito na escola. -sorri perversa.- Onde fica o armário 356?
-Olha que sorte, você caiu bem ao meu lado! Que surpresa não é mesmo?!
Aqueles olhos verdes não me deixavam confiar nele. Eram perigosos e profundos. E eu adoro o perigo.
-Quanto subornou quem? -semicerrei meus olhos.
-Não subornei nada! Pode acreditar, só conversei com meu ex-vizinho de armário e ele aceitou trocar o armário com você já que o armário 702 não é muito agradavel. -ele apontou para um canto.
Olhei na direção e vi um cara em um armário ao lado do banheiro masculino.
-Ah, entendi.
-Vem cá, vamos ao seu armário.
Tyler tinha um ar completamente egocentrico e totalmente charmoso, um simples "A" que saia de sua boca levava qualquer um a segui-lo para onde ele quisesse.
Seu braço subiu para meus ombros mas eu me sacudi tirando-o de mim e continuei caminhando a seu lado. Chegamos ao meu armário branco bonitinho. Olhei os numeros no papel e girei a tranca abrindo o armário de uma vez.
-Bom truque. -ele elogiou observando encostado ao armário ao lado do meu. -Quer ver um melhor? -Tyler se virou girando uma vez a tranca e o armário se abriu.
Sorri cinica e lhe mostrei o dedo do meio.
-Não te perguntei, querido. -irônia emanava de meus poros.
Joguei meu horario lá dentro e o fechei com um baque. Virei-me sorrindo para Tyler que me encarava com um olhar especulativo, talvez confuso, como se ele quisesse saber mais sobre mim.
-Agora tenho aula de literatura, e você? -perguntei me encostando nos armários também.
-Inglês, depois sexo, e depois...
-Você tem aula de educação sexual? -segurei o riso.
-Que seja. O sinal vai bater, tchau.
Ele se virou e caminhou pelo corredor sem olhar para trás. Segui seu exemplo e procurei por minha sala. Entrei um segundo antes do sinal bater apressada para não ser notada pela turma que gritava e jogava bolas de papéis uns nos outros. Peguei a assinatura do professor sem olhá-lo e fui para uma mesa no fundo vazia.
-Bom dia turma! Meu nome é Sr. Van der Gualt. Professor de literatura. Bem vindos ao AEHS. Quem é aluno novo?
Olhei para o professor e levantei minha mão sem pensar, eu só tinha que esperar que fosse uma pergunta decente.
O Sr. Van der Gault era alto e loiro com olhos cor de mel que pareciam janelas do céu e pele levemente bronzeada. Fiquei algum tempo observando-o e despertei quando ele se dirigiu à mim.
-Srta. Saviano. Belo nome. Brasileira, intercambista, e com um pedido especial da diretoria para ficar de olho em você. -ele leu minha ficha e a sala virou os olhares para mim. -Aprontou muito no seu país? -ele sorria debochando e eu respirei fundo pra não responder para ele.
-Eu era uma ótima aluna de um colegial especial! Mas eu sou astuta.
-Safada, trambiqueira, trapaceira, malandra, use a palavra que quiser.- Gabriela falou na minha frente e sevirou para mim sorrindo com o lápis na boca.
-Olha aqui garota, só porque eu tenho o que você não tem não significa que precisa fazer isso, você pode ficar caladinha e aceitar que eu sou melhor do que você.
-Você é uma vadia, isso sim.
-Com orgulho.
-Meninas, embora eu esteja adorando isso, já podem parar. -o professor mal se continha na ansia de ver uma briga de garotas, ele deve ter o que? 24 anos?
-Espera ai agora, cara. É o seguinte garota, ainda não percebeu isso mas você não tem moral alguma aqui, então não tenta brigar com a rainha daqui porque não vai funcionar. -ela mecheu o dedo enquanto falava olhando para mim com repugnancia.
-Se você responder, irá para a diretoria no primeiro dia de aula. -o Sr. Van der Gault falou se colocando na minha frente.
-Não preciso disso. Pode dar a sua aula.
-Ótimo. -ele sorriu diretamente para mim e foi para frente da lousa começando um entediante e confuso monológo sobre Hamlet.
Tive dificuldade nas três primeiras aulas de humanas, apesar de ser minha área, nas quais eu pouco entendia o que o professor dizia.
Andei para meu armário quando bateu o sinal do almoço e joguei tudo dentro dele com raiva. Gabriela me perturbava a cada chance que tinha e eu não podia me meter em problemas aqui.
-Hey garota, o que houve? Alguém comeu seu almoço? -Tyler zombou encostado em seu armário.
-Cai fora. -indiquei com o polegar para trás de mim.
Ele jogou sua cabeça para trás rindo e me puxou me cintura até seu corpo. Sua mão direita passeou pelo meu braço até meu pulso e tirou minha pulseira de couro.
-Não combina com seus olhos. -ele sorria irônicamente irritante. -Seu problema é Gabriela?- bufei em resposta -Quer igualar seus pontos? Entre para o time de cheerleaders. Você é bonita, gos... Com um corpo bonito, sexy, e tem uma ginga que vou te falar.
-Não sou a maior fã disso. Não tenho paciencia pra usar esse uniforme todos os dias. -apontei para duas garotas que passavam no corredor.
-Não precisa.... Mas eu acho que você ficaria muito gata nessa roupa. De barriga de fora e saia curta de fenda. Hmm. -bati no seu braço e ele me olhou com aqueles olhos penetrantes. -Vai ser cheerleader. -ele falou me olhando fundo nos olhos.
É... Ser cheerleader não seria tão ruim, ia calar a boca da vaca da Gabriela e me deixaria no topo da cadeia social escolar.
-Quando eu faço o teste? -perguntei.
-Tem um teste amanhã depois da aula no ginásio.
-Então eu- antes que eu falasse algo Tyler me beijou com força me obrigando a responder, não que eu não fosse responder, alguma coisa me prendia à ele. Após alguns segundos ele próprio parou levantando seu rosto. Observei enquanto ele encarava alguém que ele não me deixava olhar. -Quem é? -perguntei tentando virar o rosto mas seu queixo me segurava.
-Seu anjo da guarda. -ele falou irônico. -Vamos almoçar.
Andamos até o refeitório lotado. Tinha mesas retangulares e redondas, todas as retangulares ocupadas e as redondas meio habitadas. Todas por garotos altos e bonitos com casaco do time de futebol americano do colégio e garotas com o uniforme das cheerleaders. Tyler nos guiou para a mesa redonda onde Jesse estava sentado em cima e Sammy em pé conversando risonha com todo mundo ao mesmo tempo.
-Hey! -Sammy falou se virando para mim. -Venha cá, vou te apresentar todo mundo porque esses dois grossos com certeza não vão fazer isso.
-Sinta-se a vontade! -Tyler falou se sentando relaxado em uma cadeira.
-Aqui, Sophia, esse é o Jackson, o atacante do time, esses são Brad e Jim, os zagueiros, -os dois garotos do estacionamento — essa é a Maggie, Maria, Emma,- ela apontava a cada um à medida que apresentava- Lilly e Gabriela que você já conheceu e... Não teve uma boa primeira impressão. -ela falou devagar.
Não prestei atenção nos rostos, muito menos nos nomes, eu só tinha que saber como eu entraria no time.
-Eu estou com fome, alguém vai comigo lá comprar? -perguntei incerta se devia chamar alguém dali já que não conhecia ninguém.
-Vamos lá!- Sammy jogou os braços pra cima erguendo uma perna. -Então, como você ficou depois daquele porre de sábado?
-Eu to morrendo de dor de cabeça até agora, mas eu consigo esconder. Já sofri de dor de cabeça suicida, então isso pra mim não é nada. -dei de ombros e lhe olhei de canto de olho. -E você?
-O que é dor de cabeça suicida? É doença? Ai meu Deus, é grave?! -Ela me parou de uma vez com um olhar desesperadamente preocupado.
-É uma distorção nervosa na cabeça que te leva à ter uma dor de cabeça tão forte que você perde a noção dos seus atos e faz o que for para acabar com a dor. Mas passou rápido. -sorri tentando acalma-la. -Eu estou bem.
-Você tem alguma doença? -ela perguntou abraçando meu braço. Ela era bem mais baixa que eu.
-Eu sou pré-diabética. E eu... Hã... Só isso. -olhei para baixo tentando disfarçar.
-Que horror! Você não pode comer doces, não vai. Eu não vou deixar. Talvez um refrigerante ali e aqui, mas só isso. Nem refrigerantes, você tem que continuar magra para entrar na equipe. -esperai ai, ela me chamou de magra? Ai que lindo!
-Então, os testes são amanhã?
-São! Ai você tem que passar, nossa treinadora é a Reese, ela é muito legal! E provavelmente ela vai te deixar passar. Então, você e o Tyler? Ele tem sido bonzinho com você? Nossa, é bom que esteja. Se não... -ela sacudiu o dedo na frente e me lembrou da minha avó.
Entramos na fila no fim dela e Sammy continuava seu monólogo sobre Tyler. Eu não a ouvia, observava o refeitório em silêncio.
Meu olhos passaram por uma mesa quase vazia onde um cara com aparência de 19 anos estava sentado quase debruçado sobre ela sozinho. Ele me encarava sorrindo. Eu conhecia-o de algum lugar, não fazia ideia de onde, mas eu conhecia... corri meus olhos por todo o seu rosto, por suas roupas... Era o garoto estupido da secretaria. Observei mais profundamente seus olhos negros e curiosos e me perdi por um segundo neles.
Cutuquei Sammy com o cutuvelo e perguntei:
-Quem é ele? -indiquei com a cabeça o garoto que soltou uma risada e desviou seu olhar.
-Ele?! -ela quase gritou e eu he olhei alarmada. -Ele é meu irmão adotivo! -ela falou rouca.
-Ele é seu irmão adotivo? Como assim? Por que...? Ele... -eu me embaralhei nas palavras.
-O que é? Queria que ele não fosse para que vocês pudessem...- ela parou insinuando algo subeentedido- Hmm, sei. Um de cada vez garota.
-Não! Credo! -ela ainda me olhava -É que eu trombei com ele na secretaria e ele é estupido.
-Então você ta ferrada porque ele ta vindo aqui. Todo gato, gostoso e com esse olhar que mata. Ele parece um anjo. -ele se aproximou sorrindo e ela saiu da fila pulando no ombro dele -Oi irmãozinho, essa é a Sophia Saviano, minha nova amiga. Se cumprimentem. -ela deu um olhar intuitivo e eu sabia que ela queria ver ele sendo grosso comigo.
-Oi, Jhon Smith, deve conhecer esse nome de algum lugar. -ele brincou com um sorriso de lado. Filho da mãe.
O Cara da Secretaria estendeu a mão e eu apertei-a desconfiada com um sorriso falso no rosto.
-Pode me chamar de Jhon. -ele continuou com aquele sorriso falso. -Posso te chamar de Sô?
-Sô? Não. Sophia, Saviano, o que você quiser, menos "Sô"!
-Do que eu quiser? Então tá... -ele bateu o indicador no queixo.
-Eu chamaria de vadia. -Gabriela falou passando por nós.
A encarei seca e ela olhou por cima do ombro caminhando para o lixo. Ela voltou rebolando e sorrindo cínica.
-Foi encontrar sua familia, querida? -perguntei apontando para a lata de lixo.
Gabriela passou reto fingindo ignorar e eu ri.
-Então eu vou te chamar de garota com quem eu tenho um encontro sabado à noite.
Sammy colocou as mãos sobre a boca com uma cara de espanto e felicidade misturados e saiu pulando tampando os gritos.
-Aceita! -ela sussurrou enquanto pulava.
-Nem a pau!- falei um pouco alto demais e as pessoas ao redor me olharam mas eu ignorei. -Não vou sair com você.
-Vamos ver. -ele falou sorrindo e saiu andando.
Bufei e continuei na fila pegando minha comida. Ele achava que eu ia sair com ele? Ele era muita gato, muito gostoso, muito sexy e... Deve ter repetito três ou quatro anos, mas... Ai que se dane, ele é grosso, egocentrico, arrogante, bad boy e... Eu amo bad boys!
-Você é doida?! -Sammy quase gritou pulando em mim. -Você tem que dizer sim! Me da seu celular.
Sammy era uma coisinha fofa. Loirinha e com olhos castanhos ela pulava tentando alcançar meu celular.
-Tá doida, garota? Eu não vou sair com Jhon nem à pau.
-Pelo menos me deixa te passar o celular dele! Caso você mude de ideia, por favor, Sophia! -seus olhos castanhos brilhavam em um olhar de cachorro pidão.
-Toma. -entreguei meu celular a ela e crusei meus braços emburrada.
Sammy começou a mexer no celular e de repente seu sorriso se transformou em uma careta.
-Ah, esqueci de dizer. Eu ainda não tenho um numero. Desculpa. -sorri amarelo e peguei meu celular. -Agora anota o numero de uma vez e para de tentar ligar pra ele.
Voltamos para a mesa com um suco de laranja. Sentei-me na mesa com as pernas cruzadas e abri a caixinha.
-Vai comer só isso? -Jesse indagou.
Sua bandeija tinha uns dois pedaços de pizza, uma coca e mais um monte de comida. Muito carboídrato, muita gordura.
-Pra mim é o bastante. -abaixei os olhos para a caixa.
-Sério? Como consegue sustentar essa bunda?- Brad indagou me deixando constrangida- Suas pernas são finas e malhadas, mas voce tem uma bunda que... -sua fala foi interrompida por um gemido.
Jesse havia dado um soco no seu braço. Todos da mesa começaram a rir dele, alguns começavam a tentar segurar a risada mas acabaram soltando-a.
O sinal do fim do almoço tocou e saltei da mesa. Passei no meu armário para pegar meu caderno de química e procurei pelo laboratório chegando pouco antes do sinal de inicio da aula. O Sr. Matinez assinou a caderneta e me apontou um lugar no fundo da sala em uma mesa dupla vazia.
Sentei e coloquei minhas coisas embaixo da mesa. O professor começou a passar revisão geral da matéria do primeiro ano e depois de uns 15 minutos de aula nos mandou fazer um experimento com ácido.
Eu passava o ácido já diluido para um tubo de ensaio quando Jhon sentou do meu lado e eu deixei cair um pouco em minha mão.
-Ai! -exclamei quando o ácido queimou levemente minha mão.
Coloquei os tubos no suporte e observei minha mão. Estava avermelhada e ardendo.
-Deixe-me ver isso. -Jhon puxou minha mão. -Enxágüe com bastante água. Vem cá.
Fui puxada até a pia e coloquei minha mãe sob a água. Deixei a água escorrer sobre a queimadura por alguns minutos ignorando Jhon ao meu lado. Tirei minha mão da água e fechei a torneira. Eu poderia ir pra enfermaria, mas eu não estava a fim.
-Você é desastrada. -ele comentou.
-Não sou não. Só costumo me assustar quando idiotas como você fazem par comigo. -ironizei.
-São idiotas como eu que vão sair contigo sábado. -ele deu aquele sorriso bobo e misterioso.
-Eu não vou sair com você.
Voltei a fazer o experimento mesmo com minha mão ardendo, precisava tirar minha atenção de Jhon.
-Temos uma semana pra fazer as apostas. Sábado à noite você vai sair comigo. -ele tinha uma segurança que me irritava.
-Eu mal agüento falar com você, quanto mais sair.
-Não se preocupe com isso. Nossas bocas estarão ocupadas demais para conversar. -ele sorriu de novo e começou a fazer o experimento em silêncio.
Bufei e ajudei-o a terminar o trabalho em silêncio. As aulas se passaram completamente entediantes até o fim do período.
Notas finais
-XOXO
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